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segunda-feira, 9 de setembro de 2024

MEMÓRIA DA AVIAÇÃO EM MACAPÁ > INSTALAÇÕES DA PANAIR DO BRASIL > ESTAÇÃO RADIOTELEGRÁFICA

 

Uma preciosidade histórica: imagens dos anos 1940 das instalações da Panair do Brasil, no Amapá > Estação radiotelegráfica no antigo aeroporto, em Macapá.

Do acervo pessoal de Duarte Moraes, primeiro administrador do aeroporto.

domingo, 14 de abril de 2019

MEMÓRIA HISTÓRICA DA AVIAÇÃO NO AMAPÁ

Por Édi Prado
A primeira aeronave a pousar forçosamente em Macapá foi o hidroavião Junkier D217, no dia 18 de março de 1922. O percurso planejado era de New York/Buenos Aires. Um voo ousado para a época.
A aeronave apresentou problemas mecânicos forçando o aviador a amerissar em frente à baía de Macapá. A notícia é um documento raro que entrou para a história que ilustra, sem dúvida alguma, os primeiros tempos da aviação no Amapá. O aviador explicou o motivo da amerissagem nada agradável em Macapá. Eles viajavam da América do Norte para Buenos Aires em dois aviões Junker, de fabricação alemã: D-217, que transportava combustível, gêneros alimentícios e material indispensável à viagem e o D-218, hidroavião de comando. Sobrevoavam a costa brasileira, quando o D-217 projetou-se no mar. Dos três tripulantes, apenas o mecânico foi salvo pelo D-218.
Um ano após assumir o governo do Amapá, Janary Nunes entrega o primeiro relatório ao presidente Getúlio Vargas, no qual enfatiza também a real situação dos transportes no então Território.
Embora a Força Aérea Brasileira-FAB, enviasse semanalmente o Correio Aéreo Nacional, levando medicamentos e correspondências, não era suficiente para atender as necessidades do recém-criado Território Federal. Reivindicava pelo menos a criação de uma linha aérea civil. A Panair, que já estava na cidade, foi a primeira a se prontificar estendendo a linha até Amapá e Oiapoque.
Em dezembro de 1931 amerissava o hidroavião Sirosky, da Panair do Brasil, em frente a Clevelândia do Norte. O comandante Cob estava acompanhado do mecânico de voo, Siegfried, do rádio telegrafista, Osvaldo Aranha e os passageiros José Ferreira Junior e Fernando Teixeira Araújo. A missão era checar a informação de desembarque de contrabando de armas, que seriam utilizadas pelo Movimento Revolucionário Paulista. Nada foi confirmado. Em junho de 1937 pousa no Oiapoque o avião do Correio Aéreo Nacional- CAN- que fazia a integração do País. Era um monomotor Wacco, pilotado pelo capitão Rui Presser Bello e o copiloto, 2° Ten Joleo da Veiga Cabral. O pouso foi na propriedade de Moisés Batista, local do atual aeroporto da cidade. O avião está em exposição no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro. A linha era semanal. Chegava no sábado e partia no domingo.
A necessidade do tráfego aéreo se tornou uma prioridade do governador. E no dia 23 de julho de 1953 foi criado o Serviço de Aeronáutica - Saer.
O primeiro pouso oficial em Macapá, ocorreu no dia 11 de julho de 1951. Avião Bonanza Beechcraft-V36, com quatro vagas, de propriedade do governo do Território, procedente do Rio de Janeiro. O comandante, Carlos Hanson, que trouxe como passageiro, o Tenente Antônio Guerreiro.
A pista improvisada ficava na atual Av. Procópio Rola,  numa área que compreende as avenida FAB e Raimundo Álvares da Costa, abrangendo o espaço hoje ocupados pela Prefeitura de Macapá, prédio do Hemoap e Palácio do Governo, além de toda a área, hoje destinada ao bloco de secretarias do governo do Estado, desde a Leopoldo Machado até a Rua General Rondon.
O COMEÇO DE TUDO
Com a criação do Saer era necessário estruturar o setor e qualificar os profissionais. Além do Tenente Antônio Guerreiro, o primeiro piloto contratado, o governo contratou os comandantes Rodar e Cantídio e foi contemplado com o monomotor Fairchild de treinamento, cedido pela FAB e Janary adquiriu outro Paulistinha, modelo para formar pilotos. Daí nasce a ideia de criar o Aeroclube do Amapá. A ideia foi tomando corpo. Aliava-se a necessidade e a possibilidade real, devido a existência de dois aviões e pilotos experientes. Embalado pela febre de formar pilotos, convidaram o piloto aviador, Luís Carlos Rodarti, que foi de São Paulo. Ele era instrutor do Aeroclube do Brasil e levou como auxiliar, o Sargento Cantídio Guerreiro, piloto da FAB, que servia na base de Belém.
A PRIMEIRA TURMA
Aulas práticas e teóricas eram ministradas aos corajosos alunos.
O Comandante Edson Ferraz de Abreu, inspetor da Aviação Civil do Ministério da Aeronáutica foi designado para fazer os exames aos alunos do primeiro curso de pilotagem do Aeroclube de Macapá, no dia 30 de agosto de 1956. O avião era o modelo Fairchild. Os alunos aprovados foram : Hamilton Silva, Dário Gomes, Walter do Carmo, Anival Arab Fadul e Carlos Pontes. A formatura ocorreu no dia 16 de setembro de 1956, procedida pelo governador Janary Nunes. Com a saída dos dois instrutores de voos, o governo contratou o Coronel Bravo, da força Aérea Boliviana, que estava auto exilado, por ter participado de um fracassado golpe militar contra um dos mais corruptos presidentes daquele País.
Matéria publicada no jornal Correio do Amapá, edição de número 5 de 24 de outubro de 2010, no caderno de Eco Turismo.

domingo, 20 de agosto de 2017

Foto Memória da Aviação do Amapá: Avião da FAB no Primeiro Campo de Pouso da cidade

Clique na imagem para ampliá-la e ver detalhes
Nesta foto da década de 40 do século passado, vemos imagens de populares e estudantes, em volta de uma aeronave Douglas DC-3 da Força Aérea Brasileira, no primeiro campo de pouso de Macapá.
O Douglas DC-3 é um antigo avião bimotor para uso civil, que revolucionou o transporte de passageiros nas décadas de 1930 e 1940.
Imagem extraída do “Macapá Querida”, álbum com fotos históricas de Macapá, publicado em 2010 pelo Governo do Estado do Amapá e editado pelo Museu Histórico “Joaquim Caetano da Silva”.
O referido álbum que enfoca a evolução urbana da cidade de Macapá, é composto por fotografias do acervo do Museu Histórico do Amapá “Joaquim Caetano da Silva” e de particulares, a partir de 1907 a 1970, com a finalidade de salvaguardar parte da história documentada do município, haja vista a escassez de informações e imensa lacuna no processo de formação da sociedade amapaense.
Resumo Histórica - O primeiro “Campo de Pouso” de Macapá, foi construído no final da década de 30, no local onde hoje encontra-se a Av. FAB, mais precisamente entre as ruas Major Eliezer Levy e Odilardo Silva.
A pista de pouso estendia-se, aproximadamente, de onde está a Rua Leopoldo Machado, passava onde é o prédio da Prefeitura, prolongando-se até a antiga sede do IRDA, hoje uma escola particular, ao lado da Caixa Econômica, na Av. Iracema Carvão Nunes.
No ano de 1956, por motivo de segurança, foi construído um novo aeroporto, cerca de 3 Km distante do centro da cidade, onde encontra-se o atual Aeroporto Internacional de Macapá-Alberto Alcolumbre construído pela COMARA – Comissão de Aeroportos da Região Amazônica.
Em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. (Infraero)
 (Fonte: Album "Macapá Querida"

terça-feira, 14 de março de 2017

Foto Memória da Aviação do Amapá: Fundação do Aeroclube de Macapá

Nesta data - 14 de março de 1944 – portanto há 73 anos,... 
... por iniciativa do Dr. Hildemar Pimentel Maia era fundado, na cidade de Macapá, o Aeroclube,...
(Imagens de arquivo)
... entidade que brevetou vários pilotos, entre eles Hamilton Henrique da Silva, Walter Pereira do Carmo e Antônio Carlos Pontes.
(Imagem de arquivo)
O Aeroclube teve hangar e sede instalados em área à margem da pista do aeroporto da Panair do Brasil, que atualmente encontra-se ocupada pelo Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Segurança Pública, Biblioteca Cívica e outros órgãos.
Originalmente, sua área ficava compreendida entre as ruas Jovino Dinoá/Leopoldo Machado e avenida FAB/Procópio Rola.
No ano de 1958 ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. Com a mudança o prédio aonde funcionava a sede do Aeroclube passou a ser a Assembleia Amapaense.
Na Assembleia eram realizados os melhores e mais badalados bailes da cidade. Quem viveu aquela época se lembra perfeitamente dos memoráveis eventos. Naquele tempo, as festas começavam às 22h e terminavam no máximo às 3h da madrugada. Muitos romances e amizades começaram embalados pelas músicas que lá tocava.
A ocupação do terreno foi iniciada na gestão do Capitão-de-Mar e Guerra Arthur Azevedo Henning e consolidada no governo Aníbal Barcellos.
Mesmo passados todos esses anos, o assunto ainda vem sendo questionado por um grupo de sócios do clube, que ingressou com ações na justiça, reivindicando direitos indenizatórios e de propriedade dos bens da sociedade. Pelo que parece, é assunto para muitos anos, ainda!
FONTES: Facebook (Nilson Montoril de Araújo) e Blog Achei Macapá

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Foto Memória da Aviação do Amapá: Piloto Hamilton Henrique da Silva

O Piloto Hamilton Henrique da Silva nasceu em Macapá, no dia 9 de julho de 1925.
Estudou na Escola Municipal com a professora Raimunda Mendes Coutinho (Guita) e concluiu seus estudos no Colégio Amapaense, em Macapá. 
Integrou a primeira turma da Escola de Pilotos Civis do Aeroclube de Macapá e  foi brevetado em 1956.
Ingressou no quadro de funcionários do ex-Território Federal do Amapá, na função de piloto de aeronaves.  
Era casado com a Sra. Maria Perpétua de Souza, com quem teve quatro filhos: Maria Heliete, Mário Hélio, Mário Hilton e Mary Heliete. 
A sua morte ocorreu no dia 21 de janeiro de 1958, vítima de acidente aéreo na localidade de Macacoari, trazendo como passageiros o Dr. Coaracy Nunes, Deputado Federal pelo Amapá, e seu Suplente Dr. Hildemar Pimentel Maia.








Hamilton Silva tem mausoléu (uma asa com manche) no Cemitério de N. S. da Conceição, no Centro de Macapá, localizado atrás da Nova Catedral.
Ele teve seu nome perpetuado numa das principais ruas de capital amapaense.













Fonte: Dados extraídos do livro "Personagens Ilustres do Amapá", vol. I, de Coaracy Barbosa, edição de 1997.
( Última atualização em  06/11/2016 )

domingo, 22 de novembro de 2015

Foto Memória da Aviação do Amapá: Piloto Bonifácio Piechocki

Trazemos hoje um recorte de jornal do início dos anos 60, do acervo do mecânico de aeronaves Arlindo Oliveira (In memoriam)
Trata-se da imagem de outro profissional que atuou na equipe de pilotos do Governo do Amapá.
Bonifácio Piechocki, chegou a Macapá em 1961, levado pelo Governador José Francisco de Moura Cavalcante.
Nota do editor: Avistávamos esse cidadão, pois ele residiu na Av. Presidente Vargas, em Macapá, numa casa esquina com a Rua General Rondon, onde algum tempo depois morou a família do deputado Antônio Pontes. Eu era solteiro e morava na casa de nº 52, do lado oposto daquela artéria. Ele morava sozinho e passava maior parte do dia fora de casa. Parecia ser uma pessoa calada e de pouca conversa. Pelo menos nossa família nunca manteve contato com ele. Cumprimentávamo-nos apenas cortesmente. (João Lázaro)
Não tivemos mais informações sobre ele.

domingo, 8 de novembro de 2015

Foto Memória da Aviação Amapaense: Festividade em Carmo do Macacoari/AP

Outra foto deixada para o blog Porta-Retrato pelo mecânico de aeronaves Arlindo Oliveira (in memorian),.. 
... com imagens de uma festividade na localidade de Carmo do Macacoari/AP, sob o comando do Coronel boliviano Belarmino Bravo e do mecânico Arlindo Oliveira.
A viagem foi para divulgar o Aeroclube de Macapá.
Ao fundo, a imagem do FAIRCHILD, batizado com o nome de SANTANA, que foi uma das primeiras aeronaves do Aeroclube de Macapá.
Na foto acima, a primeira aeronave da frota do Aeroclube: um  Beechcraft modelo Bonanza V36.
Coronel Belarmino Bravo, fundou o Aeroclube de Macapá, e promoveu a formação dos primeiros pilotos brevetados do Amapá.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Foto Memória da Aviação do Amapá: Piloto Juarez Monteiro - "grande profissional e leal companheiro"!

Juarez Monteiro, um dos primeiros aviadores do Território do Amapá, além de emérito desbravador, foi quem despertou em muitos jovens o interesse pela profissão. 
Aposentou-se pela DOCEGEO, pilotando helicóptero no CANADÁ. 
Além de grande profissional, era um leal companheiro e uma figura humana excepcional. 
Faleceu em acidente, quando fazia inspeção do linhão da Eletronorte no interior do Pará.

Foto do arquivo particular do mecânico de aeronaves Arlindo Oliveira (in memorian). 

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...