segunda-feira, 19 de outubro de 2020

PIONEIRO DA COMUNICAÇÃO EM MACAPÁ: BENEDITO RODRIGUES DA SILVA

BENEDITO RODRIGUES DA SILVA – UMA DAS MAIS BELAS VOZES DO RÁDIO AMAPAENSE.

Texto: José Machado (*)

Natural de Macapá, teve seu primeiro contato com o microfone aos 17 anos de idade, no serviço de alto-falantes “Boa Vista” do Pelaes - início da atual avenida Diógenes Silva, no bairro do Trem.

Voz grave e a boa dicção foram referenciais para o seu ingresso no Rádio, em 21 de abril de 1966, iniciando suas atividades no prefixo ZYE-2 Rádio Difusora de Macapá como locutor comercial, apresentador do Grande Jornal Falado E-2 e apresentador de vários programas musicais.

Era o início de uma trajetória bem sucedida, com passagens por várias emissoras. Construiu uma sólida carreira e se tornou a "voz-padrão" de chamadas e vinhetas, pelas emissoras que passou.

Em 1975, a convite de Zaire Filho, locutor esportivo da Rádio Clube do Pará, foi contratado por essa emissora através do seu presidente, Edir Proença, como locutor comercial e apresentador de jornal falado da PRC-5 Rádio Clube do Pará. Após um ano retornou à cidade de Macapá.

Com o arrendamento da Rádio Guajará por um grande grupo de produção de celulose, se iniciou um processo de seleção de novos profissionais para seu elenco.

Dentre esses recursos humanos recrutados, estava   o veterano Advaldo Castro, que assumiu a direção geral da emissora, chamando dentre tantos radialistas - Antunes de Carvalho e Luiz Anaice, detentores de grandes audiências em seus respectivos programas.

Anaice, sugeriu o nome do Silva, que foi aceito e se transferiu imediatamente para a nova emissora, substituindo Douglas Marques num programa de linha musical jovem que ia ao ar de 16h as 18h.

Ao ouvi-lo ao vivo AD, com sua audição apurada, foi enfático em afirmar “esse rapaz tem talento para trabalhar em qualquer emissora do Brasil”.

Colocou outro locutor no programa da tarde e Rodrigues da Silva, como ficou conhecido junto aos ouvintes paraenses, passou a compartilhar à apresentação do informativo relâmpago com Antunes de Carvalho.

Mas o AD, tinha um propósito maior que foi realizado. Colocar a emissora entre as mais ouvidas. A nova proposta foi um programa de saudade, com músicas dos anos 40/50 para um público sênior.

Rodrigues da Silva se encaixava no perfil. O programa iniciava as 21h - mesmo horário em que o Eloy Santos começava um congênere na Marajoara.

O quantitativo de cartas e telefonemas comprovou o(target) à pesquisa de opinião pública. O programa tinha alcance em audiência considerável; boa cobertura diária por zonas geográficas, e o tempo médio de audiência estável.

O radialista deputado, que liderou por quase uma década a audiência, passou a dividi-la com Rodrigues da Silva, que tratava o ouvinte de forma compreensível e saudável.

Aliás, uma das funções do radialista é espalhar magia, formas de apreensão do real que os ouvintes vão internalizando e difundindo; que instituem uma percepção que beira o surreal.

O locutor não tem cara, tem voz, e isso ajuda a povoar o imaginário dos ouvintes. A melodia verbal flui a emoção, que completa a fantasia.

Uma nova emissora na grande Belém estava em fase de ajustes de equipamentos. Fernando Arthur, responsável técnico da Guajará, foi quem montou todo o sistema irradiante da Rauland FM e quem apresentou Rodrigues da Silva à direção artística da nova emissora.

Quando a Rádio entrou no ar em caráter definitivo, dividia seu tempo em ambas emissoras. Alguns meses depois, deixou a Guajará vinculando-se à Rauland FM, onde permaneceu por um curto período na divulgação de comerciais para a emissora.


Problemas pessoais fizeram-no retornar à Macapá em julho de 1980, retomando suas atividades na Rádio Difusora de Macapá e, posteriormente, na extinta Rádio Educadora São José de Macapá.

Com a inauguração da Rádio Cidade FM 101,9 – do Jornalista Eraldo Trindade, foi convidado por José Machado – diretor à época a fazer parte do cast da emissora para a apresentação oficial do Jornal da Amazônia FM.

Em 1981 foi concursado como funcionário do CEAG Amapá. Em 1992, já como funcionário público federal, retornou à Rádio Difusora de Macapá, assumindo o cargo de Diretor de Rádio e Jornalismo, onde permaneceu até o ano de 1993, quando assumiu o cargo de técnico em contabilidade na Secretaria da Fazenda-SEFAZ.

A opção por uma atividade que lhe permitisse melhor padrão de vida, o levou ao magistério. Graduou-se em Letras/Francês pela Universidade Federal do Amapá - UNIFAP e Pós graduou-se em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Literaturas Brasileira e Portuguesa pelo IBPEX.

Preserva sua privacidade e, por isso, está fora das redes sociais, qualquer contato só através das redes sociais da esposa e dos filhos.

Não é vanguarda nem tradição, convive com esse paradoxo e, tem consciência disso, tenta na sua travessia diária, seguir na contramão desse sistema.

Segue o curso da vida discretamente, gozando da merecida aposentadoria, dedicando-se a escrever poesia uma de suas grandes paixões desde a juventude. Quem sabe um dia possa publicá-las.

Afastado do rádio há alguns anos, mas ao contrário de muita gente que passa em brancas nuvens, ele deixou um belo legado para o público.


Era dele a gravação da primeira vinheta de encerramento das atividades da Difusora (1966), voz firme, densa, com ressonância de locução adequada para o horário. Calma, tranquila como se estivesse declamando um poema.

Muitos ouvintes RDMistas nunca chegaram a conhecê-lo, mas ainda é lembrado pela série de comerciais e vinhetas gravadas; vários programas apresentados, com especificidade “Nos Braços da Saudade”, “Canet Social” e o “Grande Jornal Falado E-2”.

Conquistou uma legião de fãs pelas emissoras que passou, mesmo não sendo em horários nobres.

Leontiev, psicólogo soviético, em seu texto "O Homem e a Cultura" diz que o pensamento do adolescente é engendrado pelas relações, condições sociais e culturais do momento.

Na falta de definição e referências claras de futuro 'do que ser', concentra seus pensamentos e modo de vida no presente, sente necessidade de fantasiar.

Certa vez, ambos adolescentes: o perfilado e o articulista “num papo cabeça” disse, que amava fazer locução. E não é que o homem tinha razão?

(...) quando eu soltar a minha voz, por favor entenda é apenas o meu jeito de dizer o que é amar (Gonzaguinha)

(*) radialista e jornalista amapaense 

(especial para o blog Porta-Retrato-Macapá)

sábado, 17 de outubro de 2020

Foto Memória de Macapá: JANARY NUNES EMBARCA PARA A TURQUIA, EM MISSÃO DIPLOMÁTICA

Em 1958, o Cel. Janary Gentil Nunes, foi nomeado Embaixador do Brasil na Turquia, pelo Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Nessa época, Pauxy Nunes, irmão dele, era o governador do Amapá.

Essa foto histórica, registrada no Cais do Porto do Rio de Janeiro, quando Janary Nunes e família, embarcavam no navio espanhol Cabo San Roque para Gênova, na Itália.

Foram com ele: Dona Alice Déa, esposa; os filhos Guairacá e Rudá, além de Ceminha, filha do primeiro casamento com Iracema Carvão Nunes.

Nas imagens em primeiro plano Janary, os filhos, e Dona Alice (chapéu branco).

Por trás, de terno claro atrás de Janary Nunes, o pioneiro Antônio Gillet; ao lado dele, de terno escuro e óculos atrás do Guairacá, o Dr Amilcar Pereira e esposa Oneide, e atrás de Dona Alice, de terno escuro, o Sr. Ubiracy Gentil Nunes, irmão de Janary. A Ceminha é a de roupa clara e bolsa beje ou branca.

Informações do amigo Rudá Nunes, a quem agradecemos!

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Foto Memória de Macapá: Janary Nunes e família no Aeroporto de Macapá


Foto dos anos 1950, tirada no antigo Campo de Aviação de Macapá, na época em que a pista era no centro da cidade na área onde hoje está situada a Av. FAB.

Nas imagens o Coronel Janary Gentil Nunes e família, chegando ao antigo Aeroporto de Macapá.

Em primeiro plano, tendo ao lado um militar, o Coronel Janary (de branco) e sua esposa Alice Déa Carvão Nunes, e os filhos Rudá (menor) e Guairacá(o mais velho).

A senhora, um pouco mais atrás, é Dona Laurieta Gentil Nunes, mãe de Janary Nunes, chamada em família de Laury, e ao lado dela, o jovem  Janaryzinho, segundo filho de Janary com a primeira esposa Iracema Carvão Nunes.

Os demais acompanhantes não foram identificados.

Foto: Acervo de Paulo Tarso Barros


quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Foto Memória do Esporte Amapaense: Equipe de Aspirantes do Trem Desportivo Clube, 1972

Quão importante e gratificante, podermos compartilhar essas relíquias memoráveis dos bons tempos do ex-Território do Amapá.

Encontrei no Facebook essa raridade histórica, postada pelo amigo Osmar Marinho.

Jovens integrantes da equipe de aspirantes do Trem Desportivo Clube, no ano de 1972:

A partir da esquerda em pé: Gervásio, Balada, Cabral, Adelcio Leão, Camarão, Vitinho e Sebastiao; agachados: Zeca, Maroja, Buzina, Tupan, Amiraldo e Paulo.    

terça-feira, 6 de outubro de 2020

´Foto Memória da Educaçãdo Amapá : FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA DE TÉCNICOS EM CONTABILIDADE - C.C.A. 1971.

Registro raro da Formatura da primeira turma de Técnicos em Contabilidade do Colégio Comercial do Amapá-CCA, no recém inaugurado prédio do estabelecimento de ensino, na Av. FAB com a Rua Leopoldo Machado, hoje Escola Estadual Prof. Gabriel de Almeida Café.

Foto: Gilberto Semblano (Facebook)

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Foto Memória da Beleza Amapaense: Concurso Rainha das Flores 1968

Na época do Território do Amapá, sempre tínhamos em Macapá destacados eventos, com total participação da sociedade macapaense como desfiles e outras brilhantes promoções filantrópicas e sociais.

Mostramos hoje um registro do Concurso Rainha das Flores, realizado na sede do Esporte Clube Macapá, dia 31 de maio de 1968.

Quarenta candidatas participaram da festa, das quais 10 foram escolhidas numa primeira apresentação, e depois de um novo desfile, os jurados selecionaram as 5 finalistas que aparecem nessas imagens:

A partir da esquerda pela ordem: 1-Carmem Almeida; 2-Eloísa Lopes; 3-Suely Sussuarana; 4-Graça do Carmo e 4-Wanda Ribeiro.

A candidata vencedora foi a número 2 Eloísa Lopes, filha do casal Douglas (Edna) Lobato Lopes: Rainha das Flores 1968.

Foto: Eloísa Cavalcante (Arquivo pessoal)

domingo, 16 de agosto de 2020

Foto Memória da Mineração Amapaense: Presidente JK, em visita ao Amapá

Registro do encontro histórico entre o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e autoridades do ex-Território Federal do Amapá, em 1957.

Nas imagens a partir da esquerda: Coronel Janary Gentil Nunes, então presidente da Petrobrás; Presidente JK; Engº Augusto Antunes, presidente da ICOMI e o Deputado Coaracy Gentil Nunes.

Atrás do presidente, o Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Amapá.

Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira participou da solenidade inaugural das instalações do Porto da ICOMI, na manhã de 05 de janeiro de 1957.

Na ocasião ele acionou a esteira com o primeiro carregamento de manganês para a rota internacional.

O Coronel Janary Nunes, primeiro governador do Amapá, permaneceu no cargo de 25 de janeiro de 1944 a 28 de fevereiro de 1955.

No período de 3 de fevereiro de 1956 a 9 de dezembro de 1958, foi nomeado 3º Presidente da Petrobrás.

Deputado Coaracy Nunes, foi Deputado Federal pelo Amapá de 1947 a 1958.

Dr. Amilcar Pereira foi governador do Amapá de 1º de março de 1956 a 10 de fevereiro de 1958.

Foto gentilmente cedida pela Família Pessoa.

sábado, 15 de agosto de 2020

Foto Memória de Macapá: Três Pioneiros no Urca Bar

Um registro raro de 1959, uma relíquia histórica, pertencente ao acervo da família do Tenente Pessoa.

Nas imagens, 3 pioneiros de Macapá, em momentos de descontração no interior do Urca Bar.

A partir da esquerda: Tenente Armando Amaral, marido da prof.ª Risalva Amaral; Tenente Pessoa(centro) e à direita o comerciante José Júlio Ferreira, Alemão, proprietário do Urca Bar. A sra. ao lado é Dona Elza Ludovina Tavares Ferreira, esposa do Sr.José Júlio, e o garoto é o Antônio Fernando Tavares Ferredira, filho mais velho do casal, já falecido.

O Urca Bar, foi um estabelecimento comercial montado nos anos 50, pelo comerciante Durval Alves de Melo, na esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Eliezer Levy, no Bairro do Trem, que, anos mais tarde, foi repassado ao Sr. Alemão.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Foto Memória de Macapá: Pioneiros de Macapá


Trazemos para o Porta-Retrato foto compartilhada pelo amigo Luiz Pessoa, com imagens de um evento social e esportivo, no início dos anos 1950, realizado na sede do Amapá Clube, em que se reúnem vários pioneiros do então Território do Amapá.
Identificamos agachados a partir da esquerda: Sr. Olivar Craveiro, Tenente Pessoa (e esposa);  radialistas Agostinho Souza e Manuel Raimundo  Veras (irmão do Sr. Ivaldo Veras); o de bigodinho parece o Dr. Edmundo de Souza Moura (a confirmar); ao lado dele o Capitão Euclides Rodrigues (e esposa).
Os demais não conseguimos identificar.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Foto Memória de Santana – Casa São José

Esse era o comércio do Sr. José de Oliveira Valente, primeiro empresário de Santana, e o primeiro comércio da cidade, CASA SÃO JOSÉ, construída no final dos anos 60 na Av. Santana.
Foto gentilmente cedida ao Blog Porta-Retrato, por Aristeu Valente, filho de José Valente.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Foto Memória do Comércio Amapaense: Casas Ribamar e Estrela

Imagens dos antigos prédios de duas tradicionais casas do Comércio de Macapá: Casa Ribamar, de Inácio Serra e Armazens Estrela, de Pinheiro & Cia., na Rua Cândido Mendes, no trecho entre as avenidas Pe. Júlio Maria Lombaerd e Mendonça Jr.

domingo, 31 de maio de 2020

Foto Memória do Comércio Amapaense: Mercearia São José

A Foto Memória de hoje, é da Mercearia São José, que ficava localizada na Av. Mendonça Furtado, na descida para o Bairro da Favela.
Lá era o endereço do Sr. José Picanço de Menezes, o popular Cacú, com sua família.
José Menezes recebeu esse apelido, por gostar de balar, com baladeira, aqueles pássaros pretos de nome anum, que algumas pessoas, lá do interior da Ilha do Vieira (Afuá), chamavam de Cacú.
E Cacú pegou nele e nos 12 filhos que teve com Dona  Guajarina de Matos Menezes; todos ainda vivos, Graças a Deus! Seis homens (Adilson, Ailton, Adelson, Aremilton, Admilson e Ailson) e seis mulheres (Admilsan, Ciléia,  Cilete, Arlete,  Arleide e Fátima).
José Menezes, apesar de pouco estudo, chegou a ser tesoureiro da Prefeitura Municipal de Macapá e Administrador do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, lá defronte da casa onde morava.
Pelos relevantes serviços prestados à PMM, Seu Menezes recebeu homenagem póstuma, tendo seu nome perpetuado em uma rua no bairro do Pacoval.
Informações de Adelson Menezes, filho do biografado.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Foto Memória de Macapá: Grupo de Pioneiros de Macapá

Registro dos anos 40 compartilhado pelo amigo Alex Houat, ( filho do empresário Abdalla Houat ), traz imagens de pioneiros de Macapá, que se reuniam frequentemente na cidade, no início do Território Federal do Amapá.
Grande parte deles, funcionários públicos e comerciantes.
Conseguimos identificar os mais conhecidos:
1-Mair Bemerguy; 2-Isídio Banha 3-Edílson Borges de Oliveira;4 -  Francisco Calandrini de Azevedo; 5 ?; 6 ?; 7 - Ivan; 8  ?; 9-Isaac Zagury; 10 e 11 ?; 12 – Dr. Antônio Vilella; 13 – Altamir Cavalcante de Lemos; 14 - Abdalla Houat; 15 – Moysés Zagury; 16 ?;
Quem reconhecer os demais, pode completar a lista, por gentileza.
Fonte: Alex Houat

terça-feira, 5 de maio de 2020

Memórias do Rádio Amapaense: Ivo Pinho e Guilherme Jarbas - Dois talentos do Rádio Esportivo

Um raro registro sobre o rádio esportivo paraense, publicado no blog Ponta de Gol – Memorial do futebol e rádio esportivo paraense – editado pelo confrade Expedito Leal(*), destaca o nome de dois dos macapaenses que por lá passaram, e deixaram a marca de seus talentos em prol do rádio esportivo na Amazônia.
O destaque maior foi para o narrador Ivo Guilherme de Pinho que surgiu em Belém em 1970, depois de ter sido revelado pela terceira emissora de Macapá, a Rádio Educadora São José.
Guilherme Pinho – como ficou conhecido na capital paraense - dotado de boa voz e dicção clara, além de fácil expressão verbal, explodiu rapidamente na Marajoara e sem tanta demora foi contratado pela Rádio Clube, para atuar na competente equipe chefiada pelo mítico e disciplinador Edyr Proença. Empolgado pela fama que rapidamente viu aparecer, Guilherme Pinho se transfere para a nova equipe da Rádio Jornal Liberal onde já estavam outros nomes de peso do cenário esportivo paraense.
A peça de rara importância histórica é justamente um anúncio da equipe esportiva da Rádio Jornal Liberal, em que o nome do saudoso narrador macapaense Guilherme Pinho, aparece como o locutor escalado para transmitir o jogo de futebol, diretamente da Curuzu, entre as equipes do Combatentes x Tuna Luso Brasileira, isso no ano de 1973.
Ele que iniciara na estreia da Equipe Legal em 1970, já estava de volta, depois de uma passagem pela Clube com muito sucesso.
Em pouco tempo, porém, Guilherme Pinho estava saindo da Equipe Legal e sem mais ambiente em Belém, transferiu-se para Fortaleza onde trabalhou em várias emissoras, deixou o microfone esportivo e passou a apresentar um programa político em uma das rádios AMs. Depois de formado em Direito trabalhava na assessoria jurídica da Câmara Municipal. Teve morte trágica – foi assassinado – no início do novo século.
Pinho havia saído da Poderosa, onde também atuava o professor Guilherme Jarbas, “que também era narrador, embora atuasse melhor na função de repórter”.
Ao ler a matéria de Expedito Leal, postada em uma Rede Social, Guilherme Jarbas comentou que bateu a saudade de sua passagem pela Rádio Clube e do convívio sadio com os colegas de outras emissoras e dos jornais...”éramos irmãos”, finalizou!
Guilherme Jarbas, que era amigo pessoal  desse editor, faleceu na tarde do sábado, 06 de junho de 2020, aos 72 anos, em Macapá, após semanas de tratamento contra a COVID-19. Ele estava internado em um hospital privado.
(*) Jornalista e radialista paraense editor do blog Ponta de Gol

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Foto Memória de Santana: “Vila Dr. Maia recebe energia elétrica”

A criação da Vila Dr. Maia, em Santana, aconteceu em meados e 1959(60), mas só recebeu esse nome em 1964.
O povoado surgiu nas imediações da estrada que liga o porto a Macapá e em frente a extremidade norte da  área industrial da ICOMI.
Antes que se transformasse em uma perniciosa favela, as autoridades municipais, utilizando tratores e pessoal cedidos pela ICOMI, fizeram logo o arruamento e a divisão da área, dando a cada morador um terreno, para que todos pudessem construir condignamente suas residências. Tal como fora previsto, o local tomou impulso rápido, progredindo a ponto de se constituir em um bairro de grande conforto. O bairro possuía em 1964, uma escola, duas igrejas, um posto policial, algumas lojas comerciais e cerca de duzentas moradias, sendo diversas em alvenarias. Os que ali residiam empregavam atividades na pesca, na lavoura; outros exerciam a profissão de pedreiro, carpinteiro, pintor, etc.; muitos executavam serviços de empreitadas na própria ICOMI.
O ajuntamento de pessoas naquele lugarejo, foi acontecendo gradativamente, sem que seus ocupantes tivessem pensado em uma denominação, num primeiro momento. Porém, com o acelerado crescimento, os habitantes pleitearam e conseguiram batiza-lo com o nome de Vila Dr. Hildemar Maia, numa justa homenagem ao ex-secretário geral do Território, que em vida fora um batalhador em prol das causas da comunidade amapaense.
A exemplo de outras populações vizinhas aos núcleos de habitação, no entorno da mineradora, a da Vila Dr. Maia também recebeu da ICOMI, muitos benefícios assistenciais que a empresa propiciava aos seus empregados, tais como os de ordem médico-hospitalar e escolar. Também o prédio do Comissariado de Polícia e a residência do Comissário titular foram construídos pela companhia, para manutenção da ordem e segurança públicas daquela localidade. Para atender a mais uma necessidade dos moradores, a ICOMI estabeleceu uma rede elétrica para lhes fornecer 50.000 watts de energia de baixa tensão saída de geradores instalados na área industrial de Santana.
A iniciativa da ICOMI teve o apoio do Governo do Município, havendo este fornecido dezoito postes de madeira e alguns trabalhadores da prefeitura, enquanto, da parte da empresa, houve a contribuição de 3000 metros de cabos, além de cruzetas, isoladores e o concurso do chefe e operários do Departamento de Eletricidade. Vale o registro que esta operação foi realizada em apenas cinco dias de trabalho, para uma extensão de 750 metros, compreendida entre os transformadores existentes à margem da estrada Santana – Macapá e o Comissariado de Polícia.
Em solenidade que contou a presença de autoridades do Território, da ICOMI e inúmeros moradores, a luz foi ligada no dia 25 de janeiro de 1964, o que causou, naturalmente, muita satisfação aos beneficiados.
Texto original publicado na Revista ICOMI-Notícias nº 03 de março de 1964, sob o título: “Vila Dr. Maia recebe energia elétrica”, devidamente atualizado e adaptado para o Blog Porta-Retrato.
Sugestão de pauta: Grupo Santana Majestosa (Facebook)

domingo, 3 de maio de 2020

Momento Família: Empresário Leopoldo Teixeira e filhos

Amigo Aluízio Teixeira, posta na Rede Social, uma lembrança com imenso valor sentimental e um significado muito especial. 
Aluízio conta ao Porta-Retrato, que essa foto, feita pela esposa Ana Lígia, num sábado de 1981, em Macapá, registra um memorável momento família,  dele, Aluízio, com o pai Leopoldo Teixeira e o irmão Carlos, que haviam saído da Automac (revenda de carros de carros e motos) para almoçar juntos na casa dele.
Leopoldo Teixeira, mais conhecido por "Teixeirinha" – pioneiro falecido em 1982 - foi um empresário do ex-Território do Amapá, sócio do Posto Guarany, na Leopoldo Machado, no local onde depois foi montada a Automoto. 
O irmão Carlos Teixeira,  faleceu em 2018.
Viúva, com idade avançada mas lúcida, Dona Graça Teixeira mora com o filho, Aluízio - autônomo no ramo de vendas - em Recife, capital de Pernambuco.
Fonte: Memorial Amapá (Facebook)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Foto Memória de Santana - NOVA BRASÍLIA: Primeiro bairro projetado de Santana

Em maio de 1978, há exatos 42 anos, moradores da antiga “Vila Kutaca” ou “Vila da Brumasa”, como era também conhecida, eram transferidos para o primeiro bairro projetado pelo Governo no Amapá.
A remoção dos moradores, tinha por objetivo a construção de um porto que traria o desenvolvimento para o então Território Federal do Amapá.
Em dezembro de 1975, o então governador do Amapá Capitão Arthur Henning firma uma parceria com a Prefeitura de Macapá, que tinha por objetivo o melhoramento urbanístico de um extensa área localizada na Vila Dr. Maia (em Santana) que ali iria receber centenas de famílias que seriam deslocadas da zona portuária, onde seriam posteriormente erguidas as instalações administrativas da Portobrás.
Após um intenso trabalho de demarcação dos lotes a serem doados para os novos moradores, houve a questão dos denominados “equipamentos urbanos” como a infraestrutura do local, que seriam implantados a longo prazo.
Somente no início de maio de 1978, que cerca de 420 famílias que antes residiam na área da antiga Vila Kutaca, seriam remanejadas para a nova área existente na Vila Dr. Maia, que inicialmente seria chamada de “Bairro Novo”.
Passados alguns meses, e por reconhecerem a participação do Governo Federal – juntamente com o apoio do governo local – o povoado passaria a ser chamado de Nova Brasília, numa homenagem à Capital Federal, em razão de ter sido o primeiro bairro projetado pelo governo da época, oferecendo aos seus moradores, casas construídas em madeira e compensado, cobertas com palhas.
As poucas melhorias logo recebidas foram a água encanada e tratada pela empresa de abastecimento (Caesa), uma rede estável de energia elétrica e uma área destinada à prática do desporto denominada Módulo Esportivo de Santana.
Somente na década seguinte (1980) passariam a surgir outros melhoramentos como a instalação do primeiro educandário (Escola Joanira Del Castillo), construção da feira livre e a extensão de novas ruas e avenidas no bairro.
Em meados da década de 1990, o bairro já somava quase 10 mil habitantes, duas escolas, um posto de saúde e duas áreas de lazer.
Fonte: Texto de Emanoel Jordânio (com adaptações para o blog Porta-Retrato)
Foto das casas, reproduzida do Grupo Santana Majestosa, administrado por Serginho Guedes, no Facebook.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...