terça-feira, 18 de julho de 2017

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Assentamento da Estrada de Ferro do Amapá

A Estrada de Ferro do Amapá, construída entre fevereiro de 1954 a outubro de 1956, na Amazônia oriental, liga Serra do Navio a Santana, no estado do Amapá com 193 km de trilhos. Foi projetada para transportar o minério de manganês da Icomi entre a mina localizada no interior do estado e o porto de Santana, distante a 12 km da capital, Macapá. Durante 41 anos transportou mais de 34 milhões de tons do minério, além de cargas diversas. Findo este tempo foi repassada aos poderes públicos, ficando sob responsabilidade do estado.
Dormentes assentados sobre o lastro, prontos para receber os trilhos.
Esse trecho é na saída da ponte do Rio Amaparí, no sentido de Serra do Navio. 
A Estrada de Ferro Amapá é a única ferrovia brasileira construída na bitola padrão de 1.435 m.
Sua situação geográfica: no extremo norte do Brasil, acima da linha do equador, do lado das margens esquerdas do Rio Amazonas.
Foi a quarta ferrovia construída na região amazônica, sendo posterior à Estrada de Ferro de Bragança [1883 a 1958, 222 km de Belém (PA) a Bragança (PA), bitola de 1,0 m.], Estrada de Ferro Madeira Mamoré [1907 a 1972, 364 km de Porto Velho (RO) a Guajará-Mirim (RO), bitola de 1,0m.)] e Estrada de Ferro Tocantins [1908 a 1967, 118 km de Alcobaça (atual Tucuruvi)(PA) a Jatobal (PA), bitola de 1,0m.)].Na época, todas as ferrovias do sul operavam com bitolas métricas de 1,0 m. ou largas de 1,60 m. Entretanto, nos Estados Unidos, seguindo o modelo europeu, já era amplamente adotada a bitola padrão de 1.435 m. em quase todas as suas ferrovias.
Montagem dos trilhos sobre os dormentes alinhados e nivelados sobre o lastro.
Como o projeto e os materiais da ferrovia eram totalmente fornecidos pelos americanos, a adoção desta bitola facilitaria a aquisição dos materiais para a via permanente e para o material rodante de tráfego. Ademais, a ferrovia era um projeto particular e com o único objetivo de transportar o minério de Serra do Navio até o Porto de Santana, não pretendendo de forma alguma interligar com outras regiões do Brasil, principalmente pelo fato do impedimento natural feito pelo Rio Amazonas. 
Homens fazem ajuste final do lastro sobre os dormentes, com os trilhos já instalados.
Só para se ter uma ideia do isolamento desta ferrovia, as margens esquerdas do Rio Amazonas da orla Macapaense (Amapá) estão distantes em linha reta a mais de 300 km das margens direitas da orla de Belém (Pará), o maior e mais próximo ponto de interesse comercial.
Estes foram os principais motivos da construção na bitola de 1.435 m.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

domingo, 16 de julho de 2017

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Montagem da estrutura da oficina de manutenção de locomotivas, da ICOMI, em Santana

Nossas Fotos Memórias de hoje, relembram a montagem da estrutura da oficina de manutenção de locomotivas, da ICOMI, em Santana, em 1956.
Os galpões foram montados com materiais importados e todos eram de estrutura metálica, tendo as colunas e os elementos principais arrebitados e os elementos e as vigas secundárias aparafusados, terminados em telhados de duas águas em dois níveis.
Nesta segunda foto o piso já estava pronto.
À direita, vê-se a caixa d’água de 18 mil litros que permanece até os dias atuais. A caixa d’água é em estrutura metálica e está situada a aproximadamente 12 metros de altura do solo. À direita do galpão (esquerda de quem olha) nota-se o prolongamento para a instalação dos escritórios da oficina de manutenção.
Nesta foto vemos as fases bastante adiantadas, com os telhados montados.

sábado, 15 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: Solenidade oficial no Cine Teatro Territorial

A Foto Memória de hoje é reproduzida do Acervo Histórico do Amapá.
Trata-se do registro fotográfico de 1954 de uma Solenidade oficial no Palco Auditório do Cine Teatro Territorial.
Entre as autoridades componentes da mesa, Governador Janary Nunes, Dom Aristides Piróvano - 1º Bispo Prelado de Macapá, Dr. Hildemar Pimentel Maia.
Segundo o historiador Nilson Montoril, “tudo indica ser uma colação de grau, provavelmente da primeira turma do Ginásio Amapaense.”
A má qualidade da foto não nos permite identificar quem são os demais componentes da mesa.
Resumo Histórico: Ginásio Amapaense foi o primeiro nome do  Colégio Amapaense criado pelo 1º governador do Amapá Janary Gentil Nunes, através do Decreto territorial nº 49, de 25 de janeiro de 1947.
Funcionou inicialmente, no Grupo Escolar Barão do Branco.
Em 25.01.1952, pelo decreto governamental nº 125/1952, o Ginásio Amapaense passa a se chamar  Colégio Amapaense, recebendo alunos do antigo Curso Científico, que passa a receber a nomenclatura de Curso Colegial, correspondente atualmente ao Ensino Médio, funcionando em três turnos.
Em 13 de junho de 1952 passa a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na Av Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas 9 salas de aula.
Em 31.03.1967, é concluído o segundo bloco da estrutura atual, no governo do general Luiz Mendes da Silva.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Fotos Memória Históricas: Base Aérea do Amapá

As Fotos Memória de hoje, retratam dois registros fotográficos do Amapá, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.
Saiba a importância do Amapá, no contexto histórico mundial:
"Os trabalhos de construção da Base Aérea de Amapá tiveram início em 1941, em obediência ao decreto federal 3462, de 25 de julho de 1941, autorizando a realização de operações de guerra em solo brasileiro, e ao mesmo tempo autorizando a Panair do Brasil, na época uma subsidiária da Pan American Airways, para iniciar as obras necessárias à construção de campos de aviação no Norte e Nordeste do Brasil, e com a finalidade de permitir a utilização de aeronaves de grande porte mediante as condições impostas pelo governo norte-americano.
Baseada no artigo I desse decreto, a Panair do Brasil construiu e aparelhou o Aeroporto de Amapá. O governo norte-americano tinha também deveres específicos, tais como:
A) Realizar benfeitorias no aeroporto, ampliando-o para além de mil metros;
B) Preparar piso de modo a suportar a compressão de grandes aeronaves;
C) Farol rotativo;
D) Luzes para assinalar os limites dos aeroportos;
E) Holofotes para iluminar as pistas;
F) Usinas de emergências para energia elétrica.
Todos os projetos realizados na Base foram submetidos ao governo brasileiro.
Entre esses constavam plantas, orçamentos e especificações técnicas. Por sua vez, o Ministério da Aeronáutica construiu os edifícios para aquartelamento dos contingentes da Força Aérea Brasileira que passaram a operar nas bases de Belém, Fortaleza, Recife e Salvador. Também foi de alçada da Aeronáutica a construção de residências para alojar o pessoal militar não só da FAB, como também da força aérea norte-americana.
A desapropriação de terrenos e imóveis na área da Base Aérea, incluindo benfeitorias, foi respaldada pelos decretos nº 14.431, de 31 de dezembro de 1943. Entre vários colonos, quem mais perdeu terras foi Assad Antonio Sfair, que teve desapropriada uma área de 6,09 milhões de m2 “para fins de utilidade publica”.
Entre outros feitos, foram guarnições da marinha norte-americana que destruíram, na costa do Amapá, vários submarinos alemães, entre eles o U-590 (em 9 de julho de 1943) e o U-662 (21 de julho). O U-590 foi comandado pelo 1º tenente Werner Kruel, que antes já havia torpedeado um submarino americano no dia 4 de julho, perto de Belém.
Quanto ao U-662, este foi destruído no momento em que a aproximação do comboio T-F 2, que já havia perdido a posição de lançamento no dia 19. Assim, perseguindo vários mercantes brasileiros, foi avistado por um avião do Exército americano, no exato momento em que mergulhava. Dado o alarme, saiu o avião AP-94, da Base Aérea de Amapá, trocando tiros com o U-662. Aparece o avião americano PYB e, juntos, destroem o submarino que estava a cem milhas do local.
Em 13 de outubro de 1951 têm inicio as obras da rodovia que liga a Base Aérea de Amapá ao município de Calçoene, pela Construtora Carmo Ltda, sob a supervisão do empreiteiro Walter do Carmo.”
Fonte consultada: Amapá em Destaque

terça-feira, 11 de julho de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Preparação do terreno para construção do Porto de Embarque de Minérios da ICOMI, em Santana-AP

No início das operações, em 1955, para preparação do terreno visando a construção do Porto de Santana, foi montado um pequeno píer provisório para a descarga dos materiais e equipamentos para as obras. 
Logo tiveram início as obras de preparação da área do píer e dos pátios de estocagem. 
As margens foram estaqueadas para contenção do solo e montagem do carregador de navios e feita a drenagem do solo.
No local onde o guindaste estava trabalhando foi instalado o píer flutuante.
À esquerda, no sentido da margem jusant, foi montado um terminal de recebimento de combustíveis para os grupos geradores, equipamentos da ferrovia e da mineração.
Em paralelo, onde havia o píer provisório foi montado um cais elevado, para recebimento de cargas em geral.
Em seguida foi construído o píer sobre flutuantes, para compensar as mudanças de níveis das águas do rio. 
Esse píer foi ancorado em terra firme por dois sólidos suportes em alvenaria construídos em suas extremidades, para receber os braços articulados de contenção do conjunto do porto flutuante.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: Encontro de amapaenses com o Presidente Castelo Branco

Nossa Foto Memória de hoje, é uma preciosidade histórica, compartilhada pelo amigo Eduardo Cardoso Correia, em sua página no Facebook. 
Trata-se de uma foto de 1966, que retrata o encontro do então Presidente Castelo Branco, com ilustres amapaense.
A partir da esquerda: Cabo Alfredo Oliveira e Sr. Amauri Guimarães Farias, ( ex-Prefeitos de Macapá ); Pte. Castelo Branco; Sr. Edilson  Correia ( pai de Eduardo ); Sr. João Batista de Azevedo Picanço ( Tio Joãozinho ) e Sr. Guilherme Cavalcante, ( pai do Dr. José Ribamar Cavalcante – médico da época ).
Fonte: Facebook

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Esquadrão do Guarany Atlético Clube

A Foto Memória de hoje, vem o Baú de Lembranças do amigo Zequinha Monteiro, grande atleta do futebol amapaense.
É um registro esportivo de 1977/78 do esquadrão do Guarany Atlético Clube.
A partir da esquerda, em pé: Castelo,Marinho Macapá, Alemão, Gil, Dida e Dias. Agachados: Orivaldo, Ademir Pena, Perivaldo, Bolinha e Camorim.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: Seu Manuel O Popular "Pau Furado"

“Pau Furado” – Assim era conhecido o Sr. Manuel: um deficiente físico que vivia da caridade pública na Macapá, antiga.  Cidadão, moreno, corpo esguio e rosto marcado pelo sofrimento.
Segundo o pesquisador Nilson Montoril, “nunca se conseguiu saber de que localidade veio seu Manuel. Algumas pessoas diziam que ele era proveniente da ilha do Marajó e teria contraído paralisia infantil. A origem do seu apelido e o complemento do nome de batismo jamais foram descobertos. Seu Manuel detestava ser apelidado.”
“Ele morava em um prédio que fora construído pelo governo do Território Federal do Amapá para abrigar o “Restaurante dos Operários” e servir de abrigo aos que vieram de outras plagas para trabalhar na construção de diversos prédios públicos e que viviam em alojamentos precariamente edificados.” Nilson conta que “os trabalhadores permaneciam naquele local pelo tempo necessário para construírem suas casas em lotes que a Divisão de Terras e Localização distribuía."
O restaurante acabou sendo rotulado de Barracão dos Imigrantes, ficava na esquina da Rua São José com a Avenida Professora Cora Rola de Carvalho. 
"Pelo centro dessa segunda via pública passava a tubulação do primeiro sistema de esgoto de Macapá. A área era tão alagada que foi preciso construir-se pequenos pilares para manter os tubos fora do lamaçal. No inicio seu Manuel usava apenas uma grossa bengala para sustentar a mudança de passo da perna esquerda. Depois se fez imprescindível trocar a bengala por uma muleta relativamente desgastada para poder se deslocar, haja vista que a atrofia da perna esquerda se agravara. Quase não falava e a dentição lhe era escassa.” Nilson destaca que “a despeito de ser deficiente físico, seu Manuel caminhava bastante." 
"Seu ponto preferido para sentar-se e ver o tempo passar era a calçada da residência da senhora Sofia Mendes Coutinho, situada no canto da Avenida General Gurjão com a Rua São José. Ali ficava horas a fio observando tudo que se passava no centro histórico de Macapá. À tarde, quando a maré enchia por volta das 16 horas, seu Manuel deixava a calçada e rumava para o trapiche major Eliezer Levy. Com muito aprumo caminhava sobre a longa ponte até alcançar o ancoradouro frontal. À época existia na cabeça do trapiche um abrigo coberto destinado a passageiros e cargas miúdas. Era o local onde seu Manuel ficava fitando (observando) as águas do Rio Amazonas e acompanhando a chegada dos reboques a vela provenientes da região das ilhas do Pará, que traziam açaí, frutas e peixe. Tudo era vendido rapidamente aos costumeiros fregueses, principalmente às mulheres amassadeiras do nosso rico e gostoso “petróleo”. À conta da caridade dos caboclos seu Manuel sempre voltava para o barraco com alguns peixinhos frescos, suficientes para o preparo de um reanimante caldinho. Ele também podia ser encontrado sentado na calçada da Igreja de São José proseando com o amigo Ponciano ou sobre a panela da rede de esgoto da Avenida Cora de Carvalho. Todo mundo se admirava de o ver escalando aquele objeto alto sem pedir a ajuda de terceiros.”
"As crianças que tão bem conheciam seu Manuel não lhe faltavam com o respeito. Algumas evitavam passar perto daquele cidadão desvalido porque os próprios pais diziam que iriam chamar o “Pau Furado” caso os filhos não se comportassem direito. A mesma coisa falavam em relação ao senhor Benedito Lino do Carmo, o Congó. A molecada da Matriz até que tentava tirar um dedo de prosa com seu Manoel, mas ele falava meio embrulhado e somente as pessoas pacientes conseguiam entendê-lo.”
"No tempo de manga ele fazia a festa. Primeiramente amassava bem a fruta. Depois, chupava a poupa, devorava a casca e fazia um malabarismo tremendo com o caroço dentro da boca. Ao ser jogado fora, o caroço estava branquinho da silva. Seu Manuel residiu no Barraco dos Operários até morrer, no final da década de 1960. O propósito do Governador Ivanhoé Gonçalves Martins em melhorar o aspecto urbano de Macapá mudou completamente o habitat do “Pau Furado”. O prédio que o abrigava encontrava se praticamente desativado e não servia mais refeições. Os alimentos necessários à subsistência de seu Manuel continuavam a ser dados por pessoas caridosas, entre elas a Alice Gorda que na época gerenciava um hotel."
Nilson conclui dizendo que “foi a Alice Gorda, a eterna Rainha Moma, quem providenciou o sepultamento daquele homem que tanto sofreu até desencarnar do verbo.”
Texto de Nilson Montoril, adaptado para o Porta-Retrato, publicado originariamente no blog Arambaé, do renomado historiador amapaense.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: Evento festivo da Família Cruz

Mais um registro fotográfico do álbum de lembranças do amigo Humberto Mauro Cruz, filho do fotógrafo Humberto Cruz.
Trata-se da comemoração de um evento festivo na Família Cruz, realizado em 1954.
Em volta da mesa, aparecem a partir da esquerda: o fotógrafo Humberto Cruz;  a senhora ao lado dele é Dona Catarina da Silva (*); em seguida a irmã dele Lygia Cruz e a amiga dela, profª Joyra Tavares, ( que também foi rádio atriz da Difusora ); ao fundo da imagem junto à janela o fotógrafo Guilherme da Silva Cruz  e a profª Ivone Terezinha da Silva, festejavam noivado; ao lado, no canto da imagem (oculta) a Sra. Euphrásia da Silva Cruz (**) e os irmãos Marino e José Cruz, do lado direito de quem olha. 
(*)   Catarina da Silva, segunda esposa de Gerônimo Silva, pai da Sra. Euphrásia da Silva Cruz; 
(**) Euphrásia da Silva Cruz, primeira esposa do Sr. Mário Cruz, (comerciante que apresentou a Janary Nunes, as primeiras mostras de manganês descobertas no Amapá).
Fonte: Facebook

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: Pioneiro Mário da Silva Melo

Mário da Silva Melo nasceu no município de Breves/PA, em seis de janeiro de 1923. Filho de Altino Amorim de Souza e Virgília Marques da Cruz. Na pia batismal recebeu o sobrenome de seus padrinhos. Viveu sua infância lá mesmo em Breves ao lado de sua mãe até os 17 anos, quando saiu de sua terra natal, em busca de trabalho e independência. Chegou ao Amapá no início dos anos 40 (por volta de 1941), quando aquela terra ainda pertencia ao Estado do Pará. No Amapá, o jovem Mário Melo começou sua atividade, no garimpo do Vila Nova (Município de Mazagão), onde contraiu malária, que o fez abandonar aquela atividade econômica, e se mudar para Macapá, a fim de tratamento médico.
Em seguida trabalhou no Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), criado durante a 2ª Guerra Mundial para sanear a Amazônia, tendo em vista os altos índices de malária e febre amarela que atingiam os habitantes daquela região.
Com a elevação do Amapá à condição de Território Federal, (1943) houve a criação da Guarda Territorial, (uma polícia específica para os territórios federais recém criados), e ele foi um dos seus integrantes ao lado de muitos outros Pioneiros. 
Em 1946 (aos 22 anos), casou com a jovem Ercília Furtado Coutinho (17 anos), natural do Município de Chaves/PA. Dessa união nasceram 16 filhos, sendo 10 (dez) homens e 6 (seis) mulheres, todos naturais de Macapá e com nomes iniciados pela letra M.
Mário Melo permaneceu na Guarda Territorial até 1951, quando, por motivos políticos, foi exonerado do Serviço Público.
No período de 1951 a 1962, desenvolveu varias atividades particulares, para sobreviver e sustentar sua família, entre elas: dono de bar e botequim, (onde se reuniam alguns amigos da boemia local); canoeiro que abastecia o pequeno comércio da cidade com venda de carvão, peixe, camarão, carne de caça (liberada na época), suína, etc.
Um dos fatos ocorridos durante sua atividade de canoeiro foi um naufrágio que sofreu no rio Amazonas, vindo a perder tudo, salvando apenas sua vida e de seu filho mais velho. Com esse acontecimento ele procurou um novo ramo de atividade: o de carroceiro (freteiro).
Em seguida, foi garapeiro (vendedor de caldo de cana), localizado atrás dos mercados Central e municipal de peixes.
A partir da década de 60 torna-se evangélico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, situada na Praça Nossa Senhora da Conceição no Bairro do Trem. Nesse mesmo período retoma seus estudos no Instituto Veiga Cabral que pertencia ao professor Alzir da Silva Maia, na atual Rua Rio Maracá, entre as avenidas Tiradentes e São José, área hoje (2017) ocupada pela Feira Municipal do Centro da Cidade.
No período de 1967 a 1970, fez o curso ginasial no antigo Ginásio de Macapá, hoj(2017) Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes. Entre 1971 e 1973 fez o Curso Pedagógico no Institutde Educação do Amapá - IETA.
Autodidata no aprendizado de violão foi aluno do Mestre Oscar Santos, com quem aprendeu a tocar instrumentos de sopro, leitura e escrita de partituras.
Em 1962, o Governo Federal promoveu um novo enquadramento e Mário Melo regressou à Guarda Territorial, na condição de integrante da Banda de Música da corporação. Foram seus contemporâneos na Banda da Guarda Territorial, músicos conhecidos, em sua maioria por nomes de guerra ou apelidos tais como: Morcego, Feliciano, Biroba, Ueua, Caveira, Gurjão, Zé Crioulo, Dantas, Aracu, Tomate e muitos outros. Todos sob a regência do Maestro Miguel (Cipó).
Com a extinção da antiga Guarda Territorial e implantação da Polícia Militar do Amapá(Lei n° 6.270, de 26 de novembro de 1975), Mario Melo foi transferido para a Polícia Civil, onde exerceu as funções de Agente Escrivão e Comissário de Polícia (Delegado).
Além dessas, exerceu também atividades de músico, maestro, compositor, com participação  em diversos Festivais da Canção Amapaense, sendo também, autor do hino do Esporte Clube Macapá.
A boemia era um de seus lazeres, tendo como parceiros: Zé Crioulo, Walber Damasceno, Noé do Bandolim, Treze, Reinaldo Lima, entre outros.
Ao final dos anos 70 e início do80, foi professor de música no Colégio Amapaense onde montou uma escolinha de música e fundou a Banda de Música do estabelecimento. Participaram da escola e da banda, expoentes da música popular amapaense como: Ronery, Zé Miguel, Zenor, Edilson Moreno, Osmar Jr, Batan e demais pessoas ilustres da terra como Pe. Paulo, Profª Neca Machado e Sebastião Rocha (médico e ex-Senador pelo Amapá).
Mario Melo animou bailes com conjuntos musicais que organizava nas quadras carnavalescas, denominados “Os Xavantes” e “Os Geniais”. Tocou em vários Clubes e Municípios  do Território tais como, Santana (Independente e Santana Esporte Clube), Serra do Navio (Manganês Esporte Clube), Laranjal do Jary, Afuá na Ilha do Marajó (Sede do Lagostão), e ainda nas sedes sociais do Trem Desportivo Clube, Esporte Clube Macapá  e Círculo Militar.
Tanto nas Bandas de Carnaval quanto na Banda de Música do Colégio Amapaense, ele contou com a participação de alguns dos seus filhos, entre os quais: Marcino, Marcílio, Marcos, Magno e Marta.
Além das bandas citadas Mario Melo criou um conjunto regional, de chorinhos e MPB, que tocava nos clubes da cidade e no SESC/AP.
Na década de 80, exerceu suas atividades de policial civil no município de Oiapoquepermanecendo até sua aposentadoria em 1982Paralelamente, nas horas de folga, exercia atividades de catraieiro transportando passageiros de Oiapoque, no Brasil, para a cidade de San George, na Guiana Francesa e vice-versa.
Pioneiro policial, maestro e compositor Mário da Silva Melo faleceu dia 27 de julho de 2006, aos 83 anos de idade, e seus restos mortais descansam em Paz, na sepultura da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceiçãono Centro de Macapá.
Fontes consultadas: Para a montagem dessa biografia contamos com a colaboração de vários filhos e da professora Ercília Furtado de Melo, viúva do biografado, a quem agradecemos.

domingo, 2 de julho de 2017

Foto Memória da Comunicação do Amapá:Membros da Rádio Difusora de Macapá

Foto Memória de 1958 - Membros da Rádio Difusora de Macapá.
Figuras importantes que marcaram a história administrativa e artística da RDM.
Sr. Ivaldo Veras, era responsável pelo setor técnico da emissora.
Reinaldo Farah, dirigia o setor de rádionovelas.
Ambos falecidos.
Lygia Cruz e Creusa Souza (Bordalo) faziam parte do elenco de atrizes das radionovelas.
Professora Creusa, também foi Diretora na primeira fase da emissora.
A atriz Lygia Cruz mora em Rio das Ostras (RJ) e a Profª Creusa Souza (Bordalo), reside em Belém do Pará.
A partir da esquerda, estão nas imagens: Ivaldo Veras (técnico em eletrônica); Reynaldo Farah (Diretor Artístico e escritor); Lygia Cruz e Creusa de Lima e Souza (rádio atrizes).

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Fotos Memória da Mineração no Amapá: Primeiros equipamentos e veículos da ICOMI, no Amapá

Duas Fotos Memória de hoje, relembram a área do Porto de Santana, em 1953, quando da chegada dos equipamentos e veículos para a empresa ICOMI, no Amapá.
Na primeira foto, vemos a área portuária, quando ainda não havia sido montado o parque industrial de estocagem e embarque de minério de manganês, da Indústria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI, na localidade de Santana, no Amapá.
No segundo registro fotográfico, vemos imagens do primeiro armazém de cargas, construído em Santana, tendo ao lado equipamentos e veículos estacionados no pátio da ICOMI, para serem utilizados na ferrovia e mineração da empresa, no Amapá.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: O Pioneiro Stephan Hout

Nossa Foto Memória de hoje, presta uma homenagem póstuma ao pioneiro STEPHAN HOUAT
STEPHAN HOUAT, nasceu em Batroun, República do Líbano, no dia 5 de dezembro de 1923, filho dos comerciantes Jorge Houat e D. Foutine Darghan Houat. Estudou o Curso Ginasial no Colégio dos Irmãos Maristas e na Escola de Belas-Artes em Beirute, Capital do Líbano, formando-se em Técnica-Mecânica. Começou trabalhando na função de subchefe da oficina mecânica da companhia de petróleo "Iraq Petroleun Company". No ano de 1940, passou a ministrar aulas na Escola de Belas-Artes onde se formou. Com a ocupação do Líbano pelas tropas inglesas e por franceses livres em 1941, a juventude começou a reagir contra as reformas tendenciosas que queriam implantar. Alguns libaneses começaram a emigrar, entre os quais o seu pai, que veio para o Brasil em 1942, se estabelecendo em Belém do Pará. Stephan decidiu vir para o Brasil em 1947, chegando ao Rio de Janeiro em companhia de seu irmão Abdallah no dia 23 de junho; prosseguindo viagem para Belém-PA, assumiu a gerência do comercio de seu pai e inaugurou uma casa de comércio em sociedade com seu irmão Abdallah em 1948, no mercado de São Brás, aí permanecendo três anos. Chegou ao Amapá, em maio de 1949, dando início a sua atividade comercial, sempre de sociedade, com seu irmão.
Primeiro com uma banca na Doca da Fortaleza e, depois, numa loja pequenina, construída de madeira e coberta de cavacos,...
...no local onde depois funcionou a loja Beiruth N'América, na qual exibia tecidos de lindas padronagens.
Começou então a odisseia da Associação Comercial do Amapá, onde assumiu diversos cargos, inclusive o de Presidente; participou da criação do Clube dos Diretores Lojistas e liderava, com seu irmão os libaneses que vieram para o Amapá. Desportista, torcedor do Trem Esporte Clube, assumiu os cargos de Diretor de Esportes, Diretor Social, Presidente e Vice-Presidente, bem como apoiou as diretorias na construção da sede social e na formação de uma equipe de futebol para competir em igualdade de condições com o Amapá, Macapá e São José; passou a se dedicar ao Bairro do Trem para onde foi morar e era muito querido. Foi um colaborador permanente dos padres da igreja de Nossa Senhora da Conceição; participou da colocação da pedra fundamental da sede dos escoteiros do mar "Marcilio Dias" chefiada pelo professor Dário Jassé; foi escolhido pelos clubes para o cargo de Presidente da Federação Amapaense de Desportos; Presidente da Federação Amapaense de Natação; Presidente da Federação de Futebol de Salão. Presidiu diversas delegações que viajaram para Belém, Rio Branco, Salvador; Fundador do Aeroclube de Macapá, Diretor do Colégio de Árbitros. Mesmo sendo torcedor do Trem, era sócio de todos os outros clubes e justificava que era uma colaboração, um incentivo. 
No ano de 1953, viajou para o Líbano para casar com a jovem Jacqueline EI Achi no dia 27 de setembro, (veja a foto acima) retomando em novembro do mesmo ano, quando a apresentou à sociedade amapaense. 
No ano de 1969, se candidata ao cargo de Vereador pelo Município de Macapá e, merecendo o apoio popular, é eleito juntamente com Humberto Dias Santos, Walter Banhos de Araújo e Lucimar Amoras DeI Castilho, diplomados no dia 2 de janeiro de 1970, assumindo a Presidência da Mesa. Membro do Rotary Clube de Macapá. Fez parte de diversos Conselhos, foi 2º Secretario, Vice-Presidente e Diretor sem pasta. Assumiu por duas vezes a Presidência da entidade, reunindo-se no Esporte Clube Macapá onde seu irmão Abdallah era Presidente. No ano de 1975, se transfere para Belém, onde funda uma firma de compensados e material de construção, fixando residência naquela cidade, passando a dedicar sua vida esportiva ao Paissandu Esporte Clube, sócio e torcedor, sendo eleito Presidente do alviazul onde teve uma atuação merecedora de elogios. Teve uma vida social intensa no clube Monte Líbano do qual foi também Presidente. De repente a morte chegou, surpreendendo a sua esposa Jacqueline, seus filhos Kátia Mara, Jorge, Fadia Luzia, Jussara Keila e José Emílio, seus irmãos, seus parentes, seus amigos e o povo amapaense, pela perda sentida daquele dinâmico companheiro, personagem importante na construção do Amapá.
Stephan Houat, faleceu em São Paulo, em 19/10/1990 de um enfarte fulminante, quando participava de um evento social.

Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II – De Coaracy Sobreira Barbosa – Imprensa Oficial, agosto de 1998.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro Homero Charles Platon

Homero Charles Platon chegou ao Município de Amapá em 1942, para administrar o setor de pessoal civil da Unidade Militar da Base Aérea, quando a guerra entre aliados e a Alemanha estava em plena efervescência.
A Base Aérea servia de apoio para as aeronaves que patrulhavam a costa oceânica e além do contingente de Aeronáutica, existia uma guarnição do Exército.
Foi aí que Homero Charles Platon começou sua vida no Amapá.
Após a guerra, Homero foi para Macapá e passou a percorrer os rios da região, pesquisando minérios, com um grupo de garimpeiros.
Adquiriu um “jeep” usado e, junto com seu companheiro Gerino Porto, partiram em direção ao Rio Araguari atravessando campinas, matas, igarapés, atoleiros, chegando à margem do rio, depois de 12 dias.
Dimensionavam os lugares com seus nomes: Porto Platon, Porto do Gerino e Platon do Homero.
Homero convidou garimpeiros experientes e passou a explorar ouro, bauxita e tantalita e foi nessa ocasião que o Sr. Mário Cruz descobriu uma vasta extensão de um minério que, analisado em laboratório, verificou-se ser manganês de boa qualidade.
Com a chegada da empresa ICOMI, para explorar o manganês, Homero passou a ser o fornecedor de alimentos, principalmente carne de gado, mantendo estreito relacionamento com a Diretoria, e transformando-se numa espécie de assessor de assuntos amapaenses.
Era Delegado do SESI e Diretor Administrativo da Companhia Amapaense de Telefones – CAT, quando seus familiares e amigos foram surpreendidos com sua morte no dia 18 de agosto de 1971, com apenas, 57 anos de idade.
Homero Charles Platon, foi um grande pioneiro e Personagem Importante na história do Amapá.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá, de Coaracy Sobreira Barbosa – Departamento de Imprensa Oficial – Agosto de 1997.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Foto Memória de Macapá: Pioneiro Clóvis Penna Teixeira

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O Pioneiro Clóvis Penna Teixeira nasceu em Soure/Pará, em 17 de maio de 1919.
Era irmão do empresário Leopoldo Teixeira – o Teixeirinha.
Clóvis, era mais velho!!!
Foi Diretor do Serviço de Geografia e Estatística no IBGE em Macapá; trabalhou na ICOMI também em Macapá. Trabalhou com Janary Nunes, primeiro governador do então  Território Federal do Amapá – TFA;  foi Secretário Geral no Território Federal do Amapá no governo do Dr. Raul Montero Valdez;  foi representante do Amapá em Belém; foi diretor da Belauto, revendedora Volkswagen em Belém. Em sociedade com Orlando Albuquerque, seu cunhado, teve uma fazenda de criação de gado na Região dos Lagos interior do Amapá, adquirida de Vicente Antônio Pontes Sobrinho.
Casou-se com Myrtilla Teixeira, que tinha o mesmo sobrenome, mas era de outra família, com quem teve quatro filhos, Clóvis Luciano, Luís, Fernando e Carmen Laura.
Clóvis Teixeira faleceu em 23 de dezembro de 1993, aos 74 anos de idade.
Fonte: Informações da família

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...