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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

FOTO MEMÓRIA DE SANTANA – AP: PRIMEIROS MORADORES DA VILA MAIA

 Esta foto postada no Facebook por Fortunato Colares, é um raro registro fotográfico de alguns dos primeiros moradores de Santana, uma cidade do Estado do Amapá, localizada a 30 km da capital, Macapá.

Por tratar-se de registro histórico, publicamos no blog Porta-Retrato – Macapá, como FOTO MEMÓRIA DE SANTANA – AP.

Foto:   Silvestre Ferreira/Reprodução/SANTANA MAJESTOSA

Segundo Colares, esse é um grupo de homens e dos Marianos da Igreja Católica Nossa Senhora de Fátima. Todos foram os primeiros moradores da Vila Dr. Maia. São todos falecidos.

Segundo registros no blog MEMORIAL SANTANENSE - O Guardião da Historiografia Santanense - de Emanoel Jordânio, “no final da década de 1940, já era possível observar a existência de cerca de 15 a 20 moradias erguidas nas imediações do canteiro de obras do porto de minérios da Indústria e Minérios S/A(ICOMI), na margem esquerda do Rio Amazonas. Essas famílias, em sua maioria, eram oriundas do Estado do Pará e outras vindas de regiões ribeirinhas da Amazônia.

Com o propósito de melhorar as condições de vida familiar, dezenas de trabalhadores braçais vinham para o então Território Federal do Amapá após tomarem conhecimento da implantação da mineradora ICOMI que buscava a contratação de mão-de-obra para a construção de seu píer e do porto industrial.

Sem terem onde morar, diversas famílias de operários decidiram montar (de maneira rudimentar) casebres de madeiras que ficavam onde hoje seria a área desativada da extinta BRUMASA, enquanto que as instalações prediais da ICOMI eram construídas.

Em 26 de agosto de 1953, o Governo Federal concederia à ICOMI uma área de 129 hectares, legalizando assim a faixa de terras onde estava sendo erguido o embarcadouro da mineradora, onde grande parte dessa área já serviria para a limitação da futura vila operária da empresa (Vila Amazonas) para abrigar a família dos trabalhadores já residentes nas proximidades da mineradora. Com isso, enquanto a empresa concluía as instalações administrativas na região, não seriam mais permitidas, a partir de 1954, que novas moradias fossem erguidas na área agora demarcada pela União.

No entanto, o número de famílias continuava chegando à região conhecida como “Porto de Santana”, obrigando os novos moradores a fixarem abrigo numa área situada ao norte do km-0 da futura estação ferroviária da ICOMI. Segundo informações, essa área não tinha titularidade privada, fazendo limites com terras pertencentes ao agricultor Raimundo Gomes Bezerra, e com Marie Joseanne Lemos (estrangeira que prestou serviços ao Governo do Amapá no cargo de professora-diarista entre 1948-1957, depois se mudando para o Rio de Janeiro-RJ).

Em 1956, estima-se que cerca de 30 moradias já formavam esse núcleo urbano ao norte da ferrovia, compreendendo quase três quarteirões em duas travessas cruzadas, ficando as principais casas em paralelo com a rodovia que ligava o escritório central da ICOMI com a capital amapaense (Macapá), e respeitando os limites da faixa ferroviária, obedecendo ao Decreto Federal n° 37.906 de 16 de setembro de 1955 (limitando acima de 60 metros de distância da estrada de ferro).

Em 14 de abril de 1957, é inaugurada a primeira instituição religiosa daquele núcleo, voltada ao catolicismo romano, tendo como vigário o padre italiano Ângelo Biraghi, que esteve à frente de inúmeras decisões sociais por mais de três décadas. Ao lado desta Capela católica, seria erguida uma escola primária, batizada por seus educadores como “Grupo Escolar Porto de Macapá”, por estar situada nas proximidades do cais de minérios da ICOMI. Porém, o núcleo continuava crescendo demograficamente, assim como ainda se mantinha sem uma denominação topônima.

Até o final da década de 1950, alguns topônimos distritais ainda foram utilizados por seus moradores para identifica-la sob termos de pequeno vilarejo ou localidade interiorana. Alguns a chamavam de “Porto de Santana”, “Moradores do Porto”, “Vila Moriçoca” (por habitar uma região tropical, bastante infestada de mosquitos e pernilongos), e até “Vila Ocuúba” (por haver dezenas de árvores desse nome na região).

Mas foi uma fatalidade ocasionada pelo destino que daria um nome histórico para aquele núcleo urbano. Em 21 de janeiro de 1958, o então deputado federal pelo Território Federal do Amapá Dr.Coaracy Nunes, acompanhado de seu suplente promotor Hildemar Maia, morreriam em acidente aéreo na localidade de Carmo do Macacoari (atual distrito do município de Cutias do Araguary), assim como também ceifaria a vida do piloto da aeronave Hamilton Silva. Uma tragédia que abalaria o povo amapaense.

Como forma de homenagear esses ilustres falecidos, o Governo do Amapá realizaria – anualmente – uma programação pública para manter viva o nome daqueles que por muitos anos empenharam condições e recursos federais para o desenvolvimento do então Território Federal do Amapá.

Com isso, em novembro de 1959, o governador do Amapá Pauxy Gentil Nunes (irmão do falecido deputado Coaracy Nunes) solicitou à Divisão de Terras e Colonização (DTC) que efetuasse a demarcação urbana daquele núcleo santanense que se expandia desordenadamente, como forma de evitar possíveis acessos irregulares nas áreas já pertencentes à ICOMI.

Em meados de janeiro do ano seguinte (1960), a conclusão dessas demarcações apontou a existência de 62 moradias distribuídas em quatro (04) avenidas cruzadas em três (03) ruas parcialmente abertas por trilhas. O relatório feito pelo DTC ao Governo do Amapá não apresentava um número exato de moradores já contados, mas estima-se que existiam em torno de 300 pessoas ali residindo.

Histórico Obelisco de Santana (Foto 1995)

Vendo essa progressão habitacional na região, o governador Pauxy Nunes logo atentou para a importância de melhorar as condições sociais desse vilarejo, iniciando assim um plano urbanístico que começou no dia 21 de janeiro de 1960, quando fora entregue um monumento de concreto, com forma de obelisco triangular, considerado o marco inicial das diversas realizações governamentais que seriam feitas nos dias seguintes, como o alinhamento das ruas e avenidas da localidade, que agora ficaria popularmente conhecida como “Vila Dr.Maia”, numa justa homenagem ao 1° promotor público a se instalar no Amapá pós-Território Federal.

Agora com denominação, a localidade portuária seria mais assistida pelas autoridades municipais e territoriais, recebendo em curto tempo, inúmeros benefícios necessários para seu anseio, como a construção de duas novas escolas (em 1962), a implantação de energia elétrica (1964) e até o surgimento de opções de lazer familiar (como uma pequena praça, um clube, e cinema no final da década de 1960).

Em 22 de novembro de 1966, o prefeito de Macapá Cabo Alfredo de Oliveira sanciona o Decreto Municipal n° 174/66-PMM, instalando uma sede representativa do Executivo Municipal da capital na Vila Dr. Maia em Santana, objetivando atender e zelar pela população local, sendo este um embrião executivo para a futura independência geopolítica da atual cidade de Santana.

Contextualização histórica

De acordo com relatos encontrados em registros passados, ressaltados pelos historiadores santanenses, Santana surgiu de um agrupamento populacional na Ilha de Santana, localizada à margem do rio Amazonas, em 1753.

Sabe-se, através de fontes históricas, que os primeiros habitantes do povoado da Ilha de Santana eram portugueses e mestiços, a maioria escravos, vindos do Pará, além de índios Tucujus, comandados pelo português Francisco Portilho de Melo. Os historiadores Emanoel Jordânio e Sergio Guedes, confirmaram em pronunciamento recente, que Portilho de Melo - foragido da lei, e escravocrata - foi o primeiro desbravador da Ilha de Santana.

Na época, registros de arquivos do Pará, mostram que cerca de 250 pessoas viviam na Ilha de Santana, a maioria indígenas”, explicou Emanoel Jordânio.

Segundo o professor e historiador Sergio Guedes, Mendonça Furtado oficializou, na mesma data – 4 de fevereiro 1758 - a fundação da Vila de São José de Macapá e o povoado de Santana.  Ou seja, muito antes da fundação oficial da cidade, “já tínhamos pessoas lutando e protegendo a nossa terra”, pois, “neste espaço onde moramos (Santana), sobretudo no Igarapé da Fortaleza em 1631, já existia o primeiro Forte construído ainda pelos ingleses, o Forte Cumaú”, disse Guedes.

Em 31 de agosto de 1981, Santana é elevada à categoria de Distrito de Macapá, através da Lei nº 153/81-PMM, sendo o distrito instalado oficialmente em 1 de janeiro de 1982, tendo o pioneiro Francisco Correa Nobre como o primeiro Agente Distrital. Santana foi elevada à categoria de município através do Decreto-lei nº 7639 de 17 de dezembro de 1987. Através do Decreto (P) nº 0894 de 1 de julho de 1988, o Governador Jorge Nova da Costa nomeia o professor Heitor de Azevedo Picanço, para exercer o cargo de Prefeito Interino, que estruturou a administração pública municipal, criando condições para o futuro prefeito que seria eleito diretamente pelo povo em 15 de novembro de 1988, Rosemiro Rocha Freires.

Fontes: Prefeitura de Santana / Wikipédia / Memorial Santanense

Via Facebook

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Foto Memória de Santana: “Vila Dr. Maia recebe energia elétrica”

A criação da Vila Dr. Maia, em Santana, aconteceu em meados e 1959(60), mas só recebeu esse nome em 1964.
O povoado surgiu nas imediações da estrada que liga o porto a Macapá e em frente a extremidade norte da  área industrial da ICOMI.
Antes que se transformasse em uma perniciosa favela, as autoridades municipais, utilizando tratores e pessoal cedidos pela ICOMI, fizeram logo o arruamento e a divisão da área, dando a cada morador um terreno, para que todos pudessem construir condignamente suas residências. Tal como fora previsto, o local tomou impulso rápido, progredindo a ponto de se constituir em um bairro de grande conforto. O bairro possuía em 1964, uma escola, duas igrejas, um posto policial, algumas lojas comerciais e cerca de duzentas moradias, sendo diversas em alvenarias. Os que ali residiam empregavam atividades na pesca, na lavoura; outros exerciam a profissão de pedreiro, carpinteiro, pintor, etc.; muitos executavam serviços de empreitadas na própria ICOMI.
O ajuntamento de pessoas naquele lugarejo, foi acontecendo gradativamente, sem que seus ocupantes tivessem pensado em uma denominação, num primeiro momento. Porém, com o acelerado crescimento, os habitantes pleitearam e conseguiram batiza-lo com o nome de Vila Dr. Hildemar Maia, numa justa homenagem ao ex-secretário geral do Território, que em vida fora um batalhador em prol das causas da comunidade amapaense.
A exemplo de outras populações vizinhas aos núcleos de habitação, no entorno da mineradora, a da Vila Dr. Maia também recebeu da ICOMI, muitos benefícios assistenciais que a empresa propiciava aos seus empregados, tais como os de ordem médico-hospitalar e escolar. Também o prédio do Comissariado de Polícia e a residência do Comissário titular foram construídos pela companhia, para manutenção da ordem e segurança públicas daquela localidade. Para atender a mais uma necessidade dos moradores, a ICOMI estabeleceu uma rede elétrica para lhes fornecer 50.000 watts de energia de baixa tensão saída de geradores instalados na área industrial de Santana.
A iniciativa da ICOMI teve o apoio do Governo do Município, havendo este fornecido dezoito postes de madeira e alguns trabalhadores da prefeitura, enquanto, da parte da empresa, houve a contribuição de 3000 metros de cabos, além de cruzetas, isoladores e o concurso do chefe e operários do Departamento de Eletricidade. Vale o registro que esta operação foi realizada em apenas cinco dias de trabalho, para uma extensão de 750 metros, compreendida entre os transformadores existentes à margem da estrada Santana – Macapá e o Comissariado de Polícia.
Em solenidade que contou a presença de autoridades do Território, da ICOMI e inúmeros moradores, a luz foi ligada no dia 25 de janeiro de 1964, o que causou, naturalmente, muita satisfação aos beneficiados.
Texto original publicado na Revista ICOMI-Notícias nº 03 de março de 1964, sob o título: “Vila Dr. Maia recebe energia elétrica”, devidamente atualizado e adaptado para o Blog Porta-Retrato.
Sugestão de pauta: Grupo Santana Majestosa (Facebook)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Foto Memória de Santana - NOVA BRASÍLIA: Primeiro bairro projetado de Santana

Em maio de 1978, há exatos 42 anos, moradores da antiga “Vila Kutaca” ou “Vila da Brumasa”, como era também conhecida, eram transferidos para o primeiro bairro projetado pelo Governo no Amapá.
A remoção dos moradores, tinha por objetivo a construção de um porto que traria o desenvolvimento para o então Território Federal do Amapá.
Em dezembro de 1975, o então governador do Amapá Capitão Arthur Henning firma uma parceria com a Prefeitura de Macapá, que tinha por objetivo o melhoramento urbanístico de um extensa área localizada na Vila Dr. Maia (em Santana) que ali iria receber centenas de famílias que seriam deslocadas da zona portuária, onde seriam posteriormente erguidas as instalações administrativas da Portobrás.
Após um intenso trabalho de demarcação dos lotes a serem doados para os novos moradores, houve a questão dos denominados “equipamentos urbanos” como a infraestrutura do local, que seriam implantados a longo prazo.
Somente no início de maio de 1978, que cerca de 420 famílias que antes residiam na área da antiga Vila Kutaca, seriam remanejadas para a nova área existente na Vila Dr. Maia, que inicialmente seria chamada de “Bairro Novo”.
Passados alguns meses, e por reconhecerem a participação do Governo Federal – juntamente com o apoio do governo local – o povoado passaria a ser chamado de Nova Brasília, numa homenagem à Capital Federal, em razão de ter sido o primeiro bairro projetado pelo governo da época, oferecendo aos seus moradores, casas construídas em madeira e compensado, cobertas com palhas.
As poucas melhorias logo recebidas foram a água encanada e tratada pela empresa de abastecimento (Caesa), uma rede estável de energia elétrica e uma área destinada à prática do desporto denominada Módulo Esportivo de Santana.
Somente na década seguinte (1980) passariam a surgir outros melhoramentos como a instalação do primeiro educandário (Escola Joanira Del Castillo), construção da feira livre e a extensão de novas ruas e avenidas no bairro.
Em meados da década de 1990, o bairro já somava quase 10 mil habitantes, duas escolas, um posto de saúde e duas áreas de lazer.
Fonte: Texto de Emanoel Jordânio (com adaptações para o blog Porta-Retrato)
Foto das casas, reproduzida do Grupo Santana Majestosa, administrado por Serginho Guedes, no Facebook.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Foto Memória de Santana: Galera de Vila Amazonas - Bloco do Pijama

Nossa primeira Foto Memória de 2020, vem do álbum de lembranças do amigo Urivino Bandeira Ribeiro, nosso contemporâneo de Macapá, e veterano companheiro de escotismo dos bons tempos do Território Federal do Amapá.
Trazemos hoje para os amigos do Porta-Retrato, um memorável registro da galera de Vila Amazonas, o Bloco do Pijama de um alegre Carnaval no Santana Esporte Clube. 
Nas imagens da esquerda para direita, em pé: Carlito, Cosme Juca, Urivino, Genuzinho, Rui Miranda, Sra Iara e Dr. Paulo, Samuel Cambraia, Chico Onça e Pinho.
Agachados na mesma ordem: Homobono, Carlos Garcia, Ailson Lobato, Juarez Cabral, Beto Carneiro, Waldir e Aurílio. Destes já faleceram Rui Miranda, Ailson Lobato, Waldir e Aurílio. Boas memórias!
Obrigado Urivino!
Fonte: Facebook

domingo, 10 de novembro de 2019

Foto Memória de Santana: Banda Milionários R-5

Nossa Foto Memória de hoje foi compartilhada na Rede Social pelo amigo Altamir Guiomar.
Um registro raro da Banda MILIONÁRIOS R 5, no palco do Santana Esporte Clube. Da esquerda para a direita Deusdeth, Eládio, Gerônimo, Fiúza, Jonas, Edvaldo e Marlúcio Mareco.
Os Milionários R5 surgiram no início de 1970, com um repertório romântico e dançante e foram a alegria de muitos jovens de Macapá e Santana em bailes nos clubes sociais. Cinco rapazes, filhos de funcionários da mineradora ICOMI, moradores de Vila Amazonas, fundaram a Banda Milionários R5 formada pelos músicos Gerônimo (contrabaixo), Washington Ribeiro (bateria), Fiúza (vocais), Jonas e Edvaldo (guitarras). “Canário milionário do porto” era o apelido do time de futebol do Santana Esporte Clube, de onde saiu o nome da Banda, e cinco era o número de componentes.
Pelos Milionários R5 passaram inúmeros músicos até 1979 quando a Banda se desfez. (Alcilene Cavalcante)
Fonte: Facebook

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Foto Memória de Santana: BRUMASA, Avanço Industrial da Amazônia

Em fevereiro de 1968, passava a funcionar em Santana a fábrica de compensados da empresa Bruynzeel Madeira S.A. (BRUMASA).
O empreendimento, teve como atividade principal a fabricação de compensados a partir dos recursos florestais locais, como também a exploração da virola (Virola surinamensis).
A partir de 1965 o projeto passou a tomar corpo, integrando a mais moderna tecnologia na especialidade. Isso foi possível pela feliz conjugação da capacidade empresarial e da especialização de cada um dos dois grupos associados no investimento: a empresa brasileira ICOMI, cujas atividades no Amapá eram a mais importante contribuição ao desenvolvimento da região, e o grupo holandês BRUYNZEEL cuja experiência em industrialização de madeiras tropicais e comercialização dos produtos no mercado internacional lhe deram renome inconteste.
Sua fábrica foi erguida numa área de quase 610.000m², chegando a manter uma produção de compensados em 1975 de 17.000m³, adicionando-se a essa mesma linha uma de sarrafeados, com capacidade de 10.000m³.
Em paralelo com sua produção, a Brumasa também executava um programa de reflorestamento com as espécies Virola, pinus, caribeeu, e em menor proporção, de eucaliptos e ginelina.
Em 1979, A ICOMI adquiriu a participação da Bruynzeel, passando a deter 100% das ações.
Dez anos depois – mais precisamente em fevereiro de 1989 – devido ao esgotamento da virola no Amapá, a BRUMASA foi vendida para a Indústria Trevo, que, mesmo após encerrar definitivamente suas atividades operacionais em Santana em novembro de 1990, a revendeu em 1991, para a Companhia Ibero-americana.
Atualmente sua área e antigas instalações estão integradas às da fábrica de cavacos da Amapá Celulose S.A. (AMCEL), na cidade de Santana, às margens do Rio Amazonas.
(Texto de Emanoel Jordânio – Blog Santana do Amapá )

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Foto Memória de Santana/AP: Medalha BRUMASA

Imagem: Reprodução web
Medalha comemorativa da inauguração em Santana/AP, da fábrica de compensados da empresa Bruynzeel Madeira S.A. - BRUMASA, ocorrida em 03 de fevereiro de 1968.
Tal empreendimento, originado de um acordo entre a ICOMI e um grupo de empresários holandeses, teve como atividade principal a fabricação de compensados a partir dos recursos florestais locais, como também a exploração da virola (Virola surinamensis). Sua fábrica foi erguida numa área de quase 610.000m², chegando a manter uma produção de compensados em 1975 de 17.000m³, adicionando-se a essa mesma linha uma de sarrafeados, com capacidade de 10.000m³.
Em fevereiro de 1989 – devido ao esgotamento da virola no Amapá, a BRUMASA seria vendida para a Indústria Trevo, que, mesmo após encerrar definitivamente suas atividades operacionais em Santana em novembro de 1990, a revendeu em 1991, para a Companhia Ibero-americana.
Atualmente sua área e antigas instalações estão integradas às da fábrica de cavacos da Amapá Celulose S.A. (AMCEL), na cidade de Santana, às margens do Rio Amazonas. (Emanoel Jordânio)

domingo, 20 de novembro de 2016

Foto Memória de Santana: O pioneiro JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE

Filho caçula de uma família de nove irmãos, homem religioso temente a Deus, reto e de caráter como poucos, JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE nasceu no Rio Curuçá, município de Mazagão, em 19/03/1931, e começou a trabalhar ainda com nove anos de idade, no seringal, junto com seus irmãos e seu pai, o Sr. Manuel Pinto Pereira Valente. Sua mãe, Júlia de Oliveira Valente, faleceu quando ele ainda era criança, deixando sua criação e educação por conta de suas irmãs Neném e Santinha, a quem ele sempre tratou com segunda mãe. Aos 19 anos saiu pela primeira vez do interior de Mazagão para a cidade de Macapá, e trabalhou como braçal no Governo Janary Nunes, ajudando na construção da praça e da Escola Barão do Rio Branco. Líder nato, tinha apenas o segundo ano primário, quando resolveu voltar para o interior dois anos depois, e comprou de seu pai uma canoa movida a remo de faia, começando a trabalhar com regatão pelos rios da Amazônia, negociando produtos naturais, como castanha-do-Pará, Látex, balata, couros de animais, etc., passando depois para canoa a vela. Homem incansável nas suas atividades, não media esforços para atingir seus objetivos, passava em torno de 15 dias para fazer uma viagem a Belém, e mais 15 para voltar. Eram tempos difíceis, mas suas determinações em vencer na vida superaram qualquer obstáculo e acidentes de percurso, incluindo naufrágios, explosões em alto mar que, com sua astúcia e rapidez de pensamento, conseguia superar. Quando comprou seu primeiro barco a motor, passou a comercializar café para o exterior, chegando até a Guiana Francesa e Paramaribo, verdadeiras viagens de aventureiro, com sua tripulação escolhida a dedo, que também cruzavam com ele os rios e mares do norte e nordeste deste Brasil. Pioneiro no comércio de Santana, no final dos anos 50 José Valente, junto com seus irmãos Antônio e Raimundo, se estabeleceu na Ilhinha, localizada em frente à Ilha de Santana, com   bar e comércio, depois passou para a Ilha de Santana, onde fundaram a firma Valente & Irmãos Ltda.
Extremamente emotivo e carinhoso com todos, mas em especial com filhos, esposa e a família, ele foi pai pela primeira vez de SÉRGIO, cinco anos antes do casamento. Casou com a jovem MARIA MEIRE FERREIRA VALENTE, em 1962, com quem teve três filhos, ARISTEU, GLÓRIA E LÉIA. No início da década de 60, aproveitando o movimento de instalação da ICOMI, passou para a então Vila de Santana, montando um comércio sortido próximo ao porto, depois apartou a sociedade com os irmãos, mudando em definitivo para a Av. Santana, quando montou uma loja de nome CASA SÃO JOSÉ, que seria a primeira naquela avenida e na então vila, sendo também o primeiro beneficiado pela energia da ICOMI. Viajou neste Brasil de norte a sul trazendo novidades para sua loja, principalmente de S.Paulo, onde era bastante conhecido pelos  empresários da capital paulista. Mesmo já estabelecido e estruturado com sua grande loja, ele continuou as viagens comercializando produtos naturais da Amazônia. Em 1973, JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE recebeu o título de Empresário do Ano do então Território Federal do Amapá, e por vários anos recebeu também do Governador Aníbal Barcellos o título de maior contribuinte individual de ICMS do Território, era na época também a maior loja do Território, e vendia de tudo. Nos anos 80 instalou uma indústria de beneficiamento de látex na Ilha de Santana, comercializando seus produtos com a fábrica de pneus Goodyear do Brasil Ltda., e outras indústrias de balões do interior de S.Paulo. Abriu mais duas filiais da CASA SÃO JOSÉ em Santana, e três postos avançados de comercialização de látex e castanha do Pará, nos municípios de Mazagão e Laranjal do Jarí. Seus barcos, S. Rita, N. S. Nazaré, Apollo 11, São Tiago, Brasileira, Brasília, Miss Cajarí, Valente e Aristeu, cruzaram os rios da Amazônia até meados de 90 comprando produtos naturais.
JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE, parou com suas atividades de empresário quando, depois do segundo AVC, os médicos recomendaram que ele evitasse a alta rotatividade no trabalho, para que pudesse ter mais qualidade de vida. 
O empresário JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE, faleceu em 19/02/2013, aos 81 anos de idade, vítima de infarto do miocárdio.
Fonte: Informações e foto extraídas do
Aristeu Valente é filho do biografado.

sábado, 24 de setembro de 2016

Foto Memória de Santana: Amapá Elege Irene Remedios, “Miss Elegante Bangu de 1961"

O Território Federal do Amapá, elegeu a sua “Miss Elegante Bangu de 1961”, numa festa realizada no sábado 02 de dezembro de 1961, em Santana/AP, em que esteve reunida a sociedade da capital, Macapá, de Santana e Serra do Navio, as duas belíssimas vilas residenciais dos membros da ICOMI, que promoveu a colorida reunião dentro de seu programa social.
Oito senhoritas trajando lindos modelos, especialmente desenhados para a ocasião e confeccionados com tecidos Bangu, desfilaram perante a Comissão Julgadora, composta da Sra. Abelina Montero Valdez, esposa do Governador do Território Federal do Amapá Raul Montero Valdez, da Sra. Ercília Barbosa, esposa do Dr. Mário Barbosa, do Cel. Janary Gentil Nunes Primeiro Governador do Território do Amapá, Dr. Frederico de Azevedo Antunes e Sr. Álvaro Arruda.
Ao fim a comissão proferiu seu julgamento, escolhendo “Miss Elegante Bangu do Amapá, ” a bela senhorita Irene Remedios. Deliberou ainda a Comissão eleger a Srta. Carmina de Fátima Bittencourt, “Miss ICOMI”.
O vultoso número de convidados que enchia, literalmente, as magnificas dependências do Recreio Amazonas (integrante da Vila Amazonas, localizada em Santana, a poucos quilômetros da capital do Amapá), demonstrou seu agrado pela escolha, aplaudindo entusiasticamente a decisão da Comissão. Ambas as escolhidas foram agraciadas com um lindo prêmio ofertado pela ICOMI, sendo a entrega procedida pelo Dr. Raul Montero Valdez.
As oito senhoritas que desfilaram duas vezes na passarela, com desfile esporte, abrindo o desfile, e “toilette” no grande ato final, foram Irene Remedios (Miss Elegante Bambu”), Irene Rodrigues, Iria Bastos, Conceição Aparecida Martins, Ruth Dias, Nilza Carmem de Lemos, Carmina de Fátima Bittencourt (Miss ICOMI) e Alma Tiberowski, todas merecendo pela sua graça e desembaraço, entusiásticos aplausos da assistência, dificultando o trabalho da comissão na escolha da Miss.
A festa foi um expressivo índice social do Amapá, demonstrando a elegância e a beleza de sua juventude feminina."
“A senhorita Irene Remedios, desfilando em seu modelo “Blue Moon”, bem “habillé” e sem alças, com cintura levemente abaixada, e um fino drapeado na saia rodada. Irene, que tem graça oriental, foi eleita a “Miss Elegante Bangu do Amapá de 1961”, na festa promovida pela Indústria e Comércio de Minérios S/A - ICOMI e era funcionária dessa importante empresa que operava as minas de manganês do Território.
Irene Remedios reside, com a família, em Natal, Capital do Rio Grande do Norte.
Fotos gentilmente cedidas pela Família Remedios

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Foto Memória de Santana: Visita do Presidente Juscelino Kubitschek ao Amapá

Visita do Presidente Juscelino Kubitschek ao Amapá, em 1957.
Presidente JK chega ao Porto de Santana e desembarca do navio Lobo D'Almada. 
Nas imagens, descendo as escadas Presidente JK(de terno escuro), e o primeiro dos três, de ternos brancos, é o Dr. Amilcar da Silva Pereira, seguido pelo Dr. Augusto Antunes e pelo Deputado Federal Coaracy Gentil Nunes.
A partir da esquerda: Deputado Federal Coaracy Gentil Nunes, Presidente JK,  Dr. Augusto Antunes e Sr. Mário Cruz.
Dr. Augusto Antunes, Presidente da ICOMI, saúda o Presidente Juscelino Kubitschek, observado pelo Doutores Amilcar Pereira e Coaraci Nunes, no palanque oficial, em Santana.
Assista ao vídeo documentário, sobre a visita de JK, disponível pelo Arquivo Nacional:

(Post repaginado em 19 de setembro de 2016)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...