segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Do Fundo do Baú!

Nosso amigo e confrade Elson Martins envia via e-mail, diretamente do Acre, sua importante contribuição para o Porta-Retrato: uma foto rara retirada do fundo de seu baú particular.
Segundo o jornalista Ernani Marinho(que se fez presente ao evento), o objetivo da reunião foi o apoio de líderes estudantis ao deputado Amilcar Pereira, candidato à reeleição, após o seu rompimento com Janary Nunes. A reunião, em 1962, foi na residência do prefeito Otávio Oliveira, nomeado por Raul Montero Valdez, então governador d TFA, na época.
A antiga casa do Prefeito, situava-se num prédio na esquina da Rua Eliezer Levy com Mendonça Furtado, ao lado do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no  Centro de Macapá.

Da esquerda para a direita: Nestlerino Valente, Guioberto Alves, Isnard Lima, Guilherme Jarbas, João Moreira(atrás), Carlos Nilson, Ernani Marinho, Aldeobaldo, Deputado Amilcar Pereira, Nazaré Guedes (atrás do Dr. Amilcar Pereira), Haroldo Franco, Prefeito Otávio Oliveira, professor Nogueira(atrás) e Elson Martins e a moça sentada à frente dessa turma: Sônia Costa (irmã do Carlos Nilson).
Haroldo Franco  (presidente), Guilherme Jarbas (vice-presidente), Ernani Marinho (secretário-geral), José Aldeobaldo Andrade (primeiro secretário), Guioberto Alves (segundo secretário) e Carlos Nilson (diretor Cultural) compunham a diretoria da UECSA. João Moreira era presidente do Gremio Ruy Barbosa, do Colégio Amapaense, Isnard Lima, presidente do Gremio Barão do Rio Branco, do IETA, e Elson Martins e Nestlerino Valente comandavam os jornais Lider (da UECSA) e Castelo (do Colegio Amapaense. (Ernani Marinho).
(Atualizado em 05/09/2011)

sábado, 24 de setembro de 2011

Dois jovens tucujus...Pioneiros.

(Foto: Reprodução/acervo família Teixeira) 
(A foto acima nos foi compartilhada por Aluizio Teixeira, via email, direto de Recife_PE)
Dois jovens tucujus são vistos nesta foto: Heitorzinho Picanço e o próprio Aluízio Teixeira. Heitorzinho (que teve falecimento precoce) era um dos filhos do casal Heitor (Helenita) Picanço, ambos falecidos. Aluízio é filho do casal Leopoldo(Teixeirinha - empresário falecido) e Dona Graça Teixeira que reside com a família em Belém-PA.
Aluízio (mais novo, de calça curta, sentado à esquerda) e Heitorzinho (de calça comprida) em frente a um Fusquinha – chapa 17-33 – Macapá.  São boas lembranças da Macapá de outrora.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Lancha "Amapá"

(Foto: Reprodução/acervo Museu Histórico do Amapá)
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(Foto extraída do relatório de atividades do Governo do TFA, em 1944)
Ano 1944  - Lancha AMAPÁ - Usada na linha Macapá/Belém/Jari. Pertencia à frota do SERTA Navegação (Serviço de Navegação do Território Federal do Amapá - depois transformado em SENAVA).
(Foto: Reprodução de arquivo)
Nesta foto a Lancha Amapá, chega de uma viagem, passa em frente à cidade de Macapá, e se aproxima para atracar no Trapiche Eliezer Levy. Ao fundo a Fortaleza de São José de Macapá.
Em 1948, a Lancha Amapá foi recuperada, e reformada em 1949 para levar professores(as) para diversos pontos do Amapá, incluindo Mazagão Velho e o vale do Jari.
(Repaginado em setembro de 2011)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Praça Veiga Cabral nos anos 1950

(Reprodução)
Clique na foto para ampliá-la
(Foto do Acervo/Coleção Digital/IBGE)
Anos 1950 - Aspecto da Praça Veiga Cabral, em frente à Matriz. Neste prédio ao lado da  Igreja Matriz de São José de Macapá, funcionaram, no início do Território, a Primeira Unidade Hospitalar de Macapá, o Palácio do Governo, a Escola Técnica de Comércio do Amapá e a antiga Companhia Amapaense de Telefones (CAT), que depois foi demolido, para ser construída em seu lugar, a Biblioteca Pública "Elcy Lacerda".
 (Repaginado em 2011)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ESPECIAL: COLUNAS PARTIDAS

Por Nilson Montoril (*)
(Reprodução de Jornal)
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A então Praça da Saudade(1967),que o Governador Ivanhoé Gonçalves Martins já chamava de Praça Cívica, sem a urbanização necessária. Observe que na área onde foi construido o Palácio do Setentrião havia um campo de futebol delineado por alunos do Colégio Amapaense. O espaço correspondia a um pequeno trecho do velho aeroporto da Panair do Brasil. O palaque de madeira era montado no final de agosto e desmontado após os festejos da semana da Pátria e do Território. O mastro onde a Bandeira Nacional era hasteada ficava no centro da praça.
Quem vê a Praça da Bandeira urbanizada, nem de longe imagina que naquele local, no dia 21 de janeiro de 1959, os amapaenses ergueram um singelo monumento compreendendo um pilar em alvenaria, tendo no topo uma base em concreto, encimada pelo mapa do Amapá e sobre ele três colunas partidas. Antes do pano que cobria o monumento ser descerrado, foi realizada uma missa campal celebrada pelo bispo Prelado de Macapá, D. Aristides Piróvano. Centenas de pessoas conduziam cartazes com as fotografias de três ilustres cidadãos: deputado federal Coaracy Gentil Monteiro Nunes, o suplente de deputado Hildemar Pimentel Maia e o Oficial Administrativo Hamilton Henrique da Silva. Eles haviam falecido num pavoroso acidente aéreo na localidade Nossa Senhora do Carmo, região do rio Macacoary, na manhã do dia 21 de janeiro de 1958, uma terça-feira. Coaracy Nunes e Hildemar Maia tinham ido aquele povoado prestigiar uma festa que os moradores faziam em louvor a São Sebastião. Como à época não havia estrada de rodagem que ligasse a capital do Amapá àquela localidade, os dois amigos iriam empreender a viagem por via marítima. Foram desaconselhados a fazê-lo porque o percurso era longo e ambos deveriam estar em Porto Platon ao amanhecer do dia 21 de janeiro, a fim de seguirem de trem para Serra do Navio, onde manteriam contatos com técnicos do governo federal ligados às questões geográficas e mineralógicas. Se não tivessem ido ao Macacoary no dia 20, teriam tomado um trem da Estrada de Ferro do Amapá dia 21, na estação do quilômetro nove, então edificada próximo à bifurcação da rodovia BR 15/Macapá-Clevelândia com a estrada que demanda para o Porto de Santana, para cumprir a agenda acertada no Rio de Janeiro, então capital federal do Brasil. Desde o dia 2 de fevereiro de 1956, o Território Federal do Amapá estava sendo governado pelo médico Amílcar da Silva Pereira, que substituiu Janary Nunes quando este foi nomeado pelo Presidente Juscelino Kubtischek para presidir a Petrobras. O Contador Pauxy Gentil Nunes atuava como Secretário Geral, uma espécie de vice-governador. Ao saber que Coaracy e Maia pretendiam ir a Vila Carmo do Macacoary por via fluvial, Amílcar Pereira lhes ofereceu um dos aviões da frota oficial, mas a oferta foi recusada. Eles não queriam dar motivos para que seus adversários políticos os criticassem por trágico de influência junto ao governo territorial.
(Foto: Reprodução/Google imagens)
O  aparelho  em  questão  é  um  Paulistinha CAP-4. O  Paulistinha  CAP-9  era  um pouco   maior, mas  não   tinha  a  mesma  performance  do  CAP-4. 
O Dr. Maia sugeriu ao Dr. Coaracy que o piloto Hamilton Silva fosse contratado para levá-los até o local da festa e no dia seguinte transportá-los até Porto Platon. O aparelho que Hamilton Silva pilotava pertencia a ele e aos senhores Eugênio Gonçalves Machado, pecuarista naquela região, e a Carlos Andrade Pontes, seu genro. Por ser uma aeronave particular, ninguém da oposição teria o que falar. Assim foi feito. Hamilton Silva acertou com os contratantes todos os detalhes da viagem e convidou o amigo Eulálio Nery para acompanhá-los, haja vista que o Eulálio é natural do Macacoary e devoto de Nossa Senhora do Carmo e de São Sebastião. O avião alugado era um Paulistinha, prefixo CAP- 9, com capacidade para quatro pessoas. Não era um aparelho indicado para decolar em pistas curtas, principalmente se estivesse conduzindo muita carga. Ao deixar Macapá, o Paulistinha levava quatro passageiros e um tambor de gasolina alojado atrás das poltronas destinadas aos passageiros. A viajem até Macacoary foi tranqüila e muito divertida. À noite, o baile estava do jeito que o diabo gosta, pelo menos para o Eulálio Nery que grudou numa morena e deixou de lado a condição de “co-piloto”. Dia 21 de janeiro de 1958, por volta das cinco horas da manhã, Coaracy Nunes, Hildemar Maia e Hamilton Silva foram acordados. Fizeram o asseio matinal, tomaram café e seguiram para o campo de aviação local. Bem que eles tentaram convencer o Eulálio Nery a continuar integrando a comitiva, mas o Eulálio tinha sido encantado pela cabrocha interiorana. O dia amanheceu nublado e chovia fino. O piloto Hamilton Silva não queria voar devido ao fato da pista só ter 400 metros, cumprimento nada recomendável para uma decolagem quando o tempo é adverso. Alem disso a pista de terra e areia estava encharcada. O Dr. Maia também ficou receoso. O Dr. Coaracy Nunes não quis faltar ao compromisso acertado para Serra do Navio e estimulou Hamilton Silva, lembrando que em outras ocasiões e em lugares ainda mais hostis o piloto agira com muita destreza.
Esta fotografia dos destroços do CAP-9 foi batida após a abertura da estrada de rodagem que liga Macapá à região do Rio Macacoari, cujo pico foi aberto por iniciativa do pecuarista Eugênio Gonçalves Machado. Antes, o percurso era coberto a cavalo, passando por Santo Antônio e Abacate do Pedreira, São Francisco da Casa Grande e Curiaú . O cidadão de roupa escura que aparece no flagrante é o Governador Terêncio Furtado de Mendonça Porto. A foto, que certamente era do acervo governamental, tem sido usada por quem se dispõe a ilustrar artigos sobre a tragédia do Macacoari.
O avião Paulistinha sinistrado era um dos aparelhos fabricados pela Companhia Aeronáutica Paulista. Até 1949, ano em que a empresa em questão fechou as portas, centenas de aeronaves tinham sido fabricadas nas séries CAP 1 a CAP 9. O Paulistinha CAP 4 foi a série que fez mais sucesso, contando com ótima aceitação pelos aeroclubes do Brasil e empresários. Basicamente, o avião Paulistinha era um aparelho para treinamento primário. Tinha estrutura de tubos soldados de aço cromotibdênio e madeira, coberto de tela. O Paulistinha CAP 9, por exemplo, era uma versão sanitária do CAP 5 e poucas unidades foram fabricadas.Usava motor Franklin fabricado nos Estados Unidos da América e desenvolvia velocidade de 130 km por hora. No momento de sua decolagem na pequena pista do Macacoari, o Paulistinha CAP 9 estava com o tanque cheio e ainda levava razoável quantidade de gasolina em um tambor. Com a explosão deste tambor, provavelmente os ocupantes do avião foram encharcados de gasolina e rapidamente viraram tochas humanas. A credita-se que a simples queda da aeronave ceifou-lhes a vida.
Convencido de que era necessário voar, Hamilton Silva posicionou o Paulistinha na cabeceira da pista e iniciou a operação para a decolagem. O avião teve ótima aceleração, mas perdeu velocidade ao deslocar-se na pista lamacenta. No momento certo alçou vôo e tudo indicava que ganharia os ares. Entretanto, a cauda do Paulistinha bateu no topo de uma portentosa árvore e o pequeno avião despencou contra o chão, explodindo. Momentos de muito tormento viveram as pessoas que estavam na margem da pista, impossibilitadas de fazer algo para debelar as chamas. Num esforço em vão limitaram-se a jogar areia nas labaredas. Quando o fogo apagou, restaram apenas três corpos carbonizados no interior do aparelho. A identificação dos corpos foi feita levando-se em conta a posição que as vítimas ocuparam no momento do embarque. O fogo reduziu a pedaços de carvão os corpos do tripulante e dos ilustres passageiros, que couberam em urnas mortuárias que não chegavam a ter 80 centímetros de cumprimento cada. Naquele fatídico dia, três importantes colunas foram partidas: Coaracy Gentil Monteiro Nunes, 45 anos; Hildemar Pimentel Maia, 38 anos; Hamilton Henrique da Silva, 32 anos. Cada um deles estava simbolicamente representado no monumento erguido em frente ao Colégio Amapaense, na lateral do espaço que passou a ser chamado “Praça da Saudade”. No mesmo dia, pela manhã, autoridades e escoteiros testemunharam a colocação do busto do Dr. Coaracy Nunes sobre uma pilastra na praça fronteiriça ao Aeroporto Internacional de Macapá, hoje transformada em estacionamento.
(Foto: Reprodução)

A Praça da Saudade não foi convenientemente construída devido às mudanças introduzidas na gestão do Território do Amapá a partir de 1961, e principalmente a contar de 1965. O civismo apregoado pelo General Ivanhoé Gonçalves Martins falou mais alto, e no lugar da Praça da Saudade surgiu a Praça Cívica, cujo nome, pouco tempo depois foi modificado para Praça da Bandeira, que nunca mais foi usada para o fim precípuo de sua edificação. A tragédia do Macacoari extinguiu a vida do Dr. Coaracy Nunes, cognominado no Congresso Nacional como “O Deputado da Amazônia”.
(Reprodução)
Nesta vista aérea de Macapá, o local onde seria construída a Praça da Saudade já abrigava a Praça da Bandeira. As obras do Palácio do Setentrião estavam concluídas e o palanque do logradouro público edificado em alvenaria. Posteriormente, diversas modificações foram introduzidas na praça até o estágio atual.
(*) Professor e historiador amapaense
(Artigo publicado, originalmente, em 27 de juLho de 2011 no blog Arambaé, do historiador Nilson Montoril.)

sábado, 17 de setembro de 2011

Quebrou? Flip dá outro!

Lembra dele?
O inconfundível FLIP GUARANÁ!
(Foto: Reprodução do blog do Fernando Canto)
(Foto extraida do blog Canto da Amazônia do amigo Fernando Canto)
Nada mais sugestivo: Se seu copo quebrasse, Flip dava outro. E dava mesmo.
Quebrou? Flip dá outro! Era assim que começava a propaganda que anunciava promoção de prêmios ao ouvinte que encontrasse o desenho de um copo no interior da tampinha da garrafa dos produtos FLIP:  FLIP GUARANÁ - que foi o primeiro guaraná da cidade e o FLIP LARANJADA.
Eram dum sabor inigualável, sem dúvida!
O “reclame”, como se chamava naquela época, era veiculado no Carnet Social – o programa da família amapaense - mais ouvido da Rádio Difusora de Macapá, e depois também pela “Agenda Social” da Rádio Educadora São José de Macapá.
Entre inúmeros, prêmios existiam os copos personalizados do produto, que podiam ser trocados no caminhão de distribuição.
Não precisa dizer que tais promoções alvoroçavam a criançada “à caça das fichinhas” em frente aos bares de maior movimento pela cidade.
A fábrica ficava aos fundos da “Casa Leão do Norte”, atrás da Oficina da Ford.
O primeiro concorrente do FLIP, em Macapá, foi o SUPER GUARANÁ lançado pelo farmaceutico Sr. Francisco Serrano.
Outro forte concorrente que vinha do Pará era o Guaraná Garoto.
Com o fechamento da fábrica do Flip Guaraná surgiu um outro refrigerante na praça, que era produzido pelo Sr. Bitencourt, o Guaraná Glória, cuja fábrica foi instalada num barracão, na praça Floriano Peixoto, lá na Av. Pedro Baião no mesmo local onde antes funcionava a Saboaria Macapá, dos portugueses Isaac e Manoel, no bairro do Trem, bem ao lado da casa do renomado violonista Nonato Leal.
Vejam, quantas indústrias de refrigerantes que surgiram em Macapá e que desapareceram.
Fonte de Referência: Blog Canto da Amazônia
(Repaginado em 17.09.2011)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ex-Governador Moura Cavalcante

(Reprodução de jornal)
José Francisco de Moura Cavalcanti, advogado, administrador, político, orador e memorialista pernambucano, descendente de tradicional família da aristocracia açucareira da região da Mata Norte de Pernambuco, também com grande tradição política, foi governador de então Território Federal do Amapá, em 1961,  e do estado de Pernambuco de 1975 a 1979, indicado pelo então presidente da República, General Ernesto Geisel.

Nasceu em 30 de outubro de 1925, no Engenho Cipó Branco, de propriedade da família, no município de Macaparana, filho do Coronel João Francisco de Moura Cavalcanti e de Dona Áurea de Moura Cavalcanti. Até os nove anos de idade foi um típico menino de engenho, quando ficou órfão de pai e mãe, passando a viver sob a tutela do avô materno.
Iniciou seus estudos em Macaparana, porém, aos dez anos, foi estudar no Recife, interno no Colégio Nóbrega, onde passou toda a adolescência em companhia dos padres jesuítas. Estudou Geografia e História na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manuel da Nóbrega. Depois de ter atuado como advogado ad hoc, isto é, defensor só de determinado caso, e com sua vocação natural para oratória, decidiu continuar os estudos. Fez vestibular para Faculdade de Direito do Recife, porém trancou a matrícula logo no começo do curso.
Aos dezoito anos, já fora do internato e morando em pensionato, conheceu Maria Margarida, com quem começou a namorar e, meses depois, se tornou sua esposa, fixando residência na Fazenda Porteira da Pedra, na Paraíba.
(Foto: Reprodução/Acervo família Teixeira)
(Foto: contribuição do amigo Aluízio Teixeira)
Maria Margarida Krause Gonçalves de Moura Cavalcanti, apelidada de Suçu, seria sua companheira durante toda a vida.
José Francisco iniciou sua carreira política em 1946 quando, com apenas vinte anos de idade, através de eleição democrática e vinculado ao Partido Social Democrático (PSD), tornou-se prefeito de Macaparana para o mandato de 1946 a 1950. Quando concluiu o mandato em 1950, deixou a política e, com o apoio de sua esposa, prestou novo vestibular retornando à Faculdade de Direito do Recife, dividindo agora o tempo entre a Faculdade, a Fazenda Porteira da Pedra e o Engenho Cipó Branco.
Concluiu o curso de Direito em 1954, e passou a dedicar-se às atividades jurídicas. Foi advogado de ofício e desempenhou as funções de Promotor de Justiça Militar de Pernambuco, Assistente Jurídico, Subprocurador e Procurador Geral do Instituto de Previdência Social do Estado de Pernambuco (Ipsep), e Procurador Jurídico do Estado, função que exerceu até 1974, quando se aposentou.
Em 1961, foi indicado pelo então presidente da República, Jânio Quadros, para governador do Amapá, permanecendo no cargo até a renúncia do presidente. De volta a Pernambuco foi Secretário Estadual de Administração em 1964. Na gestão do governador Nilo Coelho (1967-1971), Moura Cavalcanti foi Secretário Extraordinário do Estado de Pernambuco. No governo do General Garrastazu Médici, foi o primeiro presidente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de 1970 a 1973, quando assumiu o  Ministério da Agricultura. Nesse cargo, entre outras medidas, criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Nomeado pelo presidente da República Ernesto Geisel, foi governador de Pernambuco de 1975 a 1979.
Entre suas realizações, durante o governo do Estado, destacam-se a construção das barragens do Carpina e de Goitá, a drenagem de todo o Rio Capibaribe, medidas para conter as grandes enchentes do Recife; o Terminal Integrado de Passageiros (TIP); a Ferrovia Transnordestina e o Complexo Industrial de Suape.
No final de seu mandato, já doente, José Francisco de Moura Cavalcanti recolheu-se à vida privada em tratamento de saúde, mas sempre acompanhou os acontecimentos políticos do Estado, do País e do mundo. Em 28 de novembro de 1994, depois de várias complicações, morreu no Recife.
Texto: Maria do Carmo Andrade - Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Fonte: ANDRADE, Maria do Carmo. Moura Cavalcanti. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>.

Pioneiros do Comércio amapaense

(Reprodução de arquivo)
Anos 60 - Da esq. para a dir.: Vemos Romeo Harb (Lojas Brasília), Raif Ballout (Casa Mira) e Rafic Char (Casa Flor da Síria). Apenas o empresário Romeo Harb permanece com atividades comerciais em Macapá, à frente da Importadora JK.
(Repaginado em 2011)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Falece, em Belém, a profª Lucimar Brabo Alves

(Foto: Reprodução de arquivo)
Registramos, com pesar, o falecimento de uma Pioneira da Educação do Amapá.
Professora Lucimar Brabo Alves, faleceu em Belém do Pará, aos 81 anos de idade.
Seu neto Fábio Renato, confirmou a notícia e informou que a morte de sua avó ocorreu às 06:00h, da terça-feira, 13 de setembro, em Belém-PA, após lutar por 2 meses contra um câncer. O dia de seu passamento coincidiu com a data em que o Amapá completou 68 anos de criação e com o aniversário de sua filha Alda Lúcia. Além de Alda Lúcia, professora Lucimar teve ainda os seguintes filhos: Raimundo Nonato, Domingos Sérgio, Carmem Lúcia, Paulo Sérgio, Mauro Henrique, José Maria e Maria José.
Professora Lucimar Brabo  contribuiu com o desenvolvimento do Amapá, como educadora e como administradora, na gestão pública. Nossa solidariedade à família, por essa grande perda.

(Última atualização às 18h do dia 14.09.2011)

Antigas instalações da Loja Brasília

(Foto do acervo pessoal do empresário Romeu Harb - proprietário da Loja, gentilmente cedida para o blog PORTA-RETRATO)
Década de 60 - Antigas instalações da Loja Brasília, que localizava-se na Rua Cândido Mendes esquina com a Av Mendonça Júnior, onde hoje está edificado o prédio da Importadora JK, à beira do canal. Atrás da Loja Brasília - para o lado do canal - situava-se o Supermercado Brunswick, todo em madeira.
(Repaginado em 2011)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Janary contemplando a natureza

(Foto: Reprodução / Álbum Bela Macapá/Facebook)
(Foto reproduzida do álbum Bela Macapá/Facebook)
Para os que se acostumaram com as fotos do Janary Nunes, nosso primeiro governador, de paletó e gravata ou então com seus vistosos uniformes do Exército (foi capitão e tenente-coronel), aqui vai uma em que ele aprecia a natureza (no interior, talvez em Ferreira Gomes ou Porto Grande por causa das pedras comuns no rio Araguari), em trajes de banho - e deixamos a cargo dos seus filhos Rudá Nunes e Guairacá Nunes, que moram aqui no Amapá, para que identifiquem a época e quais deles aparecem nas imagens. (Texto de Paulo Tarso Barros - Presidente da APES)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Casas: Modelos Padronizados

Esta foto nos foi enviada pelo amigo Aluízio Teixeira, empresário amapaense, hoje residente em Recife-PE.
Para mim, particularmente, ela tem um significado muito especial. Eu explico.
Além da lembrança dos pais de Aluízio – casal Leopoldo e Graça Teixeira, em destaque na foto – esta imagem nos mostra uma das casas construídas pelo Governo Janary Nunes, para os funcionários do ex-Território Federal do Amapá. Situava-se na Presidente Vargas, próximo ao antigo IETA.  Ficava à direita da casa em que morávamos. Cerca bem traçada e reforçada. Era uma edificação em alvenaria com janelas arejadas e com uma tábua que impedia de enxergar para o interior do quarto.  As portas também eram em madeira.
Detalhe: A luminária do jardim, servia de armação para plantas trepadeiras. Todas as casas seguiam o mesmo padrão. Bons tempos!

domingo, 11 de setembro de 2011

Difusora: A Voz "Mais Velha" do Amapá

A Rádio Difusora de Macapá, completa neste 11 de setembro de 2011, 65 anos de criação.
Segundo os registros históricos, era uma quarta-feira - 11 de setembro de 1946 – data em que “a emissora de família amapaense  passou a operar em caráter definitivo, após cumprir uma fase de testes, iniciada - sábado - 15 de dezembro de 1945. Uma semana depois, ou seja, em 22 de dezembro de 1945, foi divulgado pela 1ª vez o prefixo da emissora – Z Y E – 2, seguindo-se o slogan original – "a voz mais jovem do Brasil".
(Foto: Reprodução / Acervo histórico da emissora) 
Ano 1963 - Este foi o primeiro prédio da Rádio Difusora de Macapá, na rua Cândido Mendes
A Difusora funcionou, inicialmente, num prédio, em estilo colonial, construído pelo Governo do Território Federal do Amapá, num terreno da empresária Sarah Rofeff Zagury, adquirido na época por 350 mil reis. (Veja a foto acima)
A emissora iniciou suas atividades, operando em um equipamento SUPERTEL de fabricação nacional, com 250 watts, na frequência de 1460 quilohertz, ondas médias de 205.5 metros, além de amplificadores, receptores, transmissores para reportagens externas, equipamentos de estúdio, etc.
O técnico em eletrônica Manoel Veras (irmão do também técnico Ivaldo Alves Veras), que montou os equipamentos, o controlista de som Benigno Penafort (tio do jornalista Hélio Penafort) e o locutor Delbanor Dias, colocaram a Difusora no ar.
E, na abertura de sua programação às 20 horas, o Sr. Carlos Alberto Monteiro Leite, médico com exercício no Hospital Geral de Macapá, proferiu uma palestra sobre o tema Campanha Anti Tuberculosa.
As 20:30 horas, no auditório do prédio da emissora, o Dr. Raul Montero Valdez, Secretário Geral do Governo do Território, exercendo na ocasião, o cargo de Governador Substituto, face o titular, Janary Nunes, estar viajando em missão oficial, fora do Amapá, inaugurou o Broadcasting ( radiodifusor / transmissor ) da Rádio Difusora de Macapá.
A primeira equipe de radialistas a atuar na Difusora, foi formada por Paulo Eleutério, primeiro Diretor da emissora.(foto acima)
O advogado Paulo Eleutério Cavalcanti de Albuquerque, chegou a Macapá, vindo de Belém do Pará, em 17 de maio de 1 944.
A convite do Governador Janary Nunes, exerceu várias funções importantes no Amapá, entre as quais, Chefe de Polícia, Comandante da Guarda Territorial, Chefe da Imprensa e Propaganda, etc.
Retornou a Belém em 1947 onde ocupou importantes cargos públicos.
Paulo Eleutério morreu lá mesmo, na capital paraense, vítima de assassinato pelo Capitão Humberto de Vasconcelos, no dia 20 de maio de 1 950, após violenta discussão de caráter político.
Muitos desses locutores e produtores de programas, que se formaram nos microfones do rádio amapaense, foram depois contratados por várias emissoras de Belém e de outras capitais, obtendo sucesso cada vez mais crescente em suas atuações.
Sua programação seguiu, desde o início, uma linha essencialmente, cultural e informativa com funcionamento de 7h às 13h30m, retornando às 17h indo até 21h30m, isto é, ate o final do Grande Jornal Falado E-2.

Difusora e seu famoso microfone Hexagonal

Entre os inúmeros microfones usados pela Rádio Difusora de Macapá, existia um de fita Marca RCA como o das fotos – Tipo 44BX – que foi usado nos primeiros anos da emissora.
Ele era montado num pedestal tipo girafa e podia ser visto no palco auditório, por ocasião das apresentações do programa “O Clube do Gury” e “Escolinha de Valores”.
Era um microfone de alta fidelidade, especialmente projetado para uso em estúdio de transmissão. De muita sensibilidade e perfeitamente adequado para a reprodução de voz e música.
Por sua excelente qualidade de reprodução, o microfone hexagonal, era equipamento primordial na reprodução das peças de rádio-teatro que eram transmitidas ao vivo, pelo cast da ZYE-2.
Fotos: Reproduções - Google imagens

sábado, 10 de setembro de 2011

Os Craques de Futebol da Rádio Educadora São José de Macapá

(Foto extraída do orkut do amigo Mário Miranda)
Anos 70 - Radialistas da equipe da Rádio Educadora de Macapá, posam no campinho de casados e solteiros na Praça Nossa Senhora da Conceição, Bairro do Trem em Macapá, por ocasião de um dos clássicos do futebol, entre radialistas, num dos jogos entre RÁDIO EDUCADORA S. JOSÉ X RÁDIO DIFUSORA DE MACAPÁ.
Da esq. p/direita em pé: Joaquim Neto, Sebastião Balieiro, José Maria Coelho, Mário Miranda, Milton Sapiranga Barbosa, Anacleto Ramos e José Maria Trindade (Zeca Diabo).
Agachados da esq. p/dir: Luiz Roberto Borges (Luca Borges -Maritubinha), Luiz Melo (Luca Melo), Jota Ney, Nilson Montoril de Araújo e João Silva (Balalão).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pioneiros ilustres de Macapá

(Foto: Reprodução de arquivo)
Esta foto de arquivo registra a imagem de ilustres pioneiros do ex-Território do Amapá, na solenidade de inauguração da Agência do Banco do Brasil, localizada ao lado da Fortaleza de Macapá.
Da esq. para a direira: Dr. João Teles, Ozélio Araújo, Gerente Crespo (na época funcionários daquela instituição bancária), Sr. Amilcar Martins (então Diretor do Banco, que foi a Macapá, especialmente para a inauguração do prédio), e o empresário Abdallah Houat.
Informações prestadas via e-mail pelo amigo Luiz Carlos da Costa Pessoa, ex-funcionário do BB.
(Atualizado às 18h20m)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fortaleza de São José de Macapá: Nos tempos de abandono

A “vetusta” (velha) Fortaleza de São José - inaugurada em 19 de março de 1782 - é o segundo mais importante monumento histórico de Macapá. Vem depois da igreja Matriz de São José, inaugurada em 5 de março de 1761.
Visão geral da área da Fortaleza de Macapá, totalmente tomada pelo mato, e com clara evidência de abandono, com sério comprometimento da estrutura física dos prédios situados na área interna do forte. Em muitos deles, com o telhado totalmente destruido. Ao fundo da foto vemos um prédio com paredes altas e sem telhado que é a entrada principal do forte.
Do período colonial ao Brasil Império, a Fortaleza de São José de Macapá foi ocupada e utilizada por pelotões das respectivas guardas, portuguesa e Imperial, atendendo aos interesses estratégicos. Porém, com o advento da Proclamação da República em 1889, e a participação do Brasil na conjuntura Internacional da economia de mercado, a Fortaleza gradativamente perde sua função principal e entra num processo de total abandono, situação esta que permitiu o saque de vários objetos como artefatos de guerra, canhões, pedras e tijolos, etc.
Nesta foto, tirada (ao que parece de cima do faról) a partir do baluarte N.S. da Conceição, vemos a parte dos fundos da Fortaleza de Macapá, onde muitos anos mais tarde foi instalada a estrutura do Círculo Militar. Ao fundo, vemos parte do rio Amazonas e uma faixa de terra que seria hoje a avenida beira rio até a localidade do Araxá, às margens do Amazonas.
Foto do lado norte da Fortaleza de Macapá, mostra o aspecto de abandono do forte, às margens do Igarapé do Igapó (também chamado Fortaleza). Foto, (ao que parece)  também tirada do mesmo local das anteriores, presumivelmente, do alto do farol.
Muito embora, algumas vezes a Fortaleza estivera sujeita aos serviços de capina por ordem de intendentes do município de Macapá, mas o longo período de abandono estende-se até 1946, quando na Fortaleza se instalou o Comando da Guarda Territorial (policia ostensiva) órgão do recém criado Territorial Federal do Amapá (1943). E para tal efetivação, este Comando realizou grandes serviços, como a reposição dos telhados arruinados de quatro prédios e da Casa de Órgão; confecção em madeira, de janelas, portas e portões, reutilizando peças originais como dobradiças, ferrolhos e cravos, por ali encontrados sob os escombros; capina (interna e externa), além de retirada dos arbustos dentre as pedras das muralhas, assim como a eliminação de frondosas árvores crescidas nos Terraplenos cujas raízes impactaram os tetos abobadados das casamatas, provocando seríssimas; restaurações de vários pontos degradados, como a substituição de tijoleiras dos pisos, muretas e rampas de acesso; desobstrução dos mais aparentes Canais de Drenagem das Águas Pluviais; Confecção em madeira das carretas que servem de bases para os canhões. Sabendo que todo este trabalho não teve o devido acompanhamento técnico em restauração, mas é reconhecida a competência que tiveram em realizá-lo ao buscarem aproximação com a realidade original, representando desta forma, uma vertente do processo de restauração.
Nesta foto tirada a partir da terra firme, vemos, sob outro ângulo, o lado norte da Fortaleza onde passava o leito do Igarapé do Igapó. Nota-se o baluarte N. S. da Conceição, destacando também o faról, que foi instalado no início do século 20. 
Nas duas fotos acima vemos uma equipe de visitantes - a maioria com uniformes militares - efetuando inspeção nas áreas de entorno do forte, que estava há muito anos totalmente abandonado e totalmente tomado pelo mato alto, e com as instalações seriamente comprometidas, e  - as peças em madeiras - totalmente destruídas e demoronadas.
A ocupação e utilização desse Monumento Histórico pelo Governo do Território do Amapá, revitalizado e destacando sua importância e o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN, se interessa procedendo o Tombamento sob o Processo nº 423/T/50, inscrição nº 269 do livro de Tombo Histórico em 22 de março de 1950. 
Em 1979, a Delegacia do Serviço do Patrimônio da União - DSPU, concede a cessão da Fortaleza ao Governo do Território Federal do Amapá, através de um Termo de Entrega para fins de preservação, neste sentido são realizados alguns serviços emergênciais no monumento, mas sem o devido acompanhamento técnico em restauração. Destaca-se que o Termo de Entrega referido deveria ser ratificado em dois anos, o que não ocorreu. Mesmo assim, o Governo do Território continuou executando os serviços visando a preservação e a conservação do Patrimônio Histórico.
Texto de Hermano Araújo - Historiador
Fotos: Reproduções/Google images
Fonte: Informações históricas: site do Governo do Amapá

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

João Freire da Silva: primeiro Operador de Cinema no Amapá

(Foto: Reprodução de livro)
João Freire da Silva, nasceu em Belém, Estado do Pará, no dia 8 de outubro de 1929, filho de Franquilino Freire da Silva, funcionário público (falecido) e de D. Hildebranda de Araújo Salgado. Iniciou os estudos no Grupo Escolar da vila de Mosqueiro (PA). Acompanhou seu pai, já viúvo, quando se transferiu para o Amapá, chegando no dia 12 de setembro de 1944. Nos primeiros meses de 1945, seu pai entrou na Guarda Territorial e foi servir como Guarda Civil na Base Aérea do Amapá, matriculando seu filho na escola daquela localidade. Ainda em 1945, com a interferência de seu pai começou a trabalhar como auxiliar de balconista no Clube dos Oficiais da Marinha americana. Com o fim da guerra em 1945, e com o regresso dos norte-americanos para o seu país, perdeu o emprego e retomou aos estudos na escolinha dirigida pelo professor Alzir da Silva Maia e, ao terminar o primário, viajou para a cidade de Macapá, participando do Curso de Férias, promovida pelo governo. Em 18 de dezembro, chegou a Macapá com a finalidade de conseguir emprego. Depois de uma audiência com o Governador, capitão Janary Nunes, foi contratado na função de servente na Divisão de Educação, em 2 de janeiro de 1948, quando era dirigida pelo Dr. Marcílio Filgueiras Viana e secretariada pelo Sr. EmanueI Pinheiro. No final do mesmo ano passou a exercer a função de protocolista. Em 1950 através do Sr. Emanuel, foi removido para o Cine-Territorial que, naquela época era o ponto de encontro dos macapaenses. Aprendeu de tudo e realizava todas as tarefas, desde a limpeza do salão, a programação, o preparo dos filmes, a publicidade na Rádio Difusora de Macapá. Adorava o que fazia e esse trabalho durou 14 anos, quando o Governador José Francisco de Moura Cavalcante desativou o cinema, causando a indignação dos frequentadores. João Freire chorou decepcionado e viveu, durante muito tempo, triste, executando a função de datilógrafo na seção de folhas de pagamento. O sistema, na época, pedia 3 tipos de folhas diferentes. Era um serviço que não tinha fim. Terminavam de datilografar o mês findo começava o outro. A folha continha descontos de adiantamentos de compras em casa de comércio e até de jogos de futebol, feitas no mês anterior. Em 1972 foi removido para o Serviço de Administração Geral, no setor de pessoal, João Feire terminou no ano de 1978, o curso no Instituto de Educação e no Colégio Comercial do Amapá, diplomando-se em Contabilidade. Nesse mesmo ano foi designado para exercer a função gratificada de Chefe da Seção de Cadastro e Registros Funcionais, permanecendo até a sua aposentadoria. João Freire casou-se com D. Alencarinha Alencar da Silva no dia 8 de outubro de 1981 e nasceram os filhos Elizabeth (falecida), Cléia, Vera Lúcia, Sônia Edna, TeIma, Elza, Maria de Nazaré, Maria Áurea, Terezinha de Jesus, Margarete e ÂngeIa. Fez parte do grupo de Escoteiros, dirigido pelo tenente Glycério de Souza Marques; tentou organizar um time de futebol, comprou camisas, elegeu a Diretoria, mas não deu certo. Não era bom de bola. Sua presença na galeria dos personagens ilustres do Amapá se deve ao seu pioneirismo no Cine Territorial e nas funções que desenvolveu para o bem-estar de sua família e dos amapaenses. Sr. João  Freire da Silva, hoje aposentado, com 82 anos, reside com a família em Macapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. II", de Coaracy Barbosa - 1998

sábado, 3 de setembro de 2011

O Pioneiro Antônio Cordeiro Pontes

(Reprodução de livro)
Antônio Cordeiro Pontes - Oriundo da tradicional família Pontes, no município do Amapá, nasceu no dia 21 de março de 1937, filho de Francisco Benício Pontes e D. Joana Cardoso Pontes, pecuaristas assentados na região dos Lagos. Muito inteligente, se dedicou aos estudos e, aos 19 anos, ingressou no serviço público, no quadro de diarista em 1º de março de 1956, exercendo a função de professor. Assumiu a chefia de Coordenação da Divisão de Educação no período de 7 a 15 de março de 1964; diretor da Escola Getúlio Vargas em 12 de junho de 1969; diretor do Ginásio Municipal de Santana em 2 de fevereiro de 1967. Pontes, além de professor, transformou-se em líder estudantil, conquistando a liderança jovem, pelos seus posicionamentos nos grêmios e foi neste diapasão que convenceram o jovem estudante e professor a ingressar na política partidária e se candidatar às eleições de Deputado Federal, em oposição ao Deputado Janary Gentil Nunes que pretendia a reeleição. O grande líder foi fragorosamente derrotado pelo jovem Pontes, contrariando todos os prognósticos, destruindo todos os sonhos dos janaristas. Após a posse de Pontes é que fomos descobrir que os pioneiros não eram a maioria dos eleitores; que a juventude tinha adquirido a sua individualidade, desgarrando-se do paternalismo. Os pioneiros choraram a derrota, mas reconheceram que o tempo tinha passado. Antônio Pontes casou-se com D. Benedita Raimunda de Mira Pontes e nasceram os filhos: Valério, Luiz Gustavo, Ana e Rodrigo. Foi reeleito Deputado Federal em 1974, 1978 e 1986. Ao deixar a Câmara, foi colocado à disposição do Ministério da Justiça. Dedicou-se a missão de evangelizar, revelando-se um grande e convincente, destacando-se com sua oratória. Antônio Pontes faleceu em Brasília, no dia 26 de abril de 2001.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. III", de Coaracy Barbosa - não impresso.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Pioneiro Benedito Malcher

(Foto: Reprodução de livro)
O Pioneiro Benedito Malcher nasceu no dia 14 de março de 1917, em Belém. Filho de Raimundo Malcher e D. Margarida Malcher. Estudou e formou-se em Contabilidade. Foi para o Amapá e ingressou no quadro de funcionários do governo no dia 13 de março de 1944, exercendo funções no Serviço de Administração Geral – SAG. Sua habilidade no manejo dos números o credenciou para o setor de prestações de contas das Prefeituras e do governo, bem como no planejamento das ações governamentais. Exerceu os cargos de Datilógrafo, Escriturário e Oficial Administrativo. Aposentou-se no dia 13 de março de 1976, quando retornou para Belém com sua família. Casou-se com D. Cacilda da Silva Malcher e teve os filhos: Alberto, Jorge Carlos e Rosilma das Graças. Foi um dos fundadores do Trem Desportivo Clube de Macapá, onde destacou-se como desportista e teve uma atuação impecável na vida social, política e profissional, recebendo dezenas de elogios. Foi um dos personagens importantes do Amapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. III", de Coaracy Barbosa - não impresso.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Pioneiro: Jaime Pires Pavão

(Foto: Reprodução de livro)
Jaime Pires Pavão, nasceu no município de Cururupú, estado do Maranhão, no dia 30 de agosto de 1932, filho do professor Aclais Rabelo Pavão e de D. Marcelina Pires Pavão. Passou parte de sua infância no lugar onde nasceu e com oito anos de idade foi levado para residir em Belém do Pará onde prosseguiu seus estudos. Estudou o primeiro grau no Grupo Escolar Floriano Peixoto, concluindo em 1949. Iniciou o curso de contabilidade em 1950 na Fênix Caxeiral Paraense, mas concluiu o último ano na Escola Técnica do Comércio do Amapá em 1957. Ainda em Belém, trabalhou no Consulado Britânico desde 1952 e estudava inglês no Consulado Americano, na época o vice-consul Britânico Mr. Kenneth McCrae, tesoureiro da ICOMI em Belém que o convidou para trabalhar em Macapá nessa empresa. Foi para Macapá em 1956 para assumir seu novo emprego na ICOMI, onde exerceu a função de auxiliar de contabilidade no setor contábil da empresa e mais tarde como auxiliar técnico com os americanos, Johnston, Jim Lofley e Donaldson. Na sua ida para Macapá, levou uma autorização da Delegacia Federal de Educação para lecionar Inglês em colégios do Governo. Em 1969 recebeu certificado fornecido pela Universidade Federal do Pará. Macapá era uma cidade pequena, pacata, sem nenhuma atração. A monotonia forçava sua volta para Belém. Muitas vezes ficava a olhar o pequeno aeroporto da avenida FAB, com vontade de voltar, mas ao mesmo tempo esperançoso de adaptar-se a nova vida que iniciara. No dia 31 de dezembro de 1956, num baile de reveillon na sede do Amapá Clube, conheceu Terezinha da Cruz Pimentel, a qual tornou-se sua esposa em 27 de dezembro de 1958 e teve quatro filhos, Cacilda Lúcia, Antônio Jaime, Antônio Cláudio e Antônio Carlos. Conheceu várias famílias em Macapá, crescendo assim seu círculo de amizade, principalmente a família Pimentel, e as demais: Cavalcante, Picanço, Negrão, Holanda, Guedes, Cruz e muitas outras. Lecionou Inglês na Escola Técnica do Comércio e em 1963 voltou a Belém para prestar vestibular em Direito, mas já casado e com dois filhos pequenos, retornou assim para Macapá e assumiu a representação local da multinacional MOORE-MC CORMAK (Nav.) S/A onde permaneceu até o término das atividades da empresa em 1984. Mesmo trabalhando para a empresa, paralelamente, lecionava Inglês nas escolas do governo, CCA, GM, Tiradentes, Azevedo Costa. Foi aposentado em 1991 pelo magistério, mas continuou atividades na SENAVA como chefe de gabinete e chefe de direção de Serviços Gerais. Com a unificação da SENAVA, DER e DETRAER, exerceu funções de chefe de contratos e convênios, chefe de NSP e gerente do Projeto Hidroviário do Porto de Santana. Participou de várias reuniões e seminários em Macapá, Belém e Rio de Janeiro. Jaime Pavão faleceu em 01 de dezembro de 2010, e seu corpo descansa em Paz, no jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Macapá.
Fonte: Livro"Personagens Ilustres do Amapá Vol. III", de Coaracy Barbosa - não impresso.
(Post atualizado em 29/05/2018)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...