domingo, 13 de abril de 2014

Do Fundo do Baú: O Pioneiro Frederico José dos Santos Netto - O meninão (in memoriam)

O nosso homenageado de hoje é um Pioneiro da antiga Escola Industrial de Macapá. Um dos maiores mestres de fundição amapaense e apaixonado pela educação. Um dos artífices dos grandes desfiles cívicos da Semana da Pátria e de 13 de setembro. Os carros alegóricos que homenageavam os grandes feitos locais tinham seu traçado.
Ele é Frederico José dos Santos Netto - O meninão, apelido dado pelos amigos íntimos, pois era um gigante em estrutura, porém um menino no relacionamento.
Belenense nascido em 29 de fevereiro de 1936, que era um ano bissexto,  isto é, aquele que possui um dia a mais do que os convencionais 365 dias. No calendário gregoriano, o dia extra é incluído a cada 4 anos.  Isso era piada para ele que sempre repetia a idade dividida por quatro.
Filho de Osvaldo José dos Santos e Iracema Gomes dos Santos, foi residir em Macapá ainda criança. De acordo com seus filhos, Frederico, aos 12 anos de idade, foi encaminhado junto com outros jovens para a capital federal, na época, Rio de Janeiro, pelo então Deputado Federal pelo Amapá, Coaracy Nunes, para estudarem no Colégio Interno Getúlio Vargas.
Ao retornar aos 17 anos para Macapá, foi servir o antigo Tiro de Guerra no Pará. Neste intervalo conheceu na Feira Agropecuária do antigo Território Federal do Amapá a jovem Delacy Gibson, com quem firmou noivado e que anos depois se tornou sua esposa. Desse longo matrimonio nasceram sete filhos: Nazaré, Margareth, Freddy, Elizabeth, Herculano, Adriana e Melissa. Hoje todos casados, geraram diversos netos e bisnetos.

Magistério - No dia 06 de junho de 1953, Frederico Netto adentrou uma oficina-sala-de-aula na antiga Escola Industrial de Macapá, com a formação exclusiva em Artes Industriais no período de 1950 a 1964. Logo em seguida, o colégio foi transformado em Ginásio de Macapá para o Trabalho, que passou a ofertar, além das Artes Industriais, outros cursos técnicos: Técnicas Agrícolas, Técnicas Comerciais e Administração para o lar, no período de 1965 a 1972. Vale ressaltar que nesse período o ensino era voltado exclusivamente para a formação de uma clientela masculina. Hoje se denomina E.E. Antônio Cordeiro Pontes. 
Frederico tinha um amor imensurável pelo GM, sempre fazia questão que sua escola brilhasse nos desfiles. Muito antes do 13 de setembro, ele ia para prancheta desenhar os carros alegóricos, com engrenagens e, durante a montagem, supervisionava e acompanhava na AV FAB. Ele antecipou, o que é feito hoje nos grandes desfiles de carnaval. Ele foi o precursor, no Amapá, dos desfiles com efeitos especiais.
Sempre preocupado em manter-se atualizado, Frederico Netto, em 1958, viajou para o Paraná onde cursou a Escola Técnica de Fundição, em Curitiba, se especializando nessa arte milenar.
Bairrista
- O meninão era bairrista, defendia com unhas e dentes o Ginásio de Macapá (GM) onde formou muitas gerações, pois trabalhou 38 anos na escola. O aprendizado de fundição ele não executou somente em sala de aula. Morador do recém-criado Bairro Santa Rita, onde a molecada fervilhava nas ruas sem nada pra fazer - jogando peladas na piçarra e passarinhando - Frederico passou a levá-los para uma oficina construída em um barracão atrás da residência dele, onde ensina os princípios da fundição.
Flamenguista inveterado, fanático por futebol, passou a organizar as peladas de rua,  que aconteciam todos os dias na Avenida Euclides da Cunha, local de sua residência. "Quando ele chegava ao fim da tarde da escola, a molecada estava concentrada em frente de casa aguardando por ele. Os jogadores eram o Roberto Gato, Humberto(radialista), Jango e Carlinhos Moreira entre outros. Ele entrava em casa, jogava a bola para rua enquanto trocava de roupa, e a pelada terminava somente à noitinha", conta Dona Delacy.
O meninão fez muitos amigos, entre eles o Mestre Oscar Santos e Professor Tostes;  o mais querido, por ser amigo de infância, foi o Sacaca, na época Rei Momo do Carnaval Amapaense. "A chave do Rei Momo amapaense era ele que fazia na sua fundição no fundo do quintal", relembra Delacy Gibson.

Muitas dessas obras de arte ambulantes marcaram época. 

Uma criação de Meninão num desfile de 13 de setembro, na Av. FAB
Um deles foi da Fortaleza de São José de Macapá; A Bola da Copa do Mundo girando com um rapaz negro, personificando o Rei Pelé. Colocou um foguete  em frente ao palanque das autoridades em posição de voou e ao ser disparado soltou fumaça e pelo bico saia a bandeira da Escola.
Aposentadoria - A aposentadoria da escola, o levou a continuar na pequena fundição de fundo de quintal, onde fabricava placas de carro, motos e placas de inauguração de prédios oficiais, em alumínio.Meninão deixou esse plano há 15 anos, no dia 23 de fevereiro de 1999, às vésperas de seu natalício de 63 anos, vitima de um infarto. Frederico, três anos antes, havia sofrido um AVC que lhe deixou sem os movimentos dos membros inferiores e utilizava uma cadeira de roda. "A nossa família perdeu seu patriarca, um bom marido, um pai amoroso e um amigo excelente, que vivia brincado com todos, e esse foi o motivo do apelido MENINÃO"

Fonte: Jornal Tribuna Amapaense: Texto(*) e fotos, de Reinaldo Coelho, da Reportagem.
(*) adaptado e atualizado para o Porta-Retrato.

sábado, 12 de abril de 2014

Do fundo do Baú: Duas amigas na praia

Esta raridade histórica sem data, estava entre inúmeras fotos, que foram compartilhadas com o Porta-Retrato, pelo amigo Floriano Lima:
Vemos na imagem - Moça e Anita - na Praia da Fazendinha, no tempo de Território Federal.
Assim que eram conhecidas a Wanderlina Ribeiro e a Francisca Pereira da Silva, respectivamente. 
Ambas, pioneiras, aposentadas do quadro Federal do ex-Território do Amapá, e residindo em Belém do Pará.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Encontro de amigos do Bairro do Trem

Esta foto rara, foi compartilhada pelo amigo desportista Zequinha Monteiro.
Trata-se de um encontro entre amigos do bairro do Trem, em que aparecem a partir da esquerda: o guarda Gentil, Jeconias Araújo, Zequinha Monteiro, José Maria Oliveira e o José Maria Gomes Teixeira, o Manga.

O Zequinha não sabe precisar a data. Apenas, que os bancos que aparecem nas imagens, eram da Casa Deuzarina, antigo bar do Sr. Manoel Paixão.

domingo, 6 de abril de 2014

Memória do Esporte: Do Fundo do Baú: Municipal Esporte Clube

No início dos anos de 1940, as partidas de futebol, na antiga Macapá, eram disputadas de forma amadorística no campo da praça da Matriz, atual Praça Veiga Cabral. Dessa época vem o "Panair Sport Clube" -  clube dos funcionários da aviação Panair do Brasil -  fundado em Macapá, em 19 de fevereiro de 1944, por seu idealizador    Emanuel Tarcilo Duarte Moraes, primeiro encarregado do Aeroporto de Macapá, durante os três primeiros anos de existência do Território Federal do Amapá
O Panair é considerado o embrião do Esporte Clube Macapá, fundado no dia 18 de novembro de 1944. Em 1946, mudou de nome para o atual: Esporte Clube Macapá.
Os funcionários da antiga Fundação SESP (serviço de saúde) formaram o seu. Dele, surgiu o Amapá Clube, fundado em 23 de fevereiro de 1944.
Com o passar do tempo foram surgindo outros clubes, tais como: Trem, CEA Clube, Juventus, Santana e Independente, América, Oratório, Latitude Zero, Guarany, Ypiranga, São José, e outros mais que revelaram muitos craques.
Entre essas renomadas formações, existiu também, o Municipal Esporte Clube, "um time - de curta duração - criado entre funcionários da Prefeitura Municipal de Macapá, com a finalidade de jogar uma bola no final de semana; depois com o interesse de alguns - entre eles o sr. Zeca Machado, que era influente na PMM -  resolveram filiar o clube à Federação Amapaense de Futebol, para disputar o campeonato, e assim aconteceu," conta o ex-jogador Jose Campos Monteiro Jr, o Zequinha Monteiro, que foi goleiro do Municipal nos tempos de glória. 
Ele finaliza dizendo que "a sede do clube era no Estádio Glycério Marques, onde a gente até se concentrava antes dos jogos." 
Foto do final dos anos 60, no Estádio Glycério Marques.. A partir da esquerda: Mafra (técnico), Timbó, José Maria Franco, Lua, Zequinha(goleiro), Page, Moacir Fernandes, Marcos Antônio e o presidente Zeca Machado(*);
Agachados: Carrapeta, Percival, Lelé, Aroldo Santos e Penafort.

(*)José Mendes Machado (Zeca Machado), pertencia à família do ex-Intendente Manuel Theodoro Mendes e irmão da senhora Carmem Mendes e primo da professora Guita. Servidor municipal já falecido. Era conhecido como Machadinho.(Nilson Montoril)

Fonte: Foto e informações de Zequinha Monteiro.

sábado, 5 de abril de 2014

Memória da Educação do Amapá: Profª Risalva Freitas do Amaral

Se viva fosse, a professora Risalva Freitas do Amaral, completaria 94 anos, neste 05 de abril de 2014.
(Reprodução)
Professora Risalva Freitas do Amaral uma das pioneiras do magistério em Macapá.
Dedicação e amor pela Educação.

Risalva Freitas do Amaral (1920 – 2010) Educadora, nasceu em 5 de abril de 1920, na cidade de São Benedito (Ceará), e filha de Floro Rodrigues de Freitas e Odilha Aragão de Freitas. 
Iniciou seus estudos no Colégio das Irmãs Doroteia; em 1934 foi transferida para a Escola Normal Justiniano de Serpa, depois Instituto de Educação do Ceará, formando-se em Normalista em 14 de dezembro de 1940, dedicando ao magistério toda sua vida. 
Em 28 de fevereiro de 1953 chega a Macapá, acompanhando o marido, tenente Armando Amaral - Foto - destacado pela Aeronáutica para coordenar a construção do campo de pouso do município de Amapá - onde iniciou sua vida no magistério. Em seguida, transfere-se para o Oiapoque, depois para Macapá, onde atuou na Educação durante 30 anos, sendo 28 em salas de aula e dois coordenando assuntos culturais.
Em Macapá, as escolas onde lecionou foram: Alexandre Vaz Tavares, Escola Doméstica (hoje Irmã Santina Riolli, antes Ginásio Feminino de Macapá); Colégio Comercial do Amapá (hoje Escola Gabriel Café), Colégio Amapaense (por quase 10 anos), e Coaracy Nunes, aposentando-se em 1982, após trabalhar, por dois anos, com a professora Maria Inerine Pereira, no antigo Departamento de Ação Complementar da Secretaria de Estado da Educação.
Em 24 de abril de 2008, lançou sua obra “Retalhos de uma Vida”, de poesia e prosa.
Professora Risalva Freitas do Amaral, faleceu em Macapá, em 13 de janeiro de 2010, aos 90 anos.

Fonte: Historiador Edgar Rodrigues
Reeditado e repaginado em 05/04/2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Morre em Macapá, aos 88 anos, o Pioneiro WALTER BATISTA NERY

Faleceu, na primeira hora desta quarta-feira, 2 de abril de 2014, em sua residência, em Macapá, o Pioneiro Walter Batista Nery. Ele faria 89 anos no próximo dia 26 de junho de 2014.
Natural de Afuá, nascido a 26 de junho de 1925, era filho de Theopompo de Almeida Nery e Dalila Batista Nery. Iniciou os estudos em Afuá seguindo posteriormente para Belém. Concluiu o curso primário no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e no Colégio Pará Amazonas. Fez o exame de admissão e matriculou-se no Colégio Salesiano Nossa Senhora do Carmo, onde terminou o ginásio. Preparava-se para iniciar o curso de humanista no Colégio Paes de Carvalho, mas precisou retornar a Afuá atendendo chamado do genitor. Sua atuação nos torneios escolares, como ponta esquerda, chamou a atenção de olheiros do Paysandu Esporte Clube, que conseguiram junto aos pais de Waltinho a prolongação de sua permanência na capital paraense a fim de atuar pelo Papão da Curuzu, na categoria Júnior. Manteve vínculo com a agremiação alvi-celeste no decorrer de 1943 e 1944. Com a criação do Território Federal do Amapá, a 13 de setembro de 1943, o panorama nas terras que antes pertenciam ao Estado do Pará iria mudar radicalmente, inclusive quanto ao desenvolvimento dos esportes. Os dirigentes de nossos clubes, no final de 1944, passaram a fazer contatos com bons futebolistas que integravam os elencos do Paysandu, Remo,Tuna e outras agremiações da capital e do interior do Pará, convidando-os a ir jogar em Macapá, onde também passariam a ser servidores públicos federais. Walter Nery foi um desses atletas. No dia 29 de janeiro de 1945, Waltinho desembarcou no Trapiche Municipal Elyeser Levy e se apresentou aos próceres do Panair Esporte Clube, time que congregava funcionários da citada empresa de aviação e valorosos jogadores de Macapá e regiões próximas. Filiou-se ao Panair(Paner) e a partir do dia 2 de abril de 1945 ingressou no Quadro de Servidores Federais do Amapá. Enamorou-se de Janiva Meneses, com a qual contraiu matrimônio dia 27 de junho de 1946. Dessa união nasceram: Cléia, Célio, Carmem, Carlos e Conceição. A vinculação funcional de Walter Nery foi com o Serviço de Administração Geral, que na atualidade corresponde à Secretaria de Administração, exercendo sua função no Almoxarifado Geral, inicialmente instalado na Fortaleza de Macapá, depois na Passagem Carlos Novais, conhecida também como Beco do Serrano e, finalmente na Rua Coronel Leopoldo Machado. Dia 10 de março de 1982, aposentou-se depois de trabalhar por 37 anos. A 18 de julho de 1945, quando o Panair Esporte Clube alterou seu nome para Esporte Clube Macapá, Walter Nery manteve sua vinculação com o então azulino da Rua São José. Algum tempo depois transferiu-se para o Amapá Clube, mas ainda defendeu o Trem Esporte Clube Beneficente, o"Trem Lapidador" do futebol amapaense. Dia 28 de janeiro de 1950, foi o ponta esquerda da Seleção Amapaense de Futebol que enfrentou o Flamengo de Futebol e Regatas, no Estádio Municipal de Macapá. Jogou os primeiros 45 minutos cedendo a posição ao Boró, autor do segundo gol amapaense. O Flamengo venceu o jogo por 9X2. O 1º gol da Seleção do Amapá e também o 1º da partida foi consignado por José Maria Chaves, que ainda mora em Macapá. Participou de outros importantes embates contra clubes brasileiros que excursionaram pelo Norte e foram a Macapá, entre eles o Náutico Capibaribe. Waltinho tinha quatro grandes paixões: Janiva, sua esposa; seus familiares; Vasco da Gama e Paysandu. O casal Walter/Janiva Nery fixou residência na Avenida General Gurjão por volta de 1952. (Nilson Montoril)

O velório de Walter Batista Nery, acontece na residência da família e o sepultamento acont4ceu na quinta-feira, dia 3 de abril. 
Nossos pêsames à família enlutada!

Fonte: Nilson Montoril via Facebook

terça-feira, 1 de abril de 2014

ESPECIAL: OS QUATRO ANOS DO BLOG "PORTA-RETRATO - MACAPÁ / AMAPÁ DE OUTRORA"

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ompletam-se, nesta terça-feira - 1º de abril de 2014 - QUATRO ANOS  de existência do Blog "PORTA-RETRATO - MACAPÁ/AMAPÁ DE OUTRORA" .
Clique na imagem para ampliá-la
Como registrei naquele primeiro post - numa quinta-feira, 1º de abril de 2010 - estava sendo concretizado um Projeto antigo, pois há algum tempo vinha arquitetando lançar um blog com fotos históricas e raras de Macapá.
Parece que foi ontem! Mas vencemos, crescemos juntos.
Mais de 400 mil visitantes deixaram registradas suas passagens.
Graças, primeiramente, a Deus, que nos deu vida, saúde e perseverança até aqui!
Um agradecimento especial à minha esposa Marina, companheira de todos os momentos, sempre disposta a somar esforços para levarmos avante essa partilha de informações, garimpadas nas mais diversas fontes, junto às famílias e descendentes, de Pioneiros do Amapá, que entenderam a grandeza de nosso trabalho e disponibilizaram seus acervos e arquivos de fotos e documentos, das pessoas que lhes são caras.
Graças a imprescindível ajuda de todos vocês, nossos amigos colaboradores, que nos enviaram e/ou compartilharam fotos, apresentaram críticas, sugestões, com comentários e opiniões que complementaram muitas legendas de fotos que foram postadas aqui.
A ajuda que tenho recebido – pelas quais agradeço de coração – tem sido de grande valia para concretização da proposta de nosso trabalho.
O nosso Porta-Retrato, está aí, firme e forte!
Espero, com as bênçãos de Deus, poder ainda comemorar esta data por muitos e muitos anos.

Obrigado mesmo!

João Lázaro-Editor

segunda-feira, 31 de março de 2014

Momento Esportivo: Bons tempos do futebol amapaense!

Esta é do baú do Fernando Canto.
Entrega de faixas ao campeão amapaense de futebol, em 1980. Esporte Clube Macapá, no Estádio Glycério Marques, em Macapá. 
A partir da esquerda: Sena, Guara Lacerda (bem "amamãezado" com a Dona Hosana), Baracão, Zequinha e Mariozinho Congó. 

Tempos bons do futebol 
amapaense!

Fonte: Facebook (Fernando Canto)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Tenente José Alves Pessoa - "O Anjo Cor-de-Rosa"

Há 111 anos - em 20 de março de 1903 - nascia em Natal, Rio Grande do Norte, José Alves Pessoa, um cidadão que se identificou profundamente com as aspirações do povo brasileiro, notadamente o amapaense. Iniciou sua vida militar em 1923, ingressando na Escola de Sargentos de Infantaria do Exército Brasileiro. Em Recife, tomou parte na Revolução de 1930, sendo, nesta ocasião, elevado ao posto de segundo-tenente. Também participou da Revolução Constitucionalista de São Paulo, em 1932, integrando tropas legais. Neste mesmo ano, com um grupo de amigos escoteiros, empreendeu uma caminhada até São Paulo em comemoração ao 1º Centenário da Independência do Brasil. Tenente Pessoa serviu em diversos pontos da Amazônia e, em 1942, foi designado para servir no 3º Batalhão de Fronteiras sediado em Clevelândia do Norte, no rio Oiapoque. Lá se encontrava quando, a 13/9/1943, foi criado o Território Federal do Amapá.Reformado em 1944, com a patente de Primeiro-tenente. Em 1947, foi para Macapá atendendo convite do governador Janary Gentil Nunes, sob as ordens do qual serviu em Clevelândia.
Iniciou suas atividades dirigindo o Tiro de Guerra nº 130. No decorrer dos anos exerceu várias atividades de alta importância. 
Foi dedicado aos esportes... (foto acima
...à Maçonaria, inclusive como um dos fundadores das Lojas Duque de Caxias e Acácia do Norte e a outras iniciativas. Em 1964, por não concordar com os abusos praticados por seus colegas de farda foi punido e dado como morto para o Exército. Em 1979, estando em vigor a Lei de Anistia, a esposa do Tenente Pessoa, Sra. Valentina Costa Pessoa passou a receber a pensão a qual tinha direito. 
Em 1972, para comemorar a passagem dos 150 anos da Independência do Brasil, ele caminhou do Oiapoque ao Chuí(foto acima), numa prova incontestável do amor que sempre nutriu por seu país. Nem isso fez as Forças Armadas anularem o estigma lançado sobre o "velho engrena", cujo slogan era:"Guerra é Guerra". 
Com o despontar do bloco de sujos "A Banda", Tenente Pessoa, um dos seus organizadores, decidiu desfilar o tempo todo vestido de "anjo cor-de-rosa" (foto acima), com asas e tudo que um anjo de candura tem. De seu casamento com Dona Vali nasceram os filhos José Ribamar Pessoa, Luiz Carlos, Luíza Maria e Tânia Mercedes. (Nilson Montoril)
José Alves Pessoa faleceu no dia 22 de outubro de 1979.

Fonte: Texto, e fotos das reuniões Nilson Montoril, via Facebook, adaptado e atualizado para o Porta-Retrato.

Demais fotos do arquivo do Porta-Retrato, gentilmente cedidas pela familia Pessoa.


domingo, 16 de março de 2014

Pioneira do Magistério amapaense: Profª Annie Viana da Costa

(Foto: Reprodução de arquivo)
A Pioneira Annie Viana da Costa nasceu na cidade de Manaus, Amazonas, no dia 18 de dezembro de 1928, filha de advogado e jornalista Oswaldo de Mendonça Viana e ela professora Filomena Felgueiras Viana.
Estudou o primário no Colégio Progresso Paraense no período de 1937 a 1941, o ginasial no Colégio Paes de Carvalho, 1942/45, o colegial Pedagógico no Instituto de Educação, 1946/48, diplomando-se professora, e o superior na área de licenciatura em História, pela Universidade Federal do Para no período de 1968/71.
Chegou em Macapá, no dia 7 de janeiro de 1949, e ingressou no Quadro de Funcionários do Governo do Amapá, no dia 2 de fevereiro do mesmo ano, lotada na Divisão de Educação, na função de professora, com exercício no Grupo Escolar Barão do Rio Branco; entre outros cargos exerceu o de Diretora da Escola Normal de Macapá em 1962; Diretora do Instituto de Educação do Território do Amapá - IETA em 1972; nomeada 1ª Presidente e fundadora do Conselho de Educação do Território do Amapá em 28/2/1973; representou o Governo do Amapá em vários encontros fora do ex-Território.
Annie Viana foi a   Delegada do MEC no Amapá; Diretora da Divisão de Educação e Secretaria de Educação do Amapá; fundadora da Associação dos Professores do Amapá.
O registro de sua vida social está ligado ao civismo quando participava ativamente dos festejos do Dia da Pátria e dos desfiles de 13 de setembro comemorativos ao aniversario do Território.
Na política, participou do Diretório do PSD em apoio ao Deputado Coaracy Nunes,  representante do Amapá nos anos de 1950.

Em 1957 ingressou no PTB, fazendo oposição ao govemador Pauxy Nunes e, em 1981, assinou a ficha do PDS.
Casou-se com Taumaturgo Nunes da Costa em 18 de agosto de 1953, em Belém-PA; ficando viúva em 11 de abril de 1954, 8 meses depois do enlace matrimonial. Dessa união nasceu seu filho Taumaturgo no dia 29 de maio de 1954.
Profª Annie para ocupar todo o seu tempo tutelou as jovens Carlota Lúcia e Aldacy Moema que educou como filhas.
Aposentou-se em 4 de janeiro de 1984 e, desde então, passou a residir em Belém-PA.
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Inserção - Atualização - Professora Annie Viana faleceu em Belém do Pará, domingo, 16 de março de 2014, aos 85 anos de idade. Vinha enfrentando uma pertinaz doença. (Fonte: Nilson Montoril)

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Essa magnífica Mestra merece estar na galeria de Personagens Ilustres do Amapá por tudo que fez pela educação da juventude amapaense.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998).
(Post Repaginado e atualizado em 16/03/2014)

terça-feira, 11 de março de 2014

Pioneira do Magistério Amapaense: Professora Josefa Jucileide Amoras Colares

Josefa Jucileide Amoras Colares, professora pré-primária e primária, amapaense. 
Nasceu no povoado de Miguel do Flexal, município de Amapá, em 05 de junho de 1931. Filha de Manoel Hermenegildo Amoras e dona Cecília da Silva Amoras. Casou-se em 1957 com José Jocelim Guimarães Colares com quem deixou 11 filhos: Jaguarecê, Antônio Ernesto, Eder, Jairo, Dejaci, Jones, Soraia, Sandra, Sueli, Jane e Suzana.
Iniciou seus estudos primários na mesma comunidade onde nasceu. Em 1950, transferiu-se para Macapá, ingressando na Escola Normal onde concluiu o curso em 1953. Durante os quatro anos de estudos, trabalhou, como professora auxiliar em vários grupos escolares da capital amapaense. Ao concluir o curso Normal, em 1954, foi transferida para a escola isolada de São Miguel do Flexal, ali dedicou-se de corpo e alma aos seus alunos, ensinando-lhes não só as letras como o desenvolvimento do corpo através da Educação Física. Lá permaneceu até 1964. Em 13 de fevereiro de 1965, foi nomeada Diretora do Grupo Escolar “General Azevedo Costa” em Macapá, para onde fora transferida. Em março de 1966, foi nomeada Diretora do Grupo Escolar “Joaquim Caetano da Silva”, no município de Oiapoque para onde o marido foi nomeado Prefeito Municipal. Na Fronteira com a Guiana Francesa, desenvolveu excelente trabalho junto com os demais colegas à comunidade oiapoquense. Em 1969, retorna para Macapá e passa a exercer o magistério como professora primária no Grupo Escolar “Azevedo Costa”. Dedicou-se com muito amor às crianças, desde o jardim de infância até os alunos de 5ª série, sempre com muito carinho e responsabilidade. Adorava cantar com seus alunos e era portadora de uma voz bonita que aos poucos foi ficando enriquecida com o passar dos anos e das lutas pela educação das crianças amapaenses. Sua maior preocupação era não permitir que os problemas de sua enorme família se refletissem de modo negativo no seu trabalho e procurava conciliar as duas paixões de seu viver.
Em 1957, foi promovida como professora de Classe C. Em 1963 foi elogiada através de oficio, pelo trabalho no interior amapaense, pelo prefeito de Amapá Sr. Herly Diniz de Oliveira. Em 1966, foi elogiada através de portaria pelo diretor da divisão de educação, Padre Jairo Cantinho de Moura. Como todo professor responsável de sua missão, procurava estar atualizada com a metodologia do Ensino e para isso participou dos seguintes cursos: Curso de Extensão Metodológica, 1970; Curso de Atualização para professores Normalistas em 1966 e 1967; Curso de Educação de Filhos pelo movimento Familiar Cristão em 1973 e participou de Seminário de Montagem do ano escolar de 1977; reiniciou seus estudos no Instituto de Educação no Curso Pedagógico que foi interrompido pela grave doença que a vitimou, vindo a falecer na capital paraense no dia 20 de maio de 1978. Seu corpo foi transladado de Belém para Macapá; seus restos mortais estão sepultados no cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade. A morte prematura de Josefa Jucileide sentida por todos os seus parentes, amigos e colegas que com ela conviveram e por quantos a conheceram, além, de saudade, deixou uma lacuna no magistério amapaense pelo calor humano que transmitia aos que dela se acercavam.
O nome da ilustre mestra, está perpetuado em uma escola, agora remodelada, localizada no bairro Nova Esperança, numa justa 
homenagem da administração amapaense.
Fonte: Família Amoras, via Facebook

domingo, 9 de março de 2014

Cruzamento da Rua São José com Av. Presidente Vargas

(Foto: Reprodução de arquivo)
Anos 50 - Cruzamento da Rua São José com Av. Presidente Vargas vendo-se parcialmente uma das velhas mangueiras e a Casa do Povo - um estabelecimento comercial da época, de propriedade do Sr. "Pitaíca" (Clodóvio Antônio Coelho).
Ao fundo observa-se o Grupo Escolar Barão do Rio Branco
A propósito desta foto rara e desse trecho histórico da Macapá antiga, encontramos no Facebook do historiador Nilson Montoril, os seguintes registros:  
No "dia 5 de março de 1951, após a missa que mandaram celebrar pela manhã, na Igreja de São José, os alunos do Ginásio Amapaense, Escola Normal Regional, Escola Industrial de Macapá e Escola Técnica de Comércio do Amapá, desfilaram pelas ruas da cidade até o Cine Teatro Territorial, anexo ao Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde teve lugar a solenidade de abertura do ano letivo dos cursos secundários de Macapá e de recepção aos "calouros" dos citados estabelecimentos de ensino. Discursaram na ocasião o governador Janary Gentil Nunes, o Professor José Barroso Tostes e a Professora Predicanda de Amorim Lopes, Diretora de dois estabelecimentos: Escola Normal Regional(já não existe) e Escola Industrial( Escola Antônio Pontes)"
O historiador Edgar Rodrigues comenta qu"no casarão, entre a São José e a Presidente Vargas, situava-se o escritório do sr. Wilson Carvalho. Ao lado do escritório funcionava a ourivesaria do meu pai, Raimundo Cardoso Rodrigues (Badico). E o resto da casa era nossa residência. Depois que as religiosas da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria se transferiram para Caucaia, no Ceará, o casarão foi vendido para o sr. Abraão Peres, que o alugou para o sr. Wilson Carvalho e para meu pai. Eu estou falando dos anos 60."
E o Nilson complementa: "Essa paisagem só começou a mudar a partir de 1970, quando o governador Ivanhoé Gonçalves Martins iniciou o plano de remodelação do centro de Macapá. Uma comissão especial foi constituída para avaliar os velhos casarões construídos em taipa demão e pilão. O parecer da comissão deu conta de que os imóveis não suportariam quaisquer tipos de reforma, além de impedirem o alargamento das ruas."
(Reprodução: recorte de  jornal)
"As casas que vemos no lado direito (da primeira foto), foram demolidas seguindo o alinhamento da calçada da Praça Barão do Rio. Quando isso ocorreu, na primeira casa funcionava o escritório de contabilidade do senhor Wilson Carvalho. A partir do citado imóvel tínhamos umas três residências, o bar do Moura Serra, da senhora Tereza(chamado Royalbriar) e o famoso Café Continental. O estabelecimento da esquina direita chamava-se "Armazém do Povo", cujo proprietário era o sr. Manuel Eudóxio Pereira, o famoso "Pitaíca", aparentado do Abraham Peres. No terreno vago, foi construído o prédio do Banco da Lavoura de Minas Gerais, por influência da ICOMI, que depois abrigou o Banco Real. O Alípio Sabiá, trabalhou com o João Vieira de Assis no Bar Elite, localizado ao lado da casa cujo telhado aparece em primeiro plano. Essa casa era do casal João e Raimunda Picanço. A entrada para a padaria do seu Janjão Picanço era feita pelo lado, onde depois passou a ser a entrada do Cine João XXIII. (...) As mangueiras do meio da rua foram arrancadas. Produziam mangas saborosas e atraiam gordas curicas(papagaios) que nós derrubávamos com baladeiras e comíamos assadas com açaí."
O jornalista Ernani Marinho cobrou do Nilson, a listagem de alguns estabelecimentos comerciais existentes no casarão, tais como a porta do Serapyo e do Lateral, logo depois no Banavita (lanchonete do sr. Moura Serra, cuja especialidade e que dava nome à casa era bananada com nescau, além dos procuradíssimos sangue de vampiro e garapa com donzela) e do restaurante da D. Izaura, mãe do Zé Elson, lateral do Juventus, que ficava colado ao Continental.
Resposta do Nilson: "Creio que o Serapyo iniciou suas atividades como ourives, em Macapá, trabalhando com o seu Badico, pai do Edgar Rodrigues. Depois ele começou a treinar basquete no Juventus Esporte Clube. Claro que lembro de toda essa turma e das casas residenciais cujas portas permitiam deixar metade trancada e metade aberta. Era como se fossem janelas. O bar do Moura Serra chegou a vender merenda mais refinada como guara-suco e picadinho. 
(Nota do editor: Na região Sudeste - SP, o picadinho, é de carne cortada em cubos; a que o Nilson se refere é conhecido aqui,  como "carne moída"). 
Aliás, esse refrigerante fabricado em Belém fazia muita propaganda e tinha como slogan "guara-suco está em todas". Quando alguém comparecia a todos os acontecimentos da cidade nós dizíamos que o sujeito parecia guara-suco."
Ernani completou: "O Serapyo só jogava basquete com o Leôncio às proximidades (no banco do Juventus ou na plateia) já que o seu braço, com determinados movimentos, se deslocava sempre e o Leôncio era quem conseguia recolocá-lo no lugar. Quando o Serapyo deixou a casarão foi para uma casa do Wilson Carvalho, na São José entre Raimundo Álvares da Costa e Ernestino Borges, montando uma oficina que cuidava de joias e bicicletas."
                                             (Repaginado em março de 2014)
Fonte: Facebook

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Pioneiro Antonio Barbosa, da Vacaria

Antonio Barbosa nasceu na Bahia em 1910. Filho de João Rodrigues de Novaes e Maria do Carmo Barbosa dos Santos.
Era casado com Benedita da Silveira Barbosa com quem teve dez filhos. Chegou ao Amapá em 1954 e estabeleceu-se em Santo Antônio da cachoeira do Jari, onde gerenciou um projeto para uma empresa de portugueses, cuja sede era em Belém(PA). Em Santo Antônio da cachoeira do Jari, Antonio Barbosa construiu uma estrada rudimentar ligando o centro de produção da castanha e seringa. Sendo conhecedor e amante da agricultura, desenvolveu em toda área  o cultivo de milhares de mudas de seringueiras, cacau e pimenta do reino. Construiu também um porto para o navio cargueiro de grande porte de nome "Sobralense", com a finalidade de possibilitar o transporte fluvial dos produtos e passageiros até Belém (PA), (na época o Rio Jari era navegável até na cachoeira do mesmo nome). 
Em 1957, Antonio Barbosa mudou-se, com a família para Macapá, onde dedicou-se à criação de gado  em um lugar, na época,  longe do perímetro urbano que passou a ser conhecido como Vacaria do Barbosa,  hoje Bairro de Santa Inês. Na missão de abastecer a cidade com leite e derivados, "seu" Barbosa contou com baluartes importantes da família como seus filhos mais velhos Paulo, Rui e José Barbosa (todos falecidos) e Aparecida Barbosa(também falecida). Aparecida trabalhou ainda,  na secretaria do Colégio Amapaense por mais de 30 anos. Anália e Iraci Barbosa, também filhas de "seu" Antonio, foram alunas de acordeom do Mestre Oscar Santos e depois professoras de música do antigo Conservatório Amapaense de Música(hoje, "Walkíria Lima"). Dos filhos mais novos aparecem Regina e Valdeci Barbosa(professor de Educação física); o engenheiro Antonio Barbosa (falecido); e Rubenita Barbosa, que é engenheira civil  e atualmente trabalha no CETRACI/Ap; Rubenita Barbosa Morais é casada com o Administrador e ex piloto-instrutor do Aeroclube do Pará, Antônio Mário Morais.
As irmãs, Anália e a Regina moram em Macapá e a Iraci mora em Belém (PA). Todas já estão aposentadas.
"Seu"Antonio Barbosa foi vereador nas duas primeiras legislaturas da câmara municipal de Macapá; foi presidente e fundador da Cooperativa Mista Agropecuária do Amapá; presidente da Associação Rural de Macapá e teve sua criação de gado premiada em todas exposições de animais em que participou. A sua esposa e companheira Benedita da Silveira Barbosa chamada carinhosamente de Dona Bené, coordenava a distribuição de leite da Vacaria e, muito cedo do dia, já recebia os fregueses sempre com um sorriso de boas vindas.
Dona Benedita da Silveira Barbosa era natural de Glicério (SP) e faleceu em Macapá no dia 5 de março de 1999 com 87 anos de idade. Portanto, há 15 anos.
Seu Antonio Barbosa, faleceu em 1988, em Macapá e está sepultado junto com Dona Benedita e  os filhos, em um jazigo da família, no cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro - o mais antigo da cidade.
Esta foto, tirada em 26 de agosto de 1962, é o registro histórico de um evento realizado no interior da residência da família Barbosa, na antiga Vacaria, por ocasião do aniversário de um aninho da Francelizi, a criança que está no colo de Dona Benedita, irmã gêmea de Fransuizi, netas do casal.
O blog Porta-Retrato localizou as duas, via Facebook: Fransuizi Portillo, é casada e reside atualmente em Jaraguá do Sul, Santa Catarina e Francelizi Colares, também casada, reside na cidade de Santana/AP.
Entre os convidados ilustres, a partir da esquerda: Dr. Mário de Medeiros Barbosa (governou o Amapá apenas dois meses - setembro a outubro de 1961); o senhor de cabelos brancos atrás dele, lembro do rosto mas não recordo o nome; o de bigode - sorridente - que vem a seguir, é o Dr. Dalton Cordeiro Lima(foi Deputado Federal, 1964-1965 pela UDN-AP); o jovem senhor ao lado dele também não me é estranho mas, realmente, não consegui lembrar quem seja - pensei num primeiro momento ser o Sr. Mário Paes, que foi gerente do Banco do Brasil, em Macapá, mas não tenho certeza; em seguida estão "seu" Barbosa e Dona Benedita (com a criança); e os últimos à direita, Governador Janary Nunes e sua segunda esposa Sra. Alice Déa Carvão Nunes (ela reside no Rio de Janeiro).

Fonte: Biografia e fotos(álbum da família) com informações(legenda) do professor Valdeci Barbosa (filho do biografado), diretamente de Barra Mansa - Rio de Janeiro, via e-mail, a quem agradecemos a prestimosa colaboração.

Nota do Editor: Se alguém conhecer os senhores não identificados, e quiser colaborar com o blog, por gentileza nos informar por e-mail - jolasil@gmail.com - ou deixar um comentário.
Observação: O nome (próprio) do Sr. Antonio Barbosa não leva o acento circunflexo.
Última atualização em 08/04/2024,  às 23h.

terça-feira, 4 de março de 2014

Do Fundo do Baú: Memórias do Carnaval Amapaense - Blocos de Sujos

Os cinco foliões descontraídos da primeira foto, eram presença constante nos carnavais de rua de Macapá, antes da criação do Bloco "A Banda", que desde 1965 arrasta multidões na terça-feira gorda de Carnaval.
São eles, a partir da esquerda: Altair Cavalcante de Lemos(de branco - falecido), os irmãos Agostinho e Amujacy Borges de Alencar(short-falecido)), José Monteiro Leite(Lelé - de branco e bermuda), e o Andorinha.
Na foto abaixo um bloco de jovens, com fantasias estilizadas que também circulava pelas ruas da cidade na época momesca:
Entre os brincantes só conseguimos identificar o primeiro(com tambor) - José Cohen e o 3º da mesma fila, (sem chapéu) Otávio Nery. 
Quem conhecer os demais, por gentileza, nos informar nos comentários ou por e-mail - jolasil@gmail.com).
Fonte: Revista ICOMI NOTÍCIAS

segunda-feira, 3 de março de 2014

Especial: Carnaval

A amiga Josie Remedios nos enviou duas fotos sobre o carnaval dos anos 60, em Macapá:
A primeira do Carnaval de 1961, apresenta  a modelo Irene Remedios, irmã da Josie, com a fantasia "Arco Iris".
Na segunda foto, imagens das amigas Taty Seara, Josie Remedios e Célia Seara, no Carnaval de 1963, em Vila Amazonas-Santana/AP.

Veja a seguir alguns posts sobre o Carnaval de Macapá, publicados anteriormente:
Clique nos links abaixo e saiba mais detalhes sobre:

1 - Como tudo começou?
2 - Quem foi o Barrigudo?
3 - Quem foi Altair Lemos?
4 - Alice Gorda a Eterna Rainha do Carnaval
5 - Carnaval de salão

(Última atualização, às 04 horas)

domingo, 2 de março de 2014

Professora Sol Elarrat Canto, uma das pioneiras da Educação do Amapá!

Sol  Elarrat Canto, é paraense de Cametá, onde nasceu em 2 de março de 1932. Filha de Maurício Isaac Elarrat e Lica Benoliel Elarrat.  É  de família originária de Marrocos e Tange, na época possessão francesa. Teve uma infância feliz pois  foi criada na fazenda de seu pai. Deixou sua cidade natal aos 12 anos, para estudar na capital paraense, Belém, no Instituto de Educação do Pará. Lá se formou aos 18 anos, como professora e seguiu imediatamente para Macapá, onde chegou em 1950. 
Lá conheceu seu primeiro e único amor, Juvenal Salgado Canto com quem se casou em 31 de janeiro de 1952(foto), e vivem juntos há 62 anos. Desse enlace nasceram cinco filhos, todos formados: Augusto Celso, em educação física; Fernando, analista de sistema; Sérgio Aruana, engenheiro mecânico e arquiteto; Jorge, engenheiro elétrico;  e Surama, a caçula, é médica.
     Professora Sol conta que, ao chegar ao Amapá, notou que a casa, escolhida pela família, não comportava todos os membros, fazendo assim com que ela e a irmã, também professora, fossem procurar auxílio do governador da época, Janary Gentil Nunes, que as recebeu muito bem, principalmente por saber que tratavam-se de professoras. O governador providenciou que Sol se instalasse em uma das residências destinadas aos funcionários do então Território do Amapá, até ficar pronto o alojamento de 14 professoras no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, que também estava em construção.
     Professora Sol lecionou, inicialmente, no Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares; em seguida foi para o Barão do Rio Branco e depois para o Grupo  Escolar General Azevedo Costa, no  Laguinho, onde atuou nas funções de secretária e diretora, respectivamente. Passados dois anos, voltou como secretária do Barão do Rio Branco.
    Algum tempo depois, teve de deixar o Amapá, retornando a Belém, para tratamento de saúde de um dos seus filhos, ficando ausente durante nove anos.
Professora Sol Elarrat Canto (Reprodução Facebook)
Professora Sol, continua uma pessoa alegre, lúcida e de bem com a vida, hoje curtindo sua merecida aposentadoria com o carinho dos filhos, netos, demais familiares e amigos.
      
Parabéns -  ilustre amiga aniversariante - grande pioneira da Educação do Amapá!

Felicidades!

Fonte: Informações extraídas do Jornal Tribuna Amapaense.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...