terça-feira, 24 de março de 2015

Seu Zacharias - o mestre do tempo

João Zacharias Teixeira Leite, o Mestre Zacha, um dos primeiros moradores de Macapá, Prefeito Honorário da Favela...
Mestre Zacha foi proclamado, quando vivo, patrimônio da capital amapaense. Mais que isso: um amapaense símbolo das aspirações, da cidadania de um povo trabalhador e generoso, que exige respeito, e tem direito de ser feliz...
Zacharias foi um cidadão acima de qualquer suspeita! Por isso sempre gozou de respeito e consideração de todos, parentes, amigos e conhecidos, pelo excelente conceito de honestidade e decência, em sua vida e em sua história.
Lembro-me de um pequeno  relato  feito pelo amigo Milton Sapiranga Barbosa, "para  homenagear  as  pessoas  que completaram um  século de vida sem nunca terem feito mal  a  ninguém. Em  especial  ao  senhor Zacarias Teixeira Leite, que  sempre  foi um  exemplo para  seus  filhos e demais familiares, aos  seus amigos   e  também para os  garotos  do  bairro da Favela, que sempre seguiram seus  conselhos, ensinamentos,  e o  respeitavam  como um pai, tanto   que  todos trilharam o caminho  do bem e seu ZACA  teve grande parcela  em nossas vidas.”(A bala da paz -Milton Sapiranga Barbosa)
Assim que casou, seu Zacharias foi morar com a mulher, D. Dica, na mesma casa simples em que residiu até sua morte, na Av. Mendonça Furtado, aos fundos do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no antigo Bairro da Favela, em Macapá. A companheira leal, a mãe dos seus filhos - Francisco, João Leite, Lelé, Percival, Maria Lina e Odete - faleceu em 99 e levou com ela um pedaço do coração do Mestre Zacharias, que ficou triste, reclamando de solidão sem nunca estar só, já que não lhe faltou o calor humano dos familiares, dos amigos, dos muitos amigos! 
Para falar a verdade, não foi fácil; como grande e frondosa árvore centenária, resistiu a ventos e tempestades sem nunca ter ido ao chão. Pelo tradicional endereço dos Teixeira Leite, pela sala de visita da velha casa da Favela, passaram figuras influentes nos últimos 50 anos oferecendo cargos, vantagens, fazendo propostas que poderiam macular a imagem de um homem da sua formação, mas a “samaumeira” não cedeu.
 Tranquilo, como sempre, na mesma cadeira de balanço em que viu o homem chegar à lua pela televisão, rejeitou uma a uma todas as tentativas feitas contra sua dignidade.
Ex-servidor público municipal, aposentado do Exército Brasileiro, pé de valsa e namorador, na mocidade tocava trombone na Banda do padre Júlio Maria Lombaerd, ao lado do poeta e amigo, José Serra e Silva (Zeca Serra). Ao responder ao amigo João Silva sobre o que fazer, num pais como o nosso, para viver cem anos?  Zacharias – o mestre do tempo - respondeu: “Temperança, honestidade, equilíbrio diante dos arroubos da juventude, nada de drogas, nada de bebida; família bem constituída, amigos leais, humildade, amor ao Amapá, ao Brasil e dormir ao lado de quem você ama”. Disse, sem pedir segredo, que o amor pela companheira de mais de 70 anos fora de fato o grande elixir da vida longa e da felicidade duradoura que os uniu e haverá de juntá-los, de novo, um dia, em algum lugar do universo.

Texto atualizado e adaptado da Crônica publicada na Rádio Antena-1, pelo jornalista João Silva, no dia 05 de novembro de 2003, data do centenário de vida de João Zacharias Teixeira Leite, que faleceu na madrugada do dia 07 de novembro do mesmo ano, dois dias depois de completar 100 anos de vida.

Leia o Texto Original no

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mr George Thomas - "O Crioulo Branco" - O Pioneiro de Mãos Santas

George Thomas, assim chamava-se o Pioneiro centenário da foto, que viveu no Amapá, desde 1938, conhecido como “Crioulo Branco”. 
Era um cidadão, magro, baixinho, de sorriso acanhado; homem bondoso que aportou suas esperanças em Macapá, vindo de Santa Lúcia, uma ilha de  origem vulcânica, situada nas Pequenas Antilhas, no Caribe, próximo à Martinica, São Vicente e Granadinas e Barbados, América Central.
Mr George vai ser lembrado pelas mãos santas dos nossos campos de futebol. Não só dos nossos campos de futebol, já que toda Macapá – crianças, jovens, idosos - o procurou por muito tempo como ‘solução’ para espinhela caída, estiramentos, bursite, tendinite, pé torcido, dor nas cadeiras, tornozelos inchados, braços e ombros deslocados no calor de uma partida de futebol ou não. As mãos de Thomas, o massagista, fizeram fama e prodígios, graças aos unguentos cuja fórmula não ensinava a ninguém, era segredo de estado.
Mas justiça se lhe faça: atendia a todos com a mesma fidalguia, inclusive jogadores dos clubes adversários, já que sua paixão sempre fora o São José, a quem dava um pouco mais daquilo que dava aos outros. Devoção ao Padroeiro começou no tempo do presidente Messias do Espírito Santo, anos depois que chegou à Macapá, e viu a classe do Segura-o-Balde na meta tricolor.
Percorreu o Araguary, o Vila Nova acima da região de Serra do Navio atrás de ouro e diamante; depois ingressou na força de trabalho que construiu as primeiras obras do Território do Amapá, já no Governo Janary Nunes, na década de 40. No futebol, sua entrega ao São José era comovente, de acompanhar os treinos, trabalhar de massagista nos jogos oficiais, várias vezes com a missão de colocar em forma craques lesionados a poucos dias de uma decisão.
O Crioulo Branco completou 100 anos no dia 18 de maio de 2006, em sua residência, na Raimundo Álvares da Costa, trecho do Laguinho arborizado ainda pela Turma do Buraco, como fez questão de dizer. O cronista esteve lá. A recepção foi calorosa, estava de bom humor – filhos, netos, bisnetos, todos amapaenses, cercando o patriarca sentado na sua cadeira preferida!
Na verdade, o Crioulo Branco vivia de uma aposentadoria do INSS e gostava de ficar em casa ouvindo as notícias do rádio e da televisão;  havia deixado de ir a campo de futebol, e na casa de poucos cômodos dividia espaço com pessoas que amava; fazia questão de dizer que, em sua casa, visita não pagava imposto.
Thomas fazia questão de declarar seu amor ao Amapá, lugar a quem devia tudo que possuía; Tudo que não era muita coisa, mas o suficiente para descansar dignamente de um século de travessia em que nem todos têm a sorte do Crioulo Branco.
Ver o próprio centenário e mais um pouco disso, lúcido, gozando saúde, declarando amor ao povo de Macapá, cidade que enlaçou como se fosse a árvore mais bonita da floresta amazônica, onde repousa para sempre, como era seu desejo, desde que se foi, em maio de 2012…
(Texto de João Silva, especialmente adaptado para o blog “Porta-Retrato”)
(Extraido da Crônica “AS MÃOS DE GEORGE THOMAS”)
Fontes: Blog do João Silva e Wikipédia

(Última atualização às 07;30 hs)

sexta-feira, 20 de março de 2015

Dois Pioneiros amigos! Dois amigos Pioneiros!

Entre inúmeras fotos compartilhadas pela amiga Solange Sussuarana, encontrei essa – sem data e sem legenda - de dois Pioneiros que muito contribuíram para o progresso do Amapá;
São eles: Zacarias Teixeira Leite (sentado) conversando com o amigo  Acésio Guedes (em pé); ambos de roupa clara. Não identificamos também o local onde foi feito o registro.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Do fundo do Baú: BATENDO O CARTÃO

Foto compartilhada pelo amigo ACELINO FERREIRA,  via e-mail:
A foto é de 1965 e flagra as senhoritas Marluce Homobono, Maria José Balieiro e Uberlândia Penalber, da Secretaria da Gerência e Contabilidade da Icomi, “batendo” o cartão de ponto. 

Obs: Na filosofia empresarial da ICOMI, o padrão individual, sapato social só de um modelo, a apresentação impecável, era o reflexo da imagem da empresa. 


Nota do Editor: Segundo informações do amigo e compadre Pedro Ayres da Silva, Marluce Homobono, cunhada dele, mora em Macapá, é servidora aposentada do TCE/AP, e continua trabalhando na Revistaria Democratas da família Homobono Brito, na Rua Tiradentes, onde sempre a família morou.
Uberlândia Penalber, que trabalhou na  CEA e também na ICOMI, no mesmo período que eu,  já passou para a vida eterna. 

Foto: Paulo Rogério Guedes

quarta-feira, 18 de março de 2015

Família Cruz – Nome e tradição em Macapá

Uma das famílias mais tradicionais do Amapá é a Família Cruz.
Tudo começou com o patriarca Mário Cruz que “era um comerciante ribeirinho da Amazônia, que levou pessoalmente a Janary Nunes, interventor do Amapá, algumas pedras escuras e pesadas, que usara como lastro para seu barco, em busca da recompensa prometida.
O tempo passou e a família cresceu. O destino dividiu pessoas que seguiram outros rumos...foram muitos seus descendentes. Parte deles está reunida no registro fotográfico abaixo, datado de março de 1973, que foi compartilhada com o Porta-Retrato pela amiga Marisa C ruz, filha de Marino e neta do Mário Cruz.
A nosso pedido a própria Marisa, gentilmente, nos atendeu e identificou cada um que está nessas imagens.Confiram...
"Família Cruz toda reunida na casa do Tio Guilherme, na Av. FAB 1022, no ano de 1973. Começando embaixo, da esquerda para a direita: Regina Cruz (vestido branco), Tio Guilherme Cruz, Tia Ivone Cruz, Tia Lygia Cruz, Sandra Cruz (a criança de vermelho), Vovó Eufrásia Cruz, Tia Lia Carmen Cruz, Maria José Cruz (minha mãe), Dina Cruz, Cláudia Cruz (criança de vestido branco), Paulo Cruz, Marino Cruz (meu pai), Jurema Leite, Tio Humberto Cruz (camisa amarela). As crianças na cerca, da direita pra esquerda: Selma Cruz, Betina Cruz, Mário Cruz (meu irmão), Suzana Márcia Cruz, Marisa Cruz (eu segurando a cabeça da Tia Lygia), Humberto Mauro Cruz e Janice Cruz (atrás da Regina).” (Marisa Cruz)
Fonte: Memorial Amapá

terça-feira, 17 de março de 2015

Foto Memória de Macapá: Pioneiros no Aeroclube de Macapá

Foto da década de 50, postada no Memorial Amapá pela amiga Gilka Soáres;
Registro de um Baile de carnaval no Aeroclube de Macapá. 
Na mesa os Pioneiros: Jacy Barata Jucá, João Soares e sua esposa Neyde Rôla Soares, e ao lado Dona Tarcila e seu esposo Acésio Guedes.
Gilka Soares conta que Dona Tatá (como era chamada) e seu Acésio eram padrinhos de sua mana Déa Rôla Soares.
Seu João Soares, Dona Tatá e seu Acésio já são falecidos.
Já a matriarca Neyde Soares, Gilka diz que “como sempre, muito bem, já agora com 94 aninhos fechados e bem ativa ainda, graças a Deus!
Continuam residindo na mesma casa na Presidente Vargas.
Do Memorial Amapá

segunda-feira, 16 de março de 2015

Foto Memória de Macapá O "velho" Macapá Hotel

O Grande Hotel de Macapá - como foi denominado, anteriormente, o Macapá Hotel - foi construído pelo primeiro governo do ex-Território Federal do Amapá, para a atender ao crescente número de visitantes que alí chegavam.
A construção do prédio em estilo colonial,  foi iniciada em 1º julho de 1944, em alvenaria e tijolos, com lages e vigas de concreto armado com dois pavimentos.
O primeiro pavimento dispunha de um amplo hall, salão de refeições para 80 pessoas, salão de jogos e diversões, salas para barbearia, perfumaria, engraxataria e  bar, além das dependências de serviço e terraços mosaicados.
No segundo pavimento existiam apartamentos com dois dormitórios e dezesseis quartos, sendo os oito da faixada principal, com varandas que permitiam a colocação de redes.
Todas as dependências dispunham de água encanada e eram magnificamente bem ventiladas e iluminadas.
O Macapá Hotel era, sem dúvida, o local preferido pela sociedade naquela época.
Ponto de encontro obrigatório de jovens e adolescentes.
O belíssimo prédio do Macapá Hotel que hospedou visitantes ilustres.
O chic era tomar sorvete servido em taça pelo folclórico e saudoso garçom Inácio.
Aos domingos, após as matinês nos Cines Territorial, Macapá e João XXII, os jovens casais de namorados iam passear no Trapiche Eliézer Levy, pegar a brisa do Amazonas e tomar os sorvetes nas taças do Macapá Hotel, onde também era servido o gostoso e inigualável Flip Guaraná.
Com sua localização privilegiada, o Macapá Hotel, era sem dúvida um aprazível lugar para encontros sociais ou de negócios, da Macapá de outrora.
(Post repaginado com atualizações e novas fotos, em 16/03/2015)

domingo, 15 de março de 2015

Foto Memória de Macapá - 1ª Comunhão dos garotos da Matriz

A foto de hoje, vem do Baú de Lembranças do amigo Edilson Brito (Caboquinho):
O evento foi nossa 1ª Comunhão, realizada dia 25 de dezembro de 1957, na Igreja Matriz de São José, em Macapá.
Ai estávamos à mesa para os comes e bebes, no Salão de Festas da Casa dos Padres: a partir da esquerda: João Lázaro(eu); Alexandre (+ conhecido por cachorro doido); Edilson Brito (caboquinho); Nossa Amizade e Toninho(dente de cão).
Em pé, atrás, o Sr. Brito, pai do Edilson.
Fiquei surpreso ao notar minha presença nesta foto histórica, que nem eu lembrava. E com direito à gravatinha borboleta, e tudo!. Eu estava aí com 9 anos completos. Que bela recordação; obrigado Edilson!
Edilson Brito foi um dos goleiros do Juventus Esporte Clube.
Fonte: Edilson Brito, via What's Ap.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Do Fundo do Baú: Lembranças de Macapá

Jovens em Festa, no Aeroclube de Macapá
O registro dos anos 60 é  do fundo do Baú de Lembranças do nosso amigo Fernando Remédios.
Sentados em volta da mesa, a partir da esquerda: Fernando Remedios, Marcinha, Edilma, Zé Calixto, Edimeyre, Sonia Costa e José Cohen.
Marcinha, Edilma e Edimeyre são da família Sampaio. (Café Canarinho)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Do fundo do Baú: Momento Feliz de Graça Monteiro

A foto de hoje, reproduzida do Facebook, vem do fundo do Baú de Lembranças da amiga Graça Monteiro.
Com a devida autorização dela, compartilhamos hoje este registro histórico da festa dos 15 anos da amiga Graça Monteiro, dia 27 de novembro de 1964, na casa onde até hoje mora a mãe dela,  na Av. Raimundo Alvares da Costa, em Macapá.
Graça, dança a valsa com o irmão Deoclides Mont’Alverne, sendo observados pelo primo Joacy Mont’Alverne, e pelos amigos Waldete Jucá e Heitorzinho Picanço. À direita de quem olha, aparece parcialmente, o rosto da Sônia Barbosa, filha do Dr. Barbosa com Dona Icília.
Joacy e Deoclides Mont’Alverne, e Heitorzinho Picanço, são falecidos.
Fonte: Reprodução Facebook

quarta-feira, 11 de março de 2015

Foto Memória – ICOMI - TREM ACAMPAMENTO

"No quilômetro 150 da Estrada de Ferro do Amapá, em frente à Estação do Cupixi, os viajantes deparavam com uma das mais importantes unidades de manutenção da Via Permanente, que ficava estacionada em um desvio da linha férrea, denominada Trem Acampamento, e que alojava 40 homens em 4 amplos vagões. Dois destes vagões serviam de dormitórios, com beliches, banheiros e pias, além de uma cabine para a fonia. Nos dois outros vagões funcionavam a cozinha-despensa e o refeitório. Esses 40 homens eram responsáveis pela manutenção da EFA entre o Porto Platon e Serra do Navio."
Fonte: Texto e imagem - Paulo Rogério Guedes, via Facebook

domingo, 8 de março de 2015

Foto Memória de Macapá - Rua Cândido Mendes - Década de 50

Esta relíquia fotográfica foi reproduzida do blog do amigo José Alberto Tostes:
Trata-se de um registro histórico da cidade de Macapá, Capital do Estado do Amapá, na década de 1950.
Seria um trecho da Rua Cândido Mendes entre o canal de rua Mendonça Junior e Rua Padre Júlio Maria Lombaerd.
O amigo Luiz Neto - filho do dono da Casa Vera Cruz, que também existia na Cândido Mendes - confirma a localização da Casa Dora, a primeira onde estão as bicicletas no pátio; ele confirma também, que no sobrado localizado ao lado, funcionava o Rex Hotel.

Outro leitor que confirma nossa informação é o amigo Bira Matias: “Lázaro, era exatamente a Casa Dora do seu Tanuz(pai da Dora e do Rajja). A casa de dois andares ao lado era do meu pai Antônio Matias(que era garçon do restaurante do Macapá Hotel e trabalhou junto com seu Pereira que se não me engano era pai do PATACA). A casa era um restaurante chamado Manganês Bar(Bar e hospedaria) de propriedade do papai. Deu saudades em ver a foto. Morei lá por um bom tempo.”

Já o amigo e jornalista Ernani Marinho diz que “essa casa de altos que era um bar na parte de baixo e uma espécie de hotel popular na parte superior, teve como primeiro proprietário o seu Lacerda, pai do Aderbal, Elcy, Guara e mais alguns filhos. O seu sócio, se não estou enganado, era o seu Viana, pai da Bety, Graça, Otávio (piquinha) e outros Viana.”

Também o amigo Raimundo De Souza Martins deixou seu testemunho sobre o assunto: “É amigo Bira Matias, na verdade o pai do Pataca é Manoel Figueira, grande Figueira, que junto com seu genitor Antônio Correa Matias, trabalhamos no Macapá Hotel por muitos anos, sem esquecer as estórias hilárias do Inácio, grande garçon. No mesmo trecho João Lázaro Silva, existia também o bar Brunswick, do seu João e ainda (do outro lado da rua) a casa Estrela, do seu Celestino Pinheiro Filho, boas lembranças.”
E em nome da família Viana, a professora e amiga Eunice Viana, confirma que “nesse local funcionava no térreo o Bar e Sorveteria Amapaense de sociedade do meu pai Raymundo Gonçalves Viana e do Sr. José Lacerda, pai do Aderbal Lacerda e na parte de trás funcionava como um hotel e ficava ao lado da Casa Dora.” 

Nota do Editor: Se outros leitores tiveram informações relevantes podem deixar seus comentários, ou no Facebook ou diretamento no blogJoão Lázaro).
(Última atualização às 23:55 hs 08/03/2015)

domingo, 1 de março de 2015

Lembranças: Do Fundo do Baú -Movimento escoteiro

Lembrança do Curso de Adestramento e Atividades Práticas para Escotistas de Alcateia, realizado de 7 a 15 de novembro de 1964, em Serra do Navio/AP, promovido pela União dos Escoteiros do Brasil.
Ao final do Curso, alunos e chefes se reuniram para a foto geral.
Da esquerda pra direita em pé: lembrei-me da irmã do Mozart Souza;?; Mª Tavares; ?; Mª da Paz; mais adiante a Wilma Carvalho; Iracema Cardoso e a esposa do Hilkias Araújo.
Dos homens ajoelhados: chefe Madureira; o 5º é o José Cohen (falecido ano passado), Leo Alcântara; Edilson Brito (salvo engano); depois EU (João Lázaro); 
Sentados ao chão: Moacir; ?; Magalhães; Hilkias, Aquelá Margarida; (Pará); Chefe Ary Gaya(UEB-RJ); chefe Clodoaldo; chefe Façanha; ?; Sabá e ?.
Fonte: Revista ICOMI-Notícias

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Foto Memória da política amapaense: reunião de emedebistas

“O registro é da metade da década de setenta; trata-se de uma reunião do Diretório Regional do Movimento Democrático Brasileiro, que depois ganhou o “P”, para se transformar em PMDB, a sigla que foi marcada para liderança impoluta de Ulisses Guimarães, que esteve no Amapá levado por estes mesmos personagens durante a Campanha das Diretas Já.
Da esquerda para a direita professor Lucimar Amoras Del Castilo, que elegeu-se vereador na primeira eleição à Câmara Municipal de Macapá instalada em 1970; Benedito da Costa Uchoa, ícone da oposição ao Governo de Janary Nunes, que também foi vereador, este já na segunda legislatura; Raimundo Azevedo Costa, que foi vereador, primeiro Prefeito eleito de Macapá, de 1º de janeiro de 1986 à 1º de janeiro de 1989; finalmente, Celso Saleh, advogado, assessor legislativo na Câmara Federal, várias vezes candidato a cargos eletivos pelo MDB no Amapá. Lucimar Del Castilo, Benedito Uchôa e Celso Saleh já são falecidos.”
A foto original é do acervo particular do professor universitário aposentado, e ex-radialista Guilherme Jarbas de Santana, gentilmente compartilhada com o amigo João Silva que a publicou no blog dele. O texto também é do João, adaptado ao Porta-Retrato.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Foto Memória de Macapá: antiga Praça da Matriz (hoje Veiga Cabral)

A foto que trago hoje, e compartilho com todos os nossos leitores, foi publicada em 1966, na edição nº 32, da Revista ICOMI Notícias. Em 2010 eu a publiquei no Porta-Retrato e agora o faço, dando um novo enfoque no mesmo registro fotográfico, raro.
Olhando do ponto de vista histórico, podemos observar, no ângulo em que foi feita a imagem, do interior do inesquecível Foto Cruz, como eram as velhas moradias e casarões de Macapá, no início do Território Federal do Amapá.
Quem se lembra muito bem desse trecho é o jornalista João Silva, amigo particular deste editor e parceiro do blog Porta-Retrato, que sempre morou nesse perímetro da rua General Gurjão desde que nasceu. 
Espero que ele possa acrescentar alguma coisa a respeito dessas edificações a que me refiro.
O perímetro fica ao sul da antiga praça da Matriz, agora Veiga Cabral, onde hoje está localizado o Teatro das Bacabeiras.

Ao lado das primeiras casas ficava a Usina de Força e Luz do antigo Território.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Foto Memória da cidade: Primeiros carros de Macapá

Vejam esta raridade que trago hoje para os nossos leitores.
A foto - reproduzida do Facebook - pertence ao acervo do Sr. Juvenal Salgado Canto, esposo da professora Sol Elarrat Canto, ambos, pioneiros de Macapá/AP.
Embora o registro fotográfico não tenha data, é dos primeiros anos de existência do ex-Território Federal do Amapá, que foi criado em 1943.
Foi tirado no centro do campinho de peladas, que existia na praça Veiga Cabral, antiga praça da Matriz, em Macapá.
A esquerda de quem olha nota-se um veículo, semelhante a um modelo de FORD Anglia 1949, cujo motorista não foi reconhecido por nós. Ao fundo uma ponta da antiga barraca da Santa (que foi demolida).

Adequação histórica - O Ford Anglia é um carro britânico, que foi projetado e fabricado pela Ford no Reino Unido. Ela está relacionada com a Ford Prefect e mais tarde Ford Popular. O nome Anglia foi aplicado a vários modelos entre 1939 e 1967. Um total de 1.594.486 Anglias foram produzidos. Foi substituído pelo Ford Escort.(Wikipédia)

O carro preto à direita, trata-se de um modelo semelhante a um CHEVROLET FLEETMASTER 1947. O motorista de terno todo branco é o Sr. Juvenal Salgado Canto.

Adequação histórica - O Chevrolet Fleetmaster é um automóvel que foi produzido pela Chevrolet nos  Estados Unidos para os anos de 1946, 1947 e 1948. (Wikipédia)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Do Fundo do Baú: Encontro entre Seu Dário e Biroba

Com a devida vênia dos amigos João SilvaCélio Paiva, vou reproduzir hoje para os leitores do “Porta-Retrato” o registro raro, de um encontro entre duas personalidades do bairro do Trem, em Macapá, que aconteceu em julho de 1956.
"O Sr. Dário Evandro de Lima, foi pioneiro das atividades futebolísticas nos campinhos da Praça Nossa Senhora da Conceição; ele promovia torneios de futebol para jovens ligados à Paróquia do Bairro do Trem, resultando na descoberta de talentos que brilharam no futebol amapaense; o outro da foto é o velho e bom Manoel Ferreira, Biroba, insubstituível narrador da Rádio Latitude Zero, grande animador das partidas de futebol entre casados e solteiros do Bairro Proletário, animador de quadrilha de São João e carnavalesco ligado à Piratas da Batucada; “Seu” Dário é falecido há muitos anos, mas o folclórico Manoel Ferreira, o Biroba continua por Macapá; claro que não tem mais aquela pilha toda, não comparece mais com assiduidade dos velhos tempos para botar alegria nos jogos da Copa do Mundo Marcílio Dias, nos jogos das segundas-feiras entre casados e solteiros ou mesmo para animar a festa das dondocas que movimenta o carnaval do Trem todos os anos. Não tem como pensar no Bairro do Trem sem pensar em Biroba e “Seu” Dário." 
Meu nobre João Silva está com toda a razão.
(Texto do jornalista João Silva, reproduzido do blog dele e adaptado para o blog Porta-Retrato)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Do fundo do Baú: Radioatores da Difusora de Macapá, em um evento social da emissora.

A foto de hoje é do Baú de Lembranças, de Humberto Cruz, que, por longos anos, foi fotógrafo oficial do Governo do ex-Território Federal do Amapá.
Humberto Mauro Andrade Cruz, ou simplesmente, Humberto Cruz, é um fotógrafo de renome no Amapá e irmão do Sr. Guilherme Cruz, (já falecido), que era dono do lendário Foto Cruz e também foi sócio do seu João Assis, no Cine Macapá, de boas lembranças.
Hoje com idade avançada, curte sua merecida aposentadoria e continua morando em Macapá.
Registro histórico fotográfico de uma festa da Radio Difusora de Macapá, em 1956. 
Faziam parte do elenco da emissora os seguintes radioatores, que estão à mesa: Alberto Chaves, Reynaldo Faray, Lygia Cruz, (filha do Sr. Mário Cruz e irmão do Guilherme e do Humberto) Marilena Souza, Antônio Chaves e a professora Creusa de Lima e Souza (Bordalo).
Pelas informações que temos, a senhora Lygia Cruz reside no Rio de Janeiro e a professora Creuza Souza, mora em Belém do Pará. Apesar da idade avançada, ambas vivem intensamente a melhor idade, ao lado de seus familiáres..
Quanto aos demais, só sabemos que Reynaldo Faray já é falecido.
(foto de Humberto Mauro Andrade Cruz reproduzida da internet)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Chicona e Teo, em evento social, regado ao Flip Guaraná

A foto do post de hoje vem do álbum da família do amigo Adriano Araújo Jorge.
Entre inúmeras fotos que ele nos enviou, escolhi  esta da Chicona e do Teo, em um evento social, em Macapá.
Ou melhor da Francisca Chagas de Araújo Monteiro tia do amigo Teodorico Chagas.
Chicona, - mãe de Adriano, falecida em 1999, aos 61 anos de idade – é a eterna homenageada pela “A Banda”, um irreverente bloco de sujos de Macapá/AP, que completou em 2015, 50 anos de existência.
A boneca, foi uma criação do  “Cutião” - Claudionor Monteiro Lima  - um dos fundadores do bloco. Ao ver a imensa boneca passar, bem próximo ao Hotel Glória, Savino a batizou de "Chicona".
Pedi a ajuda ao Teodorico para montarmos a legenda:
Quanto ao local, data, e que evento foi esse, ele nos respondeu:” Amigo, não lembro, pelas colunas deve ser no Amapá Clube. À mesa estão minha tia Francisca, eu Teodorico Chagas; José Calixto; acho que ao lado do Calixto, o Raimundo Correa. Entre mim  e a Francisca o Nilson Pinto; ao fundo o sr. Abdala Houat. Deve ser por volta de 1963 a 1965.”
Observem à mesa o inigualável Flip Guaraná, o refrigerante preferido da época!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Educação: 1ª Turma de Administração pelo C C A, em Macapá

Foto compartilhada pela amiga Maria José Homobono Balieiro, de família tradicional amapaense. Trabalhamos na ICOMI, nos anos 70 e depois de um longo período, nos reencontramos através da internet, via Facebook.
Registro fotográfico da 1ª Turma de Técnicos em Administração, formados pelo Colégio Comercial do Amapá, em 1969.
Entre as meninas de branco conseguimos identificar a partir da esquerda: Henriqueta Lucien; Mary Nancy; Maria José Homobono Balieiro; Wilma Carvalho, Osvaldina Ferreira da Silva e Cristina Homobono.
Na ala masculina conseguimos nos lembrar  dos nomes do Antônio Carlos Brito Lima; Mozart Souza; Pedro Ivan Seabra dos Santos; General Ivanhoé Gonçalves Martins, governador do então Território Federal do Amapá, à época; professor Viana; depois dos dois seguintes desconhecidos para nós, estão o Joaquim Amoras, e o Aécio (não sei o sobrenome).
Os demais não lembramos os nomes. 
Quem souber e quiser ajudar, agradecemos!
Trabalhei com o Amoras na ICOMI.
Também me formei em Administração no mesmo colégio, em 1977.
                                   (Última atualização em 17/07/2016)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Esportes: Pioneiros do Trem Desportivo Clube

As fotos abaixo, são de 1968 e foram gentilmente cedidas ao blog pela amiga Socorro Marinho, atual (2014) Diretora do Trem Desportivo Clube.
Nelas aparecem alguns pioneiros que integraram a diretoria do Rubro Negro da Feliciano Coelho.
São eles Manoel Sebastião, Rosendo Góes e Francisco Sales de Lima (Chicão).
Srs. Rosendo Góes e Manoel Sebastião.
Na foto acima estão os Srs. Benedito Malcher e Manoel Xavier do Rosário.
Fonte: Trem Desportivo Clube, via Facebook.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Do Fundo do Baú: Memória do Carnaval de Salão, em Macapá

Click do carnaval de 1967 – na sede da Assembleia amapaense (prédio do Aeroclube). 
Membros do Saci Clube: a partir da esquerda, jovens Roberto Bandeira, Lucinha Sodré, Antônio Redig, Carlos Nilson Costa e Célia (dos Cometas).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Do Fundo Do Baú: Macapá, ontem e hoje

Ao assumir o governo do Amapá, em 25 de janeiro de 1944, Janary Nunes  - primeiro governador daquela unidade federativa - providenciou, de imediato, o planejamento da infraestrutura básica do recém criado Território. Deu início ao ordenamento urbanístico de Macapá, construindo conjuntos residenciais, para Diretores e funcionários da Administração, escolas, postos de saúde, etc.
As casas dos Diretores foram edificadas na Praça Barão do Rio Branco (no Centro de Macapá), onde também foi erguida a Residência Governamental.
ONTEM: Na foto acima, num recorte do Jornal Amapá de 1952, em preto e branco, podemos ver duas dessas casas ao lado da agência dos Correios e Telégrafos na Av. Coronel Coriolado Jucá, esquina com a rua Cândido Mendes. 
(Foto gentilmente cedida pelo amigo Paulo Tarso Barros).
Em outra foto da mesma época (anos 50), temos um plano geral da Praça Barão, vista a partir do Grupo Escolar do mesmo nome, tendo ao fundo as duas residências oficiais e mais a sede dos Correios.
HOJE: A foto de hoje (2015), vemos no mesmo ângulo, o citado trecho atualmente, com as residências completamente modificadas de seu "design" original, e com a agência dos Correios em pleno funcionamento no mesmo prédio, depois de quase 70 anos. (Foto de Édi Prado)

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