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terça-feira, 25 de março de 2025

MEMÓRIAS DA ERA ICOMI > RELÓGIO ÔMEGA: DÉCADA PREMIADA

Recebemos uma lembrança enviada pelo usuário Gustavo Matos. Ele compartilha com o blog Porta-Retrato um item relacionado à ICOMI.

Um relógio Ômega Automatic Seamaster foi oferecido como presente aos colaboradores que completaram dez anos de serviço na empresa. O dono dessa peça foi João Zara de Matos, seu bisavô, que atuou na ICOMI.

A Indústria e Comércio de Minérios S.A. (ICOMI), fundada em 1942, foi uma empresa responsável pela exploração de manganês na Serra do Navio, no Amapá, de 1957 até 1998. Essa extração de manganês na área representou o início da mineração industrial na Amazônia.

A empresa homenageava seus colaboradores que atingiam mais de dez anos de trabalho, como forma de reconhecer e valorizar a dedicação de seus talentosos funcionários, oferecendo a eles um relógio como presente. Seu João Zara foi um dos agraciados.

domingo, 16 de agosto de 2020

Foto Memória da Mineração Amapaense: Presidente JK, em visita ao Amapá

Registro do encontro histórico entre o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e autoridades do ex-Território Federal do Amapá, em 1957.

Nas imagens a partir da esquerda: Coronel Janary Gentil Nunes, então presidente da Petrobrás; Presidente JK; Engº Augusto Antunes, presidente da ICOMI e o Deputado Coaracy Gentil Nunes.

Atrás do presidente, o Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Amapá.

Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira participou da solenidade inaugural das instalações do Porto da ICOMI, na manhã de 05 de janeiro de 1957.

Na ocasião ele acionou a esteira com o primeiro carregamento de manganês para a rota internacional.

O Coronel Janary Nunes, primeiro governador do Amapá, permaneceu no cargo de 25 de janeiro de 1944 a 28 de fevereiro de 1955.

No período de 3 de fevereiro de 1956 a 9 de dezembro de 1958, foi nomeado 3º Presidente da Petrobrás.

Deputado Coaracy Nunes, foi Deputado Federal pelo Amapá de 1947 a 1958.

Dr. Amilcar Pereira foi governador do Amapá de 1º de março de 1956 a 10 de fevereiro de 1958.

Foto gentilmente cedida pela Família Pessoa.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Foto Memória da Mineração Amapaense: Pioneiros Nordestinos no Amapá

Integrantes de uma família de nordestinos que chegaram à região no início do Território Federal do Amapá. 
Todos tios e primos do amigo Luiz Lopes Neto que conseguiram emprego na mineradora ICOMI e nela trabalharam por um longo período.
Nossa Foto Memória de hoje, vem do fundo do baú de lembranças do Luiz Neto, e mostra nas imagens, a partir da esquerda: Livaldo, José Nunes (Mucurinha), Paulo Carvalho (Califon), Miguel Carvalho (Galo Cego), e Antônio Carvalho (Nena- Neno).
Os 4 últimos, já partiram para a eternidade.
Fonte: Facebook

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Laboratorista Hipólito Tomaz Vieira e família

Hoje publicamos em nosso blog uma foto compartilhada na Rede social pelo internauta Hilton Vieira, com data estimada de 1957/58.
Nela aparecem o Sr. Hipólito Tomaz Vieira (ex-funcionário da ICOMI), o Hilton ao seu lado, com as irmãs Maria Das Graças Vieira Martins, Bal Vieira, Inácia Maria Vieira, todas muito novas tendo à direita a mãe deles dona Hilda Carvalho Vieira.
O cearense Hipólito Tomaz Vieira, nasceu no dia 3 de novembro de 1916 em Sobral-CE. Ainda muito cedo deixou sua terra natal, o vilarejo denominado Sítio Norte, na Serra de Muruóca.
Andou por diversos Estados e desenvolveu uma série de ocupações que o levaram de simples mascate a comerciante estabelecido.
Em 1950, casou-se com Dona Hilda Carvalho Vieira, no Estado do Piauí. Desse enlace nasceram os seguintes filhos: Inácia Maria Vieira, Hilton José Carvalho Vieira, Maria das Graças Carvalho Vieira, Herivalda Carvalho  Vieira, Hipólito Haroldo Carvalho Vieira, Dario César Carvalho Vieira, Helda Cristina Carvalho Vieira  e Wellington Vieira.
Após o nascimento de sua filha Inácia Maria, Hipólito sentiu aumentar suas responsabilidades e a necessidade de garantir o futuro da família que começava a crescer.
Sabedor de que no Amapá uma grande empresa de mineração precisava de empregados, Hipólito não pensou duas vezes, vendeu tudo, arrumou as malas e partiu com os seus para Macapá, no ano de 1952. Data daí seu ingresso na ICOMI, como Auxiliar do então Departamento Médico. Ele recebeu a chapa nº 0685.
Inicialmente atuou como enfermeiro em apoio ao pessoal que trabalhava na construção da Estrada de Ferro do Amapá, num ambiente precário no que diz respeito à saúde dos trabalhadores, mormente pelo acometimento da famigerada malária.
Posteriormente se estabeleceu na Vila Terezinha atuando no Posto de Saúde da localidade, até a conclusão da Vila de Serra do Navio, em 1959.
Não demorou muito passou a Praticante de Enfermeiro, função pela qual demonstrou grande interesse e zelo.
Com a ampliação dos serviços assistenciais médico-hospitalares, o antigo Departamento foi transformado em Divisão de Saúde, e Hipólito por sua dedicação ao trabalho e pela confiança de que sempre se fizera merecedor, foi promovido a Atendente de Enfermagem, posto em que permaneceu até o fim de 1961.
Em 1962 – por méritos e por possuir o curso ginasial completo, (muito valorizado na época) - foi-lhe proporcionado fazer o curso de laboratório em análises clínicas em Belém do Pará, por um período de 6 meses, findo o qual Hipólito obteve menção honrosa e o direito de ingressar no quadro de funcionários especializados, como Laboratorista, fato que se concretizou em 12 de dezembro do mesmo ano.
Seu Hipólito trabalhou em Serra do Navio até 1965, sendo transferido para Santana, porque Inácia, sua filha mais velha, precisava fazer o curso ginasial e na  Serra não havia essa condição.
Trabalhou em Santana até dezembro de 1973, e por iniciativa própria pediu desligamento da Empresa, retornando com a família para Terezinha. Infelizmente lá chegando, encontrou uma realidade completamente diferente daquela que tinha se habituado a viver e resolveu voltar para Santana.
Procurou antigos colegas de trabalho na intenção de reaver o seu antigo emprego, mas, por uma política interna da Mineradora, não foi possível sua readmissão, pois a Empresa já havia promovido um outro auxiliar para o seu lugar.
Entretanto, os amigos se movimentaram e conseguiram uma colocação para ele numa empresa açucareira ligada ao Grupo CAEMI que estava sendo implantada no Amapá. Um projeto arrojado,  com grandes investimentos localizado no município de Porto Grande .
Contratado foi enviado para Alagoas, para fazer um curso de laboratório pelo período de uns 4/5 meses.
Infelizmente esse projeto surpreendente foi abortado e mais uma vez, fez prevalecer o seu bom conceito e consideração que todos nutriam por ele. Foi contratado pela empresa que assumiu o novo projeto,  a AMCEL, e nela trabalhou até se aposentar e ir residir em Fortaleza-CE, onde faleceu e foi sepultado em 03 de março de 1993.
Dois raros momentos reunidos com a família foram registrados em duas fotos que ilustram esta postagem.
Fontes: Revista ICOMI notícias, com atualizações e informações complementares de Hilton Vieira, filho do biografado.
Agradecemos o imprescindível apoio do amigo editor da página ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Fotos Memória da Mineração Amapaense: As Romisetas da ICOMI

As Fotos Memórias de hoje, relembram as ROMISETAS:
veículos triciclos para dois passageiros com uma única porta frontal,...
 ...que eram usados pelos hospitais de Santana e Serra do Navio,...
 ...no transporte de enfermeiras e médicos em atendimentos no campo de operações nas minas, ou em domicílios nas vilas da ICOMI.
Com o tempo, a política de transporte interno da empresa  foi mudando.  Os empregados passaram a ter carros próprios, e a mineradora reembolsava o consumo de combustível dos usuários, através da quilometragem usada, estimado, previamente, através do preestabelecimento de uma média mensal.
Hoje as Romisetas não existem mais, no Amapá. Com os desgastes do uso, não foram substituídas, e terminaram sendo compradas como sucatas,  pelo comerciante Antônio Pinheiro Lavoura.
Fontes: Mário Miranda e Altamir Guiomar
INFORMAÇÕES HISTÓRICAS
O Romi-Isetta foi um automóvel produzido no Brasil, entre 1956 e 1961, pelas Indústrias Romi S.A., com sede em Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo.
Em 1955, a Iso concedeu os direitos de produção do Isetta para a empresa brasileira Indústrias Romi S.A., fabricante de máquinas industriais e agrícolas fundada em 1930 pelo comendador Américo Emílio Romi e seu enteado Carlos Chiti, com sede em Santa Bárbara d'Oeste (São Paulo).
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução WEB
Lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta, equipado com um motor de dois tempos e uma única porta frontal, se consistiu no primeiro automóvel de passeio de fato fabricado em território brasileiro.
Ao todo, no período de 1956 até 1961, foram fabricadas cerca de três mil unidades no Brasil, muitas das quais ainda hoje permanecem nas mãos de colecionadores. (Wikipédia)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Memória da Mineração Amapaense: Jofre Antunes – Um cidadão de muitos predicados

Por Emanoel Jordânio
Jofre Antunes Ribeiro era um dos muitos operadores de equipamento da Mina de Serra do Navio. 
Embora tivesse Antunes como sobrenome, não tinha nenhum parentesco com o empresário da mineração Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes.
Seu Jofre, nasceu dia 10 de dezembro de 1932, na pacata localidade de Matapí, às proximidades de Santana. Seus pais eram lavradores, profissão honrosa que exerceu até os seus vinte anos, idade em que deixou a casa paterna para trabalhar nas obras do Governo em Macapá.
Cerca de um ano depois do seu primeiro emprego, Seu Jofre candidatou-se a um lugar de braçal na ICOMI. Ao lhe ser dada essa oportunidade, em 1º de fevereiro de 1954, vibrou de satisfação e prometeu a si próprio que tudo faria para melhorar a sua posição e firmar-se na Companhia.
De fato, se assim pensou e cumpriu. De braçal a motorista e desta categoria à de operador de máquinas pesadas, Seu Jofre logo se tornou um dos melhores profissionais no manejo de equipamento industrial da Mina.
Um cidadão alegre, solícito e cavalheiro com todos a quem atendia, in dependente de raça, cor ou credo. Tinha um tratamento único e gentil, fosse com chefes ou o mais modesto dos seus companheiros de faina.
Por isso era benquisto e respeitado.
Nunca o vimos esboçar uma palavra de descontentamento, nem mesmo ao relembrar os dias mais difíceis de sua vida, quando ainda se encontrava fora dos quadros da Indústria e Comércio de Minérios Ltda (ICOMI), enfrentando a rudeza de trabalhos cujos proventos mal chegavam para o seu sustento.
O curioso é que ele nunca arredou pé do Amapá durante o período de ‘ouro’ da ICOMI, nem mesmo às cidades mais próximas às margens do Rio Amazonas, mas sempre prometia que um dia conheceria lugares como Belém e Manaus.
Uma de suas maiores alegrias, como empregado da ICOMI, ocorreu em 08 de maio de 1964, quando recebeu o prêmio pelos dez anos de serviços à empresa: um relógio ‘Ômega’.
Em 1960, casou-se com Dona Francisca Bessa Antunes, de cujo enlace nasceram as meninas Francisca e Maria Odinéica, que sempre considerou seus maiores tesouros.
Seu Jofre faleceu no meado de novembro de 2019, aos 82 anos de idade, após algumas complicações de saúde, deixando um legado de trabalho e profissionalismo pioneiro que sempre será lembrado por aqueles que o conheceram. Em dezembro  ele iria completar 83 anos de vida.
Siga em Paz, Jofre Ribeiro!
Texto de Emanoel Jordânio, adaptado ao blog Porta-Retrato (com a devida anuência do autor), publicado em 17 de novembro de 2019, no blog SANTANA DO AMAPÁ, com o título: “Vá em paz, Jofre Ribeiro!”
Fonte: Facebook

sábado, 2 de novembro de 2019

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Ponte da Pedra Branca

Nossas Fotos Memória de hoje, vão mexer com as lembranças dos usuários da Estrada de Ferro do Amapá, que sempre viajavam, ou moravam em Serra do Navio.
Até atingir Serra do Navio, a Estrada de Ferro do Amapá teve de vencer cinco rios. O principal deles é o Rio Amapari. Por isso, é lá que encontramos a ponte de maior envergadura. É a chamada Ponte da Pedra Branca, na altura do quilômetro 178. Bela obra de engrenharia, com quase 219 metros de extensão.
O registro, do acervo histórico da ICOMI, mostra homens trabalhando na sua construção.
Na segunda foto o aspecto dela depois de concluída.
A Estrada de Ferro do Amapá, construída para transporte de minério de manganês na década de 1950, possui a extensão de 194 quilômetros e foi inaugurada em 1957, cujo principal objetivo era o transporte do minério de manganês extraído e beneficiado na Serra do Navio-AP, para ser embarcado para exportação pelo Porto da mineradora, em Santana (AP).
A ferrovia começou a ser implantada em março de 1954 e foi concluída em janeiro de 1957.
Atualmente, está desativada. (Wikipédia)
Fotos reproduzidas da Revista Icomi Notícias nº 02 de Fevereiro de 1964.

sábado, 17 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Janary Nunes mostra manganês do Amapá ao Pres. Getúlio Vargas

Nesse memorável registro fotográfico, datado de 1951,  que hoje pertence ao Acervo Histórico do Amapá...
...vemos Janary Gentil Nunes, primeiro governador do estado, em audiência  com Getúlio Vargas no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, mostrando ao presidente do Brasil, pedra de minério de manganês, recolhida no início dos anos 40. Esse gesto simbólico, seria o pontapé inicial à exploração mineral no antigo Território Federal, com o advento da ICOMI.
Resumo histórico - A primeira constatação da presença de manganês no Amapá foi levantada pelo engenheiro Josalfredo Borges, a serviço do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em local indefinido às margens do rio Amapari. Com a criação do território federal, em 1943, a pesquisa despertou o interesse do interventor, o capitão Janary Gentil Nunes. Para o militar, a mineração seria a base da economia e do desenvolvimento do território, ao invés da pesca e dos produtos tradicionais de extração, como a borracha ou a castanha. Em 1945, ele ofereceu um prêmio em dinheiro para quem fornecesse informações que levassem à identificação de depósitos de minério de ferro. Um comerciante ribeirinho chamado Mário Cruz levou pessoalmente a Janary Nunes algumas pedras escuras e pesadas, que usara como lastro para seu barco, em busca da recompensa prometida. O material foi analisado na sede do DNPM no Rio de Janeiro, pelo engenheiro Glycon de Paiva, que constatou tratar-se de manganês de teor elevado.
O próprio Glycon foi à Serra do Navio analisar os depósitos e concluiu haver grande viabilidade comercial, mas recomendou que a exploração fosse feita por uma concessão única, que assim teria mais competitividade no mercado internacional. O interventor aceitou a recomendação de Paiva e convenceu o então presidente Eurico Gaspar Dutra (que governou o  Brasil, de 1946 a 1951), a criar, por meio do decreto-lei 9.858/46, uma área de reserva nacional englobando todo o depósito de manganês e conferindo ao território a competência para prospectar e explorar, por meio de concessão. Empresas nacionais e estrangeiras foram convidadas a visitar a região e a apresentarem suas candidaturas à exploração da área. Três empresas responderam ao convite: a Companhia Meridional de Mineração (subsidiária brasileira da United States Steel), a Hanna Coal & Ore Corporation, e a Sociedade Brasileira de Indústria e Comércio de Minérios de Ferro e Manganês (ICOMI). A brasileira ICOMI, com sede em Belo Horizonte e atuação em Minas Gerais, foi escolhida pelos nacionalistas brasileiros e venceu a concorrência contra as gigantes estadunidenses. Mas depois de ganhar a concorrência, a necessidade de capital para realizar a prospecção fez a ICOMI associar-se a outra grande companhia estadunidense, a Bethlehem Steel, maior consumidora mundial de manganês. O contrato previa que a ICOMI teria de investir no Amapá pelo menos 20% de seu lucro líquido. Ainda assim, sofreu severas críticas de nacionalistas brasileiros, que faziam objeção à participação de uma firma estrangeira no negócio, do financiamento estrangeiro e do caráter exportador da atividade. O contrato assinado em 1947 previa ainda um perímetro máximo de 2.500 hectares, o equivalente a 0,17% do território do Amapá, e o pagamento de 4 a 5% das receitas totais na forma de royalties ao governo do território.
Além da área de exploração, foi concedida à empresa uma área adicional de 2.300 hectares para a construção de instalações industriais e estações ferroviárias, além de uma vila operária, que daria origem à cidade de Serra do Navio e à vila dos trabalhadores do porto e da ferrovia, que começaram a ser construídas em janeiro de 1957 e ficaram prontas em 1959. Cada vila tinha 330 casas, alojamentos coletivos para solteiros, temporários e visitantes, e prédios coletivos (escolas, hospitais, refeitórios), abrigando até 1.500 pessoas, entre trabalhadores e familiares. A Vila de Serra do Navio foi dotada de ruas largas, postes de concreto para a fiação elétrica e telefônica, calçadas, parques, clubes com piscina, quadras esportivas, restaurante e lanchonete, drenagem de águas das chuvas e tratamento de água e esgoto. Todas as casas tinham mais de 90m² e contavam com saneamento e energia elétrica, proveniente de geradores da ICOMI. No entanto, a reserva esgotou antes do tempo previsto e a empresa deixou o local. Com a saída definitiva da ICOMI e após a instalação do município, a sede passou a ser administrada pela prefeitura, e a administração da cidade tornou-se mais eficiente. (Wikipédia)

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Construção da estrada Terezinha-Serra do Navio, em 1952.

A Foto Memória de hoje, apresenta um registro histórico da Construção da estrada Terezinha-Serra do Navio, em 1952.
Vemos à esquerda, o Dr. Oswaldo Luiz Senra Pessoa, supervisionando os trabalhos topográficos executados pelo técnico Renato Bicelli, que era auxiliar de topografia, na época.
Imagem do acervo da ICOMI, publicada por Lana Darck Barbosa, na página ‎ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.
Fonte: ICOMI - Portal do Altamir Guiomar

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto de Santana – Anos 60

Encontrei esta linda Foto Memória do Porto de Santana, nos anos 60, postada no ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.
É uma peça rara, da memória da mineração amapaense.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto de Santana

Registro histórico aéreo da frente do Porto de Santana, em 1950, quando as obras da mineradora ICOMI ainda estavam sendo implantadas na área portuária. Somente estava montado o porto flutuante de embarque de minério. Do outro lado do rio uma parte da Ilha de Santana.
Foto: reproduzida do blog Memorial Santanense

terça-feira, 9 de abril de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto da ICOMI, em Santana-AP

Hoje trazemos para rememorar, uma Foto Memória tirada em 1956, época da construção do Porto de Santana, montado pela Industria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI.
Já se encontrava instalada toda a estrutura do cais flutuante, implantado pela mineradora e que, hoje, está totalmente destruído.
Vemos ainda, no raro registro histórico, o primeiro armazém construído pela empresa à beira do Rio Amazonas, além do porto em alvenaria para carga e descarga de produtos, maquinários e veículos.
Fonte: Revista Icomi Notícias

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Foto Memória da Mineração Amapaense: Navio no Cais da ICOMI, em Santana

Foto Memória publicada no ICOMI - Portal de Altamir Guiomar, retrata um dos momentos importantes da economia do Amapá, vendo-se um navio graneleiro de minério no porto da mineradora ICOMI, no Amapá.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Supermercados ICOMI

A Mineradora ICOMI, tão logo iniciou a montagem de sua estrutura no Amapá, instalou dois supermercados.
A empresa importava produtos de fora do Território e os oferecia para consumo de seus empregados e respectivas famílias, a baixo custo.
Os imóveis ficavam localizados em Vila Amazonas, em Santana, e na Vila Serra do Navio, com grande variedade de gêneros alimentícios e de outros produtos de uso doméstico, para atender as necessidades das duas populações operárias.
Eram produtos considerados básicos, tais como: arroz, feijão, açúcar, charque, gorduras, manteigas, carne-verde, charque, etc, todos vendidos a preços bem inferiores aos praticados no comércio local e mesmo à tabela da SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento), de Macapá.
O restante dos produtos era complementado com a produção da Fazenda Campo Verde, onde eram cultivadas as mais variadas espécies de hortaliças, próprias ao clima da região, além de frutas e legumes.
Fonte: Revista Icomi-Notícias

domingo, 1 de julho de 2018

Foto Memória da Mineração Amapaense: Medalha ICOMI

Imagem: Reprodução web
Medalha comemorativa à inauguração do Projeto ICOMI no Território Federal do Amapá e 1º embarque de manganês diretamente para Beltimore, nos Estados Unidos, emitida pela Indústria e Comércio de Minérios S/A - ICOMI.
“Na manhã do dia 05 de janeiro de 1957, o então Presidente da República Juscelino Kubitscheck participou das solenidades de inauguração do Projeto ICOMI no Território Federal do Amapá.
Com a presença de mais de 110 pessoas das mais altas posições sociais e militares, teve forte cobertura da imprensa nacional que enviou mais de 30 profissionais de jornais de grande circulação (O Globo, Jornal do Brasil, Estado de São Paulo e outros).
Entre esses renomados profissionais da comunicação brasileira, estava o jornalista paraense Ossian Brito, que esteve a todo momento caminhando lado-a-lado com o Chefe da Nação e relatou semanas depois – para o jornal “Folha do Norte”, de Belém (PA) – o roteiro daquela histórica visita presidencial ao Amapá:
A história da descoberta das minas de manganês, no Amapá, tem a sua semelhança com a das grandes descobertas, onde aparecem os aventureiros levados pelo fascínio do ouro. Resultado da ambição do homem.
O Território dava seus primeiros passos. O então governador Janary Nunes anuncia um prêmio a quem, do interior, lhe trouxesse amostras de ferro. Tudo indicava que no Amapá havia ferro, especialmente na zona do Rio Amaparí.
Mário Cruz foi um caboclo como centenas de outros que, atraídos pela oferta de Janary, embrenhou-se pela mata virgem, para colecionar toda espécie de pedra, um barro que encontrasse. Assim invadiu as selvas.
Um dia reapareceu em Macapá. Trazia várias amostras de tudo o que encontrara. Foi à presença do governador. Disse que na Serra do Navio havia umas rochas de uma coisa dura, parecida com ferro.
Janary examinou-as. Levou-as ao Rio de Janeiro. Era Manganês. E pagou 20 mil cruzeiros, valor prometido àqueles que trouxessem as amostras.
Comprovada a existência do manganês, passou a outra fase, e a mais importante: saber da capacidade das jazidas, se interessava ou não comercialmente a sua exploração.
Conclusão a que chegaram os técnicos: em 50 anos as minas da Serra do Navio ainda estarão produzindo. Fabulosas. Somente assim se justifica a inversão, pela ICOMI, de milhões de cruzeiros nas obras do Porto de Santana e na Serra do Navio, onde se chega depois de percorrer 200km de uma moderna estrada de ferro, bitola larga.
Nunca julgamos que o (então) Presidente da República Juscelino Kubitscheck quisesse ir à Serra do Navio, ver de perto aquele mundo de riquezas. A cerimônia de inauguração das instalações do Porto de Santana – naquele dia 05 de janeiro de 1957 – com discursos, terminou quase ao meio dia.
Estava programado um almoço à americana, mas o presidente aproveitou o tempo, num dia quente, sol a pino, para percorrer as instalações da ICOMI.
Quando deu pelo relógio, sem comer, já era quase uma hora da tarde. Só tiveram tempo de reunir sanduiches, garrafas de água mineral e colocar dentro de uma litorina.
Nove pessoas tomaram o carro: o presidente JK, o Coronel Janary Nunes, o deputado Coaracy Nunes e o governador Amilcar Pereira. Não havia lugar para os jornalistas. Imediatamente a ICOMI mandou preparar um moderno comboio, dois troles ao ar livre para os elementos da imprensa.
E assim, viajando à frente do carro presidencial, com um sol de rachar, começamos a viagem para a Serra do Navio. Duzentos quilômetros de trem é coisa para ser vencida no mínimo em 04 horas. Ida e volta, oito.
(...)
Quase no meio da viagem, o trole dos jornalistas deu o “prego”. Levou 15 minutos para vencer o enguiço. Foi quando, demonstrado ligeiro cansaço – e não era para menos, pois desde os primeiros minutos do dia 03 que JK viajava dia e noite – já estávamos no dia 05 – o presidente saltou da litorina, em mangas de camisa, simples como ele, e foi dar o seu palpite no “prego” do trole que nos conduzia.
JK perguntou se o pessoal estava cansado. Resposta afirmativa, mais pelo sol que nos castigava. JK levou a mão à cabeça, tirou seu chapéu e cobriu o locutor Teófilo Vasconcelos. Dirigindo-se à turma: “Se tivesse outro, daria a outro. Que castigo, hein?!” E demonstrando preocupação pelo que via, perguntou:
– Querem continuar, ou preferem parar?
– Vossa Excelência é que resolve, onde Vossa Excelência for, estaremos nós, responderam.
– Bem, se é assim, vamos até o fim. Minutos depois, o motorista tirava o “prego”.
E reiniciávamos a marcha. No km-108, paramos em Porto Platon, primeiro acampamento da ICOMI. Rápida visita ao hospital, às residências. A ICOMI oferecia conforto aos seus auxiliares. É a tradição americana, indiferente ao fim do mundo onde estão.
Até Porto Platon há uma estrada de rodagem, ligando Macapá. Porto Platon tem um hospital completo. Dali para diante, somente o caminho de ferro. Mais 92km.
Às 17hs, chegamos à Serra do Navio. (...) A ICOMI mobilizou recursos em máquinas os modernos possíveis, para a extração do minério.
(...)JK subiu serra, desceu serra, foi às várias secções do tratamento do manganês, entrou em contato com o trabalhador do campo.
Quis lhe conhecer a vida. Indagou-lhes quanto ganhavam. Todos mais do que o salário mínimo da região. O Coronel Janary Nunes dirigiu breves palavras àqueles anônimos obreiros. Visivelmente emocionado, com lágrimas nos olhos, disse que ali estava o Presidente da República.
Vencendo todas as dificuldades, fizera aquele esforço para conhecer o manganês do Amapá, aplaudir o patriotismo do homem amapaense.
Juscelino não menos emocionado, vendo os trabalhadores sujos, na sua faina honesta e diária, arrancando do solo tantas riquezas, exclamou patético: “Sois os bandeirantes da selva”.
Quis apertar a mão de cada um. Mas estava diante de mais de uma centena. Chamou o de nome Antônio Campos de Carvalho, todo sujo, verdadeiro mascarado pela poeira preta do manganês. Abraçou-o. Aquele cumprimento simbolizava o amplexo a todos os que trabalhavam no manganês.
E quase às 19hs, o começo da viagem de regresso. Chegou a Macapá às 23hs. Tomou um banho. E foi para o jantar. Depois uma festa. Madrugada, deitou-se.
Acordou cedo para, no domingo (06), tomar o avião, rumo a Belém (PA). Na ida às minas, Juscelino passou mal. Alimentou-se apenas de sanduiches, logo consumidas por ter oferecido o seu “rancho” para os jornalistas, logo acabaram-se os mantimentos.
Depois fome, desaparecida com o jantar, altas horas. Houve colegas que reclamaram. O representante da U.P.I. (agência de notícias) adoeceu ligeiramente. Não suportou o castigo do sol.” (Emanoel Jordânio)

Fonte: Blog Santana do Amapá
(Última atualização às 22h13min)

sábado, 23 de junho de 2018

Foto Memória da Mineração Amapaense: Visita de Juscelino Kubitscheck ao Amapá

Nossa Foto Memória de hoje, registra o encontro histórico entre o primeiro mandatário da Nação brasileira e autoridades do ex-Território Federal do Amapá, em 1957.
Nas imagens a partir da esquerda: Coronel Janary Gentil Nunes, então presidente da Petrobrás, Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Amapá, Presidente JK e Deputado Coaracy Gentil Nunes.
Juscelino Kubitscheck de Oliveira foi o primeiro Presidente da República a visitar Santana, onde participou da solenidade inaugural das instalações do Porto da ICOMI, na manhã de 05 de janeiro de 1957. 
Na ocasião ele acionou a esteira com o primeiro carregamento de manganês para a rota internacional.
Fonte: Blog Memorial Santanense  

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Pioneiro Walter James Maynard

Mais um estrangeiro que veio para o Brasil e contribuiu com o progresso da Amazônia, especialmente do Território do Amapá.
Ele é nosso homenageado (em memória) de hoje, por sua larga folha de serviços prestados ao Amapá e ao Brasil.
Walter James Maynard, também natural de Santa Lúcia na possessão inglesa, onde nasceu em 1910, filho de Charles Maynard e Anne Hull. 
Foi encarregado do serviço de manutenção de locomotivas e vagões da Empresa ICOMI, em Santana/AP.
Walter foi marinheiro da Real Marinha Canadense e assim correu o mundo, quando teve a oportunidade de ter uma visão longa e proveitosa do que existe pelos quadrantes da terra. Mas, em 1942, alistou-se na USAF (Força Aérea Americana), com a proposta de lutar, ao lado dos aliados contra a tirania de Adolpho Hittler.
Entretanto, foi destacado para as Operações do Atlântico Sul, auxiliando as construções das Bases Aéreas de Val-de-Cães (Belém) e a do Amapá. Na primeira trabalhou pouco tempo, mas, na segunda permaneceu até 1946, quando a Base foi entregue pelos americanos à Força Aérea Brasileira.
Depois da USAF foi para a FAB, como mecânico de aviões. Trabalhou na Força Aérea Brasileira até 1956. Sua especialização abrangia também a mecânica de máquinas pesadas a óleo e à gasolina.
Quando da construção das pistas de aterrisagem, na Base Aérea do Amapá, conheceu o Sr. Homero Charles Platon, o mesmo que, mais tarde, em 1955, como Chefe do Departamento de Pessoal, o convidou para trabalhar na ICOMI. 
Em 28 de fevereiro de 1956, ingressou na Companhia, indo trabalhar em Porto Platon, passando depois para a Serra do Navio, como mecânico de equipamentos pesados. 
Sua colaboração à essa época, se estendeu ao serviço de montagem de todos os faróis que constituem o balizamento do Canal Norte do Rio Amazonas, anotando-se ainda a sua assistência técnica à piçarreira de Porto Platon. Depois Walter trabalhou no Departamento de Mecânica, na Seção de Locomotivas.
Walter Maynard ao lado de seu Ford Galaxie, em companhia do amigo Antonio Maria Portal Smart
Na juventude quando ainda pertencia à Marinha canadense, praticou boxe, e conquistou o título máximo de médios do “price fighter” de bordo, durante 5 anos. Nunca, porém, foi profissional.
Além do box, o “baseboll” e o “cricket”, eram seus esportes preferidos.
Walter James Maynard, que se aposentou pela ICOMI, faleceu em Macapá vítima de câncer de próstata, dia 15 de março de 1996, com 86 anos,  e seu corpo descansa em Paz no Cemitério São José, no bairro Santa Rita.
Fonte: Revista ICOMI-Notícias

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Fotos Memória da Mineração Amapaense: O Pioneiro Henry Ovide Lucien (em memória)

Desde o início do Território Federal, o Amapá tem recebido muita gente de várias partes do Brasil e do Mundo, que tem ido somar esforços e contribuir para o progresso daquela região da Amazônia.
Nosso homenageado(em memória) de hoje é o Pioneiro Henry Ovide Lucien, que integrou os quadros da ICOMI, desde 1º de março de 1948, ou seja, a data em que a Companhia passou a ter vida atuante no Território Federal do Amapá.
Henry Ovide Lucien viu o alvorecer dos primeiros dias, quando tudo ainda eram estudos, planos e esperanças. Ele acompanhou de perto o trabalho desenvolvido pelos pioneiros, enfrentando toda a sorte de contratempos e outras dificuldades.
O maior orgulho de Ovide Lucien, foi ter sido contratado diretamente pelo Dr. Augusto Antunes, primeiro mandatário da Empresa.
Henry Ovide Lucien, nasceu em Santa Lúcia, possessão inglesa nas Antilhas, em 1910; emigrou pela Guiana Holandesa em 1930, quando contava 20 anos de idade. Em 1937, atraído pelas riquezas minerais da Região Norte do Brasil, foi para Macapá.
Durante muitos anos tentou encontrar alguma coisa nas águas do Rio Amapari, até que um dia, já em 1946, desiludido pelas incertezas de uma vida aventureira, empregou-se na Mineração Apolo como zelador do depósito que aquela empresa mantinha em Macapá.
Em 1º de agosto de 1948, em Macapá, um diálogo entre o Sr. Geraldo de Souza e Silva, gerente da Mineração Apolo e o Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, na época tratando dos trabalhos de instalação da ICOMI no Território Federal do Amapá, mudou completamente a trajetória de vida de Henry Lucien.
-- Cedemos-lhe o galpão, para que o Sr. Instale o escritório da Companhia, desde que, este homem que aqui está, nosso zelador, seja aproveitado como seu empregado.
-- Perfeitamente. Se esta é a maior exigência, o negócio está fechado.
O zelador citado na conversa era, nada mais nada menos, o Sr. Henry Ovide Lucien, que foi encarregado do Serviço de Vilas, em Santana.
Ovide Lucien desenvolveu inúmeras atividades na ICOMI, a maior parte delas, desempenhada em Macapá, desde sua admissão no escritório pioneiro até ser transferido para a Serra do Navio, em 1957, e posteriormente, para Macapá.
Henry acompanhou de perto o desenvolvimento da ICOMI, no Amapá, e se aposentou na mineradora. Ele era o chapa 3 na Empresa, atrás de Bento Sales Páscole (chapa 1) e do descobridor Mário Cruz (chapa 2).
Jamais deixou o Território, desde que lá chegou. Mas, apesar de ter vivido mais tempo no Brasil do que em sua terra natal, nunca abandonou a cidadania inglesa.
Sua esposa D. Mildred Lucien, também de Santa Lúcia(já falecida), deu-lhe seis filhos, todos brasileiros: Eric, (falecido), que foi empregado da ICOMI, em Santana; Henriqueta; Mariana; Mário; Eulálio e Vitória.
Henry Lucien residia com a família em uma casa própria, em Macapá, situada à rua Odilardo Silva, quase esquina com a Mendonça Furtado, no centro.
Fonte: Revista Icomi-Notícias

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...