segunda-feira, 4 de março de 2013

Do Fundo do Baú: Incêndio na Área Comercial de Macapá

Estas fotos são relíquias históricas da Cidade de Macapá. 
Créditos para Aristeu Valente, que compartilhou com seus amigos do Facebook, através do Álbum Bela Macapá e para Orion Yataco que nos enviou, via e-mail, muitas fotos de seu acervo particular, duas delas relacionadas com o incêncdio da Candido Mendes, que agora reproduzimos para os leitores do Porta-Retrato.
Às 23:30h do dia 24 de novembro de 1967, teve início um grande incêndio que destruiu boa parte da zona comercial de Macapá, com a explosão de aproximadamente 40 barrís de pólvora, atingindo 22 pontos comerciais, causando grande comoção em toda a cidade.
  Grandes labaredas que alcançavam mais de 15 metros podiam ser vistas de longe.
Realmente, uma tragédia pois o Grupamento de Combate a Incêndios,  teve muita dificuldades em combater as chamas, por falhas  nas mangueiras e falta de equipamentos adequados, além da falta d'água, tanto no carro pipa como no igarapé que passava ao lado e estava com a maré baixa.

       Nesta primeira foto podemos observar o que sobrou de dois estabelecimentos comerciais que estavam erguidos  às margens do Igarapé do Igapó (depois chamado Igarapé da Fortaleza). 
(Foto reproduzida do Álbum Bela Macapá via Facebook)
Em primeiro plano vemos a parte frontal da antiga Casa Flor da Síria e ao lado o prédio de altos, onde funcionou, inicialmente, o Hotel Santo Antônio, hoje ainda em atividades na Av. Coronel Coriolano Jucá, no Centro de Macapá. 
   Ao fundo da imagem, algumas canoas  ancoradas na lama na antiga Doca da Fortaleza tendo atrás outras casas comerciais da época, do outro lado do Igarapé, todas em madeira. 
   Pode-se observar também dois veículos (sendo um carro tanque) de apoio dos bombeiros.


A loja com o nome Flor da Síria, ficava exatamente onde hoje funciona A CREDILAR da Cândido Mendes.
   Esse pavoroso incêndio destruiu na totalidade o quarteirão da Rua Candido Mendes, entre Mendonça Junior e Coaracy Nunes, que, na época, era um centro comercial construído na quase totalidade de madeira.
    Na época a capital não tinha  corpo de bombeiros organizado e equipado.
         Após esse incêndio, o Governo do Território assinou convênio com a prefeitura, criando o GRUPAMENTO CONTRA INCÊNDIO – GRUCI, sob a coordenação técnica do Major Lourival Bemvenuto. Após rigorosa seleção, dos 32 funcionários municipais que já vinham desempenhando a atividade de combate a incêndios, 20 foram selecionados para compor a nova corporação.
Histórico - O primeiro serviço organizado de combate a incêndios no Amapá teve início em 1960 com a criação dos CVDIs (Corpos Voluntários de Defesa Contra Incêndios) pela ICOMI, instalando nos municípios de Santana e Serra do Navio. Os voluntários deste serviço, foram treinados para combater incêndios e realizar salvamentos de vítimas de sinistros por Jean Pierre Klotz, da Vigilex-Alarme e Proteção Ltda.
Os CVDIs possuíam caminhões e equipamentos de combate a incêndios modernos para a época e tinham como componentes, voluntários da própria ICOMI, que durante o dia ficavam entregues as suas atividades normais e em caso de sinistros eram acionados. A noite ficava um grupo de plantão para as possíveis eventualidades.
No dia 08 de setembro de 1967, por iniciativa do então Governador do Território Federal do Amapá, Ivanhoé Gonçalves Martins, foi solicitado ao Corpo de Bombeiros de Brasília a vinda do Major BM LOURIVAL BEMVENUTO SILVA(foto menor), para que o mesmo elaborasse um “Plano destinado a formação de uma corporação de Soldados do Fogo”. Durante o mês de outubro daquele mesmo ano, várias medidas voltadas à implantação do serviço foram tomadas, entre elas um pedido ao Corpo de Bombeiros de Brasília, de materiais de combate a incêndios, como também a determinação ao prefeito de Macapá, que continuasse as obras do Quartel do Corpo de Bombeiros Municipal, na Av. Padre Júlio Maria Lombaerd, medidas estas destinadas a aparelhar convenientemente a Corporação que se estruturava.
       Em 21 de outubro, o Major BM LOURIVAL BEMVENUTO SILVA, entregou ao Governador do Território, um amplo relatório sobre as providências que deveriam ser tomadas para a implantação do serviço de combate a incêndios, como consequência inicial do estudo.
      Em 30 de outubro, o Governador o nomeou Comandante da Guarda Territorial, com a incumbência de organizar o novo Corpo de Bombeiros, concedendo a ele amplos poderes para agir. Na mesma data (30/10) foi encaminhada ao Ministério do interior, uma exposição de motivos, na qual o Governo do Território propôs a criação do Corpo de Bombeiros, especificando o efetivo da tropa, materiais que seriam adquiridos e outras despesas com a implantação do serviço.
          Em 17 de novembro de 1967, o Governador do Território, baixou ato criando o Corpo de Bombeiros Voluntários, determinando também a instalação de hidrantes na nova sede dos bombeiros que estava sendo construída.
     Em julho de 1968 foi inaugurado o prédio da Corporação, que obteve, assim, nova identidade e endereço, efetivando, por conseguinte, a implantação do serviço de combate a incêndio no Amapá, onde hoje está a sede do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amapá.
       Com a criação da Polícia Militar do Amapá, em 1975, o GRUCI passou a ser subordinado diretamente ao Governo do Território do Amapá e comandado pela PM/AP, e os seus componentes passaram a compor o GI (GRUPAMENTO DE INCÊNDIO).
        O Governo do Território passou a adquirir viaturas e equipamentos para atender as necessidades da Capital e do Interior bem como aumentou o efetivo e passou a proporcionar cursos em outros Estados para melhor executar o serviço de Bombeiros.
      Com o decorrer dos anos, surgiu a necessidade de criar o Corpo de Bombeiros Militar, devido ao grande crescimento da Cidade.
   Em 1992 foi criado então o CBMAP, que se desvinculou da PM/AP, através da Lei n.º 025 de 09 de Julho de 1992, publicada no Diário Oficial n.º 380/92, tornando-se, através deste ato, uma instituição com autonomia funcional e administrativa subordinado ao Governo do Estado.
Lourival Bemvenuto da Silva, foi também, prefeito nomeado do Município de Macapá, no período de 1º de janeiro de 1973 a 31 de julho de 1974 (Wikipédia)
(Post repaginado em 04/março/2013)

4 comentários:

  1. Morava bem pertinho e ví este acontecimento, era um adolescente curioso e queria ficar bem pertinho, pois, assustado me perguntava o que estava acontecendo? nunca tinha visto um incêndio maquelas proporções, foi lamentável, mas uma coisa boa saiu: novas regras para construções e se não me falha a memória todas as casas deveriam ser construidas em alvenaria e a partir deste incêndio Macapá começou a ter novas estruturas arquitetônicas. Há muitos anos queria ver este incêndio via fotografia e encontro no seu maravilho site e meus agradecimentos à você e a Orion Yataco por rememorar este lastimável fato que ficou na memória da cidade de Macapá_Heraldo Amoras-Monte Dourado-Pará-PA

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. HERALDO VC PODE ME PASSAR SEU CONTATO ? TO PRECISANDO DE INFORMAÇÕES

      Excluir
    2. HERALDO VC PODE ME PASSAR SEU CONTATO ? TO PRECISANDO DE INFORMAÇÕES

      Excluir
  2. E também meus agradecimentos a Aristeu Valente e ao corpo de bombeiros do Amapá-AP, excelente. Abraços de Heraldo Amoras-Monte Dourado-Pará-PA

    ResponderExcluir