segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mais um Pioneiro: Miguel "Alagoano"

(Foto: Reprodução/Acervo da família|)

Clicar na foto para ampliá-la
(Contribuição da amiga Brenna Paula Tavares, filha de Paulão)
Década de 60 - O pioneiro José Miguel da Silva, o Alagoano, posa em frente ao seu caminhão de trabalho (viatura do governo), juntamente com seus filhos Cleide (5 anos), e Paulão (8 anos), (fazendo uma "gracinha" na foto).
José Miguel da Silva, o Alagoano, nasceu na cidade de São José da Lage, sertão do Estado de Alagoas, filho dos agricultores José Miguel Vicente e D. Maria José da Conceição.
Estudou as primeiras séries do curso primário na cidade de Maceió-AL, mas perdeu sua mãe e abandonou os estudos. Morava com seu pai e trabalhava como ajudante de mecânico nas oficinas dos seus parentes.
Foi para Macapá em 1943 e começou a trabalhar na Garagem Territorial na função de mecânico, no dia 10 de julho de 1945.
Alagoano era especialista em motores Catterpillar e dava assistência aos motores de energia elétrica dos Municípios de Mazagão, Amapá, Calçoene e Oiapoque, bem como nas vilas de Ferreira Gomes, Porto Grande, Tartarugalzinho, Clevelândia do Norte e Laranjal do Jari.
Além das atividades que exercia no governo, era procurado por centenas de proprietários de motores para repará-los.
Alagoano não parava em Macapá. Era sempre encontrado no interior, principalmente em Lourenço, na zona do garimpo, onde recuperava as bombas de sucção e recebia gramas de ouro.
Excelente motorista, fez parte da equipe de Leonel Nascimento e de Amaury Farias na construção da BR-156; passou uma temporada à disposição da Prefeitura de Amapá, levado por Leonel quando assumiu o cargo de Prefeito e lá ficou prestando serviços ao município nas gestões dos Prefeitos Júlio Miranda e Fernando Dias.
Casado com D. Raimunda do Espírito Santo Silva teve os filhos Paulo do Espírito Santo Silva, - o "Paulão do Atabaque"(falecido no ano de 1987) e Cleide.
Alagoano aposentou-se no dia 2 de outubro de 1981 e continuou na sua tarefa, trabalhando pelo interior. Conhecia e era conhecido em todo o ex-Território do Amapá, do Oiapoque ao Beiradão.
Era um descanso para Alagoano quando chegava em Macapá e se transformava em taxista, transportando passageiros aos quais contava suas aventuras, falava das belezas das regiões que visitava, dos rios encachoeirados, da fartura de peixes e caças, divulgando as belezas do Amapá.
Nada lhe acontecia de mal e a própria malária não o atacava.
Era um excelente profissional, um cidadão respeitador, um colaborador e um amigo leal.
Alagoano faleceu no dia 5 de maio de 1995 e está sepultado no cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade, em Macapá.
Essa foi a odisseia do cidadão pioneiro José Miguel da Silva, que ficou conhecido no Amapá como Alagoano.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998)
(Repaginado em 2011)

sábado, 7 de maio de 2011

Um Pioneiro das Comunicações do Amapá: Jornalista e Radialista José Maria de Barros

(Foto: Reprodução de Arquivo)
José Maria de Carvalho Barros nasceu em Belém, Estado do Pará, no dia 4 de janeiro de 1929, filho de Arthur Claudino de Barros e D. Joana de Carvalho Barros.
Fez o curso primário em Belém, no período de 1938 a 1942.
Somente no ano de 1971, depois de residir em Macapá, ingressou no Colégio Comercial do Amapá quando completou o curso ginasial no período de 1971 a 1974 e concluiu o de Técnico em Administração no ano de 1979.
Diplomou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará em 1981.
Chegou ao Amapá, no dia 10 de maio de 1952, e foi admitido no Quadro de Funcionários do Governo no dia 27 de julho do mesmo ano como Extranumerário Diarista para exercer a função de Escriturário, lotado na Secretaria Geral.
José Maria de Barros desenvolveu inúmeras atividades administrativas no Governo do Amapá.
Casou com D. Raimunda Ferreira Barros no dia 21 de fevereiro de 1950 em Belém-PA e dessa união nasceram José Arthur, Maria de Lourdes, Francisco Jorge e José Maria Filho.
Sua atuação na imprensa amapaense se destacou por sua linha de conduta séria, exercendo cargos na Imprensa Oficial, na Rádio Educadora São José onde foi o fundador e Diretor de Programação; Diretor Artístico e Locutor da Rádio Difusora de Macapá; exerceu funções de Assessor de Imprensa no governo Luiz Mendes da Silva; Redator Chefe da Rádio Equatorial; Assessor de Comunicação da Companhia de Água e Esgotos do Amapá; trabalhou nos jornais Voz Católica, Folha do Povo e outros que tiveram vida efêmera.
Desportista, foi goleiro do Amapá Clube e do Trem Desportivo Clube.
José Maria Barros aposentou-se em 1982 quando trabalhava na CAESA.
Faleceu de enfarto no dia 9 de fevereiro de 1989 e foi enterrado no cemitério de São José em Macapá.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um Pioneiro Ilustre: Capitão Leão Zagury

(Foto: Reprodução de livro)
Capitão Leão Zagury nasceu em Rabat, no Marrocos, no ano de 1864, e chegou ao Amapá, no ano de 1879, com 15 anos de idade, trazendo mercadorias dos armazéns dos seus conterrâneos e negociando em Macapá, Bailique e Mazagão.
Dez anos depois de uma vida agitada, montou seu estabelecimento comercial, onde vendia tudo o que lhe oferecesse um lucro.
Casou-se com a jovem Sarah Roffe(foto), natural de Tânger, Marrocos, filha do abastado comerciante Abrahão Roffe e dessa união nasceram Esther, José, Eliezer, Issac, Syme, Meryan, Abrão, Moisés e Ana.
Naturalizou-se brasileiro em 13 de outubro de 1904.
Recebeu a patente de Capitão da Guarda Nacional em 13 de agosto de 1905.
D. Sarah, sua esposa, naturalizou-se brasileira em 5 outubro de 1945.
O Capitão Leão Zagury teve uma atuação importante em Macapá, formando com os Coronéis Coriolano Jucá, José Serafim Gomes Coelho, José Antônio Siqueira, jornalista Mendonça Júnior do jornal Pinzônia e uma plêiade de ilustres militares.
Fundou a primeira farmácia com o 1º farmacêutico amapaense, seu filho José Zagury(foto); colaborou com o padre Júlio Maria Lombaerd na fundação da escola infantil, do internato feminino e do teatro.
O capitão Leão Zagury faleceu repentinamente no ano de 1931, deixando marcada a sua passagem na história do Amapá, como um homem de bem e um personagem ilustre.



(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998).


terça-feira, 3 de maio de 2011

Professor Alzir Maia

(Reprodução de livro)
Professor Alzir da Silva Maia nasceu em São Luís, Estado do Maranhão, no dia 27de setembro de 1910, filho do músico Ernesto Florêncio Maia e D. Rita Rodrigues da Silva Maia.
Iniciou seus estudos nas escolas primárias de São Luís e, ao se transferir com sua família para Belém, no ano de 1925, foi matriculado na Escola de Artífice, hoje Escola Técnica Federal do Pará onde completou o 1º e 2.° graus.
Estava com 18 anos quando viajou para o Rio de Janeiro, matriculando-se na EscolaTécnica Venceslau Brás, onde se diplomou professor de Desenho, Matemática e Ciências. No ano de 1944, conheceu o Governador Janary Gentil Nunes e aceitou o convite para trabalhar no Território Federal do Amapá, chegando à Macapá,no dia 23 de janeiro daquele mesmo ano.
Iniciou suas atividades profissionais no dia 7 de fevereiro, lecionando em um Curso de Alfabetização de Adultos destinado aos operários com o fim de ensiná-los a escrever, para assinar as folhas de pagamento e adquirir documentos.
Ingressou no Quadro de Funcionários do Governo do Amapá no dia 1º de junho de 1945, designado para trabalhar na Escola de Iniciação Agrícola, sediada na Base Aérea do Amapá, dirigida pelo professor José Barroso Tostes.
Em 16 de fevereiro de 1946, foi lecionar no  ; no ano de 1951, foi para a Escola Industrial na qual foi professor até se aposentar, tendo chegado ao cargo de Diretor, em substituição ao professor José Epifânio Martins.
Era um entusiasta, participante de todos os eventos sociais e cívicos
das escolas por onde passou.
No ano de 1955, fundou uma escola particular que denominou de Instituto Veiga Cabral, funcionando na sede do Trem Desportivo Clube, depois, na sede do Latitude Zero e, finalmente, em uma casa onde está hoje situada a feira do Mercado Central.
Participou da Diretoria do Trem Desportivo Clube; fundou com Turíbio Guimarães e Raul Calins o Atlético Latitude Zero em 25 de janeiro de 1945; participou da criação do Conselho Regional de Desportos com Glycério de Souza Marques, Messias do Espírito Santo, Pauxy Gentil Nunes, Acésio Guedes, sendo nomeado secretário.
Casado com a professora Estelita de Castro Maia e desse enlace nasceram os filhos Reginaldo, Ronaldo, Renise, Renilda Regina, Rosenilce e Rita de Castro Maia.
Na vida política era amigo dedicado e leal ao capitão Janary, Coaracy Nunes Hildernar Maia.
Quando Janary foi derrotado na reeleição para Deputado Federal, abandonou a política. Aposentou-se no ano de 1979, transferindo-se para Belém, aí permanecendo por 5 anos, quando viajou para o Rio de Janeiro.
No ano de 1994, decidiu morar novamente em Belém e rever seus amigos e, nesse mesmo ano, no dia 19 de maio, faleceu o velho mestre, desportista amigo, participante ativo da entidade dos professores, pioneiro de todas as iniciativas na construção do atual Estado do Amapá.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dr. Alexandre Vaz Tavares

(Foto: Imagem: Arquivo histórico)
Alexandre Vaz Tavares nasceu em Macapá no dia 8 de agosto de 1858, filho de Antônio Tavares e Florianda Vaz Tavares.
Iniciou os estudos com seu pai e aos 15 anos residia no Rio de Janeiro com seus tios. Após completar o ginásio foi matriculado na Faculdade de Medicina, com a apresentação da tese "Sífilis Congênita".
Por influência de seus pais, foi convidado pelo Governador do Pará para prestar serviços em Belém, onde passou a clinicar. Não esqueceu suas origens e, vez por outra, visitava seu amigos em Macapá, hospedando-se na casa de D. Francisca Rola de Almeida, amiga íntima de seus pais.
No ano de 1890 foi nomeado professor de Química da Escola Normal de Belém e, influenciado pelo Governador do Estado, se candidatou a Deputado Estadual, elegendo-se, no ano de 1891, recebendo o votos dos eleitores do Amapá.
Poeta, publicava nos jornais de Belém todas as suas criações, inclusive a poesia MACAPÁ, com a qual homenageou a terra onde nasceu, recebendo elogios e aplausos dos poetas, homens de letras e críticos.
No ano de 1895 foi nomeado Diretor de Instrução Pública do Pará mas, com a derrota do Governador Lauro Sodré, seu amigo fiel, foi colocado no ostracismo e somente no ano de 1916 foi nomeado Diretor da Secretaria de Saúde Pública do Pará.
Atendendo a dezenas de pedidos dos seus conterrâneos, conseguiu sua nomeação para trabalhar em Macapá e em 30 de abril de 1920 foi nomeado Prefeito, permanecendo no cargo até 16 de junho de 1921.
Morreu no dia 3 de abril de 1926, recebendo as homenagens do povo amapaense.
O Governador do Amapá Janary Gentil Nunes, para homenageá-Io, deu seu nome a um dos estabelecimentos de Educação em Macapá, situado no Bairro do Trem.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa - edição 1997).

sábado, 30 de abril de 2011

Pioneira do Magistério Amapaense: Profª Raimunda Mendes Coutinho (Guíta)

(Foto: Reprodução de arquivo)
A pioneira Raimunda Mendes Coutinho ou Professora G u í t a, como foi conhecida, era natural de Macapá, onde nasceu no dia 17 de fevereiro de 1912. Filha de João de Azevedo Coutinho e D. Sophia Mendes Coutinho.
Estudou o primário no colégio das Freiras e o curso normal na Escola Normal de Macapá, nos anos de 1950 a 1954. Participou de 11 Cursos de Férias para professores primários, recebendo o diploma de Especialização durante o 13º Curso a 25 de janeiro de 1955.
Fez cursos de Secretariado Escolar; Atualização de Professores em 1966; Treinamento de Secretárias, 1974; participou, ainda, de Encontros e Seminários promovidos pelo Governo do Amapá. Exerceu a atividade de professora no Grupo Escolar de Macapá, no período de 1944/1949 e 1980, respondendo pela titular; Secretária Grupo Escolar Barão do Rio Branco em 1967 e 1974. Exerceu o cargo de Diretora do Grupo Escolar Getúlio Vargas, que funcionava no anexo do Colégio Amapaense e do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares.
Recebeu várias portarias de elogios e Diplomas de Honra ao Mérito dados pela Câmara de Vereadores de Macapá, pelo Rotary Clube de Macapá, pela Associação dos Professores e dos festejos dos 25 anos do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares.
Ela mesmo comentava, que professora “Guíta”, foi um apelido carinhoso que seus familiares, amigos e alunos lhe deram;  que teve inúmeros momentos felizes e um deles foi ter alcançado 100% de alunos aprovados durante 3 anos.
Professora Guita sentia-se honrada de fazer parte do grupo de pioneiras, entre as quais as professoras Acinê Garcia Lopes de Souza, Maria Lúcia Brasil, Oneide Medeiros, Julieta Borges, Graziela Reis de Souza, Aracy de Mont'Alverne, Esther Virgolino, Predicanda Amorim Lopes, Annie Viana, Risalva Amaral e muitas outras que contribuiram com o progresso do Amapá.

Professora Guita, faleceu no Hospital Geral de Macapá, às 15h do dia 4 de novembro de 1998.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa - edição 1997).

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Pioneiro Isaac Menahem Alcolumbre

(Foto: Reprodução de livro)
Isaac Menahem Alcolumbre - grande pioneiro do Amapá - nasceu na cidade de Belém-PA, no dia 23 de maio de 1913. Filho de Alberto Alcolumbre e de Sarah Brigite Alcolumbre naturais da cidade de Tânger, no Marrocos.
Emigraram para o Brasil no ano de 1905, fugidos da guerra, estabelecendo-se em Belém do Pará. Isaac tinha estudado nas escolas de Belém e com a idade de 12 anos começou a trabalhar de auxiliar no Serviço Especial de Saúde Pública - SESP como "mata mosquitos", sendo mais tarde transferido para Porto Velho na mesma função. No ano de 1939, conheceu a jovem Alegria Peres com quem se casou no dia 11 de junho de 1941 e lhe deu os filhos Sarah, Alberto, Salomão, Ana, Menahem, Nissim, José, Sime, Julia, Sonia e Pierry. Em 1941 foram para Macapá e se estabeleceram no comércio de troca de gêneros alimentícios por ouro, pele de animais, óleos vegetais e látex de seringueira. O comércio foi crescendo e deram o nome de "Casa Fé em Deus".
Com o advento do Território do Amapá, Isaac Alcolumbre passou a ser o fornecedor do governo e a atender os funcionários, anotando as compras nas cadernetas. Por diversas vezes o Governo Federal atrasou a remessa de recursos, e Isaac cedia ao Capitão Janary as importâncias de que necessitava para fazer o pagamento de pessoal com um simples bilhete ou um pedido verbal.
Gostava de jogar futebol e fez parte da equipe do Panair Esporte Clube, formada pelos funcionários da empresa de aviação Panair do Brasil S/A. Quando estourou a guerra entre os países aliados contra a Alemanha, a empresa foi extinta e os jogadores se reuniram sob a presidência do Sr. Emanuel Tarcillo Duarte de Moraes no dia 18 de julho de 1942 e, mudaram o nome para Esporte Clube Macapá, cujo time de futebol era composto dos seguintes atletas: Isaac Alcolumbre, Brasil e Lacinho; Humberto Dias Santos, Edilson Olvieira e José Maria Chaves; Cláudio Jucá, Ubiracy Picanço, Pintor, Herundino dos Espírito Santo e Manoel Oliveira.
Isaac era um homem simples, apesar de ter sido manchete da revista "O Cruzeiro" com a reportagem intitulada "O Rei do Ouro".
Gostava de andar de chinelos, camisa aberta ao peito, cumprimentando sorridente quem passava por perto. Adorava jogar bilharito no ''Café Continental", deixando D. Alegria comandando o comércio.
Seu falecimento ocorreu em Belém, em 1971, durante uma intervenção cirúrgica, para tristeza da família enlutada e do grande número de amigos que conquistou.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa - edição 1997).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pioneiro da Saúde do Amapá: Dr. Antônio Tancredi

Filho de emigrantes italianos, o pioneiro Antônio Tancredi nasceu em Belém do Pará no dia 15 de maio de 1923.
(Foto: Reprodução de livro)
Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Pará em 1947. A convite do Governo do Território, assumiu a Chefia do Posto de Saúde do Município de Oiapoque em 1948. Também trabalhou no Posto Médico do Município de Amapá. Em 1951 integrou o corpo clínico do Hospital Geral de Macapá onde se destacou nas especialidades de radiologia, clínica geral e cirurgia. Foi Secretário de Saúde de 1967 a 1972. Além de exímio médico, Antônio Tancredi fez da medicina um verdadeiro sacerdócio, revelando em todos os seus atos um paternal espírito conciliador, altruístico (dedicado aos outros - solidário) e ético. Era casado com D. Delfina Gomes Correa, filha do pecuarisra Cel. Arlindo Eduardo Correa, com quem teve os filhos José (físico), Tânia médica), Arlindo (administrador) e Leda (arquiteta).
Após sofrer um infarto do miocárdio em 1972, aposentou-se precocemente e voltou a residir em Belém-PA, onde veio a falecer em 19 de setembro de 1996.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa - edição 1997).

terça-feira, 26 de abril de 2011

O Pioneiro Amilcar da Silva Pereira

(Foto: Reprodução de livro)
O Pioneiro Amilcar da Silva Pereira nasceu no Município de Bragança, Estado do Pará, em 16 de fevereiro de 1919, filho de Antônio Manoel Pereira e D. Argentina Pinheiro da Silva.
Desde cedo mostrou-se interessado pelas causas voltadas à saúde do ser humano. Após os estudos primário e ginasial, ingressou na Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, diplomando-se em 1945.
Enquanto se adaptava à profissão, foi professor de Ciências Físicas e Naturais no Colégio Progresso Paraense em Belém e, no dia 15 de fevereiro de 1946, foi contratado pelo governo do Amapá, assumindo o cargo de Diretor do Posto Médico do Município de Oiapoque. Com o pedido de exoneração do Prefeito Dr. Sérgio Olindense Ferreira, foi nomeado para o cargo no dia 16 de novembro do mesmo ano.
Em fins de 1947 casou-se com a jovem professora Oneide Cruz da Silva Pereira. Transferiu-se para Macapá, passando a exercer a Medicina nas diversas áreas da antiga Divisão de Saúde, destacando-se como: Chefe de Serviço de Pediatria do Hospital Geral de Macapá; Diretor do Posto de Puericultura Iracema Carvão Nunes; Professor no Colégio Amapaense, exercendo posteriormente o cargo de Diretor do Colégio; participou da fundação do Centro de Estudos Dr. Lélio Silva, órgão oficial da Sociedade Médica do Território do Amapá; integrou a Comissão Científica, na condição de Presidente, tendo como membros os doutores Mário Medeiros Barbosa e Carlos Alclepíades de Lima. Em 16 de maio de 1954, foi designado por ato do governo, para responder pelo cargo de Secretário Geral, ratificado em 10 de julho do mesmo ano. Assumiu o cargo de Governador do Território em 2 de fevereiro de 1956, substituindo o Capitão Janary Gentil Nunes, nomeado para a Presidência da Petrobrás, tendo como Secretário o Sr. Pauxy Gentil Nunes. Durante seu governo, destacaram-se a implantação da Companhia de Eletricidade do Amapá em 3 de setembro de 1955; a criação do Município de Calçoene e a posse do primeiro Prefeito Coaracy Barbosa em 25 de janeiro de 1957; a inauguração do Porto de Santana. De repente ocorreu o desastre aéreo na localidade de Carmo do Macacoari que ceifou as vidas do Deputado Coaracy Nunes, do Suplente Hildemar Maia e do piloto Hamilton Silva, enlutando o povo amapaense. O Amapá não podia ficar sem representante na Câmara Federal, e o Partido Social Democrático - PSD apresentou o nome do Dr. Amílcar da Silva Pereira para completar o mandato, tendo como suplente o Dr. Aurélio Távora Buarque. Em 3 de outubro de 1958, candidatou-se e foi eleito, derrotando a oposição liderada pelos candidatos Dr. Dalton Lima e Amaury Farias.
Representou o Amapá de 1958 a 1962 e, ao término de seu mandato, solicitou sua remoção para o Ministério da Saúde, não mais retornando ao Amapá. Mas o povo tem gratas lembranças daquele cidadão calmo, sorridente, leal e amigo dos seus subordinados.
Dr. Amilcar da Silva Pereira faleceu no dia 27 de fevereiro de 2012, às 11h50min, na cidade do Rio de Janeiro.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa - edição 1997).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pioneiro da Medicina no Amapá: Dr. Alberto da Silva Lima

(Foto: Reprodução de Arquivo)
O Pioneiro Alberto da Silva Lima é natural do Município de Bragança, Estado do Pará, onde nasceu no dia 2 de julho de 1927.
Estudioso, ingressou na Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará no ano de 1935, ao mesmo tempo em que começou a trabalhar no Centro de Saúde nº 2, em Belém, na função de Auxiliar de Microscopista.
Formou-se no ano de 1940, passando a clinicar no Posto Médico do Município de Barcarena e, posteriormente, chefe do Posto Médico de Viseu; Diretor do Hospital de Belterra; Diretor do Hospital de Fordlândia.
Retornando a Belém, exerceu a Chefia do setor de saúde da Legião Brasileira de Assistência; foi médico credenciado junto ao SESI, IAPTC, INPS, IBGE e Banco do Brasil.
Fez curso de especialização em lepra, exercendo a Chefia da Colônia de Marituba; participou dos cursos de radiologia, cirurgia gastroentereológica cérvica; cirurgia de varizes e mais 2 cursos de radiologia.
Chegou à Macapá no dia 15 de janeiro de 1955, designado pelo Serviço Nacional de Lepra com a missão de instalar o dispensário de hanseníase e, ao terminar o prazo de 10 meses que lhe foi dado, recebeu convite do governo do Amapá e ingressou no quadro de funcionários, recebendo designação para prestar serviços nos Postos Médicos de Amapá e Calçoene.
Exerceu funções de Chefe do Serviço de Radiologia da Unidade Sanitária Mista de Macapá; Chefe do Serviço Médico da Capital; Chefe do Serviço Médico do Interior; Chefe do Serviço de Clínica Cirúrgica do Hospital Geral; Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia; Chefe do Pronto Socorro; Diretor da Maternidade; Diretor do Hospital Geral; Diretor do Banco de Sangue e Diretor da Divisão de Saúde.
Representou o Amapá na Jornada Gaúcha de Ginecologia e participou, com sucesso, da segunda operação cesariana realizada no Hospital Geral de Macapá em companhia dos médicos Cláudio Lobato, Demétrio Lobato, Joaquina Pacheco e da enfermeira Zuleica Reis.
Conseguiu junto ao Ministério da Saúde a vinda dos médicos Honorato Nunes, Hélio Prado Freire, Joel Leão Costa e o etiologista João Barreto Gomes para investigar os fatores da frequência de malária no Amapá.
Casou-se no dia 02 de setembro de 1957 com a jovem Maria Stellita dos Santos, de tradicional família do Município de Amapa, fato esse que encheu de orgulho a população.
Além de profissional competente participava da diretoria do Esporte Clube Macapá, do qual foi presidente; da fundação do Lion's Clube de Macapá; assumiu a presidência do Conselho Regional de Desportos por nomeação do governador; foi presidente da Junta Médica Federal do Amapá, do Centro de Estudos "Lelio Silva"; da Associação Médica do Amapá e do Conselho Regional de Medicina.
Era sócio fundador da ''World Association Concre Prevention"; sócio fundador do Capítulo Paraense da Sociedade Brasileira de Patologia Cervical e sócio da Sociedade Brasileira de Radiologia.
Outro grande destaque foi a sua participação na fundação da Companhia Amapaense de Telefones, (ex-TELEAMAPÁ - hoje OI), instalando os 300 primeiros telefones em Macapá.
O Dr. Alberto Lima faleceu de um colapso cardíaco no dia 18 de abril de 1986, deixando enlutada a sua família e o povo amapaense.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa - edição 1997).
(Correção e a atualização em 18/09/2016)

sábado, 23 de abril de 2011

Prédio dos Correios, em construção, na Macapá de outrora

(Foto: Reprodução/Arquivo)
Neste registro fotográfico, raro,  dos anos 40 – logo após a criação do Território Federal do Amapá -  podemos ver, um pouco mais à direita de quem olha, o prédio dos Correios em construção, ainda com os andaimes de madeira.
As casas ao lado da construção, são as primeiras residências para os Diretores que trabalharam para a administração territorial, no primeiro Governo do Amapá.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dr. Joaquim Nunes Diniz: O idealizador da Canção do Amapá

(Foto: Reprodução)
(Foto: Contribuição do amigo Paulo de Tarso Barros, via Facebook)
Amazonense da cidade de Coari, Joaquim Gomes Diniz nasceu no dia 19 de Janeiro de 1893. Cursou as primeiras letras na sua cidade natal e transferiu-se para Belém, onde fez o ginásio e concluiu o curso de Ciências Jurídicas em 16 de março de 1918. Iniciou sua vida profissional como juiz substituto de Avelino, então segundo Distrito da Comarca de Alenquer, permanecendo de 1918 a 1927. Em 1929 passou a exercer o  cargo de Advogado da Prefeitura de Macapá, nomeado pelo major Moisés Eliezer Levy, permanecendo no cargo até 1945, quando foi nomeado Promotor Público Substituto da Seção Judiciária do Território Federal do Amapá. Era um homem culto, meditativo e com aparências de um lord inglês, circunspecto (atento, cauteloso, prudente), pontual. Usava roupa estilo safari, chapéu e um cachimbo. Prestativo, jamais recusou de participar de comissões ou grupos de trabalho. Foi casado com D. Francisca Diniz e não teve filhos. Devotado às letras, costumava compor poemas e foi autor da "Canção do Amapá" junto com o músico maestro Oscar Santos, egresso de Abaetetuba que musicou o poema que se tornou o hino do Amapá pelo Decreto do Governador em abril de 1944. O Dr. Joaquim Gomes Diniz faleceu no dia 24 de junho de 1949, com 56 anos de idade, e foi sepultado na cidade de Amapá, onde exercia o cargo de Promotor Público.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, de Coaracy Barbosa. Edição 1997)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ele também passou pelo Amapá: Nunes Pereira

Manoel Nunes Pereira, também conhecido como Nunes Pereira - autodidata, indianista e escritor maranhense,  nasceu em São Luis do Maranhão em 26 de junho de 1893.
Como indianista, percorreu, em seus 40 anos de técnico do Ministério da Agricultura, toda a Amazônia, estudando, pesquisando.
(Reprodução de livro)
Foi um antropólogo e ictiólogo que viveu grande parte de sua vida em Manaus, e, posteriormente, na cidade do Rio de Janeiro, tendo viajado seguidamente ao interior da Amazônia
Foi, ao lado de escritores como José Chevalier,Péricles de Moraes e Benjamin Lima, um dos fundadores da Academia Amazonense de Letras.
(Reprodução de livro)
Nunes Pereira foi veterinário do Ministério da Agricultura até a sua aposentadoria e teve alguns de seus opúsculos científicos editados pela Div. de Caça e Pesca do M.A. (O pirarucu, A tartaruga verdadeira do Amazonas e O peixe-boi da Amazônia, tendo sido este último artigo científico publicado, em 1944, no Boletim do Ministério da Agricultura).
Escreveu diversos livros, sendo a sua obra mais conhecida Moronguetá - um decameron indígena, conjunto monumental de pesquisas, apresentado por Thiago de Mello (dois tomos), onde constam reproduções de páginas de cartas a Nunes Pereira emanadas de cientistas sociais como Roger Bastide e Claude Lévi-Strauss. Com esses estudiosos o antropólogo maranhense-amazonense travou contato pessoal, quando da passagem deles pelo Brasil.
(Reprodução de livro)
Carlos Drummond de Andrade escreveu, no Jornal do Brasil, uma crônica sobre o autor de Os índios maués, um dos primeiros pesquisadores mestiços brasileiros - era cafuzo, descendente de índios, negros e brancos - a obter reconhecimento científico internacional.
Foi casado com a Sra. Maria Nunes Pereira, de quem enviuvou quando estava com mais de 80 anos de idade, tendo o casal deixado numerosa prole, entre filhos, netos e bisnetos.
Faleceu em 26 de fevereiro de 1985, aos 92 anos.
Um dos amigos - Ulysses Bittencourt (foto menor) - com quem conviveu, escreveu o artigo do qual transcrevemos alguns trechos abaixo, por ocasião da morte de Nunes Pereira:
(Foto: Reprodução)
Com seu jeitão boêmio, bom bebedor que foi até findar-se aos 92 anos, Manoel Nunes Pereira, na realidade, era um estudioso metódico, um pesquisador obstinado e pertinaz. Tendo abandonado o curso de Direito, a partir daí tornou-se autodidata. Além do português, do tupi-guarani, nheengatu, dominava o inglês, o francês, o alemão e o italiano. Mantinha intercâmbio verbal ou por correspondência com os mais importantes nomes da cultura brasileira e estrangeira. Foi a síntese perfeita do homem brasileiro: branco, preto e índio. Ele mesmo dizia ter “os cabelos do português, as feições do índio e o tom de pele mulato herdado de minha mãe”. Daí ser recebido em todos os ambientes com alegria. ... De vez em quando, Nunes Pereira era tema de extensas reportagens em jornais, revistas e entrevistas na televisão. Guardo três dessas reportagens de O Globo, uma de 1974 e duas outras de 1975 e 1977. Em artigo do Jornal do Brasil, disse dele Carlos Drummond de Andrade: ”Homem de ciência agudamente provido de sensibilidade e visão humanística, eis o que é o caboclo maranhense Nunes Pereira. Daí seu livro soar um som claro, alegre, sadio, jamais instalando tédio pela informação indigesta”. ... Um sábio que era, morreu pobre, despojado e simples como sempre viveu, respeitado pela grandeza de sua obra e pelas cintilações de sua presença em qualquer meio.(por Ulysses Bittencourt (1916-1993) em “A partida do velho amigo” (7 de março de 1985)).
Fontes: Wikipédia
Com colaboração e contribuição do amigo e historiador Edgar Rodrigues.
Fotos: monstrando o trabalho de Nunes Pereira nas tribos da Amazônia - contribuição do amigo e escritor Paulo de Tarso Barros.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um Pioneiro da Saúde do Amapá: Farmacêutico Rubim Aronovitch

(Foto: Reprodução de livro)
Pioneiro da Saúde do Amapá – Rubim Brito Aronovitch era natural de Belém, Estado do Pará, onde nasceu no dia 9 de dezembro de 1905, filho de Salomão Randu Aronovitch e D. Lurença Brito Aronovitch.
Farmacêutico, formado pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Pará no ano de 1948 e inscrito no Conselho Regional de Farmácia sob o nº 265.
Logo após a formatura viajou para o ex-Território do Federal do Amapá e no dia 14 de fevereiro de 1949 ingressou no quadro de funcionários do governo na carreira de farmacêutico.
Assumiu a função de chefe de Farmácia da Unidade Sanitária Mista de Macapá. Foi professor de Farmacologia do 1º e 2º curso de Auxiliares de Enfermagem do Hospital Geral de Macapá, nos anos de 1949 a 1951. Assumiu a função de professor da Escola Normal de Macapá, lecionando nas cadeiras de Higiene, Ciências Naturais, Física, Química e Biologia nos anos de 1955 a 1962. Professor de Farmacologia do 1º curso de Atendentes do Hospital Geral de Macapá. Foi secretário da Comissão Territorial de Entorpecentes e da Subcomissão de Alcoolismo em 1959. Fundador do Centro de Estudos Dr. Lélio Silva, do Hospital Geral em 1949. Representou o Secretário de Saúde do Amapá no Seminário promovido pela ONU em 1957 e participou de quatro congressos e convenções no período de 1954 a 1959. Era de uma dedicação total à função que exercia e não parava de estudar e aprimorar seus conhecimentos. Participou dos cursos de Radioquímica em 1970; Doenças Tropicais em 1971; Pneumologia em 1972; Controle de Estabilidade de Medicamentos em 1972; Medicina, Higiene e Sexologia Forense em 1973; Medicina Legal em 1973; Toxicologia em 1974 e Saneamento de Água em 1974. Foi um dos fundadores da Associação de Farmácia e Bioquímica do Amapá no ano de 1959 e teve uma participação ativa como sócio da Associação Brasileira de Farmácia e na Associação de Farmacêuticos e Bioquímicos do Pará.
Nomeado em 1972 delegado regional de Farmácia de Macapá demorando 8 anos nesse cargo. Rubem Brito Aronovitch, descendente de russo, fez do Amapá sua morada, participando dos eventos sociais, esportivos e políticos. Casou-se com D. Odacy que lhe deu a filha Lúcia. Era um ― gozador inveterado com aqueles com quem tinham uma ligação íntima e em troca seus amigos faziam piadas a respeito da velocidade com que andava em seu carro, que nunca ultrapassava de 30 km.
Depois de aposentado transferiu-se para Belém.
Após sua morte o farmacêutico Rubim Aronovitch - em homenagem póstuma à sua memória - teve seu nome perpetuado na Unidade Básica de Saúde do bairro Santa Inês, na orla do rio Amazonas, em Macapá.
(Fonte: Texto e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III, de Coaracy Barbosa - não impresso - via APES)
Nota do editar:
Detalhe histórico - Particularmente, ainda tenho em mente a figura desse grande homem que foi "Seu" Rubim Aronovith.
Durante mais de 20 anos em que morei na casa 52 da Av. Presidente Vargas, no centro de Macapá tive o privilégio e a felicidade de ser vizinho de rua de "seu" Rubim e de sua esposa Odacy (Dona Dadá)(ambos falecidos).
Nas poucas vezes em que pude conversar com ele, deu pra conhecer seu caráter e sua dedicação por tudo aquilo que fazia.
Apesar de seu espírito gozador - como descrito em sua biografia - não deixava de ser um homem sério e bastante responsável. Era um cidadão de palavra.
Um outro detalhe que testemunhei, muitas vezes, foi sua atuação como motorista de seu carro que assemelhava-se a um "fusquinha" mas que era veículo de 2ª mão importado, que ele havia comprado de seu grande amigo Sr. Ubirajara Coutinho, que morava na Vivenda Izabel - uma residência diferente das outras por ter o  estilo de telhado em forma de pirâmide (como os das casas das regiões que têm neve), na antiga rua José Serafim hoje Tiradentes entre as avenidas Presidente Vargas e Cel. Coriolano Jucá, ao lado da extinta Padaria São José do Sr. Sandoval (Sandó) e quase em frente à Assembleia de Deus. Acredito que ainda hoje essa casa possa ser vista no local, conservando sua arquitetura original.
Para dar uma ideia do veículo que ele tinha, encontrei na internet um modelo semelhante ao carro que ele usava (veja a foto abaixo).
(Foto: Reprodução da internet)
O que seus amigos contavam era realmente verdade ele não desenvolvia, nas ruas da cidade, mais do que 20 quilômetros em seu veículo, e só o usava para ir ao trabalho ou à casa de amigos mais chegados.
Tinha mais um detalhe folclórico: ele não sabia sair de marcha à ré com o veículo da garagem.
Quando não podia contar com a ajuda de algum vizinho habilitado, ele olhava na rua e se não viesse nenhum carro, colocava o veículo em ponto "morto" e o empurrava do interior da garagem para a rua sem ninguém dentro.
Ele realmente era super metódico.
Uma figura inesquecível! (João Lázaro)
Se alguém se lembrar dele, por favor deixe seu comentário abaixo.

sábado, 16 de abril de 2011

Um Pioneiro da Saúde do Amapá: Professor Reinaldo Damasceno

(Foto: Reprodução de livro)
O professor e pesquisador Reinaldo Maurício Goubert Damasceno – um dos Pioneiros da Saúde do Amapá – é natural da cidade paraense de Igarapé-Açu, onde nasceu no dia 24 de julho de 1916.  Era filho de Manoel Nina Damasceno e Dona Maria Luzia Golbert Damasceno. Era casado com Dona Natalícia Menezes Damasceno. Fez os seus primeiros estudos em sua terra natal. Com 20 anos de idade alistou—se no 22º Batalhão de Caçadores e Recrutamento de Igarapé-Açu, sendo sorteado pelo município de Belém, foi considerado reservista de 3ª categoria, por não ter sido convocado para o serviço do Exército e relacionado no 26º Batalhão de Caçadores da Capital Paraense. Mudou-se mais tarde para Macapá, onde prosseguiu seus estudos, concluindo o antigo curso secundário e realizando curso preparatório à carreira superior, tendo conseguido apenas estudar Biologia em Belém PA, e não completou a sua formação universitária nessa ciência. Na cidade do Rio de Janeiro, participou com grande destaque dos seguintes cursos: Formação Superior em Biologia, pelo Instituto Oswaldo Cruz; Entomologia pela Fundação ROCKFELLIR em São Paulo, foi agraciado com o certificado do curso livre de Entomologia Médica, pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade do Estado de São Paulo, onde foi classificado em 12º lugar, conseguindo na média geral 98 pontos dos 100 possíveis.  Foi agradecido com a Medalha Cultural Gaspar Viana, que foi oficializada por Portaria do Ministério de Estado da Saúde do Brasil, do Estado de São Paulo, datada de 24 de abril de 1962, instituída para comemorar o Cinquentenário da descoberta da cura da LEISHMANIOSE, mediante o emprego das antimanioses pela sua grande contribuição aos estudos relativos àquela PROTOZOOSE.  O professor Reinaldo Damasceno chegou em Macapá, em 1953, e passou a exercer as funções de entomologista de campo e zoólogo na circunscrição do Serviço Nacional da Malária e, durante o período de 1961 a 1967, foi Diretor desta Autarquia do Ministério da Saúde, em Macapá. Paralelamente com essa função, continuou com seu sonho de pesquisa em Zoologia, cujo cargo de Diretor ocupou até 29 de outubro de 1970. Aposentou-se pela SUCAM-AP, de acordo com que foi publicado no Diário Oficial da União, de 25 de Janeiro daquele ano.  Em 1967, entrou para o magistério secundário como contratado pelo governo do ex-Território Federal do Amapá, lecionando em vários estabelecimentos, entre os quais o Colégio Amapaense e Instituto de Educação do Amapá Embora já aposentado do Serviço Nacional da Malária continuou prestando os seus serviços em pesquisas pelo interior do ex-Território. Foi acometido de mal súbito, retornando urgentemente à Macapá, onde se internou no Hospital Escola São Camilo e São Luís. Não resistindo, veio a falecer no dia 14 de agosto de 1976, 20 dias depois de ter completado 60 anos de idade. Durante sua vida de pesquisador e estudioso de Insetologia, de 1938 a 1968, publicou vários trabalhos nestes 30 anos de pesquisas científicas descrevendo 39 espécies de novos dípteros.
(Fonte: Texto e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III, de Coaracy Barbosa - não impresso - via APES)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...