sábado, 9 de abril de 2011

O Pioneiro Mair Naftaly Bemerguy

(Foto: Reprodução de livro)
Filho de um dos mais antigos comerciantes de Belém do Pará, Sr. Naftali Mair Bermeguy e Sra. Ester Zagury Bemerguy, nascido em 19 de maio de 1926.
Estudou no Colégio Amapaense e fez parte da primeira turma de alunos concluintes do curso ginasial em 1950 e formou-se Técnico em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio do Amapá em 1954.
Participou da fundação do Grêmio Cívico e Literário "Rui Barbosa", do Colégio Amapaense, com os colegas José Ramos Conceição, Ieda Alcântara, Ubiracy Picanço, Ivone Oliveira, José Ribamar Cavalcante, Antônio Nelson Abrãao, Alceu Paulo Ramos, Raimundo Barata, Mário Quirino da Silva, Kleber Santiago e Hamilton Silva; sócio fundador do Esporte Clube Macapá, teve uma atuação destacada durante a escolha das cores e símbolos. apresentando sua proposta que saiu vencedora.
Foi presidente,  diretor e conselheiro do clube durante mais de 35 anos.
Na vida profissional exerceu funções estacadas, entre elas a de Chefe de Gabinete do Governador Amílcar Pereira; Chefe da Divisão de Geografia e Estatística; Assessor do Deputado Amílcar Pereira e outras chefias de setores no governo do Território.
Passou em concurso público para o quadro de técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, chegando ao cargo de Delegado.
Casouse com D. Helena Aben-Athar Bemerguy e dessa união nasceram Esther, Ruben, Marcelo e Amélia; após sua aposentadoria, conseguiu a representação da Loteria Esportiva, transferindo-a posteriormente a terceiros.
Mair Bemerguy faleceu no dia 19 de julho de 1989, deixando pesarosos seus familiares e um grande número de amigos.
(Dados biográficos e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá, vol. I - edição de 1997 do jornalista e historiador Coaracy Barbosa)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A saga dos Pioneiros: Jesus Nunez Perez e Maria Cassiana


"Na década de 60, o pioneiro Jesus Nunez Perez, nascido em 06 de maio de 1925, em Salceda de Caselas, Espanha, chegou ao Território Federal do Amapá, trazendo na bagagem muitas pinturas, desenhos, fotografias e imagens sacras."
(Foto: Reprodução/album da  família Nunez)
"Ele não conhecia bem a região mas acreditava na potencialidade da mesma e estava disposto a enfrentar todos os desafios, juntamente com a sua esposa e filhos.
A empresa Nunez & Nunez Ltda., fundada em sociedade com a dona Maria Cassiana - sua esposa - que tinha por nome fantasia Real Artes e Pinturas, passou a comercializar também utilidades para o lar, pelo antigo mas eficiente método porta à porta."
(Foto: Reprodução/album da família Nunez)
"O pagamento era dividido em suaves prestações mensais e o controle, através do velho e tradicional caderno de notas.
Em maio de 1979 o Sr. Jesus faleceu e Dona Maria Cassiana e seus filhos passaram a administrar a empresa com o apoio do tio, Alexandre Nunez Perez, dando assim continuidade aos negócios da família.
Em 1980, a matriarca também veio a falecer deixando aos filhos a tarefa de gerir os negócios da família.
O primeiro propósito, dos irmãos Nunez, Jaime, Higínio e Líter era saldar as dívidas e honrar os compromissos da família com fornecedores e bancos, só depois encerrariam a firma.
Em 18 de fevereiro de 1981, Jaime Nunes fundou a J. D. Nunes, cujo nome fantasia é “A Domestilar”. Seu objetivo era a venda de utilidades para o lar, eletrodomésticos e móveis.
A empresa ocupava duas salas alugadas na Av. Coaracy Nunes, esquina com a rua São José e contava com a colaboração de seis funcionários. E a palavra de ordem era trabalhar para quitar todo o débito ainda existente.
O trabalho intenso e produtivo resultou na quitação dos débitos junto aos fornecedores e bancos, além da preservação do patrimônio.
Mas a empresa queria crescer e buscava novos objetivos. Em 1984 foi inaugurada a primeira loja, no mesmo prédio onde também funcionava seu escritório.
Em 1988 o Amapá passou de território a estado, o que ocasionou uma grande mudança no quadro econômico e social, surgindo melhores perspectivas de crescimento.
Em consequência dessas modificações a Domestilar ampliou suas instalações.
Ao final de 1989 foi construído o primeiro depósito no bairro do Buritizal; a empresa contava então com 18 colaboradores e a única loja já não conseguia atender mais a demanda de consumidores, sendo necessário que se dividisse o prédio do depósito para abrigar a primeira filial: A Domestilar – Filial Buritizal.
Em 1990, com 23 colaboradores a Domestilar abriu a sua segunda filial, na esquina da rua São José com a Av. Antônio Coelho de Carvalho, a Filial Centro.
No ano seguinte eram mais de 60 colaboradores trabalhando nas três lojas.
Isso exigiu ainda mais modernização nas instalações da empresa, além da informatização, do treinamento e contínuo aperfeiçoamento de pessoal.
Modernos sistemas administrativos foram implantados, passando a ser os principais instrumentos para agilizar o atendimento, garantindo assim a satisfação do cliente.
Com esses investimentos a empresa conquistou uma clientela ainda maior, não só da capital como também do município de Santana.
Para atender esses consumidores, a Domestilar inaugurou a sua quarta filial naquele município. Na mesma época foram adquiridos novos veículos para que o processo de entrega de mercadorias passasse a ser ainda mais ágil.
Já com quatro lojas e dois depósitos era necessária a criação de uma estrutura de porte para nela dispor os diversos setores da administração.
Para isso foi reformado o andar superior do prédio onde funciona a loja matriz e a Domestilar ganhou o seu centro administrativo.
Essas ações serviram para estabelecer um novo rítmo na empresa, onde os seus colaboradores sempre foram considerados como peça importantíssima desse processo.
Para melhor aproveitar e adequar suas potencialidades a empresa criou o Setor de Recursos Humanos, que passou a cuidar da seleção, ambientação, treinamento, reciclagens,
avaliação de desempenho e acompanhamento funcional.
Em 1994 foi a vez de investir na criação do Setor de Marketing, para dar apoio à área comercial.
A negociação de verbas promocionais junto a fornecedores, campanhas e promoções ficaram a cargo desse setor, que conta com o apoio de Higínio Nunez, sediado em Belém.
A boa receptividade encontrada pela empresa no mercado local, estimulou os diretores a investirem no construção da 5° filial da Domestllar, um prédio de 4 andares, totalmente climatizado e com muito conforto.
Ao mesmo tempo foram implantados o SAC - Serviço de Assistência ao Cliente, que visa dar suporte a problemas técnicos e à instalação dos produtos comercializados pela empresa e um moderno sistema de rádiotransmissão, para
facilitar a comunicação entre lojas, depósitos e veículos.
Em 1995 foi iniciado um processo de mudanças visando a adequação ao mercado em franca expansão. Foi criada uma nova empresa, a Nunes & Cia. Ltda. uma sociedade integrada pelos irmãos Jaime, Líter e Adelino, com o mesmo nome fantasia – A Domestilar.
Na visão da jovem diretoria, competência funcional, seriedade, promoções conjuntas com fornecedores e campanhas de venda, aliadas ao senso de criatividade e crença no futuro do Amapá, se transformaram em resultados benéficos para a empresa e para seus clientes. Esse foi e é o segredo do sucesso e do crescimento contínuo que fêz com que, ao final de 96 a  Domestilar inaugurasse a 6° filial (Super Lojão), uma loja com localização estratégica, dentro dos mais modernos conceitos de venda no ramo de eletro-domésticos, móveis e eletroeletrônicos, com uma equipe de profissionais treinados para melhor atender à clientela, e grande variedade de produtos nacionais e importados.
Em 1997 foi concluída a reforma na loja Matriz e em 98, a loja de Santana foi reformada passando a obedecer um único lay-out, totalmente climatizada, para propiciar maior conforto e bem-estar aos clientes."
(Foto: Reprodução/album da família Nunez)
"Os sonhos e objetivos de Jesus Nunez Perez e de Maria Cassiana continuam vivos ainda hoje, dentro de toda a rede Domestilar, que acredita ser possível crescer com o Amapá, com a sua gente."
(Matéria reproduzida do Boletim Domestilar nº 26 edição de julho-agosto e setembro de 2000 - Publicação especial produzida pelo Setor de Marketing da rede Domestilar-Macapá-AP)
( Apoio e contribuição da amiga Rosângela Rabelo Cruz )

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais um Pioneiro Ilustre: Tio Joãozinho Picanço

(Reprodução/Arquivo do editor)
Clique na foto para ampliar
Sr. João Batista de Azevedo Picanço - o "Tio Joãozinho".
O Sr. Joãozinho Picanço foi o primeiro Tesoureiro do ex-Território Federal do Amapá.
Essa função corresponderia hoje ao do Secretário de Estado de Finanças.
João Batista de Azevedo Picanço - Filho de João Batista Picanço e D. Severina de Azevedo Picanço - nasceu no dia 12 de janeiro de 1897.
João Batista se orgulhava de ser neto  do Capitão Leonardo José Picanço, que foi nomeado por D. Pedro II para o posto de Tenente-Coronel, chefe do Estado-Maior da Guarda Nacional de Macapá e Mazagão.
João Batista começou a trabalhar na função de auxiliar de fiscal da Prefeitura de Macapá e, posteriormente, foi nomeado fiscal da localidade de Bailique.
Quando o General Zacarias de Assunção assumiu o Governo do Pará, em 1951, derrotando nas eleições o Coronel Joaquim Cardoso Magalhães Barata, os municípios do estado passaram a eleger suas câmaras de vereadores.
João Batista se candidatou e os eleitores das ilhas do Bailique o elegeram seu representante na Câmara, tendo como companheiros os Vereadores Manoel Vicente de Andrade, Clodóvio Gomes Coelho, Horácio Souto, José Serafim Gomes Coelho, Jovino Dinoá e Secundino Braga Campos.
Terminado o mandato de Vereador, João Batista de Azevedo Picanço foi nomeado Tesoureiro da Prefeitura de Macapá pelo prefeito major Moisés EIiezer Levy.
Com a criação do Território Federal do Amapá foi convidado para exercer as funções de Tesoureiro. Contam os antigos que ao ser apresentado ao Governador Janary, este chamou um dos seus assessores, que trazia um malote, entregou-o ao apresentado, dizendo "Tio Joãozinho, o Sr. é o tesoureiro, então tome conta do dinheiro!".
Tio Joãozinho, como passou a ser chamado, foi o Tesoureiro do governo do Territóno, até a sua aposentadoria, quando passou o cargo ao seu filho Heitor de Azevedo Picanço.
Casado com D. Francisca Claudina Picanço, que lhe deu 6 filhos: Heitor, Naíde, José (Zequinha - falecido), Ubiracy(falecido), Ana e ManoeI (falecido).
Tio Joãozinho teve uma participação importante na construção do Estado do Amapá e faz parte da galeria dos homens ilustres do Amapá.
Em homenagem à sua memória, o Governo do Amapá o homenageou emprestando seu nome ao Centro Cultural João Batista de Azevedo Picanço,  situado na Av. FAB em frente à Escola Gabriel de Almeida Café.
(Dados biográficos extraídos do livro "Personagens Ilustres do Amapá vol I" - (1997), do jornalista Coaracy Barbosa.)
(Repaginado em 2011)

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Pioneiro Eduardo Rodrigues da Costa

(Foto: Reprodução de livro)
O Sr. Eduardo Rodrigues da Costa, um dos pioneiros do Amapá, nasceu em Belém-PA no dia 21 de outubro de 1923. Filho de Valério Paulo da Costa e Leonila Rodrigues da Costa. Chegou ao Amapá, em 1945, convidado pelo Sr. Acésio Guedes, gerente do Macapá Hotel para jogar pelo Esporte Clube Macapá.
Em 1947 foi contratado para a função de auxiliar de cozinheiro no Macapá Hotel, especializando-se na arte da cozinha, passando a ser o cozinheiro oficial, nomeado pelo governo do Amapá.
Mestre Eduardo passou a organizar as comemorações festivas, os banquetes e as festas oficiais.
Exibia pratos sofisticados embelezando as mesas e deliciando os convivas com o cheiro dos temperos.
Da mesma forma criou uma variedade de doces, salgados e bolos com sabores deliciosos. Depois de passar alguns anos jogando pelo E. C. Macapá, transferiu-se para o Trem Desportivo Clube juntamente com os seus amigos de Clube: 91, Vavá, Labrione, Paulo Torres e Raimundinho.
Casou-se com dona Gademar em 1955 e aposentou-se em 1977.
(Biografia e foto extraídas do livro "Personagens Ilustres do Amapá vol III", de Coaracy Barbosa, não impresso. Cópia em PDF via APES.)
Nota do Blog:
Me lembro que “seu” Eduardo tinha uma padaria e confeitaria de muito movimento, bem em frente à Escola Santa Bartoloméa Capitâneo, que chamava-se Casa Costa.
A amiga Alcilene Cavalcante confirma o nome da Casa Costa e lembra que ele tinha um apelido, como era conhecido pela garotada da época: "seu acapu" (desconhecemos as razões desse apelido).
Significado: acapu ( a palavra tem pronúncia mais forte na última sílaba, mas não é acentuada )  - [Bot.] - Acapu é o nome popular de uma árvore da família das Fabáceas (ex-Leguminosas), que ocorre no Brasil, na Guiana, Peru e Suriname. Produz madeira de cor escura muito boa para a construção civil e naval. Havia muito na amazônia mas, está criticamente ameaçada de extinção por perda de habitat natural.(fonte)
A amiga leitora Ana Francelina, confirma em seu comentário, que D. Gademar, viúva do "seu" Eduardo - conhecida como Dona Dadá - reside atualmente, em Belém-PA.
Por gentileza, se alguém tiver mais alguma lembrança, pode comentar.
(Última atualização em 05/04/2001 às 19:30h)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

João Batista Travassos de Arruda: Mais um grande Pioneiro do Amapá

(Foto: Reprodução de livro)
O Sr. João Batista Travassos de Arruda é um dos Pioneiros de Macapá.
Natural de Belém-PA, onde nasceu em 6 de julho de 1919, filho do 2º-tenente da Polícia Militar, José Victor Travassos de Arruda e de D. Maria Avelino Arruda.
Estudou no Ginásio Paraense e no Colégio Moderno, diplomando-se em Contabilidade.
Serviu à pátria no Corpo de Fuzileiros Navais, e quando deu baixa, transferiu-se para Macapá - capital do então Território do Amapá - convidado pelo Governador Janary Gentil Nunes para trabalhar no Amapá.
Após ser contratado, João Arruda assumiu a chefia da Usina de Força e Luz de Macapá em 1952. Em 1953 foi nomeado para o cargo de diretor da Divisão de Produção; foi também, Chefe da Seção de Pessoal e Material do Serviço de Administração-GeralSAG; durante sua passagem pelo SAG chefiou todos os setores de atividades, os departamentos e as divisões, respondendo pela diretoria.
(Foto: Reprodução/Arquivo)
Merecedor da confiança do governador foi nomeado Prefeito Municipal de Mazagão e respondeu pela Prefeitura Municipal de Macapá de fevereiro a março de 1963(foto). Exerceu o cargo de assistente de direção da Superintendência de Valorização Econômica da Amazônia – SPVEA; representou o Amapá na Escola Brasileira de Administração Pública – DASP quando participou do referido curso; fundou o Aero Clube de Macapá onde exerceu o cargo de diretor financeiro e o Clube Social e Desportivo Vera Cruz no município de Amapá; desportista praticante de box fez algumas exibições em Macapá, enfrentando lutadores de Belém. João Arruda casou-se com a professora Maria Ruth Moura de Arruda com quem teve os filhos: João Victor, Ana Maria, Sérgio Benedito, Ana Lúcia, Eliana Maria e Ana Carla. Aposentou-se em 30 de março de 1964 e fundou a Associação dos Aposentados do Amapá radicados em Belém-PA. A postura do João Arruda foi de um homem sério, disciplinador, competente, eficiente e bondoso pela sua formação exotérica.
João Batista Travassos de Arruda - um dos personagens importantes do Amapá.
(Fonte: Texto e foto extraídos do livro "Personagens Ilustres do Amapá vol III", de Coaracy Barbosa, não impresso. Copia em PDF via APES.)
(Clique na foto para ler melhor)
Nota do blog: Citação histórica: Durante minha fase de jovem, estudante, tive a felicidade e o privilégio de passar raros momentos em conversa com o Sr. João Batista:
O Sérgio Benedito, que aparece entre os filhos do casal João e Dona Maria Ruth era o engenheiro Sérgio Arruda(foto ao lado), que teve seu nome perpetuado na ponte sobre o Canal do Jandiá, único elo de ligação com a Zona Norte da cidade, em Macapá.
Particularmente, eu estive, (aí pelos anos 60), em inúmeros momentos na casa do Sr. João Arruda.
Além das atividades que ele desempenhava, já citadas na biografia, "seu" João adotava como hobby cultural, a filatelia - (estudo e coleção de selos postais) e que tinha um interesse muito grande em divulgar este aprasível hobby entre os jovens amigos de Sérgio. Graças a isso, tive a felicidade de conhecer e manusear a riquíssima e organizada coleção filatélica do Sr. João Batista Travassos de Arruda. Com a ajuda e o incentivo dele, ainda cheguei a ensaiar uns primeiros passos nesse mundo fascinante da filatelia, mas que optei por trocá-lo pelo radialismo.(João Lázaro)

Um Reclame histórico


Meu amigo escritor Paulo de Tarso Barros, presidente da Associação Amapaense de Escritores, publicou este velho anúncio (de propaganda ou reclame como se chamava naquela época),  em sua página no Facebook, extraído do Jornal Amapá edição do dia 25 de janeiro de 1955, e eu tomo a liberdade de reproduzí-lo para os nossos leitores do blog:
(Reprodução do Facebook)
(Imagem reproduzida do Facebook do escritor Paulo de Tarso Barros)

Clique nos links abaixo para ler:

Casa Leão do Norte
Flip Guaraná - o primeiro refrigerante do Amapá
Drogaria Zagury

sábado, 2 de abril de 2011

O Pioneiro Inácio Xavier de Paiva

(Reprodução de livro)
Quem viveu em Macapá desde o início do ex-Território Federal do Amapá, com certeza deve se lembrar da Casa Potiguar, que tinha como proprietário o Sr. Inácio Xavier de Paiva, cujo nome era muito badalado nas propagandas da Rádio Difusora de Macapá.
Seu Inácio nasceu em São José de Mipibu, município do Estado do Rio Grande do Norte, em 1927.
Estudou até a quarta série primária ao mesmo tempo que ajudava seus pais na lavoura.
Com a notícia da criação do Território Federal do Amapá resolve se transferir para Macapá com sua família e montar uma casa de comércio.
Com perseverança e dedicação transformou seu estabelecimento na casa Potiguar onde vendia estivas em geral e miudezas.
Com seu jeito nordestino conseguiu conquistar a amizade do povo macapaense chegando à presidência da Associação Comercial.
Classificou-se entre os grandes comerciantes um caminhão e uma kombi utilizando-os no transporte de passageiros e cargas na cidade de Macapá e na linha Macapá/Oiapoque.
Era amigo e admirador do governador Janary Nunes, filiado no PSD (Arena) participava de todas as reuniões políticas.
Inácio casou-se com D. Maria Rosa de Paiva no dia 8 de abril de 1952 e dessa união nasceram os filhos Simone, Janete, Janizete, Rogério, Socorro, Elizete, Elizabeth, Eriberto e Roberto.

Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá vol III", de Coaracy Barbosa, não impresso. Copia em PDF via APES.

Ataque do coração mata o empresário Salomão Alcolumbre, no Amapá

(Foto: Reprodução do blog da Alcinéa)
(Foto extraída do blog da Alcinéa Cavalcante)

Salomão Alcolumbre - um dos maiores e mais conceituados empresários amapaenses - morreu na tarde da sexta-feira(1), aos 65 anos de idade, após sofrer um infarto fulminante, quando repousava após o almoço.
O empresário havia viajado para a fazenda da família localizada na região interiorana do município de Cutias do Araguari.
Salomão Alcolumbre era aluno de instrução aérea e seu sonho era voar sozinho.
Na quinta-feira (31) ele saiu de Macapá em um ultraleve,  conseguindo realizar o grande sonho antes de morrer.
O caseiro da fazenda ligou na tarde de ontem(1) informando sobre o ataque cardíaco. Membros da família seguiram para o local onde já o encontraram sem vida. O corpo do empresário chegou ao final da tarde da sexta-feira(1) à Macapá a bordo de um avião monomotor.
Por ser judeu, a cerimônia deverá ser reservada e rápida até o sepultamento.
Como hoje os judeus celebram o Chabat (sábado sagrado dos judeus), seu corpo será velado no domingo(3) na Loja Macônica Duque de Caxias (Av. Coriolano Jucá entre Eliezer Levy e Tiradentes) a partir das 6h.
O sepultamento também ocorrerá  no domingo(3) (na área israelita) no cemitério de N. S da Conceição, no centro da cidade.
Um Rabino (título usado para distinguir aquele que ensina, aquele que tem a autoridade dos doutores) deverá chegar hoje(2) a Macapá para celebrar a cerimônia fúnebre.
Salomão começou desde cedo a trabalhar com o comércio, na Loja de seu pai Isaac Menaen Alcolumbre e de sua mãe dona Alegria Peres Alcolumbre. Formou-se técnico em contabilidade e abriu um escritório para trabalhar como contador para as empresas estabelecidas em Macapá.
Após alguns anos, deu início às suas atividades comerciais com a compra de um posto de gasolina que funciona até hoje na Rua Candido Mendes, no centro comercial de Macapá.
Do casamento com Marina Simões Alcolumbre nasceram seus filhos Salomão Jr, Jane e Isaac.
O interesse pela política começou em 1994 quando Salomão Alcolumbre, preocupado com o desenvolvimento da região e, a convite do Senador José Sarney, concorreu ao cargo de governador do Amapá.
Ultimamente ocupava o cargo de 2º suplente do presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB/AP).
Apresentamos nossas condolências à família rogando a Deus que dê forças a sua esposa dona Marina, seus filhos e demais familiares neste momento de profunda dor.
Salomão foi um exemplo de homem bom, íntegro e empresário muito correto.

(Última atualização dia 02/04/2011 às 18:10h)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As primeiras postagens do blog Porta-Retrato

(Reprodução da net)
 O nosso blog Porta-Retrato, completa neste 1º de abril de 2011 - UM ANO on line.
Foram 365 dias em que crescemos juntos, graças à ajuda de todos vocês, com importantes contribuições que nos foram endereçadas, via e-mail, e que têm enriquecido, enormemente, este trabalho de pesquisa sobre Macapá e o Amapá dos anos atrás.
Estaremos sempre aguardando mais e mais contribuições.
Obrigado!
O Editor
Fones: (12) 8152-3757 ou (12) 9620-2898.

Veja e/ou reveja as primeiras Postagens do blog Porta-Retrato:




quinta-feira, 31 de março de 2011

Janary Nunes e Autoridades

(Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Anos 50 - Primeiro governador do Amapá -  Janary Gentil Nunes(todo de branco com mangas curtas), no  antigo aeroporto de Macapá, despede-se de  autoridades que visitavam o Amapá na fase do ex-Território Federal, e os acompanham até a aeronave. 

terça-feira, 29 de março de 2011

A Pioneira Alegria Peres Alcolumbre

(Foto: Reprodução de livro)
Clique na foto para ampliá-la
Sra. Alegria Peres Alcolumbre - uma Pioneira do Amapá.
Entre 1870 e 1910, como a Amazônia vivia um período de grande prosperidade e importância para a economia do país devido à exploração da borracha, era natural que muitas famílias, não só de judeus, mas das mais diversas origens, optassem por fixarem-se naquela região, visto que as perspectivas eram bastante promissoras. Presume-se que nessa época devem ter desembarcado em Belém muitos dos judeus que, posteriormente, foram para Macapá e Mazagão e cujos filhos iriam constituir negócios e famílias no Amapá.
Dentre essas famílias estavam as dos jovens Salomão Peres e Syme Gabbay, oriundas de Tânger, cidade e porto do Marrocos no estreito de Gibraltar.
Salomão Peres iniciou a vida no Amapá como carroceiro e, por não ser alfabetizado, mas por ter grande força de vontade, andava com uma cartilha e uma tabuada por onde ia, muitas vezes tirando suas dúvidas com os transeuntes no caminho.
Com tanta perseverança conseguiu montar posteriormente uma sortida loja de secos e molhados no lugar denominado Padre Inácio entre os rios Vila Nova e Matapi em 1929.
Salomão Peres e Syme Gabbay Peres vieram a ter 9 filhos, dentre eles, Alegria Gabbay Peres, posteriormente Alegria Peres Alcolumbre, nascida em 03/01/1916, sendo a 6ª filha do casal. Seus irmãos eram: Júlia, Hanna, Fortunato, Fortunata, Abraham, Isaac, Messody e Esther.
Em 1940 desembarcava em Macapá o jovem Isaac Menahem Alcolumbre, também judeu, vindo de Belém, filho de Alberto e Sarah Alcolumbre. Ele chegou depois de ter residido em 1939, em Porto Velho, onde atuara no Serviço de Saúde Pública – SESP como -- mata-mosquito -- na luta pela erradicação da malária.
Isaac fora para Macapá para contrair núpcias com a jovem Alegria Gabbay Peres, casamento este realizado no Fórum da Comarca que então funcionava no prédio da Intendência Municipal.
Seus padrinhos foram José Valente, comerciante no rio Vila Nova e Caetana Peres, cunhada de dona Alegria e esposa de Abraham Peres.
Quando dona Alegria casou, seu pai já havia falecido em Belém, em 19/12/1939. As atividades comerciais da família estavam então sob a responsabilidde de dona Syme, mãe de dona Alegria.
Após o casamento civil, Isaac Alcolumbre passou à condição de sócio da sogra na firma -- Syme e Alcolumbre, cabendo-lhe a função de gerente. Comunicativo, voluntarioso e trabalhador, Alcolumbre ganhou a amizade do povo macapaense. Foi o primeiro comerciante da cidade a sair do simples sistema de trocas – usual naquela região. Comprava borracha, farinha, peixe e carne de caça salgados, peles de animais silvestres, ouro e qualquer outro produto que ele achasse viável comercialmente. Quando foi criado o Território do Amapá, em 13/04/1943, os negócios da Casa Fé em Deus prosperaram bastante, e Isaac Alcolumbre passou a ser conhecido como ―Rei do Ouro. Dona Alegria, sempre companheira e batalhadora, assumindo a gerência da loja na ausência do marido.
Em 1946 a sociedade entre Isaac Alcolumbre e Syme Gabbay Peres foi desfeita, e dona Syme permaneceu em Macapá, residindo em um casarão que ocupava praticamente todo o quarteirão na Rua Cândido Mendes, entre as Ruas General Gurjão e Cora de Carvalho até seu falecimento, em 22/07/1965.
Seus restos mortais repousam no sepulcrário israelita, área direita do cemitério Nossa Senhora da Conceição, junto a alguns de seus filhos e contemporâneos da imigração do Marrocos, em Macapá.
A Casa Fé em Deus funcionou inicialmente na então Travessa Barão do Rio Branco (depois Cândido Mendes de Almeida), à esquerda de quem a trilhava no sentido da doca da Fortaleza. A rua era estreita e tortuosa, e, no centro dela, em uma velha casa de madeira, funcionava o comércio e padaria de Isaac Peres, irmão de dona Alegria. Em 1959, quando a rua foi ampliada, a velha casa desapareceu. Por trás dela havia sido construído o prédio de número 1206, que passou a servir de comércio e residência para a família Alcolumbre.
No lugar da antiga Casa Fé em Deus hoje funciona a Loja Pierre Importados.
A união de Isaac e Alegria Alcolumbre durou 30 anos, só terminando com o falecimento de Isaac, em Belém, em 11/07/1971, em decorrência de complicações após uma cirurgia.
Do próspero casamento nasceram 11 filhos: Sarah Alcolumbre Tobelem, Alberto Alcolumbre, Ana Alcolumbre Moura, Salomão Alcolumbre, Menahem Alcolumbre, Nissim Alcolumbre, José Alcolumbre, Sime Alcolumbre Pinto, Júlia Peres Alcolumbre, Sônia Alcolumbre de Albuquerque e Pierre Alcolumbre.

Dados biográficos pesquisados pelo historiador e professor Nilson Montoril de Araújo, cedidos à Sra. Julia Alcolumbre para serem publicados no 3° volume de Personagens Ilustres do Amapá, livro de Coaracy Barbosa, edição não impressa. A foto também foi reproduzida do livro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um Radialista Pioneiro: Agostinho Nogueira de Souza

(Foto: Reprodução de livro)
(Foto: Reprodução extraída do livro Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III)
Um Pioneiro do Rádio Amapaense - o carioca Agostinho Nogueira de Souza
Natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 12 de junho de 1927, Agostinho Nogueira de Souza - filho de José de Souza e D. Felismina de Jesus Nogueira de Souza, estudou o primário em Recife-PE, e o secundário no Rio de Janeiro.
Começou a trabalhar em escritório e na função de rádiotécnico.
Conheceu o Sr. Pauxy Nunes numa programação esportiva quando fazia a locução de uma partida, e foi Pauxy quem levou Agostinho para Macapá, conseguindo sua nomeação em 3 de abril de 1948.
Em 1950 passou a exercer as funções de radiotécnico.
Foi diretor da Rádio Difusora de Macapá em 1954 e em 1962; diretor da Imprensa Oficial; Oficial de Gabinete do Governador; redator do Gabinete do Governador; chefe do expediente da Secretaria-Geral do Território e outras funções administrativas.
Agostinho Souza foi locutor esportivo da Rádio Difusora de 1950 a 1978; comentarista esportivo, locutor de todas as modalidades esportivas.
Acompanhou a equipe de natação que foi campeã brasileira infanto juvenil de natação no Rio de Janeiro e narrou todas as provas emocionando a assistência com sua locução.
Foi também presidente da Associação Amapaense de Imprensa em 1958; Era um jovem simpático, voz eloquente, cantava bem e logo foi conquistado pela belíssima Ivone Beatriz Chaves com quem se casou em 25 de junho de 1948 de cuja união nasceram os filhos: Roberto Luiz, Agostinho, Maria Ivanilde, Alessandra, Jorge Luis, José Luiz, Ivone, Ivete, Luiz Carlos, Luiz Ivan, Luiz Fernando e Luiz Otávio.
Aposentou-se no dia 7 de dezembro de 1979 e veio a falecer no dia 1 de setembro de 1982.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III - de Coaracy Barbosa (em PDF - não impresso - via APES)
Links relacionados:
Um encontro de amigos
Difusora - Memória do Rádio - Pioneiros - Baião Caçula
Difusora - Memórias do Rádio - Pioneiros - Hélio, Bené e Agostinho
Difusora - Memória do Rádio - Pioneiro - Agostinho Souza

quinta-feira, 24 de março de 2011

Um Jovem Escoteiro da Macapá de outrora

(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Ano 1963 - era um 7 de setembro, dia de desfile cívico em homenagem à Independência do Brasil.
Como muitos outros, também o jovem escoteiro Roberto Charone estava presente ao evento. Aqui ele faz pose para o registro fotográfico.
Roberto é um dos filhos do pioneiro Uadih Charone e de sua esposa Sra. Suzete Pinheiro Charone.
Seu pai, entre outras funções, foi Comandante da Guarda Territorial, Diretor da Divisão de Segurança e Guarda do ex-Território do Amapá, além de fundador da Escola Técnica de Comércio do Amapá (atual Gabriel de Almeida Café).
Participou da administração amapaense em vários governos desde Janary Nunes a partir de 1946.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A História do Flip Guaraná - o primeiro refrigerante do Amapá

(Reprodução/Arquivo)

(Foto: Reprodução/Arquivo)

Para contar a História do Flip Guaraná, estamos recebendo a contribuição do amigo Leão Zagury(foto) - amapaense de coração - que hoje com 67 anos, é conceituado médico endocrinologista no Rio de Janeiro e, gentilmente, nos  enviou  o  texto abaixo, via  e-mail:




(Foto: Reprodução/Arquivo)




"O farmacêutico que criou a formula do Flip Guaraná foi meu tio José Zagury(foto), irmão mais velho do meu pai Isaac."





(Foto: Reprodução/Arquivo)
"Na época minha avó Sarah(foto), que tinha muitos filhos e ficou viuva muito precocemente, resolveu que dois ficariam em Macapá para o trabalho na loja enquanto os outros dois seguiriam para o Sul.
Meu tio José - conhecido como Zeca - foi para a Bahia onde estudou farmácia e daí seguiu para o Rio de Janeiro para onde fora meu Tio Eliezer que se dedicou a Medicina. Ambos recebiam ajuda financeira dos que ficaram em Macapá, mas mesmo assim passaram dificuldades. Trabalhando em uma pequena farmácia em Botafogo, que depois adquiriu, tio Zeca preparou a fórmula do guaraná. Desejoso de retribuir aos irmãos propôs que transformassem o sonho em realidade. Meu pai que sempre alimentou o desejo de ser médico ou “pelo menos químico” se encantou com a possibilidade e envolveu a família toda no projeto."
(Foto: Reprodução/Arquivo)





"Meu pai Isaac é que preparava o xarope de guaraná que era engarrafado manualmente. Lembro que a grande conquista foi uma esteira que transportava as garrafas. Primeiro recebiam o xarope em um volume preestabelecido, entravam na esteira onde um homem colocava em uma máquina que introduzia a água e o gás, voltava para a esteira e seguia para o que chamavam de escolha(observação para afastar as que contivessem algum resíduo como pequenos pedaços de rolha etc)."






(Foto: Reprodução/Arquivo)



"Nesse trabalho auxiliaram muitas pessoas que ainda tenho na memória (Seu Brito,Diógenes,Paulo,Mario, dona Rita,Leila,Quitéria) outros auxiliavam no transporte e venda do produto (Caia,Paraíba,Luis,Soldado,Gaivota) e o principal colaborador que no final se tornou sócio do meu pai o tio Casemiro (foto).




Encontrei a Quiteria quando fui à Macapá, foi uma emoção muito forte poder abraçá-la, acho que é difícil imaginar o quanto lhe tenho afeto."
(Foto: Reprodução/Arquivo Leão Zagury)
"Quitéria à esquerda (de rosa), meu filho Roberto, Tereza e eu Leão. Ambas “braços direitos” de meus pais. A Tereza conserva o bom humor intato. Tornaram-se grandes amigas da família."
"Durante muitos anos as garrafas precisavam receber um selo transverso (comprados na Mesa de Rendas) aplicado sobre a “chapinha” e isso era feito manualmente e muitas vezes durante a noite, quando a família era convocada para o trabalho."
(Foto: Reprodução:Acervo Leão Zagury)
"E aí entravamos todos meu pai(Isaac), minha mãe (Dona Clemência)(foto) e os filhos. Era preciso cortar os selos com uma tesoura e passar goma arábica e colá-los. Era um trabalho duro mas muito alegre. Sempre éramos contagiados pela alegria do meu pai.
Vale lembrar que meu pai,"filho de Macapá",como ele fazia questão de dizer, preferia dar empregos para os nascidos na cidade (acho que hoje não seria considerado politicamente correto). Lembro que quando os lucros caíram, devido a concorrência, manteve por muitos anos os funcionários alegando que “eles precisam mais do que nós”. Era uma alma generosa, de quem tenho muito orgulho." (Texto: Leão Zagury)

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma Festa em Família

Clique na foto para ampliá-la
(Mais uma contribuição da amiga Sarah Zagury, via e-mail)
"Está foto deve ser de 1951 ou 1952. Festa de aniversário do meu primo Simão.
Podemos ver minha avó Sarah, acima meu pai Isaac Zagury, ao lado de minha avó tia Meriam, minha mãe Clemência, ao lado tio Natan, meu tio Moisés, meu primo Mair, e  um homem não identificado.
Na frente da mesa eu, Sarah, atrás um menino não identificado, Simão(de gravata comprida), Abraham, tia Sime e os demais meninos e a senhora não identificados."(Sarah Zagury)
(Foto: Reprodução)
Nota do blog: O primo aniversariante a que Sarah se refere na legenda, é o amigo Simão Arão Pecher(foto), hoje, conceituado médico alergista e dermatologista e professor aposentado de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Univ.Fed.do Amazonas, em Manaus-Amazonas, onde reside e trabalha, desde que deixou o Amapá, quando ainda era bem jovem.
Além de médico, Simão é membro da Academia Brasileira de Médicos Escritores (ABRAMES), da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES), e da Academia Amazonense de Medicina.
Simão é filho do "Seu" Natan e Dona Sime, que também aparecem na foto maior.
"Seu" Natan Pechar era o proprietário do Café Continental, um conhecido bar de madeira que situava-se num trecho estreito da rua São José, no centro de Macapá, entre as Avenidas Presidente Vargas e Coronel Coriolano Jucá, no terreno hoje ocupado por um prédio da Center Kennedy.
A avó de Sarah era a Sra. Sarah Roffé Zagury - matriarca da família, e sócia principal da firma proprietária da Casa Leão do Norte, tradicional casa comercial da Macapá de outrora.
Dona  Meriam, tia de Sarah, hoje com 93 anos, reside do Rio de Janeiro.
O primo Mair, (o de bigodinho que aparece na foto debaixo da cortina da janela), é o Sr. Mair Bemergui, um dos pioneiros do comércio de Macapá.
À esquerda dele, também de bigodinho (debaixo da escápula) aparece o Sr. Moisés Zagury, que durante muitos anos foi gerente, em Macapá, dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul.
A Sarah - que contribuiu com a foto - é a garotinha que está na frente, com um garfo na mão.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Reunião com o Prefeito Mário Barata

(Foto: Reprodução/Acervo Vânia Beatriz)
Clique na foto para ampliá-la
Esta foto é uma contribuição (via e-mail) da amiga Vânia Beatriz (filha do motorista “Ferro”).
É o registro de uma reunião com o Prefeito Mário Luiz Barata, que foi administrador do Município de Macapá, no período de março de 1963 até abril de 1964.
Na foto, o pai de Vânia é o de bigodinho ao fundo, ao lado do Prefeito. Os demais estão todos de costa.
Reconheci ao fundo (de camisa escura à direita da foto) o jovem Leandro Alcantara filho.
O Sr. de camisa de lista conheço de vista, mas não lembro o nome dele.
Link correspondente: Seu "Ferro" um Grande Pioneiro de Macapá

sábado, 19 de março de 2011

Amigos reunidos em noite de Arraial de São José, na Macapá de outrora

(Reprodução/blog da Vânia Beatriz)
(Foto extraída do blog  da Vânia Beatriz)
Pioneiros reunidos,  em noite de arraial de São José, na Macapá dos anos 60.
Só consegui identificar 2 conhecidos nas imagens: o motorista José "Ferro", (em pé ao fundo) e o desportista Avertino Ramos (sorrindo à direita, junto à mesa).

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...