O blog Porta-Retrato-Macapá, presta merecida homenagem
póstuma à prof. Delzuite Cavalcante - pioneira da educação no Amapá,
conceituada professora do magistério amapaense, com muitos anos de serviços
prestados à clientela estudantil amapaense. Ela figura com destaque entre os grandes mestres, que
chegaram ao Amapá, e participaram com seu trabalho pioneiro em prol da educação
dos cidadãos brasileiros que estavam na nova unidade administrava do Brasil, o recém fundado Território Federal do Amapá, que tinha no visionário Capitão
Janary Nunes seu primeiro governante.

A brilhante normalista Delzuite Maria
Carvalho Cavalcante, nascida em 31.07.1928, em Belém (PA), filha do comerciante
português Domingos Carvalho e da paraense, Jacinta Carvalho, como a maioria de
suas colegas, estudou o ensino normal no Instituto de Educação do Pará (IEP),
em Belém, e o Pedagógico, no Instituto de Educação do Território do Amapá
(IETA). Chegou a Macapá, quando o governador Janary Nunes, foi em busca de
contratar jovens técnicos e professores para trabalharem no Território. Ao
chegar, trabalhou primeiramente dando aulas nas escolas do interior, entre os
quais: Aporema, Araguary, Campina Grande. Em Macapá, Delzuite Cavalcante
trabalhou dando aulas ou como bibliotecária, entre outros, nos colégios
Alexandre Vaz Tavares, Coaracy Nunes, José de Anchieta, Centro Emílio Médici
que atuava com o antigo Ensino Supletivo. Depois foi desenvolver suas
atividades na Secretaria de Educação. Dona de uma personalidade alegre e
extrovertida, Delzuite Cavalcante era uma pessoa inteligente, gostava de
música, de cultura, de reunir amigos, de grandes amizades. A professora Delzuite
casou em Macapá no dia 25 de janeiro de 1954 e já namorava o poeta Alcy Araújo
quando foi para o então Território Federal do Amapá. O poeta, apaixonado, foi
junto também e lá se fixaram para a eternidade. O casal teve quatro filhos
biológicos: dois homens, Alcione e Alcy Filho, e duas mulheres: Alcinéa e
Alcilene, e duas filhas adotivas: Genassuema e Adélia. Desde que casou, até falecer em 20 de
julho de 1986, aos 58 anos, morou na Avenida Almirante Barroso, entre
Leopoldo Machado e Hamilton Silva. O governo do estado a homenageou, dando seu
nome à uma escola no Bairro do Perpétuo Socorro – E.E. Delzuite Cavalcante,
próximo à orla e com vista para o Rio Amazonas que ela tanto amava. Está sepultada no jazigo da família, no Cemitério N.S. da Conceição, no Centro.
Fonte: Tribuna Amapaense com informações de Alcinéa
Cavalcante, filha da biografada.