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quarta-feira, 5 de maio de 2021

FOTO MEMÓRIA DO RÁDIO AMAPAENSE: HÉLIO PENNAFORT E CONCEIÇÃO FURTADO

Mais uma Foto Memória que nos traz muitas lembranças boas!

Imagens de Hélio Pennafort tendo ao lado a radialista Conceição Furtado, no estúdio da Rádio Educadora São José de Macapá, na hora da Notícia.

Esse momento encontra-se registrado no livro ENTREVISTA AO LEITOR, do renomado e saudoso jornalista/repórter amapaense.

Fonte: Livro “Entrevista ao Leitor“ de Hélio Pennafort - 1982

sexta-feira, 30 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DA COMUNICAÇÃO DO AMAPÁ: “CAST” DA RÁDIO EDUCADORA SÃO JOSÉ DE MACAPÁ – R.E.

Foto rara, extraída do livro “Entrevista ao Leitor”, do Jornalista Hélio Pennafort.

Imagem dos anos 80, mostra o “cast” da Rádio Educadora São José de Macapá, reunido no jardim da emissora.

Estão na foto: Edinete Moraes, Osmar Melo, J. Ney, José Moacyr Banhos de Araújo, Nilson Montoril, Luzia Gurjão, Hélio Pennafort, João Silva, Joaquim Neto, Claúdio Coutinho e outros que não conseguimos identificar.

Fonte: Livro “Entrevista ao Leitor“ de Hélio Pennafort - 1982

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

PIONEIRO DA COMUNICAÇÃO EM MACAPÁ: BENEDITO RODRIGUES DA SILVA

BENEDITO RODRIGUES DA SILVA – UMA DAS MAIS BELAS VOZES DO RÁDIO AMAPAENSE.

Texto: José Machado (*)

Natural de Macapá, teve seu primeiro contato com o microfone aos 17 anos de idade, no serviço de alto-falantes “Boa Vista” do Pelaes - início da atual avenida Diógenes Silva, no bairro do Trem.

Voz grave e a boa dicção foram referenciais para o seu ingresso no Rádio, em 21 de abril de 1966, iniciando suas atividades no prefixo ZYE-2 Rádio Difusora de Macapá como locutor comercial, apresentador do Grande Jornal Falado E-2 e apresentador de vários programas musicais.

Era o início de uma trajetória bem sucedida, com passagens por várias emissoras. Construiu uma sólida carreira e se tornou a "voz-padrão" de chamadas e vinhetas, pelas emissoras que passou.

Em 1975, a convite de Zaire Filho, locutor esportivo da Rádio Clube do Pará, foi contratado por essa emissora através do seu presidente, Edir Proença, como locutor comercial e apresentador de jornal falado da PRC-5 Rádio Clube do Pará. Após um ano retornou à cidade de Macapá.

Com o arrendamento da Rádio Guajará por um grande grupo de produção de celulose, se iniciou um processo de seleção de novos profissionais para seu elenco.

Dentre esses recursos humanos recrutados, estava   o veterano Advaldo Castro, que assumiu a direção geral da emissora, chamando dentre tantos radialistas - Antunes de Carvalho e Luiz Anaice, detentores de grandes audiências em seus respectivos programas.

Anaice, sugeriu o nome do Silva, que foi aceito e se transferiu imediatamente para a nova emissora, substituindo Douglas Marques num programa de linha musical jovem que ia ao ar de 16h as 18h.

Ao ouvi-lo ao vivo AD, com sua audição apurada, foi enfático em afirmar “esse rapaz tem talento para trabalhar em qualquer emissora do Brasil”.

Colocou outro locutor no programa da tarde e Rodrigues da Silva, como ficou conhecido junto aos ouvintes paraenses, passou a compartilhar à apresentação do informativo relâmpago com Antunes de Carvalho.

Mas o AD, tinha um propósito maior que foi realizado. Colocar a emissora entre as mais ouvidas. A nova proposta foi um programa de saudade, com músicas dos anos 40/50 para um público sênior.

Rodrigues da Silva se encaixava no perfil. O programa iniciava as 21h - mesmo horário em que o Eloy Santos começava um congênere na Marajoara.

O quantitativo de cartas e telefonemas comprovou o(target) à pesquisa de opinião pública. O programa tinha alcance em audiência considerável; boa cobertura diária por zonas geográficas, e o tempo médio de audiência estável.

O radialista deputado, que liderou por quase uma década a audiência, passou a dividi-la com Rodrigues da Silva, que tratava o ouvinte de forma compreensível e saudável.

Aliás, uma das funções do radialista é espalhar magia, formas de apreensão do real que os ouvintes vão internalizando e difundindo; que instituem uma percepção que beira o surreal.

O locutor não tem cara, tem voz, e isso ajuda a povoar o imaginário dos ouvintes. A melodia verbal flui a emoção, que completa a fantasia.

Uma nova emissora na grande Belém estava em fase de ajustes de equipamentos. Fernando Arthur, responsável técnico da Guajará, foi quem montou todo o sistema irradiante da Rauland FM e quem apresentou Rodrigues da Silva à direção artística da nova emissora.

Quando a Rádio entrou no ar em caráter definitivo, dividia seu tempo em ambas emissoras. Alguns meses depois, deixou a Guajará vinculando-se à Rauland FM, onde permaneceu por um curto período na divulgação de comerciais para a emissora.


Problemas pessoais fizeram-no retornar à Macapá em julho de 1980, retomando suas atividades na Rádio Difusora de Macapá e, posteriormente, na extinta Rádio Educadora São José de Macapá.

Com a inauguração da Rádio Cidade FM 101,9 – do Jornalista Eraldo Trindade, foi convidado por José Machado – diretor à época a fazer parte do cast da emissora para a apresentação oficial do Jornal da Amazônia FM.

Em 1981 foi concursado como funcionário do CEAG Amapá. Em 1992, já como funcionário público federal, retornou à Rádio Difusora de Macapá, assumindo o cargo de Diretor de Rádio e Jornalismo, onde permaneceu até o ano de 1993, quando assumiu o cargo de técnico em contabilidade na Secretaria da Fazenda-SEFAZ.

A opção por uma atividade que lhe permitisse melhor padrão de vida, o levou ao magistério. Graduou-se em Letras/Francês pela Universidade Federal do Amapá - UNIFAP e Pós graduou-se em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Literaturas Brasileira e Portuguesa pelo IBPEX.

Preserva sua privacidade e, por isso, está fora das redes sociais, qualquer contato só através das redes sociais da esposa e dos filhos.

Não é vanguarda nem tradição, convive com esse paradoxo e, tem consciência disso, tenta na sua travessia diária, seguir na contramão desse sistema.

Segue o curso da vida discretamente, gozando da merecida aposentadoria, dedicando-se a escrever poesia uma de suas grandes paixões desde a juventude. Quem sabe um dia possa publicá-las.

Afastado do rádio há alguns anos, mas ao contrário de muita gente que passa em brancas nuvens, ele deixou um belo legado para o público.


Era dele a gravação da primeira vinheta de encerramento das atividades da Difusora (1966), voz firme, densa, com ressonância de locução adequada para o horário. Calma, tranquila como se estivesse declamando um poema.

Muitos ouvintes RDMistas nunca chegaram a conhecê-lo, mas ainda é lembrado pela série de comerciais e vinhetas gravadas; vários programas apresentados, com especificidade “Nos Braços da Saudade”, “Canet Social” e o “Grande Jornal Falado E-2”.

Conquistou uma legião de fãs pelas emissoras que passou, mesmo não sendo em horários nobres.

Leontiev, psicólogo soviético, em seu texto "O Homem e a Cultura" diz que o pensamento do adolescente é engendrado pelas relações, condições sociais e culturais do momento.

Na falta de definição e referências claras de futuro 'do que ser', concentra seus pensamentos e modo de vida no presente, sente necessidade de fantasiar.

Certa vez, ambos adolescentes: o perfilado e o articulista “num papo cabeça” disse, que amava fazer locução. E não é que o homem tinha razão?

(...) quando eu soltar a minha voz, por favor entenda é apenas o meu jeito de dizer o que é amar (Gonzaguinha)

(*) radialista e jornalista amapaense 

(especial para o blog Porta-Retrato-Macapá)

domingo, 5 de maio de 2019

FOTO MEMÓRIA DO RÁDIO AMAPAENSE: SAUDOSO JOAQUIM RAMOS (Em Memória)

Esse simpático jovem – negro de alma branca – é o saudoso JOAQUIM DA SILVA RAMOS, que foi nosso contemporâneo no Rádio Amapaense.
Primeiro na Rádio Educadora São José, depois na Rádio Difusora e na Rádio Nacional de Macapá.
Joaquim Ramos - uma das vozes mais belas do Rádio Amapaense – filho primogênito de Paulino Lino Ramos e Dona Coleta da Silva Ramos, era neto do mestre Julião Ramos, o líder da comunidade negra do Laguinho.
Joaquim nasceu no bairro do Laguinho em 29 de outubro de 1948. Em sua jornada escolar frequentou também as escolas General Azevedo Costa e Ginásio de Macapá.
Joaquim Ramos casou em 26 de maio de 1971, com a professora Izídia Banha – sobrinha do saudoso Laurindo dos Santos Banha – e dessa união nasceram 4 filhos, ou sejam dois casais.
Tive a felicidade de conhecer Joaquim Ramos, quando o mesmo falava nos Sonoros Caçula, a aparelhagem sonora do Sr. Nascimento, do início do Território Federal do Amapá.
O indiquei ao José Maria de Barros ( Diretor artístico da REpara fazer um teste de locução na Educadora o que foi prontamente aprovado. Depois de um período de treinamento ao microfone, finalmente Joaquim foi se firmando como um dos grandes valores do rádio amapaense.
Entre os programas apresentados por ele destacamos o “Boa viagem Motorista” que teve grande audIência entre os condutores de veículos de Macapá, especialmente na classe de taxistas.
Teve ainda “A Grande Reprise”, “Um Sucesso em Cada Música”, “Vamos Acordar Pessoal” entre outros.
Na Rádio Difusora ele se destacou na leitura de mensagens para interior e principalmente no programa “BOA NOITE AMAPÁ”. Foi também gerente na segunda fase da emissora.
Na Rádio Nacional de Macapá teve brilhante atuação ao microfone, em programas de grande audiência.
Joaquim Ramos - que nos deixou precocemente e muito novo – faleceu em Macapá em 14 de julho de 1999, com pouco mais de 50 anos e seu corpo descança em Paz  em um jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
Ao  inesquecível amigo Joaquim Ramos - brilhante locutor do Rádio amapaense - nosso eterno reconhecimento!
Com informações da amiga Izídia Banha, viúva de Joaquim.
Fonte: Facebook

domingo, 20 de maio de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: MARIA DAS DORES GOMES CORREIA – “PROFESSORA DORICA”

Mais uma pioneira do Magistério Amapaense, a quem prestamos nossa homenagem pela larga folha de serviços dedicados à educação e à cultura do Amapá.
Professora Maria das Dores Gomes Correia, nasceu em 1931, na Fazenda Bela Vista, no município de Calçoene. É a 3ª de oito filhos do casal Arlindo Eduardo Correia (Coronel Arlindo) e Romilda Gomes Correia.
Iniciou seus estudos no lar, com sua mãe, depois com professores que seu pai levava de Belém do Pará, para ensinar não somente aos filhos, mas a todas as crianças que viviam na fazenda Bela Vista.
Concluiu o curso primário no Colégio Santa Rosa e o 2º grau no Colégio Gentil Bittencourt, ambos em Belém, recebendo o diploma de professora primária em 1951.
Inicia sua carreira profissional em 1952, no Grupo Escolar Veiga Cabral, na cidade de Amapá, onde exerce as funções de professora e diretora desse educandário por um período de 5 anos. 
Professoras Elza Del Castillo, Durvalina Braga da Silva,
 Maria da Dores Gomes Correia, Aracy Farias e Rosalina Sabóia.
Período 1963/64 – Em pé: Pe. Jorge Basile, professoras Latiffe Sales, Celi Del’Castillo, Silvia Castillo, 
Maria Olinda Aguiar, Maria das Dores Gomes Correia; professora Gazel, 
Sra Líbia Bessa de Castro, colaboradora da escola; professoras Terezinha Pavão, 
Anazilda, Dione Castilo, todas da Escola Paroquial "São José".
Agachadas : professoras Raimundinha Del’Castillo, Marlene Aguiar, Luci Lacerda, 
e as duas últimas não foram identificadas.
Transferida para Macapá em 1957, trabalhou nas escolas, Barão do Rio Branco, IETA – Instituto de Educação do Território do Amapá e Escola Paroquial São José, atuando como professora e depois, diretora.
Graduou-se em Pedagogia na UFPA – Universidade Federal do Pará, na primeira turma, para ensino do 1º grau, com especialidade em Administração escolar.
Estudou no Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, em Belo Horizonte no estado de Minas Gerais, onde fez o curso de Supervisão Escolar, com especialização em Didática de Estudos Sociais.
Exerceu ainda o cargo de Procuradora-gerente da Rádio Educadora São José e responsável pelo programa de educação de base.
Ano 1968 - No Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA).
Professoras Nazaré Zona, Idália Lobato; Dinete Botelho (professora de artes manuais) 
e professora Maria das Dores Gomes Correia
De 1966 a 1967, trabalhou na Secretaria de Educação, à época, Divisão de Educação, exercendo a função de Chefe do ensino primário e pré-primário, onde foi por diversas vezes diretora interina, em substituição a professora Heliete Covas Pereira.
Exerceu no SESI – Serviço Social da Indústria, o cargo de Chefe do Serviço de Educação e diretora da Escola Visconde de Mauá, por longos 26 anos, participando do serviço técnico pedagógico dessa instituição.
Retirou-se da vida profissional pública em 2002 com relevantes serviços prestados à educação do Amapá.
Professora Dorica, apesar da idade, continuava bastante lúcida e ativa, em Macapá, onde vivia sua aposentadoria ao lado da familiares e em estreito contato com amigos e conhecidos.
Professora Dorica, faleceu na segunda-feira, 14 de outubro de 2019, em Belém do Pará, por falência múltipla de órgãos, vitima de agravado estado de câncer no pulmão.
Maria das Dores Gomes Correia, é merecidamente homenageada como uma Notável Edificadora do Amapá, pelo Instituto Memorial Amapá.
Texto de Wank do Carmo, historiador e colaborador do Instituto Memorial Amapá.
(Última atualização em 14/10/22019)
Fonte: Facebook

sábado, 14 de abril de 2018

Foto Memória de Macapá: Time da Rádio Educadora São José de Macapá

Nossa Foto Memória de hoje - postada pelo amigo Mário Miranda, em sua página no Facebook - é um registro dos anos 70, em um campinho de pelada onde a Embratel tinha montadas as antenas parabólicas gigantes, no bairro do Beirol, na capital do Amapá.
São integrantes do time de futebol da Rádio Educadora São José de Macapá.
A partir da esquerda, vemos nas imagens, em pé: Mareco, Hermenegildo, Moisés Tavares, Sebastião Balieiro, Joaquim Neto e a motorista Josué Bahia.
No mesmo sentido, agachados: José Maria Coelho, Luiz Roberto Borges, Chiquinho, Mário Miranda e Fernando.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Foto Memória do Rádio Amapaense: Radialistas e a garotada

Nossa Foto Memória de hoje, vem do álbum de lembranças da amiga Maria Da Graça Guarani Penafort.
E a pedido do blog, ela mesma conta a história dessa relíquia:
“ Esse programa foi feito no auditório do ex-cine João XXIII, em 1977. Ficou tão lotado, que as crianças e os pais tiveram que se sentar nos corredores. Era o “Historinhas para a Gurizada”, que ia ao ar aos domingos pela manhã, pela Rádio Educadora São José”.
Nesse dia, além do Papai Noel, também teve palhaço no auditório, as crianças dançaram, cantaram, contaram histórias e declamaram poesias.
Dia INESQUECÍVEL!
E ainda fui carinhosamente prestigiada pelos colegas J.Ney, Osmar Melo e Arnaldo Araújo. Mil vezes obrigada, querido João, por relembrar esse momento tão marcante na minha história no rádio. ”(Graça Pennafort)

Fonte:  João Silva via Facebook

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Primeiro ano da Rádio Educadora São José, em Macapá

Uma foto da extinta Rádio Educadora São José, de Macapá, publicada no Facebook do Ernani Marinho, e agora compartilhada com todos vocês leitores do Porta-Retrato:
Ele mesmo comenta o registro:
"A Rádio Educadora, pertencente à Prelazia de Macapá, teve uma presença viva na radiofonia amapaense, seja como uma versátil fonte de entretenimento, seja como um vibrante e sempre presente veículo de imprensa.
A convite do Pe. Jorge Basile e do José Maria de Barros participei de algumas reuniões preliminares à entrada no ar da Rádio Educadora, quando foram discutidas a linha editorial da emissora e a elaboração da sua programação piloto. Apesar do convite ter se estendido a integrar a primeira equipe da RE, com a sua inauguração, não pude ter a honra de começar na emissora em 04.08.68, data que entrou no ar, por absoluta falta de tempo.
Entretanto, três meses depois, o Pe. Jorge Basile e o José Maria de Barros voltaram a me convidar, desta feita para assumir a redação de uma crônica diária, sob o título de Peço a Palavra, que ia ao ar diariamente às 13:00 horas, pois o Zé Maria de Barros, que a vinha fazendo, não tinha mais condições de continuar, pelos seus outros afazeres na emissora. Como não precisava nem ir à emissora e que mandavam apanhar a crônica no meu local de trabalho, entre às 11 e 12:30 horas, aceitei e fiz o "Peço a Palavra" por mais de dois anos, quando me afastei por incompatibilidade com o Pe. Caetano Maiello que assumiu a direção da rádio e pretendia pautar os assuntos a serem explorados. Não aceitei e entreguei o posto, que passou a ser dividido pelo próprio Pe. Caetano e pelo Bonfim Salgado.
Também, na Educadora, tive um programa político-estudanti
l - "Juventude Tempo Presente" - que ia ao ar aos sábados, que apresentava juntamente com Maria Emília Jucá, minha esposa e à época namorada. Esse programa era gravado pela Polícia Federal, o que gerou vários convites para lá prestar esclarecimentos.
Em agosto de 1969, para comemorar o primeiro ano de vida da Educadora, o seu diretor, Domenico Bottan, comandou um coquetel de confraternização.
A foto mostra representantes da imprensa na época: Ezequias Assis, falecido (Ass Gov e Jornal Amapá); Luiz Negrão, falecido (A Folha do Norte AP); Ernani Marinho (Ass Gov, A Voz Católica e Rádio Educadora); Domenico Bottan, falecido (Rádio Educadora); Ismaelino Pinto (A Voz Católica e Jornal Amapá); Hélio Pennafort, falecido (Ass Gov., A Voz Católica e Rádio Educadora) e Ernani Mota (Rádio
Educadora)." (Ernani Marinho, via Facebook)

domingo, 8 de junho de 2014

RÁDIO EDUCADORA: COBERTURA DO COPÃO DE NATAÇÃO DA AMAZÔNIA

Encontrei esta foto no Facebook do amigo Nilson Montoril. 
Trata-se de um registro raro de 1976, da equipe de esportes da extinta Rádio Educadora São José, por ocasião da cobertura radiofônica do Copão de Natação da Amazônia, organizado pela Federação Amapaense de Esportes Aquáticos, com apoio da Divisão de Educação Física, Desportos e Lazer da Secretaria de Educação e Cultura, do então Território Federal do Amapá. 
Com a devida permissão do Nilson, compartilho com os leitores do blog Porta-Retrato, esta imagem histórica do Rádio Amapaense.
Aparecem na foto a partir da esquerda da tela: Rosa (esposa do Nilson),Cláudio Coutinho(operador de áudio),José Maria Trindade (repórter), Nilson Montoril, (narrador), Nilson Montoril Júnior(criança),Luiz Melo(repórter esportivo), atrás dele aparece parte da cabeça do Padre Jorge Basile e Moisés Tavares, (operador de áudio), junto à parede.
A competição aconteceu na Piscina Olímpica Capitão Euclides Rodrigues.
Fonte: Nilson Montoril, via Facebook

sábado, 31 de março de 2012

Do fundo do Baú do Sapiranga: O Clássico: Caçulinha X Pioneira

No final dos anos 60, existia em Macapá apenas uma estação de rádio. Era a Rádio Difusora de Macapá – emissora oficial de amplitude modulada (AM), criada pelo Governo do ex-Território Federal do Amapá, em funcionamento desde 13 de setembro de 1943 e que continua no ar até hoje (2012)
Em 4 de agosto de 1968, entrou no ar outra estação AM, a Rádio Educadora São José de Macapá,  emissora católica de linha societária independente, sob o controle da Prelazia de Macapá. Da RE - que permaneceu no ar até 20 de abril de 1978 - não resta nem o prédio(2012).
Apesar da disputa pela audiência, nos bastidores, as equipes de radialistas se relacionavam de forma tranquila e cortez. Para consolidar essa cordialidade e esse entrosamento, ambas, disputavam acirradas partidas de futebol, de forma amistosa e disciplinada.
E essas partidas tornaram-se verdadeiros clássicos que deixaram boas lembranças, dos bons tempos.
Com a palavra o  amigo Sapiranga  para nos falar sobre o clássico:  Caçulinha x Pioneira:
“Bom mesmo era no tempo que se enfrentavam os times da Rádio Educadora São José e Rádio Difusora de Macapá. Aquilo sim era jogão de bola. Onde quer que fosse, praça da Conceição, Campinho do Colégio Diocesano, Campo da Estação ou do Independente, em Santana, centenas e centenas de fãs das duas emissoras, compareciam para torcer e aplaudir seus ídolos da emissora do coração.”
Anos 70 - Da esquerda para direita: ?; José Maria Coelho; Edir Peres, Anacleto Ramos; Claudionor Góes (Nozo); Moisés Tavares; Zuzú; Luiz Melo; Vicente Rocha e ?.
Agachados: Humberto Moreira; Luiz Roberto Borges; Milton Correa Filho; J. Ney; ? ; João Silva (Balalão); Jamil Valente; Milton Barbosa, Almir Menezes e Nilson Montoril.
“O clássico RE x RDM, era uma acontecimento imperdível e mexia com a cidade de Macapá de norte a sul, de leste a oeste. Era tão importante que o empresariado local não se furtava em doar prêmios e mais prêmios. Tinha prêmio para o goleiro mais vazado, para o menos vazado, pro artilheiro, pra quem chutasse a primeira bola no travessão, craque do jogo, quem fizesse gol contra e até para a torcida mais animada tinha premiação.”
“Para minha felicidade tive o prazer de jogar pelas duas equipes. Primeiro pela Rádio Educadora e depois pela Difusora. Sem falsa modéstia, quando defendia a Caçulinha obtive mais vitórias. Depois que passei a defender a velha boa as coisas se inverteram, a RDM ganhou mais vezes.
Se eu jogava bem? Quem viu dizia que sim. Não posso deixar de afirmar que joguei com bons boleiros nas duas emissoras: Luiz Melo, Joaquim Neto, Luiz Roberto, J. Ney na RE, Humberto Moreira, Mário Miranda, Almir Menezes, Sérgio Menezes, João Silva, Jamil Valente, Nozo, Zuzú, Edir Perez, Vicente Rocha, na RDM, só para citar alguns que tratavam bem a maricota.”
Time da RE, da esquerda pra direita em pé: ?; José Maria Coelho; Irandir; ?; Moisés Tavares; Paulão e Milton Barbosa.
Agachados: João Silva (Balalão); Sérgio Menezes, Raimundo Brabo Alves; J. Ney; Vicente Rocha e Alcione Cavalcante.
“Foram jogos memoráveis, de muita rivalidade mas sem violência dentro e fora do campo. Tinha também o lado engraçado, como ver o Joaquim Ramos, de saudosa memória, correr mostrando por baixo do calção uma cueca samba-canção branquinha, branquinha; ver o Sebastião Oliveira chutando capim no lado do campo e quando o Humberto reclamava de sua passividade dizia “a bola não vem pra cá”. O time da RDM, pela fama adquirida, passou a ser requisitado para jogar em diversas localidades do interland amapaense. Era mais quem queria vencer nosso time, mas era difícil, mesmo com os juízes, as vezes querendo ajudar o time local. E não foram poucas as vezes que fomos prejudicados pela arbitragem. Fizemos exibições convincentes e aplaudidíssimas no Maruanum, Macacoary, Serra do Navio, Igarapé do Lago, Ipanema e Santana.”
Ano 1972 -Radialistas da equipe da Rádio Educadora de Macapá, posam no campinho de casados e solteiros na Praça Nossa Senhora da Conceição, Bairro do Trem em Macapá, por ocasião de um dos clássicos do futebol, entre radialistas, num dos jogos entre RÁDIO EDUCADORA S. JOSÉ X RÁDIO DIFUSORA DE MACAPÁ.
Da esq. p/direita em pé: Joaquim Neto, Sebastião Balieiro, José Maria Coelho, Mário Miranda, Milton Sapiranga Barbosa, Anacleto Ramos e José Maria Trindade (Zeca Diabo).
Agachados da esq. p/dir: Luiz Roberto Borges (Luca Borges - Maritubinha), Luiz Melo (Luca Melo), Jota Ney, Nilson Montoril de Araújo e João Silva (Balalão).

"Hoje quando vejo uma partida de futebol entre o pessoal da imprensa, me bate uma imensa saudade dos bons tempos do clássico RE x RDM, em especial dos amigos que já foram para outro plano (Joaquim Neto, Edir Perez, Diquinho, Bonifácio Alves, Chiquinho, Paulão do Atabaque, Nardim Quaresma, aos quais aqui presto minha homenagem). Sinto saudade dos craques, do público e da festa das torcidas." (Milton Barbosa)

Fonte: Fotos e trechos reproduzidos do texto - Saudade do clássico RE x RDM escrito por Milton Sapiranga Barbosa, e divulgado em 10/10/2010 no blog da jornalista Alcinéa Cavalcante sob o título Lembranças do Sapiranga.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...