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sábado, 15 de março de 2025

ACHADO HISTÓRICO: ESPADA FRANCESA DO SÉCULO 19 ENCONTRADA EM CALÇOENE-AP

Rafael Gomes e Jamacel de Jesus, residentes da localidade de Calçoene, descobriram uma espada originária da França, datando do século 19, nas imediações da ponte das Sete Ilhas.

Espada francesa encontrada no município de Calçoene — Fotos: Isadora Pereira/g1

Os dois descobriram o artefato enquanto tomavam banho em um rio, na cidade localizada a aproximadamente 356 quilômetros de Macapá.

Imagens: Rede Amazônica/Reprodução

Rafael Gomes, de 39 anos, que trabalha como lojista e minerador, relatou que durante um dia de lazer, ao se banhar, avistou a extremidade de um objeto emergindo da água próximo a uma pedra e decidiram removê-lo. “Nesse mesmo local já descobrimos várias moedas e até uma rapieira – uma espada longa utilizada por mosqueteiros”, comentou.

 

Imagem: G1/Reprodução

A espada, com um comprimento total de 63,5 centímetros e uma lâmina de 48,5 centímetros, é uma peça rara da histórica espada curta utilizada pela infantaria francesa durante a era de Napoleão Bonaparte, datando de 1828.

Espada francesa encontrada no município de Calçoene — Fotos: Isadora Pereira/g1

O comerciante, ao descobrir a espada, realizou uma rápida investigação para validar suas conjecturas. Ele verificou que era uma preciosa espada curta antiga, utilizada em combates violentos pela luta por terras e tesouros.

Imagem:G1(reprodução)

Segundo o historiador e professor Célio Alício, residente em Macapá, a espada pode ter sido utilizada ao longo do Contestado Franco-Brasileiro, uma disputa territorial que se desenrolou entre o Brasil e a França no século XIX. A contenda começou em 1713, com o Tratado de Utrecht definindo os limites das possessões portuguesas e francesas na América do Sul.

Entretanto, após a emancipação do Brasil, a França retomou a discussão em 1825, durante o século XIX. Afirmando que a delimitação da fronteira deveria ser feita ao longo do rio Amazonas. A disputa se prolongou por muitos anos, até que os interesses brasileiros foram assegurados por meio do tratado firmado em 1897.

A decisão do Conselho Federal da Suíça, em 1900, determinou que a abordagem do Brasil deveria ser implementada por completo, definindo o rio Oiapoque como a linha divisória.

Fonte G1

domingo, 2 de fevereiro de 2025

MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ: ACHADOS ARQUEOLÓGICOS

Achados arqueológicos raros são encontrados na construção do novo "Parque Residência", em Macapá.

Ao realizar escavações para converter a antiga Casa Oficial do Governador em um "Parque Residência", peritos contratados pelo Governo do Amapá encontraram artefatos que fazem referência ao começo da ocupação do local.

Conforme a obra avança, arqueólogos conduzem estudos no local de acordo com as diretrizes de conservação do Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural (Iphan). Os achados são raros, incluindo moedas, cachimbos e materiais que remontam a um período que não coincide com o que os livros de história indicam como o início das primeiras ocupações no Amapá, mas que antecede 1750.

"São descobertas de grande relevância que, inicialmente, remetem à época de fundação da Vila de São de Macapá, em 1750. No entanto, há evidências de ocupação indígena na área de estudo, como o antigo cemitério ameríndio escavado em 1947, durante a construção da casa do governador." O arqueólogo, professor doutor e historiador do colegiado de História da Unifap, Edinaldo Nunes Filho, explica que foram encontradas provas de práticas e costumes, como fragmentos de cachimbos usados pelos Ameríndios para consumir tabaco e outras substâncias que faziam parte do seu dia a dia.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura executa os serviços da construção, cuidando da manutenção das estruturas externas e internas, além do paisagismo em torno da casa. A "Casa do Governador", vista como um símbolo da história do Amapá, será um local de visitação aberto ao público, oferecendo restaurante, exposição de edificações históricas e um espaço destinado à recepção de autoridades durante visitas oficiais ao estado.

Kleber Souza, arqueólogo e coordenador dos estudos em andamento no local, enfatiza que, devido à construção original da casa em um local arqueológico, foram necessárias pesquisas para a execução da obra, mantendo a preservação do patrimônio histórico, conforme solicitado pelo Governo do Amapá.

 Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA
Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA

"Neste estágio inicial, coletamos um conjunto, principalmente de provas da ocupação humana do século XVIII. Uma das provas são as moedas de 1775, de valor de bolso, e cachimbos holandeses feitos de caulim, frequentemente encontrados e que confirmam a interação comercial naquela época. Neste cenário, ainda descobrimos artefatos de ferro e cerâmicas indígenas que confirmam a ocorrência deste contato. Encontramos também utensílios europeus, tudo isso dentro de um indício de uma ocupação ligada aos séculos XVII e XVIII", explicou o pesquisador.

O material recolhido será guardado na reserva técnica do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá (Cepap) da Unifap, onde será submetido a uma série de estudos e análises, incluindo higienização, catalogação e, por fim, a divulgação dos resultados dessas investigações.

Em agosto de 2024, começaram as obras do Parque Residência, que pretendem converter a antiga Casa Oficial do Governador do Amapá em um dos mais relevantes pontos turísticos de Macapá. A anunciada requalificação visa a conservação e atualização do patrimônio público, de acordo com o Plano de Governo da atual administração.

O Parque Residência modernizará o local que integra a história do Amapá, oferecendo oportunidades de empreendedorismo, criação de empregos e renda. A construção faz parte do plano de desenvolvimento turístico da orla do rio Amazonas, em Macapá, juntamente com o empreendedorismo, que começou na gestão em 2023, com inaugurações como o novo Trapiche do Santa Inês e o Deck do Curiaú.

Via GEA/AP

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...