quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Foto Memória de Santana: ORFANATO "SÃO JOSÉ" - EDUCANDÁRIO PIONEIRO DO AMAPÁ

Por Emanoel Jordânio 
Construído em 1949, em Ilha de Santana, foi idealizado pelo padre italiano Simão Corridori para abrigar filhos de famílias carentes que residiam na região. O projeto de implantação dessa entidade deu-se através de algumas visitas feitas pelo padre Corridori por localidades e vilarejos ribeirinhos situados na região amazônica, onde o religioso concluiu a necessidade de uma melhor “infraestrutura” com relação ao setor educacional do povo rural, ou seja, a construção de grupos escolares ampliaria as oportunidades de ensino.
Em abril de 1949, padre Simão Corridori fez sua primeira visita à Ilha de Santana, onde realizou comunhão pascal, procissão e novena, além de casamentos e batizados. A população da localidade chegava em 30 famílias espalhadas, contendo uma escola rural, uma casa de saúde e uma pequena Capela, esta dedicada à Nossa Senhora de Sant’ Anna.
Um pouco afastado dessa povoação que o padre Simão adquiriu uma extensa área de terras da Prelazia de Macapá, onde antes funcionava a antiga Casa dos Padres da Sagrada Família, para ali dar início ao projeto de construção do Orfanato “São José”.
Em 23 de julho de 1949, o jornal “Amapá”, em sua edição 228, publica os Estatutos do futuro Orfanato “São José”, ainda em fase de construção. Em 25 de outubro desse mesmo ano, padre Simão passa a residir fixamente na Ilha de Santana, iniciando de imediato os trabalhos de adaptação do local eclesiástico para o funcionamento da entidade. O local também era conhecido pelos ribeirinhos de “Ponta do Pimental” ou “Santa Maria”.
No início do ano de 1950, já estavam construídos 04 prédios, onde funcionariam o ensino primário, o corpo docente, a cozinha (e a cantina) e uma área para o lazer. Em março desse mesmo ano, 18 órfãos desamparados foram trazidos para o Orfanato, iniciando os trabalhos de cuidados pessoais e morais.
Não demorou para que o local se tornasse uma “cidade” de amparo aos órfãos carentes da região, chegando a acomodar 41 crianças em 1952.
Através desse trabalho de amparo que, em 24 de novembro de 1952, o Orfanato “São José” foi matriculado na Divisão de Educação do Território Federal do Amapá, registrando-se no Conselho Nacional do Serviço Social, sob o nº 3.806 desse dia.
Em dezembro de 1954, pelo menos 45 crianças já estavam no referido Orfanato, o que obrigou o seu primeiro Diretor e fundador, Padre Simão Corridori, a investir na instalação de máquinas de marcenaria, para a produção de moveis, motivando na rápida ampliação de encomendas locais.
Com a lamentável morte de seu fundador (Simão Corridori) – ocorrida em 09 de janeiro de 1957 –, o Orfanato passa a ser dirigido pelo padre Mário Fossati a partir de 29 de julho do mesmo ano. Apesar de um bom trabalho social e a expansão do local para acomodar novos internos, padre Mário viu que a entidade sofria com a carência de recursos para continuar com o tal trabalho.
(Foto: Reprodução /  blog Santana do Amapá)
Em fevereiro de 1961, a Prelazia de Macapá envia o padre Ângelo Biraghi para auxiliar o padre Mário nos trabalhos educacionais do Orfanato, mas observa a carência de internos (que não chegavam a 15) prejudicava a continuação dos trabalhos, o que levou a Prelazia a decidir pelo desmantelamento do Orfanato, onde iniciou, em 04 de maio corrente, a venda dos animais ali criados (gado, ovelhas, galinhas) e posteriormente das máquinas agrícolas e marcenaria, embarcadas no navio “São Raimundo” e levadas para Macapá.
Triste, o “irmão católico” Francisco Mazzoleni foi testemunha da venda desse material do Orfanato, pois, via acabar em nada todo seu trabalho ao lado do padre Simão Corridori desde sua implantação na Ilha de Santana em 1949.
Em 1º de maio de 1962, o Bispo de Macapá Dom Aristides Piróvano arrenda a última casa (um barracão), juntamente com o terreno, onde um dia funcionou o Orfanato “São José”, para o barqueiro Amador Primavera da Silva, apagando, assim, a trajetória de uma das primeiras entidades de ensino da Ilha de Santana.
Texto de Emanoel Jordânio, postado, originalmente, na quarta-feira, 16 de junho de 2010, 
no blog MEMORIAL SANTANENSEe reproduzido integralmente no blog Porta-Retrato.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Foto Memoria de Macapá: Desportistas Francisco Meirelles, Benedito Marinho e Roberto Macedo com Lourenço Tavares de Almeida

Registro dos anos 70, publicado pelo amigo João Silva, na Rede Social, mostra os cartolas do Clube do Remo, Roberto Macedo e Francisco Meirelles, que aparecem nas imagens com Benedito Marinho presidente do São José, e Lourenço Tavares de Almeida, pai do craque Zezinho Macapá.
É o ato em que, Lourenço Almeida, assinava contrato para o filho Zezinho Macapá, que era menor de idade na época, ir jogar no Leão Azul paraense.
Além do Clube do Remo, Macapá, Trem, İndependente e Seleção Amapaense, Zezinho Macapá jogou quatro dos dez anos oitenta fora do Brasil, no Desportivo Del Valle, do Equador.
Foi um dos 'diamantes' do futebol amapaense, como registra jornal da época, para lembrar alguns que brilharam intensamente, no futebol paraense, como Biló, Aldo, Bira, Zezé, Faustino, Tiaguinho, Marcelino, Jorginho Macapá, Jardel, Mareco, Celso, Roberto Gato, Durval 'Fuscão Preto' e outros.
Fonte: Facebook

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Guarany Atlético Clube

Mais uma Foto Memória compartilhada com o blog Porta-Retrato, pelo amigo Franselmo George, de seu rico acervo sobre os times do esporte amapaense.
É outro registro histórico do Guarany Atlético Clube, dos anos 60.
Nas imagem vemos, a partir da esquerda, em pé: Nozo, Brito  Lima, Manga, Mumundo, Pompeu  e Chaves.
Agachados: Abdon, Chiquinho, Titico, Messias e Dinair.
Resumo Histórico - O Guarany Atlético Clube é um clube de futebol, da cidade de Macapá, capital do estado do Amapá, fundado em 1955.  Suas cores são o azul e o amarelo. Foi campeão estadual em 1977. Bicampeão amapaense de futsal (1997/1998). Várias vezes campeão amapaense de basquetebol nas categorias da modalidade. Vencedor em natação, voleibol, pedestrianismo, tênis de mesa...etc. É presidido atualmente por Socorro Correa, filha caçula do senhor Milton Corrêa - fundador e presidente vitalício do clube - e mantém suas atividades no futebol amador. (Wikipédia)

domingo, 18 de agosto de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Guarany Atlético Clube.

Há 25 anos, morria em acidente automobilístico, em 18 de agosto de 1994, o desportista Milton de Souza Corrêa, fundador do Guarany Atlético Clube, em 19 de abril de 1955. Na época ele estava com 67 anos.
O “bugre” dá época se tornou uma potência, tanto no futebol quanto em diversas modalidades esportivas, como: natação, futebol de salão, handebol, vôlei e basquetebol.
Seu Milton foi um baluarte, que soube superar todas as dificuldades e vencer todas as barreiras para tornar o Guarany, num grande clube.
Milton Corrêa, ocupou o cargo de presidente benemérito do Conselho Regional de Desportos, o CRD - entidade equivalente hoje à federação de futebol.
Também era sócio proprietário do Esporte Clube Macapá, além de um dos fundadores do grupo de escoteiros Veiga Cabral, no bairro do Laguinho, em Macapá. Outra paixão de Milton Corrêa eram os meios de comunicação - rádio e jornal impresso.
Após sua morte, uma Lei Estadual, mudou o nome que até hoje batiza o estádio “Zerão”, para Estádio Estadual “Milton de Souza Corrêa”.
Em 1994, depois da morte do piloto em 1º de maio daquele ano, o estádio chegou a ser batizado com o nome de Ayrton Senna.
Inaugurado em 1990, o Zerão tem agora a capacidade para receber 13.680 espectadores. A arquibancada coberta foi reestruturada, as entradas revitalizadas, e o estádio ganhou Museu do Esporte e Calçada da Fama. O charme característico do Zerão está mantido: a marca do círculo central divide o campo em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul.
O gramado, que tem um eficiente sistema de drenagem, é de alta qualidade.
Toda a estrutura física da arena está adaptada à Lei de Acessibilidade e aos critérios de segurança estabelecidos pelo Estatuto do Torcedor.
Fontes: Franselmo George, Guarany Atlético Clube e Globo Esporte/AP

sábado, 17 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Janary Nunes mostra manganês do Amapá ao Pres. Getúlio Vargas

Nesse memorável registro fotográfico, datado de 1951,  que hoje pertence ao Acervo Histórico do Amapá...
...vemos Janary Gentil Nunes, primeiro governador do estado, em audiência  com Getúlio Vargas no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, mostrando ao presidente do Brasil, pedra de minério de manganês, recolhida no início dos anos 40. Esse gesto simbólico, seria o pontapé inicial à exploração mineral no antigo Território Federal, com o advento da ICOMI.
Resumo histórico - A primeira constatação da presença de manganês no Amapá foi levantada pelo engenheiro Josalfredo Borges, a serviço do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em local indefinido às margens do rio Amapari. Com a criação do território federal, em 1943, a pesquisa despertou o interesse do interventor, o capitão Janary Gentil Nunes. Para o militar, a mineração seria a base da economia e do desenvolvimento do território, ao invés da pesca e dos produtos tradicionais de extração, como a borracha ou a castanha. Em 1945, ele ofereceu um prêmio em dinheiro para quem fornecesse informações que levassem à identificação de depósitos de minério de ferro. Um comerciante ribeirinho chamado Mário Cruz levou pessoalmente a Janary Nunes algumas pedras escuras e pesadas, que usara como lastro para seu barco, em busca da recompensa prometida. O material foi analisado na sede do DNPM no Rio de Janeiro, pelo engenheiro Glycon de Paiva, que constatou tratar-se de manganês de teor elevado.
O próprio Glycon foi à Serra do Navio analisar os depósitos e concluiu haver grande viabilidade comercial, mas recomendou que a exploração fosse feita por uma concessão única, que assim teria mais competitividade no mercado internacional. O interventor aceitou a recomendação de Paiva e convenceu o então presidente Eurico Gaspar Dutra (que governou o  Brasil, de 1946 a 1951), a criar, por meio do decreto-lei 9.858/46, uma área de reserva nacional englobando todo o depósito de manganês e conferindo ao território a competência para prospectar e explorar, por meio de concessão. Empresas nacionais e estrangeiras foram convidadas a visitar a região e a apresentarem suas candidaturas à exploração da área. Três empresas responderam ao convite: a Companhia Meridional de Mineração (subsidiária brasileira da United States Steel), a Hanna Coal & Ore Corporation, e a Sociedade Brasileira de Indústria e Comércio de Minérios de Ferro e Manganês (ICOMI). A brasileira ICOMI, com sede em Belo Horizonte e atuação em Minas Gerais, foi escolhida pelos nacionalistas brasileiros e venceu a concorrência contra as gigantes estadunidenses. Mas depois de ganhar a concorrência, a necessidade de capital para realizar a prospecção fez a ICOMI associar-se a outra grande companhia estadunidense, a Bethlehem Steel, maior consumidora mundial de manganês. O contrato previa que a ICOMI teria de investir no Amapá pelo menos 20% de seu lucro líquido. Ainda assim, sofreu severas críticas de nacionalistas brasileiros, que faziam objeção à participação de uma firma estrangeira no negócio, do financiamento estrangeiro e do caráter exportador da atividade. O contrato assinado em 1947 previa ainda um perímetro máximo de 2.500 hectares, o equivalente a 0,17% do território do Amapá, e o pagamento de 4 a 5% das receitas totais na forma de royalties ao governo do território.
Além da área de exploração, foi concedida à empresa uma área adicional de 2.300 hectares para a construção de instalações industriais e estações ferroviárias, além de uma vila operária, que daria origem à cidade de Serra do Navio e à vila dos trabalhadores do porto e da ferrovia, que começaram a ser construídas em janeiro de 1957 e ficaram prontas em 1959. Cada vila tinha 330 casas, alojamentos coletivos para solteiros, temporários e visitantes, e prédios coletivos (escolas, hospitais, refeitórios), abrigando até 1.500 pessoas, entre trabalhadores e familiares. A Vila de Serra do Navio foi dotada de ruas largas, postes de concreto para a fiação elétrica e telefônica, calçadas, parques, clubes com piscina, quadras esportivas, restaurante e lanchonete, drenagem de águas das chuvas e tratamento de água e esgoto. Todas as casas tinham mais de 90m² e contavam com saneamento e energia elétrica, proveniente de geradores da ICOMI. No entanto, a reserva esgotou antes do tempo previsto e a empresa deixou o local. Com a saída definitiva da ICOMI e após a instalação do município, a sede passou a ser administrada pela prefeitura, e a administração da cidade tornou-se mais eficiente. (Wikipédia)

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Construção da estrada Terezinha-Serra do Navio, em 1952.

A Foto Memória de hoje, apresenta um registro histórico da Construção da estrada Terezinha-Serra do Navio, em 1952.
Vemos à esquerda, o Dr. Oswaldo Luiz Senra Pessoa, supervisionando os trabalhos topográficos executados pelo técnico Renato Bicelli, que era auxiliar de topografia, na época.
Imagem do acervo da ICOMI, publicada por Lana Darck Barbosa, na página ‎ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.
Fonte: ICOMI - Portal do Altamir Guiomar

domingo, 11 de agosto de 2019

Foto Memória de Macapá: Reunião de pioneiros do Amapá

Nossa Foto Memória de hoje, foi enviada ao blog, com algumas outras, pelas filhas da saudosa professora Ernestina Neves Sozinho, bem antes do falecimento dela. Em Macapá, morávamos em uma edificação em alvenaria, geminada, situada na Av. Presidente Vargas, no centro da cidade. A família Sozinho, morava ao lado.
Não conseguimos a data, local, nem maiores detalhes sobre essa reunião de pioneiros do Amapá.
Podemos identificar nas imagens a maioria dos presentes à mesa: a partir da esquerda, o 2º é o Jacy Siqueira, servidor da Câmara municipal; o 3º sr Wilson Sena; seguido do sr. Israel Sozinho; tendo ao seu lado o advogado e professor Rui Apolônio; seguido do sr. Raul Clemente Calins, professor, contabilista, desportista e ex-servidor do TFA; depois dele o farmacêutico Rubim Aronovith e, por último, o chefe escoteiro Clodoaldo Nascimento.
Quem souber o nome do que falta pode nos ajudar na identificão.
Fonte: Família Sozinho
(Última atualização em 14/08/2019)

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Memória da Mineração Amapaense: O símbolo visual da ICOMI

O símbolo visual usado pela ICOMI, teve como autor, Aloísio Barbosa Magalhães, pintor, designer, gravador, cenógrafo, figurinista, considerado um dos pioneiros do design gráfico brasileiro.
O símbolo da mineradora baseou-se numa figura octogonal, contendo em seu interior, a letra I.
Imagem: Reprodução / Icomi-Notícias
A letra identificou-se com uma expressão de siderúrgica: o perfil de trilho.
Esse símbolo identificava a ICOMI em todas as visualizações exteriores da empresa. Podia ser visto em todos os veículos, placas indicativas de toda espécie e papéis em geral.
O autor concorreu, para concepção de sua obra, com outros quatro artistas, escolhidos entre os profissionais dedicados à técnica de comunicação visual. Eram eles: Goebel Wayne e Aloísio Magalhães, do Rio de Janeiro; Alexandre Woliner, Ludovico Martino e Rubem Martins, de São Paulo.
Todos os concorrentes receberam uma remuneração pelos trabalhos apresentados e o escolhido ganhou um prêmio. Fonte: Revista “Icomi-Notícias”
AUTOR - O pernambucano Aloísio Sérgio Barbosa de Magalhães é considerado pioneiro na introdução do design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a primeira escola superior de design no país, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI).
Foto: Reprodução Web
Além de designer, foi advogado, artista plástico e secretário de cultura do Ministério da Educação e da Cultura (MEC). Foi diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e esteve sempre ligado a questões próprias da cultura brasileira. Ao lado dos colaboradores Roberto Lanari, Joaquim Redig e Rafael Rodrigues, projetou a identidade visual da Petrobras. Criou, também, a marca do IV Centenário do Rio de Janeiro. Em 1965, foi responsável pela criação da primeira marca da TV Globo, uma estrela de quatro pontas. Foi responsável pelo projeto gráfico das notas do cruzeiro novo (moeda adotada no país a partir de 1966). Foi também membro fundador d'O Gráfico Amador, uma private press que, através de suas experiências tipográficas, teve influência significativa sobre o moderno design gráfico brasileiro.
No total, Aloísio desenvolveu aproximadamente 179 marcas.
Imagem web
Aloísio faleceu em Pádua, Itália em 1982, aos 54 anos, quando tomava posse como presidente da Reunião de Ministros da Cultura dos Países Latinos. (Wikipédia)

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto de Santana – Anos 60

Encontrei esta linda Foto Memória do Porto de Santana, nos anos 60, postada no ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.
É uma peça rara, da memória da mineração amapaense.
Fonte: Facebook

domingo, 4 de agosto de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense - Time do Esporte Clube Macapá - 1969

Nossa Foto Memória de hoje, foi retirada do acervo do amigo Franselmo George, professor, pesquisador e organizador dos Arquivos da História do Futebol Amapaense.
‎Ele postou na Rede Social, uma foto histórica do time do ESPORTE CLUBE MACAPÁ, datada de 1969.
Estão nas imagens, a partir da esquerda: Em pé: Joaquim Gouvêa(Treinador), Wanderley, Aluízio Cuiu, Nariz, Moacir, Lua, Pajé e Iaci Alcântara(Médico) - Agachados: Sassuca, Ticil, Mazola, Fernando e Félix(Carlos Martins).
Francelmo complementa informando que esse foi o jogo de entrega de faixas ao Macapá campeão de 1969 contra o Paysandu, de Belém do Pará, e estreia do zagueiro Augusto Wanderley, o Nariz. Nariz tinha acabado de deixar o Ypiranga Clube, onde foi vice-campeão contra o Macapá, campeonato de 1969 e foi convidado a jogar pelo Azulino da avenida FAB. A negociação na época com o Macapá ajudou na compra da casa própria para a mãe dele. Nesse jogo da foto, contra o Paysandu, no estádio Glycério Marques, em Macapá, Nariz foi o craque do jogo, empate em 2 x 2.
Resumo HistóricoO Esporte Clube Macapá, foi fundado em 18 de novembro de 1944, originado a partir do extinto Panair Esporte Clube, de Macapá, o qual havia sido campeão territorial naquele mesmo ano. Em 1946, com a extinção da aviação Panair, a agremiação teve seu nome mudado para Esporte Clube Macapá.
Foi vencedor do Torneio Integração da Amazônia, em 1975.
Venceu o Campeonato Amapaense 17 vezes (1944 - como Panair EC, 1946, 1947, 1948, 1949, 1954, 1955, 1956, 1957, 1958, 1959, 1969, 1974, 1978, 1980, 1981 e 1991).
Vice-Campeonato Amapaense: 1994 e 2013
Vice-Campeonato Amapaense 2ª Divisão: 2005.
Fonte: Facebook
(Atualizado às 22h30min)

sábado, 3 de agosto de 2019

Foto Memória de Macapá: Time de adolescentes da Macapá antigas

Esta é outra pérola da memória amapaense, compartilhada pelo amigo João Silva, na Rede Social, em junho próximo passado. É mais uma relíquia do Baú de Lembranças dele.
Trata-se de uma foto tirada no antigo Largo da Matriz sem as calçadas, jardins, bancas de revista, lanchonetes; sem a estátua de Cabralzinho e a pedra de manganês que se vê nos dias de hoje.” O registro “é de 1952, e o time que nela aparece disputava os certames de futebol organizados pelos padres do PIME, ligados, portanto, à Prelazia de Macapá, onde nasceu o Juventus Esporte Clube. Além dos adolescentes da Casa dos Padres, a foto mostra aspectos da cidade antiga dos anos 50, confira...
Na época em que foi feita a foto, o João Silva tinha 6 anos de idade e eu apenas 4; nossa dificuldade foi identificar todos os atletas da foto histórica. Mesmo consultando alguns amigos de mais idade, não obtivemos muito sucesso. Olhando com uma certa acuidade, é possível arriscar  alguns prováveis nomes: O primeiro, em pé, da esquerda para direita, está parecido com o Amujacy Borges de Alencar; O João Silva acha que o segundo agachado, no mesmo sentido, pode ser o Manduca, filho do Pedro Boliva; o quarto agachado parece muito com o Silvio Del Castillo, (o que também concordo) e o goleiro, sem dúvida alguma, era o saudoso Osélio Silva, (meio deitado) que virou lutador e faleceu recentemente.
O registro histórico das imagens, remonta ao tempo do Padre Júlio Maria Lombard. João acrescenta que Seu Duca Serra, pai dele, que nasceu em 1912 e faleceu com 97 anos, contava que no casarão ( ao fundo) ao lado da igreja, Padre Júlio instalou farmácia, cinema, consultório dentário e escola de música; formou também, uma Banda de Música em que, dentre outros amapaenses, José Serra e Silva ( Zeca Serra) e o mestre Zacharias Leite tocavam clarinete. O nome da banda era "Filarmônica São José".
Nosso amigo José Façanha que também colabora na identificação - reconheceu os três do centro, agachados: Bianor Andrade, Mário Barata e um Del Castilho, no caso o professor Silvio. Confirma também, em pé, os dois extremas: Amujacy e Roxinho (a confirmar). O último agachado, ao lado do professor Silvio, está me parecendo o professor Donato dos Santos.
Foi só o que conseguimos, até aqui.

Fonte: Facebook

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Foto Memória do Macapá: Pioneiros do Mercado Central

O internauta Rosinaldo Maia, publicou mês passado em sua página na Rede Social, uma fotografia dos anos 60, onde aparecem nas imagens, pioneiros do Mercado Central. 
Ele identificou o Sr. Wilson Maia, (agachado) que foi Administrador por algum tempo e era o pai dele.
Pela raridade do registro histórico, o trouxemos para os leitores do Porta-Retrato. Entretanto, tentamos identificar todos os integrantes das imagens e só conseguimos reconhecer, o chefe Luciano (camisa escura), e os açougueiros Mafra (de bigode ao lado dele) e sr. Navegantes (idoso de óculos agachado à direita da imagem).
Mesmo recorrendo a alguns parceiros do blog, não conseguimos reconhecer os demais.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Foto Memória de Macapá: Estacionamento do Aeroporto Internacional de Macapá, em 1970

Nossa Foto Memória de hoje, encontrei salva por Reginaldo Maciel na pasta Fotos antigas, no Pinterest, que é um registro histórico do estacionamento do aeroporto internacional de Macapá no ano de 1970.
Fonte: Pinterest

terça-feira, 30 de julho de 2019

FALECIMENTO: Morre em Santana, aos 74 anos, Nando, o vocalista d’Os COMETAS’

Faleceu nas primeiras horas desta terça-feira (30), em Santana-AP, Carlos Fernando Morais, o Nando, dentista, músico, ex-crooner de “Os Cometas”.
Foto: Reprodução / Seles Nafes
Apesar de ter filhos, Nando, aos 74 anos, estava vivendo sozinho. Ele estava doente e ano passado foi internado na Casa da Hospitalidade, em Santana, lutando contra o diabetes, causa da amputação de uma de suas pernas.
Ontem à noite, ele tomou os medicamentos de sempre e deitou-se para dormir. Por volta das 6h30min de hoje, funcionários perceberam que ele estava morto.
O velório e sepultamento de Nando ocorreram lá mesmo, na cidade do Porto.
Nando, viveu os anos dourados dos bailes em Macapá. 
Nesta fase áurea, em 11 de abril de 1962, foi fundado o conjunto musical ”Os Cometas” por Roberval (bateria), Espíndola (sax), Nando (crooner), Assunção (trompete), Muscula (ritmista), Pedro Altair (violão), e Luiz Almeida (contrabaixo). Eram integrantes da banda da Escola Industrial de Macapá. O grupo recebeu o incentivo do saudoso Mestre Oscar Santos.
Posteriormente vieram Ricardo Charone (acordeon e piano), Augusto Veridiano (piano), Sebastião Mont’Alverne (guitarra elétrica), Joacy Mont’Alverne (crooner e ritmista), Valfredo Costa (ritmista e voz), Célia (lady-crooner), Aymoré (piano). Tempos depois, nova formação, com as presenças marcantes de Humberto Moreira (crooner), Nonato Leal (violão e guitarra), Manoel Cordeiro (teclados), Venilton Leal (guitarra e teclados), Gato e Jaci Rodrigues.
Em 1977, por motivos de força maior, resolvem dar um tempo. 
Foto: Acervo do grupo
No dia 04 de outubro de 2004, numa apresentação memorável, retornam com energia total. (Diário do Amapá)
Nando formou-se em odontologia e pedagogia. Foi também professor.
Que sua alma alcance a Felicidade Eterna!

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Foto Memória de Macapá: SAF - Entrega da máquina de contabilidade NCR400

Nossa Foto Memória hoje, vem do baú de lembranças de Waldemar Marinho, que compartilhou essa preciosidade com seus amigos da Rede Social e agora nos auxilia na identificação dos servidores e seus antigos companheiros de trabalho, que estão nas imagens históricas.
Trata-se de um registro fotográfico de 1974, clicado no interior da Secretaria de Administração e Finanças do Governo do então Território Federal do Amapá – SAF, por ocasião da entrega da máquina de contabilidade eletrônica NCR400 como parte do programa de modernização da contabilidade mecanizada da Secretaria.
Aparecem nas imagens da esquerda para a direita: Sadir Fuad (técnico instrutor da NCR do Brasil; Josué Antônio Azevedo Monteiro; Manoel Albuquerque (chefe da mecanizada); Agostinho Costa; Raimundo Sousa de Oliveira (Camarão-Secretário de Administração e Finanças); Manoel Soares (Diretor da SUNAB); Maria de Lourdes;  Malcher Filho; Maria da Conceição Penha; Waldemar Marinho; Domício Campos de Magalhães (Chefe do Departamento de Contabilidade e Finanças); Enildo Lopes do Amaral; Lourival Alcântara (Gabinete do Governador); Carlos Almeida; Rubens Albuquerque; Benedito Picanço; e Rubem Silveira (técnico da NCR do Brasil contratado para treinar os mecanógrafos na nova máquina que tinha um sistema remoto de programação por fita magnética, a grande novidade da época).
(Fonte: Waldemar Marinho via Facebook)

terça-feira, 23 de julho de 2019

Memória Energética do Amapá: Documentário sobre a Usina Hidrelétrica do Paredão

Trazemos hoje aos leitores do Porta-Retrato, um importante documentário sobre as atividades da Companhia de Eletricidade para a construção da Usina Hidrelétrica “Coaracy Nunes”, do Paredão, compartilhado pelo amigo Franselmo George, em sua página no Facebook.
RESUMO HISTÓRICO - A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), cuja fundação ocorreu em 30 de junho de 1956, é a mais antiga concessionária pública estadual da Região Norte, com base na Lei nº 2.740, de 2 de março, que autorizou o então território do Amapá a organizar a empresa. Encarregada de construir e operar os sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do território, a empresa inaugurou, ainda em 1956, três usinas termelétricas no município de Macapá – Santa Maria do Macacoari, Carmo do Macacoari e Pedra Branca – e deu início aos estudos para a construção da usina hidrelétrica Coaracy Nunes. Em 1960 ocorreu a assinatura de contrato entre o governo do estado do Amapá e a firma Techint, objetivando a construção da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes. Presentes o governador do Amapá, Janari Nunes, e outras autoridades. A usina, também conhecida como Paredão, aproveitaria o potencial do rio Araguari, na cachoeira do Paredão. Em 1974, o empreendimento passou à responsabilidade da Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), entrando em operação no ano seguinte. Fonte: CEA

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Foto Memória de Macapá: Encontro de jornalistas de Macapá

Nossa Foto Memória de hoje, reúne importantes figuras do jornalismo amapaense, em um histórico encontro durante um jantar para jornalistas, realizado no ano 2000, nas dependências do Bar Carinhoso, em Macapá.
Estão ao redor da mesa: Osmar Trindade, Aldony Fonseca Araújo (Babá), Elson Martins, Ernani Marinho e o fotógrafo Daniel de Andrade (Gaia).
Foto: ASCOM – GEA/AP, do acervo da jornalista Mariléia Maciel, que prestou informações ao blog.
Fonte: Facebook

domingo, 21 de julho de 2019

Foto Memória de Macapá: Time de jovens da Casa dos Padres

Hoje vou republicar, para os amigos leitores do Porta-Retrato, uma relíquia histórica que deve ter aproximadamente de 63 a 65 anos, e pode ser, também, mais um belíssimo trabalho do inesquecível Guilherme Cruz (Foto Cruz).
A primeira vez que postei essa foto foi em 13 de novembro de 2013, reproduzindo uma reportagem do Tribuna Amapaense, sobre a vida do amigo Lindoval Perez, que cedeu uma cópia do registro ao jornal, e que volto a reproduzir aqui.
E hoje, pego carona do amigo João Silva, para reforçar a memória da Macapá de outrora, e trazer mais detalhes sobre esse importante click da história de nossa querida cidade. O local é a antiga Praça da Matriz, no comecinho dos anos 50, (54/56) de um time infanto-juvenil ligado aos certames de futebol organizados pela Casa dos Padres que participava de um torneio interno da Prelazia.
Essa informação me foi prestada pelo amigo José Façanha que cedeu a cópia publicada pelo João Silva que pode lhe ter sido dada pelo seu Guilherme Cruz. (ele não lembra)
Nas imagens estão, em pé: Zé Façanha, Santana, João Maria Nery, Haroldo, Cosme, Amilton Araújo e Estácio Vidal (técnico); agachados: Cadico, Círio, Beni Santos, Lindoval Perez e Adolfo Nery.
Estão vivos, José Façanha, Lindoval Perez, João Maria, Adolfo Nery, Haroldo e Cosme.
Foto:  Arquivo do Porta-Retrato.
Fonte: João Silva, via Facebook.
(Última atualização em 22.07.2019)

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Foto Memória de Macapá: Desportistas na Praça Veiga Cabral

Mais uma relíquia histórica do Baú de Lembranças do amigo João Silva, que se transforma na nossa Foto Memória de hoje.
Típica manhã de domingo, Macapá, Praça Veiga Cabral, anos sessenta...Mais detalhes amigos?! Sou capaz de apostar num cenário de saída da missa das sete horas na İgreja de São José...A velha mangueira, os trajes dos dois craques do Moleque Travesso, Célio e Pennafort, dão a pista; perceba que a Praça Veiga Cabral estava em obras. O registro faz parte do acervo do boleiro Pennafort, popular Macaco, que rodou barbaridade no futebol Tucuju: Juventus São José, Manganês da Serra do Navio, Amapá Clube, Santana, Macapá, Guarany e Seleção Amapaense. Célio jogou no Juventus, Macapá e Seleção Amapaense. No detalhe alguns automóveis antigos à espera de uma corrida no primeiro ponto de táxi de Macapá. A mangueira da foto foi derrubada pelo Governo Ivanhoé Martins para alargar a antiga Rua São José.
Texto e foto retirados da página do jornalista João Silva, no Facebook, com a devida anuência do autor.
Nota do Editor: A respeito dessas obras de revitalização da praça Veiga Cabral, é importante registrar que o autor do projeto foi o artista plástico e professor Carlos Nilson Costa, que também dirigiu os trabalhos.
O desenho da calçada lembrava as ondas do majestoso Rio Amazonas. A Rua São José e a Avenida Presidente Vargas foram alargadas para servir de estacionamento para o ponto de Táxi, na Praça.
Foi colocada uma cabine para o telefone do Calhambeque (Tomé Nascimento das Chagas) e de outro personagem pioneiro taxista, desportista e empresário Jarbas Gato, falecido recentemente. As mangueiras ficaram, assim, fora da calçada da Presidente Vargas. Lá foram colocados uns brinquedos.
Para ajardinar ele contou com a coordenação ímpar do brilhante e saudoso Natan de Carvalho. Tinham até roseiras. A arborização é dessa época e a drenagem abrange toda a área da praça e está debaixo da terra desaguando na Cândido Mendes.
A Pedra de manganês, de três toneladas e meia está enterrada com um metro e trinta de profundidade. Foi doada pela ICOMI e veio diretamente da Serra de Navio.
O Prefeito era Renée de Azevedo Limmounche, que governou o município de Macapá no período de agosto de 1964 a 30 de abril de 1965.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Foto Memória de Macapá: Solenidade na Prefeitura Municipal de Macapá

Nossa Foto Memória de hoje, vem do Baú de Lembranças do amigo João Silva.
Trata-se de um registro do final da década de 70, na PMM, durante a gestão de Domício Campos de Magalhães.
A solenidade ocorre no Gabinete do Prefeito, que é saudado pelo servidor Ciro Damasceno Picanço na presença do Secretário de Educação do Município, Manoel Camarão. Domício Magalhães foi nomeado Prefeito de Macapá pelo governador Artur de Azevedo Henning, e sua gestão foi de 1978 a 1981.
Domício, que morreu em 2012 com 72 anos, foi secretário de administração e chegou a responder 18 vezes pelo Governo do Território Federal do Amapá. O professor Manoel Camarão morreu em 2014. Foi diretor do Ginásio Augusto Antunes, Presidente do Conselho de Cultura e Secretário Municipal de Macapá.
Texto: João Silva
Fonte: Facebook

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