quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ex-Governador Moura Cavalcante

(Reprodução de jornal)
José Francisco de Moura Cavalcanti, advogado, administrador, político, orador e memorialista pernambucano, descendente de tradicional família da aristocracia açucareira da região da Mata Norte de Pernambuco, também com grande tradição política, foi governador de então Território Federal do Amapá, em 1961,  e do estado de Pernambuco de 1975 a 1979, indicado pelo então presidente da República, General Ernesto Geisel.

Nasceu em 30 de outubro de 1925, no Engenho Cipó Branco, de propriedade da família, no município de Macaparana, filho do Coronel João Francisco de Moura Cavalcanti e de Dona Áurea de Moura Cavalcanti. Até os nove anos de idade foi um típico menino de engenho, quando ficou órfão de pai e mãe, passando a viver sob a tutela do avô materno.
Iniciou seus estudos em Macaparana, porém, aos dez anos, foi estudar no Recife, interno no Colégio Nóbrega, onde passou toda a adolescência em companhia dos padres jesuítas. Estudou Geografia e História na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manuel da Nóbrega. Depois de ter atuado como advogado ad hoc, isto é, defensor só de determinado caso, e com sua vocação natural para oratória, decidiu continuar os estudos. Fez vestibular para Faculdade de Direito do Recife, porém trancou a matrícula logo no começo do curso.
Aos dezoito anos, já fora do internato e morando em pensionato, conheceu Maria Margarida, com quem começou a namorar e, meses depois, se tornou sua esposa, fixando residência na Fazenda Porteira da Pedra, na Paraíba.
(Foto: Reprodução/Acervo família Teixeira)
(Foto: contribuição do amigo Aluízio Teixeira)
Maria Margarida Krause Gonçalves de Moura Cavalcanti, apelidada de Suçu, seria sua companheira durante toda a vida.
José Francisco iniciou sua carreira política em 1946 quando, com apenas vinte anos de idade, através de eleição democrática e vinculado ao Partido Social Democrático (PSD), tornou-se prefeito de Macaparana para o mandato de 1946 a 1950. Quando concluiu o mandato em 1950, deixou a política e, com o apoio de sua esposa, prestou novo vestibular retornando à Faculdade de Direito do Recife, dividindo agora o tempo entre a Faculdade, a Fazenda Porteira da Pedra e o Engenho Cipó Branco.
Concluiu o curso de Direito em 1954, e passou a dedicar-se às atividades jurídicas. Foi advogado de ofício e desempenhou as funções de Promotor de Justiça Militar de Pernambuco, Assistente Jurídico, Subprocurador e Procurador Geral do Instituto de Previdência Social do Estado de Pernambuco (Ipsep), e Procurador Jurídico do Estado, função que exerceu até 1974, quando se aposentou.
Em 1961, foi indicado pelo então presidente da República, Jânio Quadros, para governador do Amapá, permanecendo no cargo até a renúncia do presidente. De volta a Pernambuco foi Secretário Estadual de Administração em 1964. Na gestão do governador Nilo Coelho (1967-1971), Moura Cavalcanti foi Secretário Extraordinário do Estado de Pernambuco. No governo do General Garrastazu Médici, foi o primeiro presidente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de 1970 a 1973, quando assumiu o  Ministério da Agricultura. Nesse cargo, entre outras medidas, criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Nomeado pelo presidente da República Ernesto Geisel, foi governador de Pernambuco de 1975 a 1979.
Entre suas realizações, durante o governo do Estado, destacam-se a construção das barragens do Carpina e de Goitá, a drenagem de todo o Rio Capibaribe, medidas para conter as grandes enchentes do Recife; o Terminal Integrado de Passageiros (TIP); a Ferrovia Transnordestina e o Complexo Industrial de Suape.
No final de seu mandato, já doente, José Francisco de Moura Cavalcanti recolheu-se à vida privada em tratamento de saúde, mas sempre acompanhou os acontecimentos políticos do Estado, do País e do mundo. Em 28 de novembro de 1994, depois de várias complicações, morreu no Recife.
Texto: Maria do Carmo Andrade - Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Fonte: ANDRADE, Maria do Carmo. Moura Cavalcanti. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>.

Pioneiros do Comércio amapaense

(Reprodução de arquivo)
Anos 60 - Da esq. para a dir.: Vemos Romeo Harb (Lojas Brasília), Raif Ballout (Casa Mira) e Rafic Char (Casa Flor da Síria). Apenas o empresário Romeo Harb permanece com atividades comerciais em Macapá, à frente da Importadora JK.
(Repaginado em 2011)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Falece, em Belém, a profª Lucimar Brabo Alves

(Foto: Reprodução de arquivo)
Registramos, com pesar, o falecimento de uma Pioneira da Educação do Amapá.
Professora Lucimar Brabo Alves, faleceu em Belém do Pará, aos 81 anos de idade.
Seu neto Fábio Renato, confirmou a notícia e informou que a morte de sua avó ocorreu às 06:00h, da terça-feira, 13 de setembro, em Belém-PA, após lutar por 2 meses contra um câncer. O dia de seu passamento coincidiu com a data em que o Amapá completou 68 anos de criação e com o aniversário de sua filha Alda Lúcia. Além de Alda Lúcia, professora Lucimar teve ainda os seguintes filhos: Raimundo Nonato, Domingos Sérgio, Carmem Lúcia, Paulo Sérgio, Mauro Henrique, José Maria e Maria José.
Professora Lucimar Brabo  contribuiu com o desenvolvimento do Amapá, como educadora e como administradora, na gestão pública. Nossa solidariedade à família, por essa grande perda.

(Última atualização às 18h do dia 14.09.2011)

Antigas instalações da Loja Brasília

(Foto do acervo pessoal do empresário Romeu Harb - proprietário da Loja, gentilmente cedida para o blog PORTA-RETRATO)
Década de 60 - Antigas instalações da Loja Brasília, que localizava-se na Rua Cândido Mendes esquina com a Av Mendonça Júnior, onde hoje está edificado o prédio da Importadora JK, à beira do canal. Atrás da Loja Brasília - para o lado do canal - situava-se o Supermercado Brunswick, todo em madeira.
(Repaginado em 2011)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Janary contemplando a natureza

(Foto: Reprodução / Álbum Bela Macapá/Facebook)
(Foto reproduzida do álbum Bela Macapá/Facebook)
Para os que se acostumaram com as fotos do Janary Nunes, nosso primeiro governador, de paletó e gravata ou então com seus vistosos uniformes do Exército (foi capitão e tenente-coronel), aqui vai uma em que ele aprecia a natureza (no interior, talvez em Ferreira Gomes ou Porto Grande por causa das pedras comuns no rio Araguari), em trajes de banho - e deixamos a cargo dos seus filhos Rudá Nunes e Guairacá Nunes, que moram aqui no Amapá, para que identifiquem a época e quais deles aparecem nas imagens. (Texto de Paulo Tarso Barros - Presidente da APES)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Casas: Modelos Padronizados

Esta foto nos foi enviada pelo amigo Aluízio Teixeira, empresário amapaense, hoje residente em Recife-PE.
Para mim, particularmente, ela tem um significado muito especial. Eu explico.
Além da lembrança dos pais de Aluízio – casal Leopoldo e Graça Teixeira, em destaque na foto – esta imagem nos mostra uma das casas construídas pelo Governo Janary Nunes, para os funcionários do ex-Território Federal do Amapá. Situava-se na Presidente Vargas, próximo ao antigo IETA.  Ficava à direita da casa em que morávamos. Cerca bem traçada e reforçada. Era uma edificação em alvenaria com janelas arejadas e com uma tábua que impedia de enxergar para o interior do quarto.  As portas também eram em madeira.
Detalhe: A luminária do jardim, servia de armação para plantas trepadeiras. Todas as casas seguiam o mesmo padrão. Bons tempos!

domingo, 11 de setembro de 2011

Difusora: A Voz "Mais Velha" do Amapá

A Rádio Difusora de Macapá, completa neste 11 de setembro de 2011, 65 anos de criação.
Segundo os registros históricos, era uma quarta-feira - 11 de setembro de 1946 – data em que “a emissora de família amapaense  passou a operar em caráter definitivo, após cumprir uma fase de testes, iniciada - sábado - 15 de dezembro de 1945. Uma semana depois, ou seja, em 22 de dezembro de 1945, foi divulgado pela 1ª vez o prefixo da emissora – Z Y E – 2, seguindo-se o slogan original – "a voz mais jovem do Brasil".
(Foto: Reprodução / Acervo histórico da emissora) 
Ano 1963 - Este foi o primeiro prédio da Rádio Difusora de Macapá, na rua Cândido Mendes
A Difusora funcionou, inicialmente, num prédio, em estilo colonial, construído pelo Governo do Território Federal do Amapá, num terreno da empresária Sarah Rofeff Zagury, adquirido na época por 350 mil reis. (Veja a foto acima)
A emissora iniciou suas atividades, operando em um equipamento SUPERTEL de fabricação nacional, com 250 watts, na frequência de 1460 quilohertz, ondas médias de 205.5 metros, além de amplificadores, receptores, transmissores para reportagens externas, equipamentos de estúdio, etc.
O técnico em eletrônica Manoel Veras (irmão do também técnico Ivaldo Alves Veras), que montou os equipamentos, o controlista de som Benigno Penafort (tio do jornalista Hélio Penafort) e o locutor Delbanor Dias, colocaram a Difusora no ar.
E, na abertura de sua programação às 20 horas, o Sr. Carlos Alberto Monteiro Leite, médico com exercício no Hospital Geral de Macapá, proferiu uma palestra sobre o tema Campanha Anti Tuberculosa.
As 20:30 horas, no auditório do prédio da emissora, o Dr. Raul Montero Valdez, Secretário Geral do Governo do Território, exercendo na ocasião, o cargo de Governador Substituto, face o titular, Janary Nunes, estar viajando em missão oficial, fora do Amapá, inaugurou o Broadcasting ( radiodifusor / transmissor ) da Rádio Difusora de Macapá.
A primeira equipe de radialistas a atuar na Difusora, foi formada por Paulo Eleutério, primeiro Diretor da emissora.(foto acima)
O advogado Paulo Eleutério Cavalcanti de Albuquerque, chegou a Macapá, vindo de Belém do Pará, em 17 de maio de 1 944.
A convite do Governador Janary Nunes, exerceu várias funções importantes no Amapá, entre as quais, Chefe de Polícia, Comandante da Guarda Territorial, Chefe da Imprensa e Propaganda, etc.
Retornou a Belém em 1947 onde ocupou importantes cargos públicos.
Paulo Eleutério morreu lá mesmo, na capital paraense, vítima de assassinato pelo Capitão Humberto de Vasconcelos, no dia 20 de maio de 1 950, após violenta discussão de caráter político.
Muitos desses locutores e produtores de programas, que se formaram nos microfones do rádio amapaense, foram depois contratados por várias emissoras de Belém e de outras capitais, obtendo sucesso cada vez mais crescente em suas atuações.
Sua programação seguiu, desde o início, uma linha essencialmente, cultural e informativa com funcionamento de 7h às 13h30m, retornando às 17h indo até 21h30m, isto é, ate o final do Grande Jornal Falado E-2.

Difusora e seu famoso microfone Hexagonal

Entre os inúmeros microfones usados pela Rádio Difusora de Macapá, existia um de fita Marca RCA como o das fotos – Tipo 44BX – que foi usado nos primeiros anos da emissora.
Ele era montado num pedestal tipo girafa e podia ser visto no palco auditório, por ocasião das apresentações do programa “O Clube do Gury” e “Escolinha de Valores”.
Era um microfone de alta fidelidade, especialmente projetado para uso em estúdio de transmissão. De muita sensibilidade e perfeitamente adequado para a reprodução de voz e música.
Por sua excelente qualidade de reprodução, o microfone hexagonal, era equipamento primordial na reprodução das peças de rádio-teatro que eram transmitidas ao vivo, pelo cast da ZYE-2.
Fotos: Reproduções - Google imagens

sábado, 10 de setembro de 2011

Os Craques de Futebol da Rádio Educadora São José de Macapá

(Foto extraída do orkut do amigo Mário Miranda)
Anos 70 - Radialistas da equipe da Rádio Educadora de Macapá, posam no campinho de casados e solteiros na Praça Nossa Senhora da Conceição, Bairro do Trem em Macapá, por ocasião de um dos clássicos do futebol, entre radialistas, num dos jogos entre RÁDIO EDUCADORA S. JOSÉ X RÁDIO DIFUSORA DE MACAPÁ.
Da esq. p/direita em pé: Joaquim Neto, Sebastião Balieiro, José Maria Coelho, Mário Miranda, Milton Sapiranga Barbosa, Anacleto Ramos e José Maria Trindade (Zeca Diabo).
Agachados da esq. p/dir: Luiz Roberto Borges (Luca Borges -Maritubinha), Luiz Melo (Luca Melo), Jota Ney, Nilson Montoril de Araújo e João Silva (Balalão).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pioneiros ilustres de Macapá

(Foto: Reprodução de arquivo)
Esta foto de arquivo registra a imagem de ilustres pioneiros do ex-Território do Amapá, na solenidade de inauguração da Agência do Banco do Brasil, localizada ao lado da Fortaleza de Macapá.
Da esq. para a direira: Dr. João Teles, Ozélio Araújo, Gerente Crespo (na época funcionários daquela instituição bancária), Sr. Amilcar Martins (então Diretor do Banco, que foi a Macapá, especialmente para a inauguração do prédio), e o empresário Abdallah Houat.
Informações prestadas via e-mail pelo amigo Luiz Carlos da Costa Pessoa, ex-funcionário do BB.
(Atualizado às 18h20m)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fortaleza de São José de Macapá: Nos tempos de abandono

A “vetusta” (velha) Fortaleza de São José - inaugurada em 19 de março de 1782 - é o segundo mais importante monumento histórico de Macapá. Vem depois da igreja Matriz de São José, inaugurada em 5 de março de 1761.
Visão geral da área da Fortaleza de Macapá, totalmente tomada pelo mato, e com clara evidência de abandono, com sério comprometimento da estrutura física dos prédios situados na área interna do forte. Em muitos deles, com o telhado totalmente destruido. Ao fundo da foto vemos um prédio com paredes altas e sem telhado que é a entrada principal do forte.
Do período colonial ao Brasil Império, a Fortaleza de São José de Macapá foi ocupada e utilizada por pelotões das respectivas guardas, portuguesa e Imperial, atendendo aos interesses estratégicos. Porém, com o advento da Proclamação da República em 1889, e a participação do Brasil na conjuntura Internacional da economia de mercado, a Fortaleza gradativamente perde sua função principal e entra num processo de total abandono, situação esta que permitiu o saque de vários objetos como artefatos de guerra, canhões, pedras e tijolos, etc.
Nesta foto, tirada (ao que parece de cima do faról) a partir do baluarte N.S. da Conceição, vemos a parte dos fundos da Fortaleza de Macapá, onde muitos anos mais tarde foi instalada a estrutura do Círculo Militar. Ao fundo, vemos parte do rio Amazonas e uma faixa de terra que seria hoje a avenida beira rio até a localidade do Araxá, às margens do Amazonas.
Foto do lado norte da Fortaleza de Macapá, mostra o aspecto de abandono do forte, às margens do Igarapé do Igapó (também chamado Fortaleza). Foto, (ao que parece)  também tirada do mesmo local das anteriores, presumivelmente, do alto do farol.
Muito embora, algumas vezes a Fortaleza estivera sujeita aos serviços de capina por ordem de intendentes do município de Macapá, mas o longo período de abandono estende-se até 1946, quando na Fortaleza se instalou o Comando da Guarda Territorial (policia ostensiva) órgão do recém criado Territorial Federal do Amapá (1943). E para tal efetivação, este Comando realizou grandes serviços, como a reposição dos telhados arruinados de quatro prédios e da Casa de Órgão; confecção em madeira, de janelas, portas e portões, reutilizando peças originais como dobradiças, ferrolhos e cravos, por ali encontrados sob os escombros; capina (interna e externa), além de retirada dos arbustos dentre as pedras das muralhas, assim como a eliminação de frondosas árvores crescidas nos Terraplenos cujas raízes impactaram os tetos abobadados das casamatas, provocando seríssimas; restaurações de vários pontos degradados, como a substituição de tijoleiras dos pisos, muretas e rampas de acesso; desobstrução dos mais aparentes Canais de Drenagem das Águas Pluviais; Confecção em madeira das carretas que servem de bases para os canhões. Sabendo que todo este trabalho não teve o devido acompanhamento técnico em restauração, mas é reconhecida a competência que tiveram em realizá-lo ao buscarem aproximação com a realidade original, representando desta forma, uma vertente do processo de restauração.
Nesta foto tirada a partir da terra firme, vemos, sob outro ângulo, o lado norte da Fortaleza onde passava o leito do Igarapé do Igapó. Nota-se o baluarte N. S. da Conceição, destacando também o faról, que foi instalado no início do século 20. 
Nas duas fotos acima vemos uma equipe de visitantes - a maioria com uniformes militares - efetuando inspeção nas áreas de entorno do forte, que estava há muito anos totalmente abandonado e totalmente tomado pelo mato alto, e com as instalações seriamente comprometidas, e  - as peças em madeiras - totalmente destruídas e demoronadas.
A ocupação e utilização desse Monumento Histórico pelo Governo do Território do Amapá, revitalizado e destacando sua importância e o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN, se interessa procedendo o Tombamento sob o Processo nº 423/T/50, inscrição nº 269 do livro de Tombo Histórico em 22 de março de 1950. 
Em 1979, a Delegacia do Serviço do Patrimônio da União - DSPU, concede a cessão da Fortaleza ao Governo do Território Federal do Amapá, através de um Termo de Entrega para fins de preservação, neste sentido são realizados alguns serviços emergênciais no monumento, mas sem o devido acompanhamento técnico em restauração. Destaca-se que o Termo de Entrega referido deveria ser ratificado em dois anos, o que não ocorreu. Mesmo assim, o Governo do Território continuou executando os serviços visando a preservação e a conservação do Patrimônio Histórico.
Texto de Hermano Araújo - Historiador
Fotos: Reproduções/Google images
Fonte: Informações históricas: site do Governo do Amapá

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

João Freire da Silva: primeiro Operador de Cinema no Amapá

(Foto: Reprodução de livro)
João Freire da Silva, nasceu em Belém, Estado do Pará, no dia 8 de outubro de 1929, filho de Franquilino Freire da Silva, funcionário público (falecido) e de D. Hildebranda de Araújo Salgado. Iniciou os estudos no Grupo Escolar da vila de Mosqueiro (PA). Acompanhou seu pai, já viúvo, quando se transferiu para o Amapá, chegando no dia 12 de setembro de 1944. Nos primeiros meses de 1945, seu pai entrou na Guarda Territorial e foi servir como Guarda Civil na Base Aérea do Amapá, matriculando seu filho na escola daquela localidade. Ainda em 1945, com a interferência de seu pai começou a trabalhar como auxiliar de balconista no Clube dos Oficiais da Marinha americana. Com o fim da guerra em 1945, e com o regresso dos norte-americanos para o seu país, perdeu o emprego e retomou aos estudos na escolinha dirigida pelo professor Alzir da Silva Maia e, ao terminar o primário, viajou para a cidade de Macapá, participando do Curso de Férias, promovida pelo governo. Em 18 de dezembro, chegou a Macapá com a finalidade de conseguir emprego. Depois de uma audiência com o Governador, capitão Janary Nunes, foi contratado na função de servente na Divisão de Educação, em 2 de janeiro de 1948, quando era dirigida pelo Dr. Marcílio Filgueiras Viana e secretariada pelo Sr. EmanueI Pinheiro. No final do mesmo ano passou a exercer a função de protocolista. Em 1950 através do Sr. Emanuel, foi removido para o Cine-Territorial que, naquela época era o ponto de encontro dos macapaenses. Aprendeu de tudo e realizava todas as tarefas, desde a limpeza do salão, a programação, o preparo dos filmes, a publicidade na Rádio Difusora de Macapá. Adorava o que fazia e esse trabalho durou 14 anos, quando o Governador José Francisco de Moura Cavalcante desativou o cinema, causando a indignação dos frequentadores. João Freire chorou decepcionado e viveu, durante muito tempo, triste, executando a função de datilógrafo na seção de folhas de pagamento. O sistema, na época, pedia 3 tipos de folhas diferentes. Era um serviço que não tinha fim. Terminavam de datilografar o mês findo começava o outro. A folha continha descontos de adiantamentos de compras em casa de comércio e até de jogos de futebol, feitas no mês anterior. Em 1972 foi removido para o Serviço de Administração Geral, no setor de pessoal, João Feire terminou no ano de 1978, o curso no Instituto de Educação e no Colégio Comercial do Amapá, diplomando-se em Contabilidade. Nesse mesmo ano foi designado para exercer a função gratificada de Chefe da Seção de Cadastro e Registros Funcionais, permanecendo até a sua aposentadoria. João Freire casou-se com D. Alencarinha Alencar da Silva no dia 8 de outubro de 1981 e nasceram os filhos Elizabeth (falecida), Cléia, Vera Lúcia, Sônia Edna, TeIma, Elza, Maria de Nazaré, Maria Áurea, Terezinha de Jesus, Margarete e ÂngeIa. Fez parte do grupo de Escoteiros, dirigido pelo tenente Glycério de Souza Marques; tentou organizar um time de futebol, comprou camisas, elegeu a Diretoria, mas não deu certo. Não era bom de bola. Sua presença na galeria dos personagens ilustres do Amapá se deve ao seu pioneirismo no Cine Territorial e nas funções que desenvolveu para o bem-estar de sua família e dos amapaenses. Sr. João  Freire da Silva, hoje aposentado, com 82 anos, reside com a família em Macapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. II", de Coaracy Barbosa - 1998

sábado, 3 de setembro de 2011

O Pioneiro Antônio Cordeiro Pontes

(Reprodução de livro)
Antônio Cordeiro Pontes - Oriundo da tradicional família Pontes, no município do Amapá, nasceu no dia 21 de março de 1937, filho de Francisco Benício Pontes e D. Joana Cardoso Pontes, pecuaristas assentados na região dos Lagos. Muito inteligente, se dedicou aos estudos e, aos 19 anos, ingressou no serviço público, no quadro de diarista em 1º de março de 1956, exercendo a função de professor. Assumiu a chefia de Coordenação da Divisão de Educação no período de 7 a 15 de março de 1964; diretor da Escola Getúlio Vargas em 12 de junho de 1969; diretor do Ginásio Municipal de Santana em 2 de fevereiro de 1967. Pontes, além de professor, transformou-se em líder estudantil, conquistando a liderança jovem, pelos seus posicionamentos nos grêmios e foi neste diapasão que convenceram o jovem estudante e professor a ingressar na política partidária e se candidatar às eleições de Deputado Federal, em oposição ao Deputado Janary Gentil Nunes que pretendia a reeleição. O grande líder foi fragorosamente derrotado pelo jovem Pontes, contrariando todos os prognósticos, destruindo todos os sonhos dos janaristas. Após a posse de Pontes é que fomos descobrir que os pioneiros não eram a maioria dos eleitores; que a juventude tinha adquirido a sua individualidade, desgarrando-se do paternalismo. Os pioneiros choraram a derrota, mas reconheceram que o tempo tinha passado. Antônio Pontes casou-se com D. Benedita Raimunda de Mira Pontes e nasceram os filhos: Valério, Luiz Gustavo, Ana e Rodrigo. Foi reeleito Deputado Federal em 1974, 1978 e 1986. Ao deixar a Câmara, foi colocado à disposição do Ministério da Justiça. Dedicou-se a missão de evangelizar, revelando-se um grande e convincente, destacando-se com sua oratória. Antônio Pontes faleceu em Brasília, no dia 26 de abril de 2001.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. III", de Coaracy Barbosa - não impresso.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Pioneiro Benedito Malcher

(Foto: Reprodução de livro)
O Pioneiro Benedito Malcher nasceu no dia 14 de março de 1917, em Belém. Filho de Raimundo Malcher e D. Margarida Malcher. Estudou e formou-se em Contabilidade. Foi para o Amapá e ingressou no quadro de funcionários do governo no dia 13 de março de 1944, exercendo funções no Serviço de Administração Geral – SAG. Sua habilidade no manejo dos números o credenciou para o setor de prestações de contas das Prefeituras e do governo, bem como no planejamento das ações governamentais. Exerceu os cargos de Datilógrafo, Escriturário e Oficial Administrativo. Aposentou-se no dia 13 de março de 1976, quando retornou para Belém com sua família. Casou-se com D. Cacilda da Silva Malcher e teve os filhos: Alberto, Jorge Carlos e Rosilma das Graças. Foi um dos fundadores do Trem Desportivo Clube de Macapá, onde destacou-se como desportista e teve uma atuação impecável na vida social, política e profissional, recebendo dezenas de elogios. Foi um dos personagens importantes do Amapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. III", de Coaracy Barbosa - não impresso.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Pioneiro: Jaime Pires Pavão

(Foto: Reprodução de livro)
Jaime Pires Pavão, nasceu no município de Cururupú, estado do Maranhão, no dia 30 de agosto de 1932, filho do professor Aclais Rabelo Pavão e de D. Marcelina Pires Pavão. Passou parte de sua infância no lugar onde nasceu e com oito anos de idade foi levado para residir em Belém do Pará onde prosseguiu seus estudos. Estudou o primeiro grau no Grupo Escolar Floriano Peixoto, concluindo em 1949. Iniciou o curso de contabilidade em 1950 na Fênix Caxeiral Paraense, mas concluiu o último ano na Escola Técnica do Comércio do Amapá em 1957. Ainda em Belém, trabalhou no Consulado Britânico desde 1952 e estudava inglês no Consulado Americano, na época o vice-consul Britânico Mr. Kenneth McCrae, tesoureiro da ICOMI em Belém que o convidou para trabalhar em Macapá nessa empresa. Foi para Macapá em 1956 para assumir seu novo emprego na ICOMI, onde exerceu a função de auxiliar de contabilidade no setor contábil da empresa e mais tarde como auxiliar técnico com os americanos, Johnston, Jim Lofley e Donaldson. Na sua ida para Macapá, levou uma autorização da Delegacia Federal de Educação para lecionar Inglês em colégios do Governo. Em 1969 recebeu certificado fornecido pela Universidade Federal do Pará. Macapá era uma cidade pequena, pacata, sem nenhuma atração. A monotonia forçava sua volta para Belém. Muitas vezes ficava a olhar o pequeno aeroporto da avenida FAB, com vontade de voltar, mas ao mesmo tempo esperançoso de adaptar-se a nova vida que iniciara. No dia 31 de dezembro de 1956, num baile de reveillon na sede do Amapá Clube, conheceu Terezinha da Cruz Pimentel, a qual tornou-se sua esposa em 27 de dezembro de 1958 e teve quatro filhos, Cacilda Lúcia, Antônio Jaime, Antônio Cláudio e Antônio Carlos. Conheceu várias famílias em Macapá, crescendo assim seu círculo de amizade, principalmente a família Pimentel, e as demais: Cavalcante, Picanço, Negrão, Holanda, Guedes, Cruz e muitas outras. Lecionou Inglês na Escola Técnica do Comércio e em 1963 voltou a Belém para prestar vestibular em Direito, mas já casado e com dois filhos pequenos, retornou assim para Macapá e assumiu a representação local da multinacional MOORE-MC CORMAK (Nav.) S/A onde permaneceu até o término das atividades da empresa em 1984. Mesmo trabalhando para a empresa, paralelamente, lecionava Inglês nas escolas do governo, CCA, GM, Tiradentes, Azevedo Costa. Foi aposentado em 1991 pelo magistério, mas continuou atividades na SENAVA como chefe de gabinete e chefe de direção de Serviços Gerais. Com a unificação da SENAVA, DER e DETRAER, exerceu funções de chefe de contratos e convênios, chefe de NSP e gerente do Projeto Hidroviário do Porto de Santana. Participou de várias reuniões e seminários em Macapá, Belém e Rio de Janeiro. Jaime Pavão faleceu em 01 de dezembro de 2010, e seu corpo descansa em Paz, no jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Macapá.
Fonte: Livro"Personagens Ilustres do Amapá Vol. III", de Coaracy Barbosa - não impresso.
(Post atualizado em 29/05/2018)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Saudades de Cirilo Picanço, Seu Nascimento e sua esposa Dona Mercedes

Registramos com pesar o falecimento de dois conhecidos motoristas de praça de Macapá: Cirilo Picanço e Seu Nascimento. Ambos faleceram na sexta-feira(26), em Macapá.

No segunda-feira(29), quando o amigo João Bolero Neto nos passava detalhes (via telefone), da morte do ex-prefeito Heitor de Azevedo Picanço, também nos informara da morte de dois  Motoristas de Praça conhecidos na cidade: os amigos Cirilo Picanço (um dos mais antigos de Macapá) e o Seu Raimundo Clementino do Nascimento.
(Foto: Reprodução / acervo pessoal de Cléo Farias de Araújo)
(Foto: Gentil contribuição do amigo Cléo Farias de Araújo)
Do Cirilo, não temos informações sobre a vida dele. Mas, graças ao amigo Cléo Farias de Araújo, reproduzimos o registro fotográfico acima, que é uma recente imagem do amigo Cirilo, em vida. Lembramos da atuação de Cirilo - uma vida inteira - como motorista de praça que, antigamente, era chamado de Chofer de Praça. Era uma pessoa alegre, íntegro, de um grande coração e muita competência profissional.
Seu Nascimento, que além de motorista de praça, foi o proprietário dos Sonoros Caçula, no tempo em que essas aparelhagens faziam muito sucesso em Macapá. Nessa época -  anos 60 - as festas da população amapaense, eram animadas pelas seguintes aparelhagens: Sonoros Eletrônico do saudoso Lindomar, Sonoros Marítimo dos saudoso Praxedes, Sonoros Imperial do saudoso Ildomar Nunes e os Sonoros Caçula, do seu Nascimento.
Seu Nascimento era pai do amigo Deuzué Nascimento (também falecido) com quem trabalhamos durante longos anos, já que ele era um dos operadores de áudio da Rádio Difusora de Macapá. Seu Nascimento, que já estava com sua saúde debilitada, devido o diabetes, faleceu com falência múltiplas de órgãos.
Do Seu Nascimento temos esta foto do álbum de família, que encontramos no blog Memorial Poço do Mato da amiga Neca Machado, do qual reproduzimos esta cópia para lembrar e homenagear os ilustres pioneiros.
(Foto: Reprodução do blog Memorial Poço do Mato)
Neste registro fotográfico vemos Dona Mercedes(esposa) – falecida em 17/01/2011 - e Seu Raimundo Clementino do Nascimento.
As nossas condolências às famílias, pelo passamento de seus entes queridos.
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(Post atualizado em 01/19/2011, às 21h03m)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

HERNANI GUEDES E SEUS MOCAMBOS

“Os Mocambos” foram pioneiros na divulgação do folclore amapaense, graças à visão do seu Hernani Victor Guedes(foto), que não mediu esforços para realizar o disco, apesar dos percalços desde a gravação (feita de forma simultânea com todos os instrumentos e vozes, na casa do sociólogo e fotógrafo Alberto Uchôa) até a chegada no Recife, onde a fita foi filtrada pela gravadora Rozenblitz, depois de ficar perdida. Bom, depois de achada o disco chegou a Macapá e obteve muito sucesso nas rádios, aparelhagens de som e nos bailes. Suas músicas, que tocavam até no “Carnê Social” (aquele programa que oferecia músicas aos aniversariantes e recém-nascidos, aos que casavam ou aos que eram batizados),...(Fernando Canto)
Um dos sucessos do disco foi “Devaneio”, de autoria do Sociólogo Fernando Canto, que também foi premiada em segundo lugar e melhor Intérprete (José Maria Santos, hoje Jomasan) no IV Festival Amapaense da Canção (1972).
Ouça aqui:
O grupo “Os Mocambos”, pioneiro nos anos 1970 na gravação do marabaixo, ritmo tradicional afro-amapaense que até então não era muito bem visto pela sociedade.
(Foto: Reprodução/blog Som do Norte)
A foto mostra o grupo no baluarte de Nossa Senhora da Conceição da Fortaleza de São José de Macapá, em 1973.
Da esquerda para a direita: Hernani Guedes (violinista),
Guimarães (saxofonista, tecladista, arranjador),
Fernando Canto (guitarra base e vocal),
Aldomário Henriques (guitarra solo e vocal),
Zé Maria Teles (contrabaixo), Tito (Cícero) Melo (voz)
e Pedro Balieiro (bateria)
Ernani Victor Guedes – idealizador do grupo musical - é natural de Cametá, Pará e farmacêutico de profissão.
Hernani chegou ao Amapá em 1950, aos 26 anos, para trabalhar no Hospital Geral de Macapá, levando consigo seu inseparável violino. Antes disso, já tinha conhecido o marabaixo, em viagens que fizera ao então Território Federal do Amapá desde 1946.
(Foto: Reprodução/acervo Cícero Melo)
(Foto: Contribuição do músico Cicero Melo (Tito), ex-integrande dos Mocambos)
Da esquerda para direita: Hernani Guedes, Tito Melo, Aldomário Henriques, José Maria, Pedro Balieiro, Fernando Canto e Guimarães (falecido).
Os Mocambos”, foi formado por volta de 1963. Em 1968 ocorreu a ideia de levar o marabaixo ao disco; o grupo concordou em gravar um LP com 6 músicas autorais e 6 marabaixos. Numa ida a Belém, Hernani combinou a gravação com seu amigo, o fotógrafo Alberto de Andrade Uchôa, que tinha um gravador de teclas com microfone. Uchôa se interessou, ficando de levar o equipamento de gravação para Macapá e depois entregar o  material registrado à  gravadora Rozemblit, em Recife. Deu-se então a gravação das 12 músicas, numa sala improvisada como estúdio, na residência de Uchôa, na Av. Pe. Julio Maria Lombaerd, e em um tempo recorde de quatro horas, das 22h às 2h. Como às 4h Uchôa já pegava o voo para Pernambuco, o grupo gravou e não pôde ouvir o resultado em seguida.
Aliás, demorou para ouvir! Em julho se soube em Macapá que a fita cassete que Uchôa levara havia sido roubada da pousada onde ele se hospedara no Recife. Coincidiu que Hernani soube da notícia quando recebia a visita de Livaldo, dono de laboratório farmacêutico da capital pernambucana, que se comprometeu a localizar o material. Botou um detetive atrás da fita, enfim localizada num sebo recifense em setembro!
Livaldo providenciou a entrega do material à Rozenblit e passados mais oito meses o LP Marabaixo chegava a Macapá "para alegria de de todos os componentes do grupo Os Mocambos, familiares e a comunidade negra", relembra Hernani.
(Foto: Reprodução da capa/acervo particular) 
Capa original (by Carlos Nilson Costa) do disco do Conjunto "Os Mocambos"

Composições do disco
Folclore de domínio público:
1 - Rosa Branca açucena
Ouça:
2 - Olô Olô
Ouça:
3 - Lírio Roxo
Ouça:
4 - Aonde tu vais rapaz
Ouça:
5 - Vem pra cá Yoyô, Vem pra cá Yayá
Ouça:
6 - Eu tinha mamãe, eu tinha
Ouça:
Composições do Grupo:
7 - Devaneio (Fernando Canto)
Ouça:
8 - Tema de Viver (Aldomário e Fernando)
Ouça:
9 - Brasul? Branorte (José Maria Santos - JOMASAN)
Ouça:
10 - Declaração (Hernani Victor Guedes)
Ouça:
11 - Elizabete (Tito e Fernando Canto)
Ouça:
12 - Amor que sonhei (Hernani Victor Guedes)
Ouça:
Músicos participantes do disco: Bateria:  José Maria Santos, Contrabaixo: Eulálio Lucien, Guitarra solo: Aldomário Henrique,Guitarra base: Fernando Canto, Violino: Hernani Victor Guedes, Órgão: Raimundinho, Crooner: Cícero (Tito) Melo, Cantores: Aldomário - Fernando - José Maria e Cícero (Tito), Sax tenor: Ismael, Bongô: Martinho Ramos, Vocal, afuxê: Elizabete Ramos, Fláuta: Cícero (Tito), Banjo: Venilton Leal
O lançamento foi feito no bairro do Laguinho, onde Hernani conhecera o marabaixo ainda nos anos 40 na casa de mestre Julião. A prova do acerto da ousadia não tardou: a diretoria do Círculo Militar, "na época clube fino, da alta sociedade local", convidou “Os Mocambos” para lançar o disco num baile do clube. Era um respaldo considerável: "Desse dia em diante o chique era dançar o marabaixo nas festas onde Os Mocambos tocavam."
Hernani Victor Guedes foi o primeiro músico a gravar um LP, mostrando não somente as composições dos componentes do grupo, mas o primeiro a divulgar a raiz do folclore amapaense, o Marabaixo. Possui músicas gravadas em CD’s de coletâneas comemorativas ao aniversário de Macapá, participou de vários festivais de música. Em destaque para o I Festival da Canção Amapaense (1971), onde obteve o 2º Lugar e venceu o prêmio de música mais popular, com a canção “Declaração”.
Ouça aqui:
(Foto: Reprodução/blog Memorial Poço do Mato)
(Foto gentilmente cedida pela amiga Neca Machado (tem direitos autorias reservados)
Hernani Victor, foi integrante como primeiro violino da Orquestra Primavera, tendo se apresentado no Teatro Nacional do Distrito Federal/Brasília, no Teatro das Docas do Pará e na Inauguração do Teatro Pinheiros – SESC Pinheiros em São Paulo. Realizava apresentações em shows institucionais e particulares como: Feira Agropecuária, Macapá Verão, feiras culturais em escolas públicas, Teatro das Bacabeiras, Convenções do Rotary Internacional, festas de casamentos, aniversários e outros eventos.
Suas apresentações eram marcadas pela irreverência das melodias apaixonadamente envolventes, que vibravan no bailar do arco nas cordas do seu violino mágico, mostrando nos seus shows um estilo próprio e único desse artista erudito para tocar a música brasileiramente Amapaense.( Kiara Guedes – filha de Hernani)

(Atualização em 1/08/2022)

Morre, aos 87 anos, o ex-prefeito de Macapá: Heitor de Azevedo Picanço

Faleceu nas primeiras horas da tarde desta segunda-feira(29), em sua residência em Macapá, o pioneiro e ex-prefeito da capital do Amapá, Heitor de Azevedo Picanço. O corpo do ilustre pioneiro está sendo velado na Capela Santa Rita e deverá ser sepultado na manhã da terça-feira(30), no Cemitério N. Sª. da Conceição, que fica às proximidades. As nossas condolências à família enlutada. (Fonte: repórter João Bolero Neto - via telefone)
(Reprodução)
Heitor de Azevedo Picanço nasceu na localidade de São Sebastião do rio Pedreira, Município de Macapá, no dia 6 de janeiro de 1924, primogênito do casal João Batista de Azevedo Picanço e de Maria Claudina Picanço. Iniciou seus estudos no antigo Grupo Escolar de Macapá, onde concluiu os preparativos para prestar exames de admissão ao curso ginasial no Colégio Salesiano Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Belém, concluindo no ano de 1942; ingressou na Escola Técnica de Comércio do Amapá, por onde se graduou Técnico em Contabilidade.
Ingressou na vida pública ao ser nomeado Auxiliar de Tesoureiro do ex-Território do Amapá, por indicação de seu pai. Casou-se com a jovem Helenita Gomes de Souza no dia 13 de maio de 1948, com quem teve os filhos Heleni, João Batista, Heiliana, Roberval, Herbert, Francisca, Helder e Hildemar. Heitor exerceu, na conjuntura administrativa do Território do Amapá, o cargo de Tesoureiro, substituindo seu pai ao se aposentar; Prefeito de Macapá por duas vezes – de Agosto de 1951 a novembro de 1952 e de Janeiro de 1957 a março de 1961; Diretor Financeiro da Companhia de Água e Esgoto do Amapá-CAESA; Chefe de Gabinete da Secretária de Saúde; Membro do Conselho Deliberativo da Companhia de Eletricidade do Amapá-CEA; exerceu o mandato de Prefeito pró tempore de Santana. Além dos cargos que exerceu, Heitor deu aulas na Escola Técnica de Comércio nas matérias de Análise de Balanço e Contabilidade Pública; membro do Conselho Deliberativo do Esporte Clube Macapá e do Amapá Clube; político ligado ao antigo PSD, esteve sempre liderando grupos e elegendo amigos.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá - de Coaracy Barbosa Vol 1 - 1997.
(Atualizado às 09h18m)

sábado, 27 de agosto de 2011

Reunião festiva com muitos pioneiros

(Foto: Reprodução/acervo Amiraldo Bezerra)
Esta foto nos foi compartilhada pelo amigo Amiraldo Bezerra.
A data do evento é desconhecida mas, acreditamos ser dos anos 50.
As imagens nos revelam um instante festivo, de Pioneiros do Amapá, em volta de uma mesa repleta de bebidas. Na cabeceira da mesa,  (na direção da porta aos fundos da imagem) o primeiro governador do Amapá - Janary Nunes. Do lado esquerdo da foto, o 3º participante é o Sr. Belarmino Paraense de Barros; ao fundo (entre ele e o governador) sem gravata, está o Sr. Acésio Guedes; do outro lado um dos auxiliares do Governador. O sr. idoso (de cabelo branco e apoiado na mesa) é o Sr. João Batista de Azevedo Picanço (Tio Joãozinho).
Se alguém souber alguma informação sobre local, data e o que está sendo comemorado, por favor nos informe via e-mail - jolasil@gmail.com - ou deixe um comentário sobre o assunto.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...