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terça-feira, 28 de junho de 2022

MEMÓRIA DA SEGURANÇA PÚBLICA DO AMAPÁ: ANTIGOS INSPETORES DA GUARDA TERRITORIAL

 Este registro histórico nos foi compartilhado pelo amigo Obdias Araújo.

Trata-se de uma foto com sete dos antigos inspetores da gloriosa Guarda Territorial, do tempo do Território Federal do Amapá.

A partir da esquerda: Inspetor Alencar (à paisana); Inspetor Obdias Araújo; Inspetor M. Correia; Inspetor Monteiro; Inspetor Lino, Inspetor Agenor Neves; e Inspetor Inglês.

Foto: Obdias Araújo (arquivo pessoal)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Foto Memória da Segurança Pública do Amapá: Inspetor MIGUEL BATISTA DE AMORIM

Hoje prestamos nossa homenagem póstuma ao pioneiro  MIGUEL BATISTA DE AMORIM.
Inspetor Miguel Amorim nasceu no município de Óbidos-PA, no dia 19 de junho de 1922. Filho de Cândido Ribeiro de Amorim e de D. Ana Batista Amorim. Estudou o primário no Colégio São Francisco em Óbidos. Trabalhou com seu tio na oficina de alfaiate, onde aprendeu a profissão. Serviu ao Exército Brasileiro e deu baixa em 1943. Transferiu-se para Macapá, em 17 de março de 1944, admitido na Guarda Territorial no dia 20 de setembro de 1944 na função de guarda territorial, onde recebeu diversas promoções, chegando ao cargo de inspetor em 26.9.1966. Miguel Amorim assumiu várias cargos entre os quais o de comissário de Polícia de Lourenço, em 27 de maio de 1952, num momento difícil em que centenas de garimpeiros, de diversas cidades e lugares chegavam para explorar o ouro, obrigando o comissário a fazer valer sua moral e coragem para dominar as brigas, as desavenças e prender criminosos e ladrões sem sofrer represálias. Seu prestígio cresceu na comunidade, merecendo a nomeação para delegado de Polícia de Calçoene em 21.4.1959; delegado de Polícia de Amapá em 26.6.1961; comissário de Polícia de Mazagão em 25.6.1964; delegado de Polícia de Amapá 22.5.1965; comissário de Polícia de Fazendinha em 24.5.1967; comissário de Polícia do Buritizal em 29.1.76; Chefe da Superintendência dos Serviços Policiais em 15.2.76; Encarregado de apurar os fatos em processo administrativo em 7.7.1977; transferido para a Delegacia da vila de Laranjal do Jari em 7.6.1979; designado delegado de Polícia de Mazagão 21.1.80.
Miguel Batista de Amorim casou-se com D. Ozelinda Lina Amorim com quem teve os filhos: Newton, Neide, Arlindo, Heraldo, Orivaldo, Ana Regina e Edinete.
Filiou-se à Associação dos Aposentados e Pensionistas do Amapá destacando-se no cargo de membro efetivo do Conselho Fiscal.
Faleceu de repente, em 1996, deixando tristes e abalados os seus familiares e amigos, merecendo do Vereador Manoel Bezerra a apresentação do Projeto de Lei dando o nome de inspetor Miguel Amorim a uma das ruas da cidade, de Macapá.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá. Vol. III. de Coaracy S. Barbosa. Março 2002 – Edição digital (não impressa)
Foto: Arquivo pessoal

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Foto Memória da Guarda Territorial: Pioneiro – Inspetor Miguel Alves da Silva (em memória)

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Músico de bandas marciais e pioneiro da Guarda Territorial, o maestro Miguel Alves da Silva nasceu em Soure-PA, em 29 de setembro de 1912. 
Em 1949 passa a residir em Macapá, como integrante da Guarda Territorial e da Banda de Música da instituição, mais conhecida como “A Furiosa”. Em 1952, com a implantação do Conservatório Amapaense de Música (hoje Centro de Educação Profissional Walkiria Lima), ele  se submete a exame livre de música, considerado apto para a função de Regente da então Banda de Música da Guarda Territorial. Em 1962 recebe habilitação, pela Ordem dos Músicos do Brasil (Seção do Rio de Janeiro).
Em 1966, por decreto do Governo do Amapá, é nomeado Inspetor da Guarda Territorial, com privilégios na regência da Banda Oficial da instituição. Assim, durante sua atividade musical, participa de várias retretas musicais, e como jurado em vários concursos, entre eles o de Música Carnavalesca em 1969, realizado pelo Grupo Escoteiro Veiga Cabral, no Centro Educacional do Laguinho. Mas a sua laboriosa colaboração cultural lhe valeu uma licença de saúde, passando a realizar serviços burocráticos no SAG (Serviço de Administração Geral) do Governo do Amapá. Mas não foi por muito tempo. Em 1972 volta, com toda carga, às atividades musicais. Assim, passa a organizar e reger a Banda Marcial do IETA, ganhadora de vários campeonatos. 
Mas a GuardaTerritorial o chama para reger também a sua Banda de Música, permanecendo por 19 anos na GT, e 10 anos no Instituto de Educação.
Em 1982 é aposentado na função de Agente de Policia do Governo do Amapá mas, mesmo aposentado, ficou residindo em Macapá até sua morte, em 30 de novembro de 1991, aos 79 anos. Em sua folha de serviços prestados, constam várias portarias de elogios. Em homenagem ao músico, a Prefeitura Municipal de Macapá, em 5 de maio de 1994, denominou uma instituição de ensino localizada no bairro Perpétuo Socorro, de Escola Municipal Maestro Miguel Alves da Silva (Lei municipal nº 626/1994 PMM, de 5 de maio de 1994).
Por Edgar Rodrigues, historiador, parceiro e colaborador do blog Porta-Retrato Macapá.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Foto Memória de Macapá: Pioneiro José Ubirajara Lopes de Sousa.

José Ubirajara Lopes de Sousa, nasceu no Maranhão, em 1 de fevereiro de 1920 - mais precisamente em um vilarejo chamado Mucuim - filho de Jonathas Lopes de Lima e Sousa e Josefa Olímpia Lopes de Sousa.
Chegou em Macapá no ano de 1945, quando o ex-Território do Amapá tinha como governador o Cap. Janary Nunes.
Estudou o 2º grau na Escola Normal de Macapá.
Foi através de decreto governamental designado para trabalhar na Guarda Territorial (GT), e dentro da unidade galgou ao maior posto que era de Inspetor.
Serviu na GT nas localidades de Calçoene, Jarilândia e Macapá.
Na vida profissional foi Diretor do Núcleo Penal do Bairol (primeiro presídio de Macapá), Diretor da Escola Industrial de Macapá, Diretor da DSG (Divisão de Segurança e Guarda), Secretário de Justiça do Território Federal do Amapá e Chefe de Gabinete do Palácio do Governo.
José Ubirajara foi diretor e também lecionou alguma matéria escolar, em uma escola interna, que foi montada na Guarda Territorial, para os membros da corporação que tinham pouco ou nenhum estudo.
Casou com a professora Maria Dorothy Mendes de Sousa, no dia 29 de maio de 1942, com quem teve 09 (nove) filhos: Josemar, Josemir, Maria de Nazaré, Marilena, Josenaldo, Josenildo, Virginia Maria, Josemauro e Marilane Mendes de Sousa.
Foi aposentado em agosto do ano de 1975, e em virtude de seus filhos estarem estudando em Belém-AP, foi residir naquela cidade.
Em 08 de julho de 1990, veio a falecer, motivado por um aneurisma localizado em seu cérebro.
Agradecemos ao amigo Josemir Mendes de Sousa, filho do biografado, que nos enviou as informações sobre o pai dele.

domingo, 3 de junho de 2018

Fotos Memória da Segurança Pública do Amapá: Curso para Delegados de Polícia

Nossas Fotos Memória de hoje apresentam dois registros de um Curso de Inquérito Policial realizado em junho de 1971, pela Academia Nacional de Polícia Federal de Brasília. Esse Curso, deu suporte para os participantes logo em seguida se tornarem delegados.
A primeira foto foi tirada na frente da Escola Guanabara, após a conclusão do Curso Volante de Inquérito Policial.
Na última fila, de cima para baixo, vemos: Mário da Silva Melo (falecido); José Maria Lima; Raimundo Nepomuceno (Mantiqueira); Marcos Maciel, Claudionor, Barata (de óculos); Hermógenes Costa(o mais alto - falecido), Francisco (Quarentinha - falecido) e José Alves.
Fila do meio: Francisco Cardoso Neto(Bolero); José Maria Franco(falecido); Adelmo Caxias(falecido); Walter (Rato); José Araguarino de Mont’Alverne (falecido); Manoel Raimundo (Delegado); João Vilhena de Andrade (falecido); João Bararuá Guerreiro (falecido) e o último Sr. Paes da Guarda Territorial.
Fila da frente: Walter Jucá, (falecido), Seabra da Conceição Barros e esposa Profª Carmosina Barros(falecidos); profª Ivonete Araújo(falecida); Professor Deocleciano, Déa Rola Soares; Raimundo Pantoja Gomes e Pedro da Costa Uchôa.
A segunda foto, mostra integrantes do Curso de Inquérito Policial, realizado em Macapá/AP, em junho de 1971, sentados no auditório.
Fonte: Informações via blog Repiquete no Meio do Mundo

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Foto Memória de Macapá: Inspetor Waldelor da Silva Ribeiro

Hoje o blog presta justa homenagem “in memoriam” ao pioneiro Waldelor de Silva Ribeiro, que era inspetor da Guarda Territorial do então Território Federal do Amapá, e pai do jornalista Édi Prado.
A pedido do blog, nosso ilustre parceiro aqui do Porta-Retrato nos enviou a biografia que você vai ler agora:
Waldelor de Silva Ribeiro nasceu no dia 24 de junho de 1928, na localidade de São Miguel dos Macacos, Afuá, município do Pará. Filho de Joaquina da Silva Ribeiro e Abel José Ribeiro. Era uma espécie de faz tudo. Na época os meninos eram iniciados desde cedo a aprender várias funções e ofícios, entre elas a de desenhista e pintor de barcos.
Chegou ao Amapá no dia 23 de novembro de 1949. O Território estava começando a se erguer. O primeiro trabalho de Waldelor foi como pintor na Fortaleza de São José, enquanto preparavam a documentação para entrar na Guarda Territorial, no tempo de Janary Nunes, primeiro governador e desbravador. Morava lá mesmo na Fortaleza, enquanto aprontava um barraco no Beco da Mucura, ao lado do centenário monumento.
Ele prometera que no máximo em um ano, levaria a mulher, Maria de Nazaré Prado Ribeiro, a mãe, já viúva e mais dois irmãos para Macapá.  E nas horas vagas “abria letras” para pintar os nomes das embarcações.
Além de pintor e desenhista, Waldelor possuía várias habilidades como carpinteiro, eletricista, barbeiro e por ter uma caligrafia invejável, era chamado para redigir documentos oficiais, cartazes, avisos e outros serviços burocráticos.
Em pouco tempo ingressou nas fileiras da Guarda Territorial. E com o dinheiro ganho com os “biscates”, cumpriu a promessa de levar bem antes a família para Macapá em 05 de março de 1950.
Com o desenvolvimento e a chegada de veículos foi criada a Divisão de Trânsito (Ditran) e ele foi indicado para fazer parte deste seleto grupo, responsável pela emissão da Carteira de Motorista, fiscalização do trânsito na cidade e nos interiores dos então cinco municípios: Macapá, Mazagão, Amapá, Calçoene e Oiapoque.
Ser aprovado para tirar a carteira nessa época, precisava ter domínio de dirigir nas vias, estradas e ter amplo conhecimento de mecânica e das leis de trânsito”, relembram os motoristas pioneiros.
 “Os inspetores Waldelor,  Queiroga, Dário Silva, o Peixeiro e outros pioneiros, eram osso duro de roer e nessa época não havia corrupção e ai daquele que tentasse. Era preso e ficava mais de ano sem o direito de fazer o teste para tirar a habilitação”, contam os antigos motoristas.
Aposentou-se em 1984 e faleceu, vítima de erro médico em 28 de novembro de 1989. O nome de Waldelor da Silva Ribeiro está numa extensa lista de ex-Guardas Territoriais à espera para serem homenageados com nome de uma via na cidade ou outro monumento.  “Um homem íntegro. Nunca se envolveu em escândalo. Viveu para a família e criou nove dos 10 filhos, porque um deles morreu prematuramente, com menos de um ano de idade. Chegou a concluir o então 2º grau e formou quatro filhos com curso superior. O Edevaldo de Jesus Prado Ribeiro, bacharel em direito e delegado de polícia; Elisabeth Maria Prado, professora; Édi Prado, jornalista e Elinete das Dores Prado Ribeiro, secretária executiva”, relembra a esposa, Maria de Nazaré Prado Ribeiro.
A primeira casa ficava na baixada da Mucura” (apelido de uma mulher, que mandava no pedaço, bem ao lado da Fortaleza, que depois ficou conhecida como Elesbão. Era onde se abrigavam os primeiros moradores vindos das Ilhas do Pará) “Lá funcionava um matadouro de porco, mas eram também abatidos gado, caça e funcionava como atracadouro de pescado”, relembra.
“Depois o prefeito mandou ajeitar a área e nós tivemos que mudar para o Laguinho, que estava começando com a chegada dos negros, que moravam na Favela e nas Praças Barão do Rio Branco e Veiga Cabral. Por isso chamado de bairro moreno da cidade”, narra D. Nazaré.
O Delô (como era chamado carinhosamente pela esposa), construiu ele mesmo a própria casa e mudamos para a Rua Gal Rondon, 618, em 1955, onde moro até hoje. Eu já tinha o Edilson José, Edvaldo de Jesus, Elisabete Maria e o Edevonildo  Nazaré Prado Ribeiro, (o Édi  Prado), ainda no colo. Depois vieram o Ednelson (falecido), Edival, Elinete, Waldelor Filho, o Luizinho (também falecido), Edna e Edinaldo Prado Ribeiro. O salário não era tanto, mas dava para manter a família. A vida dos meninos se resumia à escola, igreja, brincadeiras. Mas era tudo controlado. Não havia drogas, miseráveis, bandidagem e a Guarda Territorial era respeitada. Havia hora para sair e chegar em casa. Os filhos obedeciam aos pais. ”
 Como era e como está - com 90 anos - católica fervorosa, D. Nazaré acompanhou a construção da primeira capela de São Benedito e lembra da paz que reinava na cidade. “Meus meninos, com outros da vizinhança, jogavam bola na frente de casa. Carro quase não havia. O movimento começou com a construção da hidrelétrica do Paredão. Eram tratores, máquinas pesadas e caminhões que passavam diariamente levando equipamentos”, relata.
A cidade cresceu de forma desordenada. Não levaram a sério o planejamento. Cada prefeito, embora nomeado pelo governador, fazia o que dava na telha. E hoje vivemos o drama em decorrência disso,” vem recordando D. Nazaré Prado Ribeiro. Lembra ainda quea educação e a saúde eram prioridades do governo. Todo menino tinha que estar em sala de aula e o governo dava uniforme, bota, material didático e os professores eram exigentes,”.
“Lembro bem que quando construíram o hospital por volta de 1947, o pessoal comentava: para que um hospital tão grande para tão pouca gente? E é esse mesmo hospital que temos até hoje para atender não só a capital, mas todo o Estado. ”
Waldelor era um dos inspetores responsáveis para habilitar os motoristas e conceder Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Um produtor de hortaliças, gado, porco, galinhas e patos, além de fornecedor de frutas para atender ao Mercado Central, passava diariamente em frente a casa dele como trajeto de ida e volta. Um dia o dito cidadão, se envolveu num acidente e foi constatado que não tinha a CNH. Ficou impedido de dirigir enquanto não tirasse a carteira. E faltando uma semana para realizar os testes, ele parou em frente à casa do inspetor e deixou uma carrada contendo frutas, legumes, galinha, pato, porco. Um abastecimento para mais de mês. Foi colocando tudo no pátio da casa e buzinou para anunciar o grande presente. Como Waldelor não atendia ao chamado pela buzina, decidiu bater palmas. E com um sorriso maior que o caminhão, disse que era um presente. Desconfiado, Waldelor lembrou que aquele homem passava todos os dias pela frente da casa dele e nunca havia se dado ao trabalho de um "bom dia" e agora trazia presentes, às vésperas do teste para motorista?
E deu o prazo de cinco minutos para o mesmo colocar tudo de volta no caminhão sob pena de receber ordem de prisão. O vendedor tentou argumentar e Waldelor disse que agora só tinha quatro minutos. Numa ação relâmpago, o citado senhor limpou o pátio.
De quebra foi advertido que ficaria suspenso para realizar os testes durante um ano.
Era assim que funcionava o serviço público. E Waldelor da Silva Ribeiro dizia que um homem sem moral e sem caráter não honrava as calças que vestia.
Texto do jornalista Édi Prado – filho do biografado – com depoimentos de antigos motoristas da cidade e da viúva de Waldelor, professora Maria de Nazaré Prado Ribeiro, que, com idade avançada, ainda mora em Macapá. Como já foi escrito há algum tempo, o mesmo foi atualizado e adaptado ao blog, com a devida anuência do autor.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: Pioneiro Mário da Silva Melo

Mário da Silva Melo nasceu no município de Breves/PA, em seis de janeiro de 1923. Filho de Altino Amorim de Souza e Virgília Marques da Cruz. Na pia batismal recebeu o sobrenome de seus padrinhos. Viveu sua infância lá mesmo em Breves ao lado de sua mãe até os 17 anos, quando saiu de sua terra natal, em busca de trabalho e independência. Chegou ao Amapá no início dos anos 40 (por volta de 1941), quando aquela terra ainda pertencia ao Estado do Pará. No Amapá, o jovem Mário Melo começou sua atividade, no garimpo do Vila Nova (Município de Mazagão), onde contraiu malária, que o fez abandonar aquela atividade econômica, e se mudar para Macapá, a fim de tratamento médico.
Em seguida trabalhou no Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), criado durante a 2ª Guerra Mundial para sanear a Amazônia, tendo em vista os altos índices de malária e febre amarela que atingiam os habitantes daquela região.
Com a elevação do Amapá à condição de Território Federal, (1943) houve a criação da Guarda Territorial, (uma polícia específica para os territórios federais recém criados), e ele foi um dos seus integrantes ao lado de muitos outros Pioneiros. 
Em 1946 (aos 22 anos), casou com a jovem Ercília Furtado Coutinho (17 anos), natural do Município de Chaves/PA. Dessa união nasceram 16 filhos, sendo 10 (dez) homens e 6 (seis) mulheres, todos naturais de Macapá e com nomes iniciados pela letra M.
Mário Melo permaneceu na Guarda Territorial até 1951, quando, por motivos políticos, foi exonerado do Serviço Público.
No período de 1951 a 1962, desenvolveu varias atividades particulares, para sobreviver e sustentar sua família, entre elas: dono de bar e botequim, (onde se reuniam alguns amigos da boemia local); canoeiro que abastecia o pequeno comércio da cidade com venda de carvão, peixe, camarão, carne de caça (liberada na época), suína, etc.
Um dos fatos ocorridos durante sua atividade de canoeiro foi um naufrágio que sofreu no rio Amazonas, vindo a perder tudo, salvando apenas sua vida e de seu filho mais velho. Com esse acontecimento ele procurou um novo ramo de atividade: o de carroceiro (freteiro).
Em seguida, foi garapeiro (vendedor de caldo de cana), localizado atrás dos mercados Central e municipal de peixes.
A partir da década de 60 torna-se evangélico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, situada na Praça Nossa Senhora da Conceição no Bairro do Trem. Nesse mesmo período retoma seus estudos no Instituto Veiga Cabral que pertencia ao professor Alzir da Silva Maia, na atual Rua Rio Maracá, entre as avenidas Tiradentes e São José, área hoje (2017) ocupada pela Feira Municipal do Centro da Cidade.
No período de 1967 a 1970, fez o curso ginasial no antigo Ginásio de Macapá, hoj(2017) Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes. Entre 1971 e 1973 fez o Curso Pedagógico no Institutde Educação do Amapá - IETA.
Autodidata no aprendizado de violão foi aluno do Mestre Oscar Santos, com quem aprendeu a tocar instrumentos de sopro, leitura e escrita de partituras.
Em 1962, o Governo Federal promoveu um novo enquadramento e Mário Melo regressou à Guarda Territorial, na condição de integrante da Banda de Música da corporação. Foram seus contemporâneos na Banda da Guarda Territorial, músicos conhecidos, em sua maioria por nomes de guerra ou apelidos tais como: Morcego, Feliciano, Biroba, Ueua, Caveira, Gurjão, Zé Crioulo, Dantas, Aracu, Tomate e muitos outros. Todos sob a regência do Maestro Miguel (Cipó).
Com a extinção da antiga Guarda Territorial e implantação da Polícia Militar do Amapá(Lei n° 6.270, de 26 de novembro de 1975), Mario Melo foi transferido para a Polícia Civil, onde exerceu as funções de Agente Escrivão e Comissário de Polícia (Delegado).
Além dessas, exerceu também atividades de músico, maestro, compositor, com participação  em diversos Festivais da Canção Amapaense, sendo também, autor do hino do Esporte Clube Macapá.
A boemia era um de seus lazeres, tendo como parceiros: Zé Crioulo, Walber Damasceno, Noé do Bandolim, Treze, Reinaldo Lima, entre outros.
Ao final dos anos 70 e início do80, foi professor de música no Colégio Amapaense onde montou uma escolinha de música e fundou a Banda de Música do estabelecimento. Participaram da escola e da banda, expoentes da música popular amapaense como: Ronery, Zé Miguel, Zenor, Edilson Moreno, Osmar Jr, Batan e demais pessoas ilustres da terra como Pe. Paulo, Profª Neca Machado e Sebastião Rocha (médico e ex-Senador pelo Amapá).
Mario Melo animou bailes com conjuntos musicais que organizava nas quadras carnavalescas, denominados “Os Xavantes” e “Os Geniais”. Tocou em vários Clubes e Municípios  do Território tais como, Santana (Independente e Santana Esporte Clube), Serra do Navio (Manganês Esporte Clube), Laranjal do Jary, Afuá na Ilha do Marajó (Sede do Lagostão), e ainda nas sedes sociais do Trem Desportivo Clube, Esporte Clube Macapá  e Círculo Militar.
Tanto nas Bandas de Carnaval quanto na Banda de Música do Colégio Amapaense, ele contou com a participação de alguns dos seus filhos, entre os quais: Marcino, Marcílio, Marcos, Magno e Marta.
Além das bandas citadas Mario Melo criou um conjunto regional, de chorinhos e MPB, que tocava nos clubes da cidade e no SESC/AP.
Na década de 80, exerceu suas atividades de policial civil no município de Oiapoquepermanecendo até sua aposentadoria em 1982Paralelamente, nas horas de folga, exercia atividades de catraieiro transportando passageiros de Oiapoque, no Brasil, para a cidade de San George, na Guiana Francesa e vice-versa.
Pioneiro policial, maestro e compositor Mário da Silva Melo faleceu dia 27 de julho de 2006, aos 83 anos de idade, e seus restos mortais descansam em Paz, na sepultura da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceiçãono Centro de Macapá.
Fontes consultadas: Para a montagem dessa biografia contamos com a colaboração de vários filhos e da professora Ercília Furtado de Melo, viúva do biografado, a quem agradecemos.

domingo, 7 de maio de 2017

Foto Memória da Segurança Pública do Amapá: RAIMUNDO MOURA DO NASCIMENTO - "GATÃO"(IN MEMORIAM) – GUARDA TERRITORIAL E POLICIAL CIVIL

A Foto Memória de hoje, relembra a figura de um Pioneiro da Segurança Pública.
(*)Por Reinaldo Coelho 
“Raimundo Moura do Nascimento, o Gatão, filho de Benedito Ferreira do Nascimento (mestre de obra e marceneiro, falecido) e Josefina Moura do Nascimento (dona de casa, falecida), nascido em 26 de dezembro de 1932, no município paraense de Chaves e que se vivo fosse estaria completando 84 anos de idade. 
O casal Benedito e Josefina foi para Macapá em 1939, quando o nosso pioneiro tinha sete anos de idade fugindo da Malária e da Febre Amarela, que matavam a rodo na década de 30 crianças e adultos, nos municípios ribeirinhos amazônicos. O casal que tinha gerado três filhos, duas meninas e um menino, já havia perdido as duas primogênitas em mortes seguidas, e com medo da perda do caçula, procuraram Macapá, onde poderiam encontrar recursos para tratar a criança que já apresentava sinais de ter contraído a doença. 
Lá chegando, a família Nascimento se estabeleceu na antiga Rua da Praia, hoje a Orla de Macapá, local onde o referido marceneiro e carpinteiro começaria a trabalhar com sua profissão junto aos empresários locais, caso dos Zagury e Alcolumbre.
Nesse mesmo tempo, Dona Nenê, como era conhecida a matriarca da família, lavava roupa pra fora, e o garoto Raimundo Moura era o entregador, além da sua venda de hortaliças de quintal que a vizinhança adquiria por consideração à mãe batalhadora. Infância vivida como qualquer garoto, porém tinha as rédeas severamente controladas pela genitora.
Com a transformação do Amapá em Território Federal, e o crescimento do emprego, através da construção de escolas e outras obras estruturais, mestre Benedito passou a trabalhar em várias obras do novo governo que estava estruturando a cidade para receber os servidores do governo. Mestre Benedito foi responsável da construção do telhado da residência governamental, Hospital Geral de Macapá, Maternidade de Macapá, entre outras, e Dona Nenê passou a lavar as roupas dos diretores, do primeiro escalão do governo, e do próprio governador Janary Nunes. Enquanto isso o jovem Raimundo Moura frequentava a escola (Barão do Rio Branco) e o Grupo Escoteiro Veiga Cabral fundado em 1945. 
Foi membro da Associação de Escoteiros do Amapá (primeiro nome do grupo Veiga Cabral) e que tinha como sede a Praça Veiga Cabral. O nome foi dado em homenagem ao herói Francisco Xavier da Veiga Cabral. Apenas um dos fundadores do grupo continua vivo, o senhor Raimundo Barata, que atualmente mora em Belém, aos 88 anos de idade. 
Nesse grupo de escoteiros era onde os jovens colocavam toda sua energia juvenil e onde recebiam orientação de civismo dos chefes escoteiros Clodoaldo Nascimento,Humberto Dias, Glycério de Sousa Marques, entre outros.
Raimundo Moura, ganhou o apelido de “Gato” num acampamento de escoteiros, por ter se saído bem, em uma disputa esportiva, ao realizar com êxito um salto de considerável altura, um mortal difícil, caindo em pé. O apelido, mesmo após seu falecimento, continua sendo sua referência, pois poucos o conhecem por Raimundo Moura, mas sim pelo famoso apelido de Gatão e recorrente. 
Mulherengo e um exímio pé de valsa, além de cantor mediano e bom de copo, Gatão escreveu sua história na boemia amapaense como conquistador e “brigão”, e sua fama percorreu o Amapá. Quando chegava nos bares e boates de “má fama” os frequentadores e proprietários, a macharada, se inquietavam e as mulheres se arrepiavam, pois além do apelido se encaixar na habilidade, se confirmava pela postura garbosa do jovem mancebo. 
Posição que se confirmou com a conquista da jovem Zoraide Coelho do Nascimento, com quem se casou e teve um casal de filhos, além de ter adotado os outros cinco de outro relacionamento. Gatão tinha na época 17 anos e Zoraide 18, o que necessitava ter a autorização dos pais para concretizarem o matrimonio, e com a interferência do então promotor público, Hildemar Maia, que foi padrinho do casamento. Após o casório, Raimundo e Zoraide foram para Belém do Pará, onde Gatão serviu o “Tiro de Guerra”, período em que gerou a primogênita do casal, Maria das Graças Coelho do Nascimento. 
Nessa época o Decreto Lei n° 5.839, de 21 de setembro de 1943, estabeleceu a criação de uma Guarda Territorial, de caráter civil, para os Territórios onde a mão de obra fosse escassa. A Guarda Territorial, ou saudosamente chamada GT, abrigava jovens que mesclavam suas missões de segurança pública e de construção civil. 
Ao retornar a Macapá, com o cumprimento do serviço militar, Moura foi engajado na recém-criada Guarda Territorial do Amapá, pois o Território crescia na razão direta em que surgia a necessidade de aprimoramento da GT. Havia carência de uma força que se voltasse especificamente à Segurança Pública. 
Mais um marco diferencial de Gatão, devido a sua habilidade e o interesse pelo serviço mecânico e de direção de automóvel, quando foi criada a Guarda de Motocicleta e ele então assumiu o comando do Grupamento Motorizado que prestava ‘guarda’ às visitas oficiais e de autoridades do Território, os “batedores”, que eram a atração maior nos desfiles da semana da Pátria e do Território. E mais, “cartaz” com as mulheres, pois acompanhou as comitivas dos Presidentes do Brasil que visitaram o Amapá. 
O serviço de policiamento passou a ser realizado pela Guarda Territorial, apoiando as delegacias, com armamento e pessoal de apoio. Os delegados eram Oficiais, enquanto que os comissários eram inspetores da Guarda. Em 1945 todas as sedes dos municípios foram dotadas de um Delegado, um Escrivão, além de guardas. 
Mas Raimundo Moura do Nascimento também atuou no setor privado, foi “motorista de praça”, motorista de carros basculantes de alto porte, na construção da barragem Hidrelétrica de Paredão, depois denominada Hidroelétrica “Coaracy Nunes”, com treinamentos em Minas Gerais pela Techint Engenharia e Construção, isso em 1961. Essa experiência lhe garantiu, após a aposentadoria, retornar à hidroelétrica como Chefe da Segurança por dois anos na década de 90. 
Regressando na década de 80 às atividades policiais, com a extinção da Guarda Territorial, transformada em Polícia Militar, e sendo servidor público federal, pode optar e escolheu a Polícia Civil, pelo contagiante faro investigativo. Como policial civil ocupou provisoriamente a titularidade de diversas delegacias do interior, como o ‘Beiradão’, formado por palafitas em longo trecho das margens do rio Jari (conhecida como a maior favela fluvial do mundo), com todas as mazelas sociais, agravadas pela violência e pela prostituição, onde hoje é o município de Laranjal do Jari. 
Também trabalhou na Delegacia de Oiapoque, exercendo a titularidade da delegacia local, por falta de delegado. Última delegacia em que trabalhou foi a de Porto Grande, onde se aposentou e morou por mais de 15 anos, constituindo sua terceira família, passando a morar em Ferreira Gomes, local em que faleceu e foi sepultado. 
Os guardas territoriais sempre souberam demonstrar, ao longo dos anos, o valor do pioneirismo, diante das dificuldades apresentadas ao advento da criação do Amapá, através da união, com destemor, ordem e galhardia, marcando sobremaneira as tradições da organização policial que eles serviram e dignificaram. 
Raimundo Moura do Nascimento deixou essa vida amando a todos com sofreguidão. Seu legado a este mundo foram seus 21 filhos, sendo cinco do coração; amou muitas mulheres, tanto que teve três casamentos. Porém, uma nunca saiu de seu coração, Zoraide Coelho do Nascimento, a quem amou até o fim de seus dias. Mesmo divorciados, continuaram amigos para sempre. Esse amor era estendido aos locais onde viveu, tanto que escolheu Porto Grande para guardar seu corpo, destruído pela bebida, pois era dependente do álcool e fumante inveterado, o que lhe rendeu três infartos e um AVC, causa de sua morte, em 2000.
Existem muitas histórias do famoso Gatão, destacadas nos ‘causos’ contados por amigos da boemia.
Raimundo Moura do Nascimento, um homem que amou o mundo e as mulheres. Exerceu seu papel de agente de segurança pública com responsabilidade, capacidade e altruísmo. Deixou essa vida ciente de seus erros e acertos e que fez o melhor para ter seu nome honrado e respeitado.”
(*) Reinaldo Coelho -  Diretor de Jornalismo do Jornal Tribuna Amapaense, e um dos filhos do biografado.
Texto publicado, originalmente, na Edição n° 555, de 06 a 12 de maio de 2017, do jornal  Tribuna Amapaense.
A referida matéria - com a anuência prévia  do autor - foi devidamente atualizada e adaptada, especialmente para o Porta-Retrato.
Fonte: Jornal Tribuna Amapaense
(Última atualização dia 08/05/2017)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Foto Memória da Segurança Publica do Amapá: Inspetor Hely Ribeiro de Oliveira

O amigo José Ramalho de Oliveira, compartilha com o "Porta-Retrato", uma antiga foto de seu pai,...
Detalhe

...o Inspetor Hely Ribeiro de Oliveira, com o uniforme da gloriosa Guarda Territorial, segundo ele, provavelmente tirada entre 1946 e 1947, no pátio interno da Fortaleza de São José de Macapá.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Família Dias

Mais uma foto do acervo da Guarda Territorial do Amapá.
Hoje, uma parte da família Dias reunida nesse registro.
A partir da esquerda: Irmãos Orlando Filho, Paulo; Adércio Barbosa Dias (ao centro – com a farda do Exército); Jorge Dias e o Sargento Orlando Dias, Inspetor da Guarda Territorial.

Foto:   Acervo da Guarda Territorial
Fonte: Informações de Dulcinéa Brazão – Instituto Memorial Amapá - via Facebook.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Memória da Segurança Pública do Amapá: Galeria da antiga GUARDA TERRITORIAL

GALERIA DA GUARDA TERRITORIAL DO AMAPÁ
Inspetor Antônio
A Guarda Territorial foi implantada no Amapá, em 1944. 
Guardas Territoriais Façanha (alto),
Bolvora; Rayol e Adamor 
(embaixo)
“O governador Janary Nunes chamou jovens que trabalhavam como marceneiro, pedreiro, carpinteiro, sapateiro, alfaiate e outras profissões, para manter a ordem pública e promover o desenvolvimento do então Território do Amapá, à época, através da construção civil. Os guardas faziam os serviços da Polícia Militar, passando pelos Bombeiros até a Polícia Civil”, falou Lúcio Pereira.
Guarda Uchôa
Segundo Pereira, a Guarda Territorial era composta por 470 sentinelas ao ser extinta, em 1975, para a criação da Polícia Militar no estado.
Guarda Nelson
José Lúcio Pereira, é presidente da Associação dos Ex-Guardas Territoriais do Amapá. (Fonte: G1/AP)
Guarda Batista
Fonte: G1/AP
Fotos: acervo da Guarda Territorial do Amapá

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Foto Memória de Macapá: Pioneiros na Fortaleza de Macapá

Foto reproduzida do acervo histórico da Guarda Territorial de Macapá:
Quatro Pioneiros na área interna da Fortaleza de São José de Macapá. 
Da esquerda pra direita: Jorge Neves Dias (Deoma), o primeiro operador das máquinas do Cine Macapá; Dona Edite Neves Dias, uma das primeiras parteiras da Maternidade de Macapá; Dona Jovita e seu esposo Inspetor Orlando Dias, da Guarda Territorial.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Foto Memória de Macapá: Primeiras Viaturas Policiais de Macapá

Anos 1960 - As duas primeiras viaturas policiais de Macapá, eram:
O Violino:
Jarbas Gato, foi o primeiro Mecânico e Motorista do Violino
Um furgão que era usado no transporte da tropa da Guarda Territorial. 
E a VEDETE:
Uma camionete para auxiliar nas Diligências Policiais.
Ambos os veiculos eram da marca GMC.
(Última atualização em 27/08/2015, às 00:00h)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Foto Memória de Macapá - Segurança Pública: Guarda Territorial Everaldo Vasconcelos

Pioneiro Everaldo Vasconcelos, guarda territorial, na função de Comissário, em 1962.
Atualmente, aposentado, Everaldo reside no município de Porto Grande/AP.
Fonte: Rosany Vasconcelos (sobrinha de Everaldo, via Facebook)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Segurança Pública: A antiga Guarda Territorial

"O Decreto Lei n° 5.839 de 21 setembro de 1943, estabelece a criação de uma Guarda Territorial, de caráter civil, para os Territórios onde a mão-de-obra fosse escassa. A Guarda Territorial, ou saudosamente chamada GT, abrigava jovens que mesclavam suas missões de segurança pública e de construção civil.
O Território crescia na razão direta em que surgia a necessidade de aprimoramento da GT. Havia carência de uma força que se voltasse especificamente à Segurança Pública. Daí a criação do plano de Organização do Departamento de Segurança Pública e Guarda Territorial - DSPGT."
(Foto reproduzida do blog do repórter policial Bolero Neto)
"O DSPGT, tinha como principais finalidades: proteger a vida e a propriedade dos habitantes do Território, prevenir qualquer atividade contrária à ordem pública e às leis do país, policiar os costumes, cooperar na execução de obras públicas, manter vigilância e defender os bens do território e suas autoridades. A partir da implantação deste plano, a GT ganhou definitivamente o contorno de um órgão de segurança pública."
(Foto: Reprodução / acervo Amiraldo Bezerra)
(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Guardas territoriais formados em frente ao prédio da Delegacia Geral de Polícia do ex-Território Federal do Amapá, que localizava-se na Praça Veiga Cabral.
"O serviço de policiamento passou a ser realizado pela Guarda Territorial, apoiando as delegacias, com armamento e pessoal de apoio.
Os delegados eram Oficiais, enquanto que os comissários eram inspetores da Guarda. Em 1945, todas as sedes dos municípios foram dotadas de um Delegado, um Escrivão e guardas.
Os guardas territoriais, souberam demonstrar ao longo dos anos , o valor do pioneirismo, diante das dificuldades apresentadas ao advento da criação do Amapá, através da união, destemor, ordem e galhardia, marcando sobremaneira,as tradições da organização policial que eles serviram e muito dignificaram.
Com a Lei de criação da Polícia Militar do Território Federal do Amapá, conforme Lei n° 6.270, de 26 de novembro de 1975, a Guarda Territorial, foi sendo extinta gradativamente. Seus componentes tiveram como opção o aproveitamento na Polícia Militar, mediante seleção ou lotados em outros órgãos da administração territorial.
A GT se manteve viva 31 anos, 09 meses e 09 dias de relevantes serviços prestados à evolução social do Território Federal do Amapá."

Por favor ajude-nos a fazer as legendas das fotos - quem souber os nomes dos guardas territoriais das fotos, por favor nos informe via e-mail - jolasil@gmail.com.
(Repaginado em outubro de 2012)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...