(Foto: Reprodução de arquivo)
Anos 50 - Cruzamento da Rua São José com Av. Presidente Vargas vendo-se parcialmente uma das velhas mangueiras e a Casa do Povo - um estabelecimento comercial da época, de propriedade do Sr. "Pitaíca" (Clodóvio Antônio Coelho).
Ao fundo observa-se o Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
A propósito desta foto rara e desse trecho histórico da Macapá antiga, encontramos no Facebook do historiador Nilson Montoril, os seguintes registros:
No "dia 5 de março de 1951, após a missa que mandaram celebrar pela manhã, na Igreja de São José, os alunos do Ginásio Amapaense, Escola Normal Regional, Escola Industrial de Macapá e Escola Técnica de Comércio do Amapá, desfilaram pelas ruas da cidade até o Cine Teatro Territorial, anexo ao Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde teve lugar a solenidade de abertura do ano letivo dos cursos secundários de Macapá e de recepção aos "calouros" dos citados estabelecimentos de ensino. Discursaram na ocasião o governador Janary Gentil Nunes, o Professor José Barroso Tostes e a Professora Predicanda de Amorim Lopes, Diretora de dois estabelecimentos: Escola Normal Regional(já não existe) e Escola Industrial( Escola Antônio Pontes)"
No "dia 5 de março de 1951, após a missa que mandaram celebrar pela manhã, na Igreja de São José, os alunos do Ginásio Amapaense, Escola Normal Regional, Escola Industrial de Macapá e Escola Técnica de Comércio do Amapá, desfilaram pelas ruas da cidade até o Cine Teatro Territorial, anexo ao Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde teve lugar a solenidade de abertura do ano letivo dos cursos secundários de Macapá e de recepção aos "calouros" dos citados estabelecimentos de ensino. Discursaram na ocasião o governador Janary Gentil Nunes, o Professor José Barroso Tostes e a Professora Predicanda de Amorim Lopes, Diretora de dois estabelecimentos: Escola Normal Regional(já não existe) e Escola Industrial( Escola Antônio Pontes)"
O historiador Edgar Rodrigues comenta que "no casarão, entre a São José e a Presidente Vargas, situava-se o escritório do sr. Wilson Carvalho. Ao lado do escritório funcionava a ourivesaria do meu pai, Raimundo Cardoso Rodrigues (Badico). E o resto da casa era nossa residência. Depois que as religiosas da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria se transferiram para Caucaia, no Ceará, o casarão foi vendido para o sr. Abraão Peres, que o alugou para o sr. Wilson Carvalho e para meu pai. Eu estou falando dos anos 60."
E o Nilson complementa: "Essa paisagem só começou a mudar a partir de 1970, quando o governador Ivanhoé Gonçalves Martins iniciou o plano de remodelação do centro de Macapá. Uma comissão especial foi constituída para avaliar os velhos casarões construídos em taipa demão e pilão. O parecer da comissão deu conta de que os imóveis não suportariam quaisquer tipos de reforma, além de impedirem o alargamento das ruas."
(Reprodução: recorte de jornal)
"As casas que vemos no lado direito (da primeira foto), foram demolidas seguindo o alinhamento da calçada da Praça Barão do Rio. Quando isso ocorreu, na primeira casa funcionava o escritório de contabilidade do senhor Wilson Carvalho. A partir do citado imóvel tínhamos umas três residências, o bar do Moura Serra, da senhora Tereza(chamado Royalbriar) e o famoso Café Continental. O estabelecimento da esquina direita chamava-se "Armazém do Povo", cujo proprietário era o sr. Manuel Eudóxio Pereira, o famoso "Pitaíca", aparentado do Abraham Peres. No terreno vago, foi construído o prédio do Banco da Lavoura de Minas Gerais, por influência da ICOMI, que depois abrigou o Banco Real. O Alípio Sabiá, trabalhou com o João Vieira de Assis no Bar Elite, localizado ao lado da casa cujo telhado aparece em primeiro plano. Essa casa era do casal João e Raimunda Picanço. A entrada para a padaria do seu Janjão Picanço era feita pelo lado, onde depois passou a ser a entrada do Cine João XXIII. (...) As mangueiras do meio da rua foram arrancadas. Produziam mangas saborosas e atraiam gordas curicas(papagaios) que nós derrubávamos com baladeiras e comíamos assadas com açaí."
O jornalista Ernani Marinho cobrou do Nilson, a listagem de alguns estabelecimentos comerciais existentes no casarão, tais como a porta do Serapyo e do Lateral, logo depois no Banavita (lanchonete do sr. Moura Serra, cuja especialidade e que dava nome à casa era bananada com nescau, além dos procuradíssimos sangue de vampiro e garapa com donzela) e do restaurante da D. Izaura, mãe do Zé Elson, lateral do Juventus, que ficava colado ao Continental.
Resposta do Nilson: "Creio que o Serapyo iniciou suas atividades como ourives, em Macapá, trabalhando com o seu Badico, pai do Edgar Rodrigues. Depois ele começou a treinar basquete no Juventus Esporte Clube. Claro que lembro de toda essa turma e das casas residenciais cujas portas permitiam deixar metade trancada e metade aberta. Era como se fossem janelas. O bar do Moura Serra chegou a vender merenda mais refinada como guara-suco e picadinho.
(Nota do editor: Na região Sudeste - SP, o picadinho, é de carne cortada em cubos; a que o Nilson se refere é conhecido aqui, como "carne moída").
Aliás, esse refrigerante fabricado em Belém fazia muita propaganda e tinha como slogan "guara-suco está em todas". Quando alguém comparecia a todos os acontecimentos da cidade nós dizíamos que o sujeito parecia guara-suco."
(Nota do editor: Na região Sudeste - SP, o picadinho, é de carne cortada em cubos; a que o Nilson se refere é conhecido aqui, como "carne moída").
Aliás, esse refrigerante fabricado em Belém fazia muita propaganda e tinha como slogan "guara-suco está em todas". Quando alguém comparecia a todos os acontecimentos da cidade nós dizíamos que o sujeito parecia guara-suco."
Ernani completou: "O Serapyo só jogava basquete com o Leôncio às proximidades (no banco do Juventus ou na plateia) já que o seu braço, com determinados movimentos, se deslocava sempre e o Leôncio era quem conseguia recolocá-lo no lugar. Quando o Serapyo deixou a casarão foi para uma casa do Wilson Carvalho, na São José entre Raimundo Álvares da Costa e Ernestino Borges, montando uma oficina que cuidava de joias e bicicletas."





























