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sábado, 26 de abril de 2025

MEMÓRIA RADIOFÔNICA DE MACAPÁ: O ‘LOURINHO RE”

Muito antes da apresentadora Ana Maria Braga introduzir o Louro José em seus programas de culinária na TV, nós, em Macapá - especificamente na Rádio Educadora São José - já tínhamos desenvolvido um personagem que também fazia intervenções em nossas transmissões naquela emissora.

Imagem meramente ilustrativa

A distinção é que o Louro José é um tipo visual, enquanto o nosso “Lourinho RE” era de natureza sonora. Permita-me esclarecer: os ouvintes escutavam um áudio que tentava reproduzir o som de uma “Amazona aestiva”, ave nativa da região leste do Brasil, popularmente conhecida como papagaio-verdadeiro, ajuruetê, papagaio-grego, ajurujurá, curau, papagaio-comum, papagaio-curau, papagaio-de-fronte-azul, papagaio-boiadeiro, trombeteiro e, finalmente, louro.

Na RE, nós criamos - em colaboração com o amigo Remy Barros, do Departamento Técnico - uma gravação de voz que era inicialmente reproduzida em velocidade normal e depois acelerada, resultando em uma atração interessante e inovadora.

Isso gerou a curiosidade dos ouvintes sobre como realizávamos essa gravação? 

"LOURINHO" - Há muita gente por aí, querendo conhecer o "Lourinho" da RE...Só que o pessoal da emissora o mantém preso numa gaiola, trancada a sete chaves...
"Este 'Lourinho' vai longe"; diz sempre o João Lázaro, vaidoso da inteligência do papagaio...
(Texto do saudoso e inesquecível amigo, José Maria de Barros)
A propósito, encontrei um trecho do Jornal “A Voz Católica”, na coluna NOTICIÁRIO RE, que foi publicado na edição de 12 de outubro de 1968, e que documentava exatamente essa ideia que se tornou um grande sucesso na “caçulinha”.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

MEMÓRIA RADIOFÔNICA DE MACAPÁ

MEMÓRIAS DO RÁDIO
(*) José Machado 
Meados dos anos 70 quando selecionávamos algumas músicas semi clássicas para o programa “AS GRANDES ORQUESTRAS” , que apresentávamos diariamente a partir das 18h05, logo após a prece do Ângelus, por uma feliz coincidência, desses casos incidentais da vida, descobrimos uma música, num Lp que o nosso querido Humberto Moreira trouxe de sua casa e deixado esquecido na discoteca.]
Soubemos de imediato pelo estilo ritmado, que não se coadunava com o programa, que exigia um gênero musical mais suave. Chamamos o Benedito Andrade – Diretor de Jornalismo à época e pedimos a ele que a ouvisse. Também ocupavamos a função de Diretor de programação. Em comum acordo decidimos que seria a vinheta de abertura dos noticiários relâmpagos como chamávamos.
No dia seguinte, as 9h foi tocada na abertura da primeira audição diária do Informativo E-2, presentado pelo seu Bené como o tratávamos intimamente. Foi bem recebida pelos ouvintes, tendo alguns telefonado para a emissora elogiando a escolha.
A partir daquele dia que não chego a lembrá-lo, por quase uma década, seu arpejo era tocado seis vezes diariamente: 09h/ 10h/ 11h/ 13h/ 15h e 17h (horários dos informativos). Além das audições extraordinárias, quando um fato novo exigia a entrada do noticiarista de plantão.
A Difusora tinha uma das melhores equipes do rádio amapaense e do Norte do Brasil. Uma época em que o locutor era eclético fazia todo estilo de locução. E nós, tivemos o privilégio de trabalhar ao lado de figuras exponenciais do rádio.
Quem chegou a ouvir a Difusora dos anos 60 e 70 - Quem já passou dos 50 há de lembrar…. A RDM foi uma emissora referência em questão de qualidade, tanto de programação, quanto música e recursos humanos.
Ainda hoje, ecoa em meus tímpanos o prefixo musical, que fez história, em uma fase áurea da RÁDIO DIFUSORA DE MACAPÁ.
(*) Radialista e jornalista do Amapá
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Nota do EditorTexto publicado na rede social em 12 de setembro de 2020, em celebração ao 74º aniversário da Rádio Difusora de Macapá. Uma recordação da “Marcha dos Violinos”, título da famosa introdução musical, com a magnífica interpretação do renomado maestro francês Franck Pourcel.
Ouça:
(You Tube)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...