sexta-feira, 16 de junho de 2017

Fotos Memória Escoteira de Macapá: 1º Jamboree Pan-Americano

As Fotos Memória de hoje, são registros fotográficos do Primeiro Jamboree Pan-Americano, realizado em 1965, na cidade do Rio de Janeiro.
O historiador Nilson Montoril, conta detalhes do evento: “Para comemorar o IV Centenário do Rio de Janeiro e os 50 anos de realização do acampamento mundial na ilha de Brownsea, a União dos Escoteiros do Brasil realizou na cidade do Rio de Janeiro, o 1º Jamboree Pan-Americano. O monumental evento, que se tornou realidade no período de 18 a 25 de julho de 1965, reuniu escoteiros de diversos países do globo."
Da esquerda para a direita da foto: Luiz Tadeu, Nelson, Biroba, Mozart Souza, Gerônimo Acácio, Fiúza, Ubaldo Medeiros(centro,de branco), Gitinho (como o Biroba chamava o menor escoteiro do acampamento,) Urivino Bandeira( mostrando o jornal "O GLOBO" que enaltece o escotismo do Amapá), Santiago (lendo o jornal), João Lázaro(agachado), Haroldo Nery  e Nilson Montoril(sentado).
"A Região Escoteira do Amapá se fez presente com uma delegação composta por 38 discípulos de Baden-Powell, que integravam os grupos Veiga Cabral, Marcílio Dias, São Jorge e João Gualberto da Silva, chefiados pelos chefes Clodoaldo Carvalho do Nascimento, Benedito Santos, Manoel Ferreira(Biroba), Expedito Cunha Ferro(91) e Hilkias Alves de Araújo. Os preparativos para a longa viagem foram intensos. Os escoteiros aprenderam o hino do Jamboree que o Trio Irakitan havia gravado, realizaram promoções diversas como cordões de pássaros, teatro, bingo, rifas, venda de artesanatos e passagem de livro de ouro para angariar recursos financeiros. Eu, Raimundo Magalhães, Manoel Ferreira (Biroba) e o lobinho Ângelo Pires da Costa, ensaiamos e apresentamos a peça “A Galinha dos Ovos de Ouro”, encenada no Barracão Pio XII (quintal dos Padres) e nos cine-teatro das vilas Amazonas e Serra do Navio. Personificando o Gigante Ferrabraz, usei um figurino recheado com travesseiros, o que levou muita gente a pensar que artista fosse o irmão Francesco Mazollene, o famoso caterpillar. O sucesso em Serra do Navio foi tão grande que fizemos várias apresentações sábado e domingo. É claro que a ICOMI foi bem generosa conosco em termos de cachê. Embarcamos para Belém ao anoitecer do dia 8 de julho de 1965. A concentração dos escoteiros ocorreu na Praça Tibúrcio Andrade, em frente ao Macapá Hotel."
"Uniformizados, com as mochilas, bandeiras e outros apetrechos próprios do escoteiro, aguardamos o momento de embarcar no rebocador Araguary. Como o Araguary puxava a alvarenga Uaçá, gastou 46 horas para cobrir o percurso entre Macapá e Belém. No alvorecer do dia 11 de julho desembarcamos na Bacia da Doca Souza Franco e em ônibus fretado rumamos para o Rio de Janeiro. Até alcançarmos a rodovia Bernardo Sayão, o ônibus trafegou sobre pista asfaltada. Após alcançar o trecho próximo a Capanema/Pará, enveredou por uma estrada sem capeamento asfáltico, fazendo-nos enfrentar poeira até Brasília. Na capital federal permanecemos algumas horas na Estação Rodoviária devido à troca de viatura. "
"Levávamos uma sucuri de 4 metros enrolada em um veado, (veja a foto acima) ambos empalhados, fato que aguçou a curiosidade das pessoas, inclusive da imprensa. Diante do espanto dos curiosos dizíamos que aquela sucuri ainda era filhote de cobra. Um ônibus novo nos transportou até o Rio de Janeiro, aonde chegamos por volta das 17h30 do dia 14 de julho. O grande acampamento ainda estava sendo montado, razão pela qual tivemos que nos alojar no prédio que abrigaria o Hospital Universitário da Ilha do Fundão. Estava anoitecendo e descemos do ônibus cantando a “Canção da Alvorada”, mais conhecida como “O Rio Soluça”. Os versos adaptados à bela canção foram concebidos pelo Coronel Luiz Ribeiro de Almeida. Por um capricho do destino, encontramos alojados no mesmo imóvel os escoteiros do Rio Grande do Sul que rapidamente foram ao nosso encontro. Estávamos com tanta fome que em pouco tempo acabamos com o estoque de bananas dos nossos irmãos de ideal. Ao amanhecer do dia 15, fomos conhecer o espaço onde permaneceríamos por 10 dias. A ilha do Fundão possuía algumas instalações da Marinha, na orla da Baia da Guanabara, mas era despovoada na área próximo ao Aeroporto do Galeão e a Avenida Brasil. As máquinas que fizeram à raspagem do terreno delimitaram os campos com a terra removida. Em uma divisória eu tive a ideia de construir um fogão de duas bocas (veja fotos abaixo) que virou atração no acampamento."
No sentido dos ponteiros do relógio: Manoel Ferreira ( Biroba -Tropa Marcilio Dias ), Nilson Montoril ( Tropa São Jorge ), Urivino Bandeira ( Tropa Veiga Cabral ), Ubaldo Medeiros ( Tropa Marcílio Dias ) e Nelson ( Tropa João Gualberto da Silva). Em 1965, apenas esses grupos existiam no Território Federal do Amapá.                  
"Também confeccionei uma mesa utilizando bambu. Essas duas pioneirias nos garantiram a bandeira de eficiência por dois dias. No campo aonde nos instalamos tivemos como vizinhos os escoteiros da Venezuela, Uruguai, Espírito Santo e Escócia. 
Escoteiro escocês, no stand do Amapá
(Foto: Reprodução de arquivo)
O Biroba só chamava os escoceses de “saiudos” porque o uniforme deles compreende o uso de saias feitas com lã, com xadrez colorido (tartan)(veja na foto menor, ao lado) chamadas kilt. Elas têm franjas decorativas e um grande alfinete de bebe. A solenidade de abertura do Jamboree ocorreu na manhã do dia 18 de julho e fazia muito frio. Alguns carros do Jornal “O Globo” distribuíram exemplares de edições antigas a fim de que pudéssemos forrar o chão, ainda úmido devido às chuvas e as baixas temperaturas. O dia-a-dia decorreu com alvorada, café, hasteamento da Bandeira, almoço, jantar, serviços de pioneirias, jantar e fogo-de-conselho. A programação comportava passeios aos pontos turísticos do Rio de Janeiro, inclusive ao Maracanã. Também passeamos na Baia da Guanabara, em embarcações da Marinha de Guerra. Dia 26 de julho, ao deixarmos a Ilha do Fundão, fomos hospedados em um casarão, em estilo colonial, no bairro da Lapa. Na manhã do dia 27, numa deferência especial da ICOMI, fomos a São Paulo, viajando pela Rodovia Presidente Eurico Dutra. Permanecemos 8 horas em São Paulo, tempo suficiente para conhecermos o Estádio Paulo Machado de Carvalho, o famoso Pacaembu. Retornamos ao Rio de Janeiro no mesmo dia, prontos para deixar a capital do então Estado da Guanabara. Saímos do Rio de Janeiro, dia 28 de julho, alcançando Belém ao anoitecer do dia 1º de agosto. Deixamos o ônibus e nos agasalhamos na Alvarenga Uaçá, que estava na Doca de Souza Franco aguardando carga. A demora foi de 12 dias, parecendo que tínhamos sido abandonados. Soubemos posteriormente que o comando da revolução militar, em Macapá, estava hostilizando o movimento escoteiro e que alguns escotistas tinham sido presos. Lamentavelmente, a Representação do Governo do Amapá, em Belém, sequer forneceu alimentação aos escoteiros. Eles se alimentaram vários dias com farofa feita com óleo. Só consegui retornar a Macapá no dia 14 de agosto, porque comprei uma passagem dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul. A despeito desses percalços a experiência foi extremamente válida.” (Nilson Montoril)
Nota do Editor: Sinto-me honrado de também ter feito parte da delegação de escoteiros que representou o Amapá naquele evento, sem dúvida, inesquecível. Sempre Alerta a todos! ( João Lázaro )
Fonte: Texto original escrito por Nilson Montoril, publicado em seu blog Arambaé, e especialmente adaptado para o Porta-Retrato.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Fotos Memória do Escotismo do Amapá

As Fotos Memória de hoje, relembram os primeiros movimentos de escoteiros do Amapá. 
No primeiro registro temos o desfile oficial realizado pela Associação de Escoteiros Marcílio Dias, na localidade de Fazendinha, na área onde sempre foi instalado o Parque de Exposições.
São registros do acervo histórico do Amapá.
Nas imagens o primeiro escoteiro da coluna do centro, após a Bandeira Nacional é o chefe Dário Cordeiro Jassé.
Foto da primeira Banda Marcial dos escoteiros do Amapá que puxou o desfile das bandeirantes e escoteiros das modalidades terra e mar no Parque de Exposições, em Fazendinha. O primeiro tambor da fila do centro era tocado pelo chefe Glycério de Souza Marques, membro da diretoria da Associação de Escoteiros Veiga Cabral.
No dia 12/9/1945, ocorria em Macapá a instalação da Associação de Escoteiros Veiga Cabral. A iniciativa contou com o decisivo apoio do governador Janary Gentil Nunes que levou de Belém os chefes escoteiros Glycério de Souza Marques, Clodoaldo Carvalho do Nascimento e José Raimundo Barata.
Eles não foram apenas para fundar o escotismo no Amapá, mas também desempenharam outras atividades como servidores públicos federais. 
Quase dois anos depois, no dia 13/7/1947, surgiria a Associação Marcílio Dias, modalidade mar, por iniciativa do professor de educação física e chefe escoteiro Dário Cordeiro Jassé. 
Nascido em Belém a 18/5/1907, o chefe Jassé era filho de José Jassé e Rita Cordeiro Jassé. Enquanto permaneceu em Belém residiu na Rua dos 48, por trás da Igreja da Santíssima Trindade e na Avenida 25 de setembro, nos fundos do Bosque Rodrigues Alves. Na capital paraense ministrou aulas de educação física em diversos estabelecimentos de ensino e integrou o movimento escoteiro.
Convidado para trabalhar em Macapá, Dário Jassé lá chegou em abril de 1947, sendo lotado na então Divisão de Educação e exercendo a função de Inspetor de Ensino. Fixou residência no bairro do Trem, onde a Prefeitura de Macapá havia concedido à associação que dirigia uma ampla área delimitada pelas Avenidas Cônego Domingos Maltez/Antônio Gonçalves Tocantins e pelas Ruas General Rondon/Eliezer Levy. De imediato foi demarcado um campo de futebol e iniciada a construção de um barracão. As instruções sobre o escotismo eram ministradas no Rivelim da Fortaleza São José.
No pentágono localizado à frente da Fortaleza, o chefe Dário Cordeiro Jassé ministrava os ensinamentos sobre escotismo aos componentes do Grupo Marcílio Dias. As aulas sempre ocorriam à tarde e atraiam dezenas de curiosos, principalmente crianças.
Casou com Raimunda Morais e com ela teve os filhos Carlos Fernando, Antônio Mário, Raimundo Sérgio e as filhas Célia e Regina. 
Em 1953, doente, o chefe Dário Jassé foi internado no Hospital do IPASE, no Rio de Janeiro, onde faleceu a nove de março. Seu corpo foi enterrado no cemitério São João Batista e o governo do Amapá arcou com as despesas de seu funeral. Dário Jassé era o Comissário Regional da União dos Escoteiros do Brasil, no Amapá e Clodoaldo Nascimento o subcomissário. No dia 3/4/1953, às 10 horas, o Grupo Marcílio Dias prestou-lhe homenagens na área da entidade que fundara. Houve hasteamento da bandeira nacional e colocação de uma placa homenageando o extinto. O tenente Glycério de Souza Marques teceu breves comentários sobre a vida do Professor Jassé. Compareceram à solenidade: o Dr. Hildemar Pimentel Maia, governador em exercício; Heitor de Azevedo Picanço, presidente da União dos Escoteiros do Brasil - Regional do Amapá; Jacy Barata Jucá, presidente da Associação Marcílio Dias e Clodoaldo Carvalho do Nascimento, Comissário Regional substituto. Cantou-se a canção do silêncio e a valsa da despedida. Jacy Barata Jucá e Heitor Picanço descerraram a placa Dário Jassé com os dizeres: “Marcílio Dias, Campo Escola Dário Jassé”.
Em 1958, o chefe Clodoaldo Nascimento foi ao Rio de Janeiro para providenciar a vinda dos despojos de Dário Jassé para Macapá, fato concretizado dia 17/11/1958, em avião do Lóide Aéreo Nacional. 
A foto acima, registra o momento em que a carreta que transportava a urna mortuária do chefe Dário Cordeiro Jassé estacionava no pátio central da Fortaleza de Macapá e o chefe Raimundo Façanha direcionava a roda dianteira esquerda do pequeno veículo no sentido da capela de São José. Do lado oposto, entre os escoteiros que empurravam o carro vemos o chefe Luciano. No interior da carreta há dois lobinhos do Grupo Marcílio Dias. O lobinho que está perto do chefe Luciano é o Urivino Bandeira, ainda vivo. Dentre as pessoas que recepcionaram o chefe escoteiro falecido identificamos o senhor Belarmino Paraense de Barros, de roupa branca e o Inspetor da Guarda Territorial Ítalo Marques Picanço que faz a saudação escoteira. Observe que a urna mortuária estava na carreta e sobre ela foi postada uma flor de lis, o símbolo do escotismo. Esta urna ainda se encontra guardada no interior da Fortaleza.
A urna mortuária, contendo na parte superior uma flor de lis, símbolo do escotismo, foi trasladada para a capela de São José, na Fortaleza de Macapá. À época, ainda se falava na construção de um memorial destinado aos pioneiros da implantação do Território do Amapá e a urna contendo os restos mortais de Dário Jassé seria guardada no citado monumento juntamente com os despojos de Joaquim Caetano da Silva. Com o passar dos anos, muitos mentores da ideia deixaram o Amapá e ela foi fenecendo. Durante muito tempo as urnas de Joaquim Caetano e de Dário Jassé permaneceram na sacristia da capela da Fortaleza. Transferidas para outro edifício do velho forte, elas passaram a figurar como reserva técnica do Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva. Atualmente, a urna do patrono do museu está guardada no prédio da antiga Intendência de Macapá.
A urna de Dário Jassé permanece como “reserva técnica” e mantida na Fortaleza.
O historiador Nilson Montoril de Araújo afirma com absoluta convicção que os restos mortais contidos na urna que está sendo mantida na Fortaleza são de Dário Cordeiro Jassé.
Ele viu a urna chegar à Macapá e acompanhou o féretro até a Fortaleza. Naquele dia 17 de novembro de 1958, Nilson estava entre os escoteiros macapaenses, pois integrava o Grupo São Jorge. Dentre os pioneiros do escotismo no Amapá, ainda está vivo o chefe Cláudio Carvalho do Nascimento que à época figurava como um dos dirigentes da Associação Veiga Cabral.
O Manoel Ferreira, o popular Biroba, que era um dos chefes dos escoteiros do mar também testemunhou o fato aqui narrado.
Nessa fotografia vemos cinco dos primeiros escoteiros do Território do Amapá. No sentido dos ponteiros do relógio destinguimos na linha de frente os chefes Luciano, Clodoaldo Nascimento e José Raimundo Barata. Na segunda fila estão Pedro Nolasco Monteiro e Expedito Cunha Ferro, o popular "91".
Texto de Nilson Montoril, adaptado para o Porta-Retrato, publicado originalmente no blog Arambaé, do próprio Nilson.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Foto Memória da Educação do Amapá: Colação de Grau da Turma de Contabilidade da Escola Técnica de Comércio do Amapá - CCA

O amigo Carlos Alberto Miranda Gomes compartilhou com o Porta-Retrato fotos de seu acervo pessoal. 
Uma delas é da Cerimônia de Colação de Grau dele e demais concluintes, do Curso de Técnicos em Contabilidade da Escola Técnica de Comércio do Amapá, turma de 1960. 
Nas imagens, componentes da mesa a partir da esquerda: Prof. José Lourenço de Almeida; Prof. Carlos Alberto da Cruz Vianna que foi diretor da escola; o terceiro não identificado; Dr. Dário José Gonçalves Gomes que era Diretor Técnico da CEA; Prof. Domingos Vasques (de terno branco) era o secretário da escola; Prof. Alceu Paulo Ramos; e o orador Tenente Uadih Charone, então diretor da Escola.
Nosso colaborador, formando Carlos Alberto Miranda Gomes aparece na foto em pé, por trás do Prof Domingos Vasques, entre duas figuras femininas.
Fonte: Carlos Alberto Miranda Gomes

terça-feira, 13 de junho de 2017

Fotos Memória de Macapá: Grupos Residenciais para Funcionários do Ex-Território Federal do Amapá, em Macapá

Trazemos hoje para os amigos do Porta-Retrato, dois registros fotográficos históricos, extraídos do Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de Arthur Cesar Ferreira Reis”, editado pelo Departamento de Imprensa Nacional, em 1949.
O primeiro deles trás imagens de um Grupo Residencial para funcionários, construído pelo Governo Territorial, no centro da cidade de Macapá, na área situada entre as ruas Presidente Vargas, General Gurjão, General Rondon e antiga José Serafim (atual Tiradentes).
O segundo, trás imagens das primeiras casas de alvenaria, construídas no entorno da Praça Barão do Rio Branco, destinadas a residências de diretores de serviços. 
Resumo Histórico - Tão logo assumiu o Governo do Amapá, em 1945, o governador Janary Nunes, desenvolveu um programa de ações que visavam a montagem da infra-estrutura necessária ao desenvolvimento da região. “Implantou iluminação elétrica das quatro cidades, arruamento e terraplenagem dos mesmos centros urbanos, construção, em Macapá, da residência governamental, de um grupo escolar, hotel, hospital, cine-teatro, olaria, usina de força e luz, conjunto de 35 casas para funcionários.”
Um Grupo Residencial para funcionários, erguido no centro da cidade de Macapá, na área situada entre as ruas Presidente Vargas, General Gurjão, General Rondon e antiga José Serafim (atual Tiradentes).
Foram construídas também outras casas de alvenaria, no entorno da Praça Barão do Rio Branco, destinadas a residências de diretores de serviço.
“Em Macapá, ainda foram reformados e restaurados os prédios adquiridos para serviços públicos como escolas, Divisão de Saúde Pública, Imprensa Oficial, Chefatura de Polícia, agência do Banco do Brasil, Prefeitura Municipal, Almoxarifado.”
Fonte: Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de Arthur Cesar Ferreira Reis”, editado pelo Departamento de Imprensa Nacional, em 1949.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Santana Esporte Clube

Nossa Foto Memória de hoje, é a segunda enviada pelo amigo Edison Santos, diretamente da Cidade Maravilhosa.
Trata-se de um registro fotográfico de uma das formações do Santana Esporte Clube, tri campeão amapaense da 1ª divisão, na década de 1960.
Em pé a partir da esquerda: Maranhão, Sabá, Rui, Mundico, Sergio e Palito;
Agaxados: Castanhal, Edison Pratinha, Acemir, Moacir e Coco. 
Edison Santos, morou em Macapá de 1958 a 1975, quando foi para o Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Amapaense, Escola Técnica de Comércio do Amapá, e trabalhou na ICOMI. Edison é casado e tem dois filhos amapaenses. No esporte, jogou no Independente e no Santana Esporte Clube.

domingo, 11 de junho de 2017

Foto Memória de Macapá: Rapaziada da Matriz, nos bons tempos do Território Federal do Amapá

Com a devida vênia do amigo Ronaldo Picanço, reproduzo no Porta-Retrato, esta Foto Memória da Rapaziada da Matriz, nos bons tempos do Território Federal do Amapá.
A foto, do acervo pessoal do Ronaldo, e de autor desconhecido deve ser de 1966; ela nos mostra o frescor da juventude dos rapazes da Matriz "tirando onda" numa manhã brilhante de um verão distante no tempo.
Serviu de cenário para o momento a recém inaugurada, Praça Veiga Cabral, que logo virou point de encontros, papos, charminhos, "xavecos" e namoros da moçada.
Lado a lado estão a partir da esquerda: Reinaldo Barcessat(in memoriam), Laércio Ayres, Zé Élson, Pedrinho Marques e Nelson Salomão Santana(in memoriam)
Sem dúvida, um registro importante da história de Macapá!
Fonte: Facebook

sábado, 10 de junho de 2017

Foto Memória do Rádio Amapaense: Primeiro Prédio da Rádio Difusora de Macapá

Mais um registro fotográfico histórico, extraído do Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de Arthur Cesar Ferreira Reis”, editado pelo Departamento de Imprensa Nacional, em 1949.
Esta é a legenda original da publicação histórica: “Através de uma potente “Estação rádio-difusora, instalada pelo Governo territorial, o Amapá está em contato permanente com todo o Pais.”
A Rádio Difusora de Macapá funcionou, inicialmente, num prédio, em estilo colonial, construído pelo Governo do Território Federal do Amapá, num terreno da empresária Sarah Roffé Zagury, adquirido na época por 350 mil réis. (vide foto acima).
Dona Sarah, de origem hebraica, matriarca da família, administrava entre outros bens, uma conceituada loja - Casa Leão do Norte - com venda de tecidos, pratarias, móveis, e eletrodomésticos, além de uma fábrica de refrigerantes, o extinto FLIP GUARANA.
Fonte: Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de autor Arthur Cesar Ferreira Reis".

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Independente Esporte Clube

Recebi com alegria um e-mail do amigo Edison Pratinha. 
Edison Santos, morou em Macapá de 1958 a 1975, quando foi para o Rio de Janeiro. 
Estudou no Colégio Amapaense e CCA - Escola Técnica de Comércio do Amapá. Em 1967 contraiu matrimônio com uma paraense, porém radicada em Macapá e estudante da Escola Normal de Macapá. Sua feliz juventude foi vivida em Macapá. 
Ficou conhecido no esporte por ter jogado no Independente e Santana Esporte Clube. Nos anos 80 voltou à Macapá, em uma das viagens liderando a equipe de veteranos da Vila Olímpica do Clube Atlético Mineiro, quando reviu muitos amigos. 
Espera em breve fazer nova viagem a Macapá.
Edison Santos selecionou e enviou ao Porta-Retrato, algumas fotos que considera "preciosidades" e que retratam a feliz estada dele no Amapá.
Hoje trazemos um desses registros, como Foto Memória do Esporte Amapaense.
Formação do Independente Esporte Clube, quando campeão da 2ª divisão amapaense - Década de l960.
Em pé a partir da esquerda: Nenê, Aílson, Walmir, Melquezedeque, Batú, Aluizio e Prezado;
Agaxados: Eudes, Vavá, Edison Pratinha, Leoves e Padreco.
Fundado no dia 19 de janeiro de 1962 pelo padre Angelo Biraghi com a ajuda de pioneiros do município, o Independente Esporte Clube chegou a ser detentor de uma das maiores torcidas do Amapá. O "Carcará da Vila Maia", como é conhecido pela torcida, conseguiu participar de diversas competições importantes e tem como principal conquista o Copão da Amazônia de 1989, disputa que reuniu os melhores clubes do Norte do país.
Em 1980, o Independente começou a enfrentar problemas de ordem financeira. Já na era profissional, dívidas trabalhistas com jogadores criaram uma verdadeira "bola de neve" na receita do alviverde. Várias diretorias assumiram a tarefa de solucionar o impasse, mas nenhuma conseguiu. A sede do clube, avaliada em R$ 2 milhões, acabou sendo leiloada em 1993, por causa de uma dívida de R$ 126 mil. O espaço foi arrematado por pouco mais de R$ 135 mil, a serem parcelados em 60 vezes.
Períodos de "vacas magras" trouxeram decadência ao Independente. O time, diversas vezes campeão amapaense, hoje nem de longe lembra o auge nas décadas de 1970 e 1980. (Fonte: Globo Esporte/AP)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Foto Memória de Macapá: Porta Principal de Entrada da Fortaleza de Macapá

A Foto Memória de hoje, foi extraída do Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de autor Arthur Cesar Ferreira Reis", editado pelo Departamento de Imprensa Nacional, em 1949.
Trata-se do Portão Principal de Entrada da Fortaleza de São José de Macapá, em 1949.
Fonte: Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de autor Arthur Cesar Ferreira Reis".

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Foto Memória: Carnavalescos Amapaenses, no Rio de Janeiro

Nossa Foto Memória de hoje, registra o momento em que, três, dos quatro intérpretes dos Sambas Enredo do Carnaval Amapaense de 1985, visitavam os Arcos da Lapa, na Cidade Maravilhosa. Eu, João Lázaro, estava na Coordenação da equipe que foi dirigida em Studio pelo carnavalesco Dominguinhos do Estácio.
A partir da esquerda: João Lázaro, Humberto Moreira, Beloca e Manoel Sobral.
Foto: Acervo pessoal de João Lázaro.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Foto Memória da Educação do Amapá: Reunião de Autoridades da Educação

A Foto Memória de hoje, extraída de uma publicação impressa,  nos lembra um encontro de autoridades da Educação do ex-Território Federal do Amapá.
Consultado pelo blog, o historiador Nilson Montoril, nos respondeu que “esta foto certamente é de uma reunião promovida pela então Divisão de Educação na cidade de Amapá. O local é o Grupo Escolar Veiga Cabral. O último cidadão sentado ao lado do Chefe Clodoaldo e o Clark Charles Platon, presidente da ARENA.”
Ele informa ainda que “era o ano de 1967.(...); Dr. Geraldo Leite de Moraes, Diretor da Divisão de Educação; Prof. Mario Quirino da Silva, chefe da Seção de Ensino Médio; Clodoaldo Nascimento era  chefe da Seção de Expediente (gabinete) e Rui Auto do Nascimento Júnior era auxiliar do irmão, Clodoaldo.”
A foto, bastante prejudicada pela ação do tempo, não nos permite identificar, com clareza, todos os integrantes da mesa.
Conseguimos identificar os seguintes, a partir da esquerda: Sra. Romilda Gomes Correa; Rui Nascimento, Prof. Mário Quirino da Silva; Prof. Geraldo Leite de Moraes,  ?, Sr. Rocque Pennafort; Clodoaldo Nascimento e Clarck Charles Platon (metade da imagem, à direita).
Nota do Editor: O cidadão de branco entre o Dr. Geraldo e o Sr Rocque Pennafort, está nos parecendo o prof. José Adair Fonseca Benjamim. Se alguém  tiver certeza nos confirme, por gentileza.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Casas de moradores da área da antiga Vacaria, em frente à cidade

Mais um registro de meus arquivos de memórias. Foi-me enviado, há algum tempo, pelo meu confrade e parceiro do blog, Paulo Tarso Barros.
A foto é de 1983. Imagens de casas erguidas na área da antiga Vacaria, bairro que hoje recebe o singelo nome de Santa Inês. 
Na época, essas casinhas de madeira foram construídas pelo governador Anníbal Barcellos, que também fez muitas outras no bairro Igarapé das Mulheres - atual Perpétuo Socorro.
Do deslocamento de muitas famílias da Baixada do Elesbão, foi criado o bairro Nova Esperança, na década de 70.
Fonte: Paulo de Tarso Barros - ( Recorte de jornal ) - Facebook

domingo, 21 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Marituba, Humberto Santos e "Peixeiro" (In memoriam)

Revirando meu acervo digital, foi encontrada uma foto, tirada no Estádio Glycério Marques, de dois times de futebol, que ainda estamos identificando.
Entre os integrantes das equipes, figuravam três pioneiros do esporte do Amapá, os desportistas Raimundo Pessoa Borges - Seu Marituba, Chefe Humberto Dias Santos e o Guarda Territorial "Peixeiro".
Pela raridade e relevância histórica, estamos trazendo de forma separada, a imagem dos três Pioneiros, especialmente editada para o Porta-Retrato.
É mais uma Foto Memória do Esporte Amapaense!
Sr. Raimundo Pessoa Borges, o Marituba, é o primeiro da esquerda, com o uniforme de juiz. Foi desportista amapaense, e durante longos anos defendeu as cores, e foi Diretor do Amapá Clube. Após deixar o futebol, tornou-se árbitro de futebol, em Macapá. Já é falecido! Marituba era funcionário da Prefeitura de Macapá e exercia suas atividades funcionais na administração do Mercado Central de Macapá.
No meio dos três encontramos o Chefe Humberto Dias Santos, outro destacado desportista que prestou relevantes serviços ao Amapá e ao seu povo.
Chefe Humberto Álvaro Dias Santos, era natural do Pará, onde desde cedo já praticava esportes, principalmente o futebol, sempre com a orientação de seu pai, grande desportista de Bragança, e pelos seus professores e chefes escoteiros. Em 1947 recebeu e aceitou convite do presidente do Esporte Clube Macapá, Acésio Guedes, para jogar em Macapá, e lá chegando conseguiu emprego na Legião Brasileira de Assistência (LBA).  Foi um dos fundadores do Juventus Esporte Clube, reestruturou o São José (Sociedade Esportiva e Recreativa São José), e também foi um dos fundadores do Trem Desportivo Clube em 1947. Como escoteiro, Humberto Santos participou da fundação da Associação de Escoteiros Veiga Cabral.  Em 1953 juntou-se ao padre Vitório Galliano e Expedito Cunha Ferro para a fundação da Tropa São Jorge, com a participação de jovens do Oratório São Luiz, da Paroquia de São José (Casa dos Padres). Também participou da construção do Grupo de Escoteiros Veiga Cabral, que passou a ser denominado de Centro Educacional do Laguinho. Em 1947 participou na organização, documentação e fundação do Grupo de Escoteiros do Mar Marcílio Dias. Amante do Teatro, encenou no Barracão dos Padres e no Centro Educacional do Laguinho, com a participação da então jovem carnavalesca Alice Gorda, peças teatrais como “Dona Baratinha”, “João e Maria”, “O Cordão do Papagaio”, “O Cordão do Urso”, “Boi Pai da Malhada”, “Cordão do Uirapuru”, “Cordão do Japim”, “Martim Pescador” e outras de cunho folclórico. Seu ingresso na política foi como candidato a vereador de Macapá, fazendo sua campanha junto ao eleitor jovem, recebendo muito apoio. Tomou posse no dia 1º de janeiro de 1970. Seu trabalho no legislativo provocou uma série de reeleições, permanecendo até 1988, somando-se 18 anos de trabalhos voltados às comunidades carentes distantes de Macapá, como o Bailique, e as regiões da Pedreira e do Pacuí.  Se casou com Gilberta Araújo dos Santos. Aposentou-se pela LBA. Faleceu em Macapá, em 2 de setembro de 1997.
O terceiro à direita é o Sr. Raimundo Dário da Costa, Guarda “Peixeiro”; foi um conhecido servidor do Governo do ex-Território Federal do Amapá, que desempenhava suas funções na Guarda Territorial como Agente de Trânsito. Como desportista, foi bandeirinha e árbitro de futebol. “Peixeiro”, já falecido, foi um pioneiro que, a exemplo dos dois anteriores, prestou relevantes serviços ao Amapá.
Fonte: Informações sobre Humberto Santos, de Edgar Rodrigues.

sábado, 20 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Amapá Clube, campeão de 1986

Trazemos hoje para os amigos leitores do Porta-Retrato, mais uma Foto Memória, extraída do riquíssimo acervo do Bar Du Pedro. É uma coletânea considerável de registros fotográficos, que retratam a história e a memória do esporte, na capital amapaense. E esse acervo está exposto em quadros na parede do bar, ao inteiro dispor de seus frequentadores e/ou visitantes.
Em pé: Orlando Santana, Osmar Ribeiro, Bico, Dida, Peri, Zé Preta, Dalmo,Bobó e Nata
Agachados: Jonas, Valdez, Finé, Matheus, Valdir, Juca e Neves
O enfoque de hoje é uma foto de 1986, tendo nas imagens jogadores do Amapá Clube, com faixas de Campeão daquele ano.
O Amapá, o clube mais antigo do estado, foi fundado em 23 de fevereiro de 1944, pelos pioneiros Eloy Nunes Monteiro, Francisco Serrano, Pauxy Gentil Nunes, Newton Cardoso, Jose Serafim Coelho, João Vieira de Assis, Glycério de Souza Marques, Raimundo Nonato Araújo Filho, Raimundo de Campos Monteiro e Zoilo Pereira Córdoba. Janary Gentil Nunes, que governava o ex-Território, na época, participou da reunião, mas não assinou a ata de fundação, pois tivera que ausentar-se antes do término da mesma.
Ao amigo Vadoca Ribeiro - alfaiate e ex-jogador de futebol – nosso agradecimento pela ajuda na identificação dos atletas.
Fonte: Bar Du Pedro

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Casamento do empresário Laurindo dos Santos Banha

Fotos Memória de hoje, foram compartilhadas via Facebook, pela amiga Maria Heliete Silva, filha do piloto Hamilton Silva, que serviu de dama de honra no casamento de Nair da Silva e Laurindo dos Santos Banha, em 05 de julho de 1958.
Laurindo dos Santos Banha foi um conhecido empresário macapaense, onde nasceu em 17 de janeiro de 1932, que teve destacada atuação por mais de quatro décadas com a família Zagury. Trabalhou no comércio com Dona Sarah Roffé Zagury; administrou o antigo Bar e Sorveteria Central; controlou as vendas do Flip Guaraná; foi Gerente da Agência de Aviação Cruzeiro do Sul e do Consórcio da Ford, em Macapá, e terminou como sócio dos empreendimentos.
No campo político foi eleito Vereador pelo Município de Macapá, e compôs a primeira legislatura da Câmara de Vereadores de Macapá, em 1969.
Foi um dos fundadores da antiga Companhia Amapaense de Telefones, depois Teleamapá, onde exerceu o cargo de Diretor Financeiro e Conselheiro Fiscal. Foi Juiz Classista na junta de Conciliação do Ministério do Trabalho e membro do Conselho Fiscal da CEA, além de companheiro do Lions Clube de Macapá.
Laurindo Banha e Nair da Silva se casaram dia 05 de julho de 1958, em cerimônias cível, ...
... no antigo Fórum dos Leões, e religiosa na igreja matriz de São José.
Seu falecimento ocorreu no dia 19 de dezembro de 1988, aos 56 anos de idade, deixando saudosos sua esposa D. Nair Da Silva Banha, seus filhos Nizia Lúcia Banha Freire, Luís Nei da Silva Banha, Nelbi Lene da Silva Banha e Lair Nilson da Silva Banha.
Por iniciativa do vereador Jarbas Gato, autor do projeto aprovado em sessão da CMM, o prédio da Prefeitura Municipal de Macapá recebeu a denominação de “Palácio Laurindo dos Santos Banha”, numa justa homenagem póstuma ao ilustre homem público.
Fontes: Memorial Amapá
Com informações de Coaracy Barbosa e João Silva

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense:: Time de Basquete do Colégio Amapaense

A Foto Memória de hoje, foi compartilhada pela amiga Maria Dorotéa de Lima, em sua página no Facebook.
Como a Dorotéa, não sabia maiores detalhes sobre a foto, pedimos ajuda ao amigo Luiz Façanha, que também aparece nas imagens, e o mesmo gentilmente nos auxiliou na identificação dos atletas.
Luiz conta que a “foto foi batida em 1971, na quadra anexa à área onde existiu a Piscina Territorial. Diz ainda, que “esses atletas que aí estão formavam o time de basquete do Colégio Amapaense da época.
Segundo Luiz Façanha, “estão nas imagens, a partir da esquerda, em pé, Zeca Furtado, Guara Lacerda, Rohan Lima, Aluízio Teixeira, Raimundo Façanha Guedes (miudinho), Anselmo Ramos (major), Edson(jaburanta)” e ele próprio, Luiz Façanha (na época, já professor de Educação Física, aí na função de técnico).
“Agachados na mesma ordem: Carlos Bezerra (de barba), Eugênio Oliveira de Almeida, Valdir Ribeiro, José Arcângelo Pinto Pereira, Buiá (filho do pioneiro José Maria Chaves) e Luiz Otávio Vieira Viana.”
Luiz encerra lembrando que “desses astros de então, não estão mais entre nós os seguintes: Zeca Furtado, Guara Lacerda, Anselmo Ramos e Buiá.”
Fonte: Facebook

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Dois momentos de Mané Garrincha, no Amapá

Seguem para os leitores do “Porta-Retrato”, dois momentos do craque Mané Garrincha, em solo amapaense.
O primeiro momento em uma foto enviada ao blog pelo amigo Ronaldo Mota Borges.
Nas imagens aparecem ele, Ronaldo, pela Rádio Educadora São José, e Ubiratan Silva, Bira (com fone  de ouvido), pela Rádio Difusora de Macapá, fazendo a cobertura da visita do craque Mané Garrincha ao Amapá, em 1973, no Estádio Glycério Marques.
O segundo momento foi registrado pelo jornalista João Silva, no blog dele, num post publicado em 20 de julho de 2014.
Balalão, como é conhecido, noticiava, o destaque de uma reportagem que ele fez, quando era correspondente da Revista Placar, no Amapá. Sua matéria, foi destaque em uma exposição realizada, em 2000, na cidade de Curitiba, Paraná, que reuniu reportagens de todo o País sobre a vida de Mané Garrincha, que foi ao Amapá em 1973. 
A exposição foi realizada na Estação Shopping Multiuso, na capital paranaense e a reportagem foi selecionada pelo critério curiosidade, com fotografia do Horácio Marinho e texto do João Silva. 
“O texto conta a historia de um garoto chamado Oleno Amanajás, que jogava na juvenil do São José com excelente desempenho e sonhava em ascender ao time titular do Padroeiro, mas tinha uma deformidade no braço esquerdo, provavelmente provocada por uma meningite durante a infância,  o que parecia nada influenciar no seu desempenho, muito elogiado pelo técnico Humberto Santos e o seu auxiliar Vasquinho, treinador das categorias de base do tricolor do Laguinho.” 
“Na sua vinda à Macapá, Mané viu Oleno com o uniforme do São José e se comoveu com a história do rapaz; 
Garrincha o abraçou afetuosamente, posou para foto a seu lado, e fez questão de lembrar da própria história, também de superação, para incentivar Oleno a não desistir do seu sonho. O encontro deu-se no gramado do Estádio Glycério Marques e resultou na reportagem  “Futebol se joga com as Pernas”, publicada na Revista Placar, acabando por obter, em nível nacional, a indicação para fazer parte da exposição  “Garrincha, o Astro das Pernas Tortas”, conclui João Silva.
Fonte: Facebook

terça-feira, 16 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Jovem Amujacy Alencar e um amigo

Esta relíquia histórica foi repassada ao blog pelo amigo Floriano Lima.
Faz parte de uma coletânea de fotos que pertenciam ao acervo do Amujacy.
Nas imagens, sem data, dois jovens foram clicados, na área interna da Piscina Territorial, tendo ao fundo parte da parede lateral e telhado do Cine Teatro Territorial. 
Em princípio, pela incrível semelhança, imaginávamos que o moreno ao lado do Amujacy Alencar fosse o amigo Sebastião Cunha. 
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NOTA DO BLOG: Ao ver a matéria, o próprio Sebastião, entrou em contato com o blog para informar o equivoco, e confirmar não ser ele na imagem referida. 
Com nossos pedidos de desculpas a ele e aos nossos leitores, refizemos as legendas e republicamos a matéria correta. O Editor.
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Amujacy Borges de Alencar, foi proprietário do Bar “Gato Azul”, que funcionou na esquina da Av. Presidente Vargas com Rua São José, no mesmo local do antes consagrado Elite Bar, do Sr. João Assis. Depois que deixou a Amapá, Amujacy viveu por muitos anos em Fortaleza, capital do Ceará, onde faleceu. Amujacy foi um dos fundadores do Bloco "A Banda".
Fotos de Arquivo

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Mané Garrincha no Glycerão

Em 1973, Mané Garrincha, o maior “ponta direita” do futebol mundial foi fazer um jogo de exibição em Macapá
O historiador Nilson Montoril, conta pra gente, como foi a passagem do “craque” pela capital amapaense. 
“Ele estava sem clube e precisava de dinheiro para sua subsistência. Cobrava quatro mil cruzeiros para vestir a camisa do time que pagasse o cachê. Quando as despesas eram pagas mediante coleta feita por dois clubes rivais, Mané Garrincha jogava um tempo por cada agremiação. Jogava não é o termo preciso para ser aplicado, mas a torcida vibrava quando ele dominava a bola e saia driblando seus adversários. Na maior parte do tempo o “Demônio das Pernas Tortas” recebia a bola e fazia lançamentos preciosos a seus companheiros.
Garrincha desembarcou em Macapá na manhã do dia 11 de agosto de 1973. Já havia vestido a camisa de 13 clubes no giro realizado no Nordeste. Ficou hospedado no decadente Macapá Hotel. Louco por passarinhos, ele demonstrou interesse em conhecer quem tinha a mesma mania. Apresentaram-lhe o Chefe Escoteiro Humberto Santos, que entre outros pássaros criava um rouxinol, o “Preto”, pelo qual o Mané se apaixonou. Deram-lhe uma gaiola com um curió e um alçapão. Arranjaram-lhe como guia o índio Tunari, que passava a maior parte do tempo na recepção do Macapá Hotel vendendo artesanatos indígenas que fabricava. O Tunari e o Garrincha tinham um ponto em comum: apreciavam a marvada pinga. .
Uma rápida solenidade ocorreu no centro do campo, estando presente o Prefeito Municipal de Macapá, Lourival Bevenuto da Silva. A proprietária do “Armazém Colorado”, esposa do desportista Bernardino Sena, entregou ao Garrincha uma rosa de prata. Ficou acertado que o Mané atuaria um tempo pelo Ypiranga e um tempo pelo São José, os dois maiores rivais do futebol amapaense naquela oportunidade. Assim foi feito.
No primeiro tempo, o conjunto negro-anil do bairro proletário atacou a meta que fica próximo ao portão de entrada do "Gigante da Favela"e contou com o concurso de Garrincha pela extrema direita do ataque. Pouco foi acionado por seus companheiros e teve pouca oportunidade de realizar suas belas jogadas. Na etapa final a estória foi outra. Defendendo o São José, Garrincha ficou mais à vontade e frequentemente os atletas tricolores lhe passavam a bola. Neste tempo do jogo o "Anjo das Pernas Tortas" brindou os torcedores com belas jogadas, 4 delas memoráveis: cobrança de falta para o São José, com a bola batendo na trave; um drible desconcertante que fez 3 jogadores do Ypiranga passarem direto para a linha de fundo; um chute longo que o goleiro defendeu; uma ginga de corpo incrível sobre o zagueiro ypiranguista Oleno que o fez perder o rumo. No final da partida o São José venceu por 2x1. Deomir marcou os 2 gols do tricolor e Bill descontou para o Ypiranga. Como o jogo foi festivo, não oficializado pela Federação Amapaense de Desportos, o registro do evento ficou na memória dos que foram ao "Glycerão". O tempo faz as pessoas esquecerem certos acontecimentos e vários atletas que estiveram em campo quase nada se lembram de um fato tão importante.”
Trechos de um texto publicado pelo historiador amapaense Nilson Montoril no blog dele - Arambaé.
Nosso agradecimento ao amigo Vadoca - alfaiate e ex-jogador de futebol - que nos auxiliou na identificação dos atletas.

domingo, 14 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Pioneiros e Pioneiras do Amapá

A Foto Memória de hoje foi compartilhada pela amiga Maria Dorotéa de Lima.
São dois registros fotográficos, sem data, de senhores e senhoras, pioneiros do Amapá, clicados na Vila Amazonas, em Santana-AP.
Na primeira foto a partir da esquerda, Senhores: Alamiro Souza, Rômulo Genú, Uriel Sales de Araújo, ?, Paulo Ferreira, José Neves, Paulo Torres, Guilherme Cruz, Adail Lima (pai da Dorotéa), Brito Lima. ?.
Senhoras: Cléa Genú, Miraci Souza, Ivone Cruz, Iara Ferreira, Dorina Neves, Edi Torres, Jamile Lima, Iracy Lima, e à frente a jovem Dielle (filha do casal Alamiro e Miraci Souza).
Na segunda foto as senhoras: Miraci Souza, Ivone Cruz, Edi Torres, Jamile Lima, Iracy Lima, Iara Ferreira, Dorina Neves, Cléa Genú e a jovem Dielle.
Fonte: Facebook

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...