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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

MACAPÁ BONITA

Foto, capturada pelo amigo Floriano Lima, do meio da Praça Veiga Cabral, no ano 1976, mostra Macapá bonita, por um ângulo não muito conhecido.

Nas imagens, podemos ver em destaque uma parte da antiga Praça Veiga Cabral, que já tinha sua urbanização finalizada. À esquerda, aparece um trecho da antiga Rua Cândido Mendes, ainda não pavimentada. Seguindo da interseção da Rua Mário Cruz com a Cândido Mendes até o antigo beco do Sambariri, que hoje se chama Abraão Peres, estão localizados, da esquerda para a direita, o prédio que abrigava o Bazar Fantasia, o edifício da família Torrinha, conhecido como "caixa de fósforo", atual Center Kennedy, e a sorveteria do senhor João Arthur, agora situada no prédio do ex-BANAP. Mais adiante, havia uma passagem que levava à casa do senhor Zito Moraes, pai do comunicador Euclides Moraes, seguida pela Casa Erotildes e pela Farmácia Serrano. Na verdade, o trecho mostrado na imagem fica em frente ao Teatro das Bacabeiras.

Texto do amigo João Silva, adaptado para o blog Porta-Retrato-Macapá.

terça-feira, 12 de julho de 2022

MEMÓRIA DE MACAPÁ: BRINDES: “LEMBRANÇAS INESQUECÍVEIS DE UMA ÉPOCA”!

A amiga Eloísa Cavalcante – filha do Dr. Douglas Lobato Lopes, pioneiro do Amapá – publicou na rede social fotos raras de brindes que eram presenteados aos fregueses da "CASA LEÃO DO NORTE".

No texto ela conta que a CASA LEÃO DO NORTE, “era a loja mais chique de Macapá, onde se encontravam rendas francesas, sedas, lindas camisolas de seda e outros tecidos finos. Eu frequentava muito com minha mãe Edna

Eu admirava a D. Clemência pela simpatia e sempre ganhava um presente dela. Também era tradicional o cafezinho servido na bandeja com bolachas.”

“Como recordação minha mãe tinha essas duas xícaras e guardava com todo carinho”.

Na mesma área do complexo funcionavam uma loja de autopeças e a fábrica de refrigerantes, aos fundos.

Também eram distribuídos brindes do FLIP GUARANÁ.

Fonte: Facebook

sábado, 4 de junho de 2022

MEMÓRIAS DA CIDADE DE MACAPÁ: TRAPICHE “ELIÉZER LEVY”

O VELHO TRAPICHE “ELIÉZER LEVY”

Por Alcinéa Cavalcante

O velho Trapiche Eliézer Levy, de muitas histórias, causos e lendas.

Nele atracavam embarcações de bandeiras de vários países e os gringos aproveitavam para tomar um sorvete, servido em taça de inox pelo famoso garçom Inácio, no Macapá Hotel.

Era desse trapiche que saíam os navios com destino a Belém. No final das férias iam lotados de universitários que voltavam para as faculdades (não havia ensino superior no Amapá).

Nas tardes de domingo o velho trapiche era a passarela da juventude. Depois da sessão da tarde nos cines João XXIII e Macapá os jovens iam como em procissão passear ali. Era um passeio obrigatório.

À noite era comum ver na ponta do trapiche um pescador solitário. Um pescador de peixes, ou de estrelas, ou de poesia ou de raios da lua.

A foto é do tempo em que ainda existia a tão cantada em verso e prosa “Pedra do Guindaste” de muitas lendas. Uns diziam que meia noite a pedra se transformava num navio de ouro maciço enfeitado com diamantes e esmeraldas. Outros contavam que era uma princesa encantada. E tinha gente que jurava ter visto “com esses olhos que a terra há de comer” a pedra se transformar em princesa quando o relógio marcava meia-noite em ponto.

Um dia colocaram a imagem de São José, padroeiro de Macapá, em cima da pedra. Pouco tempo depois um navio chocou-se com ela destruindo-a. 
No lugar foi construído um pedestal de concreto para São José, colocado de costas para a cidade, mas abençoando todos que aqui chegam pelo majestoso rio Amazonas.

A imagem do santo padroeiro é uma obra de arte do escultor português Antônio Pereira da Costa. Ele também esculpiu os bustos de Tiradentes (na Polícia Militar) e Coaracy Nunes (no aeroporto) e os leões do Fórum de Macapá (atual sede da OAB).

ATUALIZAÇÃO: 

Espaço na cabeceira do trapiche será expandido — Foto: PMM/Divulgação

De acordo com a Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana foi elaborado um novo projeto arquitetônico que prevê 4 pontos de observação inspirados nos baluartes da Fortaleza de São José de Macapá; o Trapiche Eliézer Levy, na orla do Rio Amazonas, passará por um processo de revitalização e ampliação.

O ponto turístico que foi fechado para reforma há pelo menos 6 anos, voltou a ser aberto em 2018 mas novamente foi interditado.

O governo do Amapá passou a responsabilidade do local para a prefeitura de Macapá em julho de 2021, por meio de um termo de concessão, com a autorização para o uso do espaço por 20 anos.

Trapiche Eliézer Levy, na orla de Macapá, no Amapá — Foto: Maksuel Martins/GEA/Divulgação

A obra integra o projeto Orla Viva, que prevê a revitalização de toda a frente da cidade.

Com o projeto será feita a reforma de toda a base já existente e do restaurante que fica na cabeceira, mas haverá novidades como a ampliação do deck, instalação de iluminação em "led" e píer que permitirá que pequenas embarcações atraquem.

Trapiche Eliézer Levi será reformado com arquitetura inspirada nos baluartes da Fortaleza de São José de Macapá — Foto: PMM/Divulgação

Será um espaço livre para feiras e eventos culturais.

Com a iniciativa, será possível reavivar a memória da população, que vê no trapiche a representação de parte da cultura e da história macapaense. (G1)

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

MEMÓRIAS DA CIDADE DE MACAPÁ: AMAPÁ – 78 ANOS MERCADO CENTRAL – 68 ANOS

Crônica de Humberto Moreira

Como não poderia deixar de ser fui ao Bar du Pedro tomar uma cervejinha em comemoração ao aniversário da Cidade que me viu nascer. Vi por lá uma ótima movimentação de pessoas, principalmente de jovens. A juventude precisa se inteirar da história deste lugar para poder ter orgulho do que ele representa para todos nós.

O Mercado Central é um local icônico da cidade. Antes da proliferação dos supermercados, quando só havia um açougue em cada bairro, era no Mercado que a cidade se encontrava para adquirir o alimento diário. Hoje quem tem condições faz estoque, mas naquela época as compras eram feitas todo santo dia. Na companhia de minha avó ou do meu pai (aos fins de semana) lá ia eu carregando uma sacola de pano onde eram colocados os gêneros comprados nos talhos daquele prédio. A cidade era menor e as pessoas quase sempre se encontravam durante as compras. Por causa do costume diário dava para saber os nomes de açougueiros famosos como: Joselito, Zeca Filomeno, Navegante entre outros, que trabalhavam na venda da carne verde que vinha do matadouro municipal em Fazendinha. Os Japoneses que traziam a verdura para a comercialização também eram bastante conhecidos. Os Fukuoka, Fujishima, Kawakami plantavam uma variedade muito grande de legumes. É correto dizer que nossa população cabocla nunca foi muito de comer hortaliças, mas durante muito tempo as famílias japonesas tentaram mudar essa tradição. Infelizmente não conseguiram e os que permaneceram aqui buscaram outros meios de vida.

Nascido no bairro do Trem eu tinha uma relação bem próxima com o Mercado porque minha avó morou por muitos anos na curva que liga a Feliciano Coelho com a Tiradentes. Janary Nunes deu a ela a casa que servira, antes do advento do frigorífico, de local para salgar a carne que sobrava do abate diário. O imóvel foi residência da família por muitos anos e continua sendo patrimônio de parentes. De lá para a Doca da Fortaleza era um pulo. Para um garoto de oito anos era muito fácil descer pela Pedro Baião até a esquina da Casa Califórnia, na São José. Por ali também funcionava a escola do professor Alzir Maia, uma das poucas escolas particulares da cidade. De lá era só seguir em frente e entrar no Mercado. Pela parte da tarde era chegada a hora da víscera. A partir das 03hs da tarde o caminhão do matadouro chegava trazendo coração, fígado, rim e bucho devidamente limpos para serem vendidos à população. A procura era grande pois os preços eram acessíveis às famílias de menor poder aquisitivo. Minha mãe me escalava uma vez por semana para ir ao mercado para comprar fígado ou coração e outros miúdos. Logo após às 13hs eu corria para a fila que se formava na lateral do prédio. Interessante que se marcava a vaga com uma pedra dentro do paneiro e ninguém mudava. Enquanto o caminhão não chegava dava para ir até a prainha por detrás da Fortaleza, para um banho refrescante. No Mercado também havia os fiscais da Delegacia de Economia Popular que estavam de olho nos preços praticados pelos talhos e açougues. Gente como Capa Branca e Praxedes ficavam de olho. Além do Bar Du Pedro, tradicional reduto da Boemia macapaense até hoje, havia também no mercado a Farmácia do Seu Bruno, a Barbearia e uma lojinha de venda de produtos de Umbanda que liberava no ar um cheio de defumação, que ficava queimando sob o balcão. No lado de dentro funcionava o Café do Seu Alberto, onde algumas vezes, já adulto, tomei o café da manhã na companhia do Bebeto Nandes. A gente havia emendado junto com Mário Lucien ou Rudnei Monteiro depois de tocar um baile com os Milionários e descíamos para o Mercado. O pai do Bebeto nos recebia sempre muito bem. Na administração esteve por muitos anos o Seu Marituba. Raimundo Pessoa Borges ficava num deck elevado, de onde observava tudo que acontecia. Ex-jogador do Amapá Clube, Marituba foi também durante anos juiz de futebol da antiga Federação Amapaense de Desportos. Depois dele veio o Laxinha, figura conhecida no bairro por sua ligação com o Trem Desportivo Clube.

E foram tempos maravilhosos em que a cidade era, sem dúvida, mais aconchegante. Nunca perdi minha ligação com o Mercado Central e seus personagens. Olhando agora de dentro do Bar du Pedro as lembranças desfilam na minha saudade. Para fechar vou citar aqui alguns nomes inesquecíveis que são a própria história do bairro:

Belarmino Paraense de Barros, José Malcher, Walter Banhos, Zeca Banhos, Chico Salles, Zé Crioulo, Celso Mariano, Miguel Pinheiro Borges, Durval Mello, Romeu Harb, Abdalla e Stephan Houat, Aziz Gamachi, Nely de Matos, Eurico Vilhena, Franquinho, Zê Valente, Walber Damasceno, Nonato Leal, Seu João do Brunswick, Inspetor Eli Ramalho, Seu Abalen, Seu Anaice, Professor Onualdes Feijão, Vadoca, Turíbio Guimarães, Professor Ricardone, Elza Franco, Dona Doninha... e muitos, muitos outros como o português da saboaria, cujo nome se perdeu nas brumas da minha memória.

Fonte: Facebook (reprodução)

segunda-feira, 28 de junho de 2021

MEMÓRIAS DE MACAPÁ: GAROTOS, QUE COMO EU, AMAVAM OS “BEATLES”...

NOSSA LIVERPOOL ERA ALI

Cléo Farias de Araújo (*)

Final dos anos 60 para começo dos 70. Depois de mais um embate futebolístico contra o leãozinho do Palhinha, irmão do Leorivaldo Furtado, no campo onde depois construíram o CCA e a Pediatria, eu e uns amigos íamos para a casa do Prof. Mário Quirino, na esquina da Rua Leopoldo Machado com a Avenida Machado de Assis, por detrás do CCA, tomar água gelada. Afinal, passávamos boa parte das tardes macapaenses jogando futebol. Lógico que, após tanta correria, buscássemos o precioso líquido em algum lugar, já que nossas casas guardavam certa distância do campo.

Aquelas visitas tornaram-se hábito, o que resultou num amistoso entrosamento, a ponto de aprendermos os nomes das pessoas que ali residiam. Assim sendo, quando acabavam as peladas, já chegávamos na casa da esquina, chamando o Serjão, pra pedir água. As costumeiras visitas, aliadas à curiosidade infanto-juvenil, ensejaram escutarmos, em certa tarde, umas músicas em inglês, que pensamos estarem sendo tocadas na Difusora. Mas o Márcio (o mais novo dos irmãos) veio dos fundos da garagem com umas capas de discos, que logo identificamos como dos Beatles. Naquela tarde, o papo se estendeu um pouco mais e pudemos ouvir outras canções, com a reunião se encerrando à noite. Essa descoberta nos levou a fazer três coisas naquela casa: beber água gelada, bater papo e ouvir Beatles, na garagem. Isto aumentou nosso interesse por música.

Alguns de nós já engatinhávamos alguns acordes. Mas tínhamos dificuldade em “tirar” as músicas, ouvindo apenas rádio. Discos eram muito caros e o que ganhávamos, vendendo picolé, pastel ou cobre/alumínio, dava malmente pra irmos ao cinema. Contudo, “os irmãos quirino”, como na época, o Frank Asley chamava pro Delrio, Serjão e Márcio, eram muito legais. Eles possuíam os discos e não se importavam em repetir interminavelmente as músicas, até “aprendermos” a pronúncia (copiando-a, ao nosso modo) e alguns solos mais simples.

Aquela garagem ficou pequena e passamos a nos reunir no muro que guarnecia a casa. Em nosso clube, compareciam assiduamente, além dos três beatlemaníacos que lá residiam: Eu, Antônio Maia, Francisco de Assis, que ali foi batizado de Frank Asley, Vital Júnior, Chico Semana, Euclides Farias, Osmoar, ou "Boto de Santo André"(um paulista que veio morar em Macapá, na casa de seu cunhado Sabá “apressadinho”, funcionário do BB), Álvaro Gomes, Manoel Cordeiro, Aldomário, Aloisio Cantuária, Aurélio Cantuária,  Dilson Ferreira, Quibiga, Pixata, Robertão e tantos outros semiroqueiros. Em um tempo de Macapá sem entraves às pessoas de bem, nossos pais sabiam onde a gente estava e confiavam nesse “bate ponto” diário.

Ante a agregadora fama que se espalhou pela cidade: Ali, tocávamos: Beatles, Creedence, Johnny Rivers, Blue Ridge Rangers, Elvis Presley e alguns outros sucessos do momento. Lá, era a esquina musical que estava em moda. Durante o tempo em que os Quirinos moraram naquele ponto, nenhuma outra confluência de ruas era mais famosa e/ou visitada, que a que concentrava naquela casa.

O girar do tempo levou alguns a se dedicarem bem mais, abrindo, entre nós, certa competição. Isso alavancou o sonho daquela turma, pois todos queriam ser “os quatro de Liverpool”, talvez na esperança de um dia poderem tocar aquelas músicas, no mínimo, como cópia borrada dos “Fab Four”.

Alguns fizeram da música, a sua profissão e nela trabalham até hoje, com alegria. Outros, viraram médicos, advogados, artistas plásticos, escritores, policiais, engenheiros, professores, etc. Todos serviram e servem à nação, positivamente, ao seu modo.

Não precisamos pixar o muro daquela esquina, pra que soubessem que ali, a casa dos Professores Mário Quirino e Deuzuíte Façanha, era lugar de aulas campais. Ali, com a matriarca daquele clã, aprendi a utilidade da vírgula e como emprega-la corretamente, na frase. Naquele local, tivemos aulas de educação, paciência, tradução inglês/português, honestidade, humildade, bom humor e dedicação aos estudos.

Boa parte do nosso alicerce moral se construiu naquele local. Todos os frequentadores sabiam: nossa liverpool...era ali!

(*) advogado, escritor e músico amapaense

Fonte: Facebook – junho de 2017

sábado, 22 de maio de 2021

Memória de Macapá: Rua do Bairro Alvorada recebe nome de dentista pioneiro dos anos 50

Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense, agora, tem uma rua em sua homenagem.

A Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) oficializou a mudança do nome da via no dia 19 de maio de 2021, com a instalação da placa nova.

A mudança é resultado de um Projeto de Lei do de autoria do vereador Carlos Murilo (PSL) e substitui o nome da Rua 02, no bairro Alvorada.

No ato de instalação da placa, os filhos do homenageado estavam presentes.

História

Em 1953, a convite do então governador do Território Federal do Amapá, Dr. Amílcar da Silva Pereira, o odontólogo Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense, nascido em Belém, chega para exercer a profissão e trabalha em vários municípios do estado. Sua principal atuação foi na capital Macapá, onde conquistou muitos amigos, dentre eles, o farmacêutico Rubim Aronovitch e o médico Alberto Lima.

Conhecido como Dr. Brasiliense, tinha como características marcantes alegria, competência e dedicação ao trabalho, tendo atuado em todos programas de saúde dentária nos municípios e localidades. Teve 9 filhos, aposentou-se em 1989. Faleceu dia 19 de maio de 1995, em Belém. Se estivesse vivo, completaria 100 anos dia 20 de outubro de 2021.

Fotos: SMCS

BIOGRAFIA

O pioneiro Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense nasceu em Belém, Estado do Pará, em 20 de outubro de 1921. Filho do odontólogo e farmacêutico pernambucano Dr. Luiz Queiroz Brasiliense e da cearense D. Marieta Albuquerque Brasiliense. Estudou o 1º e 2º graus no Colégio Nazaré em seguida ingressou na Faculdade de Odontologia do Pará, formando-se em Odontologia em 1941. Ingressou posteriormente na Escola de Instrução Militar em 1º de Abril de 1942, atuando até 04 de agosto de 1949, na cidade do Rio de Janeiro quando deu baixa com a patente de capitão R-2, do Exército Brasileiro, tendo prestado serviços na função de dentista, atendendo soldados aquartelados no 26º Batalhão de Caçadores (26ºBC) e recrutas convocados para o Exército praticando exames de saúde bucal. Atuou como dentista em Belém do Pará, no consultório de seu pai, que também foi odontólogo e farmacêutico, e com seu único irmão Dr. Humberto Albuquerque Queiroz Brasiliense, também odontólogo. No ano de 1945, antes do final da Segunda Guerra Mundial, serviu como comandante do Destacamento Militar na cidade de Óbidos, no oeste do Pará, às margens do rio Amazonas, onde conheceu Nilce Farias Brasiliense, de tradicional família obidense, com quem veio a casar-se em 09 de janeiro de 1946, com a qual teve 09 filhos: Luiz Queiroz Brasiliense Neto, hoje morando em Brasília, no DF; Iria Lúcia Brasiliense Leite, que foi governadora do Lions no Ano Leonístico 2000/2001 e mora em Macapá, Amapá; Maria Nilce Brasiliense Peruffo, médica e residente em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; Paulo Eduardo Farias Brasiliense, administrador de empresas, mora em Belém do Pará; Nelson Fernando Farias Brasiliense, engenheiro civil, residente em Macapá; Sérgio Roberto Farias Brasiliense, comerciante, mora em Macapá; Isa Helena Farias Brasiliense, médica, ginecologista, residente em Brasília, Distrito Federal; Ronaldo Brasiliense, conceituado repórter e jornalista reconhecido nacionalmente; Maria do Socorro Brasiliense Zortea, administradora de empresa, residindo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e Renato Silva Brasiliense, de outra relação conjugal. Sua esposa, Nilce Farias Brasiliense, faleceu em 1962. Com isso, o doutor Luiz Brasiliense ficou viúvo aos 40 anos com nove filhos menores. Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense chegou ao então Território Federal do Amapá em 1953, a convite do Governador à época, o Dr. Amílcar da Silva Pereira, amigo e companheiro de Exército, ingressando no quadro de funcionários do governo do Território em 10 de fevereiro de 1954, na Divisão de Saúde, na função de dentista, indo inicialmente prestar serviços na cidade de Oiapoque, onde nasceu seu filho Sérgio Roberto Brasiliense. Em 1955, foi transferido para Mazagão. Em 1956, foi removido para Macapá enquanto aguardava a vinda do Dr. Armando Limeira de Andrade para a capital quando iria substituí-lo na cidade de Amapá, onde prestou seus serviços odontológicos em 1957 e 1958. Finalmente, em 1959, foi residir de forma definitiva em Macapá. O doutor Brasiliense, como era conhecido, foi uma pessoa alegre, competente e dedicada. Andou por todos estes rincões das terras amapaenses, conquistando ao longo destes anos um grande número de amigos, dentre os quais o farmacêutico Rubim Brito Aronovitch, os médicos Mário de Medeiros Barbosa, Alberto da Silva Lima, Antônio Tancredi dentre outros; os dentistas Armando Andrade, Sylla Salgado; os enfermeiros Joaquim Bandeira e Margarida Freire, e toda a equipe de Hospital Geral de Macapá. Participou de todos os programas de saúde dentária nos municípios e localidades, tendo atendido 12.402 pacientes interioranos fazendo extrações e obturações durante o ano de 1956 acompanhando seus companheiros Armando Andrade e Sylla Salgado. Sua ligação de amizade com Sylla, dizem que parecia de cão e gato, falando alto e encrencando um com o outro por ocasião de suas partidas de pontinho ou canastras todas as noites ao longo de tantos anos, quando também se divertiam muito. Aposentou-se em 1989, transferindo sua residência para Belém do Pará, onde faleceu em 19 de maio de 1995. Foi um excelente profissional, um grande amigo, e um destacado pioneiro na História do Amapá.

Redação original de Coaracy Sobreira Barbosa, extraída do Livro “Personagens Ilustres do Amapá, Vol. III” – Edição digitalizada, não impressa graficamente.

A pedido do editor, o texto foi gentilmente revisado e atualizado pela Sra. Iria Lúcia Brasiliense Leite, filha do biografado, antes de publicarmos no blog Porta-Retrato.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Memória da Música Amapaense: Banda “Os Setentrionais”

Essa relíquia vem direta do Baú de Lembranças do cantor Batan Saraiva.

Memorável foto dos integrantes da Banda “Os Setentrionais”, em uma de suas formações, em 1987.

Nas imagens em pé da esquerda para a direita: Pascoal, baterista; Walber Silva, tecladista e Zé Miguel, guitarrista.

Embaixo, na mesma disposição: Lia, que cantava com Batan; Dadá, baixista e finalmente o Batan, bem novinho.

Os Setentrionais”, foi uma das bandas de sucesso na Macapá dos anos 70.

TRAJETÓRIA

O que a princípio seria uma brincadeira de três amigos, acabou virando uma realidade de sucesso. Lucivaldo Coelho dos Santos, dono do nome “Os Setentrionais”, conta que “no fundo da casa dele, no bairro do Trem, havia um cara chamado “Barrasco”, que montou uma bateria de lata e começou a tocar. Ao ouvi-lo tocar, Lucivaldo pegou uma guitarra que ele tinha e decidiu ir até lá, trocar uma ideia com o vizinho. Depois apareceu o Waldene, e começaram a brincar. Eles gostaram da brincadeira, mas queriam uma bateria de verdade. E conseguiram comprar de um policial, que tinha uma encostada lá.  Só que o “Barrasco” não quis mais ficar com eles. Com a saída de ”Barrasco”, a banda teve de conseguir um outro músico. Desta vez quem assumiria a banda seria Pilão (falecido). A banda passou então a ser composta por Lucivaldo, na guitarra, Marcondes ao violão, e Pilão na bateria, mas ainda faltavam músicos. Em 1974 um novo componente entrou para banda como empresário: Manoel Raimundo Pereira da Costa, (falecido), que se tornou um grande empresário no ramo de importados, na cidade. Ele que fechou a primeira tocada do Grupo, no Esporte Clube Macapá, que se constituiu num grande sucesso. Nesse mesmo ano eles tocaram na Serra do Navio, em um baile de fim de ano realizado pelo Manganês Esporte Clube, para os moradores do local e funcionários da ICOMI.

Depois a banda tomou outro formato, novos músicos foram contratados, outros tiveram que viajar.

Músicos hoje consagrados começaram suas carreiras na banda “Os Setentrionais”: Amadeu Cavalcante, Humberto Moreira, Carlitão (Banda Placa), Zé Miguel, Kzan Nery, Ronery, Osmar Jr., dentre outros.

Os Setentrionais’ gravaram dois discos compactos, um em 1978 e o outro em 1979.

Hoje a banda já não toca mais.

Fonte: Facebook e Seles Nefes.com

quinta-feira, 29 de abril de 2021

HISTÓRIA E MEMÓRIA DO AMAPÁ: FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ – “Baluarte da luta contra piratas e salteadores”

A reportagem "Baluarte da luta contra piratas e salteadores", publicada na Revista O Cruzeiro – edição de 04 de novembro de 1950, relata a importância histórica da Fortaleza de São José de Macapá, a mais imponente e preservada fortificação da presença portuguesa na Amazônia no período colonial.

Um importante registro fotográfico que, através da extinta Guarda Territorial do Amapá, faz uma reconstituição de como era a rotina dos soldados na vigilância da fortificação e região. Essas cenas nos reportam aos idos do século 18.

A FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ, imponente obra de Portugal na Amazônia, foi inaugurada em 04/02/1782, dezoito anos depois de iniciada a sua construção, que obedeceu ao sistema do famoso marechal francês Vauban. Notem o quadrilátero central com os baluartes se projetando agressivamente nas quinas.

 

A largura da muralha é fabulosa: 7 homens de braços abertos.

Portão de entrada

Do lado de dentro, a guarnição portuguesa defendia o local.

Naquele tempo, fazia-se diariamente a ronda extramuros, para evitar surpresas funestas.

O soldado colonial usava farda semelhante a esta, que envergou também a Guarda Territorial do Amapá, nos dias de festas especiais.

Portões de ferro como esse eram usados na defesa interna, isolando os baluartes.

A bandeira colonial subia aos céus na ponta do baluarte que dominava sobranceiro o rio Amazonas.

Sentinelas postadas nas guaritas dos baluartes velavam pela segurança da Fortaleza Real de Macapá.

O canhão pronto para abrir fogo, os artilheiros se punham a postos, cada um a cargo de uma operação.

Munição para os canhões da Fortaleza de Macapá: petardos redondos de ferro.

O municiador trazia a bala, amontoada com outras por detrás dos canhões, e colocava-a no cano.

O socador, manejado com habilidade e precisão por um dos homens, empurrava carga e bala cano abaixo. 

O estopim aceso era levado à mecha da espoleta que ia deflagrar a carga, lançando o projétil.

Afastavam-se então os artilheiros para evitar o choque do recuo do canhão no momento da explosão.

O atirador, porém, permanecia em seu posto. A carga se incendiava em meio a grande fumaceira.


Atenção! Lá vai bala!

Conversa de soldados, à sombra protetora das velhas muralhas, um dos bastiões da nossa integridade.

Texto da reportagem na íntegra:


Texto de Jorge Ferreira e fotos de Roberto Maia.

Fonte: Blog Amapá, Minha amada terra!

(Última atualização: 22h10m - 29/04/2021)

quarta-feira, 28 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DA NATAÇÃO AMAPAENSE: TRAVESSIA DA BAIA DO GUAJARÁ

Foto de 1966, tirada em Macapá, na cabeça do Trapiche Eliezer Levy, mostra imagens do treinamento dos peixinhos do Amapá para Primeira Travessia da Baía do Guajará, em Belém do Pará.

Foi postada na Rede Social pelo veterano atleta Raimundo Nonato Souza.

No registro histórico vemos a partir da esquerda: Domingos Ferreira, Edielson Bandeira, Arlindo Nonato, Valdeci Barbosa, Umbelino Lobato (falecido) e Nonato Souza (16 anos), técnico Adonias Trajano.

Os nadadores posam sobre uma balsa do Governo do Amapá.

Observa-se ao fundo a frente da cidade vendo-se a Fortaleza de São José de Macapá, a entrada do Igarapé da Fortaleza e o velho Estaleiro Territorial.

Bons tempos em que o Amapá brilhava em todas as competições que participava!

Fonte: Facebook

Foto: Nonato Souza (Arquivo pessoal)

sexta-feira, 16 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: FAMÍLIAS PIONEIRAS

Estamos compartilhando com os leitores do blog Porta-Retrato-Macapá, outra foto de família, enviada pela amiga Sabrina Coutinho.

Nas imagens, de uma foto sem data, vemos à esquerda, Dona Iracema Menezes Coutinho e Sr. José Mendes Coutinho; ao centro o filho deles João Coutinho, com a esposa Jaciara de Lemos Coutinho "Naia" (in memorian); e ela, com a filhinha Michelle, ao colo; e à direita os pais de Naia, o radialista Amazonas Tapajós e esposa sra. Dulcinéia Teixeira de Lemos. Naia faleceu em 1992.

Foto: Arq. Família Coutinho

quinta-feira, 15 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: CASAL DE PIONEIROS – JOSÉ (IRACEMA) MENDES COUTINHO

A amiga Sabrina Coutinho, abre seu álbum de lembranças e compartilha com o blog Porta-Retrato-Macapá, uma foto rara de seus avós os pioneiros de Macapá: José Mendes Coutinho e  Iracema Menezes Coutinho (Cici), pais dos amigos Círio, João Coutinho, Deuzinda, Dailva e do Zé Maria (Cutia), pai dela.

Seu José Mendes Coutinho, que também era irmão da prof. Guíta,  era funcionário da Prefeitura Municipal de Macapá.

É nossa Foto Memória de hoje.

A família morava, no início do Território, nessa casa do meio, na rua da praia, em frente à cidade, (foto). 

O Círio já é falecido há algum tempo.  A Deuzinda faleceu em 2019. O João Coutinho, a Dailva e o Cutia moram em Macapá.

Foto: Família Coutinho

sábado, 3 de abril de 2021

MEMÓRIA DA MACAPÁ DE OUTRORA – Banco do Brasil (Agência provisória)

A agência provisória do Banco do Brasil, em Macapá,...

...inaugurada dia 13 de setembro de 1945, como parte dos festejos comemorativos à Semana da Pátria e aniversário de instalação do Território Federal do Amapá, foi instalada no prédio onde funcionou a residência de intendentes e prefeitos de Macapá, de 1891 a 1944. 

Ficava (círculo amarelo)no início da rua Siqueira Campos, atual Mário Cruz. Hoje, no local, está uma importadora de perfumes. 

A segunda agência funcionou no salão de recepções do Macapá Hotel.

De lá foi transferida para a esquina da Rua Cândido Mendes com Av. Coronel Coriolano Jucá, na praça Barão do Rio Branco, ao lado da residência governamental.

Fotos: Revista do Amapá nº 6, de junho de 1947.

Informações complementares do historiador Nilson Montoril.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...