sexta-feira, 14 de junho de 2019

Foto Memória de Santana: JARBAS GATO E SEU PIONEIRISMO NO TRANSPORTE PÚBLICO PARA SANTANA

Por Emanoel Jordânio
O Amapá ainda chora a morte do empresário Jarbas Ferreira, ocorrida na noite da última terça-feira (11/06), em Macapá.
Jamais vamos esquecer que ainda jovem, mas com uma força de vontade em demonstrar sua capacidade, o paraense Jarbas Gato empreendeu em vários setores do Amapá, indo dos serviços de transporte público ao comércio de produtos inflamáveis.
Empresa de ônibus Canário do Amapá
(Foto: Reprodução do blog Santana do Amapá)
Nesse ramo do transporte, adquiriu em 1958 um ônibus que serviria por anos na condução de passageiros da cidade de Macapá até a pequena comunidade da Vila Maia (hoje município de Santana).
Numa entrevista concedida ao blog Santana do Amapá, em 2012, Jarbas contou que as viagens daquela época eram bem mais difíceis.
“Como a estrada (atual Rodovia Duca Serra) era de chão, só havia uma viagem por dia para Santana, saindo da Praça Veiga Cabral de manhã e retornava para Macapá por volta das 6h da tarde”, relembrou o pioneiro, que ainda acrescentou em dizer que essas viagens não eram diárias, mas sim, trissemanais. “Era um dia sim, e no outro dia não íamos para semana”.
No entanto, vendo que a demanda se tornava maior com o passar do tempo, Jarbas Gato decidiu então investir no ramo de transporte de passageiros para Santana e, em 1962, trouxe para o Amapá as quatro primeiras kombis que passariam a prestar serviço na linha Macapá-Porto de Santana.
Essas kombis seriam diariamente usadas para levar pessoas e até seus produtos agrícolas, já que muitos desses colonos desembarcavam semanalmente de trem pela estação localizada no km-09.
“Nessa época era fiel deixarmos uma Kombi na estação do km-09 por que haviam muitos colonos precisando de transporte, tanto pra ir para Macapá ou ficar próximo de algum ramal que adentrava pela rodovia”, detalhou.
Seu pioneirismo com as kombis – na qual durou quase uma década de circulação – levou em 1973 o então prefeito de Macapá Lourival Benvenuto a contratar a primeira empresa de ônibus a prestar serviço no transporte coletivo entre as duas cidades.
A entrada dessa nova empresa de ônibus não impediu que o visionário empresário Jarbas Gato continuasse a colocar novos empreendimentos voltados em Santana. Substituiu em 1975 as kombis com cinco novos ônibus e conseguiu a concessão da linha rodoviária para a cidade portuária, fazendo um itinerário diário entre Macapá-Fazendinha-Porto de Santana e vice-versa.
“Se víamos que estava havendo um crescimento de população, criávamos um jeito de colocar algum ônibus para circular naquela área. Fazíamos coisas tão simples e lucrativas numa época difícil que hoje não entendemos os motivos de não fazerem algo em situações fáceis”, enfatizou.
Ainda por Santana
Além de investir no transporte público – na qual ficou como ‘mentor’ e articulador empresarial da área por mais de 15 anos – Jarbas Gato também abriu outros empreendimentos em Santana numa época considerada ‘de ouro’ para muitos.
Em janeiro de 1971, instalou o primeiro posto de combustível que ficava no cruzamento da Avenida Santana com a Rua Cláudio Lúcio (na saída do portão principal da ICOMI), facilitando a comercialização e abastecimento de veículos que circulavam em Santana, demonstrando com clareza o crescimento no fluxo de veículos na região.
Também vale ressaltar que, em 1984, quando esteve no cargo de vereador macapaense, apresentou um projeto de lei ao Executivo, colocando nomes das ruas e travessas dos bairros Daniel e Dos Remédios, em Santana.
Texto de Emanoel Jordânio, adaptado ao Porta-Retrato, extraído do blog Santana do Amapá

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto de Santana

Registro histórico aéreo da frente do Porto de Santana, em 1950, quando as obras da mineradora ICOMI ainda estavam sendo implantadas na área portuária. Somente estava montado o porto flutuante de embarque de minério. Do outro lado do rio uma parte da Ilha de Santana.
Foto: reproduzida do blog Memorial Santanense

quarta-feira, 12 de junho de 2019

FALECIMENTO: Morre em Macapá, aos 87 anos, o Pioneiro JARBAS GATO

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento em Macapá, por volta das 20 horas desta terça-feira (11/06), do empresário, desportista, vereador e deputado estadual JARBAS FERREIRA GATO.
Foto: Arquivo pessoal
Doente desde 2013, Jarbas Gato já estava há duas semanas na UTI da Unimed. “Embora apresentando alguma melhora, seu quadro se agravou nos 2 últimos dias, quando, nesse período, chegou a sofrer duas paradas cardíacas,” conta a filha Marola. (Luiz Melo)
JARBAS GATO nasceu em Oriximiná, no estado do Pará, em 02 de dezembro de 1931.
Foto: Reprodução / Seles Nafes
Casado com Verônica Oliveira Gato – de quem estava viúvo - com quem teve 7 filhos que lhe agraciaram com 20 netos e 10 bisnetos.
Estudou o curso primário e ginasial em Belém em escola pública. Aos 14 anos aprendeu o ofício de mecânica na oficina da Secretaria de Estrada de Rodagem nos primeiros carros americanos que chegaram em Belém em 1945.
Chegou a Macapá em 1951, a convite do chefe de polícia à época, Tenente Wadih Charone, para fazer um teste no Amapá Clube, time do governador Janary Nunes.
Devido ao talento no futebol, foi imediatamente contratado como mecânico e motorista da Guarda Territorial. Ele foi motorista do violino, um dos primeiros veículos da segurança pública do Amapá, conforme podemos ver na foto memória, acimaAinda na década de 50, juntamente com um grupo de amigos, funda a UBMA - União Beneficente dos Motoristas do Amapá. Em 1955 ganhou o maior prêmio já pago pela loteria federal no norte do Brasil. Saiu da polícia e comprou dois veículos para rodar na praça como táxi. Começava aí, a carreira vitoriosa de empresário no ramo de transportes, em Macapá. Em 1960 construiu o seu primeiro Posto de Combustível ao lado Mercado Central e em 1961 comprou seu primeiro ônibus lotação e abriu a primeira empresa de ônibus urbano e interestadual. Firma contrato de aluguel de veículos com a ICOMI, a primeira mineradora do Amapá, para levar os funcionários da capital para o distrito de Santana onde trabalhavam. Depois ampliou seus negócios com a compra de Kombis e caminhões para prestar serviço à BRUMASA, multinacional holandesa que fabricava compensado. Em 1970 resolveu voltar a estudar para concluir o curso de técnico em contabilidade no Colégio Comercial do Amapá, antigo CCA. Logo depois, foi eleito presidente do Grêmio Literário Rui Barbosa. Participou do primeiro processo eleitoral para escolha de vereadores do município de Macapá onde foi um dos mais votados. Nesta época. Durante os mandatos como vereador do ainda Território, foi por 3 vezes eleito presidente da Câmara de Vereadores. Assumiu várias vezes as funções de governador, vice e prefeito de Macapá. Foi deputado estadual constituinte e até hoje é considerando um dos políticos com maior número de mandatos consecutivos. Foram 30 anos de parlamento. 
Foi presidente e reconstruiu o seu clube do coração, o Amapá Clube. Em vários campeonatos de futebol foi técnico, e torcedor fanático do alvinegro da Presidente Vargas. 
( Foto: Reprodução / Blog  Arambaé )
Em 1964 na época da revolução foi passar o carnaval no Rio de Janeiro com seu amigo Amujacy (eram sócios do Bar Gato Azul) e lá, saíram na Banda de Ipanema, e em 1965, fundaram o Bloco A BANDA, em Macapá, com alguns amigos, para desafiar o governador da época, General Luís Mendes da Silva.
Na singela homenagem que fez ao ilustre pioneiro, o jornalista João Silva retirou do baú de lembranças, um registro em preto e branco feito na sede da Federação Amapaense de Desportos recheado de dirigentes da melhor qualidade: o Jarbas Gato, jovem senhor ainda, ao lado de Brito Lima, Ubiracy Picanço e Bento Góes de Almeida observados por Juraci Freitas nos anos 70, a década de ouro do futebol tucuju.
Jarbas retirou-se da vida pública com relevantes serviços dedicados ao Estado, à política e ao esporte. Ultimamente, vivia de rendas e aposentadoria.
Seu corpo – sepultado na tarde desta quarta-feira - descansa em Paz, no Cemitério de São José, no bairro de Santa Rita.
JARBAS GATO, por esses feitos, é justamente homenageado como um Notável edificador do Amapá.
Fontes: Facebook / Luiz Melo / João Silva e  Memorial Amapá

sábado, 8 de junho de 2019

Fotos Memorias de Macapá: Imagens Memoráveis da Macapá de Outrora

Esses importantes registros históricos da educação no Amapá, foram clicados exatamente no espaço considerado Centro Histórico de Macapá. Foi ali, no antigo Largo de São Sebastião – ou Largo da Matriz – que, em 4 de fevereiro de 1758, aconteceu o fato que sacramentou a fundação da Vila de São José de Macapá. Foi erguido no local o Pelourinho, diante do Capitão General do Estado do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado.
Nessas imagens de 1946, vemos alunas do Grupo Escolar de Macapá (atual escola Barão do Rio Branco) em aulas de Educação Física, no Largo da Matriz, tendo ao fundo a antiga Casa Paroquial, ao lado da Igreja de São José.
Nessas outras vemos outros alunos da escola.
O registro fotográfico acima, é datado de 1950, sete anos depois de ser criado o Território Federal do Amapá, em 13 de setembro de 1943, de acordo com o Decreto-lei n° 5.812, durante o governo do presidente Getúlio Vargas.
Sem dúvida é uma preciosidade histórica que nos transporta aos tempos memoráveis da Macapá de outrora.
Os alunos da primeira turma da Escola Normal de Macapá, postaram-se bem ao lado do primeiro coreto de dois que existiram na praça, erguidos para celebração de missas ao ar livre e apresentações de músicas, com destaque especial para banda de músicas da Guarda Territorial.
Nota-se ainda, à esquerda da imagem, parte do telhado da Barraca da Santa, ainda coberta de palhas, onde eram realizados os eventos sociais decorrentes das festas religiosas em louvor à Nossa Senhora de Nazaré e ao Padroeiro São José.
Ao lado da igreja da Matriz, aparece também a edificação da antiga Casa Paroquial, tendo à frente, a frondosa e secular mangueira próxima a igreja, que fazia parte de um conjunto delas no entorno do Largo da Matriz.
Para melhor ilustração, publicamos uma imagem anterior do Largo de São Sebastião, hoje praça Veiga Cabral, registrada pelo brilhante fotógrafo Fidanza, em 1908. Tomando referência à condição geográfica de hoje, poderíamos dizer que esse trecho seria situado entre a avenida Presidente Vargas, e as ruas São José e Cândido Mendes, que só foram abertas a partir de 1943, quando o Amapá foi transformado em Território Federal. A foto foi tirada no sentido de Leste para Oeste.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Foto Memória de Macapá: Time da Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amapá

Esta foto foi compartilhada pelo amigo Rodolfo Juarez para lembrar o tempo em que ele jogava futebol.
Nela ele aparece pelo time da  Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amapá.
A partir da esquerda em pé: Aluízio Augusto, Joaquim Neto, Ernando Rosa, Waldenir Nobre, Aníbal Sérgio, Humberto Moreira e Almir Menezes.
Agachados: Nestor Silva, Fran Tavares, Aldemir França, Oscar Filho e Rodolfo Juarez.
Fonte: Facebook

domingo, 2 de junho de 2019

Falecimento: Morre, em Macapá, aos 80 anos, o ortopedista Raimundo Lopes

Faleceu nas dependências do Hospital São Camilo e São Luis, na cidade de Macapá/AP, às 14:30h deste sábado, 01 de junho de 2019, aos 80 anos, o Dr. Raimundo dos Santos Lopes, um dos pioneiros da medicina no Amapá.
(Foto: Arquivo pessoal)
Dr. Lopes, como era conhecido na cidade, teve sua história de vida marcada por superação e muito esforço.
Dr. Lopes deu importante contribuição para o desenvolvimento cultural do estado do Amapá, atuando ativamente na fundação da Academia Maçônica de Letras.
Em reunião realizada no dia 28 de julho do ano 2009, foi também sócio fundador da Academia Amapaense de Medicina, assentando-se à cadeira nº 4, cujo patrono é o Dr. Acilino de Leão Rodrigues.
Raimundo Lopes dos Santos, era natural do município paraense de Cametá, filho de Orlando e Joventina Lopes. Aos dez anos de idade foi para Belém (PA) e começou a estudar.  Após concluir o ensino médio, antigo ginasial, prestou vestibular para medicina. Formou-se em Ortopedia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) com especialização em Traumatologia.
Recém-diplomado na década de setenta, foi exercer a profissão em Boa Vista (RR), onde atuou por cinco anos, mais precisamente no Hospital Coronel Mota. Depois disso Raimundo Lopes foi para o Amapá, onde chegou em 1976, na época em que o governador era o Comandante Arthur Azevedo Henning. No Amapá, passou a atuar no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) como Chefe do Departamento de Perícia Médica do órgão. Paralelo, atuava no Pronto Socorro de Macapá. 
(Foto: Arquivo pessoal)
Dr. Lopes era viúvo de Maria Célia da Silva Lopes, com quem teve cinco filhos três homens e duas mulheres. São eles: Raimundo Lopes dos Santos Filho (arquiteto), Celio da Silva Lopes(advogado), Vitor Silvestre da Silva Lopes (Acadêmico de Física), Silvana Lopes Grote (advogada), Suzana da Silva Lopes(Tecnóloga em Informática Educativa).
Nossas condolências à família.
(Fonte: Tribuna Amapaense)

sábado, 1 de junho de 2019

Foto Memória de Macapá - Desfile escolar em Fazendinha

A Foto Memória de hoje, foi tirada na Fazendinha, no dia 13 de setembro de 1950, por ocasião da Exposição de Animais e Produtos Econômicos que era realizada pelo governo do ex-Território Federal do Amapá. Em primeiro plano vemos alunas do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, tendo ao lado outras da  Escola Normal de Macapá, que usavam blusas brancas de mangas compridas.
Fonte: Blog do Nilson Montoril

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fotos Memórias de Macapá: Manifestações culturais da Macapá antiga

A festa dos 261 anos de Macapá, em 2019, foi marcada por um misto de religiosidade e cultura.
Dia 4 de fevereiro, registrou este ano, um evento inédito: logo após a Santa Missa, rezada na Matriz de São José, com a presença de autoridades das esferas estadual, federal e municipal, aconteceu o tradicional encontro das bandeiras, que contou com diversos grupos de marabaixo.
Esse tipo de manifestação misturando religiosidade e cultura já fora tentado em outras eras, na capital do Amapá.
Nos arquivos históricos da cidade existem registros fotográficos dessa manifestação cultural, publicados em livros antigos sobre a memória das atividades dos moradores das primeiras comunidades.
Tempos de outrora, os foliões do marabaixo entravam dançando na Igreja de São José de Macapá, e alguns rapazes subiam até a torre para tocar o sino, festivamente. 
As manifestações de sincretismo religioso da comunidade afrodescendentes, eram estimuladas pelo governador à época Janary Nunes.
Houve um período de conflito entre representantes da igreja católica e do marabaixo. Missionários de origem europeia, com visão extremamente ortodoxa, não conheciam o catolicismo popular, onde o marabaixo se enquadrava. O marabaixo foi considerado como "macumba" e visto como um evento de batuque e bebedeira, com exploração de dinheiro. Alguns padres que pensavam assim foram o Pe. Júlio Maria Lombard e Dom Aristídes Piróvano.  Combateram o marabaixo publicamente e não permitiam a entrada na igreja, causando revolta em alguns momentos.
Isso é o que está contado na obra Modernidade e Marabaixo (breve ensaio) do Pe. Aldenor Benjamim dos Santos.
Um dos locais preferidos dos adeptos dessa arte, era, justamente, a frente da Igreja Matriz de São José de Macapá, considerada o prédio mais antigo de Macapá.
Além do marabaixo existiam, também, rodas de capoeira e apresentações de luta livre, no local.
Jogo da capoeira em frente a Igreja Matriz de São Jose de Macapá, nessa época chamada de carioca. 
O povo se reunia na frente da Igreja para dançar marabaixo na festa do divino Espirito Santo. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Morre em Brasília o macapaense Nilton Oliveira

Reproduzo essa foto editada no blog em 15 de dezembro de 2011, para prestar uma homenagem póstuma ao amigo Nilton José Matos de Oliveira, o 'Nilton Côca', que também aparece nas imagens. 
Nilton Côca anos 60, primeiro em pé da esquerda para a direita, no círculo, posando ao lado de jogadores do Juventus Esporte Clube: Célio Paiva, José Maria Franco (falecido), Antoninho Amaral (Dente de Cão) e Haroldo Vitor Santos (Tio Ponga). agachados: J.Ney, Orlando Tôrres, Edmar, Sabará e Pennafort.
Nilton faleceu em Brasília, às dez da manhã do domingo, 19 de maio. 
Tinha 73 anos de idade, deixou mulher, seis filhos e cinco netos. Aposentado do INSS, estava doente há algum tempo, chegando a ser internado nos últimos dias na UTI de um Hospital da Capital Federal. Nilton, macapaense da gema, nascido filho do Seu Sandó e Dona Julieta Matos ("Santa"), irmão do Terezinho de Jesus (Didi), do professor Roberly, da médica Sandra e do advogado Joaquim Oliveira.
Na sua juventude foi garoto da Casa dos Padres, da juvenil do Juventus, estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, grande festeiro da República dos Estudantes Universitários de Macapá em Belém do Pará; ajudou a fundar e foi colaborador da Confraria Tucuju. O corpo de ilustre amapaense foi sepultado em Macapá, e descansa em paz em jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade. Nossas condolências aos familiares de Nilton José Matos de Oliveira, que o Deus o acolha no seu Reino de Luz.
Texto: (João Silva)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Humberto Cruz e família

Nossa Foto Memória de hoje, vem o álbum de recordações do pioneiro Humberto Cruz, que faleceu em Macapá, nesta segunda-feira, dia 13 de maio, em decorrência de uma pneumonia.
O renomado fotografo amapaense, foi clicado em 1966, com a esposa e os filhos bem pequenos, ao lado de sua Lambreta.
Estão nas imagens o pioneiro Humberto Cruz e sua esposa Dina Andrade Cruz. Da esquerda para direita os filhos Betina Andrade Cruz, Suzana Márcia Andrade Cruz, Ana Claudia Andrade Cruz e Humberto Mauro Andrade Cruz.
Dona Dina Andrade Cruz, tem 80 anos e está bem de saúde.
Humberto Cruz era um profissional do tempo do “retrato”.
Irmão de outro ícone da fotografia amapaense, o pioneiro Guilherme Cruz, que prestou muitos serviços fotográficos ao povo do Amapá, juntamente com a valorosa equipe do Foto Cruz.
Isso ainda sem contar com outros nomes de peso na arte fotográfica, que são seus contemporâneos: Alberto, Paulo e Isaac Uchôa, Fernando Leite, Osmar Neri Marinho, Marino Cruz, Horácio Marinho, Toru Onuka, Chico Terra, além de Johnny Sena, Floriano Lima e muitos outros.
Humberto Cruz foi durante vários anos fotógrafo oficial de vários governadores que pelo Amapá passaram. Foi o primeiro a fazer cobertura de casamentos, batizados e festas particulares para a sociedade amapaense na década de 50. Seus serviços bastante solicitados, e seu profissionalismo se tornaram referência na arte de fotografar.

MEMÓRIA AFETIVA: A LAMBRETA

Ela também fez parte da história de vida de Humberto Cruz, pois foi seu primeiro transporte individual. E como ele, muitos amapaenses aderiram suas locomoções a esse veículo rápido, prático, confortável e econômico, aliada à boa estabilidade devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor próximo à roda traseira.
Sabe-se que a Lambreta surgiu na Europa, no ano de 1946, em plena Segunda Guerra Mundial. Ela nasceu de uma catástrofe e se transformou em um dos veículos mais populares na Itália. Em meio às destruições causadas pela guerra, uma fábrica de tubos de aço foi alvo de um ataque e acabou sendo destruída.
O dono dessa fábrica, Ferdinando Innocenti, tinha a intenção de reconstruir a sua fábrica e se deu conta que precisava construir um meio de transporte barato e seguro para os Italianos. Innocenti percebeu que o veículo não poderia consumir muita gasolina, algo que estava escasso no país que enfrentava uma guerra. Então Ferdinando se uniu à um engenheiro Pierlugi Torre e começam a idealizar o projeto da Lambreta.
Em 1947 a lambreta começou a ser produzida, a sua primeira versão foi chamada de Modelo Um e possuía 123 cilindradas e conseguia andar por 33 quilômetros com apenas um litro de gasolina, esse foi o ponto forte da lambreta, a sua economia no gasto de combustível.
No Brasil a Lambreta foi o primeiro veículo nacional a ser produzida em série. Teve início como Lambretta do Brasil S.A – Indústrias Mecânicas, no ano de 1955. A produção aconteceu de 1955 até 1960, em seu auge 50.000 por ano eram fabricadas. Foram lançados vários modelos e o último lançado foi o LI que tinha o câmbio de quatro marchas e foi o mais produzido no Brasil.
Com informações do Portal Educação

terça-feira, 14 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Mestre Zacarias

O Pioneiro Zacarias Álves de Araújo - filho de Pedro Justino de Araújo e Joana Monteiro de Araújo - nasceu dia 04 de abril de 1910, em Goianinha do Norte, uma cidade há 300 quilômetros de Natal, Rio Grande do Norte.
Antes de ir para Macapá, mestre Zacarias passou um período de sua vida, em vários municípios do Pará, e onde ele chegava montava um curtume (operações de processamento do couro cru).
Em Belém, Mestre Zacarias conheceu a professora paraense Odália Vieira de Araújo, com quem se casou e teve 7 casais de filhos, ou sejam 7 homens: Hilkias, Milkbuquias, Zildequias, Jeconias, Hodias, Ezequias e Obdias, e 7 mulheres: Ivonete, Ivonilde, Iranilde, Ionilde, Elionilde (gêmeas já falecidas) Renilde e Iranete.
Além das gêmeas, são falecidos Zildequias, Hodias, Jeconias, Iranilde e Ivonete.
Ao chegar em Macapá, em 1947 - no início do Território Federal do Amapá – Mestre Zacarias exerceu suas atividades primeiramente como sapateiro na Fortaleza de São José de Macapá, e posteriormente foi levado por Janary Nunes, para a Escola Industrial de Macapá, na época dirigida por Glycério de Souza Marques. Lá na Industrial ele confeccionava coturnos para os integrantes da Guarda Territorial; fazia botas para aquelas pessoas que tinham deficiências e deformações nos pés; fazia também calçados para alunos pobres da rede pública do ex-Território; redengues (instrumento utilizado para açoitar o cavalo) e cintos de couro. Além das tarefas citadas, ele executava outras tantas inerentes à sua função de sapateiro tais como confecções e remendos nas velas das primeiras embarcações da frota do Governo do Amapá, que faziam viagens para o interior do Território, assim como, fazia também sanefas, umas lonas resistentes, que cobriam a carroceria e protegiam as cargas dos  caminhões do Governo.
Sabe-se que o General Ivanhoé Gonçalves Martins – que governou o Amapá de 10 de abril de 1967 a 06 de outubro de 1972 – colecionava na residência muitas unidades do rebengue “umbigo de boi”, confeccionadas por Mestre Zacarias.
Mestre Zacarias teve como contemporâneos na Escola Industrial, entre outros, os pioneiros Mestre Rosendo Góes, Professores Feijão e Antenor Epifânio Martins o “Pigmeu”.
Além da Escola Industrial ele também lecionou na Escola Coaracy Nunes, em Macapá e na Escola Vidal de Negreiros, no município de Amapá, na época em que o prefeito de lá era o Sr. Leonel Nascimento, falecido em Macapá, em janeiro de 2019. Dentre os colegas de Mestre Zacarias, na “Vidal de Negreiros”,  destacamos o saudoso jornalista Paulo Conrado Bezerra, o desembargador aposentado Luiz Carlos Gomes dos Santos e o professor aposentado Eurico de Jesus Moreira, hoje morando em Fortaleza-CE.
Mestre Zacarias também era músico flautinista, isto é, tocador de flautim, uma flauta menor. Ele aparece sem o quepe à direita da foto acima.
É importante frisar que o flautim é um instrumento musical da família da flauta, soando uma oitava acima da flauta soprano, da qual possui igual digitação.
Segundo o site Wikipédia, o flautim é constituído por um pequeno tubo de cerca de 33 cm de comprimento e um bocal, e foi introduzido em orquestra no século XIX, sendo usado na música erudita moderna. Produz o som mais agudo da orquestra.
No tempo de rapaz, Mestre Zacarias tocava banjo com os irmãos em uma orquestra de família, em Belém do Pará.
Mestre Zacarias, em Macapá, morou inicialmente em uma casa na beira do rio, na antiga área do Elesbão onde hoje é o bairro Santa Inês, próximo à Fortaleza de Macapá. Depois ele foi para uma área mais firme no Bairro do Trem. Esteve algum tempo, também, ocupando uma área ao lado da sede do Trem Desportivo Clube, onde hoje funciona uma panificadora.
Nas idas e vindas ele também residiu na Av. Pe. Manoel da Nóbrega, entre as ruas Eliezer Levy e General Rondon, no Laguinho.
Finalmente, fixou-se à Rua São José n° 2, canto com a Av. Pedro Baião.
Mestre Zacarias Álves de Araújo, faleceu em Macapá com 73 anos de idade, no dia 22 de novembro de 1983, e seu corpo descansa em paz, em jazigo da família, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade, onde também estão sepultados a esposa Dona Odália e os filhos Zildequias e Ivonete.
A Câmara Municipal de Macapá, prestou uma justa homenagem à sua memória, colocando o nome do ilustre pioneiro em uma das artérias do Bairro Santa Inês: Av. Prof. Zacarias Araújo.
Com informações de Obdias Araújo, filho do biografado.
(Última atualização em 14/05/2019, às 13h)

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Encontro de amigos

Essa foto memória postada pelo Haroldo Pinto, em sua rede social, registra o encontro no qual vários amigos de Macapá, atualizaram os papos e relembraram bons momentos em que atuaram pelo Juventus Esporte Clube, nos tempos áureos do esporte amador, em Macapá.
O registro aconteceu em 19 de julho de 2009 e estão nas imagens a partir da esquerda: Professor José Adeobaldo Andrade, Juracy da Silva Freitas, Raimundo Viana Pereira (Camarão), Iraçu Colares e Heitor Lemos da Conceição, em sua cadeira de rodas.
Fonte: Facebook

sábado, 11 de maio de 2019

Foto Memória da Igreja Católica, em Macapá: História da Paróquia de São José

A história da Paróquia de São José, remonta-se ao ano de 1751, época da colonização da cidade de Macapá. O trabalho de catequese dos habitantes da região, tem início nas aldeotas, tarefa do padre Miguel Ângelo de Morais – franciscano da ordem de Santo Antônio. Para facilitar o trabalho do catequizador, é construída em 1752, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado - então governador da Província do Grão-Pará - uma grandiosa choupana (cabana), para que o padre Miguel pudesse começar o trabalho de evangelização.
Em 01 de fevereiro de 1754, Mendonça Furtado encaminha carta ao rei de Portugal Dom João I, e solicita a construção de uma igreja. Justifica o pedido, informando que o povoado de São José de Macapá necessitava de uma Paróquia aconchegante para celebrar e administrar os sacramentos.
A pedra fundamental da Igreja de São José foi lançada dois anos antes, em 04 de fevereiro de 1752, pelo terceiro bispo do Pará, Dom Frei Miguel de Bulhões e Souza, na presença de Mendonça Furtado, padre Ângelo Morais e demais autoridades. Na mesma data, o povoado de Macapá era elevado à categoria de Vila, passando a ser denominado de Vila de São José de Macapá, em homenagem a São José, pai adotivo de Jesus, e ao rei de Portugal.
Em 06 de março de 1761 acontece a bênção e inauguração da Igreja Matriz de São José. À cerimônia compareceram o então governador da Província do Grão-Pará, Manoel Bernardo de Melo e Castro e sua comitiva.
A referida Igreja foi construída por negros e índios e teve suas plantas traçadas pelo sargento-mor Manoel Pereira de Abreu e aprovadas pelo engenheiro Antônio  José Landi.
Com a chegada dos padres do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras - PIME, em 1948, conduzidos por Dom Aristides Piróvano, primeiro bispo prelado de Macapá, foram feitas algumas modificações na estrutura arquitetônica do prédio da Igreja, quando a fachada principal passou a ter mais duas portas, além de uma já existente e as fachadas direita e esquerda, passaram a ter três portas.
De 1752 a 1903, a Paróquia de São José de Macapá pertenceu ao bispado do Pará. De 1904 a 01 de fevereiro de 1949, esteve anexada à Prelazia de Santarém-PA, quando o então santíssimo Papa Pio XII, através da bula Unius Apostolicae Sedis, criou a Prelazia de Macapá que foi separada da Prelazia de Santarém em 01 de fevereiro de 1949, mas instalada na prática em 1950, declarando sufragânea de Belém, e elevou a Matriz São José de Macapá então à Catedral São José, padroeiro da nova circunscrição instalada pelo Arcebispo de Belém, Dom Mário de Miranda Vilas-Boas.
Em 30 de outubro de 1980, a Prelazia de Macapá, foi elevada à Diocese pelo Papa João Paulo II, com a bula Conferentia e Episcopalis Brasiliensis e foi instalada solenemente em 10 de julho de 1981, por Dom Vicente Joaquim Zico, Arcebispo coadjutor de Belém.
A Paróquia de São José de Macapá, de 1752 a 1990, esteve aos cuidados de aproximadamente de 80 a 90 sacerdotes, entre os quais Pe. Júlio Maria Lombard, Pe, Vitório Galliani, Pe. Jorge Basile, Pe. Caetano Maiello, Pe. Salvatori Zona, Pe. José Busato, Pe. Paulo Lepre e outros. Em 1970, circularam rumores na cidade de que o então governador Ivanhoé Gonçalves Martins, removeria a Catedral do local onde está edificada mas tudo não passou de especulações.
Situada na área mais urbanizada de Macapá, na rua São José, com suas grossas paredes de taipa, suas amplas dimensões e gravações nos pisos e paredes, recordando mausoléus de antepassados, a Igreja de São José de Macapá, monumento mais antigo da cidade, nos transporta à história e fé no século XVIII.
Além da Igreja São José, a Catedral São José e a Igreja Santo Antônio, pertencem à Paróquia de São José.
Fonte: Revista Festa de São José 2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Memória da Cidade de Macapá: MATINÊS PAROQUIAIS

Por José Machado (*)
As vezes sou surpreendido pelas lembranças da infância, do cinema no barracão paroquial. 
Reprodução Dreamstime.com
Ficava a contar os tostões durante toda a semana, na esperança de que eles pudessem bastar para comprar a entrada da matinê de domingo.
Além de me desdobrar para conseguir a grana fazendo pequenos serviços, ainda tinha que obter média às “Composições” (simuladão de provas) que eram aplicadas todas as sextas feiras.
Era um só dia de diversão, uma data marcada, uma solenidade para o espírito, a única grande atração da arrastada existência infantil daquele tempo.
Reprodução Google images
Às tardes de domingo logo após o almoço, lá ia eu para ver o Gunga Din, Sansão e Dalila, o Gordo e o Magro, Robin Hood, Durango Kid, Johnny Mack Brown – Apolong Cassidy, Roy Rogers e, tantos outros ídolos do Far West.
Mas nada se comparava aos seriados – principalmente quando era do Batman (o homem morcego). Era o sonho de um menino embalado uma vez por semana, apenas uma tarde, o resto era estudo ou trabalho.
Enquanto aguardava a abertura da bilheteria, a garotada se concentrava em frente ao barracão paroquial improvisado de cinema, barganhando a troca de gibis.
Parecia um antigo pregão da bolsa de valores ou mercado persa - pela algazarra generalizada de todos falando ao mesmo tempo, trocando ideias de como o mocinho do seriado se salvaria do perigo.
Quebrávamos a quietude e a rotina dos padres. 
Reprodução: Facebook
Recordo, com carinho, das velhas máquinas Hows & Bells de 35 milímetros, que carinhosamente chamávamos de dois tempos, e que rebentavam o filme sempre no melhor momento – era o caos.
Com perfuração dos dois lados, os filmes em preto e branco vinham em duas grandes latas metálicas presas por uma correia de couro.
Enquanto o carretel da fita partida rodava em alta velocidade, a molecada batia o pé no assoalho de madeira que pela densa nuvem de poeira, creio que nunca sequer fora varrido, quanto mais lavado.
Começava então, uma guerra de bombons que literalmente viravam balas, acompanhada de assobios e palavras de ordem “não vale roubar “e “morra a mãe” – deixavam o Nemias e o Cascavel operadores, muito mais nervosos.
Por questão de ordem, acendiam as luzes. Aqueles que eram surpreendidos pelos padres, levavam um série de cascudos e eram postos para fora com chutes na bunda.
Colada a fita, reiniciava o filme, muitas vezes numa cena que nada tinha com a anterior quando foi rompido. As palavras de ordem acima recomeçavam, até o padre ameaçar encerrar definitivamente a sessão.
À maioria das vezes não dava pra continuar, nunca se entendia o enredo. Muitos deixavam espontaneamente o cinema. Como se não bastasse a descontinuidade do filme, acrescente-se a retaliação dos manifestantes postos pra fora a tapas e chutes, que conturbavam a sessão, atirando pedras sobre o telhado de zinco.
O assoalho de madeira, sem declive, com longos bancos sem encosto, dificultava a visualização, situação que se agravava principalmente quando algum retardatário ou aqueles que deixavam o cinema antes do término da sessão passavam em frente do foco de projeção obstruindo a cena.
Momentos inesquecíveis e hilariantes perdidos no tempo. Se a vida fosse tão simples como o cinema de antigamente nos mostrava, não precisaríamos nos preocupar em recarregar os revólveres.
E sempre que tivéssemos de sair às pressas de um restaurante ou bar, atiraríamos dinheiro em cima da mesa sem precisar contá-lo e sem esperar que o garçom trouxesse a nota.
Em antiquários, museus, onde quer que estejam, as velhas Hows & Bells merecerão sempre o carinho e a admiração de uma geração que não se continha de tanto encantamento e, era feliz até o THE END.
(*) jornalista, ex-radialista e escritor 
Texto publicado originalmente na rede social
Fonte: Facebook

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