terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Especial: General Gurjão

(Imagem: Reprodução/blog do Edgar Rodrigues)
Hilário Maximiniano Gurjão, o General Gurjão
Hilário Maximiniano Antunes Gurjão nasceu em Belém do Pará, no dia 21 de fevereiro de 1820, e muito cedo ingressou no Exército brasileiro. Aos 14 anos de idade, já acompanhava seu pai ao lado dos legalistas, participando das lutas civis que ensanguentaram o Pará no ano de 1834. Aos 16 anos estava a bordo da escuna "Bela Maria", no bloqueio feito em 13 de maio de 1836, contra os cabanos comandados por Eduardo Angelim, que fugiu para o Município de Acará. Promovido a cadete em 1837 e, em 1838, alcançou a patente de l.P-Tenente. Em 28 de fevereiro de 1839, foi designado para o comando das tropas sediadas na fortaleza de São José de Macapá. Em Macapá, recebeu em 2 de dezembro desse mesmo ano a promoção de 2º Tenente. Retornou a Belém, onde cursou a Escola de Artilharia e, em 1841, foi promovido a Capitão, com apenas 21 anos de idade. Viajando para o Rio de Janeiro, matriculou-se na Escola Militar, bacharelando-se em Matemática, obtendo a classificação nas armas de artilharia.
Exerceu vários cargos militares no Pará e Amazonas com a missão de fortificar a região amazônica. Em 1857, atingiu o posto de Tenente-Coronel, quando inspecionou as fortalezas de Macapá, Gurupá e Óbidos. Retornando ao Rio de Janeiro, assumiu o comando do 3° Batalhão de Artilharia, onde recebeu a condecoração de Cavaleiro da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo e o hábito de São Bento de Aviz. Comandou a fortaleza de Santa Cruz e o 1º batalhão de infantaria sediado na corte. Em 1865, distinguiu-se na guerra do Paraguai com a  patente de Coronel; foi para o campo de batalha e dirigiu o bombardeio de Itapiru em 1866 e as ações de artilharia no Passo da Pátria em Tuiuti; comandou a guarnição de Corrientes e as forças do Chaco em ação combinada com a esquadra em 3 de setembro de 1867; desalojou os paraguaios de Sauce em 21 de março de 1868, obrigando-os a abandonar toda linha de fortificações próximas, inclusive a fortaleza de Curu e a se concentrarem em Humaitá. Seguindo para o Chaco, conseguiu estabelecer a comunicação entre a esquadra ancorada abaixo de Angustura e a que se achava em frente a Vileta. Em novembro foi designado pelo Duque de Caxias para comandar a artilharia do 2° Corpo do Exército sob a liderança do Marechal Argolo Ferrão e, graças à ação de Hilário Gurjão, efetuou-se em 5 de dezembro o desembarque do 2° Corpo em Santo Antônio. O combate foi terrível. O Marechal Argolo foi ferido e morreu, o Coronel Fernando Machado caiu na batalha. Essas duas baixas criam indecisão entre os oficiais e soldados. Vendo a gravidade da situação, o General Gurjão, Subcomandante da tropa, galopou sobre a ponte gritando ordens para atacar, sendo recebido por uma saraivada de balas. Tombou gravemente ferido na outra extremidade da ponte. Duque de Caxias chegou logo depois, e os paraguaios foram derrotados. Transportado para a cidade de Humaitá, veio a falecer no dia 17 de janeiro de 1869. Posteriormente, seus restos mortais foram transferidos para Belém e sepultados no cemitério da "Soledade". A Prefeitura de Macapá, para homenagear esse ilustre militar, comandante das tropas em Macapá, deu seu nome a uma das avenidas da cidade.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. II" - de Coaracy Barbosa

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Do Fundo do Baú!

(Clique na foto para ampliá-la)
Esta foto rara, que ele mesmo considera uma relíquia, nos foi compartilhada, via e-mail, pelo amigo leitor Waldeir Garcia Ribeiro.
O registro fotográfico, de data desconhecida, mostra como era a sede da Federação Amapaense de Desporto, atual FAF - Federação Amapaense de Futebol.
Entre os identificados, Waldeir reconheceu apenas o sogro dele, Moacir Braga Coutinho (camisa branca c/ gola preta) e o repórter Joaquim Neto.
Com a ajuda do ZOOM, tentamos identificar alguns conhecidos, tais como:  o primeiro à esquerda, nos parece o repórter José Maria Trindade (por favor podem confirmar); atrás, na direção do Moacyr Coutinho, (ao fundo perto da porta) está nos parecendo o Sr. Juarez Boas Novas de Azevedo Maués; o terceiro na frente (com papel na mão) nos parece o Waldeir (a confirmar) e ao fundo, (de camisa branca de bolinha) o Cremildo;  atrás do Joaquim Neto, o professor Edésio Lobato, Guilherme (Palito - todo de branco) e na ponta direita o Benedito Marinho, (o popular Formiga).
Por favor nos ajudem a confirmar e completar a legenda.
Quem conseguir identificar os demais pode nos informar, através do e-mail jolasil@gmail.com, ou deixar suas   observações na caixinha de comentários.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Você conhece este motociclista?

(Foto: Reprodução / Arquivo Olivar Cunha)
( Foto compartilhada pelo amigo Olivar Cunha )
Entre inúmeras fotos enviadas, por e-mail, pelo artista plástico Olivar Cunha - amigo compartilhador do blog Porta-Retrato - encontramos esta em que aparece um pioneiro, que era muito conhecido na cidade por usar como meio de transporte, uma antiga moto GUZZI, de fabricação italiana que foi levada para Macapá, por um dos padres do PIME (Pontifício Instituto das Missões Exteriores).
Naquela época não existiam motos de outras marcas na cidade.
Segundo o amigo Obdias Araújo, trata-se do Bianor, sogro dele.
Entre os depoimentos na página de comentários, reproduzimos um último, postado pela leitora Nilza Corrêa, que se identifica como uma das filhas de Bianor.
Pela riqueza das informações que ela nos passa, resolvemos transcrever seu depoimento, na íntegra, para melhor conhecimento dos leitores e possíveis amigos de Bianor:
(Foto: Facebook / reprodução)
O motociclista acima é meu pai Raimundo Nonato Banha Corrêa, mais conhecido pelos amigos como “Bianor”. Meu pai nasceu em 06/09/1933, em Macapá, filho caçula de Francisco Alves Corrêa e Maria Banha Corrêa, tendo como irmãos Raimundo (conhecido por “Calango”-policial civil), Joaquina, Josefa e Jair. Ainda adolescente aos 14 anos, foi um dos amapaenses escolhidos para estudar na cidade de Barbacena(MG), onde passou 3 anos estudando. Casou-se em 1954 com Nilza de Magalhães Corrêa com quem teve 09 filhos: Raimunda Ruth, Bianor, Maria Eliete, Maria Elizabeth, Biraelson, Francisco, Nilza Maria, Ana Cristina e Lúcia Regina. Residiu com sua família por mais de 20 anos no Bairro Jesus de Nazaré, na Av. Pe. Manoel da Nóbrega(entre Leopoldo Machado e Jovino Dinoá). Trabalhou na Divisão de Terras do Amapá, INPS, INAMPS e Ministério da Saúde, onde se aposentou em 1983 por tempo de serviço. Meu pai tinha suas raízes no Quilombo do Curiaú e no Bairro do Laguinho, era exímio tocador de caixa de Batuque e Marabaixo, tinha muito orgulho de sua raça e cor. Sócio Fundador da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho e do Esporte Club Macapá. Era muito conhecido por ser amante do motociclismo, dentre tantas motos que possuiu, se destaca esta acima (Moto Guzzi 500CC), que foi vendida no ano de 1984 para um colecionador italiano. Faleceu aos 52 anos , em 14/08/1986, às 21:00 Hospital São Camilo e São Luis, de infarto agudo do miocárdio, foi sepultado no cemitério N. S. da Conceição (Centro). Homem honesto e humilde de hábitos simples, Pai amoroso e exemplar, Marido dedicado e um amigo fiel, teve toda a sua existência pautada na honestidade e deixou para todos nós, seus filhos, seu maior tesouro: “O EXEMPLO”.
Obrigada pela fotografia, nós familiares não tínhamos nenhuma foto dele nesta motocicleta, e ficamos muito emocionados.
Um grande abraço. Nilza Corrêa.”
Agradecemos à Nilza, por esta importante contribuição para o blog Porta-Retrato.
E, na oportunidade, solicitamos que a mesma entre em contato conosco, via e-mail (jolasil@gmail.com),  para mais alguns esclarecimentos sobre a matéria.
Aguardamos o contato.
(Matéria publicada. originalmente. no Porta-Retrato, em  09/07/2011)
(Post repaginado em 14 de fevereiro de 2012)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Especial: Antonio Munhoz – 80 anos de vida

Há 80 anos, nascia em Belém do Pará, Antônio Munhoz Lopes.   
(Foto Mosáico: Reprodução Google imagens e arquivo)
E o próprio aniversariante do dia comenta, com exclusividade para o Porta-Retrato, sobre a emoção de chegar aos 80 anos:

Parece mentira...ainda não acredito. Será mesmo? Mas como o tempo é implacável, deve ser mesmo. (...) Mas a verdade, que não posso negar, é que nasci no dia 10 de fevereiro de 1932, em Belém do Pará, chegando a Macapá no início de outubro de 1959, e onde já estou mais de meio século. (...) E onde sei que sou querido. (...) ...não quero pensar na morte. Quero é aproveitar ao máximo o que me resta de vida, eu que sou um privilegiado. Vou a Belém para um jantar com meus nove irmãos e logo depois volto para cá, onde vivo há 52 anos. Foi a partir da minha chegada a Macapá que a minha vida passou a ter um sentido maior. No mais profundo de mim mesmo, tenho medo da morte porque ainda amo a vida, com o que ela tem de bom e bela. O que sou hoje, e tudo que vi e vivi, devo aos amapaenses, embora nada tenha recebido de graça. Tudo que fiz na vida, até agora, foi fruto do meu trabalho, do meu esforço do meu suor. Lembro, agora, de algumas homenagens que recebi: 1) Na noite de 15 de junho de 1999, recebi o título honorífico de 'Cidadão de Macapá' "como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao Município de Macapá e ao seu Povo”.2) Em 04 de fevereiro de 1989, o Jornal do Dia conferiu-me o diploma Destaque 1988, pelos relevantes serviços prestados ao Amapá, no setor educacional. 3) Em 12 de setembro de 1988, recebi da Academia Amapaense de Letras, o diploma de sócio titular, efetivo e perpétuo, como ocupante da cadeira nª 38, tendo como patrono Vicente Portugal. 4) Em 06 de agosto de 1997, durante o I Encontro Internacional de Magistrados da Amazônia, recebi o Colar do Mérito Judiciário, tendo a comenda sito entregue pela Procuradora Geral da Justiça, Dra. Raimunda Clara Banha Picanço, minha ex-aluna. 5) No dia 28 de abril de 2003, da Assembleia Legislativa do Amapá  recebi o título de 'Cidadão Amapaense', sendo o diploma entregue pela profª Zaide Soledade, com um jantar depois no Ceta Ecotel. 6) Na manhã do dia 31 de outubro de 2008, no auditório multiuso da Universidade Federal do Amapá, das mãos do reitor José Carlos Tavares Coutinho, recebi a Medalha do Mérito Universitário “pelos relevantes serviços prestados à nossa Instituição Federal de Ensino Superior”. Não esqueço de que fui o único aplaudido de pé. 7) No dia 24 de outubro de 2011, recebi o troféu 'Equinócio da palavra' das mãos do governador Camilo Capiberibe, e, no dia 28, participei de um diálogo literário, no 1º Corredor Literário na 48ª Expofeira. Pelo título de 'Cidadão Amapaense', no dia 28 de abril de 2003, recebi de Silvana Salerno e Fernando Nuno Rodrigues, editores de São Paulo, uma felicitação nos seguintes termos: ”Honra você mais a esse nosso belo Estado setentrional, que o Estado a você, ao aceitar a láurea. Ou de outra forma: sai mais engrandecido o Amapá por lhe oferecer essa honra do que você por recebê-la pois o Munhoz é maior sem que o Amapá seja pequeno”. Também recebi da Biblioteca Pública Estadual Elcy |Lacerda o diploma 'Amigos da Biblioteca', “pelo excepcional e permanente carinho dedicado a esta Instituição, divulgando-a e participando das ações nela desenvolvidas.” O Rotary Club de Macapá me entregou no dia 21 de junho de 1996, o Diploma de Honra ao Mérito, “como reconhecimento pelo laborioso trabalho na educação da juventude amapaense, ao longo destas 5 décadas”. No dia 21 de dezembro último, encontrando o senador Sarney, pedi um autógrafo, no seu livro “Os Marimbondos de Fogo” edição portuguesa da Bartrand Editora, 1986, que eu comprei em Lisboa. Ele escreveu: “Ao professor Antônio Munhoz Lopes, um afetuoso abraço e minha admiração pelo seu amor às letras”. Num velho caderno que o cupim quase destrói, encontro: ”Aqui em Macapá ninguém ousa fazer qualquer movimento de cultura sem a sua participação. Seria uma falta de bom senso” – Elson Martins < A Voz Católica, de 13 de agosto de 1969. É o cúmulo do exagero: “Antônio Munhoz é uma das pessoas mais inteligentes que conhecemos, Um QI altíssimo” – Vera Cardoso Santos < O Liberal, 22 de dezembro de 1974. E por último o que disse Alcy Araújo, “O Estado do Amapá, 06-01-81: “Antônio Munhoz, esse monumento de cultura que é hoje um dos patrimônios dessa terra”. É exagero, é, mas é exagero de amigo. Melhor exagerar para o bem do que para o mal. Um sentimento mau é horrendo." 
Trechos extraídos de duas cartas, escritas de próprio punho pelo professor Antônio Munhoz Lopes, e enviadas ao editor do blog datadas, respectivamente, de 08 e 29 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um Pioneiro Ilustre: Coaracy Sobreira Barbosa

(Foto gentilmente enviada, via e-mail, por Edgar Veloso - genro de Coaracy)
"Coaracy Sobreira Barbosa, nasceu em 16 de junho de 1923 em Vitória do Espírito Santo e, aos treze anos, já fazia estágio no Diário da Manhã da sua terra natal. Depois de passar pelo Rio de Janeiro e Belém trabalhando em empresas comerciais, chegou a Macapá em 1945 quando Janary Nunes iniciava o seu governo e recrutava mão de obra em todo o Brasil. De 1945 até 1957 ele foi professor primário, ano em que foi nomeado prefeito do município de Calçoene, onde permaneceu até 1961, quando passou a assessorar o deputado Janary Nunes. Foi um dos fundadores da Companhia Amapaense de Telefones - CAT em 17 de junho de 1965 e permaneceu na Teleamapá, de 1973 até 1988 onde exerceu cargos importantes. Era membro da Academia Amapaense de Letras e da Associação Amapaense de Escritores - APES, além de fazer parte também de outras entidades representativas. Coaracy Barbosa foi um pesquisador incansável e dispunha de  material para escrever a história dos municípios de Calçoene, Amapá, Macapá, Mazagão e Oiapoque, bem como, era possuidor de  vasto acervo sobre os eventos mais importantes ocorridos no Amapá. Se não fossem as enormes dificuldades que são impostas aos escritores para publicar seus livros, quem sabe a nossa história já não seria muito mais conhecida, através deste batalhador incansável que amava de verdade a terra que o acolheu."
O escritor Paulo Tarso Barros assim o definiu: "Coaracy Barbosa era um cidadão digno, apaixonado  pelo  que  fazia,  amigo  da  pesquisa  histórica,  um  autêntico  minerador dos fatos, capaz de gastar o último centavo para reproduzir  uma  foto,  xerocopiar  um  documento  ou adquirir  uma  obra.  Era aquele  estudioso  que  se  sentia  feliz, exultava  ao  fazer  uma  descoberta,  ao  encontrar um  amigo dos  tempos  do  Território,  os  heroicos  pioneiros  que  protagonizaram a epopeia do Amapá e relembrar com eles episódios daquela época."
Seguem alguns  comentários  sobre  a  vida  e  a  obra  de Coaracy Barbosa:
"Padre Jorge Basile escreveu que Coaracy Barbosa  é  uma  estrela  de  primeira  grandeza;  o  jornalista  Aluizio  Brasil  numa  de  suas  crônicas  intitula  Coaracy  Barbosa  como  a  reserva  moral  do  Amapá;  o  Desembargador  e  escritor  Gilberto  Pinheiro  ressaltou,  através  de  artigo  na  imprensa,  o  grande  trabalho  do  pesquisador  sobre  a  saga  dos pioneiros; também o articulista Belarmino paraense de  Barros  destacou  a  obra  de  Coaracy  Barbosa,  um  homem  que dedicou sua vida ao Amapá, desde que aqui chegou e  começou a atuar como professor e jornalista. Sua  trajetória  é  notável,  pois  tem  participado    de  entidades  sociais  e  culturais,  como  a  Associação Amapaense  de  Imprensa,  Associação  dos  Cronistas  e Locutores  Esportivos,  foi  um  dos  incentivadores  da   Criação  da  Associação  das  Secretárias  do  Amapá.  Era membro  da  Academia  de  Letras,  da  Associação  Amapaense de Escritores – APES, já foi agraciado com os  títulos  durante  o  governo  Pauxy  Nunes  foi  chefe  de  Gabinete.  Por  muitos  anos  exerceu  vários  cargos  relevantes na antiga Companhia Amapaense de Telefones;  foi Secretário de Finanças da Prefeitura de Macapá.  Coaracy  Barbosa  publicou  três  volumes  de  Personagens  Ilustres  do  Amapá  e  História  da  Justiça do Amapá."
Coaracy Barbosa, faleceu  no  dia  26 de janeiro de 2003  por  complicações  respiratórias.
Texto de Paulo Tarso Barros-Presidente   da  Associação   Amapaense   de    Escritores-APES e membro da União Brasileira de Escritores – UBE, –especialmente adaptado para o blog Porta-Retrato.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Pioneiro "Cabo Velho"

(Foto: Reprodução de livro)
Francisco Cesar Magalhães, nasceu na cidade de Canindé, no Estado do Ceará, no dia 25  de  maio  de  1924.  Filho  do  Aristóteles  Coelho Magalhães  e  Maria  Eliza  Magalhães.  Estudou  na  escola pública  de  sua  cidade  natal  e  após  servir  no  Exército, transferiu-se para Macapá, capital do Território do Amapá acompanhado  de  sua  primeira  esposa  Maria  de  Lourdes Magalhães,  falecida em 1949 e seus três filhos: Get, Ruth e  Ceres.  Foi  admitido  no  quadro  de  funcionários  do governo  do  Amapá,  no  dia  18  de  fevereiro  de  1948,  na função de motorista. Foi um dos pioneiros no transporte de cargas  e  passageiros  na  estrada  BR-156  entre  Macapá  e Amapá  e  era  sempre  escolhido  para  transportar  as professoras para suas escolas. Francisco Cezar Magalhães ficou  conhecido  em  todo  o  Amapá  por  Cabo  Velho.
Casou-se em segundas núpcias com D. Raimunda Façanha de Magalhães com quem teve os  filhos: Sanfra,  Francisco Cezar,  Evelma,  Valberto  e  Adalberto.  Após  se  aposentar adquiriu  um  terreno  no  km  61  da  BR-156,  construindo uma  casa  para  servir  de parada para  o  lanche. Posteriormente cedeu para a Teleamapá uma área de terra onde  foi  montado  o  sistema  de  transmissão  telefônica integrado  a  Porto  Grande,  um  Posto  Telefônico  e  uma represa para criação de tilápias. Dois anos depois  instalou uma torre de televisão que a denominou Repetidora Cabo Velho. 
O pioneiro Cabo  Velho foi um  marido  exemplar,  um  grande  pai,  um amigo  para  os  quais  deixou  marcas  da  sua  competência  e da sua garra, motivo porque resgatamos sua memória.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá" Vol III - editado mas não impresso.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Homenagem Especial: Aos 254 anos dessa eterna jovem "Macapá"

(Foto: Reprodução de arquivo)
Vista aérea da Fortaleza de São José, em Macapá
Sempre que te desnudas para às águas do Amazonas te banhar,
que só se cobre quando o cetim transparente da noite vem te agasalhar,
és a única capital neste país imenso de ocorrências e lugares tantos,
a ser banhada pelo lindo, majestoso e caudaloso rio mar!

Divina porque pura, em eterna adolescência sem se macular,
mesmo virgem a nossos olhos, andas filhos muitos a gerar,
mas nem parece, és sempre a paixão desde a infância a demonstrar,
nossa adoração por ti, mesmo a timidez nos evite, às vezes declarar!

Duzentos e cinquenta e quatro anos que podem até parecer muito,
mais de duas centenas e meia de loiros com vida perene e eterna
e basta aí chegar e olhar para notar o óbvio com qualquer intuito,
pra redescobrir-te como eras e é, virgem, bonita e hoje moderna.

Estão por fim a dar-te banho de loja, e de muito bom gosto,
já vislumbramos até o quanto mais linda e cobiçada vais ficar,
não precisas de maquíagem, basta um retoque sutil em teu lindo rosto,
para deslumbrares quem aí vive ou for para rever-te ou visitar!

Quero te amar enquanto vida e lucidez Deus me conceder,
mesmo o destino me pondo distante em outro estado residindo,
louvar e bendizer teu nome, minha querida, enquanto viver,
mesmo sofrendo tua falta, mas por ti morrer sorrindo!

Apesar dos maus-tratos de alguns passantes de mando que
por aí estiveram,
e não tenham te dado o cuidado e o respeito que te deveriam dar,
tu resististe intocável e brava, altaneira e hoje remoçada estás,
Diva do Norte, cidade do forte, amante de quem te ama, meu
amor, Macapá.

Poesia de Amiraldo Pereira Bezerra, publicada em seu novo livro: Pétalas sobre Macapá".

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Especial; Amiraldo Bezerra lança hoje ... "Pétalas sobre Macapá"

Será lançada nesta sexta-feira,3, a nova obra de Amiraldo Bezerra.
O livro é inteiramente dedicado à sua querida e inesquecível cidade de Macapá, que neste 4 de fevereiro de 2012, completa 254 anos de fundação.
(Foto: Reprodução)
”Pétalas sobre Macapá” foi a forma lírica e singela que o autor encontrou para homenagear o lugar onde nasceu e viveu fases muito importantes de sua vida.
Amiraldo faz algumas referências, na viagem poética que realiza, à pessoas e fatos lá acontecidos. Grandes e destacadas figuras, amapaenses ou imigrantes, que construíram a verdadeira história de Macapá.
Destaca ainda, alguns queridos seus, por possuir acesso à informações e por ter uma recordação mais viva, devido ao constante relacionamento com seus familiares.
Palavra do Editor
O editor Assis Almeida, destaca em seu Prefácio, que “ao escrever “Pétalas sobre Macapá”, Amiraldo Pereira Bezerra se reporta a dois passados que se encontram nos versos livres dos poemas que compõem sua obra.”
"Por ter vivido de forma plena os momentos de cada etapa de sua vida, ao escrever “Pétalas sobre Macapá”, o autor refaz os caminhos até chegar a sua infância, na então bem jovem Macapá. Como se um portal se abrisse é possível contemplar por uma estreita fresta o menino Amiraldo ao lado dos oito irmãos.”
“O passado afetivo visita o passado cronológico. E é essa tônica que perpassa os poemas. É a afetividade que conduz as palavras, mas é a coerência que descreve os fatos.”
“Nesse passado nos deparamos com pessoas que bem parecem personagens da literatura universal: os Zagury, vindos do Oriente. Fizeram história, prosperaram e deram notoriedade a Macapá.”
“Macapá, que espelha a caridade pelo testemunho de vida de Marcelo Candia, que seguindo os passos do Messias, largou projetos, abriu mão de sua fortuna para olhar e cuidar dos esquecidos, dos excluídos, dos leprosos.”
Ao concluir ele lembra:  “as pétalas que Amiraldo joga sobre Macapá são de saudade, mas também de alegria pela farta colheita! A literatura mais uma vez cumpre o seu papel: reproduz com fidelidade a tessitura da vida plena ...”
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A cerimônia de lançamento da Edição Especial aos 254 anos de fundação da cidade de Macapá, estará acontecendo hoje (3), no Espaço Cultural Raízes do Amapá (Ceará da cuíca), às 20h30min (hora local),na capital do Amapá, numa concorrida noite de autógrafos na presença de convidados especiais.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Memória do Esporte: Visita de Mané Garrincha a Macapá

Quando Manoel dos Santos, o Garrincha, resolveu pendurar as chuteiras, saiu pelo país se despedindo da torcida brasileira participando de jogos amistosos. 
A Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Território do Amapá -ACLETA, levou o bi-campeão mundial a Macapá para um jogo amistoso entre o Ypiranga Clube e a Sociedade Esportiva e Recreativa São José. A partida foi realizada no Glicério Marques, em 1972, e o craque das pernas tortas jogou o 1º tempo pelo negro-anil do Bairro do Trem e o 2º tempo pelo tricolor do Laguinho.(João Silva)


Clique na foto para ampliá-la
(Foto extraída do blog Camisa 10, do amigo Humberto Moreira)
Na foto (a partir da esquerda) estão: Walter Banhos (falecido), repórter Ronaldo Borges, Orlando Torres, Jarbas Gato, repórter Luís Melo, Garrincha, Almir Menezes e Estácio Vidal (falecido).
Clique na foto para ampliá-la(Foto extraída do blog do jornalista João Silva)
O flagrante mostra o instante em que Garrincha era homenageado pelos vereadores e esportistas Walter Banhos de Araújo, este já falecido, e Jarbas Ferreira Gato, respectivamente presidente e 1º Secretário da Câmara Municipal de Macapá, observados pelos repórteres Ronaldo Borges (encoberto), Ubiratan Silva (direita) (Rádio Educadora) e Almir Menezes (esquerda) (Rádio Difusora de Macapá).
Contexto Histórico - "Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, nasceu em Magé-RJ, 18 de outubro de 1933. Foi um futebolista brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar do fato de ter suas pernas tortas. É considerado um dos maiores jogadores da história do futebol em todos os tempos. No auge de sua carreira, passou a assinar Manuel dos Santos, em homenagem a um tio homônimo, que muito o ajudou. Garrincha também é amplamente considerado como o maior driblador da história do futebol.
Garrincha, "O Anjo de Pernas Tortas", foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do time brasileiro.
Mané Garrincha faleceu aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose hepática." (Wikipédia)
(Repaginado em janeiro de 2012)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Seu Ataíde - O Barbudo: Um Alfaiate Pioneiro

(Foto: Reprodução / Álbum da família)
O Pioneiro Ataíde José de Lima(BARBUDO), um dos primeiros alfaiates do antigo Território Federal do Amapá, nasceu no Acre em 08 de abril de 1920 e chegou a Macapá em 1943.
Nessa época só existiam a Fortaleza de Macapá, a  Igreja Matriz de São José e alguns prédios que antes pertenciam ao Estado do Pará. Ele fêz roupas para do coronel Janary Nunes primeiro governador do Amapá. Residiu na Presidente Vargas em frente à casa onde morava a família Zagury: lá nasceu seu filho mais velho; depois passou a residir em uma travessa que ficava entre São José e Cândido Mendes, ao  lado onde residia Sr José Trajano Neto, depois mudou-se para a rua São José esquina com a Cora de Carvalho, onde hoje funciona uma agência do  Banco do Brasil.  Alguns anos depois  passou a morar atrás do Hospital São Camilo. Depois que se submeteu à uma cirurgia em Belém em 1962, ele abriu um bar, pois ficou impossibilitado de trabalhar na profissão de alfaiate. Seu Ataíde também era espírita e, nos anos 80 e 90, sempre atendia às pessoas num  barracão localizado à Rua Mendonça Furtado, entre as ruas Hamilton Silva e Manoel Eudóxio  Pereira. Depois por motivos de saúde, passou atender só na sua residência.



Seu Ataíde era casado com a paraibana Benedita Alves de Almeida, (foto menor) com quem teve 7 filhos, que aparecem na foto abaixo:



(Foto: Reprodução / álbum da família)
Esta foto, tirada por volta dos anos 1960/1961, mostra reunidos todos os filhos de seu Ataíde, num importante - e raro - registro histórico fotográfico: os 4 maiores na fila detrás são, da esquerda pra direita: Ataíde – 8 anos; José Lima – 11 anos; Fátima – 10 anos; e; Nazaré 15 anos.Os 3 menores da fila da frente são, no mesmo sentido: Nonato – 7 anos; Glória – 2 anos; e Helifas – 4 anos.
Segundo José Lima – nosso informante – todos estão vivos: Ataíde, mora em Santarém-PA, Fátima e Glória moram no Jary-AP; Helífas em Barcarena-PA; Nonato e Nazaré moram em Macapá (ela é enfermeira no Pronto Socorro).
Ataíde José de Lima (Barbudo), faleceu em Macapá no dia 08 de março de 1999 e seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério de São José, no bairro do Buritizal.

Fonte: Informações de José Alves de Lima (um dos filhos do biografado) – via e-mail

Fotos: Compartilhadas pelo amigo José Alves de Lima - acervo da famílía.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESPECIAL - AGRADECIMENTO

Agradeço ao amigo Amiraldo Bezerra, a distinção do envio, no mês de dezembro passado, de um exemplar de sua obra “Pérolas sobre Macapá” – um livro com poemas inéditos, que está com lançamento oficial marcado para o próximo fevereiro, na capital amapaense.
Amiraldo – embora paraense de nascimento - deixa claro, nesse novo trabalho, seu imenso amor por Macapá. Mesmo à distância, ele não esconde seu reconhecimento pelo progresso da terra que lhe acolheu quando lá chegou com tenra idade.
De igual modo, venho agradecer o convite para o lançamento da Edição Especial aos 254 anos de fundação da cidade de Macapá, que estará acontecendo no Espaço Cultural Raízes do Amapá (Ceará da cuíca), às 20h30min, do dia 03 de fevereiro de 2012.
Fotos: João Lázaro

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Beldades de Macapá

Clique na foto para ampliá-la
Foto datada de  fevereiro de 1962 que foi compartilhada pela amiga Sarah Zagury, com outras jovens amigas da Sociedade Amapaense. Embora não pareça, e nem ela se lembre, pela ornamentação da pra ver que trata-se de um evento carnavalesco em uma das sedes sociais de Macapá.
Nas imagens vemos a partir da esquerda em pé: as jovens Marly Porpino, Lucília Leôncio, Irene Remédios, Sarah Zagury, a última à direita é Lúcia (Lucinha) Sodré. Das 3 detrás apenas identificamos a da direita: Marília Porpino. Das sentadas apenas identificamos a Eleanora Aimoré, no meio das 3.
Quem souber - por favor - pode nos informar via e-mail: jolasil@gmail.com, ou nos comentários.
(Última atualização em 26 de janeiro de 2012)

sábado, 21 de janeiro de 2012

"Seu" Bandeira - Um Pioneiro da Saúde no Amapá

(Foto: Reprodução de livro)
Sebastião Bandeira do Espírito Santo – conhecido como “Bandeira” - nasceu no dia 1º de novembro de 1929, no Município de Arariúna, na ilha de Marajó, Estado do Pará, filho de Antônio Libânio do Espírito Santo e D. Flodoalda do Espírito Santo, trabalhadores na agricultura. Estudou no Grupo Escolar Castelo Branco e na Escola Comercial do Amapá. Fez o curso de Assistente de Enfermagem no Hospital São Camilo e posteriormente, o curso de Técnico em Enfermagem, em nível de 2.° grau. Chegou ao Amapá, no dia 26 de fevereiro de 1949, começando a trabalhar no Governo do Território do Amapá, na função de Auxiliar de Enfermagem, lotado no Hospital Geral de Macapá. Passou para o quadro de enfermeiros e designado para chefiar o Posto Médico da cidade de Amapá. No seu retomo foi servir no setor de doenças venéreas; trabalhou com o Dr. Alberto da Silva Lima no dispensário de Hanseníase. Conhecido pelo seu jeito de trabalhar "resmungando" uma música que ninguém sabia qual era, Sebastião Bandeira era procurado e preferido para um curativo ou uma injeção. Serviu durante anos seguidos no Hospital Geral, na sua função de enfermeiro. Participou da fundação da farmácia, localizada no Carmelo de Santa Terezinha, administrada pela igreja. Não participou da política partidária. Gostava de jogar uma "pelada" no Bairro do Trem. Casado com D. Raimunda Alberto do Espírito Santo, tiveram os filhos Alexandrina, Maria Angélica, Conceição, Maria de Nazaré, Maria das Graças, Maria José, José Tarcísio e Jeremias. Aposentou-se no ano de 1985, e montou um ambulatório onde continuou a desempenhar suas funções.
Em 2011 "uma enfermidade lhe tirou a força física e o discernimento já não estava tão claro. Nos últimos cinco meses de vida, tornou-se totalmente dependente dos cuidados dos filhos, da esposa dedicada e dos cuidadores de idosos."
Apesar de todas os cuidados médicos possíveis, “Seu” Bandeira faleceu em Macapá na terça-feira, dia 03 de janeiro de 2012, aos 82 anos, cercado do carinho da família.
Nossa homenagem póstuma, a esse personagem importante do Amapá.
Fonte: Lívro "Personagens Ilustres do Amápá Vol. II, de Coaracy Barbosa , edição de 1998.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Alunos do CA em excursão à Serra do Navio

A amiga Deuzuite Ardasse compartilhou conosco várias fotos de seu acervo particular, entre elas, esta que registra a presença de vários estudantes do Colégio Amapaense, nos anos 60, (ao lado dos trilhos da EFA), em visita à Serra do Navio, a convite da Industria e Comércio de Minérios S/A - ICOMI.
Entre os que identificamos, a partir da esquerda, estão (em pé): na última fila: José Maria Franco (irmão do jornalista Haroldo Franco); Nestlerino dos Santos Valente; Seu Freire (Relações Pública - ICOMI), na frente dele Joãozinho (sorridente), Ernani Marinho, Aldony Fonseca (Babá), João Eudes (Cabeludo), Edilson Brito (Caboquinho), ?, Raul Soáres, (Gaguinho); Nilson Montoril, ?, Arthur Raphael (Linguiça), Elson Martins, Asdrúbal Andrade, Dario (à época presidente do Grêmio Rui Barbosa), e Pedro Assis de Azevedo.
Na mesma ordem, as mulheres em pé:Janete Capiberibe, Esmeralda,  Mércia Souza (viúva do ex-prefeito Otávio Oliveira - roupa escura no centro da foto); e Lauriza Jucá.
Também na mesma ordem,  agachadas: Consuelo (ex-mulher do Barata) Rosa Gillet, ?, Léa Assis (filha do Sr. João Assis - Elite Bar), Luíza Jucá, Ronele Souza (filha do Sr. Alamiro Souza), Heloísa Gazel, Elcy Lacerda,  Leide e Vera Pinon.
O jovem sentado parece-nos o Veríssimo Tavares.(a confirmar)
Quem reconhecer os demais pode, por gentileza, confirmar ou retificar pelo e-mail jolasil@gmail.com ou deixar registro na janela dos recados.
(Última atualização às 17h55 minutos)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Waldemiro Gomes: "Um homem à frente do seu tempo"

(Foto: Reprodução de arquivo)
O Pioneiro Waldemiro Oliveira Gomes, nasceu em Belém, Estado do Pará, no dia 4 de dezembro de 1895. Fez seus estudos em Portugal e diplomou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, especializando-se em Botânica Médica, Parasitologia, Química e Física Médica.
Em 1916, com apenas 21 anos de idade, passou a assessorar o eminente médico-cientista Dr. Gaspar Viana no Laboratório de Histologia e Química Bacteriológica do Rio de Janeiro.
Com a morte de Gaspar Viana, viajou para Portugal com seus pais e frequentou as escolas, obtendo certificados de especialização em Antropologia Científica e Fisiológica, Agricultura, Sericultura(estudo do bicho-da-seda), Apicultura, Extração dos Princípios Ativos Vegetais e Histologia dos Vegetais. Participou do III Congresso Sul-Americano de Química, realizado no Rio de Janeiro, apresentando trabalhos referentes aos timbós e produtos ictiotóxicos da Amazônia, recebendo menção honrosa, aprovada por unanimidade dos congressistas. Em 1916, assumiu a presidência da Companhia Nipônica de Plantio no Brasil; em 1917 fundou o Laboratório WOG com as iniciais de seu nome, em sociedade com o médico-biólogo Benedito Sá, pesquisou e conseguiu isolar o antiamarílico "Nitidina"; passou a integrar, junto com Benedito Sá, uma das equipes mundiais, formada pelo médico lnácio Castro, afim de  atenderem o SOS do governo norte-americano para obtenção de produtos da flora amazônica destinados à substituição do anímico(que pertence à alma); produziu no Laboratório WOG concentrados xaroposo de frutas da Amazônia, ressaltando o do "buriti" e "tucumã" pelo maior teor de vitaminas; possuía um mostruário elucidativo das doses do guaraná, da fabricação de refrigerantes e obtenção do amido extraído de árvores produtoras de fibras; possuía também um mostruário de ampolas de óleo alcanforado, preparado com puríssimo óleo de "patuá", Foi o primeiro no Brasil a industrializar a cafeína extraída da fuligem das chaminés de torrefação de café. Waldemiro Gomes foi autor de plantas e projetos para construção de balneários em Portugal; Diretor e Contabilista de vários hotéis; trabalhou em uma fábrica de laticínio. Retornando ao Pará, foi assistente particular do Dr. Paul Le Coant, Diretor da Escola de Química e do antigo Museu Comercial do Pará. Novamente com Benedito Sá, foi o primeiro no Norte do Brasil a fabricar anódios de ferro para soldagem; o primeiro a fabricar livros de borracha. Chegou ao Amapá, em 1935, conseguindo, através de decreto presidencial, licença para explorar cassiterita, tantalita e columbita, pioneiro em Macapá; autor do primeiro mapa assinalando a ocorrência de minérios na região do Amapari, catalogando 79 igarapés, trabalho esse executado em dois anos, sem qualquer ajuda de terceiros. A Companhia de Mineração, montada em 1935, chegou a movimentar 200 garimpeiros, mas teve de desativá-la por terem sido sabotadas e destruídas suas máquinas e aparelhos. Foi obrigado a vender todas os haveres da companhia, inclusive a concessão do terreno às margem do rio Amapari, organizando em seu lugar um modelar aviário. Recebeu convite do governo para orientar a montagem do Museu Industrial de Macapá, assumindo a Superintendência do Museu Joaquim Caetano da Silva, onde arrebanhou mostruários de madeiras, minerais, fibras, óleos industriais. Enriqueceu o museu com todo o material de suas pesquisas exploradas pelo laboratório WOG, sobre a genética das plantas medicinais e estudos dos minerais. Seus últimos dias foram passados no Museu Industrial, causando estranheza ao gerente do Hotel Macapá, onde se hospedava há vários anos. A equipe que trabalhava com Waldomiro se espantava ao ver aquele senhor de cabelos brancos, trabalhando sem parar, principalmente, o jovem Sacaca que convivera com ele durante tantos anos. Na realidade, o Sacaca foi um servidor dedicado e respeitava seu mestre e amigo. O falecimento do doutor, professor e cientista Waldemiro Gomes ocorreu no ano de 1982, quando completava 87 anos de existência. Seu corpo jaz no cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Macapá, sempre lembrado pelos amapaenses.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá" Vol. II de Coaracy Barbosa, edição de 1998.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...