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terça-feira, 7 de junho de 2022

MEMÓRIA DA ELETRICIDADE AMAPAENSE: SEGUNDA USINA DE FORÇA E LUZ DE MACAPÁ (CORREÇÃO E ATUALIZAÇÃO)

O historiador Nilson Montoril de Araújo, publicou em sua página na Rede Social,  uma observação de grande valia para a Memória da Eletricidade do Amapá. 

FOTO REVELADA INVERTIDA

Por Nilson Montoril

A fotografia da 2ª Usina de Força e Luz, que tomei emprestada do João Lázaro, teve sua configuração alterada no momento em que foi revelada. Esse cenário eu conheci muito bem. Ao lado da Usina ficava a Garagem Territorial e, a exemplo dos outros meninos da Matriz, eu gostava de ver os mecânicos do governo consertando os carros que apresentavam defeito. A Garagem ficava do lado direito da Usina, na área que aparece tomada pelos "refrigeradores dos motores". Na verdade, a estrutura de madeira que aparece à direita da foto ficava no lado esquerdo, bem perto da cerca do quintal do casal Duca Serra e Antonica Picanço. No cimo da estrutura, que parecia uma torre feita de gamelas, havia um cano, uma espécie de ladrão, por onde o excesso de água era jogado fora. A molecada tomava banho com essa água. Tempo bom, porque eu jogava bola no campo dois da Praça Veiga Cabral e depois corria pra Usina, a fim de tomar um refrescante banho. No dizer do sertanejo: "pra que coisa mais melhor." Naquele tempo, em todos os órgãos públicos hasteavam a Bandeira do Brasil, como podemos ver na fotografia.
Via Facebook
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NOTA DO EDITOR:
Agradecemos a colaboração do Nilson por nos dar a oportunidade de corrigir uma falha histórica e evitar assim a informação equivocada sobre a Memória do Amapá!
A foto já foi colocada na posição correta. 
(João Lázaro)

domingo, 22 de novembro de 2020

HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DE MACAPÁ

Mais um momento da história e da memória da cidade de Macapá, sob a ótica do historiador Nilson Montoril de Araujo:

EM JANEIRO DE 1944:

Por Nilson Montoril

Ao instalar o governo do Território Federal do Amapá, Janary Nunes recorreu ao Petromax para poder trabalhar à noite. 

(Fotos: Reprodução/Google imagens)

Macapá não tinha energia elétrica e a população se valia da lamparina e estearina, para não ficar no escuro em sua residência. A cidade não dispunha sequer de uma casa para abrigar o governador, sua família e os primeiros diretores da administração territorial. 

O gabinete de trabalho do governador funcionou no prédio da prefeitura. No mesmo imóvel, os diretores, sem as famílias, ali ficaram hospedados. 

Também alguns quartos da famosa Casa Amarela, em frente a PMM, foram ocupados. Após a instalação do governo e a liberação inicial de dez milhões de cruzeiros, a situação mudou drasticamente. Perto da velha Intendência foi erguida, em madeira, a casa do governador. Prédios antigos, em taipa, foram reformados e diversas casas erguidas. O Petromax continuou reinando entre os mais aquinhoados financeiramente.

(Fotos: Reprodução/Google imagens)

Depois dele, e em maior número despontaram os lampiões, os candieiros e os aladins. Um motor de luz foi instalado na área da intendência, suprindo a carência do governador. 

Somente em 1945, a Usina de Força e Luz foi inaugurada. Porém, os velhos apetrechos para anular a escuridão não desapareceram. Em nossa casa tínhamos estearinas, lamparinas, candeeiros e geladeira a querosene. Enganam-se os que pensam não existirem mais as coisas mencionadas. Quem quiser comprá-los, busque-os na internet.

Fonte: Facebook

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Foto Memória da Eletricidade de Macapá: A 1ª inspeção técnica à cachoeira do Paredão

Foi por volta das 07:00hs da manhã daquele dia 12 de junho de 1947 quando o então governador do Amapá Capitão Janary Gentil Nunes e sua comitiva governamental pegaram um barco-motor e desceram o rio Araguary com o objetivo de analisar as possibilidades de aproveitamento para o fornecimento de energia hidroelétrica do referido rio.
Estiveram acompanhando o Chefe do Executivo amapaense: Dr. Hermógenes de Lima Filho (diretor da Divisão de Obras do Amapá); Mr. John Lucien Hummel (engenheiro-chefe do Serviço Especial de Saúde Pública do Governo amapaense); Tenente Dulcício Alves Barbosa (reformado da Aeronáutica); Sr. Daniel Martins (fotógrafo); Geraldo Silva (da empresa de mineração Apolo).
Após saírem de Macapá às 12h do dia 11 de junho, seguiram em destino à vila de Porto Grande, onde pernoitaram e seguiram viagem pela manhã, através de um barco-motor cedido pela comunidade. Ao descerem o rio Araguary, bateram algumas fotos até a região da Cachoeira do Pião e Caldeirão. Às 14h, depois de fazerem uma ligeira refeição, o então governador e sua comitiva seguiram viagem pela cachoeira.
O Capitão Janary, o Dr.º Hermógenes e Mr. Hummel ficaram observando a cachoeira do Paredão durante quase uma hora, por jusante e montante (significado) nos seus interessantes aspectos. Possuindo cerca de 600m de extensão por 12m e 15m de altura, prevendo-se uma elevada quantidade de potencial hidroelétrico, calculado pelo menos em 200.000 HP na sua totalidade. Vale ressaltar que a cachoeira ficava numa distância em linha reta de 110km de Macapá.
Já por volta das 19h, o Capitão Janary Nunes e sua comitiva começaram a fazer a viagem de retorno, chegando à fazenda pertencente ao Senhor Dulcício que integrava a sua comitiva, onde ali pernoitaram e seguiram de retorno à Macapá pela manhã seguinte, chegando na capital por volta das 08:30hs da manhã do dia 13/06.
Um dos marcantes momentos dessa viagem pela cachoeira do Paredão veio por patê do Mr. Hummel (engenheiro-chefe do SESP), que revelou o seu entusiasmo pelo futuro econômico da região que teve oportunidade de visitar.

Fonte: Texto transcrito do Blog Luz Amapaense

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Fotos Memória da Eletricidade de Macapá: Obras da Usina Hidrelétrica "Coaracy Nunes"

Obras de construção do vertedouro da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, no rio Araguari, entre os municípios de Amapá (AP) e Macapá (AP), em 1965.
Fonte: Companhia de Eletricidade do Amapá- CEA

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Foto Memória da Eletricidade de Macapá: Governo do Amapá assina Contrato com a Techint - Construção da UH Coaracy Nunes

Na presença de autoridades, Governador Janary Gentil Nunes, assina Contrato, em 1960, entre o governo do ex-Território Federal do Amapá e a empresa Techint, objetivando a construção da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes.
Fonte: CEA 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Foto Memória da Eletricidade em Macapá:: 1ª Usina de Força e Luz de Macapá

"Acredita-se que a primeira Usina de Força e Luz da cidade de Macapá, tenha sido criada em 1937, durante a gestão do prefeito Francisco Alves Soares, que, vendo o descaso em que a vila se encontrava, providenciou a instalação de uma Usina para o melhoramento social da mesma. (Veja foto acima)
Com a criação do Território do Amapá e a chegada do primeiro governador, em 1948, a Usina foi ampliada, recebendo 04 motores Caterpillar tipo D-1700, gerando uma capacidade total de 300 KW.
Em 24 de janeiro de 1953, por determinação do governador do Território do Amapá Capitão Janary Nunes, a Usina de Força e Luz de Macapá passa a funcionar em novo local, agora mais espaçoso e com dependências adequadas para os novos motores adquiridos pelo governo amapaense. O local está situado na Travessa da Areia (atual Avenida General Gurjão, ao lado do Teatro das Bacabeiras).(veja foto baixo)
(Foto: Reprodução de arquivo)
Em princípio a usina mantinha horários especiais de funcionamento. A cidade se guiava por uma sirene que tocava às 12 h às 18 h as 21h; era o relógio da cidade.
 
(Foto compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras, via e-mail)
Foto de 1948 - Equipe diurna da 1ª Usina de Força e Luz de Macapá.
Na foto, entre outros, estão: O Sr. Marcos Farias é o que está sentado no balcão, de camisa branca; Na frente da pessoa, em pé, de camisa listrada e de braços cruzados, o sr Vicente Barros; No lado esquerdo do sr Vicente está o Sr. Elionai Cesar da Silva.
Também estão na foto o Dr José Leônidas Lima, engenheiro da usina; Sr. José Domingos dos Santos Filho ("Seu" Santos - era o coordenador), Milton Sapiranga Barbosa-Galo, e o Justo, parente do Milton Sapiranga Barbosa.
O garoto que aparece bem na frente da turma, agachado é o amigo João Silva.
Os demais não foram identificados.
Detalhamento Histórico - No dia  24 DE MAIO de 1951, era eleita a Diretoria da Sociedade Beneficente dos Servidores da Usina de Força e Luz de Macapá, unidade operacional dos Serviços Industriais do Território Federal do Amapá, que funcionava à Avenida General Gurjão, no centro de Macapá, em terreno próximo ao atual Teatro das Bacabeiras.O mandato da diretoria teria inicio no dia 20 de junho quando ocorreria a posse dos eleitos. Eram membros da diretoria da novel entidade: Presidente-José Domingos dos Santos Filho; Vice-Presidente-Rosendo Olegário Alves; 1º Secretário-Marcos Farias dos Santos; 2º Secretário-Raimundo dos Santos Gomes; Tesoureiro- Elionai César da Silva; Comissão de Sindicância- Joaquim Miguel Ramos, Erasmo Nascimento Coelho e Juventino Felix da Silva. Fotos: Dentre os membros da diretoria identifiquei, da esquerda para a direita: Joaquim Miguel Ramos(o primeiro, em pé, após o rapaz agachado), Marcos Farias dos Santos( de branco, sentado no batente do 1º janelão),José Domingos dos Santos( o 8º, em pé, de branco,com os braços cruzados) e Leonai César da Silva( o último agachado à direita).(Nilson Montoril de Araújo)

(Texto reproduzido (com as devidas adaptações) do Facebook do historiador Nilson Montoril)
(Post repaginado em 22/08/2015, com atualizações)
Fontes: Site da CEA (http://migre.me/uIXmfBlog Luz Amapaense

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...