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sábado, 16 de novembro de 2024

MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO NO AMAPÁ > LEMBRANÇA DE TRÊS PIONEIRAS DE MACAPÁ

O blog Porta-Retrato - Macapá compartilha hoje, uma lembrança de três pioneiras da Educação no Amapá, extraída do acervo pessoal do Pe. Paulo Roberto Matias Souza.

No registro da década de 1970, imagens das professoras Ofélia, Joelina e Raimunda dos Passos em frente à Escola Estadual “Alexandre Vaz Tavares”.

Fonte: Pe. Paulo Roberto Matias Souza

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

MEMÓRIA DA CULTURA AMAPAENSE: MARABAIEIRA GERTRUDES DA SILVA GAIA

GERTRUDES SATURNINO LOUREIRO, filha de Ciriaco Manuel Saturnino e Izabel Maria de Nazareth, foi a única filha mulher de uma família de seis irmãos: Serafim, Nazário, João, José Cirilo e Bernardino. Mulher negra, aguerrida, filha de negros escravizados, nasceu em terras amapaenses, (Macapá), no dia 08 de dezembro de 1899. Em 18 de maio de 1918, contraiu seu primeiro casamento com Hyppólito da Silva Gaia, passando a ter o nome de Gertrudes da Silva Gaia. Desde criança sempre foi uma pessoa ativa, de personalidade forte, perseverante, dinâmica, extrovertida, que lutava muito pelo que queria e acreditava, isso de certa forma, contribuiu para a sua separação. Anos mais tarde, constituiu nova família com Raimundo Pereira da Silva, (Capa Branca), com quem teve cinco filhos: Mamédio, Natalina, Sebastião, Maria José e Izabel.

O espírito combativo, de coragem e de liberdade que norteava sua vida não admitia nem aceitava a submissão imposta, na época e contrariando as ideias e a vontade de seu marido, passou por uma nova separação. Assumindo o desafio de cuidar sozinha de seus filhos, exercia as mais diversas e humildes atividades: doméstica, lavadeira, cozinheira, pela sobrevivência da família. Gertrudes foi parteira, ajudando muitas mães a dar à luz seus filhos; foi benzedeira e com seu conhecimento sobre as ervas e plantas medicinais, fazia seus remédios caseiros, garrafadas, chás e outros.

Mulher, Negra e Separada, numa época em que o preconceito na sociedade era muito forte, sofreu e carregou as desvantagens de um sistema injusto, preconceituoso e racista, mas lutou muito para romper barreiras e conquistar espaços. Foi assim que quando do remanejamento das famílias da Rua da Frente da cidade onde moravam, Gertrudes se recusou em ir com a maioria para o Laguinho e decidiu integrar o grupo menor das famílias negras e ir fixar sua residência na Favela, para onde levaram na bagagem a coragem, a força, a resistência, a fé, a religiosidade.

E o Marabaixo, com o culto e louvor à Santíssima Trindade pelos inocentes foi levado e se fortaleceu naquele bairro, sustentado pela fé das famílias Gertrudes, Congó, Pedro e Raimunda Costa e outros que sempre incentivavam e apoiavam esse legado cultural. Essa separação dos negros foi triste e lamentada e foi muito cantada nos ladrões do Marabaixo, Gertrudes cantava assim:

“PELO JEITO QUE ESTOU VENDO

QUEREM ME DEIXAR SOZINHA

VOU COM UNS PARA A FAVELA

OS OUTROS VÃO PRO LAGUINHO”.

A vida e as realizações não foram fáceis para os negros de um núcleo populacional negado pelas autoridades e que nunca se configurou de direito como um bairro. Mas, mesmo com essa negação e sem o reconhecimento, o Bairro da Favela, existiu de fato, e ainda hoje é vivo na memória, na história e nas tradições culturais da cidade de Macapá persistindo no imaginário popular do amapaense, especialmente dos que ali viveram.

Gertrudes exerceu importante liderança no Bairro e uma das precursoras do Marabaixo na Favela. Foi uma grande mulher à frente de seu tempo. Cantava, dançava, tocava caixa de Marabaixo com uma maestria ímpar. Criou o quadro de sócio da “Santíssima Trindade dos Inocentes” que foi uma forma prática e criativa de garantir a realização anual da festividade no Bairro, pois quando não havia promesseiros, usavam o livro de sócios e tiravam o pilor (sorteio) dos festeiros e dos novenários que seriam os responsáveis dos festejos do ano. Incentivava e despertava nas crianças e jovens o gosto pelo Marabaixo; todas as tardes reunia seus filhos, sobrinhos, netos e filhos de amigos e conhecidos e os ensinava a tocar caixa, cantar o ladrão e dançar o marabaixo. Essa sua prática certamente contribuiu para fortalecer a cultura dessa manifestação no Bairro.

Dona Gertrudes morreu no dia 07 de setembro de 1973, aos 74 anos, vitimada por um AVC, deixando aos seus descendentes esse legado como herança a ser cultivada e perpetuada.

Biografia e foto de Edgar Rodrigues – jornalista e pesquisador amapaense.

Via Facebook

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

FOTO MEMÓRIA DA SAÚDE DO AMAPÁ - PARTEIRAS TRADICIONAIS

Antes do Amapá se tornar Território Federal, em 1943, a parteira mais famosa da Macapá de outrora, era a Sra. Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia!

Segundo a jornalista, poeta e blogueira Alcinéa Cavalcante, mãe Luzia “cuidava das grávidas com rezas e ervas e dava-lhes amor e segurança como uma mãe dá para uma filha. A qualquer hora do dia largava a bacia de roupa para fazer um parto. A qualquer hora que fosse chamada à noite levantava e corria para “aparar” mais uma criança, para mostrar-lhe o mundo pela primeira vez.

Seu trabalho não terminava com o parto. Ela cuidava da criança e da mãe por vários dias, fazendo visitas diárias, dando-lhes banhos, fazendo curativos e rezas.

Pelas mãos abençoadas de Mãe Luzia inúmeros bebês vieram ao mundo.”

Já na fase territorial outras pioneiras fizeram essa função de “aparar” muitos bebês.

Nossa Foto Memória de hoje traz um registro de três parteiras tradicionais à época do Hospital Geral de Macapá, atualmente Hospital Alberto Lima, nas décadas de 60, 70 e 80.

Na imagem, a Sra. da esquerda do observador, é a enfermeira RAIMUNDA MORAES UCHÔA; ao centro a enfermeira ALCEMIRA MAGAVE e à direita está a sra. EDITE. Todas elas foram parteiras na Maternidade de Macapá e trouxeram várias gerações de amapaenses ao mundo.

Além dessas, muitas outras também sempre são lembradas pelo bom serviço que prestaram à comunidade, como por exemplo, Dona Dica; Dona Inês; Dona Maria José e muitas outras.

Foto: Helena Uchôa (Arquivo pessoal)

Pesquisa de Wanke Do Carmo, historiador e colaborador do Instituto Memorial Amapá.

Fonte: Via Facebook

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O CENTENÁRIO DE DONA SARAH ALCÂNTARA (Funcionária pioneira da Firma Irmãos Zagury)

O Calendário registra nesta terça-feira, 9 de agosto de 2022, uma data importante para todos que admiram e têm um carinho especial por Dona SARAH ALCÂNTARA, que completa CEM ANOS de feliz existência!

Fotos: Arquivo da família

Sarah Moreira de Alcântara, nasceu em Cachoeira do Ariri-Marajó/PA, numa quarta-feira, 9 de agosto de 1922.

A centenária senhora, foi durante muitos anos, funcionária de confiança da Firma Irmãos Zagury.

Segundo informações de Edgleuma Alcântara Valente, filha da homenageada, Dona Sarah Alcântara, chegou a Macapá, a passeio, para ficar poucos dias.

No auge de seus vinte e poucos anos, quase ao final dos anos 40, Sarah Alcantara seguiu para Macapá a bordo da Lancha Amapá, a convite de uma amiga que morava na capital amapaense. Nessa época ela trabalhava na Perfumaria Orion, que funciona até hoje, na  Travessa Frutuoso Guimarães, 270, campina, Belém/PA.

Entretanto, a viagem constituiu-se numa perigosa aventura. A pequena embarcação foi apanhada por uma tempestade que quase ceifou a vida de todos os passageiros, que apesar do susto, chegaram sãos e salvos ao destino. Sarah Alcântara salvou a vida, mas perdeu todos os documentos que levava.

A primeira pessoa com quem Sarah Alcântara teve contato em Macapá, foi Dona Sarah Roffé Zagury, forte comerciante que tocava os negócios da família, entre eles a Sorveteria Central, que funcionava em um prédio na esquina da Rua Cândido Mendes com a Av. Siqueira Campos, atual Mário Cruz, no antigo Largo da Matriz, hoje Praça Veiga Cabral.

O encontro com a Matriarca dos Zagury se deu em um momento em que os irmãos Moisés e Meryan, que moravam com a mãe, estavam em viagem para o Rio de Janeiro. Por estar sozinha sem os filhos, Dona Sarah Roffé, viúva e com idade avançada, solicitou que a jovem Sarah lhe fizesse companhia. E assim aconteceu.

Ao retorno dos dois viajantes, Dona Sarah Roffé, que havia gostado da companhia da nova amiga, preferiu mantê-la em seu comércio e, posteriormente, a apresentou à sua nora Clemência Zagury, com quem Sarah, a partir de então, com carteira assinada, começou a trabalhar na Casa Leão do Norte. Daí pra frente as duas se deram muito bem e cultivaram por longo tempo, uma amizade de consideração, confiança e respeito mútuo. A jovem Sarah, auxiliou em muito Dona Clemência, na criação dos filhos menores. Sarah Alcântara, residia em frente à Casa Leão do Norte, na Av. Amazonas, 25, esquina da Presidente Vargas.

Dona Sarah Alcântara mudou-se para Belém do Pará em 1975, quando Dona Clemência, já viúva, havia viajado para o Rio de Janeiro.

Dona Sarah, apesar da idade avançada, está lúcida, com boa memória, bem de saúde, sem problemas de pressão alta ou diabetes; se alimenta bem, e não dispensa uma boa tigela do gostoso açaí com farinha e sem açúcar, tanto no almoço como no jantar. Apenas um problema de mobilidade lhe causa algumas restrições no deslocamento, ocasião em que faz uso de uma cadeira de rodas com tração manual.

Dona Sarah foi casada com o macapaense José Soares Valente com quem teve os filhos Edson e Edgleuma Alcântara Valente, todos macapaenses.

José Valente se separou da mãe deles, quando Edgleuma tinha 2 anos, e Edson 2 meses de idade; em seguida, se mudou para Belém e anos depois para Marabá-PA, onde viveu e prosperou no comércio de peças e faleceu há uns 8 anos.

Edgleuma, que é a mais velha, cuida da mãe em Belém do Pará e Édson continua morando em Macapá.

Testemunhos dos filhos do casal Isaac/Clemência Zagury sobre Dona Sarah Alcântara

Leão Zagury: João, lembro bem da dona Sarah. Durante muitos anos foi o braço direito da minha mãe na Casa Leão do Norte. Fazia as refeições na nossa casa, junto com vários outros funcionários. Meus pais franqueavam a mesa para seus colaboradores. Lembro com clareza de quando comecei a ler revistas em quadrinhos que comprávamos no seu Daniel que era também fotógrafo, ela me deu de presente uma revista que fez diferença na minha vida e agradeço até hoje: Ciência em quadrinhos. Nesse número tratava da solução do problema da coroa de ouro do rei e quando Arquimedes resolveu gritou heureca! Lembro também dos filhos Edson e Edi. Como já lhe disse em relação a outros funcionários dos meus pais devo muito a essa senhora adoraria poder abraçá-la. Saúde para todos!

Abraham Zagury

Encontrei a Sarah Alcântara, em uma de minhas visitas à Macapá; foi um encontro muito gratificante, em que só tive lembranças tão especiais e muito boas! É impossível, João, não recordar o quanto a Sarah esteve sempre ao lado da minha mãe na casa Leão do Norte! Foi uma colaboradora, sempre, muito dedicada, educada e sobretudo, amiga de todas as horas!

A Sarah, o Édson e a Edgleuma, seus filhos, moravam em frente à nossa loja; a nossa convivência era diária e nos sentíamos uma única família. Sempre muito próximos!

Agora João, gostaria de me dirigir especialmente à Sarah: Sara, nesse momento em que você completa anos, numa idade tão especial, gostaria de expressar meu carinho por você que sempre foi uma presença doce e afetuosa em nossa casa! Um grande beijo pra você, boas lembranças de você e dos seus filhos!

Sarah Zagury:

Lembro que a Sarah Alcântara trabalhou muito tempo na loja; morava ao lado da nossa casa; era muito cuidadosa com os filhos e com os da minha mãe.

Minha mãe gostava muito dela, era de muita confiança!

Via WhatsApp

Informações de Edgleuma Alcântara Valente, filha da homenageada.

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ATUALIZAÇÃO EM 1 DE SETEMBRO DE 2022

Transcorridos 21 dias do aniversário de Dona Sarah, neste 1º de setembro, fomos surpreendidos com a notícia do falecimento de nossa homenageada, que desde o dia 20 de agosto estava internada, enfrentando sérios problemas respiratórios. Ela faleceu nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira,1/9, em Belém/PA.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

PROFESSORA ELSA TEÓFILO KÖHLER DA CUNHA – 96 ANOS, BEM VIVIDOS!

Elsa Teófilo Köhler, filha única de Ricardo Köhler e Julia Theophilo Köhler, nasceu na terça-feira, 13/10/1925, em Manaus, capital do Amazonas.

Em 1942, concluiu o curso secundário no Colégio Dom Bosco, em Manaus/AM, dois anos depois, concluiu o Curso de Piano, na Escola Musical Ana Carolina, apresentando um recital de piano, no Teatro Amazonas. A Escola era reconhecida pelo Conservatório de Música Joaquim Nabuco, de Manaus/AM, tendo como professora a Sra. Aline Marçal de Carvalho Ferreira.

Casou-se em 27/05/1944, com Antenor Ferreira da Cunha, bancário e formado em Contabilidade, passando a assinar, Elsa Teófilo Köhler da Cunha. Ele exerceu o cargo de Subgerente e Gerente, no Banco da Amazônia, em várias cidades da Região Norte e Nordeste, inclusive, em Macapá, cidade que aprendeu a amar, e lá permaneceu até os seus últimos dias de vida.

Antenor e Elsa tiveram 7 filhos: Themis Köhler da Cunha Kuribayashi (Miss Amapá 1963), Pedro Ricardo Köhler da Cunha (in memorian), Thelma Köhler da Cunha, Celene Köhler da Cunha, Ava Köhler da Cunha Souza, Elizabeth Köhler Cunha de Toledo(Miss Amapá 1977) e Evanita Köhler da Cunha.

Em razão do cargo que seu marido ocupava, professora Elsa teve de residir em diversas cidades diferentes.

Em 1955, professora Elsa assume a Diretoria do Jardim da Infância Hipólito Corrêa, em Parintins/AM.

Em 15/02/1962, chega a Macapá, quando o Amapá, ainda era Território Federal.

Em 1963, é designada ao cargo de Diretora do Conservatório Amapaense de Música, pela então Diretora da Divisão de Educação, Prof. Aracy Miranda de Mont’Alverne, no governo de Terêncio Furtado de Mendonça Porto, quando exerceu, ao mesmo tempo, a função de Professora de Piano, devido à escassez e dificuldade de encontrar profissionais qualificados na época.

Ao longo dos anos, no cargo de direção, promoveu vários recitais de piano, realizados por alunas e professoras, com participação especial em número de canto lírico com sua belíssima voz. Mais tarde, foram sendo introduzidas apresentações de violão e coral.

Entre suas atuações, destaca-se sua participação na Comissão Julgadora no I Salão de Artes Plásticas do Amapá, em 1973 e no I Festival Juvenil da Canção Amapaense, em 1975; participou com número de canto na Festa Anual da Escola de Música Walkiria Lima, antigo Conservatório Amapaense de Música, em 1985.

Elsa Köhler, dirigiu o Conservatório Amapaense de Música, até 1980, e continuou como professora até sua aposentadoria, em 1985.

Em 1988, fica viúva, com o falecimento do senhor Antenor Ferreira da Cunha.

Em 1990, a Escola Walkiria Lima dedica seu recital de final de ano, exclusivo a ela e no ano seguinte (1991) coroa suas homenagens com a entrega de um documento oficial, destacando e agradecendo seu brilhante trabalho e colaboração aos anos dedicados àquela entidade.

Professora Elsa Teófilo Köhler da Cunha, um exemplo de força, coragem e determinação, continua firme, forte, com amorosa dedicação à sua família aumentada com mais 14 netos e 20 bisnetos.

Ao completar 96 anos de vida, prof. Elsa recebe os parabéns e o carinho de todos – familiares, colegas, amigos e conhecidos – pelo muito que fez pela difusão da cultura do Amapá.

O editor do Blog Porta-Retrato envia felicitações e um abraço forte à ilustre aniversariante, com votos de vida longa ao lado de todos que lhe são caros.

Fonte: Família Köhler da Cunha

Fotos: Arquivo pessoal

sábado, 17 de abril de 2021

Memória da Macapá de Outrora: Dona Palmira Mendes Coutinho

Mais uma pessoa da família Coutinho, compartilha com o blog Porta-Retrato-Macapá, outras fotos do baú de lembranças de pioneiros de Macapá.

Agora foi Sophia Coutinho, que nos enviou registros históricos de sua mãe Palmira Mendes Coutinho.

Nossa homenageada Dona Palmira, uma amapaense da gema, nascida no centro histórico de Macapá, no dia 15 de janeiro de 1914, na residência de seus pais D. Sophia Mendes Coutinho e João de Azevedo Coutinho sobrinho,... 
...aquele prédio (que infelizmente foi demolido), situado na esquina da Avenida General Gurjão com a Rua São José, considerado à época, o prédio particular mais bonito da Macapá de outrora.

Era irmã da prof. Guíta.

Dona Palmira, estudou em colégio das freiras, trabalhou como professora de alfabetização dando aula em uma das salas do antigo casarão da família; tempos depois trabalhou na residência do então governador Janary Gentil Nunes.

Após o falecimento de seu pai João de Azevedo Coutinho, ela mudou-se para o interior do Pará, para o terreno chamado Tambaqui, onde lá trabalhou com olaria (fábrica de tijolos), extrativismo de madeira e palmito, tornando-se uma grande comerciante; mulher de fibra e de bom coração,  nunca se casou, porém, contou com a parceria do sr. Francisco Negrão Figueiredo que a ajudava na administração dos negócios.  Em 1961 aos 47 anos, adotou um filho e deu o nome de João Sérgio Coutinho Figueiredo; tempos depois comprou uma residência em Macapá.

Dona Palmira era uma pessoa conceituada e bastante conhecida na pequena comunidade amapaense.

Devido sua amizade de longas datas com o governador Janary Gentil Nunes, o mesmo resolveu homenagear o avô paterno de Dona Palmira, colocando o nome dele na rua onde ela havia comprado sua residência: Av Mateus de Azevedo Coutinho. Ela dividia seu tempo entre Macapá e seus negócios no interior. Em 1979 aos 65 anos, adotou uma filha e deu-lhe o nome de Sophia Coutinho Figueiredo.

Como a idade foi chegando e os problemas de saúde surgindo, foi impedida pelos médicos, de viajar de barco e voltou a morar somente em Macapá onde viveu até os 97 anos.

Dona Palmira faleceu dia 18 de junho de 2011. Causa de sua morte: septicemia (infecção em determinadas partes do corpo).

Sophia Coutinho, se refere com gratidão à sua mãe: “minha mãe foi um anjo em nossas vidas, abriu mão da vida confortável que tinha no interior para voltar à cidade e trazer os filhos para estudar. Obrigada, por homenageá-la”.

NOTA DO EDITOR:

O blog Porta-Retrato, agradece a colaboração e a boa vontade da Sophia, que nos municiou de informações e fotos raríssimas e inéditas dessa figura maravilhosa que tivemos a felicidade de conhecer, que foi Dona Palmira. Uma senhora carismática e devota fervorosa de São José.

Mesmo com pouca idade, à época, tive a felicidade e a honra de conhecer também Dona Sophia Mendes Coutinho, mãe de Dona Palmira, e avó da nossa colaboradora, Sophia.

(João Lázaro) 

(Última atualização às 14h30m, do dia 18/04/2021)

quarta-feira, 14 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DA CIDADE: SENHORAS PIONEIRAS DE MACAPÁ

Essa Foto Memória hoje, nos permite fazer uma merecida homenagem à cinco senhoras pioneiras da cidade de Macapá.

A partir da esquerda, vemos nas imagens: Dona Janiva de Menezes Nery (Nini), viúva do pioneiro Walter Batista Nery. Ela é mãe dos amigos Cléia, Célio, Carmem, Carlos e Conceição continua em Macapá, morando no mesmo endereço. Seu Walter, faleceu em 2 de abril de 2014.

Ao lado da Dona Nini temos a senhora Palmira Mendes Coutinho, filha do casal João de Azevedo Coutinho e Sophia Mendes Coutinho, irmã da prof. Guíta e da Dona Ninita  (Eglantina Mendes Coutinho de Assis), esposa do comerciante João Vieira de Assis, dono do Elite Bar.

A família sempre morou no casarão que ficava situado na esquina da Avenida General Gurjão com a Rua São José, considerado na época, o prédio particular mais bonito da velha cidade de Macapá.

A terceira na sequência, é Dona Iracema Menezes Coutinho ( Cici ),  esposa do  Sr. José Mendes Coutinho, ambos falecidos.

Em seguida, vem a Sra. Raimunda Mendes Coutinho ( Guíta ), uma pioneira do magistério amapaense. Exerceu a atividade de professora no Grupo Escolar de Macapá, (embrião do Grupo Escolar Barão do Rio Branco), no período de 1944/1949.

Ela mesmo comentava, que “Guíta”, foi um apelido carinhoso que seus familiares, amigos e alunos lhe deram.

Professora “Guíta” se sentia honrada de fazer parte do grupo de pioneiras, entre as quais as professoras Acinê Garcia Lopes de Souza, Maria Lúcia Brasil, Oneide Medeiros, Julieta Borges, Graziela Reis de Souza, Aracy de Mont'Alverne, Esther Virgolino, Predicanda Amorim Lopes, Annie Viana, Risalva Amaral e muitas outras que contribuíram com o progresso do Amapá. Ela faleceu dia 4 de novembro de 1998.

A última à direita da foto, é a senhora Dulcinéia Teixeira de Lemos, esposa do radialista Dorival Nunes de Lemos, o “Amazonas Tapajós", emblemático locutor da Rádio Difusora de Macapá.

A foto histórica foi compartilhada na internet, pela amiga Sabrina Coutinho, filha do nosso amigo José Maria Coutinho (Cutia). Muito grato!

Fonte: Memorial Amapá (Facebook)

segunda-feira, 12 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: COROAÇÃO DA MISS AMAPÁ 1972

 A candidata Katia Mara Houat, filha do empresário Stephan Houat, foi escolhida para representar o Território do Amapá no "Miss Brasil 1972”.

A vencedora do concurso de beleza, daquele ano, foi coroada em um evento festivo nos salões do Círculo Militar de Macapá.

Essa foto histórica do acervo da família Carmo foi compartilhada no Grupo Memorial Amapá, pelo amigo Wanke do Carmo.

Nas imagens, em primeiro plano vemos As Dez Damas Mais Elegantes da Macapá de outrora, que participaram da coroação da linda Miss Amapá, Kátia Houat no esplendor de sua beleza aos 18 anos.”

A pedido do blog, a própria Kátia, gentilmente, nos dá uma ajudinha para tentarmos completar a legenda desse importante registro:

“A primeira da esquerda não lembro; a segunda minha mãe Jacqueline Houat; a terceira Leila Ghammachi; a quarta acho que era esposa de alguém da Icomi; a quinta é a Luzia Ghammachi; a sexta é Ângela esposa do Comandante da Marinha;  a sétima não lembro; a oitava é a Elita do Carmo, mãe do Walter Júnior; a nona não lembro e a última é a Alaina Côrtes, esposa do Capitão João de Oliveira Côrtes, Prefeito de Macapá, à época.”

Fonte:  Facebook

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Morre em Belém, aos 83 anos, a professora Maria Façanha, pioneira do magistério amapaense

(Foto: Arquivo pessoal)

Faleceu, no início da tarde desta quarta-feira (31/03), no Hospital da Saúde da Mulher, em Belém, aos 83 anos de idade, a professora Maria de Lourdes Dias Façanha. Há quase um mês em tratamento de uma infecção urinária seguida de contaminação pelo Covid-19.

O corpo de Maria Façanha foi cremado em Belém mesmo e parte de suas cinzas será levada para Macapá cumprindo desejo da ilustre mestra.

(Foto: Memorial Amapá)

Em 2016, Maria Façanha foi homenageada com a Medalha de Notável Edificadora do Amapá, concedida pelo Instituto de Pesquisa e Ação pela História e Cultura do Amapá – Memorial Amapá. 

MARIA DE LOURDES DIAS FAÇANHA – “MARIA FAÇANHA”

Nasceu em Belém do Pará, no dia 18 de março de 1938.

Filha dos pioneiros Lourenço Borges Façanha e Diva Dias Façanha, ambos falecidos.

Iniciou seus estudos primários na escola Barão do Rio Branco, ensino pedagógico no Instituto de Educação do Amapá – IETA. Concluiu o ensino médio no Colégio Amapaense.

Em 1964, cursou a disciplina de Orientação Metodológica para professor primário, no Centro Regional de Pesquisa Educacional, Queiroz Filho, órgão vinculado à antiga Divisão de Educação e Cultura do Território do Amapá.

Graduou-se em Biblioteconomia pela UFPA, em 1976.  Seu primeiro emprego, foi como professora de alfabetização na Escola Rural de Fazendinha, em 1965. Seguiu no exercício do magistério lecionando o pré-primário na tradicional escola Barão do Rio Branco. Ainda nesse educandário, acumulou a função de Diretora do Jardim de infância.

Em 1976, já graduada em biblioteconomia, foi trabalhar na reestruturação da biblioteca do Colégio Comercial do Amapá, e registrou-a no Instituto Nacional do Livro. Permaneceu no cargo de bibliotecária até 1979. Foi ainda nesse período, coordenadora das bibliotecas de 1º e 2º grau da rede de ensino da Secretaria de Educação do então Território.

Maria Façanha trilhou brilhante carreira como bibliotecária, passando por diversos órgãos de relevância na administração do ainda Território do Amapá, entre eles: ASTER- Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural.

Participou de vários cursos, congressos e seminários no Amapá, em vários estados brasileiros e no exterior, sempre voltados para o aperfeiçoamento na área de biblioteconomia. Um dos grandes feitos de Maria Façanha foi de reestruturar e padronizar todas as bibliotecas dos órgãos e instituições públicos do ainda Território federal do Amapá.

Maria Façanha tornou-se membro efetivo das seguintes instituições: Associação Paraense de Bibliotecários, Conselho Regional de Biblioteconomia da 2ª Região, Federação Brasileira de Bibliotecários e Associación Interamericana de Bibliotecários Y Documentalistas, com sede em Turrialba – Costa Rica.

(Foto: Arquivo pessoal)
Na juventude, Maria Façanha, devido a sua notável beleza, foi modelo exclusivo dos Tecidos Bangu, nos memoráveis desfiles na piscina Territorial.

Maria Façanha retirou-se da vida pública, em 1982, com relevantes serviços prestados ao Amapá

Biografia por Wanke Do Carmo, historiador e colaborador do Instituto Memorial Amapá

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Nota do Editor:

-- Maria Façanha, de tradicional família amapaense, foi vizinha de minha família, durante minha infância e parte da minha adolescência em Macapá. Antes de constituir família, morei por muitos anos na Av. Presidente Vargas, nº 52 em Macapá, próximo ao IETA. E a Família Façanha sempre morou (e ainda mora - 2021) na rua general Rondon, naquele corredor entre o Colégio Amapaense e o antigo IETA.

(Foto: João Lázaro - Arquivo pessoal)

-- Meu último contato pessoal, com Dona Diva e Maria Façanha foi nesse encontro em 2019, quando estive pela última vez em Macapá e que fui fazer uma visita à Dona Diva.  Gratas lembranças das duas amigas.

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domingo, 27 de outubro de 2019

Foto Memória de Macapá: Pioneiras do Amapá

Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Getúlio Barreto. Um registro fotográfico do acervo da artista plástica Niná Nakanishi.
Como a foto não contém legenda, desconhecemos a data, local e evento. Reconhecemos nas imagens a partir da esquerda do observador: as duas ao centro na porta são professoras Niná Nakanishi e Joíra Tavares. Ao lado da Joíra, a Iracilda Lima. Na mesa, regada a Flip Guaraná, professoras Maria das Dores (Durica – in memoriam), Delzuith Façanha da Silva (mora em Belém) e Raimunda da Silva Virgolino (Virgó – in memoriam);  a última à direita, é a professora e ex-radioatriz Lygia Cruz.
As demais não foram reconhecidas.
Fonte: Fotógrafo Getúlio Barreto

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Memória da Cidade de Macapá: ETERNAMENTE – “TIA DURICA”

O Velório da professora Maria das Dores Gomes Correia – “Tia Durica”, para os mais próximos - foi marcado pela solidariedade e reconhecimento das pessoas, com as quais a ilustre mestra teve convivência familiar, pessoal e profissional. Mas um fato inusitado, foi a revelação de um segredo, guardado sob sigilo por quase duas décadas, desconhecido por membros da própria família.
Imagem: Reprodução da mensagem original
“Tia Durica” escreveu uma carta, no ano 2000, e pediu para uma amiga da época do SESI – Dona Auxiliadora – que a guardasse em segredo. Com o falecimento, Dona Auxiliadora lembrou da carta, a digitalizou e levou para conhecimento de todos.
Na manhã do dia 17 de outubro no Velório, minutos antes do sepultamento ainda na Capela Santa Rita, a carta foi lida por sua sobrinha Romilda Trindade.
Professora Maria das Dores Gomes Correia, faleceu na segunda-feira, 14/10, em Belém/PA. “Tia Durica”, com 88 anos, se encontrava internada há dias, no hospital Saúde da Mulher, na capital paraense. A gravidade do estado de saúde dela, não a permitiu que retornasse para Macapá. Um agressivo câncer no pulmão há algum tempo, apesar do tratamento, se disseminou por outras partes do corpo, provocando a falência múltipla de órgãos, causa de seu falecimento.
Devido ao Círio no domingo,13, o IML de Belém não funcionou na segunda-feira, por conseguinte o traslado do corpo para Macapá, somente pode ser feito à tarde da terça-feira,15.
Professora Maria das Dores, descansa em Paz, em jazido da família, no cemitério N. S da Conceição, no centro da cidade.
Fonte: Diário do Amapá 

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Fotos Memória de Macapá: Veterinário Antônio Vasques e o contabilista Benedito Paiva (Bena)

Revirando hoje os arquivos do blog, encontrei essas fotos de dois pioneiros de Macapá. Como conheci as feições, mas não lembrava dos nomes, recorri ao amigo Nilson Montoril que me ajudou a clarear as lembranças e esclarecer se tratar das duas pessoas que eu supunha num primeiro momento.
O de chapéu à esquerda das imagens, é o veterinário Antônio Clóvis Queiroz Vasques e o de branco, Sr. Benedito Pedro Paiva (Bena). 
“O Dr. Vasques era médico veterinário da Divisão de Produção e Pesquisa. Seu trabalho estava mais ligado ao Centro Agropecuário da Fazendinha. O Seu Bena era contabilista do Serviço de Administração Geral - SAG. São falecidos há bastante tempo!”.
O Dr. Antônio Vasques residia na Procópio Rola, Vila IPASE, bem em frente à casa do Dr. Alberto Lima.  Na mesma rua onde moravam a professora Annie Viana da Costa e o Sr. João Batista Travassos de Arruda, entre outros. 
Seu Bena (que também era guarda-livros), morava numa casa de muro alto, ao lado da Maçonaria “Duque de Caxias”, na Av. Coriolano Jucá, no centro da capital. 
Era vizinho de rua dos pioneiros: Diógenes Silva, Otaciano Pereira (Bar e Mercearia Vitória depois Frigorífico Brasil Norte), os irmãos José e Mundoca Bezerra, Nilton Cardoso, Josefina Davis (Hotel Santo Antônio), Ituassú Oliveira, Raimundo Nascimento (Sonoros Caçula), Eleres Muniz, Rui Tostes, Adauto Benigno, Edmundo Moura, família Barcessat, Café Society, família Lacerda,  Abdallah Houat, família Remédios, José Neves (Fábrica Amapaense - cônsul de Portugal), e os irmãos Nelson e Michael Abraão.
Dr. Vasques e Seu Bena, dois pioneiros que passaram pelo Amapá.
Fotos de Arquivo. Fotomontagem de Rogério Castelo.
Colaboraram: Nilson Montoril, Jocy Furtado, Haroldo Pinto, Guilherme Jarbas e Ernani Marinho)
(Última atualização às 18h)

domingo, 17 de junho de 2018

Pioneira da Educação do Amapá: Professora Aciné Garcia Lopes de Souza

Hoje, prestamos justa homenagem à essa pioneira do magistério amapaense, que desde muito jovem foi trabalhar no recém-criado Território Federal.
Falamos em Raymunda Aciné Garcia Lopes de Souza que nasceu em Belém (PA), em 18 de março de 1926, filha de Judith Medeiros Garcia e de João de Brito Monteiro.
Dona Judith foi bordadeira da fábrica confiança em Belém e ao chegar em Macapá passou a costurar para senhoras da cidade; seu João, músico, saxofonista, viveu sua infância e adolescência na Rua Domingos Marreiros – Bairro do Umarizal, onde permaneceu até ir para Macapá.
(Reproduções Google images)
Como toda jovem, Raymunda Aciné frequentou a escola e fez o curso primário, da alfabetização até a 1ª série, na Escola João Carlos Nascimento da professora Mariana Tupiassu de Souza; 2ª serie no grupo Escolar Dr. Freitas e de 1936 a 1938 no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde concluiu o primeiro grau.
(Reprodução)
Estudou de 1939 até 1943 na Escola Normal do Pará, tradicional escola paraense por onde passou a maioria das jovens paraenses e que formou dezenas delas que foram para o Amapá.
Raymunda Aciné se formou em março de 1944, nesse mesmo ano viajou junto com sua mãe na lancha Amapá na companhia do primeiro governador do Território Federal do Amapá capitão Janary Gentil Nunes, e assim iniciou suas atividades de professora normalista.
Aciné conta que ao chegar em Macapá foi instalada na casa do Sr. Acésio Guedes, depois foi alojada na residência de uma família judia, e algum tempo depois passou a morar com a professora Maria Carolina até conseguir a casa cedida pelo governo na rua General Gurjão, no Bairro Alto, isso nos idos de 1952.
Alguns anos depois chegou de Belém o sobrinho do Sr. Cleveland Cavalcante, o jovem Altevir, que se juntou ao grupo de jovens que se reuniam para ir aos bailes e,  de festa em festa, foi assim que se conheceram, namoraram, noivaram e casaram em 31-05-1956 no civil no Fórum de Macapá e no religioso na Catedral  de São José.
Dessa relação nasceram três filhos Rivetla, Roseanne e Marcellino, e dois netos Bruno e Eric.
A história da professora Aciné, como era conhecida no magistério, tem seus compassos e muitos deles foram aventuras pedagógicas nos cerrados amapaenses.
Sua admissão nos quadros do recém-criado Território Federal do Amapá, aconteceu em 29 de maio de 1944, como professora Classe ‘F’. Em 1945 foi dispensada e deu continuidade aos seus estudos no período de 1946 a 1948 no Instituto de Educação do Pará, formando-se no Pedagógico em 1948. Em 5 de abril de 1950 readmitida nos quadros como professora Classe ‘B’ e em 20 de setembro de 1963 foi definitivamente enquadrada como Assistente de Educação 14-A.
Neste interim Aciné deu continuidade aos estudos superiores e cursou de 1972 a 1973 Licenciatura em Letras pela UFPA, no Núcleo Amapá, na Escola Tiradentes e a complementação em Plena em Letras Português/Francês. Além disso durante sua vida funcional cursou dezenas de ações educativas voltadas para ampliação e aperfeiçoamento educacional, além das suas atividades administrativas que passou a exercer como gestora escolar e de administração pública.
Raymunda Aciné exerceu grande liderança, influenciou e apoiou ações de atividades voltadas para uma educação exitosa no Amapá, dentro das áreas desportivas e literárias. 
Participou de encontros, congressos, seminários e atividades fins que envolviam administração e supervisão escolar e foi uma das amapaenses que participou da implantação da nova legislação educacional a LDBE 5692/71. Recebeu centenas de portarias e diplomas de elogios e Honra ao Mérito pela dedicação à educação amapaense.
No exercício de gestão escolar, dirigiu o Grupo Escolar de Mazagão em (1961/1963), e o Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) de (1969/1972)(fotos). Chefiou o Ensino de Primeiro Grau em 1972. Em 1974 respondeu pelo cargo de secretária de Educação e Cultura e passou a ser interina no mesmo ano. Professora Aciné foi designada e compôs diversas comissões de importância dentro do sistema educacional do Amapá, desde a organização da Semana da Pátria e Bancas Examinadoras, assim como representante amapaense em encontros nacionais voltados para alavancar o sistema de ensino. Participou de inaugurações de prédios escolares e da implantação do Ensino de 2º Grau (hoje Ensino Médio) no Amapá. Compôs e coordenou a Comissão de Legislação de Ensino da SEC. Administrou a Escola Barroso Tostes em 1978, participou da Prevenção ao uso de tóxicos por estudantes. Em 1981, compôs o Plenário do Conselho de Educação do Amapá.
Foram 34 anos dedicados exclusivamente à Educação Amapaense.
(Reprodução/Tribuna Amapaense)
Hoje Raymunda Aciné Garcia Lopes de Souza, reside em Belém (PA) com seus filhos e aos 92 anos continua ativa, dedicando-se a trabalhos religiosos, e ativando o seu lado escritora lançou em março dia de seu aniversário, quando completou 92 anos, o livro Espiritualidade Conjugal Tesouro do Matrimônio, voltado para casais cristãos.
Aciné fez uma promessa de ir ao Amapá, fazer o lançamento de sua obra em Macapá e reencontrar os amigos. O livro de Raymunda Aciné será doado.
Texto de Reinaldo Coelho, adaptado ao blog Porta-Retrato.
Matéria completa você lê na edição nº 613 do Jornal Tribuna Amapaense
ATUALIZAÇÃO:
Professora Aciné, faleceu em 18 de outubro de 2025, em Belém do Pará, aos 99 anos de idade, vítima de um infarto agudo do Miocárdio. Após o velório na Capela Palmeiras Amazon, seu corpo foi sepultamento no domingo, dia 19, às 15h, no Cemitério Recanto da Saudade, em Belém.

sábado, 26 de maio de 2018

FALECIMENTO: Morre em Macapá, aos 84 anos, a Pioneira Corina Amoras de Araújo

Recebemos com pesar a notícia da morte na quinta-feira, 24 de maio, em Macapá, da professora e escritora aposentada Corina Amoras de Araújo.
A educadora foi diagnosticada com broncopneumonia e estava internada no Hospital São Camilo e São Luís, onde faleceu em decorrência da falência múltipla dos órgãos.
Professora Corina, era missionária e fundadora da Primeira Igreja Batista do Estado, escritora do livro História dos Batistas no Amapá, lançado em 2013. Também atuou em várias unidades escolares da capital amapaense. 
O corpo foi velado na Primeira Igreja Batista, na Av. FAB e o sepultamento ocorreu no final da tarde da sexta-feira, 25, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
Natural de Amapá, Corina de Araújo nasceu no dia 26 de setembro de 1933, na localidade denominada Redenção no município de Amapá, pertencente ao estado do Pará, na época.  Era filha de Joaquim Marcelino Amoras e Maria Candelária Del Castillo Amoras, irmã da também professora e escritora Maria Helena Amoras dos Santos.
Professora Corina era pedagoga, especializada em Geografia e posteriormente formada em Administração Escolar pela Universidade Federal do Pará. Foi casada por trinta anos com Halliwell Justino de Araújo e deixa 5 filhos biológicos e 2 adotivos (Otoniel, Oneize, Ozimael, Onélio, Osiel, Deuzarina e Herlon), 15 netos e 5 bisnetos.
Foi docente das escolas Barão do Rio Branco, Colégio Amapaense, Escola Paroquial de Santana, Escola E. Augusto Antunes e iniciou seu magistério na comunidade de Campina Grande, área rural de Macapá. Foi diretora da Escola Estadual Azevedo Costa em 1978. Foi também membro da Associação dos Professores do Amapá – APA (hoje Sinsepeap).
Em 1995, mesmo aposentada, foi convidada a integrar o Conselho Estadual de Educação e, por um mandato de 2 anos, assumiu a Vice-presidência e posteriormente foi Secretária Executiva até 2005.
Nossas condolências à família enlutada.
Fonte: Correio Amapaense

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: A Pioneira Marlene Santos Leite

Nossa Foto Memória de hoje - compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras – nos deu inspiração para que fizéssemos uma justa homenagem a uma pioneira do Magistério Amapaense.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Tão logo recebemos a foto, enviada por ele, foi fácil reconhecer, num primeiro momento, que o rosto daquela professora que entregava o Certificado a ele, nos era familiar.
Imediatamente, procuramos uma pista para identificar aquela pessoa, cuja imagem estava bem nítida em nossa lembrança. Com a resposta dele foi desvendado o mistério e assim pudemos chegar à nossa ilustre homenageada. 
Trata-se da Professora Marlene Santos Leite, nada mais nada menos, que uma das filhas do saudoso Mestre Oscar Santos. Isso mesmo!
Daí para a frente, foi fácil. Com ajuda da amiga Lúcia Uchôa, neta de Mestre Oscar, juntamos as peças e montamos o quebra-cabeças.
Acompanhe, agora, a história de nossa Pioneira.
A paraense Marlene Santos Leite, nascida em 18 de maio de 1938, é a caçula dos 5 filhos do casal Oscar e Júlia Guedes dos Santos.
Marlene foi com seus pais para o Amapá e lá estudou no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco”, onde também lecionou, do primeiro ao quinto ano. Antes disso trabalhou nas Escolas Paroquiais São José e São Benedito. 
Formou-se professora pela Escola Normal de Macapá, paraninfada por seu pai Mestre Oscar Santos. 
Fez o Curso de Habilitação pela CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário), para poder lecionar no ginásio. Se especializou em Matemática e foi professora, por vários anos, no Ginásio de Macapá.
Uma prova, é o registro histórico acima, em que a Professora Marlene entrega o Certificado ao aluno Heraldo Amoras, por ele ter concluído o Curso no Ginásio de Macapá (GM), em 1966.
Entre outras atividades que desempenhou, professora Marlene lecionou Educação para o Lar na Escola Estadual José de Anchieta; lecionou no MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), por dois anos, no Grupo Escolar Pará, depois passou a trabalhar como secretária nas Escolas Princesa Izabel, Perpétuo Socorro, José de Alencar e Cândido Portinari, até se aposentar. Foi Diretora substituta durante as férias das titulares nas Escolas Perpétuo Socorro e José de Alencar.
Nossa homenageada aprendeu a tocar acordeom com seu pai, mas não seguiu o caminho da música. Preferiu o magistério.
Professora Marlene, viveu os últimos anos de sua vida morando com o marido no distrito de Curiaú, município de Macapá.
Seu esposo é oriundo da comunidade. Não tiveram filhos naturais, apenas um casal de adotivos.
Ela faleceu em fevereiro de 2019.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...