sábado, 15 de outubro de 2016

Foto Memória: Seu Geraldo Lopes Creão

Geraldo Lopes Creão - natural da cidade de Cametá estado do Pará, filho de Abimael Creão e Benedita Lopes Creão. Viveu com a família, em sua cidade natal, até o início da vida adulta. Como em toda cidade do interior, na primeira metade do século XX, os estudos eram precários obtendo o nível de instrução até a 5ª serie primária; seu pai era alfaiate e sua mãe trabalhava no lar; de família humilde, não possuíam recursos para encaminhar seus filhos para a capital – Belém, para o término dos estudos. Assim, Geraldo Creão conheceu muito jovem o oficio de sapateiro, profissão esta desempenhada por aproximadamente sessenta (60) anos.

Em 1942, depois de tentar uma vida profissional estável nas cidades de Tucuruí e Castanhal, a família de seu Creão transferiu-se para Belém, buscando melhores condições de vida; nesta época o sapateiro foi contratado por uma fábrica de calçados onde trabalhou até o ano de 1947, quando adoeceu gravemente e voltou para sua cidade natal, ficando até seu restabelecimento. Neste período conheceu a jovem Esmeralda Pantoja, por quem se apaixonou e com ela se casou no dia 24 de julho de 1950, união que gerou oito filhos.

Esmeralda Pantoja, formada na área pedagógica e sem perspectiva de emprego, resolveu morar em Belém onde a família de seu Creão residia. Com dificuldades econômicas e esperando o nascimento do segundo filho do casal, a família resolveu mudar para Macapá-AP, pois os colegas de trabalho e clientes, comentavam sobre as boas oportunidades de empregos no Território Federal. Assim, no dia 10 de julho de 1953, Geraldo viajou no Barco-motor Araguari, para o Amapá.

Com apenas dez anos de criação, a terra tucuju recebeu o então sapateiro, onde seu primeiro trabalho foi na loja de calçados do senhor Francisco Nery, em 16 de agosto do mesmo ano, a esposa e filhos chegaram a Macapá. Geraldo Creão trabalhou em diversas oficinas na capital do Amapá, mesmo possuindo capacidades para ser mestre na antiga Escola Industrial, no ano de 1961, Geraldo abriu sua própria oficina de consertos e fabricação de calçados localizada nos arredores da Praça Veiga Cabral.

O sapateiro juntamente com sua esposa - que se tornou funcionária do quadro efetivo do Município de Macapá - conseguiu construir patrimônio, um deles foi sua primeira casa de dois andares na Rua São José, onde viveu até o resto de seus dias. Com o esforço familiar, Geraldo e Esmeralda criaram e educaram oito filhos, sendo que cinco são amapaenses; ambos fizeram questão que todos os filhos concluíssem o ensino superior.
Com seu conhecimento na produção de sapatos, tornou-se conhecido em toda cidade de Macapá como um dos melhores profissionais da época; seu trabalho era procurado para os concursos de miss, desfiles cívicos e baile de carnaval principalmente para a confecção das botas especiais. Com o passar dos anos, o ofício fez com que o sapateiro se tornasse um artesão, artífice na criação e confecção de sapatos, bolsas, cintos, chapéus, acentos para carros dentre outros utensílios. 

Ao adoecer, seu Geraldo Creão foi levado para Belém, para tratamento, porém ao sentir seus últimos dias de vida, pediu para voltar para Macapá, sua querida cidade, onde faleceu no dia 23 de setembro de 2002.
Após o falecimento de Seu Geraldo, sua esposa Esmeralda(85 anos), permanece em Macapá, onde mora com os filhos.

Hoje, in-memoriam, o reconhecimento ao seu Geraldo Lopes Creão, um dos pioneiros que contribuiu para a construção da cidade de Macapá, com a homenagem da Administração Municipal a um cidadão amapaense de coração que jamais desejou trocar aquele torrão brasileiro, onde viveu feliz até seus últimos dias de vida.
Seu nome foi colocado em uma das ruas do Conjunto Habitacional São José, na Zona Sul de Macapá.
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Créditos: Diliene da Silva Nogueira / Assessora da SEGOV/PMM
Fotos: Acervo da família

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