sexta-feira, 10 de abril de 2020

Lembranças da Macapá de Outrora: A Turma do Buraco

(*) Por Milton Sapiranga Barbosa
  como   aluno da  terceira série  do curso  primário,  queria que o tempo passasse  bem rápido, para logo chegar a quinta série  e então poder  prestar o exame de admissão ao  ginásio, pois assim, além de melhorar meu grau de conhecimento para  a vida, poderia  vir a almejar uma vaga   no quadro da “Turma do buraco”. Essa era minha grande meta, já que  o programa, uma espécie de bolsa para  estudantes, mantido pela PMM,  iria aliviar a folha de  despesas da minha querida mãe, que dava um duro danado, amassando açaí, lavando e  passando  roupa da vizinhança, além  de trabalhar com a venda de mingau e tacacá  para poder manter a casa.
Quando estava na quarta série, já estava estabelecido que quem tivesse notas boas podia prestar o exame. Utilizando deste benefício, tentei o Colégio Amapaense e não passei, e após concluir a quinta série, fiz exame na Escola Técnica de Comércio do Amapá (que depois foi CCA e hoje é Gabriel de Almeida Café).  Fui aprovado. Aliás que só o Colégio Amapaense mantém o nome original desde sua inauguração.
Foi como aluno da ETCA que pude então ser um dos integrantes da famosa “turma do buraco”, junto com Raul Seabra, Odoval Moraes, Machado, Jackson Picanço, Maquizanor, Carneiro e outros tantos. Por três anos servi como bolsista da PMM e vivi três casos engraçados, que não poderia deixar de postar aqui.
1) – Raul Seabra,  o namorador  da turma  e o mais enxerido,  disse para a namorada que trabalhava num escritório e a turma ficou sabendo: um belo dia (sempre tem um belo dia) estávamos  cavando buraco  para plantio de mangueiras em frente ao HGM   quando, como que saindo do nada,  a namorada do  Raul  apareceu  e ao  vê-lo de picareta na mão, perguntou: “ é esse o teu  escritório?”  Na hora um gaiato completou: “é, e essa é a caneta dele”.
2 – Fomos destacados para derrubar as árvores    que existiam na Praça do Aeroporto para que fossem feitas ali algumas melhorias. Sol quente, machado tinindo na madeira dura, o Raul jogou para cima uma das pedras que protegiam os canteiros   e a mesma atingiu o Maquizanor que desmaiou (fingiu) e o Raul ficou apavorado, pois insinuávamos que ele havia morrido. Depois de muita    zoação, a vítima voltou à vida para alívio do nosso amigo Seabra.
3 – Uma outra missão foi cavar buracos na praça em frente ao barracão da Fortaleza (onde funcionou o Círculo Militar) para arborização do local e lá fomos nós. Como a terra era fofa não demorou para que o serviço fosse   concluído. Para aproveitar a folga no horário de trabalho, fomos tomar banho e fazer guerra com casca de melancia na praia. Guerra comendo solto, percebi que alguém tentava me surpreender e dei uma volta por trás de uma grande pedra e tasquei um pedaço de melancia no toutiço do  inimigo. Quando a vítima se virou para ver quem atirara, para minha surpresa, constatei que era o apontador Dinamar, que tinha ido pegar o ponto do pessoal e como não viu ninguém na área de trabalho foi atrás. Quando ele tirou a camisa e a calça, ficando só de cueca, já me preparava pra correr, quando, para meu espanto, Dinamar se abaixou e juntou uns bagaços de melancia   e entrou na guerra também.
Os alunos bolsistas da “turma do buraco”, no tempo do apontador, a guerra com casca de melancia, são lembranças da minha infância feliz vivida no meu querido bairro da Favela.
Publicado em 4 de setembro de 2009 no blog da Alcinéa Cavalcante.
(*) articulista
----------
NOTA DO EDITOR: 
Milton Sapiranga Barbosa é um amigo de longas datas, e contemporâneo de Macapá.
Trabalhei com Sapiranga em 68 no Jornal “A Voz Católica”, enquanto aguardava a Rádio Educadora São José entrar no ar.
Pouco tempo depois, estávamos novamente juntos na Rádio Educadora.
Milton, como eu, também passou pela Rádio Difusora de Macapá.
Milton Barbosa, o nosso “Sapiranga” é uma lenda viva de Macapá.
Pense num tucuju que conhece bem sua terra natal!
Falou da Macapá antiga, Sapiranga conhece todos os personagens.
Principalmente os moradores da Favela, Laguinho, Trem, Centro, Bairro Alto, baixada da Olaria, ele sabe tudo, conhece a história de cada um.
Sobre o esporte, nem se fala, é autoridade no assunto.
Não é à toa que nosso Sapiranga -- por sua competência e conhecimento de causa – foi escolhido como Assessor Para Assuntos Memoráveis aqui do blog Porta-Retrato.
Milton Barbosa, hoje com 74 de idade - depois de enfrentar um sério problema de saúde e fazer tratamento médico em Fortaleza, capital do Ceará - está residindo em Santana-AP com a filha dele, e a saúde sob controle.
João Lázaro - Editor do Porta-Retrato
-----------
( Última atualização às 10h35m )

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Lembranças da Macapá de Outrora: SERIA BOM REVIVER A TURMA DO BURACO?

João Silva – jornalista amapaense e contemporâneo de José Façanha - também lembra da lendária “Turma do Buraco”, "que nada mais era que alunos recrutados junto às escolas públicas do Território Federal do Amapá para fazer um trabalho muito especial, o trabalho de arborização da cidade de Macapá. Os jovens tinham apoio do governo e recebiam pequena ajuda da PMM, uma espécie de bolsa, para prestar serviço à comunidade, ao que me consta. A Turma do Buraco atuou no finalzinho dos anos 40, nas décadas de 50 e 60, por aí assim. 
Nesse tempo a arborização das ruas e Avenidas da capital amapaense era levada a sério, e uma árvore, uma vez plantada, crescia em paz, até dar sombra e fruto aos passantes.
Daquela época restaram alguns túneis verdes (mangueiras) que ainda podem ser vistos nas artérias mais antigas, como Presidente Vargas, parte da FAB, na Iracema Carvão Nunes, e outras. Sem o interesse dos governantes infelizmente o trabalho ficou pelo meio do caminho. Macapá então cresceu sem árvores ao longo de suas ruas e Avenidas, muito ruim para uma população que vive numa cidade cortada pela linha do Equador, como é nosso caso. Mas isso pode ser minorado, basta vontade política para reviver a Turma do Buraco, que era sediada no antigo Horto Municipal… Alguns moleques do meu tempo trabalharam na Turma do Buraco, como José Cabral, Guilherme Jarbas, Antônio Chucre, Carlos Zagallo, Milton Barbosa, Narciso Farripas e outros. Que tal pensar na ideia?"
Fonte: Facebook

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Memórias da Macapá de Outrora: Doces lembranças de Meu Vizinho Agrônomo

Fui privilegiado pelo destino por ter ido parar em uma cidade tranquila e pacata, em plena selva amazônica, à beira do Grande Rio. Falo da Macapá de outrora, dos idos dos anos 40/50 e 60 quando tudo deslumbrava um futuro promissor para o recém criado Território Federal do Amapá.
Aliás, a agricultura de subsistência era uma cultura dos antigos moradores do lugar.
E Janary Nunes – primeiro governador do novo Território – foi um dos maiores incentivadores dessa atividade impulsionadora da economia e da boa qualidade da vida de todos.
A história registra que em 1751, quando os colonos açorianos chegaram a Macapá, plantando de imediato suas roças, as chuvas foram implacáveis com eles. 
Imagem meramente ilustrativa
Os açorianos voltaram a plantar arroz, milho, feijão, urucum, mandioca e hortaliças a partir de junho de 1752.
Em 1949, quase seis anos após a criação do Território Federal do Amapá, o governador Janary Nunes distribuiu lotes de terras a 12 colonos nordestinos ao longo da estrada que liga a base aérea a Oiapoque. A partir de 1950, o governo territorial iniciou a elaboração de um projeto visando a criação de uma colônia agrícola entre as vilas de Porto Grande e Ferreira Gomes. Outra tentativa agropecuária foi realizada na região do rio Matapi, distante 120 km de Macapá. A Colônia Agrícola do Matapi começou a funcionar em fevereiro de 1949 e em março de 1950 registrava a presença de cinco colonos.
Quase todos os colonos vieram de sítios existentes ao longo da Estrada de Ferro de Bragança e plantaram arroz, milho, mandioca, feijão, macaxeira, batata doce, jerimum, hortaliças e frutas diversas, mesmo enfrentando os ataques do “chupão”, da formiga-de-fogo e da saúva. O arroz produzido era beneficiado na usina que o governo tinha instalado no Posto de Experimentação Agropecuária da Fazendinha.
As sementes eram distribuídas gratuitamente aos agricultores, pela Divisão de Produção e Pesquisa, e o governo comprava toda a safra.
Associando essa dinâmica crescente ao idealismo de um jovem estudante, nos deparamos com um testemunho verdadeiro e sincero do amigo José Dias Façanha, amapaense de boa cepa e que por muitos anos foi nosso vizinho, no centro da capital amapaense.
Ele publicou um brilhante artigo na Rede Social, contanto O QUE O FEZ ENGENHEIRO AGRÔNOMO.
JOSÉ DIAS FAÇANHA, formado na Turma de 1967, conta de forma clara, como e quais foram os estímulos que lhe levaram a esse belo curso?
“Olhando para minha vida, desde a infância até o crucial momento de decidir que rumo profissional que deveria seguir, sempre encontro a proximidade da agronomia. Começando pelo curso primário, no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, na minha querida Macapá.
Mais ou menos onde hoje é a piscina Territorial, havia uma horta que era trabalhada pelos alunos da escola, como forma de ajudar também no enriquecimento da merenda escolar. Os alunos eram orientados por professores, sob o acompanhamento de servidores da Divisão de Produção.
Ao tempo que isso acontecia, na casa de meus pais, administrada por uma mulher que fora agricultora na infância e adolescência, a minha querida mãe, dona Diva Façanha, tínhamos os canteiros produzindo maxixe, quiabo, jerimum, couve, tomate, que ela me ensinava a plantar e cuidar, criando também algumas galinhas, patos e porcos, esses sempre preparados para as festas do ano: dia de São José, que coincide com o aniversário dela, Círio de Nazaré e Natal. Não podia dar outra coisa, eu gostava dessas atividades.
Quando meu pai, Lourenço Façanha, foi assumir a Prefeitura do Município de Amapá, conheceu a Escola de Iniciação Agrícola que funcionava nas instalações da Base Aérea de Amapá. Encantou-se com a Escola e, contra a vontade de minha mãe, lá matriculou-me. O regime era de internato, por isso a reação de dona Diva que perderia a companhia de seu pequeno agricultor, à época com 12/13 anos.
Ali tive o primeiro contato com aquela figura distante que era o Engenheiro Agrônomo. Também naquela base aérea funcionavam as instalações do Escritório do Ministério da Agricultura, no município de Amapá. Os profissionais daquele órgão compunham o quadro de professores da Escola.
A partir daí, até me decidir que rumo tomar, havia sempre Agrônomos, Veterinários e Técnicos Agrícolas em minha vida. Quase todos os trabalhos nos quais tive envolvido, em menor ou maior grau, eles estavam na orientação.
Foi assim no curso ginasial, de volta a Macapá, enfrentando dificuldades familiares que me levaram ao trabalho antes dos 14 anos. O Governo do então Território do Amapá mantinha um programa de bolsa de estudos, mediante o exercício de estágios. E para onde eu fui? Para o Serviço de Arborização da Cidade, ligado à Divisão de Produção, cuja atividade principal era plantar mangueiras na cidade de Macapá, cavando buracos que receberiam as mudas e adubos. A atividade ficou conhecida como TURMA DO BURACO.
Na Divisão de Produção convivi sob comando dos ilustres Engenheiros Agrônomos Olímpio José dos Santos, José Cohen, Rafael de Moura Ribeiro, entre outros, do Médico Veterinário Antônio Vasques e do Técnico Agrícola Aniceto.
Enfim, é uma história simples, mas proveitosa.”
Com informações de Nilson Montoril
Fonte: Facebook

domingo, 5 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Momento Família com Dona Sarah Zagury

Resgatamos nossa Foto Memória de hoje, do fundo do Baú de Lembranças da família Zagury.
Trata-se de uma relíquia histórica de 1951, em que aparecem nas imagens raras a empresaria Sarah Roffé Zagury, sua filha Meryan (de óculos escuros), Dona Clemência Zagury (esposa do Sr. Isaac) com os filhos Sarah e  Abraham ( em frente à avó Sarah) e o primo Simão Pecher (filho de Nathan Pecher e Dona Syme).
RESUMO HISTÓRICO
A empresária Sarah Roffé natural de Tânger, Marrocos, nasce em 1882 e naturaliza-se brasileira em 5 de outubro de 1945. Casa-se em 1897, com o marroquino e desbravador Judah (Leão) Zagury, e dessa união nascem Esther, José, Eliezer, Issac, Syme, Meryan, Abraham, Moisés e Ana.
Com o falecimento de Leão Zagury, em 1930, sozinha, cria os filhos que com o sacrifício dela se formam. Na mesma época em que Leão morre, Sarah adoece e enquanto Moisés estava em Belém, Isaac fica no Amapá sustentando a casa e ainda manda dinheiro para o irmão que estava em Belém estudando.
Restabelecida, Sarah recomeça a vida comercial, na qual tinha muita experiência pois sempre trabalhara ao lado do marido. Foi ela inclusive, quem fabricou sabão pela primeira vez no Amapá. Fabricava ainda o creme dental usado na casa dos Zagury. Obteve esses conhecimentos com o filho – José – farmacêutico. Aprendeu também a tratar de doentes de malária. Começou a trabalhar no balcão da fábrica de sabão e atender em casa aos doentes de malária e de outras doenças. O comércio Zagury era um lugar onde eram vendidos tecidos, sapatos, remédios e tudo mais. Os produtos eram vendidos em Macapá e para as ilhas, através do célebre aviamento, que era um tipo de permuta. A borracha era levada e trocada lá por mercadoria, ou então, se o comprador tivesse crédito levava a mercadoria e o débito ficava para futuros acertos. Era o famoso “aviamento quinzenal”.
Dona Sarah, faleceu aos 80 anos, dia 20 de novembro de 1963, no Rio de Janeiro, onde está sepultada.
Dona Meryan faleceu em 2016 aos 97 anos no Rio de Janeiro.
Dona Clemência Zagury, que na verdade se chamava Piedade Assayag, nasceu em Parintins/AM, filha de imigrantes judeus marroquinos.
Foi para Macapá quando casou com o pioneiro Isaac Zagury.
Viveu, boa parte de sua vida, cuidando dos empreendimentos da família e sempre era vista à frente dos atendimentos aos clientes - naquela época chamados de fregueses - da Casa Leão do Norte.
Após o falecimento de Isaac, em 1971, Clemência saiu da sociedade da família Zagury e fixou residência no Rio de Janeiro, onde faleceu em julho 1982, aos 64 anos.
Os filhos Sarah e Abraham, residem no Rio de Janeiro. O primo Simão Pecher  é médico e reside em Manaus, capital do Amazônas.
Fonte: Memorial Amapá (Facebook)

sábado, 4 de abril de 2020

Foto Memória do Esporte Amapaense: Feras do basquetebol de Macapá

Reproduzo aqui registro fotográfico extraído da página do Memorial Amapá, no Facebook, de atletas amapaenses praticantes da modalidade basquetebol, por ocasião do Zonal Norte de Basquete, no Ginásio Avertino Ramos, em 1977.
Nas imagens a partir da esquerda, em pé: Paulo Lemos (em memória), Waldenir, Mário Cuia, Antônio Rodrigues (em memória), Oscar Cuevas e Ernesto Dias (em memória). Agachados: Edson Bussu, Jorge Récio, Cazé, Marcos Mescouto e Écio Pontes.
Fonte:  Memorial Amapá - Facebook

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Saudosos momentos com Casemiro Lino Dias

Durante essa DECADA de existência doPorta-Retrato, o blog resgatou muitos registros fotográficos de ilustres pioneiros do Amapá, que contribuíram com seu trabalho, para o soerguimento e progresso do ex-Território e de sua capital, Macapá.
Hoje trazemos ao Porta-Retrato, doces lembranças de Casemiro Lino Dias, pioneiro muito querido pela família Zagury e por todos nós.
“Seu” Casemiro foi morador do bairro da Favela junto com "seu" Bernardo, irmão dele, que trabalhava na SATFA (Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá) e na Padaria do Sandó (na antiga rua José Serafim, atual Tiradentes).
Ambos, quando jovens, eram bons de bola e defendiam o Cumaú Esporte Clube, um dos Clubes surgidos nos primeiros anos do ex-Território do Amapá.
Na primeira foto de 1958, seu Casemiro aparece ao lado de Dona Cristina, primeira esposa dele, em frente à casa do sítio Santana da Lagoa, uma propriedade de Dona Sarah Roffé Zagury, que se situava na zona rural do município de Macapá. A amiga Sarah Zagury, conta que Seu Casemiro mesmo, organizava passeios de caminhão com o pessoal da fábrica do Flip Guaraná, que se constituíam em agradáveis momentos de lazer e congraçamento.
"Seu" Casemiro foi durante longos anos funcionário de confiança da família Zagury, desde o tempo de Dona Sara Roffé Zagury.
Desempenhava suas atividades na Casa Leão do Norte e na fábrica do Flip Guaraná.
Nessa outra foto, o saudoso Casemiro Lino Dias, aparece em uma solenidade na Fazendinha, e recebe, em nome do Sr. Moisés Zagury, o troféu como prêmio pela produção de leite, conquistado pela vaca Torina. A informação é do amigo Abraham Zagury.
Temos agora imagem de pecuaristas premiados pela excelência de seus plantéis, que recebem troféus, em frente ao palanque oficial da Exposição de Animais, na Fazendinha.
Depois do fechamento da fábrica do Flip Guaraná, seu Casemiro, que já estava viúvo, casou com Dona Leila Coelho Furtado, sua colega de emprego.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

OS DEZ ANOS DO PORTA-RETRATO MACAPÁ/AMAPÁ DE OUTRORA

Completam-se, nesta quarta-feira - 1º de abril de 2020 - DEZ ANOS de existência do Blog "PORTA-RETRATO - MACAPÁ/AMAPÁ DE OUTRORA" .
Como registrado naquele primeiro post - na quinta-feira, 1º de abril de 2010 - estava sendo concretizado um Projeto antigo, que há algum tempo vínhamos arquitetando de lançar um blog com fotos históricas e raras de Macapá.
O ponta pé inicial desse marco histórico, contou com a inestimável colaboração desinteressada do amigo escritor Paulo Tarso Barros.
Paulo Tasso Barros repassou ao Blog, todo acervo fotográfico que possuía, sobre a memória do Amapá.
Paulo é Membro da Academia Arariense-vitoriense de Letras (AVL), da União Brasileira de Escritores (UBE - São Paulo), da Associação Nacional de Escritores-ANE, da Associação Amapaense de Escritores-APES e membro do Júri Nacional do Prêmio Multicultural O Estadão, de São Paulo. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho Diretor da Fundação de Cultura e chefe da Divisão de Editoração da Fundação de Cultura. Paulo é membro efetivo da Academia Amapaense de Letras – ocupante da Cadeira nº 31, cujo Patrono é Paul Ledoux e Fundador José de Alencar Feijó Benevides.
Um outro amigo que também acreditou nos propósitos e finalidades do Blog foi o  jornalista amapaense ÉDI PRADO. Édi também pegou seus arquivos fotográficos e os doou ao blog com os quais foram feitas as primeiras postagens.
O amapaense Edivonildo de Prado Ribeiro – Édi Prado - é o primeiro jornalista graduado em comunicação do Estado do Amapá. Formou em 1982 pela Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso - FACHA/RJ e retornou para Macapá em 1985. É um dos fundadores e presidente da Associação de Imprensa do Amapá (1988) e da criação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação em 1989, o primeiro presidente.
Foi o primeiro editor-chefe do Jornal do Dia.
Temos também a enaltecer a imprescindível colaboração dos historiadores Fernando Rodrigues, Nilson Montoril e Edgar Rodrigues, bem como aos parceiros João Silva, Emanoel Jordânio, Rogério Castelo e Sebastião Ataíde de Lima.
Com o passar do tempo, outros nomes foram se juntando aos primeiros e aumentando a lista de colaboradores que abasteciam com preciosas relíquias históricas, o acervo memorial do Porta-Retrato.
O Blog ganhou credibilidade que superou nossas expectativas e hoje é uma referência para as pesquisas de interessados, estudiosos, estudantes, faculdades e universidades que utilizam o acervo histórico com o rico material para aprimorar seus conhecimentos científicos.
Nesta data em que o blog completa DEZ ANOS, estamos editando o post de número 1.922 e também atingimos a marca de 2.218.305 visualizações.
Agradecemos primeiramente a Deus, que nos deu vida, saúde e perseverança para chegarmos até aqui.
Um agradecimento especial à minha esposa Marina, companheira de todos os momentos, sempre disposta a somar esforços para levarmos avante essa partilha de informações, garimpadas nas mais diversas fontes, junto às famílias e descendentes de Pioneiros do Amapá, que entenderam a grandeza de nosso trabalho e disponibilizaram seus acervos e arquivos de fotos e documentos, das pessoas que lhes são caras.
Graças a imprescindível ajuda de todos vocês, nossos amigos colaboradores, que nos enviaram e/ou compartilharam fotos, apresentaram críticas, sugestões, com comentários e opiniões que complementaram muitas legendas de fotos que foram postadas aqui.
A ajuda que tenho recebido – pelas quais agradeço de coração – tem sido de grande valia para concretização da proposta de nosso trabalho.
O Porta-Retrato, está aí, segue firme e forte!
Espero, com as bênçãos de Deus, poder ainda comemorar esta data por muitos e muitos anos.
Obrigado mesmo!
João Lázaro-Editor

Foto Memória do Rádio Amapaense: Os 72 anos de CLAUDIO COUTINHO – 48 dedicados ao Rádio e à Cultura do Amapá

Há 72 anos, na quinta-feira - 1º de abril de 1948 – nascia CLÁUDIO COUTINHO DIAS, um dos maiores e melhores profissionais da radiofonia amapaense. Operador, produtor e editor de áudio, com relevantes serviços prestados ao Rádio e à Cultura da Amazônia.
Cláudio é macapaense, filho caçula de nove irmãos de Thomas de Souza Coutinho e Militina Coutinho Dias. Viveu sua infância e adolescência na Rua do Canal, como hoje é chamada a Av. Mendonça Júnior. Fez seus primeiros estudos no grupo Escolar Barão do Rio Branco e o ginasial no Ginásio de Macapá. Católico praticante, sempre frequentou a Paróquia de São José, onde foi batizado, catequizado, crismado e também coroinha (acólito). Como todo garoto de sua época, Cláudio jogou futebol e outras moralidades esportivas na Casa dos Padres e passou pelas fileiras do escotismo.
Mas foi na juventude que nasceu seu gosto pela música, e o desejo de ouvi-la e senti-la mais de perto. Era ouvinte assíduo da Rádio Difusora e outras emissoras do país e do mundo. Assim o rádio começa a entrar na sua vida de forma a seduzi-lo definitivamente na década de 1960, mas esse desejo somente começa a se materializar na primeira metade dos anos 1970, quando ele entrou pela primeira vez num estúdio de rádio, para realizar, juntamente com outros candidatos, testes para operador de áudio na Rádio Educadora São José de Macapá, emissora inaugurada em 1968, de propriedade da então Prelazia de Macapá.
Aprovado nos testes e admitido em 1972, Coutinho começou então sua carreira de operador de áudio, na Rádio Educadora, emissora em que viveu a “Época de Ouro” do Rádio Amapaense, sendo o personagem destacado naquele contexto, e desde o início de sua promissora carreira, destacou-se com afinco ao seu trabalho, investindo seus esforços para a melhor qualificação profissional com a convicção de que seu futuro estava no rádio.
Com o fim das atividades da RE, Coutinho mudou-se para Belém do Pará ainda em 1978 e um novo ciclo se iniciou em sua carreira. No rádio paraense teve oportunidade de passar pelas principais emissoras e enriquecer sua performance nos estúdios ao trabalhar ao lado dos melhores técnicos e locutores do Estado do Pará.
Em sua passagem pela capital paraense, Cláudio Coutinho atuou nos quadros da Rádio Guajará – pertencente ao Grupo NEO – Administração e Participações. 
No ano seguinte, passou a trabalhar na Rádio Liberal, pertencente às Organizações Rômulo Maiorana. 
Posteriormente trabalhou na Rádio Marajoara e como estagiário atuou nas Rádios Rauland FM e Cultura do Pará.
Após sua experiencia pelas emissoras belenenses Cláudio rumou com sua família para o município de Tucuruí, em 1981, para trabalhar na empresa paulista Camargo Corrêa. Para não fugir ao hábito, também atuou no rádio local  na Rádio Floresta FM. Em 1984, decidiu retornar à Macapá e iniciar uma nova fase  em sua carreira profissional e em sua vida, resgatando as paixões  que cultivava na infância, e na adolescência, passando a interagir de forma atuante, juntamente com sua família, nas manifestações culturais e folclóricas nos bairro do Laguinho e Perpétuo Socorro.
Depois que voltou à Macapá, Coutinho atuou em vários veículos de comunicação da capital amapaense como: Rádio Nacional AM e FM(RADIOBRÁS), Tv Amapá e Rádio Amapá FM (Rede Amazônica), Rádio Equatorial AM e FM (Sistema Z Publicidade do Amapá), Rádio Antena 1 102,9 (Sistema Beija-Flor).
Nessa nova etapa, transitando por diversos estúdios, e convivendo com grandes profissionais do rádio, Cláudio Coutinho consolidou seu nome no rol seleto dos grandes profissionais do Rádio amapaense, e pelo visto, essa história ainda vai durar bastante tempo.
Cláudio Coutinho, com seu jeito simples, fez grandes amizades com os comunicadores Ermínio Gurgel e Osmar Melo, que formavam a dupla “Pai Véio e Pai D’Égua”, apresentadores do programa “Alvorada Sertaneja” (na Rádio Nacional/Difusora). e José Ney Picanço e Silva (J.Ney), com quem trabalhou nos programas “Bom Dia Dia” e  “Sua Excelência o Domingo”.
Além dos companheiros de trabalho citados, Cláudio também aponta profissionais que marcaram sua carreira, na comunicação radiofônica como Moisés Tavares, Isaias Ramos (Bomba D’Água). Moacyr Banhos, Epaminondas Júnior, Edvar Mota, Joaquim Ramos, Waldemir Souza(Pirulito), Orivaldo Santos (Galinho), Roberto Nery, Joaquim Neto, Cristina Homobono, João Lázaro, Paulo Silva, Aníbal Sérgio, Lígia Mônica, Janete Carvalho, Célio Alício, Marcelo Nery, Manoel Ribeiro, Celso Rabelo, José Maria Coelho e muitos outros.Humkberero MoreiraHumberto
Apesar da idade avançada Claudio Coutinho continua prestando serviços como operador de áudio, em Macapá.
Fonte: Texto de Célio Alício, adaptado ao Blog Porta-Retrato a pedido do biografado.
Célio Alício Cardoso: Historiador, professor, radialista, comentarista esportivo, pesquisador e ativista cultural, poeta e compositor.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Foto Memória do Esporte Amapaense: Seleção do Colégio Comercial do Amapá (CCA), em 1968

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Franselmo George, direto dos arquivos da ‎HISTÓRIA DO FUTEBOL AMAPAENSE. 
Um registro fotográfico raro da Seleção do Colégio Comercial do Amapá (CCA), em 1968.
Em pé: Tostes (professor), Magalhães, Sabará, Louro, Nariz, Suzico e Alceu.
Agachados: Astrogesildo, Marco Antônio, Joca, Pau Preto e Jorge.
Os antigos Jogos Estudantis do Amapá eram um verdadeiro Campeonato Amapaense realizado no estádio Glycério de Souza Marques.
Fonte: Facebook

domingo, 15 de março de 2020

Foto Memória do Esporte Amapaense: Santana Esporte Clube

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Altamir Guiomar em sua página no Facebook.
Trata-se de um registro fotográfico raro do Santana Esporte Clube nos anos 60.
Nas imagens a partir da esquerda: Juarez Maués, Wanderley, Palito, Sabá, Olivar, Rui Araújo, Mundico, Moacir(Mussuim), Sussu e Padeiro. Agachados: Mário Miranda, Carlito, Emmanuel, Castanhal, Mazzola, Álvaro (Mascarado) e Côco,
Fonte: Facebook

terça-feira, 10 de março de 2020

Foto Memória do Rádio Amapaense: Turma da Rádio Educadora São José de Macapá, em 1972

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada com o blog pelo radialista Cláudio Coutinho Dias, destacado operador de áudio do Rádio amapaense, e amigo pessoal deste editor.
Um raro registro fotográfico de 1972, de uma turma da Rádio Educadora São José, de Macapá.
Nas imagens a partir da esquerda estão, em pé o jornalista Antônio Correia Neto; radialistas Luiz Roberto Borges; José Moacyr Banhos de Araújo; Lili Mendes (secretária do J. Ney, à época); radialistas J. Ney; José Maria Coelho e Edinete Moraes.
Agachados os radialistas Osmar Melo e Cláudio Coutinho.
Fonte: Cláudio Coutinho
RESUMO HISTÓRICO – A ZYA-52 - Rádio Educadora São José de Macapá, entrou no ar em 4 de agosto de 1968. Foi a segunda Rádio AM do Amapá. A pioneira foi a Rádio Difusora de Macapá, que permanece em atividade.
A emissora apresentou uma programação inovadora para a época, planejada pelo diretor artístico José Maria de Barros, que também era um dos sócios fundadores.
Outra novidade, ficava por conta dos avanços tecnológicos projetados pelo padre Domênico Bottan (já falecido).
Os funcionários fizeram um curso de preparação (1967) meses antes da emissora entrar no ar.
Apesar de ser uma emissora católica, a Rádio Educadora manteve uma programação variada.
O FECHAMENTO DA EMISSORA  - Em março de 1978, o conselho eclesiástico da Prelazia de Macapá resolveu montar um questionário para decidir sobre o futuro da Rádio Educadora. Foram elaboradas 12 perguntas e encaminhadas a todos os padres que atuavam nas paróquias da capital. O questionário foi elaborado em italiano e respondido no mesmo idioma pelos sacerdotes.
Os padres tinham um prazo para entregar o questionário até o dia 12 de março. As respostas poderiam ser dadas na mesma folha das questões ou em uma folha à parte, sendo que a maioria preferiu a última opção.
Vinte padres responderam ao questionário. Apenas Dante Bertolazzi, José Busato e Lino Simonelli votaram pela continuação das atividades da emissora, desde que tentassem outras maneiras para continuar com a rádio e a tornasse mais católica. Os padres Angelo Biraghi, Angelo Bubani, Luis Carlini, Angelo Consonni, Angelo Da Maren, Domingos Franzese, Francisco Mazzoleni, Fúlvio Giuliano, Sandro Galazzi, Vitório Galliani, Jorge Pedemonte, Gianfranco Picozzi, Angelo Pighin, Nello Ruffaldi, Vendramino Zanardo e Salvador Zona votaram pelo fechamento da Rádio Educadora. O padre Paulo Lepre não se arriscou a dar uma resposta definitiva sobre o assunto.
No mês seguinte, mais precisamente no dia 17 de abril de 1978, a Rádio Educadora São José encerrou as atividades. Era uma segunda-feira. A emissora encerrou com um pronunciamento do padre Jorge Basile, lamentando sobre o fechamento da rádio, e a execução do prefixo, o Lago dos Cisnes.
Depois veio um silêncio, o desfecho de quase uma década de história da emissora de rádio da Prelazia de Macapá. No final do mês, os transmissores foram lacrados e as portas fechadas.
O conselho da Prelazia decidiu então fechar as portas da Rádio Educadora.
(Fonte de consulta: Os dez anos da Rádio Educadora de São José (1968 - 1978) TCC - Acadêmico Rodrigo Cunha)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...