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terça-feira, 1 de julho de 2025

MEMÓRIAS DA MACAPÁ DE OUTRORA > LARGO DA MATRIZ 1946

Largo da Matriz: o coração histórico de Macapá em uma imagem rara de 1946

A história de Macapá é rica em transformações que refletem o crescimento da cidade, suas tradições e a memória do seu povo. Antes mesmo da criação do Território Federal do Amapá, em 1943, o centro histórico da cidade já guardava vestígios importantes do período colonial e do cotidiano de seus habitantes.

Neste post, resgatamos a memória do Largo da Matriz — ponto central da antiga Vila de Macapá — e sua importância como palco de eventos religiosos, sociais, administrativos e culturais que ajudaram a moldar a identidade local.

Uma raridade histórica: Macapá em 1946

Entre os silêncios que o tempo impõe às cidades, às vezes uma imagem esquecida é capaz de ecoar memórias profundas. Hoje, trazemos uma fotografia rara de 1946 que revela o antigo Largo da Matriz, conhecido inicialmente como Largo de São Sebastião e, atualmente, como Praça Veiga Cabral — localizada no coração histórico de Macapá.

Essa imagem foi resgatada de um documento oficial e mostra um cenário urbano singular, ainda nos primeiros anos do recém-criado Território Federal do Amapá. Originalmente, a fotografia trazia duas pessoas em primeiro plano, mas com o auxílio da inteligência artificial, optamos por destacar apenas o cenário ao fundo — silencioso, imponente e revelador.

Para entender melhor a cena registrada na imagem, imagine-se em frente à atual Biblioteca Pública, olhando na direção da Rua Cândido Mendes, no cruzamento com a Avenida General Gurjão.

Ao centro, vemos o espaço que um dia abrigou a Escola Municipal de Macapá, hoje ocupado pelo prédio da Embratel, ao lado do Teatro das Bacabeiras.
  • Em frente à grande árvore que aparece na fotografia, acredita-se que foi o primeiro local escolhido para a construção do templo da Assembleia de Deus em Macapá. Porém, a obra foi transferida a pedido do governador, por estar muito próxima da Igreja de São José.

A imagem foi colorizada para destacar seus detalhes e permitir que mais olhos a alcancem, mas guardo com afeto sua versão original em preto e branco — um testemunho da cidade que já foi, e que em parte ainda é.

O antigo Largo da Matriz não é apenas um marco geográfico. Ele foi o ponto vital da vila, o espaço onde a vida acontecia, onde a história local se moldava dia após dia. Que esta imagem seja mais do que uma curiosidade — que seja uma ponte, um convite à lembrança, e uma forma de honrar o tempo e as pessoas que construíram Macapá.

Um lugar, muitas histórias

O Largo de São Sebastião foi demarcado em fevereiro de 1758, durante a fundação da Vila de Macapá, próximo ao igualmente importante Largo de São João. Com a construção da Igreja Matriz de São José, passou a ser conhecido como Largo da Matriz. Em 1924, recebeu o nome de Capitão Augusto Assis de Vasconcelos, em sua homenagem. Atualmente, o local é conhecido como Praça Veiga Cabral — um espaço cuja importância simbólica já estava consolidada muito antes da mudança oficial de nome.

Um olhar sobre o passado

  • No mesmo quarteirão, funcionaram também a Garagem Territorial e a primeira Usina de Força e Luz da cidade.

Um registro entre o passado e o futuro

Essa imagem é muito mais que uma simples fotografia — é um retrato da transição entre o colonial e o moderno, entre a memória e o futuro. Ao revisitar o Largo da Matriz, revisitamos também uma parte essencial da nossa identidade.

Fonte: Relatório oficial do Governo Janary Nunes, ao presidente Vargas, em 1946.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

MEMÓRIAS DE MACAPÁ > ENCONTRO DE AMIGOS

Mais uma raridade do Baú de Lembranças do médico e amigo Leão Zagury direto do Rio de Janeiro, para o blog Porta-Retrato-Macapá

São imagens dele com filhos do pioneiro Heitor de Azevedo Picanço, primogênito do casal João Batista de Azevedo Picanço e de Maria Claudina Picanço. Heitor Picanço, entre outros cargos, foi Prefeito de Macapá por duas vezes – de agosto de 1951 a novembro de 1952 e de janeiro de 1957 a março de 1961.

Consultado pelo blog, Leão não soube precisar o local nem a data exata da foto. Só lembra que deveria ter uns 14 ou 15 anos (mais ou menos 1957/58) e estava com os meninos Joãozinho e Heitorzinho, além das irmãs Heleni e outra (que não lembra), mas parece ser a Heiliana Picanço, que eram vizinhos e amigos da família.

Agradecemos, mais uma vez, ao amigo Leão Zagury pelo seu empenho em disponibilizar registros memoráveis de seu acervo fotográfico particular e/ou da Família Zagury.

Fonte: Dr. Leão Zagury (Rio-2024)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: o Pioneiro Altair Cavalcante Lemos

ALTAIR CAVALCANTE LEMOS, nasceu em 11 de janeiro de 1932, em Macapá. Filho de Cícero Lemos e Carmosina Cavalcante Lemos, primeira mulher a ser tabeliã no Cartório Jucá. ALTAIR teve dois irmãos, Altamir e Maria da Consolação, já falecidos.
Sempre dedicado aos esportes, ALTAIR estudou no Colégio Amapaense, por quem defendeu as cores da escola como jogador de basquete. Na quadra se destacava pela altura; tinha 1m85 e muita habilidade com a bola. Foi campeão pelo Colégio Amapaense em várias edições dos jogos escolares. 
Seu primeiro emprego “oficial”, foi no Governo Territorial, no SAG – Serviço de Administração Geral. Lá desenvolveu várias atividades e formou, junto com os amigos da “repartição”, um time de basquete que era a sensação das quadras. Onde o Time da Estatística jogava, a presença feminina era dominante.
ALTAIR trabalhou ainda na Prefeitura de Macapá, no setor de Finanças. Nessa época, junto com alguns amigos do trabalho e do carteado, criaram a TURMA DO BURACO, uma espécie de ambientalistas da época. Foram eles que plantaram as primeiras mangueiras no centro de Macapá. Fizeram a arborização da Praça do Barão, avenidas Presidente Vargas, Mendonça Furtado, Iracema Carvão Nunes, entre outras.
Ainda com o gás da juventude ALTAIR trabalhou no Sindicato dos Conferentes, onde atuava como fiscalizador nos navios que levavam Manganês do Porto de Santana.
ALTAIR era torcedor do Leão da Avenida FAB, o azul e branco Esporte Clube Macapá. No time do Macapá, ALTAIR jogou como goleiro por diversas temporadas. Essa paixão pelo Macapá, atravessou para o Clube do Remo, em Belém.
Mas como nem só de trabalho vive o homem, ALTAIR também gostava de jogar baralho com os amigos. Foi da mesa do carteado, jogado nos finais de semana na sede do Amapá Clube, que junto com Amujacy, Jarbas Gato, Zé Maria Frota e Aderbal Lacerda, saíram em uma manhã do carnaval de 1965, fantasiados com roupas, perucas e maquiagens das esposas para as ruas do centro de Macapá. 
Com uma enorme faixa escrito BLOCO DOS INOCENTES, os amigos barbarizaram a terça-feira gorda e chamaram a atenção por onde passavam.  Em 1964, os mesmos amigos “INOCENTES” criaram o Bloco A BANDA. Por seu porte físico, ALTAIR foi coroado como o REI MOMO DO CARNAVAL. O 1º na história do carnaval amapaense, diga-se.
Como bom boêmio, ALTAIR gostava de festas e criou uma banda de música, onde tocava bateria usando o pseudônimo de “Roberto”. Tocava nos bailes da Assembleia Amapaense.
Em maio de 1954, ALTAIR se casou com Graça Lemos, com quem teve cinco filhos: Nilton Mauro, Paulo Cezar, Antônio Sérgio, Gláucia Maria e Tica Lemos. Paulo Cezar, conhecido como Paulão que também brilhou nas quadras como jogador de basquete, faleceu em junho de 2002.
Em dezembro de 1969, ALTAIR sofreu um enfarte. Foi levado para Belém, mas, na tarde do dia 28 de dezembro, não resistiu a uma parada cardíaca e faleceu, aos 37 anos. Em dezembro de 2016, completam-se 47 anos que ele partiu para a morada eterna, deixando muitas saudades para parentes e amigos.
(Texto e informações de Tica Lemos, filha do biografado)

domingo, 6 de junho de 2010

Presidente Juscelino Kubitschek em Macapá

(Reprodução)

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Ano 1957 - Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, tendo ao lado o Tenente Uadih Charone, passa em revista à tropa da Guarda Territorial, durante visita ao Amapá.

(Reprodução)
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Ano 1957 - Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira presenciou em Macapa, o primeiro carregamento de manganês exportado pela Icomi, para o exterior.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...