sábado, 5 de fevereiro de 2011

Os 31 anos de falecimento da Professora Graziela Reis de Souza

Há 31 anos - 5 de fevereiro de 1980 – falecia em Belém, de câncer de mama, a educadora Graziela Reis de Souza, uma das Pioneiras da Educação no Amapá.
(Reprodução de livro)
Professora Gabriela Reis de Souza nasceu em Belém do Pará, em 29 de agosto de 1923.
Filha de Raimundo Nonato de Souza e D. Alzira Reis de Souza.
Estudou o primário no Grupo Escolar Dr. Freitas, e o ginasial no Colégio Paes de Carvalho e o normal na Escola Normal do Estado do Pará, diplomando-se professora em 1943.
Foi admitida no governo do Território do Amapá na função de professora, em 21 de fevereiro de 1945.
Atuou como orientadora nos Grupos Escolares da Capital.
Exerceu o cargo de regente do Grupo Escolar Barão do Rio Branco de 1945/1947; diretora do Barão do Rio Branco nos anos 1952/1957; 1959/1960 e 1962; orientadora do Ensino Primário nos anos de 1949/51, 1961 e 1964; diretora da Escola Normal de Macapá, 1957; e diretora do Departamento de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Macapá, 1974.
Graziela Reis de Souza era uma mestra eficiente, respeitada e criativa.
Por onde passou deixou um rastro de dignidade, de liderança e de dedicação à Educação no Amapá.
A grande mestra veio a falecer no dia 5 de fevereiro de 1980, e os educadores do Amapá numa homenagem póstuma, deram seu nome a um dos estabelecimentos de ensino do Amapá, ex-Escola Estadual Graziela Reis de Souza, atual Centro de Educação Profissional Graziela Reis de Souza.
(Fonte: Personagens Ilustres do Amapá Vol III - Coaracy Barbosa, edição não impressa - via APES)

RUMO: A revista que projetou o Amapá

(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)
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(Foto: extraída do blog da Alcinéa)
Na foto acima, capa da edição nº 1 da revista literária RUMO que circulou em novembro de 1957.
"Há 54 anos era lançada no Amapá a revista Rumo, que chegou a circular em todo o Brasil e contava com correspondentes em vários estados. Era uma revista mensal, e circulou por três anos. Preço de capa: Cr$ 20.
O fundador e diretor-responsável era o poeta Ivo Torres.
(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)
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(Foto extraída do blog da Alcinéa)
Ano 1960 - Ivo Torres e Álvaro da Cunha no lançamento da antologia Modernos Poetas do Amapá, editada pela Rumo.
Trabalharam na Rumo Alcy Araújo, Paul Ledoux, Flexa de Miranda, Arthur Néry Marinho, Waldemar Firmino, Vilma Torres, Aluízio da Cunha, Amaury Farias, John Newman e Mavil Serret, entre outros.
Considerada uma publicação de qualidade, foi identificada por críticos literários e renomados autores como um veículo de difusão cultural dos mais importantes do país. O primeiro número, que circulou em novembro de 1957, mostrava a participação do Amapá pela primeira vez em um Congresso Nacional de Jornalistas. Foi o VII Congresso, realizado em setembro daquele ano marcando o cinquentenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). E o Amapá foi representado por Alcy Araújo.
(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)
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(Foto extríada do blog da Alcinéa)
Ano 1960 - Alcy Araújo autografando a antologia Modernos Poetas do Amapá.
O jornalista aproveitou a viagem para conhecer Brasília "e os trabalhos que se realizam no Planalto goiano para a instalação da futura capital do país". Isto rendeu a matéria "Brasília – obra de saneadores, artistas e poetas", tendo como subtítulo "Pioneirismo e técnica moderna erguem a cidade do futuro – Uma visita aos verdes altiplanos de Goiás".
Uma matéria assinada por John H. Newman abordava a cultura da seringueira no Amapá, enquanto Paul Ledoux escrevia sobre agricultura, silvicultura e pecuária, e Amaury Farias sobre latifúndio; "A música no Território Federal do Amapá" era também destaque na primeira edição da Rumo, com matéria assinada por Mavil Serret.
Esta edição trazia também poemas de Fernando Pessoa, uma página de ciências, uma de economia e finanças, contos de Guy de Maupassant e de Almeida Fischer, noticiava a morte do escritor José Lins do Rêgo, falava de teatro, de educação e traçava um perfil histórico de Macapá.
A revista – que trazia artigos e reportagens enfocando os mais importantes movimentos artísticos e culturais do Amapá, do Brasil e do exterior – inseriu a cultura amapaense no contexto nacional. Suas páginas recheadas de teatro, música, folclore, sabedoria popular, eram frequentadas por ícones da época.
A Rumo foi uma das revistas do meio intelectual que deram projeção a diversos escritores locais e modernistas no país inteiro, como Fernando Sabino, entrevistado em 1959 em Minas Gerais, assim como o caricaturista do Rio de Janeiro Appe, uma das estrelas da revista de informação O Cruzeiro.
Por sua envergadura, a Rumo chegou a ter projeção internacional. "A Rumo conduz e explica o Amapá", escreveu o ensaísta Osório Nunes. Uma crítica publicada no suplemento literário do jornal Diário de Minas, em outubro de 1958, assim se expressou sobre a revista: "Encontramos suas raízes na Semana de Arte Moderna. A sua vida constitui um resultado de descentralização cultural que houve a partir daquela data e que cada vez se acentua. Se fôssemos um Carlos Drummond, Mário de Andrade, um Vinícius de Morais ou Aníbal Machado, nada nos alegraria mais do que nos saber lido lá pelos confins do Brasil, no Amapá."
Num tempo em que livros eram praticamente instrumentos de uma pequena elite, o jornalismo passou a ser utilizado como uma forma de intervenção social. Naquele momento o jornalismo tinha mais importância do que a literatura, porque ajudou a criar o impacto para despertar a sociedade mexendo com as pessoas. Para haver literatura era preciso um conjunto de coisas funcionando a um só tempo: crítica literária, leitores, debate, produção de livros, escolas... como um conjunto de elementos articulados. Daí a necessidade e a pertinência da revista Rumo, responsável pela articulação de todo um movimento que se consolidou com a projeção da obra intelectual do grupo de escritores amapaenses para além das fronteiras do Amapá.
A promoção do debate levou a revista a criar outros mecanismos de apoio à produção literária. E assim nasceu a Editora Rumo, que viria a publicar em 1960 a antologia Modernos Poetas do Amapá, o livro Quem explorou quem no contrato do manganês do Amapá, de Álvaro da Cunha (1962), e Autogeografia, livro de poesias e crônicas de Alcy Araújo (1965). A revista Rumo também deu origem ao Clube de Arte Rumo, que reunia poetas, pintores, músicos e artistas de teatro para discutir o que se fazia no Amapá e no Brasil no campo da literatura, da música e das artes cênicas e plásticas. Ao mesmo tempo em que promovia concursos de crônicas e poesias na busca de novos talentos." (Texto: Alcinéa Cavalcante(*))
(*) Jornalista e blogueira do Amapá, filha do jornalista e poeta Alcy Araújo - um dos fundadores da Rumo.
Editorial do nº 1 da Rumo
"Uma revista de arte e cultura sempre evidencia um salto para o futuro. Uma nova publicação nascida de gente moça, naturalmente, pela seiva entusiasta que lateja, deixa no clima um nervosismo saudável. A revelação revolucionária de coisas inéditas. A quebra do silêncio. A casa limpa, com sol, sem teias de aranha.
Uma coletividade só representa alguma importância, sua voz é notada, seus filhos autenticados e o nome guardado e reconhecido – pela sua cultura.
O Território do Amapá orgulha-se de ser uma terra alfabetizada. Onde o índice de gente analfabeta é ínfimo.Com seus inúmeros estabelecimentos de ensino derramando, todos os anos, jovens instruídos, capazes de fortalecer e solidificar o seu corpo intelectual. Autêntico exemplo num Brasil triste que tateia, com a maioria do seu povo, sem saber ler.
Era necessário, portanto, um elemento coordenador para recensear e arar esse imenso e futuroso campo de inteligências. Duas tentativas já haviam sido feitas, com as publicações Latitude Zero e Mensagem. Mas estas tiveram, unicamente, o mérito de serem pioneiras de uma missão, que as suas forças, ainda verdes, não souberam agüentar.
Rumo, aproveitando essas experiências, através de um grupo de moços idealistas, estudiosos e cônscios do trabalho e responsabilidade da empresa, propõe-se a resolver e semear a terra intelectual amapaense.
Por certo, muitas noites se tornarão brancas. Mas a colheita não há de tardar.
Ivo Torres, Diretor-responsável"
(Fonte: Matéria publicada, originalmente, no jornal Observatório da Imprensa em 27/11/2002, sob o título "A Marcha do Tempo - Rumo: A revista que projetou o Amapá".

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os 253 anos de Macapá

Macapá é um município brasileiro, capital do Estado do Amapá.
Localizada no sudeste do estado, é a única capital estadual que não possui interligação por rodovia a outras capitais.
É a única cortada pela linha do Equador e banhada pelo rio Amazonas.
Segundo pesquisas feitas pelo IBGE em 2010, a cidade conta com uma população de 397.913 habitantes em uma área de 6 563 km², resultando em uma densidade demográfica de 52,4 hab./km².
Sua região metropolitana conta com 487 568 habitantes graças a conurbação com a cidade de Santana ao sul.
O nome Macapá tem origem na língua tupi, sendo uma variação do termo "macapaba" que significa "lugar de muitas bacabas".
Antes de ter a denominação de Macapá, o primeiro nome concedido oficialmente às terras da cidade foi "Nueva Andaluzia", em 1544, por Carlos V de Espanha, numa concessão a Francisco de Orellana, navegador espanhol que esteve na região.
A história de Macapá se prende à defesa e à fortificação das fronteiras do Brasil Colônia, quando estabelecido um destacamento militar, criado em 1738.
(Reprodução de livro)
Fundação da Vila de Macapá em 4 de fevereiro de 1758
Ilustração extraída do livro História do Amapá, do Profº Fernando Rodriques dos Santos
Posteriormente, na Praça São Sebastião (atual praça Veiga Cabral), a 4 de fevereiro de 1758, foi levantado o Pelourinho, na presença do Capitão General do Estado do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, fundando a Vila de São José de Macapá.
A partir de então, foram surgindo edificações, até hoje preservadas, que constituem em verdadeiro patrimônio cultural, como a Fortaleza de São José de Macapá, uma das sete maravilhas brasileiras.
A antiga Intendência de Macapá, hoje em dia, é o Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva.
O professor e historiador Nilson Montoril de Araújo fala sobre o 4 de fevereiro na história.
Ouça:
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Homenagem Especial...

Aos 253 ANOS DESSA ETERNA JOVEM “Macapá...”
(Reprodução)
Vista aérea da Fortaleza de São José, em Macapá

"Sempre que te desnudas para as águas do Amazonas te banhar,
Que só se cobre quando o cetim transparente da noite vem te agasalhar,
És a única capital neste país imenso de ocorrências e lugares tantos,
A ser banhada pelo lindo, majestoso e caudaloso rio mar!

Divina por que pura, em eterna adolescência sem se macular,
Mesmo virgem aos nossos olhos, andas filhos muitos a gerar,
Mas nem parece, és sempre a paixão desde a infância a demonstrar,
Nossa adoração por ti, mesmo a timidez nos evite às vezes declarar!


Duzentos e cinquenta e dois anos que pode até parecer muito,
Mais de duas centenas e meia de loiros, com vida perene e eterna
E basta aí chegar e olhar para notar o óbvio com qualquer intuito,
Pra redescobrir-te como eras e és virgem, bonita e hoje moderna.


Estão por fim a ter dar banho de loja, e de muito bom com gosto,
Já vislumbramos até quanto mais linda e cobiçada vais ficar,
Não precisas de maquiagem, basta um retoque sutil em teu lindo rosto,
Para deslumbrares quem aí vive ou for para rever-te ou visitar!


Quero te amar enquanto vida e lucidez Deus me conceder,
Mesmo o destino me pondo distante em outro estado residindo,
Louvar e bendizer teu nome minha querida, enquanto viver,
Mesmo sofrendo tua falta, com saudade, mas por ti morrer sorrindo!!!


Lembro o maltrato de alguns passantes de mando que por ai passaram
E não tenham lhe dado o cuidado e o respeito que lhe deveriam dar,
Tu resististe, intocável e brava, altaneira e hoje remoçada estás,
Diva do norte, cidade do forte, amante de quem te conhece, meu amor ‘Macapá

Poesia inédita de Amiraldo Pereira Bezerra, a ser editada em sua próxima obra.

Homenagem especial  do autor aos 253 de Macapá-AP.
Paraense, chegado a Macapá em julho de 1945 e nascido a 30.10.1944, aposentado, escritor com um livro publicado, mais de quinze mil exemplares vendidos, dois no prelo para lançamento este ano. POETA, CONTISTA, amante apaixonado de Macapá - nome do livro "A MARGEM ESQUERDA DO AMAZONAS-MACAPÁ"  Fã dos artista e escritores Amapaenses e da cultura de Macápá. (Facebook)
INCENTIVO À LEITURA: Li, gostei e recomendo a todos, adquirirem a fantástica obra de Amiraldo Bezerra, "A Margem Esquerda do Amazonas, Macapá", lançada pela Premius Editora.

Você pode adquirir através do e-mail amir.aldopb@hotmail ; pelos telefones 085-32394141 ou 085-96115661, ou enviando carta para: Rua Bill Cartaxo 521- Água Fria Fortaleza-Ce.
Preço de promoção: R$ 25,00. (João Lázaro)

Fotos: Reproduções

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Professoras Pioneiras da Educação Física

(Foto: Reprodução/Arquivo/família Hermógenes)
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(Foto: contribuição Família Hermógenes)
Professoras pioneiras da Educação Física no centro do gramado do Estádio Glycério de Souza Marques.
Da esq. p.dir: Rosemary Cavalcante (filha do Sr. Adalto - ex gerente das Casas Pernambucanas); Wanda Lima Costa (esposa do Delegado Hermógenes); Áurea Correia (irmã do Dr. Edson Correia) e Zulma Carneiro (esposa do profº Savino).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Demonstrações de Educação Física na Praça da Matriz

(Reprodução)
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(Foto: Acervo do Museu Histórico do Amapá)
Ano 1946 - Alunos do Grupo Escolar de Macapá tendo aulas de Educação Física, na antiga Praça da Matriz, atual Veiga Cabral.
(Reprodução)
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(Foto: Acervo do Museu Histórico do Amapá)

(Foto: Reprodução/Acervo Família Hermógenes)
Para visualizar melhor clique na imagem para ampliá-la
(Foto: contribuição da Família Hermógenes)
Mais um  grupamento de alunos de Educação Física do Grupo Escolar de Macapá, na antiga Praça da Matriz, em outro momento, no início do Território Federal do Amapá.
Quando o  governador Janary Nunes chegou à Macapá, só funcionavam - precariamente - o Grupo Escolar de Macapá, (que foi o embrião do Grupo Escolar Barão do Rio Branco) e a Escola Auxiliar Municipal, isso, até os ídos de 1943. (Fonte: A margem esquerda do Amazonas/Amiraldo Bezerra. Fortaleza: Premius,2008)
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Demonstrações de Educação Física

(Foto: Reprodução//Arquivo acervo família Hermógenes)
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(Contribuição da família Hermógenes)
Foto 1 - Alunos do 1º grau das escolas da rede pública de Macapá, se apresentam em evento oficial na Praça Barão do Rio Branco, com demonstrações de Educação Física.
(Foto: Reprodução//Arquivo acervo família Hermógenes)
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(Contribuição da família Hermógenes)
Foto 2 - Anos 70 - Nesta outra foto,  um dos momentos mais aplaudidos em uma  tarde de demonstrações no Estádio Glicério Marques, quando um grupamento de alunos, em ginástica de evolução, formalizou no centro do gramado, a Fortaleza de São José de Macapá, símbolo maior da conquista da Amazônia pelos portuguêses colonizadores.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pioneiros: Professores de Educação Física

(Foto: Reprodução de jornal/Arquivo família Hermógenes)
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(Imagem de arquivo extraída de um recorte de jornal da época - contribuição Família Hermógenes)
ANOS 70 - Na foto, no interior do Estádio Glicério de Souza Marques, em Macapá, os antigos professores de Educação Física – Irineu da Gama Paes; José Fiqueiredo de Souza; Wanda Lima Costa – e o professor Alfredo Ramalho, na época Secretário de Educação e Cultura do ex-Território Federal do Amapá.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mitos e Lendas do Amapá: A Lenda do Tarumã

"E o tronco navega contra a correnteza, levando incertezas, levando incertezas" (cantiga popular calçoenense).
(Reprodução)
Dizem que, há muitos anos, às margens do Rio Calçoene, havia uma pequena aldeia indígena. Era ali que vivia Ubiraci, curumim conhecedor da fauna e da flora. Desde que nasceu, Ubiraci foi abençoado por Tupã com o dom de falar com todos os animais, fossem eles da água, da terra ou do ar, e com todas as árvores, desde as menores até as que cortavam as nuvens e iam fazer sombra no reino de Tupã. Ubiraci conversava com os bichos e com as árvores, contava-lhes histórias e sabia de tudo o que acontecia no mundo. E foi assim que cresceu em plena harmonia com os elementos, filho da água, da terra e do ar que era.
Um dia, Ubiraci caminhava pela floresta quando descobriu a mais linda indiazinha que seus olhos já tinham visto. Seus cabelos pareciam com as quedas-d’água que despontavam das pedras, onde, por tantas vezes, sentou-se por horas a escutar os pássaros. Seus olhos assemelhavam-se ao anil do céu. Seu rosto jovem lembrava brotos nascendo da terra, ainda indomados. Suas mãos, mágicas, se tocavam o solo, desabrochavam sementes. Se voltadas para o ar, controlavam as chuvas, os ventos e as tempestades. Se apontadas para os rios, domavam as marés, as pororocas e as maresias. Ubiraci, sem saber, havia se apaixonado pela Natureza.
Apaixonado, o índio passou a procurar sua amada por toda parte. Com ajuda dos pássaros, subiu na nuvem mais alta na esperança de vê-la entre os abençoados de Tupã. Vasculhou cada recanto da floresta e acompanhou os peixes na imensidão dos rios, mas nunca voltou a rever sua alma gêmea. Acompanhou a pororoca por entre troncos e barrancos, mas não voltou a vê-la. No entanto, podia senti-la no canto dos pássaros, nas brisas da manhã, na calidez da noite e no sussurro sereno das maresias.
Era tanta a paixão que sentia que Ubiraci se esqueceu de conversar com as árvores, com os animais e com os filhos das águas. O dom que recebeu de Tupã foi perdido para sempre. Ubiraci só se importava em procurar pela amada, que julgava estar perdida em algum lugar do mundo. Ele não entendia que a Natureza estava em todo lugar.
Uma noite, quando o mundo dormia, quando os cantos dos pássaros haviam cessado e não se ouvia murmúrio algum no seio da floresta, Ubiraci avistou a Lua, refletida na água. Imaginou que era naquele mundo que sua amada vivia. Foi tanta a sua felicidade que esqueceu-se de ter perdido seu dom. Mergulhou no rio, mas quanto mais lutava contra a correnteza, mais parecia que a Lua se afastava dele. Foi tanto o esforço que fez que as forças o abandonaram, e Ubiraci sucumbiu à morte. Tupã, compadecido com tanto amor, pediu à Natureza que transformasse Ubiraci em uma árvore, no meio do rio, para que fosse lembrado para sempre. À noite, no entanto, quando a maré subia, a árvore estranhamente desprendia suas raízes do solo e navegava contra a correnteza. Imaginando tratar-se de magia, seus irmãos índios cortaram a árvore, deixando apenas o tronco, mas, mesmo assim, o mistério continuou, e eles, amedrontados, deixaram o local, com medo do tarumã, que, na etimologia indígena, significa o tronco que se move.
Os anos se passaram, Calçoene transformou-se em cidade, mas muitas pessoas juram que, ainda nos dias de hoje, o tronco se move, contra a correnteza, subindo o rio.
Dizem que, quando algum morador depara-se com um amor impossível, faz promessa ao tarumã, deixando sobre ele algum presente ou alguma oferenda. Se o tronco navegar rio acima e retornar vazio, o pedido será realizado. (Autor: Joseli Dias – da obra Mitos e Lendas do Amapá)
Ouça:
Amadeu Cavalcante - Tarumã 
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Baixe esta música, para tocar em seu PC
Assista ao vídeo do show:

sábado, 29 de janeiro de 2011

Seu "Ferro" um Grande Pioneiro de Macapá

O bairro do Trem está de luto.
(Foto: Reprodução)
Faleceu na quinta-feira(27), em Macapá, aos 83 anos de idade,  o Pioneiro José Veríssimo(foto) popularmente conhecido na cidade como Seu “Ferro”.
Desde que chegou ao Amapá, “Ferro” sempre desenvolveu suas atividades profissionais como motorista.
Trabalhou na ICOMI, também na AMCEL - onde aposentou-se - e depois na Prefeitura de Macapá.
No esporte, “Ferro” foi um excelente goleiro de futebol.
Um cidadão alegre e sempre bem-humorado.
Nos últimos meses, mesmo adoentado, Seu "Ferro" continuava no comando do seu boteco, onde todo final de tarde reunia-se com a turma da melhor idade (Confraria do Jambeiro) para as habituais partidas de dominó, boa música e muitas piadas. (Fonte)
Seu “Ferro” um grande Pioneiro de Macapá.
(Se você conheceu seu Ferro, deixe seu comentário abaixo)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pioneiras da Educação: Professoras no IETA

(Reprodução/Arquivo Diniz Filho)
Clique na imagem para ampliar a foto
Ano 1968 - Professoras no Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) [hoje Universidade Estadual do Amapá].
Da esquerda para a direita: Professora  Nazaré [casou-se com o Pe Salvador e teve uma filha, ambas moram em Belém (PA);  professora Idália Lobato; Dinete Botelho (professora de artes manuais) e professora  Maria das Dores Gomes Correia.
(Última atualização em 15 de setembro de 2013)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os 64 anos do Colégio Amapaense

(Reprodução)
O Colégio Amapaense, tradicional estabelecimento de ensino de Macapá, completou na terça-feira(25), 46 anos de criação.
Ele continua imponente e majestoso em sua missão de formar e educar cidadãos de muitas gerações.
Seu primeiro nome: Ginásio Amapaense.
Em 1952, passou a chamar-se Colégio Amapaense.
Desde 13 de junho de 1952 está funcionando, diuturnamente, na Av. Iracema Carvão Nunes nº 419, esquina com a Rua General Rondon, de frente para a Praça da Bandeira, no Centro da cidade.

O governador os casou... e foram felizes para sempre!

Um dia Feliz na vida de Diniz e Dinete Botelho!
(Foto: Reprodução/arquivo da família)
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(Texto e foto reproduzidos do blog do amigo Diniz Botelho Filho)
Meu amigo Diniz Botelho Filho - também blogueiro e macapaense da gema - publicou um post no dia 20 de dezembro de 2010, contando um pouco da história do casamento de seus pais que, por ser um registro histórico, eu tomo a liberdade de transcrevê-lo na íntegra aqui:
Em 20 de dezembro de 1947 (sábado), uniam-se Diniz e Dinete Botelho. Naquele tempo o Cap. Janary Gentil Nunes, então governador do T. F. do Amapá, era um ´santo casamenteiro´ e realizava, aos sábados, diversos casamentos. [papai] Diniz era professor e [mamãe] Dinete era enfermeira (Enfermeira Samaritana, formada pela Cruz Vermelha). O Cap. Janary destinou a segunda casa na Rua Mendonça Furtado, do lado direito para quem vai no sentido da Igreja São José (ao lado da extinta Radional, depois Casa do Índio), mas exigiu que Dinete saisse da saúde (Dr. Simões, Secretário) e fosse para a Educação (?, Secretário) como professora. Às vésperas do casamento receberam diversas pessoas presenteando de quase tudo para um novo lar. Recebeu da "Mãe" Sara Zagury, do Maj. Vasconcelos, de D. Alice (segunda mulher do Cap. Janary), Dr. Celio Cal, era Chefe de Polícia e seria o vizinho em frente, Sr. Silvio, Maria das Neves, entre outros. Foi assim, e muito mais histórias para contar. (Diniz Botelho Filho)

...e foram felizes para sempre!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Há 66 anos...Janary Nunes assumia o Governo do Amapá

(Foto: Reprodução/MHA)
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(Foto extraída do acervo do Museu Histórico do Amapá)
Ano 1944 - Governador Janary Nunes e seus principais auxiliares.
A região hoje ocupada pelo Estado do Amapá, foi desmembrada do Estado do Pará, pelo Decreto-lei n° 5.812, de 13 de setembro de 1943, constituindo o Território Federal do Amapá.
Em 27 de dezembro de 1943 Janary Nunes era nomeado, pelo presidente Getúlio Vargas, governador do Território Federal do Amapá, aos 31 anos.
Em 25 de janeiro de 1944, após receber das mãos do governador do Pará todos os bens patrimoniais existentes na região, Janary Nunes toma posse como o primeiro governador da história do Território do Amapá.
Em seu governo construiu escolas e postos de saúde nos municípios, mandou edificar casas para diretores e funcionários, construiu grupos escolares, entre eles o Barão do Rio Branco (situado na praça do mesmo nome); a Escola Industrial de Macapá, (ex-Ginásio de Macapá - hoje Escola Integrada de Macapá); Escola Doméstica de Macapá - ex-Ginásio Feminino de Macapá - hoje Escola Estadual Irmã Santina Riolli); a Escola Normal de Macapá - ex-Instituto de Educação do Amapá (IETA); o Hospital Geral de Macapá (a primeira unidade de saúde da capital).
Também durante seu governo foram implantadas a agricultura e a pecuária, criando-se pólos de produção como a Colônia Agrícola do Matapi e o posto agropecuário da Fazendinha.
Deu início ao ordenamento urbanístico de Macapá, construindo conjuntos residenciais.
Em seu governo que foi conseguida a aprovação do projeto de construção da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes e a exploração do manganês pela Icomi.
Outra ação meritória foi a retomada das obras de construção da BR-156 entre Macapá e Oiapoque.
Iniciou-se a implantação da Companhia de Eletricidade do Amapá e da Companhia de Água e Esgotos.
Em 23 de abril de 1945, por sua ação direta, foi criado o município de Oiapoque.
Em 1947 consegue eleger seu irmão Coaracy Nunes deputado federal, pelo PSB.
No período de setembro a outubro de 1954, foi substituído por Theodoro Arthou, voltando em 1955, e permanecendo até 1956.
Janary Nunes faleceu no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 1984.
(Informações históricas: Edgar Rodrigues)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As raridades da Praça da Matriz

(Reprodução/Arquivo família Hermógenes)
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(Foto: contribuição da família Hermógenes)
Esta foto rara é do final da década de 40 após e instalação do Território Federal do Amapá.
A criação do TFA foi em 1943 (Decreto-lei n° 5.812, de 13/09/1943) mas, a instalação só aconteceu em 25 de janeiro de 1945.
É um registro fotográfico da antiga praça da Matriz, antes mesmo de ser aberta a Av. Presidente Vargas (era apenas um caminho estreito - na imagem aparecem dois veículos da época).
Observe à esquerda da foto o local onde depois foi erguido, aos fundos do terreno, o prédio das lojas A Pernambucana.
Foto: Daniel Andrade-Gaia
A casa que está à direita serviu de residência para a família Araújo (do Aldony Fonseça Araújo - foto pequena).
O mesmo local serviu de residência da família do  Sr. Filomeno, (açougueiro do Mercado Central).
Bem ao lado desta casa, foi erguido um poste, em fevereiro de 1945, onde foram instaladas duas possantes cornetas compridas, que irradiavam a programação do Serviço de Alto-Falantes de Macapá, antigo embrião da Rádio Difusora de Macapá.
( Se você tiver alguma lembrança dessa época, por favor, deixe seu comentário  )

domingo, 23 de janeiro de 2011

Morre aos 90 anos, o Pioneiro José Araguarino de Mont’Alverne

0(Foto Reprodução de livro)
Faleceu na tarde do domingo (23), em Macapá, aos 90 anos de idade, o pioneiro escritor e decano da Maçonaria do Amapá, José Araguarino de Mont’Alverne.
Seu corpo foi velado na Loja Maçônica Acácia do Norte, na Avenida Raimundo Alvares da Costa, entre as ruas General Rondon e Tiradentes e sepultado ao final da tarde da segunda-feira(24) no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, na rua Eliezer Levy, atrás da nova Catedral, no centro de Macapá.
José Araguarino nasceu dia 2 de novembro de 1920, no município de Macapá, às margens do rio Araguari.
Foram seus pais Deoclides Pereira de Mont'Alverne e Maria Luiza Jucá de Mont'Alverne.
Fez estudos em Belém nos anos 40, participou do antigo Tiro de Guerra, foi militar do Exército e ingressou no funcionalismo do Território Federal do Amapá em 1949 na Divisão de Segurança e Guarda, logo ocupando o cargo de delegado em Ferreira Gomes e noutras localidades.
Foi um dos fundadores do PTB e do jornal de oposição Folha do Povo, ao lado de Amaury Farias e outros pioneiros.
Em 1964 chegou a ser preso na Fortaleza, por ordem do governador, general Terêncio Porto, mas logo foi posto em liberdade por Luiz Mendes da Silva, que o nomeou comandante da Guarda Territorial, onde já exercia as funções de inspetor.
José Araguarino exerceu outros cargos, como chefe de gabinete da SEJUSP no governo de Nova da Costa.
Na maçonaria, Loja Duque de Caxias, ele ingressou no ano de 1957. Posteriormente participou da fundação da Loja Acácia do Norte, sendo eleito o primeiro venerável.
Sua participação no movimento maçônico do Amapá é de suma importância, pois introduziu o rito York no Amapá.
(Foto: Reprodução)
Casado com a Sra. Maria Helena Franco Mont'Alverne, que lhe deu os filhos Deoclides, Maria das Graças, Deoci e Deomir.
Aposentou-se em 1985 e ingressou na Associação Amapaense de Escritores-APES em 8 de março de 1990.
José Araguarino de Mont’Alverne foi um dos pioneiros que muito contribuiu para a consolidação do Estado do Amapá.
Fonte: Texto de Paulo Tarso Barros, extraído do blog da APES – com informações do livro "Personagens ilustres do Amapá", de Coaracy Barbosa.
Leia também:
Link relacionado: José Mont'Alverne (1920-2011) - Amapaense fanático pelo Remo

(Última atualização em 30/01/2011)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Autoridades da fase do Território Federal do Amapá

(Reprodução)
Clique na imagem para ampliá-la
Ano 1956 - Autoridades territoriais participam de uma solenidade pública.

Devido a qualidade da foto estar muito comprometida, tem-se um pouco de dificuldade para identificar os presentes.
Vou tentar alguns e vocês, por favor, me ajudem com os que forem possível identificar.
Também não temos informações sobre o local onde ela foi tirada.
Mas, pela presença de poucas pessoas que consegui identificar, está me parecendo ser alguma inauguração ligada à CEA, pois esse que discursa e está de terno escuro, é o Dr. Amiraldo Héleres (c/H?) Nunes; no primeiro plano da foto tem uma pessoa de costas, cabelo preto e camisa branca, que está me parecendo o Dr. Dário Gomes, que também passou pela Diretoria do órgão; o sr. de bigodinho, todo de branco e cinto preto na direção do Dr. Amiraldo é o Profº Teodolino das Mercês Flexa de Miranda; e à direita da foto tem um sr. de bigode preto e óculos escuros (por trás de um cidadão todo de branco) que está me parecendo o Dr. Clóvis Pena Teixeira.
À medida que tivermos certeza e confirmação dos nomes, montarei a legenda definitiva.
Agora deixo com os comentários de vocês.
(Post repaginado em 22/012/2001)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os 73 anos de nascimento do Pioneiro Hélio Pennafort

(Foto: Reprodução/Arquivo)
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Data: 21 de janeiro de 1938

Há 73 anos...
... Nascia no município de Oiapoque, Hélio Guarany Pennafort.
Filho do radiotelegrafista Rocque de Souza Pennafort e de dona Cezerlina Guarany Pennafort (dona de casa).
Hélio fez o curso primário no Grupo Escolar Joaquim Caetano da Silva (a segunda série numa escola que funcionava no Arnapá Clube), depois estudou até a segunda série do Ginásio Amapaense (funcionava ainda no Barão do Rio Branco).
Começou a trabalhar em 1956, como radiotelegrafista em Oiapoque e Vila Velha do Cassiporé;
de 1959 a 1961 fez estágio no Gabinete do Governador Pauxy Nunes;
em 1962 retornou ao Oiapoque onde acumulava as funções de radiotelegrafista e Secretário da Prefeitura;
em junho de 1964, foi transferido para Macapá indo trabalhar no Departamento de Jornalismo da Rádio Difusora;
em outubro do mesmo ano foi nomeado Prefeito de Calçoene;
a partir de 1974,  passou a trabalhar no Gabinete do Governador do Território no qual desempenhou as funções de Assessor de Imprensa, Assessor de Relações Públicas, Chefe de Expediente da Secretaria de Governo, Sub-chefe do Gabinete e Chefe do Gabinete do Governador.
Participou da equipe do primeiro governo do Estado do Amapá como Diretor do Departamento de Comunicação Social.
Paralelamente ao seu trabalho como funcionário público, desenvolveu intensa atividade jornalística e literária, tendo dirigido os departamentos de jornalismo da Rádio Educadora São José e formado a equipe pioneira da TV-Amapá, como repórter e depois como diretor de telejornalismo.
Escreveu e apresentou documentários focalizando diversos pontos do Estado, como o rio Oiapoque, a antiga vila do Beiradão, a Base Aérea do Amapá.
Publicou os livros "Microreportagem", "Entrevista ao
Leitor", "Um Pedaço Fotopoético do Amapá", "Estórias do
Amapá" e "Amapaisagens".
Foi membro da Associação Amapaense de Escritores - APES.
Como esportista, jogou voleibol e formou na Seleção do Oiapoque que disputou e venceu o torneio de voleibol alusivo ao aniversário do Território, em 1963, em Macapá.
Entre os títulos e homenagens que recebeu, destacam-se o diploma de Honra ao Mérito e o título de Cidadão de Macapá, concedidos pela Edilidade.
Foi membro do Conselho Estadual de Cultura e é  imortal  da Academia Amapaense de Letras.
Casou-se em segunda núpcia com Irenilde Gibson Barbosa com quem teve quatro filhas: Hélida Cordeiro Pennafort, Helenilde Gibson Barbosa Pennafort e Hirene Gibson Barbosa Pennafort além de Juliana Cordeiro Pennafort ( do 1ºcasamento).
Depois de aposentado do serviço público, Hélio continuou militando na imprensa amapaense.
Faleceu em São Paulo, no dia 19 de fevereiro de 2001.
(Biografia transcrita do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, do Jornalista Coaracy Barbosa)

Eulálio Soáres Neri: Um Pioneiro que escapou da Tragédia do Macacoari

O fato ocorreu há - exatos - 53 anos...
(Foto: Reprodução de livro)
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( Foto extraída do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol III - do Jornalista Coaracy Barbosa - em PDF, via APES)
Quem passou pelo Colégio Amapense nos anos 60, deve se lembrar muito bem desse simpático senhor que, na época, trabalhava como Inspetor de alunos no “colossso cinzento”.
Seu nome Eulálio Soáres Neri; natural de Macapá, onde nasceu em 12 de fevereiro de 1928.
Filho de um casal de trabalhadores que desenvolviam atividades rurais na região do rio Macacoari.
Estudou o primeiro grau; trabalhou na Prefeitura de Macapá, no SESP e na Divisão de Educação.
Casou-se em 1957 com Odemira Alberto Neri, de cuja união nasceram os filhos: Augusto Cesar, Pedro Paulo, Benedito Alísio, Sara Heloísa e Maria de Fátima.
Participou da vida social do Esporte Clube Macapá e do Atlético Latitude Zero.
Ingressou na maçonaria no dia 13 de julho de 1952.
Está aposentado desde 1983.
A sorte lhe fez escapar da grande Tragédia do Macacoari e ele hoje ainda se lembra como tudo aconteceu.
Eulálio Soáres Neri foi para Macacoari, como passageiro, no avião “Paulistinha”, modelo CAP-9, que deixou o campo de pouso da Cruzeiro do Sul, em Macapá, na tarde do dia 20 de janeiro de 1958, com destino àquela localidade.
A bordo dessa mesma aeronave iam também, o piloto Hamilton Silva, o Dr. Coaracy Nunes e o Dr. Hildemar Maia.
Fora umas passageiras turbulências a viagem transcorreu sem problemas.
À noite, após a ladainha, houve festa dançante na comunidade, homenageando os ilustres visitantes.
Na manhã do dia seguinte - 21 de janeiro de 1958 - deu-se a tragédia.
Três vidas preciosas foram tragadas pelas chamas.
(Foto: Reprodução/Correio do Amapá)
Para ampliar, clique na imagem
( Foto extraída do Jornal Correio do Amapá - 24/10/2010 )
O senhor Eulálio Soáres Neri, hoje aos 83 anos, conta que escapou graças à animação dos parentes, que tinham ‘varado’ a madrugada em comemoração às festas religiosas e pelos ilustres visitantes. Os pedidos eram tantos e a festa “tava” boa e resolvi ficar. Menos de 10 minutos depois ouvimos aquele estrondo e vimos um fumaceiro no meio da mata. Era o fim de um dia festivo e alegre”, emociona-se ‘Seu’ Eulálio.
 Fonte: Correio do Amapá (baixar em PDF)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...