sexta-feira, 15 de abril de 2011

Professora Pioneira: Predicanda Amorim Lopes

(Foto: Reprodução de livro)
A Professora Predicanda Carneiro de Amorim Lopes - Pioneira da Educação no Amapá - nasceu na cidade de Belém, Estado do Pará no dia 20 de agosto de 1908, filha de Olinto José Gonçalves de Amorim e de Julieta Carneiro de Amorim. Formou-se normalista em 1928 e casou-se com o senhor Lourenço Monteiro Lopes com o qual teve os filhos Nazaré, José Maria, Ana Lúcia e Benedito José. Foi nomeada em 19 de fevereiro de 1929 para substituir a professora adjunta na primeira escola elementar feminina do grupo escolar de Soure-PA; serviu na escola complementar feminina do grupo escolar Barão do Rio Branco em Soure; transferida para a escola elementar masculina do grupo escolar José Veríssimo; serviu como professora adjunta no grupo escolar Arthur Bernardes e foi nomeada para o cargo em comissão de professora do grupo escolar de Igarapé Mirim; nomeada para exercer o cargo em comissão de diretora do referido estabelecimento onde serviu até 30 de dezembro de 1940, quando voltou a sua antiga função no grupo escolar José Veríssimo; designado seu retorno para o Igarapé Mirim em 25 de maio de 1941 e por ato do Diretor da Educação do Pará foi designada para exercer o cargo de Diretora do Grupo escolar do interior. Por despacho do interventor do Estado do Pará de 2 de dezembro de 1946 foi removida para o Território Federal do Amapá, atendendo solicitaçào do governador do Amapá Janary Gentil Nunes e nomeada professora primária e Pré-Primária da Divisão de Educação com atuação no Instituto de Educação. Predicanda recebeu a missão de viajar a Belém, Estado do Pará para acompanhar as professoras normalistas contratadas pelo governo do Amapá; participou de toda a programação didática da escola normal; assessorou o Diretor de Educação na execução do programa de merenda escolar; exerceu os cargos de Secretária e Diretora da Escola Normal. Predicanda era uma professora competente, educada, inteligente e disciplinadora. Exigia perfeição em tudo que fazia. Mesmo com essas características, ela era dócil e tratava suas colegas com respeito e amizade. Aposentou-se no ano de 1961 e veio a falecer no dia 9 de agosto de 1982, com 74 anos de idade. O governador Arthur de Azevedo Henning determinou a construção da Escola Predicanda Amorim Lopes em sua homenagem, inaugurada no dia 9 de agosto de 1976 através do Decreto nº 7 034/76-TFA e reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação pela resolução nº 099/2000-CEE de 18 de setembro de 2000. A data comemorativa da Escola é 20 de agosto, dia do aniversário natalício da homenageada.
(Fonte: Texto e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III, de Coaracy Barbosa - não impresso - via APES)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Professora Pioneira: Lucimar Brabo Alves

(Foto: Reprodução de livro)

A professora Lucimar Brabo Alves - Pioneira da Educação no Amapá - nasceu na cidade de vigia, Estado do Pará, no dia 19 de julho de 1930. Seus pais, o comerciante Ricardo Macedo e a Sra. Raimunda Bastos Brabo eram pessoas bem conceituadas na cidade e isso facilitou para que sua filha Lucimar fizesse o terceiro grau, formando-se Administradora. Chegou ao Amapá em agosto de 1951, envolvida pelas informações do trabalho desenvolvido pelo Governador Janary Nunes e de imediato se integrou ao seu programa, ingressando no quadro de professores do governo do Amapá. Nessa função, lecionou nas escolas de Campina Grande, Porto do Céu, Fazendinha II, Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares, Instituto de Educação Santa Bartoloméa Capitaneo, Coaracy Nunes e Ginásio Feminino, hoje E.Estadual Santina Rioli, conquistando a admiração das comunidades onde serviu e se destacando entre as grandes mestras do Amapá. Foi nomeada para o cargo de Diretora do Pessoal da Secretaria de Administração e, em 1972, foi indicada e mereceu a aprovação para o cargo de Pró-Reitora de Administração da UNIFAP. Sua vida social foi sempre ligada aos programas escolares da juventude e a de seu esposo Domingos de Nazaré Alves com quem casou no dia 27 de abril de 1957 e com quem teve os filhos: Raimundo Nonato, Alda Lúcia, Domingos Sérgio, Carmem Lúcia, Paulo Sérgio, Mauro Henrique, José Maria e Maria José. Na vida esportiva, acompanhou o esposo, destacado jogador de futebol do Amapá Clube conhecido por ― "Caboco" Alves.
Professora Lucimar Brabo Alves aposentou-se no ano de 1983, depois de uma trajetória brilhante de 32 anos dedicados à educação de uma geração que fez o Amapá se destacar no cenário nacional.
A ilustre mestra faleceu, aos 81 anos, em Belém do Pará, no dia 13 de setembro de 2011. (atualizado em 14.09.2011)
(Fonte: Texto e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III, de Coaracy Barbosa - não impresso - via APES)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Professora Pioneira: Maria Carmelita do Carmo

(Reprodução de livro)
Clique a foto para ampliá-la
A professora Maria Carmelita do Carmo é uma das Pioneiras da Educação no Amapá.
Natural da cidade de Anizadá, no Estado do Ceará, onde nasceu em 22 de junho de 1915, filha de Luiz do Carmo Filho e de D. Olintha Tavares do Carmo.
Carmelita estudou o antigo curso primário e o 1º grau normal no Instituto Nossa Senhora de Lourdes, na vila de Icoaraci no Estado do Pará, diplomando-se professora, em 1943.
Ingressou no quadro de funcionários do Governo do Amapá, no dia 14 de janeiro de 1944, designada para a Escola Rural de Monte Alegre. Fez cursos de Direção de Escolas Primárias; de Psicopedagogia; de Noções de Nutrição; de Matemática Moderna e de Educação Rural. Assumiu vários cargos: foi a primeira Diretora do antigo Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares; do Grupo Escolar Barão do Rio Branco; do Grupo Escolar São José; chefe da equipe técnica de visita às escolas do interior, atuando no Oiapoque, Serra do Navio, Amapá e Mazagão.
Carmelita recebeu o título de cidadã de Macapá e dezenas de elogios por sua atuação na educação do Amapá.
Não casou e, ao se aposentar, retornou para Icoaraci no Pará.
Hoje – falecida – a professora Maria Carmelita do Carmo, continua na memória de todos os seus ex-alunos e antigos moradores do Amapá.
(Fonte: Texto e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III, de Coaracy Barbosa - não impresso - via APES)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sr. Jacy Barata Jucá: Personagem Ilustre do Amapá

(Foto: Reprodução/Arquivo)
Personagem dos mais ilustres de Macapá, Jacy Barata Jucá nasceu no dia 11 de novembro de 1904, terceiro filho do casal Coronel Coriolano Filnéas Jucá e D. Euthália Barata Jucá e o décimo terceiro dos 20 filhos que o Coronel teve com 4 esposas.
Jacy foi criado no regime de uma disciplina severa, estudando nas escolas de Macapá e posteriormente foi cursar odontologia em Belém. Foi convocado para o Exército no dia 30 de setembro de 1929.
Participou da Revolução de 1930 e foi ferido em combate por um estilhaço de granada que o fez perder o polegar da mão direita. O acidente provocou sua transferência para a reserva no posto de primeiro tenente. Casou-se com D. Alice Araújo Jucá em 16 de julho de 1935 e, após a lua-de-mel retornou à Macapá. Jacy resolveu entrar na área de comércio e foi se estabelecer no "Riozinho", Município de Afuá, abrindo as portas da "Casa Niterói". Convidado pelo Major Moisés Eliezer Levy, vendeu o comércio e assumiu o cargo de secretário da Prefeitura de Macapá em maio de 1942, acumulando o cargo de Prefeito pelas constantes viagens do titular para Belém, licenciado para tratamento de saúde. Com a transformação do Amapá em Território Federal, Eliezer Levy chegou à Macapá com o Governador do Pará e comitiva para receber o capitão Janary Gentil Nunes e assistir à solenidade de posse no dia 25 de janeiro de 1944. O capitão Janary devotou uma grande afeição a Jacy Jucá, nomeando-o chefe do gabinete; prefeito de Macapá em 26.09.19-1-5; indicou seu nome para o cargo vitalício de tabelião de notas da Comarca de Macapá, nomeado pelo Ministro da Justiça, mas essa nomeação foi contestada pelo fato de Jacy ser militar reformado. O Governador acatou o recurso, cientificando a justiça, sugerindo o nome da esposa de Jacy, D. Alice de Araújo Jucá, aceita e nomeada pelo Ministro da Justiça. Jacy teve uma atuação marcante nos principais eventos de Macapá, destacando-se: primeiro Vice-Presidente do Esporte Clube Macapá em 1944, presidente do conselho Deliberativo 1946 e presidente do clube em 1948; membro fundador do Rotary Clube de Macapá no ano de 1944 e presidente em 1952; membro fundador do Aero Clube de Macapá, membro da sociedade religiosa dos vicentinos; Prefeito de Macapá nos períodos de 21.09.45 a 14.06.1948 e de 12.12.1962 a 07.02.1963.
Presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá, Presidente do Conselho Deliberativo. Membro de destaque na política, fundou o PSD, sendo eleito presidente do Diretório por diversas vezes. Apoiou firmemente o Deputado Coaracy Nunes e Hildemar Maia nas eleições para Deputado Federal e Suplente. Foi amigo e conselheiro dos governadore Janary Nunes, Teodoro Arthou, Raul Montero Valdez, Amílcar da Silva Pereira, Mário Luiz Barbosa, Pauxy Gentil Nunes e Terêncio Furtado de Mendonça Porto, merecendo o respeito e a admiração dessas autoridades. Jacy Barata Jucá transferiu-se para a cidade de Belém, no final da
década de 80, e assistiu pesaroso ao falecimento de sua esposa no dia 29 de abril de 1990, depois de mais de 65 anos de casados.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. I, de Coaracy Sobreira Barbosa - 1997)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Coronel Coriolano Jucá - Primeiro Intendente de Macapá

(Reprodução/Acervo do leitor Aloisio Cantuária)
Clique na imagem para ampliá-la(Contribuição do amigo Aloisio Cantuária)

Coronel Coriolano Filnéas Jucá - primeiro intendente de Macapá.
A foto foi tirada em frente ao Prédio da Intendência Municipal de Macapá, de onde era titular. Os policiais posicionados atrás das autoridades sentadas eram integrantes da Polícia Militar do Estado do Pará. A cidade de Macapá era a sede do município paraense de igual denominação. Os senhores que ladeavam o Intendente Coriolano, à sua esquerda, o Dr. Nery e à direita, Dr. Maurício, exerciam os cargos de Prefeito de Segurança(Polícia) e Juiz de Direito da Comarca de Macapá. (Nilson Montoril)
Na foto, Coriolano Jucá, é o Sr de barbas brancas, sentado ao centro.
Detalhe histórico: O Coronel Coriolano Jucá foi intendente de Macapá, de fevereiro de 1895 a novembro de 1896.
Em sua administração ocorreu a chamada Revolução Macapaense, em que as tropas do alferes Pompeu Aureliano de Moura, aquarteladas na Fortaleza de Macapá, acostumadas a fazer o policiamento da cidade, não aceitaram que esse serviço fosse procedido por civis.
O delegado Aprígio Perez Nunes, após inúmeras e sucessivas disputas, conseguiu fazer com que Moura fosse desligado da guarnição de Macapá, e conduzido preso, por um almirante da Marinha do Brasil, para Belém.
Coriolano Jucá foi quem iniciou a construção do prédio da Intendência, localizado na Av. Mário Cruz, hoje ocupado pelo Museu Joaquim Caetano da Silva. (Texto extraído do Amapá Net)
Segundo o historiador Edgar Rodrigues, como intendente Coriolano Jucá contratou Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia, como parteira remunerada da Intendência, recebendo um salário por mês.
O título Mãe Luzia foi dado pelo próprio Coriolano, conforme o pesquisador.
No Brasil, a figura do intendente existiu até 1930, quando surgiu a figura do prefeito como hoje a conhecemos. (Leia mais no Wikipédia)
(Foto: Reprodução/Arquivo)
Biografia - Coriolano Jucá - Coronel da Guarda Nacional, Intendente de Macapá, comerciante na região das ilhas do Pará,  nasceu em Baturité, Estado do Ceará, a 14 de abril de 1856. Atraído pelas notícias sobre a exploração da borracha na Amazônia, deixou sua terra natal, emigrando para Belém. Fez a viagem entre Fortaleza e a capital do Pará a bordo de um navio do Loyde. Fazendo-lhe companhia veio outro jovem esperançoso e idealista, José Serafim Gomes Coelho. Estabeleceu-se em terras do município de Afuá, montando um porto que fornecia lenha para os navios a vapor que navegavam nos rios da região. Ao local onde fixou residência deu o nome de Baturité, lembrando sua cidade de origem. Em pouco tempo a usina Baturité fabricava cachaça, açúcar moreno e rapadura. Também vendia generos de alimentação, utensílios domésticos e ferragens. Sua patente de Coronel da Guarda Nacional foi obtida mediante compra, sendo-lhe reservada a competência de manter com seus próprios recursos a lei e a ordem nas terras que possuía.
Criou a Empresa de Navegação Baturité, fazendo linha para Belém, com escalas em Macapá e Mazagão, transportando cargas e passageiros. Comprava e revendia peles de animais, sementes de murumuru, pracaxi, ucuuba, andiroba, borracha, carne de caça salgada e peixe. Seus navios eram gaiolas e suas canoas a vela. Sua ligação com Macapá era muito grande.
A residência do Coronel era um casario amarelo onde hoje funciona uma loja de importados em frente ao Museu Joaquim Caetano da Silva, antiga Intendência de Macapá. O prédio da Intendência, o único da velha Macapá a ser preservado, foí construído em sua gestão como Intendente e concluído em 1895. Casou-se 4 (quatro) vezes e teve 20 (vinte filhos, entre eles Jacy Barata Jucá, oficial do Exército, Presidente da CEA, Chefe de Gabinete de Janary Nunes, etc...
Era líder nato. Media cerca de 1,78m, forte, altivo, usando longa barba branca que lhe dava um tom patriarcal. Além da Usina e Serraria Baturité, o Coronel tinha uma propriedade no rio Maracujá, onde residiu até sua morte a 7 de .setembro de 1938, aos 82 anos de idade. Era filiado à Maçonaria do Pará e devotou-se às causas humanitárias. 
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. I, de Coaracy Barbosa - 1997)
(Atualizado em 15/07/2020)

sábado, 9 de abril de 2011

O Pioneiro Mair Naftaly Bemerguy

(Foto: Reprodução de livro)
Filho de um dos mais antigos comerciantes de Belém do Pará, Sr. Naftali Mair Bermeguy e Sra. Ester Zagury Bemerguy, nascido em 19 de maio de 1926.
Estudou no Colégio Amapaense e fez parte da primeira turma de alunos concluintes do curso ginasial em 1950 e formou-se Técnico em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio do Amapá em 1954.
Participou da fundação do Grêmio Cívico e Literário "Rui Barbosa", do Colégio Amapaense, com os colegas José Ramos Conceição, Ieda Alcântara, Ubiracy Picanço, Ivone Oliveira, José Ribamar Cavalcante, Antônio Nelson Abrãao, Alceu Paulo Ramos, Raimundo Barata, Mário Quirino da Silva, Kleber Santiago e Hamilton Silva; sócio fundador do Esporte Clube Macapá, teve uma atuação destacada durante a escolha das cores e símbolos. apresentando sua proposta que saiu vencedora.
Foi presidente,  diretor e conselheiro do clube durante mais de 35 anos.
Na vida profissional exerceu funções estacadas, entre elas a de Chefe de Gabinete do Governador Amílcar Pereira; Chefe da Divisão de Geografia e Estatística; Assessor do Deputado Amílcar Pereira e outras chefias de setores no governo do Território.
Passou em concurso público para o quadro de técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, chegando ao cargo de Delegado.
Casouse com D. Helena Aben-Athar Bemerguy e dessa união nasceram Esther, Ruben, Marcelo e Amélia; após sua aposentadoria, conseguiu a representação da Loteria Esportiva, transferindo-a posteriormente a terceiros.
Mair Bemerguy faleceu no dia 19 de julho de 1989, deixando pesarosos seus familiares e um grande número de amigos.
(Dados biográficos e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá, vol. I - edição de 1997 do jornalista e historiador Coaracy Barbosa)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A saga dos Pioneiros: Jesus Nunez Perez e Maria Cassiana


"Na década de 60, o pioneiro Jesus Nunez Perez, nascido em 06 de maio de 1925, em Salceda de Caselas, Espanha, chegou ao Território Federal do Amapá, trazendo na bagagem muitas pinturas, desenhos, fotografias e imagens sacras."
(Foto: Reprodução/album da  família Nunez)
"Ele não conhecia bem a região mas acreditava na potencialidade da mesma e estava disposto a enfrentar todos os desafios, juntamente com a sua esposa e filhos.
A empresa Nunez & Nunez Ltda., fundada em sociedade com a dona Maria Cassiana - sua esposa - que tinha por nome fantasia Real Artes e Pinturas, passou a comercializar também utilidades para o lar, pelo antigo mas eficiente método porta à porta."
(Foto: Reprodução/album da família Nunez)
"O pagamento era dividido em suaves prestações mensais e o controle, através do velho e tradicional caderno de notas.
Em maio de 1979 o Sr. Jesus faleceu e Dona Maria Cassiana e seus filhos passaram a administrar a empresa com o apoio do tio, Alexandre Nunez Perez, dando assim continuidade aos negócios da família.
Em 1980, a matriarca também veio a falecer deixando aos filhos a tarefa de gerir os negócios da família.
O primeiro propósito, dos irmãos Nunez, Jaime, Higínio e Líter era saldar as dívidas e honrar os compromissos da família com fornecedores e bancos, só depois encerrariam a firma.
Em 18 de fevereiro de 1981, Jaime Nunes fundou a J. D. Nunes, cujo nome fantasia é “A Domestilar”. Seu objetivo era a venda de utilidades para o lar, eletrodomésticos e móveis.
A empresa ocupava duas salas alugadas na Av. Coaracy Nunes, esquina com a rua São José e contava com a colaboração de seis funcionários. E a palavra de ordem era trabalhar para quitar todo o débito ainda existente.
O trabalho intenso e produtivo resultou na quitação dos débitos junto aos fornecedores e bancos, além da preservação do patrimônio.
Mas a empresa queria crescer e buscava novos objetivos. Em 1984 foi inaugurada a primeira loja, no mesmo prédio onde também funcionava seu escritório.
Em 1988 o Amapá passou de território a estado, o que ocasionou uma grande mudança no quadro econômico e social, surgindo melhores perspectivas de crescimento.
Em consequência dessas modificações a Domestilar ampliou suas instalações.
Ao final de 1989 foi construído o primeiro depósito no bairro do Buritizal; a empresa contava então com 18 colaboradores e a única loja já não conseguia atender mais a demanda de consumidores, sendo necessário que se dividisse o prédio do depósito para abrigar a primeira filial: A Domestilar – Filial Buritizal.
Em 1990, com 23 colaboradores a Domestilar abriu a sua segunda filial, na esquina da rua São José com a Av. Antônio Coelho de Carvalho, a Filial Centro.
No ano seguinte eram mais de 60 colaboradores trabalhando nas três lojas.
Isso exigiu ainda mais modernização nas instalações da empresa, além da informatização, do treinamento e contínuo aperfeiçoamento de pessoal.
Modernos sistemas administrativos foram implantados, passando a ser os principais instrumentos para agilizar o atendimento, garantindo assim a satisfação do cliente.
Com esses investimentos a empresa conquistou uma clientela ainda maior, não só da capital como também do município de Santana.
Para atender esses consumidores, a Domestilar inaugurou a sua quarta filial naquele município. Na mesma época foram adquiridos novos veículos para que o processo de entrega de mercadorias passasse a ser ainda mais ágil.
Já com quatro lojas e dois depósitos era necessária a criação de uma estrutura de porte para nela dispor os diversos setores da administração.
Para isso foi reformado o andar superior do prédio onde funciona a loja matriz e a Domestilar ganhou o seu centro administrativo.
Essas ações serviram para estabelecer um novo rítmo na empresa, onde os seus colaboradores sempre foram considerados como peça importantíssima desse processo.
Para melhor aproveitar e adequar suas potencialidades a empresa criou o Setor de Recursos Humanos, que passou a cuidar da seleção, ambientação, treinamento, reciclagens,
avaliação de desempenho e acompanhamento funcional.
Em 1994 foi a vez de investir na criação do Setor de Marketing, para dar apoio à área comercial.
A negociação de verbas promocionais junto a fornecedores, campanhas e promoções ficaram a cargo desse setor, que conta com o apoio de Higínio Nunez, sediado em Belém.
A boa receptividade encontrada pela empresa no mercado local, estimulou os diretores a investirem no construção da 5° filial da Domestllar, um prédio de 4 andares, totalmente climatizado e com muito conforto.
Ao mesmo tempo foram implantados o SAC - Serviço de Assistência ao Cliente, que visa dar suporte a problemas técnicos e à instalação dos produtos comercializados pela empresa e um moderno sistema de rádiotransmissão, para
facilitar a comunicação entre lojas, depósitos e veículos.
Em 1995 foi iniciado um processo de mudanças visando a adequação ao mercado em franca expansão. Foi criada uma nova empresa, a Nunes & Cia. Ltda. uma sociedade integrada pelos irmãos Jaime, Líter e Adelino, com o mesmo nome fantasia – A Domestilar.
Na visão da jovem diretoria, competência funcional, seriedade, promoções conjuntas com fornecedores e campanhas de venda, aliadas ao senso de criatividade e crença no futuro do Amapá, se transformaram em resultados benéficos para a empresa e para seus clientes. Esse foi e é o segredo do sucesso e do crescimento contínuo que fêz com que, ao final de 96 a  Domestilar inaugurasse a 6° filial (Super Lojão), uma loja com localização estratégica, dentro dos mais modernos conceitos de venda no ramo de eletro-domésticos, móveis e eletroeletrônicos, com uma equipe de profissionais treinados para melhor atender à clientela, e grande variedade de produtos nacionais e importados.
Em 1997 foi concluída a reforma na loja Matriz e em 98, a loja de Santana foi reformada passando a obedecer um único lay-out, totalmente climatizada, para propiciar maior conforto e bem-estar aos clientes."
(Foto: Reprodução/album da família Nunez)
"Os sonhos e objetivos de Jesus Nunez Perez e de Maria Cassiana continuam vivos ainda hoje, dentro de toda a rede Domestilar, que acredita ser possível crescer com o Amapá, com a sua gente."
(Matéria reproduzida do Boletim Domestilar nº 26 edição de julho-agosto e setembro de 2000 - Publicação especial produzida pelo Setor de Marketing da rede Domestilar-Macapá-AP)
( Apoio e contribuição da amiga Rosângela Rabelo Cruz )

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais um Pioneiro Ilustre: Tio Joãozinho Picanço

(Reprodução/Arquivo do editor)
Clique na foto para ampliar
Sr. João Batista de Azevedo Picanço - o "Tio Joãozinho".
O Sr. Joãozinho Picanço foi o primeiro Tesoureiro do ex-Território Federal do Amapá.
Essa função corresponderia hoje ao do Secretário de Estado de Finanças.
João Batista de Azevedo Picanço - Filho de João Batista Picanço e D. Severina de Azevedo Picanço - nasceu no dia 12 de janeiro de 1897.
João Batista se orgulhava de ser neto  do Capitão Leonardo José Picanço, que foi nomeado por D. Pedro II para o posto de Tenente-Coronel, chefe do Estado-Maior da Guarda Nacional de Macapá e Mazagão.
João Batista começou a trabalhar na função de auxiliar de fiscal da Prefeitura de Macapá e, posteriormente, foi nomeado fiscal da localidade de Bailique.
Quando o General Zacarias de Assunção assumiu o Governo do Pará, em 1951, derrotando nas eleições o Coronel Joaquim Cardoso Magalhães Barata, os municípios do estado passaram a eleger suas câmaras de vereadores.
João Batista se candidatou e os eleitores das ilhas do Bailique o elegeram seu representante na Câmara, tendo como companheiros os Vereadores Manoel Vicente de Andrade, Clodóvio Gomes Coelho, Horácio Souto, José Serafim Gomes Coelho, Jovino Dinoá e Secundino Braga Campos.
Terminado o mandato de Vereador, João Batista de Azevedo Picanço foi nomeado Tesoureiro da Prefeitura de Macapá pelo prefeito major Moisés EIiezer Levy.
Com a criação do Território Federal do Amapá foi convidado para exercer as funções de Tesoureiro. Contam os antigos que ao ser apresentado ao Governador Janary, este chamou um dos seus assessores, que trazia um malote, entregou-o ao apresentado, dizendo "Tio Joãozinho, o Sr. é o tesoureiro, então tome conta do dinheiro!".
Tio Joãozinho, como passou a ser chamado, foi o Tesoureiro do governo do Territóno, até a sua aposentadoria, quando passou o cargo ao seu filho Heitor de Azevedo Picanço.
Casado com D. Francisca Claudina Picanço, que lhe deu 6 filhos: Heitor, Naíde, José (Zequinha - falecido), Ubiracy(falecido), Ana e ManoeI (falecido).
Tio Joãozinho teve uma participação importante na construção do Estado do Amapá e faz parte da galeria dos homens ilustres do Amapá.
Em homenagem à sua memória, o Governo do Amapá o homenageou emprestando seu nome ao Centro Cultural João Batista de Azevedo Picanço,  situado na Av. FAB em frente à Escola Gabriel de Almeida Café.
(Dados biográficos extraídos do livro "Personagens Ilustres do Amapá vol I" - (1997), do jornalista Coaracy Barbosa.)
(Repaginado em 2011)

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Pioneiro Eduardo Rodrigues da Costa

(Foto: Reprodução de livro)
O Sr. Eduardo Rodrigues da Costa, um dos pioneiros do Amapá, nasceu em Belém-PA no dia 21 de outubro de 1923. Filho de Valério Paulo da Costa e Leonila Rodrigues da Costa. Chegou ao Amapá, em 1945, convidado pelo Sr. Acésio Guedes, gerente do Macapá Hotel para jogar pelo Esporte Clube Macapá.
Em 1947 foi contratado para a função de auxiliar de cozinheiro no Macapá Hotel, especializando-se na arte da cozinha, passando a ser o cozinheiro oficial, nomeado pelo governo do Amapá.
Mestre Eduardo passou a organizar as comemorações festivas, os banquetes e as festas oficiais.
Exibia pratos sofisticados embelezando as mesas e deliciando os convivas com o cheiro dos temperos.
Da mesma forma criou uma variedade de doces, salgados e bolos com sabores deliciosos. Depois de passar alguns anos jogando pelo E. C. Macapá, transferiu-se para o Trem Desportivo Clube juntamente com os seus amigos de Clube: 91, Vavá, Labrione, Paulo Torres e Raimundinho.
Casou-se com dona Gademar em 1955 e aposentou-se em 1977.
(Biografia e foto extraídas do livro "Personagens Ilustres do Amapá vol III", de Coaracy Barbosa, não impresso. Cópia em PDF via APES.)
Nota do Blog:
Me lembro que “seu” Eduardo tinha uma padaria e confeitaria de muito movimento, bem em frente à Escola Santa Bartoloméa Capitâneo, que chamava-se Casa Costa.
A amiga Alcilene Cavalcante confirma o nome da Casa Costa e lembra que ele tinha um apelido, como era conhecido pela garotada da época: "seu acapu" (desconhecemos as razões desse apelido).
Significado: acapu ( a palavra tem pronúncia mais forte na última sílaba, mas não é acentuada )  - [Bot.] - Acapu é o nome popular de uma árvore da família das Fabáceas (ex-Leguminosas), que ocorre no Brasil, na Guiana, Peru e Suriname. Produz madeira de cor escura muito boa para a construção civil e naval. Havia muito na amazônia mas, está criticamente ameaçada de extinção por perda de habitat natural.(fonte)
A amiga leitora Ana Francelina, confirma em seu comentário, que D. Gademar, viúva do "seu" Eduardo - conhecida como Dona Dadá - reside atualmente, em Belém-PA.
Por gentileza, se alguém tiver mais alguma lembrança, pode comentar.
(Última atualização em 05/04/2001 às 19:30h)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

João Batista Travassos de Arruda: Mais um grande Pioneiro do Amapá

(Foto: Reprodução de livro)
O Sr. João Batista Travassos de Arruda é um dos Pioneiros de Macapá.
Natural de Belém-PA, onde nasceu em 6 de julho de 1919, filho do 2º-tenente da Polícia Militar, José Victor Travassos de Arruda e de D. Maria Avelino Arruda.
Estudou no Ginásio Paraense e no Colégio Moderno, diplomando-se em Contabilidade.
Serviu à pátria no Corpo de Fuzileiros Navais, e quando deu baixa, transferiu-se para Macapá - capital do então Território do Amapá - convidado pelo Governador Janary Gentil Nunes para trabalhar no Amapá.
Após ser contratado, João Arruda assumiu a chefia da Usina de Força e Luz de Macapá em 1952. Em 1953 foi nomeado para o cargo de diretor da Divisão de Produção; foi também, Chefe da Seção de Pessoal e Material do Serviço de Administração-GeralSAG; durante sua passagem pelo SAG chefiou todos os setores de atividades, os departamentos e as divisões, respondendo pela diretoria.
(Foto: Reprodução/Arquivo)
Merecedor da confiança do governador foi nomeado Prefeito Municipal de Mazagão e respondeu pela Prefeitura Municipal de Macapá de fevereiro a março de 1963(foto). Exerceu o cargo de assistente de direção da Superintendência de Valorização Econômica da Amazônia – SPVEA; representou o Amapá na Escola Brasileira de Administração Pública – DASP quando participou do referido curso; fundou o Aero Clube de Macapá onde exerceu o cargo de diretor financeiro e o Clube Social e Desportivo Vera Cruz no município de Amapá; desportista praticante de box fez algumas exibições em Macapá, enfrentando lutadores de Belém. João Arruda casou-se com a professora Maria Ruth Moura de Arruda com quem teve os filhos: João Victor, Ana Maria, Sérgio Benedito, Ana Lúcia, Eliana Maria e Ana Carla. Aposentou-se em 30 de março de 1964 e fundou a Associação dos Aposentados do Amapá radicados em Belém-PA. A postura do João Arruda foi de um homem sério, disciplinador, competente, eficiente e bondoso pela sua formação exotérica.
João Batista Travassos de Arruda - um dos personagens importantes do Amapá.
(Fonte: Texto e foto extraídos do livro "Personagens Ilustres do Amapá vol III", de Coaracy Barbosa, não impresso. Copia em PDF via APES.)
(Clique na foto para ler melhor)
Nota do blog: Citação histórica: Durante minha fase de jovem, estudante, tive a felicidade e o privilégio de passar raros momentos em conversa com o Sr. João Batista:
O Sérgio Benedito, que aparece entre os filhos do casal João e Dona Maria Ruth era o engenheiro Sérgio Arruda(foto ao lado), que teve seu nome perpetuado na ponte sobre o Canal do Jandiá, único elo de ligação com a Zona Norte da cidade, em Macapá.
Particularmente, eu estive, (aí pelos anos 60), em inúmeros momentos na casa do Sr. João Arruda.
Além das atividades que ele desempenhava, já citadas na biografia, "seu" João adotava como hobby cultural, a filatelia - (estudo e coleção de selos postais) e que tinha um interesse muito grande em divulgar este aprasível hobby entre os jovens amigos de Sérgio. Graças a isso, tive a felicidade de conhecer e manusear a riquíssima e organizada coleção filatélica do Sr. João Batista Travassos de Arruda. Com a ajuda e o incentivo dele, ainda cheguei a ensaiar uns primeiros passos nesse mundo fascinante da filatelia, mas que optei por trocá-lo pelo radialismo.(João Lázaro)

Um Reclame histórico


Meu amigo escritor Paulo de Tarso Barros, presidente da Associação Amapaense de Escritores, publicou este velho anúncio (de propaganda ou reclame como se chamava naquela época),  em sua página no Facebook, extraído do Jornal Amapá edição do dia 25 de janeiro de 1955, e eu tomo a liberdade de reproduzí-lo para os nossos leitores do blog:
(Reprodução do Facebook)
(Imagem reproduzida do Facebook do escritor Paulo de Tarso Barros)

Clique nos links abaixo para ler:

Casa Leão do Norte
Flip Guaraná - o primeiro refrigerante do Amapá
Drogaria Zagury

sábado, 2 de abril de 2011

O Pioneiro Inácio Xavier de Paiva

(Reprodução de livro)
Quem viveu em Macapá desde o início do ex-Território Federal do Amapá, com certeza deve se lembrar da Casa Potiguar, que tinha como proprietário o Sr. Inácio Xavier de Paiva, cujo nome era muito badalado nas propagandas da Rádio Difusora de Macapá.
Seu Inácio nasceu em São José de Mipibu, município do Estado do Rio Grande do Norte, em 1927.
Estudou até a quarta série primária ao mesmo tempo que ajudava seus pais na lavoura.
Com a notícia da criação do Território Federal do Amapá resolve se transferir para Macapá com sua família e montar uma casa de comércio.
Com perseverança e dedicação transformou seu estabelecimento na casa Potiguar onde vendia estivas em geral e miudezas.
Com seu jeito nordestino conseguiu conquistar a amizade do povo macapaense chegando à presidência da Associação Comercial.
Classificou-se entre os grandes comerciantes um caminhão e uma kombi utilizando-os no transporte de passageiros e cargas na cidade de Macapá e na linha Macapá/Oiapoque.
Era amigo e admirador do governador Janary Nunes, filiado no PSD (Arena) participava de todas as reuniões políticas.
Inácio casou-se com D. Maria Rosa de Paiva no dia 8 de abril de 1952 e dessa união nasceram os filhos Simone, Janete, Janizete, Rogério, Socorro, Elizete, Elizabeth, Eriberto e Roberto.

Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá vol III", de Coaracy Barbosa, não impresso. Copia em PDF via APES.

Ataque do coração mata o empresário Salomão Alcolumbre, no Amapá

(Foto: Reprodução do blog da Alcinéa)
(Foto extraída do blog da Alcinéa Cavalcante)

Salomão Alcolumbre - um dos maiores e mais conceituados empresários amapaenses - morreu na tarde da sexta-feira(1), aos 65 anos de idade, após sofrer um infarto fulminante, quando repousava após o almoço.
O empresário havia viajado para a fazenda da família localizada na região interiorana do município de Cutias do Araguari.
Salomão Alcolumbre era aluno de instrução aérea e seu sonho era voar sozinho.
Na quinta-feira (31) ele saiu de Macapá em um ultraleve,  conseguindo realizar o grande sonho antes de morrer.
O caseiro da fazenda ligou na tarde de ontem(1) informando sobre o ataque cardíaco. Membros da família seguiram para o local onde já o encontraram sem vida. O corpo do empresário chegou ao final da tarde da sexta-feira(1) à Macapá a bordo de um avião monomotor.
Por ser judeu, a cerimônia deverá ser reservada e rápida até o sepultamento.
Como hoje os judeus celebram o Chabat (sábado sagrado dos judeus), seu corpo será velado no domingo(3) na Loja Macônica Duque de Caxias (Av. Coriolano Jucá entre Eliezer Levy e Tiradentes) a partir das 6h.
O sepultamento também ocorrerá  no domingo(3) (na área israelita) no cemitério de N. S da Conceição, no centro da cidade.
Um Rabino (título usado para distinguir aquele que ensina, aquele que tem a autoridade dos doutores) deverá chegar hoje(2) a Macapá para celebrar a cerimônia fúnebre.
Salomão começou desde cedo a trabalhar com o comércio, na Loja de seu pai Isaac Menaen Alcolumbre e de sua mãe dona Alegria Peres Alcolumbre. Formou-se técnico em contabilidade e abriu um escritório para trabalhar como contador para as empresas estabelecidas em Macapá.
Após alguns anos, deu início às suas atividades comerciais com a compra de um posto de gasolina que funciona até hoje na Rua Candido Mendes, no centro comercial de Macapá.
Do casamento com Marina Simões Alcolumbre nasceram seus filhos Salomão Jr, Jane e Isaac.
O interesse pela política começou em 1994 quando Salomão Alcolumbre, preocupado com o desenvolvimento da região e, a convite do Senador José Sarney, concorreu ao cargo de governador do Amapá.
Ultimamente ocupava o cargo de 2º suplente do presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB/AP).
Apresentamos nossas condolências à família rogando a Deus que dê forças a sua esposa dona Marina, seus filhos e demais familiares neste momento de profunda dor.
Salomão foi um exemplo de homem bom, íntegro e empresário muito correto.

(Última atualização dia 02/04/2011 às 18:10h)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As primeiras postagens do blog Porta-Retrato

(Reprodução da net)
 O nosso blog Porta-Retrato, completa neste 1º de abril de 2011 - UM ANO on line.
Foram 365 dias em que crescemos juntos, graças à ajuda de todos vocês, com importantes contribuições que nos foram endereçadas, via e-mail, e que têm enriquecido, enormemente, este trabalho de pesquisa sobre Macapá e o Amapá dos anos atrás.
Estaremos sempre aguardando mais e mais contribuições.
Obrigado!
O Editor
Fones: (12) 8152-3757 ou (12) 9620-2898.

Veja e/ou reveja as primeiras Postagens do blog Porta-Retrato:




quinta-feira, 31 de março de 2011

Janary Nunes e Autoridades

(Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Anos 50 - Primeiro governador do Amapá -  Janary Gentil Nunes(todo de branco com mangas curtas), no  antigo aeroporto de Macapá, despede-se de  autoridades que visitavam o Amapá na fase do ex-Território Federal, e os acompanham até a aeronave. 

terça-feira, 29 de março de 2011

A Pioneira Alegria Peres Alcolumbre

(Foto: Reprodução de livro)
Clique na foto para ampliá-la
Sra. Alegria Peres Alcolumbre - uma Pioneira do Amapá.
Entre 1870 e 1910, como a Amazônia vivia um período de grande prosperidade e importância para a economia do país devido à exploração da borracha, era natural que muitas famílias, não só de judeus, mas das mais diversas origens, optassem por fixarem-se naquela região, visto que as perspectivas eram bastante promissoras. Presume-se que nessa época devem ter desembarcado em Belém muitos dos judeus que, posteriormente, foram para Macapá e Mazagão e cujos filhos iriam constituir negócios e famílias no Amapá.
Dentre essas famílias estavam as dos jovens Salomão Peres e Syme Gabbay, oriundas de Tânger, cidade e porto do Marrocos no estreito de Gibraltar.
Salomão Peres iniciou a vida no Amapá como carroceiro e, por não ser alfabetizado, mas por ter grande força de vontade, andava com uma cartilha e uma tabuada por onde ia, muitas vezes tirando suas dúvidas com os transeuntes no caminho.
Com tanta perseverança conseguiu montar posteriormente uma sortida loja de secos e molhados no lugar denominado Padre Inácio entre os rios Vila Nova e Matapi em 1929.
Salomão Peres e Syme Gabbay Peres vieram a ter 9 filhos, dentre eles, Alegria Gabbay Peres, posteriormente Alegria Peres Alcolumbre, nascida em 03/01/1916, sendo a 6ª filha do casal. Seus irmãos eram: Júlia, Hanna, Fortunato, Fortunata, Abraham, Isaac, Messody e Esther.
Em 1940 desembarcava em Macapá o jovem Isaac Menahem Alcolumbre, também judeu, vindo de Belém, filho de Alberto e Sarah Alcolumbre. Ele chegou depois de ter residido em 1939, em Porto Velho, onde atuara no Serviço de Saúde Pública – SESP como -- mata-mosquito -- na luta pela erradicação da malária.
Isaac fora para Macapá para contrair núpcias com a jovem Alegria Gabbay Peres, casamento este realizado no Fórum da Comarca que então funcionava no prédio da Intendência Municipal.
Seus padrinhos foram José Valente, comerciante no rio Vila Nova e Caetana Peres, cunhada de dona Alegria e esposa de Abraham Peres.
Quando dona Alegria casou, seu pai já havia falecido em Belém, em 19/12/1939. As atividades comerciais da família estavam então sob a responsabilidde de dona Syme, mãe de dona Alegria.
Após o casamento civil, Isaac Alcolumbre passou à condição de sócio da sogra na firma -- Syme e Alcolumbre, cabendo-lhe a função de gerente. Comunicativo, voluntarioso e trabalhador, Alcolumbre ganhou a amizade do povo macapaense. Foi o primeiro comerciante da cidade a sair do simples sistema de trocas – usual naquela região. Comprava borracha, farinha, peixe e carne de caça salgados, peles de animais silvestres, ouro e qualquer outro produto que ele achasse viável comercialmente. Quando foi criado o Território do Amapá, em 13/04/1943, os negócios da Casa Fé em Deus prosperaram bastante, e Isaac Alcolumbre passou a ser conhecido como ―Rei do Ouro. Dona Alegria, sempre companheira e batalhadora, assumindo a gerência da loja na ausência do marido.
Em 1946 a sociedade entre Isaac Alcolumbre e Syme Gabbay Peres foi desfeita, e dona Syme permaneceu em Macapá, residindo em um casarão que ocupava praticamente todo o quarteirão na Rua Cândido Mendes, entre as Ruas General Gurjão e Cora de Carvalho até seu falecimento, em 22/07/1965.
Seus restos mortais repousam no sepulcrário israelita, área direita do cemitério Nossa Senhora da Conceição, junto a alguns de seus filhos e contemporâneos da imigração do Marrocos, em Macapá.
A Casa Fé em Deus funcionou inicialmente na então Travessa Barão do Rio Branco (depois Cândido Mendes de Almeida), à esquerda de quem a trilhava no sentido da doca da Fortaleza. A rua era estreita e tortuosa, e, no centro dela, em uma velha casa de madeira, funcionava o comércio e padaria de Isaac Peres, irmão de dona Alegria. Em 1959, quando a rua foi ampliada, a velha casa desapareceu. Por trás dela havia sido construído o prédio de número 1206, que passou a servir de comércio e residência para a família Alcolumbre.
No lugar da antiga Casa Fé em Deus hoje funciona a Loja Pierre Importados.
A união de Isaac e Alegria Alcolumbre durou 30 anos, só terminando com o falecimento de Isaac, em Belém, em 11/07/1971, em decorrência de complicações após uma cirurgia.
Do próspero casamento nasceram 11 filhos: Sarah Alcolumbre Tobelem, Alberto Alcolumbre, Ana Alcolumbre Moura, Salomão Alcolumbre, Menahem Alcolumbre, Nissim Alcolumbre, José Alcolumbre, Sime Alcolumbre Pinto, Júlia Peres Alcolumbre, Sônia Alcolumbre de Albuquerque e Pierre Alcolumbre.

Dados biográficos pesquisados pelo historiador e professor Nilson Montoril de Araújo, cedidos à Sra. Julia Alcolumbre para serem publicados no 3° volume de Personagens Ilustres do Amapá, livro de Coaracy Barbosa, edição não impressa. A foto também foi reproduzida do livro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um Radialista Pioneiro: Agostinho Nogueira de Souza

(Foto: Reprodução de livro)
(Foto: Reprodução extraída do livro Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III)
Um Pioneiro do Rádio Amapaense - o carioca Agostinho Nogueira de Souza
Natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 12 de junho de 1927, Agostinho Nogueira de Souza - filho de José de Souza e D. Felismina de Jesus Nogueira de Souza, estudou o primário em Recife-PE, e o secundário no Rio de Janeiro.
Começou a trabalhar em escritório e na função de rádiotécnico.
Conheceu o Sr. Pauxy Nunes numa programação esportiva quando fazia a locução de uma partida, e foi Pauxy quem levou Agostinho para Macapá, conseguindo sua nomeação em 3 de abril de 1948.
Em 1950 passou a exercer as funções de radiotécnico.
Foi diretor da Rádio Difusora de Macapá em 1954 e em 1962; diretor da Imprensa Oficial; Oficial de Gabinete do Governador; redator do Gabinete do Governador; chefe do expediente da Secretaria-Geral do Território e outras funções administrativas.
Agostinho Souza foi locutor esportivo da Rádio Difusora de 1950 a 1978; comentarista esportivo, locutor de todas as modalidades esportivas.
Acompanhou a equipe de natação que foi campeã brasileira infanto juvenil de natação no Rio de Janeiro e narrou todas as provas emocionando a assistência com sua locução.
Foi também presidente da Associação Amapaense de Imprensa em 1958; Era um jovem simpático, voz eloquente, cantava bem e logo foi conquistado pela belíssima Ivone Beatriz Chaves com quem se casou em 25 de junho de 1948 de cuja união nasceram os filhos: Roberto Luiz, Agostinho, Maria Ivanilde, Alessandra, Jorge Luis, José Luiz, Ivone, Ivete, Luiz Carlos, Luiz Ivan, Luiz Fernando e Luiz Otávio.
Aposentou-se no dia 7 de dezembro de 1979 e veio a falecer no dia 1 de setembro de 1982.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III - de Coaracy Barbosa (em PDF - não impresso - via APES)
Links relacionados:
Um encontro de amigos
Difusora - Memória do Rádio - Pioneiros - Baião Caçula
Difusora - Memórias do Rádio - Pioneiros - Hélio, Bené e Agostinho
Difusora - Memória do Rádio - Pioneiro - Agostinho Souza

quinta-feira, 24 de março de 2011

Um Jovem Escoteiro da Macapá de outrora

(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Ano 1963 - era um 7 de setembro, dia de desfile cívico em homenagem à Independência do Brasil.
Como muitos outros, também o jovem escoteiro Roberto Charone estava presente ao evento. Aqui ele faz pose para o registro fotográfico.
Roberto é um dos filhos do pioneiro Uadih Charone e de sua esposa Sra. Suzete Pinheiro Charone.
Seu pai, entre outras funções, foi Comandante da Guarda Territorial, Diretor da Divisão de Segurança e Guarda do ex-Território do Amapá, além de fundador da Escola Técnica de Comércio do Amapá (atual Gabriel de Almeida Café).
Participou da administração amapaense em vários governos desde Janary Nunes a partir de 1946.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...