domingo, 5 de agosto de 2012

Se Lembra Dele? - Seu Pedro, do Cinema

Entre os muitos pioneiros anônimos que viveram em Macapá, prestamos nossa homenagem hoje ao "Seu" Pedro, do Cinema, que era funcionário público do ex-Territorio Federal do Amapá, mas nas horas vagas fazia "bico" como porteiro de cinema, e por isso ficou conhecido pelos frequentadores das "casas de espetáculos".
O nome dele era Pedro Vasconcelos.
Você Lembra Dele?
Historiador Nilson Montoril de Araújo - O cidadão em questão foi um dos que perderam o restante do nome no seio da comunidade. O seu Pedro era funcionário da Divisão de Educação, onde também trabalhou o senhor Emanuel Pinheiro, um dos diretores do citado órgão. Seu Pedro era Agente de Portaria e trabalhava sob cordenação de Emanuel Pinheiro. Quando Emanuel Pinheiro foi designado para atuar como gerente do Cine Territorial, seu Pedro passou a integrar sua equipe de trabalho, sendo porteiro por muitos anos. Quando o Cine Teatro Territorial fechou as portas, já na gestão de Walter Banhos de Araújo, este foi gerenciar o Cine João XXIII e o levou como porteiro da nova casa de exibições cinematográficas. No início de sua atuação como porteiro de cinema, seu Pedro cumpria seu expediente normal na Divisão de Educação(das 7 às 13 horas) e à noite trabalhava no Cine Territorial. Depois do fechamento do Cine João XXII, seu Pedro cumpriu sua jornada de trabalho na Secretaria de Educação e Cultura até aposentar-se. Ele morava na Rua General Rondon, esquina com uma viela que mais tarde passou a ser identificada como Passagem Professora Cora de Carvalho, ao lado da oficina do seu Hipolity, egresso da Guiana Inglesa, que era marceneiro. Todo mundo só o chamava de PEDRO DO CINEMA. Seu Pedro já é falecido. Nilson Montoril.

Jornalista Ernani Marinho Ferreira - Lembro bem do seu Pedro como porteiro do Cine Territorial. À época havia uma sessão nos sábados à tarde, quando passava, além do filme do dia, um capítulo do seriado A Sombra Misteriosa, o que enchia o cinema com a garotada. E o seu Pedro, quando havia falta de dinheiro para o ingresso dos meninos vizinhos do cinema, entre os quais me incluia, quebrava o galho da turma, facilitando a entrada sem pagar.
Com a inauguração do Cine Macapá e o encerramento das atividades do Cine Territorial, o seu Pedro, pela sua experiencia como porteiro de cinema,  foi chamado para fazer um bico na nova casa, já que era funcionário público da antiga Divisão de Educação.
Não estou lembrado, embora não possa afirmar ser impossível ter acontecido, do seu Pedro no Cine João XXIII. Ernani Marinho

Historiador Aloísio Cantuária - Oi, João. Lembro sim: era do Cinema João XXIII. Havia outros outros funcionários, como o Píndaro Barbosa, lanterninha, e que fez parte de uma banda, no início dos anos 1970, chamada "Os Gaviões". Havia outros, cujos nome não lembro.

Deuzuite Ardasse - Lembro, era muito simpatico e sorridente. O Sr. Pedro foi porteiro  nos cines MACAPÁ e TERRITORIAL.

Escritor e Poeta Amiraldo Bezerra - Querido João Lazaro, o SR. PEDRO, foi o eterno porteiro de cinemas de Macapá. Desde o Cine Territorial (junto ao PICOLÉ) eram porteiros. Foi do Cine João XXIII e do Cine Macapá. Era funcionário Governo do Território (perece-me que da Educação ou Saúde) e nos casos dos cinemas particulares fazia "bico", morava da Gal. Rondon ao lado esquerdo da Olaria, é o que lembro. Um abraço fraterno do amigo de sempre.

Jornalista e cronista João Silva - Claro que lembro. Primeiro foi porteiro do Cine Territorial; depois do Cine João XXIII; morava na Rua General Rondon, entre Cora de Carvalho e General Gurjão, antigo Bairro Alto, próximo da nova Catedral de São José. Abraço, João Silva.

Jornalista Paulo Silva: Grande Janjão,  me lembro do seu Pedro no Cine Joao 23, mas não sei se ele trabalhou também no Cine Macapá. Lembro também que ele morava no chamado bairro alto, na rua General Rondon, alí por onde fica hoje a oficina do Jefri.


Hermogenes Filho  - Assim como o Paulo Silva, não lembro do seu Pedro no Cine Macapá. Entretanto, recordo sua passagem  e seu jeito bonachão, no João XXIII. A dificuldade nos dois cinemas era ter acesso às suas dependências, quando o filme era proibido para menores de 14 anos. Faz muito tempo!
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