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sábado, 10 de fevereiro de 2024

MEMÓRIAS DO CARNAVAL AMAPAENSE - ANO 1984 - PIRATAS DA BATUCADA

MITOLOGIA AMAZÔNICA, ASSOMBRAÇÃO E FASCÍNIO

O vídeo abaixo apresenta a música composta por Jeconias Araújo e José Estumano, na interpretação de Humberto Moreira, que foi samba-enredo da Associação Recreativa Piratas da Batucada, de Macapá, no carnaval de 1984.

É uma das faixas no 3º disco de Carnaval lançado pela Prefeitura de Macapá, com recursos repassados pelo Governo do então Território Federal do Amapá.

Como aconteceu no ano anterior, também nesta edição, os cantores amapaenses foram levados até a capital paraense, sendo contratados em Belém apenas os músicos. 

Na capa do disco imagens do bloco “A Banda”, com layout de Antônio Brito e fotomontagem de Fernando Leite do Foto Galeria. No anverso os títulos das músicas e a ficha técnica. Ouça:

Vídeo gentilmente cedido ao blog pelo amigo Francelmo George.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

MEMÓRIAS DE MACAPÁ: O LEÃO AZUL DO BAENÃO É MACAPAENSE

O LEÃO AZUL QUE ESTÁ NO BAENÃO É MACAPAENSE (E “irmão” dos dois que estão nas sede da OAB/AP, em Macapá)

(Foto: Via WhatsApp)

A icônica estátua do Leão Azul no estádio Baenão, em Belém/PA, foi esculpida em Macapá, pelo português Antônio Costa, cuja oficina de trabalho foi erguida no terreno da Loja Maçônica Duque de Caxias, por trás do templo, localizado à Av. Coriolano Jucá, 451 no Centro da capital amapaense. 

Antônio Costa era maçom e fabricava ladrilhos para piso de residências e órgãos públicos de Macapá, nas cores branco e preto. Os pisos originais do Hospital Geral de Macapá, Maternidade de Macapá, Grupos Escolares, Fórum e de outros prédios eram verdadeiros tabuleiro de damas (mosáicos). 

Os dois leões existentes na frente do antigo Fórum, atual sede da OAB/AP foram esculpidos por ele, a  partir de uma forma confeccionada pelo Sr. Jorge Marceneiro (já falecido) que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias.

O historiador Nilson Montoril cita detalhes sobre a confecção e doação do Leão Azul: “ Meu tio paterno Hermano de Araújo Jucá(mazaganense), apaixonado torcedor do Clube do Remo, encomendou ao seu Antônio Costa, um leão para ser doado ao "Clube de Periçá". Uma vez esculpida, a peça foi pintada de azul. Hermano Jucá era sobrinho de Cândido Jucá, um dos organizadores do "Grupo do Remo", que alterou sua denominação. Na época em que a doação do leão macapaense foi concretizada, integrava a diretoria azulina de Antônio Baena o médico Roberto Macedo, meu primo e sobrinho de Hermano Araújo. Para transportar o leão para Belém, tio Hermano recorreu aos préstimos do cunhado Francisco Jucá do Nascimento, que era o comandante do navio Oiapoque, pertencente ao SENAPP (Serviço de Navegação e Administração dos Portos do Pará). O navio fazia a linha Belém/Oiapoque/Belém, com escalas em Curumum, Curralinho, Breves e Macapá. Numa das viagens, ao aportar em Macapá, o Comandante Nascimento aproveitou a estada para visitar seus parentes, entre eles Hermano Jucá. Ao pedir ao tio Chiquinho Jucá, que levasse o leão para Belém, tio Hermano engoliu em seco a resposta: " levo sim, mas o bicho deve ir enjaulado e acorrentado, acomodado no porão. Não posso deixar os tripulantes e os passageiros correrem risco algum". O Comandante Jucá era torcedor do Paysandu e não iria perder a oportunidade de fazer gozação com o primo. Na volta do navio Oiapoque, o caixote com o leão já estava na cabeça do trapiche Eliezer Levy, pronto para embarcar. Uma outra gozação foi feita ao tio Hermano: " Diz ao pessoal do Remo, que vá receber o caixote na Bacia, senão mando jogá-lo no Guajará". O leão azul nascido em Macapá, continua soberano e ornando o Estádio Evandro Almeida. Ele é cópia fiel dos leões da sede da OAB/AP, em Macapá.”

O monumento permanece no lugar de sempre, no escanteio do gol que fica para a travessa 25 de setembro.

Via Facebook 

domingo, 5 de junho de 2022

RADIALISTA CARLOS LINS CÔRTE: QUARENTA E HUM ANOS DE SUA MORTE....SAUDADES!

PAQUI, CARLITO, BAIÃO CAÇULA
Por Nilson Montoril
No dia 5 de junho de 1981, às 21 horas e 20 minutos, um câncer pertinaz, provavelmente provocado por radiação, ceifou a vida do técnico de rádio Carlos Lins Côrte.Nascido em Belém, no dia 7 de julho de 1937, Carlito foi gerado pelo casal Carlos Cantidio Côrte e Erotildes Lins Côrte. No seio da família Côrte, ele tinha apelido de Paqui, usado, principalmente, pela irmã Consolação. Os demais familiares usavam o apelativo Carlito. Entre seus colegas radialistas, ele ganhou um apelido bem pitoresco, "Baião Caçula".
Carlito tinha 21 anos quando iniciou seu trabalho na Rádio Difusora de Macapá, em 1954, na condição de auxiliar técnico de Raimundo Veras, Manuel Veras e Mariano, pessoal que lidava com o transmissor de onda média e demais equipamentos da emissora governamental. A dedicação do Carlito era tão marcante, que ele chegava a dormir no prédio do trasmissor, para poder desligá-lo ao final da jornada diária e religá-lo às 5 horas da manhã, iniciando a irradiação da ZYE 2.
Tanto agia como técnico de transmissor, como lidava muito bem com a mesa de som. Por ser franzino e ter baixa estrutura, ganhou o apelido de "Baião Caçula", música que fazia grande sucesso em 1954. A marcante e apaixonada atuação do Carlito, na Rádio Difusora, se estendeu até o momento em que ficou impossibilitado de trabalhar. Foram 37 anos de abnegação. Aos domingos, usando uma aparelhagem de som da RDM, animava as manhãs festivas no Salão de Recreio da Piscina Territorial.
À tarde, cuidava da parte técnica que ele instalava no Estádio Glycério de Souza Marques, usada nas transmissões futebolisticas, realizadas via linha telefônica. Raras vezes foi substituído por Miguel Ramos, Luciano Amaral e Edyr Peres. No período em que Integrei a equipe de esportes da Rádio Difusora, narrando jogos de futebol, nem sempre o som da transmissão chegava ao estúdio sem interrupções. O problema decorria do fato da linha telefônica ser antiga e quebrava no trecho que passava entre mangueiras. Isso ocorria durante o inverno, por causa dos ventos e as sacudidas dos galhos. No Jeep da RDM constantemente havia pedaços de fios de telefones e rolo de fita isolante. O encargo de consertar a linha era do Edyr Peres, discípulo do Baião Caçula.
Carlito foi um dos baluartes da Difusora e sobejamente estimado por seus confrades. No plano reprodutivo, Carlito não brincou em serviço.
Foi casado com Terezinha Silva Côrte e gerou nove filhos: Maria Socorro, Célia Maria, Odete Maria, Carlos Cantidio Neto, Carmem Florência, Carlinda Maria, Thais, Célio Carlos e Carlinda Terezinha. Antes do casamento, relacionou-se com Antônia do Carmo e teve um filho, registrado como Antônio Carlos. Seus irmãos também são numerosos:Maria Célia Côrte de Castro, Maria Carmélia Côrte Pimentel, Maria da Consolação Lins Côrte, Maria Celi Côrte Oliveira, Maria do Carmo Lins Côrte e João Carlos na Lins Côrte. No bairro Infraero, zona norte de Macapá, a rua principal leva o nome do saudoso amigo: Carlos Lins Côrte. Baião Caçula também jogou futebol, inclusive realizando jogos da Segunda Divisão do Campeonato Amapaense de Futebol. Foi integrante do Guarany Atlético Clube. Não foi um craque da pelota,mas não comprometia a atuação do Bugre Laguinense.
Via Facebook

domingo, 22 de maio de 2022

MEMÓRIA DA MACAPÁ ANTIGA: O BOTECO DO NECO BRITO

Por Nilson Montoril de Araújo

Um capricho do destino uniu duas almas que encarnaram em locais relativamente distantes. 

Anésio de Moraes Brito e Eliza Homobono Brito. Foto Arquivo pessoal

Ele, nascido no dia 11/11/1907, na vila do Igarapé Grande, arquipélago do Bailique. Ela despontou para a vida no município de Chaves mais precisamente na localidade Ciriáca, Ilha Viçosa, no dia 18/3/1916. Anésio, conhecido como Neco, pescava e criava gado. A notícia sobre a criação do Território Federal do Amapá o motivou a mudar-se para Macapá, em busca de melhor condição de vida para a família, então composta por ele, Dona Eliza, que estava gestante (Cristina), o filho José e a filha Marluce. Corria o ano de 1944, e o governador Janary Nunes estava implantando seu governo. A mão de obra prioritária era composta por operários da construção civil, o que não era o ramo de Neco Brito. Com o dinheiro da venda de sua propriedade no Igarapé Grande, Neco Brito alojou sua trupe na canoa a vela “Titular” e veio para a capital do Amapá, decidido a abrir um boteco em área próxima a Fortaleza de São José. Com o passar do tempo, a área hoje cortada pela Av. Hélio Penafort, ganhou a denominação de “Baixa da Maria Mucura”. 

No limiar desse logradouro, teve início um arremedo de via pública denominada Fernando da Costa de Ataíde Teyve, que depois recebeu o nome Rio Maracá. 

Na esquina da mencionada avenida, com a Rua São José, em ponto bem concorrido,(em destaque amarelo) que atualmente abriga uma loja sortida, foi instalada a mercearia “Jesus, Maria, José”, título expressivo, mas relegado pelos fregueses, que preferiram rotular o empreendimento como “Boteco do Neco Brito”. O imóvel em madeira, com dois pavimentos, (em destaque vermelho) no outro canto, era a Casa Califórnia. Na mesma fotografia, em primeiro plano, aparece a famosa. "Baixa da Maria Mucura".

Anésio continuou exercendo a atividade de pescador. Mostrou que o trecho do Rio Amazonas, na frente de Macapá é piscoso e tem excelentes peixes. Numa de suas pescarias, ele capturou uma bela piraíba (filhote) e decidiu oferecê-la ao governador Janary Nunes, que a aceitou e o declarou como pescador oficial. Progressivamente, a família do casal Anésio e Eliza foi crescendo. Na capital do Amapá, contando com a ajuda de “aparadeiras”, nasceram Maria Cristina, Maria de Nazaré, Águida Maria, Sônia Maria, Maria Regina e Salvador. Apenas a Nazaré Maria nasceu na Maternidade. Foram nove rebentos no total. Para suprir a necessidade da prole, Dona Elisa devotou-se à costura, coisa que fazia muito bem. Tinha uma seleta freguesia, inclusive gente da alta sociedade macapaense. Também preparava cachorro quente e pastéis, que o José Homobono saia vendendo pelos arredores do boteco. O ponto alto da venda ocorreu no decorrer do ano de 1953, com a construção do Mercado Central, graças ao apetite dos operários da importante obra. O Boteco do Neco Brito foi frequentado por tripulantes dos barcos do governo, operários que fizeram a restauração da Fortaleza São José, membros da Guarda Territorial aquartelados na fortificação, moradores do então bairro da Fortaleza, incluindo os habitantes do Remanso/Elesbão e da Baixa da Maria Mucura. Os habitantes do nascente bairro do Trem, notadamente a turma da birita, também costumavam ir rogar a proteção de “Jesus, Maria, José”. O boteco servia cachaça Alvorada, peixe salgado, carne de caça, principalmente de cotia, jacaré (abatido no quintal do botequim), açúcar moreno(mascavo), açúcar molhado, sal, querosene, tabaco, feijão sacaninha, farinha d’água, Flip Guaraná, sardinha em lata, carne em conserva e tira gosto. O aperitivo mais apreciado era a famosa “meladinha”, preparada com uma colher de mel, dois limões e três dedos de cachaça. Em meados da década de 1950, Dona Eliza preparava saboroso mingau de milho/banana e café, que as filhas Cristina e Maria de Nazaré iam vender na frente do Mercado Central. Ainda amassava açaí para vender. Dona Eliza controlava toda a renda das vendas, cabendo à Marluce elaborar a escrituração e manter atualizada a lista dos devedores. A residência dos Homobono Brito foi edificada em um terreno cedido pela Prefeitura de Macapá, à esquerda da Rua Coronel José Serafim, entre as avenidas Antônio Coelho de Carvalho e Henrique Galúcio, sentido ponte do Abílio/Trem, que ainda pertence aos descendentes de Neco e Eliza. Anésio Brito se manteve em atividade até 1964, com 57 anos. Os filhos com mais idade já trabalhavam e Dona Eliza permaneceu confeccionando roupas. Seu Neco faleceu no dia 1/9/1987, aos 80 anos. Dona Eliza desencarnou a 16/11/1996, também com 80 anos. Ainda moram em Macapá muitos dos antigos fregueses do boteco, que narram causos muito interessantes ali ocorrido.

Atualmente, onde ficava a Casa Califórnia, está o Shopping Popular.

Via Paneiro de Lembranças (Facebook)

Com adaptações para o blog Porta-Retrato-Macapá.

sábado, 10 de abril de 2021

MORRE NO RIO O ESCRITOR E POETA LEÃO MOISÉS ZAGURY

Por Paulo Tarso Barros

Meu Amigo e Confrade Leão Moisés Zagury nasceu no Rio de Janeiro em 11 de fevereiro de 1954, mas criou-se em Macapá. Leão é autor de muitos livros e tem papel importante da produção literária local contemporânea. 

Era de família tradicional de pioneiros, judeus marroquinos que chegaram ao Amapá no final do século XIX, e que se destacaram no comércio e na indústria, como sua avó Sarah Roffe, seus tios e seus pais Moysés Zagury e Dona Rachel Zagury.  Foi professor e empresário, e publicou, dentre outros, os livros: Ciranda Matinal (1991) Cidade sem Rosto (1993) e Ciranda Matinal II (1997). Em 2001, Leão publicou a obra Expectativa (poemas, crônicas e curiosidades) e Expectativa vol. II (2003) e muitos outros livros. Faleceu no Rio de Janeiro em 10 de abril de 2021 em consequência da Covid e era integrante da Associação Amapaense de Escritores-Apes e do Clube dos Poetas.

Que sua alma esteja em Paz na Eternidade!!!!

Fonte: Facebook (texto e fotos - reprodução)

Nota do Editor: Apresentamos nossas condolências à família, familiares e amigos de Leão Moisés Zagury.

domingo, 4 de abril de 2021

MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ

AS LÁPIDES DE HOMENAGEM PÓSTUMA DA IGREJA DE SÃO JOSÉ

Por: Wanke Do Carmo

Foto: Alcinéa Cavalcante

AS CURIOSAS LÁPIDES

Quem já entrou na antiga igreja matriz de São José de Macapá deve ficar curioso quando depara com lápides no piso e nas paredes do bicentenário templo católico. Quem seriam esses ilustres personagens? Qual a importância que tinham na sociedade macapaense à época? Por que o privilégio de serem sepultados dentro da igreja?

AS LÁPIDES POST MORTEM

As homenagens póstumas ou homenagem post mortem é uma forma de reconhecimento e congratulações realizada posteriormente à morte de um indivíduo. Enquanto os prêmios são dados às pessoas ainda vivas, as homenagens póstumas são feitas como forma de reconhecimento das obras de pessoas que já faleceram em prova de amor conjugal, filial e fraterno.

OS ILUSTRES FALECIDOS

As pedras tumulares encontradas  no interior da igreja de São José pertencem à personalidades ilustres e eminentes na Macapá do século XIX,...  

... dentre elas estão a lápide  em homenagem ao Capitão da Guarda Nacional, Alexandre Antônio Rola,  falecido em 7 de junho  de 1880 aos 44 anos de idade,  era filho do Tenente-coronel da Guarda Nacional e Intendente (prefeito) de Macapá,  Antônio Procópio Rola;...

...José  Mariano Ferreira  D'Almeida, falecido em 10 de maio de 1865 aos 37 anos, era um comerciante abastado e devoto fervoroso de São José que contribuía com as obras dos padres da Paróquia local, essas duas lápides localizam-se no piso  da igreja...
...e a de Dona Joaquina Roza Tavares,  falecida  em 29 de março de 1859, esposa do capitão da Guarda Nacional, José Júlio Tavares, encontra-se instalada  na parede  do templo do lado esquerdo da entrada.

A ampulheta com asas ou ampulheta alada, esculpida na lápide de D. Joaquina Roza Tavares, simboliza que a vida passa “voando”.

A inscrição P. N. E. A. M. em sua lápide significa: Pai Nosso e Ave-Maria.

Ressalta-se que nenhum corpo foi sepultado no interior do templo, era concedida a permissão especial pela autoridade eclesiástica de acordo com a importância e status que a família e o falecido possuíam na cidade e também da devoção e contribuição para as obras de caridade da Paróquia de São José. 

Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Macapá — Foto: John Pacheco/G1

De acordo com a Diocese de Macapá, os corpos dos ilustres falecidos foram sepultados no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, localizado atrás da nova catedral.

OS EPITÁFIOS

AMOR FRATERNAL

À MEMÓRIA DE ALEXANDRE ANTONIO ROLA

FILHO DO TENENTE-CORONEL ANTONIO PROCOPIO ROLA E D. EUGENIA FERREIRA ROLA

FALLECEU COM 44 ANNOS A 7 DE JUNHO DE 1880

GRATIDÃO DE SUAS IRMÃES

1881

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AQUI JAZEM OS RESTOS MORTAES DE

JOSÉ MARIANNO FERREIRA D'ALMEIDA

NASCEU EM

10 DE MAIO DE 1828

E FALECEU EM

10 DE FEVEREIRO DE 1865

TRIBUTO D'AMOR CONJUGAL

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AQUI JAZEM OS RESTOS MORTAES

DA ILLMA. SNRA.

D. JOAQUINA ROZA TAVARES,

NASCIDA NESTA CIDADE DE S. JOSE DE MACAPÁ A 19 DE SETEMBRO DE 1819

CASADA A 24 DE JULHO DE 1858, E FALLECIDA A 29 DE MARÇO DE 1859

SEU MARIDO

O CAPITÃO JOSÉ JULIO TAVARES,

INCONSOLÁVEL PELA PERDA DESSE CÁRO OBJECTO DE TERNURA, NÃO LHE PODENDO DAR UMA PROVA MAIOR DE SEU AMOR E AMIZADE, LHE MANDOU CONSAGRAR ESTA LAPIDA COMO SIMBOLO DE ETERNA SAUDADE.

P. N. E. A. M. (PAI NOSSO E AVE-MARIA)

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Por: Wanke Do Carmo,  historiador e colaborador do Instituto Memorial Amapá

Notas: Observa-se que as grafias encontradas nas lápides estão em português arcaico;

Fotos das lápides: Wanke Do Carmo 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

CULTURA: O POETA “PATATIVA DO ASSARÉ” TAMBÉM PASSOU POR MACAPÁ

 

O historiador Nilson Montoril, publicou em sua página no Facebook, uma matéria sobre Patativa do Assaré, em que ele conta a passagem do poeta, pelo Amapá.

De início é importante explicar que Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (1909 — 2002), foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

Com uma linguagem simples, porém poética, Assaré retratava a vida sofrida e árida do povo do sertão.  

Projetou-se nacionalmente com o poema "Triste Partida" em 1964, musicado e gravado por Luiz Gonzaga. Seus livros, traduzidos em vários idiomas, foram tema de estudos na Sorbonne, na cadeira de Literatura Popular Universal.

Uma das principais figuras da música nordestina do século XX. Segundo filho de uma família pobre que vivia da agricultura de subsistência, cedo ficou cego do olho direito por causa do Sarampo.

Nilson conta que “em 1928, Antônio Gonçalves da Silva foi trazido do Assaré para Macapá, pelo primo José Pereira Montoril, o Cazuzinha. Ainda era rapaz e tentaria trabalhar no comércio do parente.

Em diversas ocasiões, o jovem nordestino ficou hospedado na Casa Amarela,(foto)  um antigo casarão, que pertenceu ao Intendente Coriolano Finéas Jucá situado na lateral da Travessa Siqueira Campos (atual Av. Mário Cruz).  Cazuzinha Montoril - que era trio do Nilson - possuía empreendimento comercial em Porto Serafim, na região das Ilhas do Pará, parte frontal a Macapá e sub sua jurisdição. Antônio Gonçalves passou alguns meses em Macapá, em Belém e percorreu algumas cidades da Estrada de Ferro de Bragança fazendo apresentações como poeta popular e repentista. Veio para ficar na Amazônia, mas a saudade de Serra de Santana falou mais alto. Foi em suas andanças por Belém, que recebeu o apelido de "Patativa do Assaré". A casa ao lado da Intendência Municipal pertencia ao casal Thopison Picanço e Emídia Alves Picanço, integrante de famílias tradicionais da cidade de Macapá.

Fonte: Wikipédia e Nilson Montoril (Facebook)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

PIONEIRO DO AMAPÁ: AMADEU GAMA "BELISCA A LUA"

Um resumo biográfico de AMADEU GAMA, muito bem contado pelo jornalista João Silva.

“AMADEU GAMA, natural de Abaetetuba-PA, nasceu no dia 30/08/1922, e chegou em Macapá em 1946, a convite do Cap. Janary Gentil Nunes, 1° Governador do Território Federal do Amapá.

Numa época em que emprego não era problema, foi admitido como funcionário do GTFA lotado na Divisão de Obras, mas passou também pela Polícia Civil, Garagem Territorial, Delegacia de Economia Popular e foi fiscal ligado à administração do Mercado Central, onde permaneceu até sua aposentadoria.

O 'Baixinho', ou 'Belisca a Lua' foi uma figura muito conhecida em MACAPÁ e os dois apelidos que o acompanharam até o fim da sua vida foram dados pela ironia do povo, devido sua altura, bastante avantajada.

“Baixinho” morreu no dia 16/05/1993; era casado com Nair Campos Gama, natural da Vigia-PA, doméstica. O casal teve 10 filhos: Carlos José C. Gama, Clóvis, Claudomiro, Cristovam, Clodoaldo, Mario Celio, Maria de Fátima, Raimunda Ruth, Nair, e Maria de Nazaré. Com a morte do Amadeu Gama, todos os filhos do sexo masculino herdaram o apelido do pai: 'Belisca a Lua', que era 'Baixinho' também e governista; gostava de carnaval, todo ano saia nas ruas de Macapá fantasiado de Camaleão, apelido dado pela oposição a Janary Nunes, e o fazia, segundo familiares, para demonstrar fidelidade ao governador e meter pilha na chamada 'turma do contra'. Depois da sua morte, Amadeu Gama virou nome de rua no Bairro do Zerão.

No registro, o 'Baixinho', ou 'Belisca a Lua’ ao lado da esposa Nair numa foto tirada no dia do seu casamento.”

João Silva via Facebook

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DO COMÉRCIO AMAPAENSE: Primeira loja de “A Pernambucana”, em Macapá

Foto inédita datada de 1949, da primeira loja de “A Pernambucana”, em Macapá, que o Sr. Adaucto Benigno foi ser gerente. Ficava situada na descida da Rua Cândido Mendes, antes da Farmácia Serrano, enquanto era construído o prédio em alvenaria na Praça Veiga Cabral, inaugurado um ano depois, em 1950.

O Sr . Adauto, em frente à loja, conversa com um senhor de chapéu.

Com informações da família.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ - EQUIPE DA DIVISÃO DE OBRAS

Essa era a equipe de medição para abertura de ruas de Macapá

Nesse registro histórico raro e inédito, vemos três pioneiros da Divisão de Obras, que faziam parte da equipe de Governo que tinha a incumbência de projetar as ruas e avenidas, bem como, construir os primeiros imóveis que iriam ser erguidos na cidade, para montar a estrutura administrativa e urbana  de Macapá, capital do recém-criado Território Federal do Amapá.

A partir da esquerda temos o Eng. Douglas Lobato Lopes, Diretor da Divisão de Obras, um auxiliar que não conseguimos identificar e à direita, o carioca Júlio Batistade Araújo - o Mestre Júlio.

Junto a eles, no tripé, o teodolito: “um instrumento de precisão óptico que mede ângulos verticais e horizontais, aplicado em diversos setores como na navegação, na construção civil, na agricultura e na meteorologia.” (Wikipédia)

Contribuição ao blog: Eloísa Elena Cavalcante.

Foto: Arquivo pessoal da Família Lobato Lopes.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: DOIS REGISTROS COM DR. MARCELO CÂNDIDA E DOM ARISTIDES PIRÓVANO

Encontramos na WEB, esses dois registros históricos com Dom Aristides Piróvano e Dr. Marcelo Cândia, e não conseguimos identificar de que evento se tratava.

Consultamos várias fontes, sem sucesso e por último, recorremos ao historiador Nilson Montoril que nos respondeu o seguinte:

“Creio, que se trata de uma solenidade realizada na Itália, onde a instituição "CROCE GIGLIATA", que significa "CRUZ GIGANTE", doou ao Hospital São Camilo e São Luis, a Kombi que aparece numa das fotos. Pelo símbolo pintado na lataria do veículo, expondo uma flor-de-lis, deduz-se que se trata de uma organização que tem identidade com o movimento escoteiro. Daí vermos escoteiros usando uniformes antigos, com a calça curta na cor azul. São escoteiros italianos. Como Dom Aristides era o Bispo Pelado de Macapá e também ostentava o título de Bispo de Adriani, se fez presente à solenidade ao lado do Dr. Marcelo Cândia. Consequentemente, os dois padres que observamos próximos a eles eram italianos e integrantes da CROCE GIGLIATA."

Fotos: Google imagens 

sábado, 31 de outubro de 2020

Foto Memória de Macapá: 1º Debate público sobre a transformação do Território Federal do Amapá em Estado

Por Nilson Montoril de Araújo (*)

UM DIA NA HISTÓRIA - “Em 31 de OUTUBRO de 1963, tendo como local o Salão de Recreio da Piscina Territorial, realizava-se à noite, em Macapá, o 1º Debate público sobre a transformação do Território Federal do Amapá em Estado. O evento contou com a promoção do governo territorial, cujo mandatário era o Coronel Terêncio Furtado de Mendonça Porto, em parceria com o Movimento Popular Pró-Estado, capitaneado por Pauxy Nunes e Clóvis Pena Teixeira. A pretensão da transformação começou em 1946, quando uma nova Constituição estava sendo elaborada para o Brasil, mas não vingou. Esta questão está bem explicada no livro "Mosaicos da Realidade Amapaense", lançado em 1979 pelo ex-governador Pauxy Gentil Nunes. A análise apresenta pontos interessantes e inquestionáveis: 1-"a situação jurídica humana do Amapá Território era absurda e anacrônica, constituindo-se causa e origem dos males que viciam a própria estrutura da organização político-administrativa em que vivemos". 2-"Por que os valores regionais se autodestroem, fazendo papel ingênuo de instrumento de divisionismo e de conflitos irracionais, quando poderiam se unir, para a continuidade, solidariedade, associação, expansão e desenvolvimento em um estado mais perfeito?”

(*) Administrador, professor, historiador, pesquisador, radialista e atual (2020) Presidente da Academia Amapaense de Letras.

Pauxy Gentil Nunes - que era irmão do 1º Governador do Amapá, Janary Gentil Nunes - assumiu a direção do Território Federal do Amapá de 14 de fevereiro de 1958 até fevereiro de 1961.

Ele aparece nas imagens, em solenidade pública defendendo a transformação do Território do Amapá em Estado. À sua direita, com o microfone da Rádio Difusora vemos o Dorival Nunes de Lemos, o famoso Amazonas Tapajós, um dos pioneiros da radiofonia amapaense.

Atrás, da esq. para a direita, o Cartorário Jacy Barata Jucá (roupa branca, à esquerda da foto, mãos entrelaçadas sobre a barriga), ao lado o Dr. Aurélio Távora Buarque (só a cabeça) Promotor Público  , em Macapá; Dr. Amílcar da Silva Pereira; empresário e desportista Jarbas Ferreira Gato (camisa listada) e à direita Dr. João Teles, Promotor Público.

Fonte: Facebook

(Post reeditado e repaginado em 31 de outubro de 2020)

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Memória da Cidade de Macapá: 307 Anos do Nascimento de GIUSEPPE ANTONIO LANDI – O engenheiro da Matriz de São José

 

Giuseppe Antonio Landi – Foto: Reprodução/Belém Trânsito

Os primeiros traçados da Igreja saíram das mãos do sargento-mor, Manoel Pereira de Abreu, e foram aprovados pelo engenheiro Antônio José Landi, responsável por demarcar as áreas de interesse de Portugal na região Norte do Brasil.

Inaugurada em 6 de março de 1761, a Igreja Matriz de São José de Macapá é o mais antigo monumento da capital do estado e foi construída graças ao empenho do Frei Miguel de Bulhões, pertencente à Companhia de Jesus, cuja Congregação iniciou a catequese no país, destacadamente, na Amazônia.

Biografia

Filho do médico e professor universitário Carlo Antonio Landi e de Teresa di Bartolomeo Guglielmini, Giuseppe nasceu em Bolonha, em 30 de outubro de 1713, pelas seis e meia da manhã. Foi batizado na Catedral de São Pedro. Era o segundo filho de um total de oito.

Desenhador, arquiteto, gravador, geógrafo e astrônomo. Conhecido em Portugal e no Brasil como Antônio José Landi, forma-se em arquitetura e perspectiva na Academia Clementina, em Bolonha na década de 1730, e conquista o segundo e o primeiro lugares do festejado Prêmio Marsigli, em 1732 e 1737, respectivamente. Sua atuação no Brasil como astrônomo, desenhador de mapas e de história natural, além de arquiteto, faz supor que Landi tenha frequentado também o Instituto de Ciências de Bolonha, algo usual entre os alunos da academia. Por indicação de seu mestre Ferdinando Galli Bibiena, Landi ingressa na academia em 1737, mas só é nomeado professor de arquitetura em 1743 e membro da instituição em 1747. Em Bolonha, sua obra mais conhecida é a Raccolta di Alcune Facciate di Palazzi e Cortili de più Riguardevoli di Bologna, 1743, primeira coleção de edifícios de sua cidade publicada. Seu envolvimento com a construção da nova Igreja do Convento de Santo Agostinho de Cesena é excepcional porque nesse período, ao contrário do que ocorre no Brasil, Landi dedica-se especialmente à gravura.

É convidado a integrar como desenhador de história natural a Comissão de Demarcação de Fronteiras entre Portugal e a Espanha na América do Sul instituída, em 1750, pelo Tratado de Madri. Apesar da boa inserção no círculo de artistas ligados à Academia Clementina, seja pela oportunidade de servir a um rei com fama de mecenas, seja pelo desejo de conhecer o novo continente, seja pela carência de oportunidades em Bolonha, Landi aceita o convite e desembarca em Lisboa em agosto daquele ano. Em virtude da morte de dom João V, a comissão só parte para a colônia sul-americana em 1753, tendo como objetivos traçar a fronteira leste-oeste ao norte e levantar as características geográficas, físicas e astronômicas da Amazônia. Landi auxilia o astrônomo e matemático italiano João Ângelo Brunelli em observações astronômicas realizadas em Belém, atuando como desenhador de história natural entre 1754 e 1761. Sua participação na comissão é reconhecida pelo governador do Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, principal responsável por sua atuação como arquiteto e por sua permanência na colônia, depois da suspensão do Tratado de Madri, em 1761. Publica o livro Descrizione di varie Piante, Frutti, Animali/ Passeri, Pesci, Biscie, Rasine e Altre Simili/ Cose Che Si Ritrovano in Questa Cappitania del Grand Parà, le Qualli Tutte Antonio Landi dedica a sua Ecclsa. Il Sig. Luiggi Pinto de Souza/ Cavaglier de Malta, e Governatore del Mato Grosso/ il quale com soma fática e diligenzza investigo/ moltissime cose appartenenti allá storia naturale, e delle quali si potrà formare um grosso/ volume in vantaggio della Republica Letteraria (ca. 1773), reunindo as anotações feitas nas diversas expedições que realiza pelos rios Amazonas, Negro e Marié. Em 1784, parte em nova expedição para Barcelos, Amazonas, como desenhador de mapas da segunda Comissão de Demarcação de Fronteiras, instituída a partir do Tratado de Santo Idelfonso, 1777.

Como arquiteto e artista realiza esculturas retabulares, pinturas de quadratura, projetos e obras, dos quais se destacam a Igreja de Santana, 1762/1782; o Palácio dos Governadores, 1759/1772; e a Capela de São João Batista, 1769/1772 em Belém. Além dessas atividades, Landi se envolve com o comércio de cacau, o cultivo de cana-de-açúcar, a transplantação de espécies estrangeiras, como a manga, a jaca e a tâmara, e a produção de tijolos, telhas, louças vidradas e aguardente, tornando-se membro da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão.

Recebe o título de arquiteto régio, em 1774. Em 2003, é realizado o seminário Landi e o Século XVII na Amazônia e, no ano seguinte, é inaugurada uma placa comemorativa na casa do arquiteto em Bolonha.

Fontes consultadas:

Historiador Nilson Montoril,

Wikipédia

ANTONIO Landi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa206974/antonio-landi>. Acesso em: 30 de Out. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

FOTO MEMÓRIA DO AMAPÁ: VILA DE MONTENEGRO

No ano da passagem dos 119 anos de criação do Município de Amapá, pela Lei Estadual (do Pará) nº 798/1901), é importante que se traga ao conhecimento dos interessados, um pouco da história daquele município amapaense.

PRIMEIRO NOME: MONTENEGRO

O município de Amapá, que fora capital do Território Federal do Amapá, foi criado pela lei nº 798 de 22 de outubro de 1901. De 1901 a 1903, é denominado de MONTENEGRO. De 1903 a 1938 volta a receber a denominação de Amapá. Em 1938 recebe a denominação de Veiga Cabral. A partir de 1939 volta a ganhar a nomenclatura inicial de Amapá. (amapa.ap.gov.br/)

Segundo registro no Álbum do Estado do Pará, que relata os 8 anos de administração do Governador Augusto Montenegro (1901 – 1909), a Vila de MONTENEGRO antiga Vila do Espírito Santo do Amapá, ficava situada à margem direita do Rio Amapá-pequeno à foz de um braço ou furo que liga este rio com o Lago Grande do Amapá.

“Depois de um secular litígio, submetido pelos respectivos governos das repúblicas francesa e brasileira, o Conselho Federal da República Helvética, pronunciou a 1º de dezembro de 1900, o seu veredito, reconhecendo o território do Amapá, como fazendo parte integrante do Brasil e foi aquele território incorporado ao Estado do Pará.”


A Lei nº 820, de 14 de outubro de 1902, determinou em seu artigo I, que o território do município de Montenegro ficasse incorporado ao município do Amapá, ambos na comarca de Aricary, que se constituiria de um só município denominado Montenegro.

Seria a sede da comarca de Aricary.

A sua principal riqueza era a borracha. Mas tinha algum gado e seu território escondia vastos veios e minas de ouro, até então, pouco exploradas.

A sua municipalidade seria dirigida por um Intendente, e seis vogais, sendo Calçoene e Araguary as mais importantes povoações do município.

Em 30 de abril de 1902 são nomeados provisoriamente para o governo da Intendência de Montenegro: Amaro Brasilino de Farias, Joaquim Felix Belfort, Daniel Ferreira dos Santos e Manoel Agostinho Batista.

Fonte: Álbum do Estado do Pará – 1908 e Portal amapa.ap.gov.br/.

sábado, 17 de outubro de 2020

Foto Memória de Macapá: JANARY NUNES EMBARCA PARA A TURQUIA, EM MISSÃO DIPLOMÁTICA

Em 1958, o Cel. Janary Gentil Nunes, foi nomeado Embaixador do Brasil na Turquia, pelo Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Nessa época, Pauxy Nunes, irmão dele, era o governador do Amapá.

Essa foto histórica, registrada no Cais do Porto do Rio de Janeiro, quando Janary Nunes e família, embarcavam no navio espanhol Cabo San Roque para Gênova, na Itália.

Foram com ele: Dona Alice Déa, esposa; os filhos Guairacá e Rudá, além de Ceminha, filha do primeiro casamento com Iracema Carvão Nunes.

Nas imagens em primeiro plano Janary, os filhos, e Dona Alice (chapéu branco).

Por trás, de terno claro atrás de Janary Nunes, o pioneiro Antônio Gillet; ao lado dele, de terno escuro e óculos atrás do Guairacá, o Dr Amilcar Pereira e esposa Oneide, e atrás de Dona Alice, de terno escuro, o Sr. Ubiracy Gentil Nunes, irmão de Janary. A Ceminha é a de roupa clara e bolsa beje ou branca.

Informações do amigo Rudá Nunes, a quem agradecemos!

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Foto Memória de Macapá: Janary Nunes e família no Aeroporto de Macapá


Foto dos anos 1950, tirada no antigo Campo de Aviação de Macapá, na época em que a pista era no centro da cidade na área onde hoje está situada a Av. FAB.

Nas imagens o Coronel Janary Gentil Nunes e família, chegando ao antigo Aeroporto de Macapá.

Em primeiro plano, tendo ao lado um militar, o Coronel Janary (de branco) e sua esposa Alice Déa Carvão Nunes, e os filhos Rudá (menor) e Guairacá(o mais velho).

A senhora, um pouco mais atrás, é Dona Laurieta Gentil Nunes, mãe de Janary Nunes, chamada em família de Laury, e ao lado dela, o jovem  Janaryzinho, segundo filho de Janary com a primeira esposa Iracema Carvão Nunes.

Os demais acompanhantes não foram identificados.

Foto: Acervo de Paulo Tarso Barros


terça-feira, 6 de outubro de 2020

´Foto Memória da Educaçãdo Amapá : FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA DE TÉCNICOS EM CONTABILIDADE - C.C.A. 1971.

Registro raro da Formatura da primeira turma de Técnicos em Contabilidade do Colégio Comercial do Amapá-CCA, no recém inaugurado prédio do estabelecimento de ensino, na Av. FAB com a Rua Leopoldo Machado, hoje Escola Estadual Prof. Gabriel de Almeida Café.

Foto: Gilberto Semblano (Facebook)

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Foto Memória da Beleza Amapaense: Concurso Rainha das Flores 1968

Na época do Território do Amapá, sempre tínhamos em Macapá destacados eventos, com total participação da sociedade macapaense como desfiles e outras brilhantes promoções filantrópicas e sociais.

Mostramos hoje um registro do Concurso Rainha das Flores, realizado na sede do Esporte Clube Macapá, dia 31 de maio de 1968.

Quarenta candidatas participaram da festa, das quais 10 foram escolhidas numa primeira apresentação, e depois de um novo desfile, os jurados selecionaram as 5 finalistas que aparecem nessas imagens:

A partir da esquerda pela ordem: 1-Carmem Almeida; 2-Eloísa Lopes; 3-Suely Sussuarana; 4-Graça do Carmo e 4-Wanda Ribeiro.

A candidata vencedora foi a número 2 Eloísa Lopes, filha do casal Douglas (Edna) Lobato Lopes: Rainha das Flores 1968.

Foto: Eloísa Cavalcante (Arquivo pessoal)

domingo, 16 de agosto de 2020

Foto Memória da Mineração Amapaense: Presidente JK, em visita ao Amapá

Registro do encontro histórico entre o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e autoridades do ex-Território Federal do Amapá, em 1957.

Nas imagens a partir da esquerda: Coronel Janary Gentil Nunes, então presidente da Petrobrás; Presidente JK; Engº Augusto Antunes, presidente da ICOMI e o Deputado Coaracy Gentil Nunes.

Atrás do presidente, o Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Amapá.

Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira participou da solenidade inaugural das instalações do Porto da ICOMI, na manhã de 05 de janeiro de 1957.

Na ocasião ele acionou a esteira com o primeiro carregamento de manganês para a rota internacional.

O Coronel Janary Nunes, primeiro governador do Amapá, permaneceu no cargo de 25 de janeiro de 1944 a 28 de fevereiro de 1955.

No período de 3 de fevereiro de 1956 a 9 de dezembro de 1958, foi nomeado 3º Presidente da Petrobrás.

Deputado Coaracy Nunes, foi Deputado Federal pelo Amapá de 1947 a 1958.

Dr. Amilcar Pereira foi governador do Amapá de 1º de março de 1956 a 10 de fevereiro de 1958.

Foto gentilmente cedida pela Família Pessoa.

sábado, 15 de agosto de 2020

Foto Memória de Macapá: Três Pioneiros no Urca Bar

Um registro raro de 1959, uma relíquia histórica, pertencente ao acervo da família do Tenente Pessoa.

Nas imagens, 3 pioneiros de Macapá, em momentos de descontração no interior do Urca Bar.

A partir da esquerda: Tenente Armando Amaral, marido da prof.ª Risalva Amaral; Tenente Pessoa(centro) e à direita o comerciante José Júlio Ferreira, Alemão, proprietário do Urca Bar. A sra. ao lado é Dona Elza Ludovina Tavares Ferreira, esposa do Sr.José Júlio, e o garoto é o Antônio Fernando Tavares Ferredira, filho mais velho do casal, já falecido.

O Urca Bar, foi um estabelecimento comercial montado nos anos 50, pelo comerciante Durval Alves de Melo, na esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Eliezer Levy, no Bairro do Trem, que, anos mais tarde, foi repassado ao Sr. Alemão.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...