segunda-feira, 19 de março de 2018

Pioneiro do Amapá: MANOEL FERREIRA – O Folclórico "BIROBA” – Escoteiro, desportista, carnavalesco, animador

Manoel Ferreira – “O BIROBA”, macapaense nascido em 1932. Em 2 de maio deste ano (2018), ele completou 86 anos de existência. Filho de Raimundo Ferreira e Clotilde Ferreira da Silva (em memória). Aos 17 anos, Biroba foi amparado pela família Nunes, pois morava ao lado, no bairro do Trem, com uma senhora vizinha, que o maltratava.
Biroba era uma figura folclórica, bastante conhecida em Macapá, e muito respeitada no bairro do Trem. Na foto acima com um antigo morador do bairro, Sr. Dário.
Manoel Ferreira, iniciou sua vida pública na antiga Olaria Territorial.  Depois foi trabalhar na SOSP - Secretaria de Obras e Serviços Públicos, atualmente, SEINF, onde se aposentou.
Foi chefe escoteiro, desportista, carnavalesco e animador de quadrilha junina.
Durante décadas, foi Chefe do Grupo de Escoteiros do Mar “Marcílio Dias”, tendo participado do 1º JAMBOREE PAN-AMERICANO...
...Encontro Internacional de Escotismo - realizado no período de 18 a 25 de julho de 1965, na cidade do Rio de Janeiro.
Como escoteiro, no dia 11 de julho de 1960, sobreviveu em uma tragédia com os escoteiros em Serra do Navio, com a queda da ponte que ligava aquela cidade à vila de Teresinha, em que seis pessoas morreram.
Era uma ponte pênsil ( foto) feita de cabos de aço e tábuas de madeira, com uma altura de seis metros, aproximadamente. Ao romper-se em uma extremidade, jogou dentro do rio de correntezas e muitas pedras, dezenas de jovens escoteiros e lobinhos que excursionavam ali naquelas férias de meio do ano.
(Foto: Reprodução / Memorial Amapá / Facebook)
Nos anos 60, 70 e 80, foi o maior marcador de quadrilhas juninas que o Amapá já teve. Foi responsável por ensaiar e imprimir seu estilo inconfundível nos grupos folclóricos juninos. Durante longos 30 anos, Biroba foi nome obrigatório nos folguedos, abrilhantando e atraindo multidões para ver as quadrilhas por ele ensaiadas. Biroba tornou-se um ícone para os brincantes tendo seu nome lembrado no imaginário popular.
Biroba, tinha o carnaval como uma de suas grandes paixões, que o motivou a fundar a Escola de Samba do seu coração, PIRATAS DA BATUCADA – O PIRATÃO, na década de 70, ao lado de outros pioneiros.
Desportista e um grande abnegado e incentivador do esporte, realizou o seu maior feito no desporto amador do Amapá: criou a Copa do Mundo Marcílio Dias. Deu o nome à essa competição em referência ao grupo de escotismo onde fora membro atuante. A Copa Marcílio Dias foi inspirada na Copa do Mundo do Chile, realizada em 1962 em que, o time do Brasil sagrou-se bicampeão mundial.
Honraria
Biroba  recebe Medalha do Mérito Cultural das mãos do Presidente
do Conselho Estadual de Cultura, Nilson Montoril.
(Foto: Reprodução / Blog da Alcinéa)
Em 2008 o Conselho Estadual de Cultura agraciou Biroba com a Medalha do Mérito Cultural (Foto).
Em solenidade realizada à noite do dia 5 de novembro em comemoração ao Dia da Cultura, no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, em Macapá, o Conselho homenageou poetas, músicos, escritores, artistas plásticos, atores e gente que faz e promove a cultura popular.
A honraria mais importante, o Troféu Pitumbora, foi concedida ao artista plástico Herivelto Maciel – um dos maiores talentos do mundo artístico local.
Cinco “Medalhas de Mérito Cultural” foram concedidas e 15 Diplomas de Destaque, contemplando os vários segmentos culturais.
A jornalista e blogueira Alcinéa Cavalcante foi uma das homenageadas com a Medalha, na área de literatura. Foram também agraciados os artistas Sebastião Mont’Alverne (música), Carlos Lima (teatro) e Ivan Amanajás (artes plásticas). (Fonte: Blog da Alcinéa
Biroba, por motivo de saúde e dificuldades de locomoção, não participava mais das festas carnavalescas, das marcações de quadrilhas e nem como locutor vibrante que por décadas animou a Copa Marcílio Dias, da cabine da Rádio Latitude Zero, porém deixa um maravilhoso legado para a cultura e o desporto do Estado.
Biroba viveu até sua morte em 29 de dezembro de 2018, na residência das irmãs de coração, Maria Alice Nunes e Oriosvalda Nunes, no Bairro Jardim  Marco Zero, integrantes da família que o acolheu e adotou, cobrindo-o de amor. Essa família que Deus colocou na sua estrada é a única que permaneceu ao seu lado e ele retribuiu com desvelo e afeição.
O corpo de Manoel Ferreira, descansa em Paz, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade.
MANUEL FERREIRA, O BIROBA, por esses feitos, é homenageado como um notável edificador do Amapá, pelo Instituto Memorial Amapá.

Copa Marcilio Dias

Em uma entrevista para o jornalista global Alex Escobar em dezembro de 2008, Biroba, contou como surgiu a Copa do Mundo Marcilio Dias.
Biroba disse que o começo de tudo foi o sonho de um escoteiro. Ele pertencia à Tropa de Escoteiros do Mar “Marcílio Dias” e também frequentava a paróquia do Trem onde havia um campeonato de futebol, em que tomava conta dos garotos. Os garotos participantes do certame pediram ao Biroba que organizasse uma Copa do Mundo. Ele falou com o Padre Antônio Cocco, vigário da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e obteve a devida autorização para sua realização.
Segundo a Associação de Solteiros e Casados do bairro do Trem, que organiza o torneio, a primeira edição da Copa do Mundo “Marcílio Dias” foi realizada em 1962, no antigo campo dos escoteiros do bairro Trem e a equipe da França foi a campeã. De lá para cá, representantes de diversos bairros e até de municípios do interior do estado já participaram.
A competição idealizada por Biroba iniciou com 16 times, inspirada no Mundial do Chile de 1962.
Os locutores ficam juntos em uma mesma cabine de transmissão bastante espaçosa. Um dos antigos locutores e organizador da Copa é José Maria Gomes Teixeira, o conhecido Manga. Também passaram por lá: Francisco Sales de Lima (Chicão), Ivo Guilherme de Pinho, Arnaldo Araújo e muitos outros expoentes do rádio esportivo amapaense. Eles dizem que é a maior competição em praça pública do mundo. Se não for a maior, pelo menos, é a mais animada.
Arena da "Copa do Mundo" tem grama sintética
Foto: Saulo Silva/Diário do Amapá
Desde julho de 2016, o campo “Turíbio Orivaldo Guimarães”, local que recebe a famosa Copa do Mundo Marcílio Dias, o irreverente Futebol à Fantasia e os jogos da eterna disputa entre solteiros e casados, em Macapá, foi totalmente revitalizado pelo projeto nacional Viva o Campinho. 
Dos seus mais de cinquenta anos de tradição no campo de areia, a arena da Praça Nossa Senhora da Conceição foi a primeira da região Norte contemplada com grama sintética, piso nivelado, alambrado e iluminação. O Projeto é uma iniciativa da AMBEV. A Prefeitura de Macapá foi a entidade responsável pela obra.

Como reconhecimento pelos trabalhos prestados, várias representatividades foram homenageadas pela Prefeitura de Macapá com a medalha de honra ao mérito, entre eles Manoel Ferreira, o “Biroba”, um dos fundadores da Copa Marcílio Dias. (Fonte: Diário do Amapá)
Fontes consultadas: G1, Diário do Amapá,
Tribuna Amapaense e Memorial Amapá.
(Última atualização em 31 de dezembro de 2018)

quarta-feira, 14 de março de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Bons Tempos da Escola Normal de Macapá

O magistério amapaense foi montado por professores oriundos do estado do Pará, contratados por Janary Gentil Nunes, nos primeiros anos de sua administração.
Uma dessas pioneiras foi a professora Predicanda Amorim Lopes, que por despacho do interventor do Estado do Pará de 2 de dezembro de 1946 foi removida para o Território Federal do Amapá, e nomeada professora primária e Pré-Primária da Divisão de Educação com atuação na Escola Normal de Macapá. Ela recebeu a missão de viajar a Belém, para acompanhar as professoras normalistas contratadas pelo governo do Amapá; participou de toda a programação didática da escola normal; assessorou o Diretor de Educação na execução do programa de merenda escolar; exerceu os cargos de Secretária e Diretora da Escola Normal.
A ilustre mestra, aparece na foto acima, ladeada por seus contemporâneos Ubirajara Lopes de Souza e professora Esther da Silva Virgolino, que também integrou o primeiro grupo de professoras normalistas, contratadas pelo Governo, que lá chegaram em 1948/1949.
José Ubirajara Lopes de Sousa, estudou o 2º grau na Escola Normal de Macapá; era maranhense e esposo da professora Maria Dorothy Mendes de Sousa.
Chegou em Macapá em 1945, foi Inspetor da Guarda Territorial (GT), além de Diretor da Penitenciaria, Diretor da Escola Industrial do Amapá, Diretor da DSG (Divisão de Segurança e Guarda), Secretário de Justiça do Estado do Amapá e Chefe de Gabinete do Palácio do Governo.
Após aposentado em 1975, foi residir em Belém do Pará, onde faleceu em 1990.
Professora Esther Virgolino trabalhou no Posto de Puericultura Iracema Carvão Nunes (ao lado do Barão do Rio Branco), na Escola Doméstica de Macapá (atual Irmã Santina Rioli), Escola Normal de Macapá (Instituto de Educação, atual Faculdade Estadual do Amapá) e Escola Industrial de Macapá (atual Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes).
O governo do Amapá, homenageou as ilustres mestras dando seus nomes à duas escolas estaduais localizadas nos bairros Santa Rita e São Lázaro, respectivamente.

terça-feira, 6 de março de 2018

Falecimento: Morre no Rio de Janeiro, o Carnavalesco Max Darlindo

(Foto: Reprodução / Facebook)
Faleceu no domingo 4 de março, aos 84 anos, por complicações de diabetes, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, o compositor e carnavalesco MAX DARLINDO.
Ele chegou ao Amapá no início da década de 70, para trabalhar na ICOMI e incentivar o CARNAVAL em Santana e Macapá.
Foi ao lado de Mário Miranda, um dos dirigentes da 1ª formação do time infantil do Santana Esporte Clube, 1º campeão amapaense da categoria em torneio promovido pela saudosa Rádio Educadora São José de Macapá, em 1973.
Em pé, a partir da esquerda: MAX DARLINDO, Mário Miranda, Cláudio, Lagóia, Lélio, Toca, Adriano, Edilson Pata e Ivanildo.
Agachados: Naldo, Coló, Tiago Ubiratan Oliveira, Bala Rocha e Coroca Jesus.
Fonte:  Germano Tiago dos Santos Soares

segunda-feira, 5 de março de 2018

Memória da Cidade de Macapá: Os fantásticos padres motoqueiros

Por Nilson Montoril
No início da década de 1950, os habitantes do Amapá passaram a ver velozes motocicletas trafegando pela BR-156 em demanda de Porto Grande, Ferreira Gomes, Fazendinha e Amapá, lugares para onde progressivamente se estendia a citada rodovia. Seus condutores eram sacerdotes italianos católicos que cumpriam missões nos lugares em referência que há algum tempo se ressentiam da presença de padres residentes. 
A marca das motos ficou famosíssima entre os amapaenses: Moto Guzzi. 
Pe. Angelo Biraghi (foto maior), Pe. Vitório Galliani (acima) e Pe. Salvador Zona (embaixo)
Não havia um cidadão capaz de ignorar a passagem das belas e rápidas motos e seus habilíssimos pilotos: Ângelo Pighin, Ângelo Biraghi, Simão Corridori, Vitório Galliani, Salvador Zona e outros que vieram da Itália anos depois.
A Moto Guzzi é uma marca famosa de motocicleta fabricada pela “Societá Anônima Moto Guzzi” fundada em Mandello Del Lario em 15 de março de 1921, graças ao empenho de Carlos Guzzi (idealista e construtor do primeiro modelo), Giovanni Ravelli e Giorgio Paroli, pilotos de avião e o terceiro mecânico de aviação. A ideia de fundar uma fábrica para produzir e vender motocicletas surgiu no decorrer da I Guerra Mundial, época em que os amigos serviam no Corpo Aeronáutico Militar da Itália. Após o encerramento do grande conflito armado a pretensão dos três permaneceu ativa. Giovanni Ravelli, famoso piloto e mecânico foi o único que permaneceu na aviação e acabou morrendo em um acidente aéreo. Sua ausência foi preenchida por Ângelo Paroli, irmão de Giorgio. Os irmãos Paroli integravam uma rica família genovesa que se dispôs a financiar a fabricação das motos.
(Imagem: Reprodução web)
O primeiro modelo da Moto Guzzi apresentou como logotipo uma águia de asas abertas, símbolo que ainda hoje é preservado. A águia plainando no ar é uma homenagem a Giovanni Ravelli. 
As Motos Guzzi que os padres italianos usaram no Amapá tinham sido fabricadas em 1950, tinham de 250cc a 350cc. Podiam desenvolver até 240 km por hora. Os padres motoqueiros percorriam o chão do Amapá em todos os sentidos desde que o terreno permitisse o tráfego dos veículos. O acesso para várias localidades interioranas foi iniciado por eles. As máquinas da Divisão de Obras só beneficiaram a trilha muito tempo depois. Jovens e bem afeiçoados, os padres motoqueiros faziam as moças amapaenses suspirarem quando eles passavam envergando equipamentos próprios de pilotos de corrida. Nem tudo ficou no plano da encarnação. 
O Padre Salvador Zona, por exemplo, acabou largando a batina para casar com a professora Nazaré Braga. O Padre Simão Corridori foi o único a falecer em um acidente ocorrido na Rua Leopoldo Machado, próximo à Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd. Ele era o diretor do Orfanato São José, localizado na Ilha de Santana, e para lá se dirigia quando foi brutalmente atingido por um caminhão frigorífico da Indústria e Comércio de Minérios S.A., ficando preso entre as rodas trazeiras do veículo. Retirado ainda com vida, o Padre Simão sobreviveu por três dias no HGM.
Texto de Nilson Montoril, publicado originalmente no jornal Diário do Amapá, na edição de 19/8/2017. 
Fonte: Diário do Amapá

domingo, 4 de março de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Professores e alunas de Educação Física do Ex-Terr. Fed. do Amapá

Nossa Foto Memória de hoje, presumivelmente dos anos de 1960, relembra alguns professores e alunas de Educação Física, do ex-Território Federal do Amapá. 
O local onde foi feito o registro não foi identificado.
A partir da esquerda vemos nas imagens, em pé: Prof. Lucimar (Príncipe Malaio), Laura Miguel, Denise Nascimento, Rosa Souza, Souza Sacaca, Dos Anjos e Prof.ª Vanda Costa.
Agachadas: Leonor, Odete, Eliana e Edmilsan Menezes.

sábado, 3 de março de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Memórias Literárias do Mestre Munhoz

Entre o riquíssimo acervo deixado pelo ilustre Prof. Antônio Munhoz, podem ser encontradas verdadeiras relíquias. No post anterior publiquei uma foto que nos foi enviada pelo amigo Raimundo Marques, com o Prof. Munhoz e seus pupilos, em Macapá, em frente ao Restaurante “A Thenda”, em 1968. Para quem não sabe, a “Thenda” era um bar que funcionou nos fundos da Galeria Comercial da Av. Fab, nas proximidades do Colégio Amapaense. Nas sextas-feiras, após a última aula noturna da semana, aconteciam na Thenda famosos saraus, com a melhor música e a melhor poesia, com um grupo de escol, do qual faziam parte, Meton Jucá, Élson Martins, Isidoro - o “Piapau”, Edson Calandrini, Antônio Chucre, Antônio Cabral de Castro, Carlos Nílson, Masataka, Bonfim Salgado, Maria Façanha, Sueli Borges de Oliveira, Déa Soares, Zeneide Alves de Sousa, e tantos outros alunos, que foram discípulos do grande mestre. E numa volta da Europa, o pessoal achou que o professor Munhoz voltara “cheirando a civilização” e obrigou o mestre a falar da Inglaterra, segundo eles, “com seus lampejos anárquicos, revolucionando conceitos seculares, destruindo tabus que pareciam ser eternos”. Noutra vez, com as mesas juntas, alguém lembrou a “Santa Ceia”, faltando o Judas, que era um do grupo e estava se mostrando mau caráter e, por isso faltara de propósito. Nos intervalos dos papos, Antônio Chucre lia poemas do Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles e a música era de Chopin, Bach, Borodin, Mozart e Tchaikovsky.
Na foto acima, numa noite especial, em 1968, vemos o professor Munhoz ao chegar com um grupo do CA, para falar de Pero Vaz de Caminha, André Thevet, Jean de Léry e Hans Staden, o alemão que escapou de ser devorado pelos índios.
Fonte: Blog do Prof. Antônio Munhoz Lopes

sexta-feira, 2 de março de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Antônio Munhoz e seus pupilos

Recebi do amigo Raimundo Marques, esta foto que é uma verdadeira relíquia da memória amapaense.
Trata-se da reprodução de uma imagem publicada no jornal "Novo Amapá", de 12 de outubro de 1968, que ilustrava um artigo, em que o colunista e intelectual Antônio Munhoz Lopes, enaltecia e destacava a figura de Raimundo Marques Pereira, seu aluno no Colégio Amapaense.
Na época, na foto acima vemos o professor Munhoz na entrada do restaurante a "Thenda", perto do Colégio Amapaense, onde após a última aula de literatura nas sextas-feiras à noite, realizava recitais para seus alunos do 3º ano colegial. Raimundo Marques, está à esquerda da foto ao lado de Maria Façanha e Sueli Borges de Oliveira, tendo à direita a Déa Soares e Ubirajara Picanço.
As demais pessoas que aparecem nas imagens, não conseguimos identificar.
Prof. Munhoz e Ubirajara Picanço já estão no plano espiritual.
Fonte: Raimundo Marques

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Memória de Macapá: Tambores de Asfalto em Chamas

Por Nilson Montoril


“No início do ano de 1960, o governo territorial adquiriu um lote de tambores de piche destinado ao asfaltamento das principais vias públicas de Macapá. O capeamento de ruas e avenidas utilizaria o processo alto-selante, que, em 1963, a Indústria e Comércio de Minérios S.A. tinha realizado nas travessas da Vila Amazonas, Vila da Serra do Navio e do Escritório Central. O processo consistia em jogar o piche sobre a terra, cobrindo-o com areia. Isso exigia um bom tempo para que o piche absorvesse a areia e a mistura secasse.





O período invernoso não era propicio para um trabalho dessa natureza, por isso, os tambores foram colocados atrás da Fortaleza de São José, próximo ao baluarte de Nossa Senhora da Conceição.
O tempo passou, o mato cresceu em volta dos tambores e a estiagem presente a partir de setembro provocou o vazamento do material de fácil combustão. Na noite de 24 de setembro de 1960, um incêndio de graves proporções irrompeu no local. A sirene da Usina de Força e Luz, situada na Av. General Gurjão foi ligada e o povo ganhou as ruas. O fogo, certamente ateado no capinzal por algum sujeito de má índole atingiu o piche derramado no solo e se expandiu.
Os tambores fechados eram arremessados ao ar com sucessivas explosões. A situação só começou a ser controlada, quando o Corpo de Voluntários de Defesa de Incêndios, conhecido como CVDCI, pertencente à ICOMI chegou ao local do sinistro. 








A unidade de Santana utilizou um caminhão-bomba com capacidade para quatro mil litros d’água, extintores de carga especial e outros dispositivos inexistentes em Macapá. Os bombeiros voluntários da ICOMI integravam duas unidades, em Santana e Serra do Navio, cada uma delas com 42 homens, todos funcionários da empresa mineradora. Bem treinados e agindo com muita cautela, não demoraram a eliminar o fogo. 




Mereceu reconhecimento especial da ICOMI o funcionário Hilkias Alves de Araújo (foto menor em traje escoteiro), chapa 5499, que, usando roupa adequada subiu nos tambores ainda livres das chamas, para despejar água no interior deles. Sem os vedadores das tampas, e, consequentemente, sem gás represado, o piche não iria explodir. Em maior número, os demais membros da CVDCI faziam jorrar muita água sobre os tambores incandescentes.
A cidade de Macapá, que passou maus momentos com pavorosos incêndios, em 1960 ainda não tinha um grupamento de bombeiros regulamentado e aparelhado. Com muita limitação, a Guarda Territorial se virava para apagá-los.”





Artigo assinado pelo historiador Nilson Montoril, publicado - originalmente -  na íntegra na edição do dia 13/01/2017, do jornal Diário do Amapá.
Fonte: Diário do Amapá

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Os 94 anos da Pioneira DINETE FERREIRA BOTELHO

Foto: Acervo pessoal
Em 1924 - há exatos 94 anos - num domingo, 03 de fevereiro, em Belém-PA, nascia a filha de Manoel Edmundo Ferreira Botelho (agrimensor e matemático, Coronel da Guarda Nacional, terceiro intendente de Marapanim, desde 1916, por 15 anos) com Francisca Albertina Oeiras Botelho, que na pia batismal receberia o nome de Dinete Oeiras Botelho. A menina Dinete, veio ao mundo 19 anos, antes da criação do Território Federal do Amapá, onde moraria e viveria, por muitos anos, depois. É a mais nova de oito filhas e um filho: Diniz, Raimunda, Laura, Ilbertina, Ruth, Romana, Cristina, Dóris e Dinete (não necessariamente nessa ordem). Dinete viveu sua infância na pacata cidade de Marapanim, no interior do Estado do Pará. Foi criada e formada seguindo preceitos e valores de uma família ilustre e política.
Iniciou o curso primário em Marapanim e o secundário (atual segundo grau) em Belém, a mando do seu tio, o jornalista Paulo Maranhão, então proprietário do mais expressivo jornal de Belém: a “FOLHA DO NORTE”.  Estudou o secundário no Colégio Benjamin Constant, próximo à residência dela em Belém: Travessa Rui Barbosa esquina com a Rua Tiradentes. Do Colégio Benjamin Constant, Dinete foi para o Colégio Pedro II onde fez o curso de "normalista". 
Fez, também, enfermagem pela CRUZ VERMELHA BRASILEIRA, Filial do Pará, e concluiu o Curso de Enfermeiras Samaritanas em 1941.
Sua ida para o então recém-criado Território Federal do Amapá, deu-se por incentivo da irmã, Cristina, que já se encontrava em Macapá desde 12 de maio de 1945, que antevia oportunidade de emprego para Dinete, o que aconteceu pouco tempo depois, a convite do primeiro governador do Amapá o Capitão Janary Gentil Nunes, que era vizinho da família em Belém. 
Logo que chegou à Macapá, em 1946, já por conta do governo, Dinete se hospedou na casa das Professoras, onde já morava a professora Cristina. Não quis ficar na casa das Enfermeiras. Dinete foi inicialmente admitida na função de enfermeira diarista no HGM (Hospital Geral de Macapá) entre 01-01-45 a 21-12-51 e só depois, passou a atuar como professora.
Na capital amapaense casou-se com o professor Diniz Henrique Ferreira Botelho (in memoriam), em 20 de dezembro de 1947, quando passou a chamar-se Dinete Ferreira Botelho. Dessa união duradoura nasceram os filhos Manoel Edmundo (Arquiteto, AP), Francisca Denize (Profª. da UFPa), Sandra Regina (Profª  da UFPa), Diniz Filho (Desenhista, criador do logotipo da extinta Teleamapá e dos primeiros projetos de bandeira e escudo do Amapá) e Mário Rubens (Médico, SP). 
O professor Diniz, também já estava em Macapá quando Dinete chegou; já namoravam desde Belém e eram primos.
Dinete ingressou, inicialmente, na Escola Normal de Macapá, no cargo de Professora de Ofícios, onde ficou até 01 de abril de 1980. Na Escola Normal - que se transformou no Instituto de Educação do Amapá, em 1964 - a Profª. Dinete fez o curso de Educação para o Lar, entre outros. 
Teve atuação destacada na ExpoMEC (Exposição Nacional de Educação e Cultura, montada na Praça Veiga Cabral, em 1974, ao lado de muitas outras pioneiras do magistério amapaense. Em Macapá, fez inúmeros outros cursos, na antiga Escola Doméstica de Macapá (hoje Irmã Santina Rioli) entre eles o de Corte e Costura, de 1953 a 1954; de Trabalhos Manuais entre 01 a 21-jun-61, bordados com linhas. 
Em 1963 entre 10 professoras, foi a primeira a ser designada ao SESI, seleção feita no Rio de Janeiro. O Governador Janary Nunes a cedeu ao SESI pela exercer atividades pela parte da manhã, admitida pela instituição como Orientadora em Atividades Sociais, sendo incluída no Quadro Único de Servidores da Delegacia Regional de Macapá - AP a partir de 01.04.63.  No SESI, fez outros cursos de capacitação: Noções de Nutrição, bolos, confeitaria, cozinha e tecidos, em 1967 e Relações Humanas na Família, em 1968. Concluiu o Curso de Artesanato para o Lar VIGORELLI em 1977, na cidade de S. Paulo. Sua aposentadoria aconteceu em agosto de 1981, no cargo de Professora de 1º e 2º graus, do Quadro Permanente do ex-Território Federal do Amapá.
Foto: Diniz Filho
A Pioneira DINETE FERREIRA BOTELHO residiu em Macapá à Av. Mendonça Furtado, 313, Centro, e ao se aposentar foi para Belém do Pará, onde mora com a filha Denize. 
Lúcida, e com uma memória privilegiada, professora Dinete completou em 03 de fevereiro, 94 anos bem vividos, embora, com a visão limitada e sérios problemas de locomoção.
Professora Dinete Botelho, faleceu às 05:00h da terça-feira, 01/05/2018, no Hospital Saúde da Mulher, em Belém do Pará.
Dia 29 de março ela sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e foi logo internada. Ficou 15 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e depois passou para o apartamento.
Ela sofreu dois AVCS, isquêmico e hemorrágico e a causa da morte foi falência múltipla de órgãos.
Texto e Informações de Diniz Botelho (um dos filhos da biografada), adaptado para o  blog.
(Última atualização às 11h50)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

MORRE em Macapá, aos 90 anos, o Pioneiro EULÁLIO SOARES NERY

Faleceu na tarde desta terça-feira, 16, em Macapá o pioneiro Eulálio Soares Nery. Seu corpo foi sepultado na manhã desta quarta-feira, 17, no Cemitério N. S. da Conceição, no Centro. Que sua alma tenha o descanso eterno!
Quem passou pelo Colégio Amapense nos anos 60, deve se lembrar muito bem desse simpático senhor que, na época, trabalhava como Inspetor de alunos no “colossso cinzento”.
Eulálio Soares Nery nasceu na localidade de Carmo do Macacoari, município de Itaubal, Estado do Amapá, em 12 de fevereiro de 1928. Agora em 2018 faria 90 anos.
Eulálio Nery era filho de Anísio Nery da Silva e Sarah da Soledade Soares Nery. Estudou o primeiro grau.
Iniciou sua carreira profissional em 1944, aos 16 anos no governo de Janary Gentil Nunes, recém-empossado como 1º governador do então Território do Amapá, no SESP – Serviço Especial de Saúde Pública, na função de Guarda-mosquito, instituição essa, depois denominada em 1956, de DNERU – Departamento Nacional de Endemias Rurais, atualmente FNS.
Em maio de 1947, foi designado a trabalhar no Ginásio Amapaense, atual Colégio Amapaense, na função de inspetor de turmas.
Participou da vida social do Esporte Clube Macapá e do Atlético Latitude Zero.
Ingressou na maçonaria no dia 13 de julho de 1952.
Em 1º de maio de 1956, no governo de Janary Nunes, foi nomeado funcionário no palácio do governo; seu chefe era Raimundo Araújo Filho, (Raimundinho).
Casou-se em 1957 com a enfermeira Odemira Alberto Nery(in memoriam), de cuja união nasceram os filhos: Augusto Cesar, Pedro Paulo, Benedito Alísio, Sara Heloísa e Maria de Fátima.
Retirou-se da vida pública em 1982, com relevantes serviços prestados ao Amapá.
No dia 12 de setembro de 2015 Eulálio Nery tomou posse na Academia dos Notáveis Edificadores do Amapá. Ocupava a cadeira 02 que tem como patrono o professor Mário Quirino da Silva.
EULÁLIO SOARES NERY, por esses feitos, foi justamente homenageado como um notável edificador do Amapá.
Fonte: Arquivo do blog e Memorial Amapá
Saiba mais:
O professor e historiador Nilson Montoril de Araújo, conta detalhes sobre o trabalho do pioneiro Eulálio Oliveira Nery:
“Surgido a 25 de janeiro de 1947, o Ginásio Amapaense iniciou suas atividades nas dependências do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, no período noturno. O Governador Janary Nunes designou o Professor Carlos Alberto Salinac de Souza para dirigi-lo, deixando a seu critério a escolha do pessoal de apoio indispensável. Salinac optou pelo Professor Diniz Henrique Botelho para a função de secretário. Por seu turno, Diniz Botelho escolheu o macapaense Eulálio Oliveira Nery para atuar como auxiliar de disciplina e bedel. No decorrer de 36 anos, o Eulálio realizou um meritório trabalho, digno de todos os elogios possíveis. Até 1953, ele foi o único auxiliar da direção. A partir desta data ganhou a parceria do Edgar Lino da Silva, o Idê. A dupla fez muito sucesso. Os dois eram apaziguadores e só apresentava, alunos encrenqueiros á direção quando a rebeldia era demais. Carlos Salinac foi o responsável pelos contatos iniciais com as autoridades do Ministério da Educação, cuidando da estruturação, escrituração e implantação do ginásio. Diniz Botelho dispensa comentários, Era experiente, organizado e eficiente. Eulálio Nery ingressou na Maçonaria no dia 13 de julho de 1952, como obreiro da Augusta e Respeitável Loja Maçônica Duque de Caxias. Sempre foi fraternal, mas essa virtude aflorou de vez ao tornar-se "Filho da Viúva”. Tratava a todos como irmão, atitude que deve ser comum aos maçons. Foi aposentado em 1983, depois de trabalhar 36 anos no Ginásio/Colégio Amapaense. Seu nome ficou eternizado numa parodia que os alunos João Moreira(João Babão) e Nolasco Dias fizeram, para ser cantada na melodia da marchinha carnavalesca "Vai Com Jeito".
Vai, com jeito vai.
Senão um dia bis
O Ginásio Cai, Eulálio.
Nogueira e Apolinário,
São dois pretinhos, muito ordinários,
Se um é preto, o outro é cuamba,
Se um faz feitiço, o outro faz muamba, Eulálio.
O próprio Eulálio me confidenciou o nome dos autores da paródia. Também falou que os professores mencionados nunca se aborreceram com a brincadeira. Só faziam dizer aos autores: estudem. Eulálio nasceu a 12 de fevereiro de 1928.Foi casado com Odemira Alberto Nery, que partiu para a eternidade antes dele. O casal teve cinco filhos. Que o Grande Arquiteto do Universo o receba com invulgar fraternidade.” 
(Texto de Nilson Montoril, publicado em sua página no Facebook)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Foto Memória de Macapá: Aniversário de Matrimônio dos amigos Urivino e Cléia Ribeiro

Nossas Fotos Memória de hoje, vêm do álbum de lembranças dos amigos Urivino (Cléia) Bandeira Ribeiro. 
Há exatos 48 anos era realizado o enlace matrimonial dos nubentes Urivino e Cléia Ribeiro, celebrado pelo Padre Vitório Galliani, dia 29 de dezembro de 1969, na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Vila Amazonas – Santana/AP.
- Urivino – nosso contemporâneo – é natural de Macapá/Ap, onde nasceu em 16 de março de 1948, filho do pioneiro João Barbosa Ribeiro e Dona Maria da Silva Ribeiro (ambos falecidos). Estudou em Macapá; fomos escoteiros da Tropa Veiga Cabral, na mesma época. Uma das atividades do Urivino foi na Empresa Mineradora ICOMI, em Santana/AP.
- Dona Cléia – com quem trabalhamos na Prefeitura de Macapá – nasceu em 29/01/49, na cidade de Itapipoca, Ceará, filha de João Evangelista Teixeira e Maria Rodrigues Teixeira (falecidos). Chegou em Macapá, com seus pais, no ano de 1953 com 4 anos de idade. Iniciou os estudos na Escola de Vila Amazônia e os concluiu em Macapá, no Colégio Amapaense.
(Foto - Reprodução / Facebook )
Ao fazermos esse registro, queremos prestar nossa homenagem ao simpático casal amigo - com quem temos estreitos laços de amizade duradoura - enviando votos de uma existência perene, com as bênçãos de Deus e felicidades mil!
- Grande Abraço!!!
(Joâo Lázaro)

domingo, 24 de dezembro de 2017

Foto Memória de Macapá: Time do Milan (Prelazia de Macapá)

Encontrei essa relíquia no Baú de Lembranças do amigo João Silva - compartilhada por ele no Facebook -  e estou trazendo para os leitores do blog, como a Foto Memória de hoje.
É um registro raro do comecinho da década de sessenta, no campinho do Largo da Matriz, do time do Milan, uma das tantas equipes que disputavam certames organizados anualmente pelos padres italianos ligados à Prelazia de Macapá.
Vamos a escalação, da esquerda para a direita, em pé: Lourenço Tavares (técnico), Beto, Olivar Bezerra, Zamba, Álvaro (Mascarado), João Leite, Marcos (Didi) e o Pe. Ângelo Biraghi; 
Agachados: Quarentinha, Palitinho, Vovô, Bianor Cascaes, Reginaldo Salazar e Pennafort (Macaco).
Fonte: Facebook

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A História da Câmara Municipal de Macapá

"A Câmara Municipal de Macapá, nasceu dois dias antes da fundação da Vila de São José de Macapá. A história registra, mas poucos deram atenção a esse fato. Graças ao aguçado olhar do professor e historiador, Estácio Vidal Picanço, ao qual prestamos nossas homenagens póstumas, nos permite dar um passeio nessa história. Tudo começou no dia 02 de fevereiro de 1758. Foi criada a Intendência, depois transformada em Câmara Municipal.
Neste antigo prédio, que ficava localizado ao lado direito da Igreja Matriz de São José, de frente para o antigo Largo da Matriz, local hoje ocupado pela Biblioteca Pública Elcy Lacerda, funcionou a velha sede do Senado da Câmara, em Macapá.
O Ouvidor Geral, Pascoal Abranches Madeira Fernandes, empossou quatro membros da comunidade, para gerenciar e conduzir os destinos da futura vila. Eles seriam os responsáveis pela instalação da vila, dois dias depois. Mendonça Furtado ergueu o pelourinho, na Praça São Sebastião, atual Praça Veiga Cabral. Oficializou a vila e rumou para o Largo São José, atual Praça Barão do Rio Branco. Lá também foi erguido outro pelourinho e definido o local para a construção das primeiras casas da vila, destinadas aos administradores. Os vereadores eram quase vitalícios e quando substituídos, era por indicação dos demais membros da Câmara de Vereadores. A vila foi administrada pelos vereadores até 10 de março de 1890, quando por força do Decreto do Governo Provisório do Pará, dissolveu as câmaras através do Decreto número 89 e no mesmo dia, por meio do Decreto 90, criou o Conselho de Intendência.

O Primeiro Intendente de Macapá foi o coronel Coriolano Jucá (foto), que iniciou a construção do prédio, localizado na Alameda Mário Cruz, inaugurado em 15 de novembro de 1895.

A partir de 1930, Getúlio Vargas era quem nomeava os interventores, chamados de governadores e prefeitos. Marcadamente populista, Getúlio Vargas, decidiu democratizar o poder político. Marcou eleição para prefeito e vereadores, para o dia 03 de dezembro de 1935. As Câmaras Municipais deveriam substituir o Conselho de Intendência. O gestor eleito deixaria de ser Intendente para chamar-se Prefeito. A posse ocorreu na manhã do dia 16 de fevereiro de 1936, no salão nobre da antiga Intendência. O prefeito era Francisco Alves Soares. Em 10 de agosto de 1937, o sonho acabou. Getúlio Vargas aplicou o temível e fatal golpe do Estado Novo. Fechou o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais. A censura só terminou em 1945. A Câmara de Macapá emudeceu durante 33 anos. Mesmo com o desmembramento do Amapá do Estado do Pará, em 13 de setembro de 1943, a eleição só foi permitida em 30 de novembro de 1969. A posse dos nove vereadores eleitos ocorreu no dia 07 de janeiro de 1970. A cerimônia foi numa sala anexa a Prefeitura de Macapá, na Av. Procópio Rola. O prefeito nomeado era João de Oliveira Cortes e o interventor, era o general Ivanhoé Gonçalves Martins. Nessa época, o vereador não tinha salário, mas possuía status e poder de decisão. Os prefeitos também eram nomeados."

Fonte: Édi Prado

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Foto Memória de Macapá: Um recital com a professora Altair Machado de Almeida e o violinista Hernani Victor Guedes

Na Foto Memória, de hoje - dos arquivos do casal Derossy & Lúcia Araújo - temos o registro de um recital com a professora Altair Machado de Almeida, ao piano, e o renomado violinista Hernani Victor Guedes, que aconteceu na década dos anos 1950, no Cine Teatro Territorial, em Macapá.
Professora Altair Machado de Almeida, foi uma consagrada pianista amazonense, com passagens marcantes pelos teatros da Amazônia e professora no Conservatório Amapaense de Música, por 25 anos, lamentavelmente já falecida. Era esposa do coronel Luiz Ribeiro de Almeida, que completou 100 anos dia 8 de dezembro, passado.
Ernani Vitor Guedes, viveu em Macapá até os 98 anos de idade, a maior parte deles, dedicados ao Amapá. O renomado músico, de muitos méritos, natural de Cametá - Pará, farmacêutico de profissão, chegou ao Amapá em 1950, aos 26 anos, para trabalhar no Hospital Geral de Macapá, carregando consigo seu inseparável violino. Nas horas de folga, ajudava seu pai - o farmaceutico Bruno - na Farmácia Macapá, localizada na rua São José, entre as avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá.
Por volta de 1963, formou o grupo “Os Mocambos”. Em 1968 o grupo gravou um LP com 6 músicas autorais e 6 marabaixos.
Hernani Victor, foi integrante como primeiro violino da Orquestra Primavera e realizou apresentações em shows institucionais e particulares.
Hernani Victor Guedes, faleceu dia 31 de julho de 2022, em Belém do Pará. (Atualização em 01/08/2022)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Foto Memória de Macapá: Dois craques do passado: Antônio Trevizani (Santana Esporte Clube) e Zico (Flamengo)

Nossa Foto Memória foi compartilhada pelo Santana Esporte Clube.
Um raro registro fotográfico de 1976 de dois craques da época: Antônio Trevizani, do Santana Esporte Clube, do Amapá, e Zico, do Flamengo, no monumento do Marco Zero do Equador, em Macapá.
Fonte: Facebook

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...