terça-feira, 16 de setembro de 2014

A jovem e a VESPA

Pegando carona na onda da lambreta, trazemos hoje uma foto histórica compartilhada, via e-mail, pela amiga Josie Remedios, que mora em Campinas-SP.
Seu  Henrique, pai de Josie, foi auditor interno na Icomi, em Santana/AP, onde trabalhou por alguns anos.
Ele e dona Etelvina, que eram de origem chinesa, tiveram quatro filhos: Manoel, Fernando, Irene e Josie, que são da mesma nacionalidade.
Manoel e Fernando adquiriram uma VESPA - a principal concorrente da lambretta, naquela época - mostrada por Irene, na foto abaixo:
O clique aconteceu em 1963, em frente à casa da família, em Vila Amazonas/AP. 
Irene, serviu de modelo e posou ao lado da Vespa, e agora nos brinda neste registro histórico, aqui no Porta-Retrato.
Irene Remédios, reside com sua família em Natal/RN.

Contexto histórico - A Vespa foi criada em 1946 pela Piaggio, fabricante italiana que também produz carros de passeio e aviões, foi apresentada no Clube de Golfe de Roma. Após a Segunda Guerra Mundial, Enrico Piaggio (fundador da marca) pressentiu que um veículo pequeno e ágil seria ideal para transitar pelas grandes cidades. O projeto de Piaggio era ambicioso. O primeiro esboço tinha o nome de Paperino (pato, em italiano, mas só 100 unidades foram produzidas). Aproveitando-se dos seus conhecimentos em aeronaves, decidiu que a roda traseira funcionaria como um trem de pouso, acoplando-se ao motor. Quando viu o protótipo, Piaggio teria dito que a frente do veículo lembrava um inseto, mais especificamente uma vespa, devido ao desenho dos retrovisores lembrarem antenas. O ronco do motor também lembrava o das asas da vespa batendo.
O motor das primeiras Vespas era de dois cilindros, com potência de 3,5 cavalos e velocidade máxima de 60 km/h. Três anos depois de seu lançamento, estima-se que aproximadamente 35 mil unidades foram vendidas em toda a Europa.
Em 1954 tem-se o primeiro registro de uma Vespa em território brasileiro. Quatro anos depois a mística scooter começou a ser fabricada no Brasil, no Rio de Janeiro, através de uma subsidiária da Piaggio. Em 1960 é lançado a Vespacar, um modelo com baú e outro com furgão, este último foi muito utilizado pelos Correios.
Em 1971 a Panauto, primeira fabricante da scooter no Brasil, fechou as portas. A produção da Vespa em solo brasileiro voltou em 1974 e durou até 1981, pela Barra Forte, de Manaus.
Uma joint-venture (empreendimento conjunto) entre a Piaggio, Barra Forte e Caloi permitiu que a Vespa continuasse a existir no Brasil. Esta união durou de 1985 a 1990. No auge do Plano Cruzado, a Vespa se tornou a moto mais vendida do país, superando a Honda CG 125.
A Vespa voltou ao Brasil através de importação independente, de 1994 a 2000. A Piaggio continua fabricando a Vespa, com praticamente o mesmo design de seu lançamento, há quase 70 anos. (Fonte: Tudo de Carro)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Jovens na lambreta

Encontrei esta relíquia histórica no baú de lembranças do meu amigo João Silva.
Ele divulgou em seu Facebook esta foto de Antônio Trevizani (de óculos) e José Pastana (usando topete) sobre uma lambreta, que foi a coqueluche na época do ex-Território do Amapá.
João lembra muito bem que "circular numa lambreta dava muito tesão e fazia um sucesso danado por estas bandas nas décadas de sessenta e setenta. Eu tinha um amigo, aliás acho que ainda tenho, chamado José Fontoura, que ganhava preferência das moçoilas daquela época quando chegava montado em uma lambreta novinha em folha na frente da sede do Trem. Em Santana, em Vila Amazonas, lambreta também fazia sucesso e mexia com a imaginação das garotinhas. Um dia o Trevizani montou uma lambreta e convidou o Pastana pra dar uma volta pela frente da casa das gatinhas de Vila Amazonas antes do treino do Santaninha, onde os dois começaram a jogar futebol e o Antônio era o craque do time no finalzinho da década de sessenta, antes de ser promovido à equipe titular do Canário Milionário."(João Silva)
Fonte: Facebook
Contexto histórico - A Lambretta foi um modelo de motoneta produzido pela Innocenti entre 1947 e 1971.
Ferdinando Innocenti tinha uma fábrica de tubos de aço em Milão, e após o bombardeio na Segunda Guerra, aceitou o desafio e reconstruiu sua empresa, desta vez investindo em um novo produto. Ao lado do engenheiro Pierluigi Torre, criaram um veículo pequeno e ágil. A produção iniciou em 1947. A carroceria tubular permitia ao condutor manter as pernas “dentro” da scooter. O motor de dois tempos e um cilindro chegava a 53 km/h. O nome Lambretta vem do rio Lambro, que passava próximo à fábrica de Innocenti. Foi produzida até 1972.
No Brasil, a Lambretta começou a ser produzida em 1958, em São Paulo. Primeiramente, a versão ofertada era de 125 cc, e logo depois, 175 cc. A Brumana & Pugliesi (representante da Innocenti no Brasil) lançou em 1971 um híbrido de moto e scooter, chamada Xispa, que foi fabricada até 1979. A produção da Lambretta durou até 1982, quando não suportou à concorrência da Honda e da Yamaha, que já produziam motos de 125 cc. (Fonte: Tudo de Carro)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Os meninos e o Rio Amazonas

Registro dos anos 60 da orla do Rio Amazonas, em frente à cidade de Macapá. 
Em primeiro plano dois meninos brincam à beira, enquanto as águas estão agitadas. 
Ao fundo o trapiche Eliezer Levy, com inúmeras embarcações do governo do Amapá, ali atracadas.
O amigo Heraldo Amoras, nos conta a história desta foto:
"A cena mostra meu irmão Herivelto Amoras (com a mão no rosto) com 8 anos, hoje com 56 anos; o garoto à frente é meu saudoso amiguinho Geferson mais conhecido na nossa roda de amigos como Lêgo (irmão do meu amigo José Paulo, guitarrista da banda de Macapá OS COMETAS); A foto original desta cena foi publicada na revista da ICOMI Notícias." (Heraldo Amoras-Monte Dourado-PA)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Atletas pioneiros do Esporte Clube Macapá

O registro é dos anos 50.
Lançamento dos alicerces do Esporte Clube Macapá.
Da esquerda para a direita: 1º Isaac Elgabry; 2º Wilson Sena; 3º Moringueira; 4º Amujacy(falecido), 5º Roxinho; 6º Dedeco; 7º Aristeu: 8º Avertino Ramos; 9º Aracati: 10º Sabá; 11º Epifânio Martins(Pigmeu); 12º Setenta e cinco;  13º Aracatizinho.
Comentário do amigo/historiador Nilson Montoril sobre a foto histórica, no Facebook:
"Eu os classifico como atletas do Esporte Clube Macapá e não fundadores. A agremiação tomou esse nome a 18 de julho de 1945, deixando de ser Panair Esporte Clube, haja vista que a empresa de aviação já não estava entre nos e tinha sido substituída pelos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul S.A. O Panair (Paner) foi fundado no dia 7 de setembro de 1940. Em 1944. ainda prevalecia o nome Panair. O Macapá passou a comemorar a data de 18 de julho de 1945 e não 1944. Jacy Barata Jucá, meu tio que você conheceu foi o primeiro presidente azulino. O Isaac Elgrably, técnico da equipe, tinha parentesco com os Peres/Alcolumbre e veio de Belém, onde atuou como goleiro do Clube do Remo. Era pai do Salomão, aquele engenheiro baixinho que trabalhou na Secretaria de Obras e também exerceu o magistério". (Nilson Montoril)
O jornalista Ernani Marinho deixou o comentário informando que "a  foto é de meados da década de 50, quando foi iniciada a construção da sede do Esporte Clube Macapá, na Raimundo Álvares da Costa com a Tiradentes, cenário do registro fotográfico.
Hernani complementa a informação dizendo que "as obras foram iniciadas mas não concluídas, visto que, o prédio foi vendido, antes disso, para os empresários Guilherme Cruz e João Vieira de Assis para a implantação do Cine Macapá."
"O Macapá, à época, tinha a seguinte formação: Aristeu; 75 (Sabá) e Amujacy; Roxinho, Moringueira e Wilson; Aracatizinho, Dedeco, Aracaty, Pigmeu e Avertino. O Isaac era o técnico, acumulando com a condição de goleiro reserva. Todos estão na foto.
Na primeira metade da década de 50 o Aristeu e o Wilson ainda pertenciam ao Amapá Clube, por onde foram campeões, só depois transferiram-se para o Macapá. Igualmente o 75 só depois que foi campeão pelo Trem, também na primeira metade da década de 50, passou para o azulino.
É óbvio, pois, que a foto não é da década de 40 e os que nela aparecem não são fundadores do clube, mas atletas do mesmo
."
(Ernani Marinho)

Post reeditado e republicado com correções e atualizações

ACADEMIA DE MÚSICA "OSCAR SANTOS"

Mestre Oscar Santos, foi o idealizador da Academia de Música "Oscar Santos", responsável pela preparação de muitas gerações de músicos do Amapá.
Abaixo uma das formações de alunos da Academia:
Registro histórico fotográfico de maio de 1964, apresenta imagens dos Alunos da Academia de Música  "Oscar Santos"  reunidos na casa de mestre Oscar.
Da esquerda para direita, em pé: 1º e 2º não identificados; 3º José Maria Santos (JOMASAN); 4º Braulino de Souza Pimentel (médico - falecido); 5º mestre Oscar Santos (falecido); 6º Afonso (cunhado de Oscar Santos - falecido) 7º desconhecido; 8º Martinho Mota Dias e o 9º o pistonista  José Assunção (neto de Mestre Oscar - falecido). Os três garotos, na frente deles, não foram identificados.
Da orquestra Oscar Santos saíram os primeiros grupos musicais do Amapá, entre eles Os Cometas.

Oscar Santos, também formou um conjunto feminino só de acordeons e percussão. (foto acima)

Mestre Oscar  faleceu no dia 25 de março de 1976, tendo o seu corpo sepultado no cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Macapá.


Fonte: overblog

sábado, 6 de setembro de 2014

Foto Memória - em familia

Fui buscar a Foto Memória de hoje, no fundo do baú de lembranças da amiga Alcilene Cavalcante, resgatando imagem do casal Alcy Araújo e Delzuite Cavalcante, numa mesa num antigo arraial de São José, em Macapá. O garotinho com eles é o (atual) engenheiro florestal Alcione Cavalcante. 
Um abraço ao amigo Alcione e a suas irmãs blogueiras, Alcilene e Alcinéa Cavalcante. 
Alcy Araújo Cavalcante, era poeta, jornalista, compositor, e também um qualificado técnico do governo do Território Federal do Amapá. Delzuite Cavalcante, uma pioneira da educação no Amapá, foi conceituada professora do magistério amapaense, com muitos anos de serviços prestados à clientela estudantil amapaense.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A história do Saci Clube, de Macapá

O Artista Plástico e Professor aposentado  Carlos Nilson da Costa, conta, com exclusividade ao Porta-Retrato, com riqueza de detalhes, a história desse clube de jovens que surgiu no Amapá nos anos 60, o Saci Clube:


"Corria o início da década de sessenta quando fui eleito a primeira vez presidente do Saci, em uma renhida disputa com o amigo Olivar Bezerra. No início  eram as manifestações de cunho somente social.
Solicitamos e conseguimos aquela área de fora da Fortaleza de São José(foto). Lá construímos nossa sede. Era um ambiente muito bonito.
Foto de 1964 mostra um baile de Carnaval do Saci Clube, no Círculo Militar de Macapá. 
Estão na foto a partir da esquerda: Ubimar, Neuracy (Santos) Jucpá, Hector Santos (ao fundo), Maria Façanha e Amujacy.
O Saci começou então se politizar, pela razão de eu pertencer a política estudantil e aí sobressaiam Sebastião Cunha, José Maria Cunha, Oseías, Conceição e  suas irmãs muito queridas, o sócio Derossy no Banco do  Brasil, além de simpatizantes como  a top D. Diva Façanha, Seu Jacy e D. Alice Jucá,  Dr. Barbosa e a esposa D. Ercília, Moisés Zagury e esposa, Abdallah Houat (desculpe os esquecimentos que com certeza aconteceram), davam apoio e o Saci começou a fazer promoções culturais. Nesse ponto foram importantes o grande Alcy Araújo, Elson Martins, Arthur Rafael, Isnard Lima com muito incentivo entre outros. Promovemos um baile, até hoje o único, totalmente com música clássica (erudita). Contratamos uma grande orquestra em São Paulo, a orquestra Tobias Troisi, que só de violino tinha oito, fora os demais componentes. Houve colaboração da Icomi através do Freire. 
Foi um sucesso total no antigo Aeroclube.
Fervilhava a política nacional e o Amapá sem jornal bem atualizado, só com uma rádio, a Difusora e, lógico sem TV. Notícias mesmo era o jornal da semana nos cinemas. Íamos mais no achismo. Crescia a onda contra o Jango e aqui pedíamos a encampação da ICOMI. Nesse ponto agia muito o Isnard, que nem sócio era. Na sexta, 13 de março fizemos uma vigília SACI e CA na Piscina Territorial, onde fiz um pronunciamento favorável à estatização da ICOMI, que me custou uma detenção após 31 de março, lá pro fim do ano. Fui defendido pelo Bispo D. Aristides Piróvano e Pe. Caetano Maielo. Foi quando instituímos a camisa do Saci. A cor escolhida era o vermelho, que era pintado por mim e o Ronaldo Bandeira.
Em fins de 64 e 65 o Saci, em ação paralela começamos a pintar os muros contra o governo da ditadura. Reuníamos em casa com vários sócios e colaboração do Lucas, Ribeirinho, Rafael, Isnard, Carlos Teixeira, Gil Platon, Sérgio Arruda e outros. A tinta eram restos de velas da Igreja derretidas e misturadas com anelina colorida. As pinturas eram feitas de madrugada.
Nós éramos chamados de comunistas, inclusive pela cor das camisas.
No aspecto cultural mandamos buscar o elenco do Teatro de Amadores do Amazonas, para exibirem as peças "Judas no Tribunal" e" Prostituta Respeitosa ". Esta de Paul Sartre, que trata da discriminação da mulher e do negro nos EUA. O governador Gal. Luiz Mendes estava presente. Ao término da exibição perguntei ao Gal se o governo ajudaria o SACI, patrocinando um espetáculo. Aí ele disse: você está preso. Ação contínua, me pegou pelo braço, subiu no palco desandou em impropérios e mandou prender todo o elenco. 
Fomos conduzidos para o prédio (foto acima) onde hoje é a Delegacia do Ministério da Agricultura, na Coriolano Jucá. De manhã invadiram minha casa para saber de quem era uma bandeira que eles não sabiam. 
A bandeira era do Estado do Amazonas, que eu tinha ganho.
Esse fato desandou em outros que não é o caso agora, inclusive repercutiu em todo país, até na Academia Brasileira de Letras, que na ocasião recebia a visita de Leopoldo Señor, presidente do Senegal, país de língua francesa "que tinha sido desrespeitada no Amapá" (Sartre era Francês), disse Austregésilo de Athaíde.
Alguns meses depois nos tomaram a sede da Fortaleza, alegaram não ser possível um clube numa praça de guerra. Hoje é só lembrança." (Carlos Nilson, via e-mail)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Passeio ao interior do Amapá

Encontrei em meu material de pesquisa, esta imagem sem data. 
É um recorte de jornal. 
Em consulta ao amigo Milton Sapiranga Barbosa - que está bem na foto - fiquei sabendo que o click foi feito para registrar um passeio do pessoal da Prefeitura de Macapá à localidade de Tartarugalzinho.
O Milton nos ajuda a identificar, quem está com ele na canoa, próximo à ponte:
Da esquerda para a direita: Seu Oliveira (na popa); Dico (ex-jogador do Juventus); irmão do Nonô; (não recorda); Adalto Mendonça; Milton Pennafort, José Maria Franco, Membeca (atrás do Milton)Milton Barbosa; Nanô; Bico (Emanuel, ex-goleiro do Amapá) e Airton.
Sobre o município: Tartarugalzinho é um município localizado ao norte do Estado do Amapá, distante 230 quilômetros da capital,  Macapá.  
Antigos moradores contam que o primeiro povoado a se originar foi o de Tartarugal Grande, que ficava às margens de um rio com o mesmo nome. No entanto, o fato desse rio apresentar bastante quedas d'água, dificultando o transporte, fez com que alguns moradores se mudassem para outro lugar, que denominaram de Tartarugalzinho, por se tratar de um afluente do rio Tartarugal Grande, onde as dificuldades de transporte, tanto dos moradores quanto do gado via fluvial, estavam equacionadas. (Tartarugalzinho - Prefeitura Municipal)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bairro Nova Brasília - Santana/AP

Veja nesta foto histórica tirada para o relatório do Governo amapaense no final de 1978:
Em maio de 1978, houve a transferência de mais de 400 famílias da antiga Vila Kutaca para a área hoje conhecida como bairro Nova Brasília, em Porto de Santana/AP.  
A principal via que aparece na foto é a Rua Adálvaro Cavalcanti, nas proximidades do Terminal Rodoviário de Santana. (Emanoel Jordânio - Memorial Santanense)

domingo, 31 de agosto de 2014

Memória do Comércio e da Indústria do Amapá

A foto abaixo, é um registro histórico da posse do empresário Abdallah Houat na presidência da Associação Comercial e Industrial do Amapá.
Presentes a partir da esquerda: Dom José Maritano, segundo Bispo  Prelado de Macapá; Coronel Adálvaro  Alves Cavalcanti, Secretário Geral do Território; jornalistas Ezequias Assis (ao fundo) e Carlos Cordeiro Gomes (com microfone); Abdallah Houat e General Ivanhoé Gonçalves Martins (de lado).
Resumo biográfico - O empresário Abdallah Houat, libanês de nascimento e naturalizado brasileiro, foi para Macapá em 1949 onde iniciou suas atividades como ambulante. Teve uma atividade intensa, participando de todos os eventos esportivos, sociais e políticos do Amapá. Destacou-se como presidente do Esporte Clube Macapá, sendo campeão de futebol, basquete e natação. Foi rotariano a vida inteira, durante trinta e cinco anos com 100% de frequência.
Foi presidente da Junta Comercial por 16 anos. Liderou o movimento de fundação da Companhia Amapaense de Telefones-CAT, sendo eleito Diretor Financeiro e, posteriormente, como Presidente instalou os primeiros 300 telefones em Macapá. Além da JUCAP, presidiu o Clube de Diretores Lojistas, a Associação Comercial (sendo um dos fundadores), o diretório do PMDB, a Cooperativa da Habitação do Amapá, e por último a Suframa. Participou ativamente da construção da sede do Esporte Clube Macapá, do Trem Desportivo Clube, dá Igreja N. S. da Conceição, da Capela de Santo Antônio e da Associação Comercial e Industrial do Amapá.
Abdallah Houat era um católico fervoroso.
Um infarto o levou do nosso meio, quando se preparava para assistir, pela televisão, a uma partida de futebol da seleção brasileira, no dia 9 de julho de 1994. (Fonte: Perfil do Amapá)

sábado, 30 de agosto de 2014

Candidatas ao Miss Verão, em Macapá

Encontrei esta foto (sem data) do álbum de memórias da família, no Facebook do amigo Adriano Araújo Jorge, e com a devida licença dele, compartilho com todos vocês que nos acompanham aqui no Porta-Retrato:
Segundo a amiga Eleanora (Kzam) Aimoré, que mora em Brasília, e aparece bem na foto, podem ser imagens do Miss Verão, um evento que era realizado, anualmente, em Macapá, geralmente no mês de maio. O local parece ser o salão de festas do Amapá Clube. Ela não conseguiu se lembrar.
A partir da esquerda as senhoritas Francisca, Eleanora, Marisa, Francisca Chagas e Anita.
Só pra lembrar, a Francisca Chagas é a Chicona, cuja boneca aparece na Banda.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pioneira: TV Amapá - A primeira emissora de TV de Macapá

Neste recorte do Jornal do Dia, temos um registro fotográfico de 1987 em que aparecem nas imagens,... 
... a partir da esquerda, o radialista J.Ney (ao microfone); desportista Milton Correia (atrás); professor Alberto Uchôa e radialista Osmar Melo.
Foto tirada nos estúdios da TV Amapá - Canal 6, por ocasião das comemorações dos 12 anos da emissora, no ar. 
Sua inauguração aconteceu  em 25 de janeiro de 1975.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Memória da Cidade: Bar e Sorveteria "Gato Azul"

No início do Território do Amapá, nos anos  40, existiam alguns poucos bares na pequena cidade de Macapá. 
Um deles, que se tornou famoso - o Elite Bar - situava-se no centro histórico da capital amapaense: a esquina da Av. Presidente Vargas com a rua São José, canto com a Praça (Matriz) Veiga Cabral.
Com o passar dos anos, o Elite Bar - ou Sorveteria do João Assis - fechou as portas, e surgiu em seu lugar o famoso “Gato Azul”, um bar que era administrado pelo esportista Amujacy Borges de Alencar(foto), que ainda tinha como  sócios os esportistas e empresários Jarbas Gato e Mair Bemerguy. O Amujacy, zagueirão do E.C.Macapá e da seleção amapaense na década de 50, faleceu em 2010, em Fortaleza-CE, onde passou os últimos 20 anos de sua vida.
João Silva diz que "o GA era um dos pontos mais frequentados pela boemia de Macapá, onde se juntavam, para tomar uma cerveja bem gelada e passar a limpo a vida dos outros, funcionários públicos, estudantes, intelectuais, jornalistas e gente do povo também. Há quem assegure que lá, no Gato Azul, surgiu o bloco "A Banda" bem no comecinho dos anos 60; de certo é que "A Banda" saia da Presidente Vargas, no trecho que ia do Gato Azul à sede do Amapá Clube."
No registro acima, podem ser vistos alguns dos frequentadores do famoso "Gato Azul".
A partir da esquerda: Alfredo Lá Rocque; João Vilhena de Andrade (policial civil); Gatão (Guarda Territorial); o quarto encostado ao poste é o José Maria Frota; seguido do médico Linomar Seabra; Amujacy Borges de Alencar e Garrote.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Memória do Esporte - São José, o tricolor amapaense

Há 68 anos, surgia a Sociedade Beneficente São José.
Segundo registro no Facebook do historiador Nilson Montoril, "no dia 8 de junho de 1946, manhã de sábado, um grupo de desportistas reuniu-se na residência(*) do senhor Messias do Espírito Santo Oliveira com o propósito de fundar uma nova entidade voltada para a benemerência e desporto. Surgia neste dia a Sociedade Beneficente São José. A intenção dos fundadores era manter a novel sociedade na informalidade. Entretanto, no dia 26 de agosto, uma segunda-feira, os idealizadores da entidade decidiram lavrar a ata da sua fundação, alterando a denominação para Sociedade Esportiva e Recreativa São José. Uma comissão de eleição apontou o corpo diretivo do clube e uma outra foi escolhida para elaborar seus estatutos. A despeito de ser natural de Igarapé-Mirim, no Estado do Pará, Messias do Espírito Santo Oliveira, que era Serventuário da Justiça, gozava de muito prestígio no seio da sociedade macapaense. No Estatuto do clube, o dia 26 de agosto foi declarado como a data de fundação."
(*) A casa do Sr. Messias situava-se na Rua São José, entre Av. Presidente Vargas e a então Av. Brás de Aguiar, depois Coriolano Jucá, no terreno onde depois funcionou a Sorveteria Macapá(atual Q Sabor).
Registro de 1977
Segundo o amigo João Silva, vemos em pé, da esquerda para a direita: Campos, Birungueta, Haroldo Espada, Zé Maria, Alceu, Dias e o técnico José Carlos(que veio de fora);
Agachados, no mesmo sentido: Lavico, Dinho, Norberto, Orlando Torres e João de Deus.
Balalão informou também que "esse time do São José representou o Amapá no Copão da Amazônia realizado em gramados amapaenses e decepcionou; foi o único que o tricolor disputou, diga-se de passagem."
João Silva conta que "a ideia do Copão da Amazônia surgiu no Amapá; foi levada para o Rio de Janeiro pelo esportista Raimundo Osmar Pontes Hollanda que foi representante da FAD junto a CBD, cujo presidente Heleno Nunes, depois de prometer mundos e fundos, acabou negando apoio à realização do torneio, que não contou também com ajuda do CND, e só foi realizado graças ao empenho dos dirigentes do Amapá, Roraima, Rondônia e Acre. Mesmo assim Hollanda foi aclamado pela crônica como  “Pai do Copão”. 
Raimundo Osmar Pontes Hollanda, foi um grande esportista que o Amapá produziu; Hollanda era azulino(E.C.Macapá) e depois que deixou o Amapá para cuidar da saúde no Rio de Janeiro, trabalhou algum tempo na Confederação Brasileira de Desportos e ajudou a difundir a ideia da realização do Copão da Amazônia que foi disputado pela primeira vez em 1975, em Porto Velho, Rondônia;  Hollanda faleceu em 2008, em Icoaracy-Pa."
(Imagem pequena de arquivo)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Memória da Cidade - Praça Floriano Peixoto, em Macapá

Este era o aspecto da praça Floriano Peixoto no bairro do Trem, em 1996.
Por muitos anos ela passou por um período de total abandono, transformando-se numa verdadeira lixeira a céu aberto. 
Desde 2009, quando foi revitalizada, tornou-se um dos cartões postais de Macapá.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Foto Memória do Futebol Amapense - Juventus Esporte Clube

Temos hoje duas relíquias históricas para o fãs do Juventus Esporte Clube. 
A primeira, reproduzida do blog do João Silva, trás imagens de uma formação de 1963, com um dos timaços do Juventus.
No registro aparecem, da esquerda para a direita, em pé: Zé Elson, Círio, Mocinho, Curupira, José Maria e Magalhães;
Agachados, no mesmo sentido: Enildo, Joca, Timbó, Moacir Banhos e Praxedes.
Segundo João Silva, "o "Moleque Travesso" do Futebol Amapaense desapareceu das competições oficiais da FAD no início da década de setenta por causa de uma divergência entre os padres do PIME e o treinador Humberto Santos, que se uniu a outros esportistas e trouxe a Sociedade Esportiva e Recreativa São José de volta aos gramados amapaenses, já que a agremiação fundada por Messias do Espírito Santos estava licenciada."
Na segunda temos mais uma formação do Juventus Esporte Clube, que encontrei no "Repiquete no meio do mundo", o blog da amiga Alcilene Cavalcante. Ambas foram registradas no Estádio Glycério Marques, em Macapá.
Vemos a partir da esquerda: Mucuim, Otávio Nery, Bento Góes, Base, Haroldo Pinto e Dico.
Agachados: Camarão, Jangito, Jupati, Bené e Evilásio.

A nosso pedido o historiador Nilson Montoril fez a seguinte observação histórica:  "O Juventus Esporte Clube, de Macapá, pretendia disputar o campeonato Amapaense de Futebol usando camisas iguais ao do Juventus da Itália, alvinegras. Ocorre que o Amapá Clube tinha uniforme semelhante, espelhado no Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, o que fez prevalecer a preferência do alvinegro amapaense. Foi, então, que o Chefe Humberto Dias Santos, um dos fundadores do Grupo de Escoteiros Católicos São Jorge, cuja cor do lenço era verde e vermelho, sugeriu que elas também fossem adotadas como cores do time de futebol. O verde e o vermelho são as cores de São Jorge, patrono do Exército Portugues. As cores de Portugal também são essas. A Portuguesa de Desportos, de São Paulo, fundada pela colônia lusitana são o verde e o vermelho."(Nilson Montoril - via Facebook)

sábado, 23 de agosto de 2014

Foto Memória do Esporte Amapaense - Amapá Clube

O Amapá Clube foi fundado no dia 23 de fevereiro de 1944, em reunião ocorrida em uma residência situada em frente ao primeiro prédio da Prefeitura Municipal de Macapá, hoje servindo à Secretaria Especial de Defesa Social. É o mais antigo clube de futebol do Amapá.
Foram fundadores do Amapá: Eloy Monteiro Nunes(Tio Eloy), Francisco Serrano(Farmaceutico), Pauxy Gentil Nunes, Newton Cardoso, José Serafim Coelho, João Vieira de Assis(Elite Bar), Glycério de Souza Marques, Raimundo Nonato Araújo Filho(Raimundinho), Raimundo de Campos Monteiro e Zoilo Pereira Córdoba. 
O governador do Estado na época, Janary Gentil Nunes, participou da reunião de fundação do clube, mas não assinou a ata de fundação, pois tivera que ausentar-se antes do término do encontro.
As primeiras partidas do Amapá ocorreram no campo da Praça da Matriz, atual espaço da Praça Veiga Cabral. Logo em seu primeiro ano de fundação, participou do Campeonato Amapaense. Porém, seria campeão somente no ano seguinte, sobre o Macapá.
Em 1959, disputou um torneio amistoso na cidade de Caiena, retornando a Macapá com o troféu da competição. Em três partidas realizadas na Guiana, o Amapá venceu duas e empatou uma.(Wikipédia)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...