quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Memória da Cidade de Macapá: Colégio Amapaense

Essa primeira foto foi encontrada no site www.conradoleiloeiro.com.br.
Trata-se de um raro cartão postal do Colégio Amapaense, nos bons tempos do Território Federal do Amapá.
Em ambas as fotos vemos o Colégio Amapaense, com os dois pavimentos.
Síntese histórica - O Colégio Amapaense foi criado pelo primeiro governador do Amapá Janary Gentil Nunes, através do Decreto territorial nº 49, de 25 de janeiro de 1947. Recebeu inicialmente o nome de Ginásio Amapaense. Iniciou suas atividades em abril do mesmo ano, de forma condicional, até agosto, quando foi autorizado para funcionar pela Seccional do Ensino Secundário do então Ministério de Educação e Saúde, sediada em Belém (Pará), pela Portaria nº 367/47.
A matrícula inicial foi restrita à 1ª e 2ª séries ginasiais, tendo como sede o Grupo Escolar Barão do Rio Branco (Grupo Escolar de Macapá) em caráter temporário até a conclusão de seu prédio (primeiro bloco).
Em 12 de julho de 1950, o Ministério da Educação e Saúde expediu a Portaria nº 244, concedendo equiparação do Ginásio Amapaense, reconhecendo o ensino ministrado com validade para todo o país.
Em 25.01.1952, pelo decreto governamental nº 125/1952, o Ginásio Amapaense passou a se chamar Colégio Amapaense, recebendo alunos do antigo Curso Científico, que passou a receber a nomenclatura de Curso Colegial, correspondente atualmente ao Ensino Médio, funcionando em três turnos.
Em 13 de junho de 1952 passou a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na Av. Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas 9 salas de aula. 
(Texto: Edgar Rodrigues) 
Fonte: Governo do Amapá.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Memória da Cidade de Macapá: Macapá deixa de ser povoado

Por Nilson Montoril
Aproveitando o ensejo da viagem que realizou a Capitania de São José do Rio Negro, onde foi tratar das questões fronteiriças de Portugal com a Espanha, o Capitão General Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Governador do Estado do Grão Pará, colocou em prática o plano de elevar as povoações mais expressivas à condição de vila e as aldeias indígenas ao nível de povoados. Antes de aportar em Macapá, Mendonça Furtado parou na aldeia dos índios Urucará, onde o Padre Antônio Vieira havia introduzido índios nhengaibas, perseguidos por escravagistas. No dia 24 de janeiro de 1758, a aldeia Urucará foi elevada à categoria de vila e testemunhou a instalação do Senado da Câmara. A denominação mudou para Portel. A comitiva do governador chegou a Macapá dia 1º de fevereiro e as delineações do espaço que iria abrigar a vila ocorreram imediatamente.
Este espaço corresponde as Praças Veiga Cabral (Largo de São Sebastião) e Barão do Rio Branco (Largo de São José/São João).As denominações dadas aos dois largos traduzem bem a intenção de Mendonça Furtado em homenagear não apenas os santos, mas também seu irmão Sebastião José de Carvalho e Melo e o Rei D. José I. é claro que o delineamento em questão não passou de uma simples escolha, sem compreender a limpeza total da área, que por ser de cerrado facilitou a empreitada. 
No dia dois de fevereiro, a cerimônia de posse dos membros do Senado da Câmara certamente aconteceu no núcleo pioneiro de Macapá. Nela havia instalações diversas e a população ali residia. Devido ao porte que Mendonça Furtado quis dar a Macapá, o Senado da Câmara foi formado por quatro membros: Francisco Espíndola Bittencourt, que exerceria a presidência e seria o Juiz Ordinário; Carlos de Melo, acumulando as funções de Procurador do Executivo e Tesoureiro; Thomé Francisco Vieira e Manoel José Paes como vogais. Todos eram açorianos, brancos e letrados. Finda a cerimônia de posse, a comitiva do governador, acrescida por militares do reduto fortificado e por populares deu vivas ao Rei de Portugal e desejou-lhe longa vida. A ligação entre o platô da fortificação e a área do atual centro histórico era feita através de uma ponte de madeira construída sobre o igarapé do Igapó e por uma estrada aterrada. A abertura de vias públicas data de 1761, correspondendo a nove ruas, nove travessas e passagens, dois largos maiores e um largo menor.
No dia 4 de fevereiro houve missa campal celebrada pelo bispo Miguel de Bulhões e concelebrada pelo Padre Miguel Ângelo de Morais. 
Encerrado o ato litúrgico o bispo do Grão-Pará assentou a pedra fundamental da Igreja de São José. A seguir, o Governador Mendonça Furtado convidou o Ouvidor Geral Pascoal Abranches Madeira Fernandes a conduzir o cerimonial que redundaria na declaração de elevação do povoado à categoria de vila, que o fez de maneira formal e marcante, a começar pela ereção do pelourinho, símbolo das franquias municipais. Em Portugal “o pelourinho era um pilar de pedra, de estilo burlesco, mas às vezes formoso. Servia de poste para o condenado receber açoites, como lugar de execução, do qual penduravam o criminoso, ou contra o qual se estrangulava e decapitava.” Na Amazônia bastava um grosseiro tronco de madeira com duas travas cruzadas no topo ou argolas. Aos romanos o denominavam pilori e o tinham como símbolo da autoridade e da justiça. O termo pilori evoluiu para pelouro, que era cada um dos ramos da administração de uma vila ou de uma cidade afeta aos vereadores da Câmara Municipal, onde se reuniam os vogais representantes do povo e entre eles o Juiz Ordinário e o Procurador. A franquia de que desfrutavam as vilas consistia na liberdade e direito de cobras impostos e ministrar a justiça em primeira instância. O vogal era o representante paritário da classe popular e tinha direito a voto. 
A direção da segunda vila a ser instalada por Mendonça Furtado foi exercida pelo Senado da Câmara, cujo prédio foi construído ao lado direito da Igreja, no espaço que hoje abriga a Biblioteca Estadual Elcy Rodrigues Lacerda.
Pouco a pouco, a contar de 1761, as casas destinadas aos moradores da vila e os prédios públicos foram sendo construído em taipa-de-mão. A área inicialmente habitada era delimitada pelas ruas Formosa (Cândido Mendes) e da Campina (Tiradentes) e pelas Travessas do Lago (General Gurjão) e da Estrela (Presidente Vargas). 
Por trás da Igreja de São José, que sempre ficou de frente para a rua São José, passava a rua dos Inocentes, interligando as travessas do Lago e da Estrela. 
O largo que demorava após a igreja também ficou rotulado pelo povo como Largo dos Inocentes. Com o passar do tempo, o quadrado compreendido entre a Rua São José, a rua da Campina e as Travessas do Lago e da Estrela tornou-se o ponto mais habitado de Macapá. O povo dizia que ali tinha tanta gente que mais parecia um formigueiro. A expansão no sentido do rio Amazonas ocorreu muito tempo depois. Neste dia 4 de fevereiro de 2019, comemoramos os 261 anos da elevação do povoado de Macapá à categoria de vila. Se contarmos o tempo desde o ano de 1751, período em que Macapá passou na condição de povoado, a existência de colonizadores nesta área sobe para aproximadamente 268 anos.
Texto publicado originalmente na edição de 02/02/2019 do Jornal Diário do Amapá

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Memória da Cidade de Macapá - A Pedra do Guindaste

A Pedra do Guindaste
Por Nilson Montoril (*)
(...)
O aspecto do litoral onde foi implantado o povoado de Macapá era bem singelo, chamando a atenção dos navegadores e colonizadores uma formação rochosa assentada na margem esquerda do Rio Amazonas. Nada de sobrenatural havia sobre sua existência. 
Era simplesmente uma pedra, com a mesma matéria encontrada nas falésias do platô da Fortaleza de São José de Macapá. Ela ornou a praia de Macapá até setembro de 1973. 
Desde 1970 existiu sobre ela uma imagem de São José, esposo de Maria e pai putativo de Jesus Cristo.
A importante escultura foi feita pelo luso-brasileiro Antônio Pereira da Costa, natural da Freguesia de Valadares, Conselho Vila Nova de Gaia, Distrito do Porto, em Portugal. Na comunidade de Valadares as atividades principais concentravam-se na agricultura e na produção de cerâmicas. Antônio Pereira da Costa e seu pai eram ceramistas e escultores de inegáveis méritos, com importantes obras realizadas no Rio de Janeiro, em São Luiz do Maranhão, Belém do Pará e em Macapá.
Na então capital do ex-Território Federal do Amapá, Seu Antônio Costa instalou sua oficina de trabalho no quintal da Augusta e Respeitável Loja Maçônica Duque de Caxias tendo recebido especial autorização de seus irmãos, que sempre o distinguiram como um invulgar “obreiro da paz”. Muitas das suas obras ainda são vistas e admiradas nas cidades de Macapá e Amapá: Grupo Escolar Barão do Rio Branco, Hospital Geral de Macapá, Maternidade Mãe Luzia, Fórum de Macapá, que hoje abriga a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, os Leões assentados na frente do citado prédio, a Estátua de Francisco Xavier da Veiga Cabral, em Amapá, o Busto de Tiradentes, o busto do Deputado Federal Coaracy Nunes, na Praça do Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, o Tempo da Loja Duque de Caxias e a Imagem de São José que ainda permanece sobre um pilar de concreto ereto sobre as pedras menores da antiga formação rochosa derrubada pelo navio Antônio Assmar, em setembro de 1973. Outro leão esculpido pelo Senhor Antônio Pereira da Costa foi encomendado pelo comerciante Hermano Jucá Araújo, meu tio paterno e torcedor apaixonado do Clube do Remo. Pintada de azul, a escultura foi mandada para Belém e instalada no Estádio Evandro Almeida.
Em setembro de 1931, estando exercendo suas atividades na Promotoria Pública do Pará, o Dr. Otávio Meira foi designado para vistoriar todos os cartórios, juizados e prefeituras de Belém até Mazaganópolis, sede do município de Mazagão. Os municípios de Macapá e Mazaganópolis estavam sob jurisdição do Estado do Pará. É bem pitoresca sua narrativa sobre desembarque e embarque de cargas e passageiros em Macapá, pois ainda não havia sido construído o trapiche da cidade. Segundo o Dr. Otávio Meira, na maré alta, os barcos com menor calado podiam entrar no Igarapé do Igapó ou Bacaba, mas o mesmo não acontecia com os navios, que fundeavam e ficavam ao sabor das ondas. Tornava-se mais prático aguardar a maré baixa, que deixava inteiramente à mostra a Pedra do Guindaste. Em algumas oportunidades, quando a maré estava alta e as águas calmas, usava-se uma embarcação tipo barcaça para receber as cargas dos navios. Neste caso, elas permaneciam fundeadas próximo à pedra, sobre a qual, uma engenhoca tipo bate-estacas, equipada com moitão/roldana e corda fazia o papel de um guindaste, daí o nome atribuído à formação rochosa. Para vencer o estirão da praia era usado um carro puxado por dois bois. Foi graças aos termos do seu relatório, que o Interventor Federal Magalhães Barata liberou verbas para a construção do primeiro trapiche de Macapá.
O Intendente Municipal era o Major Eliezer Levy e a obra teve inicio em 1932. Tiveram início em 1969, as entabulações para a concepção de uma imagem de São José, padroeiro de Macapá e seu assentamento na Pedra do Guindaste. Sem alardes, as partes interessadas, envolvendo Dom José Maritano, Bispo Prelado de Macapá e o Governador do Amapá, General Ivanhoé Gonçalves Martins, tomaram todas as providências cabíveis. Ninguém contestou o fato de a imagem não carregar o Menino Jesus nos braços e ficar de frente para o rio mais caudaloso do globo terrestre. 
Devidamente iluminado, a imagem de São José não recebeu a missão de proteger a cidade. 
Como um importante símbolo do catolicismo ali ficou incólume. Porém, na noite de 23 de setembro de 1973, o navio Domingos Assmar, que fazia linha fluvial entre Macapá/Belém/Macapá foi arremessado contra a pedra, quebrando-a e lançando nas águas agitadas do Amazonas a apreciável escultura do santo padroeira da cidade.
Monumento reconstruído, com São José no topo
(Foto: Fabiana Figueiredo/G1 - Reprodução)
O cidadão Antônio Assmar, proprietário da embarcação assumiu os ônus pelo restauro da imagem e a construção de uma pilastra de concreto, para substituir a Pedra do Guindaste. Novamente entrou em ação o luso-brasileiro Antônio Pereira da Costa, recuperando sua obra de arte. Para erigir a pilastra foi contratada a firma Platon Engenharia e Comércio, então capitaneada por Clarck Charles Platon. Tudo voltou a ficar como antigamente, até o momento em que, apareceram os difusores de uma nova ideia, imediatamente refugada pela comunidade macapaense que preza suas tradições. Pretendiam os arautos do turismo trocar a atual imagem por outra bem maior. Também seria removida a pilastra pioneira por outra de maior diâmetro, da qual partiria uma passarela ligando-a ao trapiche Eliezer Levy.
A nova imagem deveria conter o Menino Jesus nos braços e ficar de frente para a cidade. Estas propostas não foram o ponto que fez despertar o descontentamento popular.

(*)Texto publicado originalmente no Jornal Diário do Amapá edições de 25/11/2017 e de 02/12/2017, respectivamente.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Memórias da Cidade de Macapá: PRIMEIRO CAMPEONATO AMAPAENSE DE FUTEBOL.

Antes da criação do Território Federal do Amapá, em 1943, os poucos habitantes da cidade de Macapá - até então pertencente ao estado do Pará - brincavam suas peladas num campinho situado ao norte no antigo Largo da Matriz, tendo ao centro a Travessa Siqueira Campos (atual Mário Cruz), em direção ao Rio Amazonas.
Com o advento do Território, o local passou a ser palco de jogos dos primeiros times formados na cidade, antes da fundação do Estádio Glycério Marques, em 1950.
Na parte sul da área - onde hoje está erguido o Teatro das Bacabeiras - existia um outro campinho de pelada dos garotos.
Nilson Montoril, conta detalhes da movimentação esportiva daquela época:
”O primeiro Campeonato Amapaense de Futebol, organizado pela Federação de Desportos do Amapá foi realizado a partir de novembro de 1947, contando com a participação do Esporte Clube Macapá, Amapá Clube, Cumau Esporte Clube e Construção Esporte Clube (congregava operários das obras governamentais). O Macapá conquistou o título. Quando foi criado o Território Federal do Amapá, a 13 de setembro de 1943, só havia dois times de futebol em Macapá: Panair Esporte Clube e Serviço Especial de Saúde Pública-SESP, do qual se originou o Amapá Esporte Club, mais tarde Amapá Clube. 
A Federação de Desportos do Amapá foi fundada em 1945, mas custou a organizar-se. Os clubes não tinham plantéis registrados. Os jogadores atuavam por mais de dois times, principalmente os que formavam no Construção. 
O campo da praça Capitão Augusto Assis de Vasconcelos (Veiga Cabral), não tinha as medidas oficiais, cercado e arquibancadas amplas. Nem sempre havia redes nas balizas. O time do Macapá era o mais entrosado. A maioria dos atletas veio de Belém mediante oferta de emprego. O primeiro campeão da era Estádio Municipal/Glycério Marques (denominação a partir de janeiro de 1956) foi o Amapá Clube.”
 Fonte:Facebook

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Memórias de Macapá: O Memorável Bar Lennon

(Foto: Daniel Andrade)

O Lennon foi um bar que funcionou por muitos anos na esquina da rua General Rondon com a Av. Iracema Carvão Nunes, em frente à Praça da Bandeira, no centro de Macapá. Era administrado/arrendado, inicialmente, pelo economista Jurandil Juarez e pela Suelly Cavalcante.
Um dos poucos, nos anos 80, onde se ouvia MPB de qualidade; local onde artistas da terra se apresentavam sem compromisso. Na foto acima, Vanildon Leal e Amadeu Cavalcante no palco.
Do lado oposto ficava o Bar Xodó, do “seu” Albino.
Encontrei esse registro, no Blog da Alcilene: “Realmente o Lennon representou o ponto de encontro de uma geração que vivia intensa e emocionalmente o Amapá. Sem contar que lá estimulava-se expectativas não somente das noitadas que foram ma-ra-vi-lho-sas, mas também de mudanças comportamentais, não foi? E o mais importante ‘é que nossas emoções sobrevivam’”.
Concordo, Irani!
A foto do acervo de Fernando Canto, mostra os músicos Vanildon Leal ao violão, Amadeu Cavalcante no vocal, Gogô na bateria e Espíndola no Sax, numa das noites com música ao vivo.
O Bar Lennon foi, por muitos anos, o point da cidade.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Colégio Amapaense

Nos anos 60 foram realizados em Macapá, os "Jogos Ginásio-Colegiais do Amapá”, numa promoção do Departamento Esportivo da UECSA - União dos Estudantes Secundaristas do Amapá, com apoio dos governos territorial e municipal e da empresa ICOMI.
Participaram das competições equipes do Colégio Amapaense, Colégio Comercial do Amapá, Escola Industrial e Escola Normal de Macapá, sempre com o apoio de calorosas torcidas organizadas.
A postagem de hoje, vem do Baú de Lembranças do amigo João Silva.
É um registro raro dos Jogos Escolares de 1968, no Estádio Municipal Glycério Marques, que completou, agora em 2019, 69 anos de inauguração.
Time do İnstituto de Educação do Território do Amapá - IETA, com a seguinte formação: em pé, da esquerda para a direita, Edésio (técnico), Zé Maria Franco, Rui Apolônio, Paulo Roberto, Horácio Marinho, Antoninho Costa e Marco Antônio; agachados: Cazé, Carrapeta, Ubiraci, Roberto, Pennafort, popular Macaco, e Heitorzinho, cartola.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Foto Memória de Macapá: “Boca Rica”, o primeiro relojoeiro da cidade!

Edgar Ferreira de Almeida, paraense, natural de Soure/PA, nascido em 10/06/1914, foi o primeiro relojoeiro da cidade, conhecido como “Boca Rica”, em razão dos dentes de ouro que ostentava, coisa fina de época.
Era carpinteiro e pedreiro, mas foi para o Amapá para trabalhar como relojoeiro, abrindo a “Relojoaria Volante”, localizada na Av. General Gurjão, próxima à Rua São José.
Casou no final dos anos 40, com Diva Pereira Maciel, amapaense, atualmente com 81 anos.
Ganhou duas vezes na loteria, empreendendo o ganho na compra de sua residência e tratamento do câncer (pulmão) em Belém, razão pela qual veio a falecer em 1971. Fonte: Rogério Castelo SEMA/AP
Segundo o jornalista João Silva, "a "Relojoaria Volante" ficava  em uma ou duas portas de uma casa enorme de paredes grossas feitas de pedra, na General Gurjão, esquina com a São José, onde morava uma velhinha que se chamava Mariinha, pegada à casa do pessoal do Sr. João Barca," bem ao lado do antigo casarão da Dona Sophia Mendes Coutinho, mãe da professora Guita.
O historiador Nilson Montoril, também conta que “Seu Edgar, popularmente conhecido como "Boca Rica" exercia a profissão de relojoeiro e residiu à Avenida General Gurjão, trecho compreendido entre as Ruas São José e Coronel José Serafim (depois Tiradentes) ocupando cômodos de um velho casarão que funcionou como cadeia pública de Macapá por muito tempo. Era um cidadão de hábitos simples e gostava de conversar sobre política e futebol. Vibrava com os feitos do Paysandu Sport Clube. Durante alguns anos foi submetido a tratamento de uma pertinaz tuberculose havendo necessidade de ficar internado no Hospital dos Servidores Públicos, no Rio de Janeiro. Recuperado da doença retornou à Macapá. Consertava qualquer tipo de relógio. Sua vida foi devotada à profissão já mencionada. Foi nosso vizinho.”
Fotos: Do acervo pessoal e do João Silva.
(Post reeditado e atualizado em 18/01/2019)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Times de Basquete – 1958

A contribuição de hoje, vem do acervo do amigo Cléo Araújo. Ele publicou em sua página na internet, esse registro com atletas do América e do Juventus Esporte Clube – antigos clubes de Macapá – em um amistoso realizado em 1958, na quadra da Praça Barão do Rio Branco, paralela à Rua Cândido Mendes, próxima à residência governamental.
Estão na foto, a partir da direita do observador, os atletas: Maurício, Zamba, Façanha, Antônio Farias, João Moreira e Lelé, do América; Tinilo, Ubimar, Macedo, Januário, Jangito e Cláudio Cavalcante, do Juventus. O último é o Expedito da Cunha Ferro (91) que foi o juiz da partida.
Fonte: Facebook

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Foto Memória de Macapá: Av. Mendonça Furtado

O amigo Walfredo Costa postou essa relíquia preciosa em sua página na Rede Social. 
Foto: Reprodução / Facebbok
Um registro de Avenida Mendonça Furtado clicado no sentido da Rua Leopoldo Machado para o Centro, destacando em primeiro plano o cruzamento com a Rua Jovino Dinoá.
Observem que o leito da avenida ainda não estava totalmente revestido de camada asfáltica. Nota-se claramente, o serviço básico de nivelamento e terraplanagem, do trecho mostrado na foto.
À direita da descida a lateral da Igreja dos Irmãos tendo à frente, do outro lado da rua, a Escola Evangélica.
Walfredo Costa foi criado na Av. Mendonça Furtado e por muitos anos foi baterista do conjunto musical "Os Cometas", de Macapá.
Fonte: Facebook

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O Pioneiro Antônio da Silva Pereira: O Português do "Santa Helena"

(Foto: Reprodução/Arquivo/família Pereira)
(Foto: Contribuição da amiga Dulce Rosa Pereira, via e-mail)
Antônio da Silva Pereira, Português de Várzea do Douro, no Estado de Marco Cavanazes, distrito do Porto, nasceu no dia 12 de julho de 1929, filho de Torquato da Silva e D. Dulce Rosa Pereira da Silva, comerciantes de frutas.
Estudou o primeiro grau e serviu no Exército português.
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Veio para o Brasil pelo navio "Hilary" (foto), chegando em Belém, no dia 16 de março de 1953, e dias depois embarcou no iate "Araguary", chegando a Macapá, às 10 horas do dia 29 de março de 1953, seguindo para a localidade de Ipanema, nas ilhas do Pará, onde trabalhou com seus tios da tradicional família Silva. Dois anos depois, retornou para Macapá em busca de um emprego e recebeu proposta do Dr. Daniel, gerente da ICOMI, e de seu primo Raimundo Silva. Ficou indeciso mas, na conversa que manteve com o Dr. Daniel, foi aconselhado que a família estava em primeiro lugar. Se não desse certo, que o procurasse novamente. Foi trabalhar na Estância Brasil da firma C. Matias & Cia Ltda., situada na Rua Leopoldo Machado, onde permaneceu durante 10 anos como motorista, encarregado e gerente. Em 1965 iniciou a construção de sua casa e, como os recursos eram poucos, foi trabalhar como encarregado de uma embarcação de 40 toneladas, comerciando látex e castanhas oleaginosas durante 19 meses.
 (Foto: Contribuição da amiga Dulce Rosa Pereira, via e-mail)
Depois dessa experiência, partiu para o seu próprio negócio, instalando a Sorveteria Santa Helena, transformando-a em um ponto de encontro da sociedade. Seu negócio data do ano de 1967.
(Foto: Contribuição da amiga Dulce Rosa Pereira, via e-mail)
Casado com D. Maria Rosa Matias Pereira no dia 6 de setembro de 1958, na igreja da vila Lusitana, no Município de Afuá a qual lhe deu os filhos Paulo Alberto, José Torquato, Fernando Antônio, Dulce Rosa, Carmelina, Márcia Helena e Arlindo César e Carlos Augusto (falecidos). Católico praticante, fez o Cursilho de Cristandade, foi coordenador do setor dos Cursilhos da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Como bom português, era torcedor do C.R. Vasco da Gama.
Prédio da Sorveteria Santa Helena, atualmente (2011)
(Foto: Contribuição da amiga Dulce Rosa Pereira, via e-mail)
Aposentado desde novembro de 1995, continuou administrando seus negócios, junto com seus filhos, até seu falecimento em 10/12/2018, depois de  alguns anos sofrendo sérios problemas de saúde. Encontrava-se em uma cadeira de rodas.
Seu corpo descansa em Paz, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
"Seu Antônio Português", como era conhecido, é um personagem importante da História do Amapá.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998)
(Atualizado e repaginado em 10/12/2018)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Ypiranga Clube, em 1978

Foto Memória do esporte: mais um registro compartilhado pelo desportista Franselmo George, via Facebook.
Trata-se do TIME DO YPIRANGA CLUBE em 1978, no Estádio Glycério Marques.
Em pé: Ado, Elydi (falecido), Gilberto, Ramabi, Dias e Bené.
Agachados: Bolinha, Careca, Padeirinho, Delbanor (falecido), Tadeu e Odival (falecido).
HISTÓRICO – O Ypiranga é um clube brasileiro de futebol da cidade de Macapá, capital do estado do Amapá.
Em 15 de maio de 1963, jovens integrantes da extinta Juventude Oratoriana do Trem (JOT), movimento que pertencia à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, criou o Ypiranga. Como cores oficiais, o clube utiliza azul e preta.
A figura da "Torre" da Igreja de Nossa Senhora da Conceição no Bairro do Trem, é o principal símbolo do Clube, razão porque é chamado pelos desportistas de “Clube da Torre” e de “Negro Anil”.
Atolado em dívidas, o clube não conseguiu montar uma equipe a altura dos adversários para disputar o Amapazão 2006, e acabou por ser rebaixado, perdendo prestigio como a maior força do futebol amapaense na era profissional. Voltou em 2011 e chegou a disputar, no ano seguinte, a semifinal do primeiro contra o Oratório, que venceu por 1 a 0. Em 2013, fez apenas figuração nos 2 turnos, embora ficasse empatado em pontos e saldo de gols com o Trem, mas foi eliminado por ter menos vitórias que a Locomotiva. Entre 2014 e 2016, não jogou o Campeonato Amapaense. (Fonte: Wikipédia)

Fonte: Facebook

sábado, 8 de dezembro de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: O ex-zagueiro “Passarinho” – 93 anos de vida

Trazemos hoje, no Porta-Retrato, a história de um grande atleta do passado: o ex-zagueiro Francisco Lopes Filho, mais conhecido como "Passarinho".
Ele conversou com o desportista Franselmo George e seu depoimento está publicado na edição nº 638, do Jornal “Tribuna Amapaense”, que serviu de fonte para a nossa matéria.
Francisco Lopes Filho nasceu em 26 de janeiro de 1925, em Cametá, no Estado do Pará. 
Os pais dele, Francisco Cardoso Pereira e Baselina Lopes Ferreira, eram agricultores na cidade.
"Passarinho" chegou à capital amapaense, em 1945 a bordo do "Rebocador Araguari", na companhia de dois amigos: Diquinho, conhecido como "Careca" e José Casado. Na chegada foi recebido pelos dirigentes do Amapá Clube, que o mandaram buscar em Cametá: Francisco Serrano (farmacêutico), Meton Jucá, Zoilo Pereira, Dr. Lobato (médico) e o Tenente Charone, subcomandante da Guarda Territorial na época.
Em Macapá Passarinho foi trabalhar como policial, na Guarda Territorial. Ele tinha a profissão de alfaiate. No Amapá estavam sendo implantadas as estruturas da nova unidade federativa do Brasil e precisavam de operários.
O Tenente Charone o convidou para trabalhar como alfaiate da Guarda. Trabalhou com o Herundino do Espírito Santo, pai dos craques: Haroldo Santos, Marco Antônio, Bira, Assis e Aldo. Passarinho fez parte do esquadrão do Amapá Clube.
Conquistou três títulos pelo "Alvinegro da Presidente Vargas", título de bicampeão amapaense, 1950 e 1951, ao lado de: Aristeu, 91(Expedito Cunha Ferro), Turíbio Guimaráes, Marituba, Wilson Sena, Genésio, Cabral, Luiz Melo, Azamor, Zé Maria Chaves, Adãozinho, Boró, Jackson Alencar, Raimundo Bode, Cabeça, Aracatizinho, Aracati, Sérgio, Adão, Major, 16 e Luiz Melo. O Terceiro título de Passarinho pelo Alvinegro foi em 1953, final contra a equipe do São José, placar de 3 X 3, campeão invicto, ao lado de: Zé Maria, Justo, Luiz Melo, Guilherme, Roxinho, Birro, Azamor, Pinheirense, Aracati e Sérgio. No Amapá Clube também atuou ao lado dos goleiros Pólvora, Darci e Mucuin, Diquinho, Felipe, Dico, Ceará, Lacinho, Taumaturgo, Raminho, Julinho, Jarbas Gato, Olivar, Tiragosto, Passarinho II, Façanha, Malagueta e Piturisco.
Passarinho fez parte da Seleção Amapaense de 1950, jogo contra o forte Esquadrão do C. R. Flamengo, equipe de melhor expressão do futebol nacional, primeiro clube de futebol de fora a jogar no recém-inaugurado Glycério Marques, na época denominado "Estádio Municipal", o treinador da equipe carioca era Gentil Cardoso.
O público que compareceu na terça-feira 28 de março as 16:30 horas, assistiu a um satisfatório espetáculo futebolístico. A equipe amapaense não se apresentou bem na "peleja", placar de 9 X 2 para os rubro-negros. O gramado estava impraticável, devido a torrencial chuva que desabou sobre a capital amapaense antes do jogo. O adversário também possuía elementos de alto valor técnico, que se destacaram na partida como: Newton, Bria, Beto, Aloísio, Gringo e Esquerdinha. Pela Seleção do Amapá o goleiro Lavareda foi o que mais se destacou, apesar de ter jogado doente, fazendo jogadas incríveis. Os donos da casa saíram na frente. Aos 10 minutos de jogo Biguá chutou indo cair nos pés de Avertino, que serviu em ótimas condições a Zé Maria que, sem dificuldades arremessou para assinalar o primeiro gol do selecionado do Amapá. A partir daí só deu Flamengo. O placar ainda estava 6 X 1, quando aos 12 minutos da etapa final, Boró aproveitando um passe de Luiz Melo aproximou-se do arco defendido por Antoninho e chutou forte para assim consignar o segundo e último gol amapaense.
Os gols rubro-negros foram assinalados por: Aloísio aos 12', Beto aos 14', Gringo aos 20' e Hélio aos 22'; placar de 4 X 1 no primeiro tempo - Marcaram no segundo tempo: Béto aos 05', Esquerdinha aos 08' de penalti, Orlando aos 38', Bria aos 40' e Esquerdinha aos 43 minutos, nessa altura o goleiro era o "91"(Expedito Cunha Ferro), fechando o placar de 9 X 2.
A Seleção Amapaense jogou com: Lavareda; 75, Suzete, Marituba, Roxinho, Major, Luiz Melo, José Maria Chaves, Adão, Avertino e Walter Nery. No segundo tempo a formação ficou assim: 91, Passarinho, Major, Raimundinho, Wilson Sena, Álvaro, Luiz Melo, Dedéco, Adão, Cabeça e Boró; o técnico era Delbanor Dias.
O Flamengo formou com: Antoninho, Jobe, Newton, Biguá, Bria, Beto, Aluísio, Gringo, Durval, Hélio e Esquerdinha. No segundo tempo a formação foi assim: Antoninho, Jobe, Newton, Biguá, Bria, Béto, Pedro Neves, Quiba, Orlando, Walter e Esquerdinha; o técnico era Gentil Cardoso.
Outro jogo marcante em sua memória foi no Estádio Municipal contra a forte equipe do Sampaio Corrêa, em abril de 1950, derrotando o esquadrão maranhense por 3 X 1. A onzena alvinegra entrou em campo com os atletas: Aristeu, Genésio, Cabral, Marituba, Wilson Sena, Major, Luís, Zé-Maria, Assis, Adão e Boró; depois entraram os reservas Passarinho, Joãozinho, Viana e 16. Recorda que naquela época era muito diferente de hoje, se fazia intercâmbio com times da capital Belém e interior do Pará como Luzeiro e Cametá, e times do Rio de Janeiro e do Nordeste.
Passarinho lembra de Berlamino Paraense de Barros, presidente do Trem Esporte Clube(como era chamado na época), que  valorizava os atletas. Quem era bom ele aproveitava no elenco do Trem, conseguia formar grandes times. 'Veio uma turma de vigienses jogar futebol, muitos estavam desempregados, então eles praticavam o futebol e já ficavam por aqui mesmo conseguindo emprego".
Craques que viu jogar, cita: Mafra, Sérgio, Sabá(do Macapá), um bom lateral. Luiz Melo também um bom lateral, forte, chutava muito bem e violento, num jogo contra o Paysandu, fez um gol de falta, o chute foi de longe, golaço! Boró foi outro craque que Passarinho não esquece. Conta que quando jogou com o Flamengo, Boró fez uma grande assistência para o Luiz Melo, que só teve o trabalho de empurrar para o Gol.
"Acabaram com o Amapá Clube", é muito triste, comenta "Passarinho" sobre a situação que se encontra hoje o seu clube do coração.
( Foto: Reprodução/Tribuna Amapaense )
Francisco Lopes Filho deixou o futebol em 1959, aos 34 anos de idade. Parou porque levou muitas pancadas na rótula do joelho esquerdo. Mora desde 1950, na avenida Rio Pedreira, atrás da Sede do Trem Desportivo Clube, no bairro do mesmo nome. Aposentado da Polícia Civil do Amapá, hoje com 93 anos de idade, lúcido, com uma saúde de dar inveja a qualquer jovem de 20 anos, apesar do problema no joelho, que dificulta sua locomoção, mas que não o impede de viver a vida. Viúvo há 18 anos, sua esposa se chamava Maria Rosa. Desse matrimônio nasceram 12 filhos e 20 netos.
Texto de Franselmo George via Tribuna Amapaense
Fonte: Tribuna Amapaense

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Foto Memória de Macapá: Nonato Leal, 91 anos, firme e forte!

Com a devida anuência da amiga Verinha Leal, compartilho aqui no Porta-Retrato, uma foto rara do professor, músico e compositor Nonato Leal, com sua família. O registro foi feito na praia de Fazendinha/AP, às margens do majestoso Rio Amazonas.
Além da Verinha, estão bonitos na foto: os pais Nonato e Paracy Leal,  Tita Leal, Orgeny e José Maria Franco. 
Em frente a eles sentados no tronco:  Vanildon Leal, Vânia Leal, Vani Leal e Venilson Leal.
DADOS BIOGRÁFICOS - Raimundo Nonato Barros Leal (Nonato Leal), natural da Vigia(PA), nasceu em 23 de julho de 1927. Nonato Leal aos 8 anos de idade inicia com seu pai sua vida musical. Com 10 anos se apresentava ao público pela primeira vez tocando violino. Aos 13 anos começa a tocar banjo e aos 15, bandolim, violão tenor e viola. Aos 18 anos inicia o aprendizado de violão. Com 19 anos, compõe a primeira música chamada “Tauaparanassu”.
Foi para Belém aos 20 anos onde tomou parte do Cast. Artístico da PRC-5 Rádio Clube do Pará. Em 1945 se apresenta na Rádio Nacional/RJ no programa Papel Carbono (Renato Murce) e tira nota 10, imitando o violonista Dilermano Reis com a música “Se Ela Perguntar”. Em 1950, ingressa na Rádio Marajoara (PA) e excursiona pelo interior do Pará com os músicos e cantores do Cast. da emissora.
Em fevereiro de 1952, chega a Macapá (reside até hoje lá) a convite do seu irmão Oleno Leal, onde é convidado a fazer parte da Rádio Difusora de Macapá. Em 1953 conhece Paracy Jucá Leite, com quem se casa, em 1954.
Tocou com artistas renomados como Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Waldick Soriano, Carmem Costa, Carlos Galhardo, João do Valle, Luiz Gonzaga e Agnaldo Rayol. Também com o Trio Muiraquitã, Sebastião Tapajós, Nilson Chaves, Walter Bandeira, Lucinha Bastos, entre outros.
Excursionou pelo interior do Amapá sob o patrocínio do Governo. Participou da Semana de Arte Amapaense em 1981 e 1984. Em 1958 fez vários programas nas Rádio Dragão do Mar, Verdes Mares e Uirapuru, no estado do Ceará. Compôs vários sambas-enredo para diversas escolas de samba do Amapá. Em 1982 e 1983 participou dos recitais de violão da Rede Nacional da Música (Funarte)). Em 1987 participou também do recital didático Vila Lobos, curso de violão do Sesc. Foi professor de violão na escola “Walquíria Lima”, de 1970 a 1988.
O músico lançou 2 CD’s, sob a direção de Manoel Cordeiro, chamados de “Lamento Beduino” e “Coração Popular”. Atualmente tem um programa de televisão chamado “De Pai Pra Filho”, com o seu filho Venilton Leal, com quem, também lançou um CD. Todos com estilo instrumental. (Heraldo Almeida)
Fonte: Jornal Diário do Amapá

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...