sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pe. Lino Simonelli

(Foto: Reprodução de livro)
Nasceu em Papetto di Tresana Massa - Carrara, na Itália, em 10 de junho de 1913, filho de Ernesto Simonelli e Enrica Orlandi, agricultores. Estudou na escola em Tresana, no Seminário de Massa, e formou-se em Teologia em Milão, ordenando-se padre em 24 de setembro de 1938. Começou a trabalhar imediatamente na função de Sacerdote-Missionário do PIME, tendo inclusive participado na 2ª Guerra Mundial, convocado em 28 de outubro de 1940, servindo como capelão com a patente de tenente na Albânia e na Grécia. Terminada a guerra em 1944, ficou ainda no Exército italiano como capelão até o final de 1947, quando foi designado para servir no Brasil. Chegou a Macapá, no dia 25 de junho de 1948, em companhia dos padres Carlos Bussanini, Luiz Vigano, Mario Limonta, Jorge Basile e do Irmão Francisco Mazzoleni.
De 27 de junho de 1948 a 22 de junho de 1952, exerceu a função de Vigário da igreja de São José; Pastoral Paroquial no Sul do Brasil, em 19 de fevereiro de 1957; Superior Regional do PIME de 07.03.1978 a 30.03.1981; Coadjutor da Paróquia. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santana, em 18.05.1973; gozou férias na Itália, no período de 18.06.1973 a 11.04.1977; colocou a pedra fundamental da igreja de N. S. de Fátima no dia 23 de maio de 1980.
(Foto: Reprodução / Paulo Tarso Barros)
(Foto by Paulo Tarso Barros)
A sensibilidade artística do padre Lino está demonstrada na pintura das telas da "Os Desterrados" ou "Fuga para o Egito" (foto acima), retratando a Sagrada Família fugindo sobre o burrinho, localizado no lado direito do altar.
(Foto: Reprodução/Paulo Tarso Barros)
(Foto by Paulo Tarso Barros)
... e "São José Carpinteiro e o Menino Jesus"(foto acima), localizada do lado esquerdo do altar-mor.
Juntamente com o padre Vitório promoveu a exibição filo-dramática de operetas traduzidas do italiano, para os funcionários da ICOMI na Serra do Navio e o "staf" do governo amapaense.
Era desportista e torcedor do Oratório. Em uma partida contra a Guarda Territorial, formada de atletas famosos, o time do Padre Vitório era tido como perdedor de goleada.
Padre Lino chegava junto aos garotos e ameaçava: "se vocês perderem cada um vai comer sua camisa"; "se for necessário, quero ver vocês reduzidos a um montão de ossos, mas com a bandeira da vitória fincada no meio"; "vou contar pra tua namorada que tu fazes pipi na cama". E o oratório ganhou de 5x2. Nossa criançada vibrava, o Chefe Humberto Santos comentava os lances "Noventa e Um" (Expedito Cunha Ferro) sentia-se gratificado e o padre Lino sorria de suas peraltices e distribuía refrescos para os seus meninos. Padre Lino mudou a fisionomia, não está mais jovem, seus cabelos ficaram brancos, mas seus olhos brilham como antigamente, demonstrando lucidez e saúde. Continua com suas paixões: sempre admirou e criou líderes. Depois foi transferido para São Paulo e nomeado diretor espiritual do seminário São Pio X, em Assis. No ano de 1963 foi pároco da Catedral de Assis. No ano de 1971, participou do Capítulo Geral e em 21 de janeiro de 1974, retornou na sua missão no Amapá. No ano de 1978, depois de um ano "ad interim" foi eleito Superior Regional da Região Amapá. Terminou o seu mandato em 1981 e permaneceu na Casa Regional do Amapá, prestando um bom serviço na casa e na diocese, onde era muito empenhado no ministério na paróquia e no hospital.
Pe. Simonelli voltou para a Itália em 2002 para ser submetido a uma cirurgia e em seguida foi hospedado na Casa Pime em Rancio di Lecco, onde animava a comunidade com o seu bom humor. Pe. Lino Simonelli, faleceu em Rancio di Lecco no dia 20 de agosto de 2008, com 95 anos de idade. Padre Lino Simonelli, um personagem importante do Amapá.
Fonte: Dados extraídos do Livro “Personagens Ilustres do Amapá” de Coaracy Barbosa Vol. II – 1998

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