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quarta-feira, 9 de julho de 2025

MEMÓRIA ESTUDANTIL DO AMAPÁ > GRÊMIO LITERÁRIO E CÍVICO RUY BARBOSA

Em Macapá, no fim da década de 1940, em um tempo marcado por sonhos cívicos e literários, um grupo de estudantes ousou deixar sua marca. Foi assim que nasceu o Grêmio Literário e Cívico Ruy Barbosa, mais do que uma organização estudantil — um símbolo de protagonismo juvenil, de compromisso com a educação e de amor à cultura.

Breve História dos Grêmios Estudantis no Brasil

Os grêmios estudantis são entidades formadas por estudantes com o objetivo de representar seus interesses dentro das escolas. No Brasil, essas organizações surgiram nos anos 1930, acompanhando o crescimento dos movimentos estudantis em geral. Já naquela época, os estudantes buscavam maior participação nas decisões escolares e melhorias nas condições de ensino.

Durante a ditadura militar (1964–1985), os grêmios foram proibidos e perseguidos por seu caráter organizativo e potencial político. No entanto, com a redemocratização, essas entidades voltaram a ganhar força. A Lei nº 7.398/1985, conhecida como Lei dos Grêmios, garantiu o direito à organização livre e autônoma dos estudantes.

Hoje, os grêmios seguem atuando como espaços de exercício da cidadania, onde os jovens aprendem a debater, propor soluções e participar da vida escolar de forma ativa e crítica.

O Grêmio Ruy Barbosa em Macapá

No cenário educacional de Macapá, em 12 de março de 1949, nasceu o Grêmio Literário e Cívico Ruy Barbosa, congregando alunos do então Ginásio Amapaense. Era o reflexo de uma juventude que ansiava por mais do que ensino formal — desejava espaço para pensar, discutir, escrever e agir.

Memória e Patrimônio

O prédio que abrigou o grêmio segue de pé — silencioso, porém carregado de lembranças. Recentemente, ele tem sido alvo de olhares atentos e propostas de revitalização. Há planos para que o espaço volte a pulsar com a presença juvenil, agora como centro cultural voltado para jovens, resgatando sua função original de semear ideias e identidade.

     Antigo Grêmio Cívico Literário vai virar espaço cultural para jovens

A primeira diretoria foi composta por:

José Raimundo Barata (Presidente) - Mário Quirino da Silva - Edilson Borges de Oliveira

A posse dos dirigentes ocorreu no dia 24 de março, em solenidade realizada no Salão Nobre da Escola Profissional Getúlio Vargas — espaço que, ao longo dos anos, tornou-se a Escola Integrada de Macapá, conhecida por muitos como o antigo GM.

Esse grêmio foi muito mais do que uma instância burocrática ou estudantil: foi um verdadeiro núcleo de formação cultural e política, promovendo debates, encontros literários e atividades cívicas que marcaram profundamente uma geração.

O Grêmio Literário e Cívico Ruy Barbosa simboliza um tempo em que os estudantes tinham sede de participação, de leitura e de pertencimento.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Foto Memória de Macapá: Banda de Música do IETA

Amigo Clóvis Campos – um dos filhos do pioneiro Belisca a lua - remexendo seu Baú de Lembranças, encontrou e mandou para o blog, uma relíquia histórica da banda de música do IETA no ano de 1975, e destaca que “essa do trombone é Vera Lucia Nascimento Picanço hoje minha esposa”.

Obrigado ao nobre amigo pelo compartilhamento!

O inspetor Miguel, também aparece nas imagens.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

´Foto Memória da Educaçãdo Amapá : FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA DE TÉCNICOS EM CONTABILIDADE - C.C.A. 1971.

Registro raro da Formatura da primeira turma de Técnicos em Contabilidade do Colégio Comercial do Amapá-CCA, no recém inaugurado prédio do estabelecimento de ensino, na Av. FAB com a Rua Leopoldo Machado, hoje Escola Estadual Prof. Gabriel de Almeida Café.

Foto: Gilberto Semblano (Facebook)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

FALECIMENTO: Morre em Macapá, a Professora Edna Soares da Cunha um marco na vida cultural e musical do Amapá.

Faleceu nesta segunda-feira, 01/10, a professora Edna Soares da Cunha, natural da vila de Quatipuru Mirim, município de Bragança-Pa. 
Ela estava com 90 anos de idade e veio a óbito vítima de fulminante infarto do miocárdio.
Edna Cunha se formou como professora pelo Instituto de Educação do Pará em 1948. Casou-se com Juracy Ribeiro da Cunha (em memória) e juntos foram trabalhar no Território Federal do Amapá em 1952. Em Macapá estudou teoria musical no Conservatório Amapaense de Música, além de inúmeros cursos de música pelo Brasil.
Professora Edna desenvolveu uma carreira próspera no magistério de Macapá. Trabalhou no Instituto de Educação do Território do Amapá – IETA, nas escolas Alexandre Vaz Tavares, e Coaracy Nunes. Em 1976 foi nomeada pelo Secretário de Educação e Cultura para desenvolver estudos para a implantação e organização de corais de alunos nas escolas de 1º e 2º graus em Macapá. Entre 1955 a 1975 trabalhou na Escola de Música Walkíria Lima com corais e ensino de teoria musical e solfejo.
Foi agraciada com muitos prêmios e honrarias. Em 1976 recebeu o título de Professor do Ano e o Título Honorífico da Câmara Municipal do Amapá, em 1999. Recebeu também o Diploma de Destaque Cultural Popular do Conselho Estadual de Cultura, e o título de Honra ao Mérito da Congregação Bete Seã em 2011 e da Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Amazonas, em 2014.
Fundou o Coral do Serviço Social da Indústria-SESI, que depois se tornou o Coral Vozes do Amapá, durante muitos anos de atividade musical, apresentando inúmeros recitais de excelente qualidade, pela cidade e interior.
Paralelamente, a Professora Edna dirigiu corais em várias igrejas de Macapá. Esteve como regente titular do Coral Harmonias Angélicas, da Assembleia de Deus do Avivamento por quase 50 anos.
Professora Edna deixa 7 filhos, 26 netos e 12 bisnetos. Deu testemunho de integridade, lealdade e bondade para toda sua família e amigos. De espírito guerreiro, resistiu a um forte AVC (acidente vascular cerebral) aos 50 anos.
Quem conheceu a professora Edna, sabe do sorriso farto, da alegria, da esperança que sempre marcaram sua vida. Deixará muitas saudades, mas sobretudo o exemplo de firmeza, de generosidade, de talento e de serva do Deus Vivo.
O velório aconteceu na Assembleia de Deus do Avivamento na Avenida Cora de Carvalho.
Seu corpo descansa em paz, no cemitério de São José, no bairro Santa Rita.
Nossas condolências à família enlutada!
Fonte: Informações da família
Foto: Arquivo pessoal

sábado, 28 de julho de 2018

Foto Memória de Macapá: Historiador Estácio Vidal Picanço

Há exatos 82 anos, nascia em Santana-AP, em 28 de julho de 1936 - quando esta, ainda pertencia ao município de Macapá - o professor, desportista e pesquisador histórico, ESTÁCIO VIDAL PICANÇO, filho do professor Rafael Arcanjo Picanço e da dona de casa, Tereza Monteiro Vidal Picanço, de tradicional família amapaense.
Estácio fez seus estudos primários, na antiga Escola Pública de Macapá e os concluiu no Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Concluiu o ensino médio, com o curso de Técnico em Contabilidade, pela então Escola Técnica de Comércio do Amapá (atual Escola Estadual “Gabriel de Almeida Café”). Em 1965 participa do Curso de Aperfeiçoamento do Ensino Secundário – CADES, ministrado pela então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Pará, recebendo o certificado de Licenciatura (curta) em História
Como líder estudantil, é eleito presidente do Grêmio Literário e Cívico Acilino de Leão, da antiga Escola Técnica de Comércio. 
Como desportista, foi atleta de futebol, jogando na posição de goleiro, no Juventus, no São José, e no Amapá Clube, quando recebeu o apelido de Mucuim. Como radialista e repórter esportivo colaborou com o departamento de esportes da Rádio Difusora de Macapá, desde 1953.
Como mensageiro da antiga Rádio Internacional do Brasil - Radional, começa em seu primeiro emprego aos 15 anos de idade, de 1951 a 1958. Ao sair da Radional ingressa no quadro de funcionários do Governo do Amapá em 1 de abril de 1957, aos 21 anos, na função de apontador-diarista. Após concluir o curso da CADES, passa a lecionar no então Instituto de Educação do Território do Amapá-IETA, no Colégio Amapaense, Escola Integrada de Macapá, Colégio Comercial do Amapá, Ginásio Castelo Branco e Escola Alexandre Vaz Tavares. Preparou-se profissionalmente para as áreas de Estudos Sociais, História e Geografia.  Submeteu-se a exames de suficiência, conseguindo certificado para o Magistério do Ensino Médio, sendo treinado em recursos audiovisuais. A partir daí passa a realizar vários cursos de atualização na sua área.
Assume vários cargos na área de cultura, na Educação do ex-Território. Torna-se um dos fundadores de atividades de Teatro Amador no Amapá, em 1963. Em 14 de maio de 1973, é designado pela Portaria n 713, para fazer o levantamento de pesquisas da História do Amapá, juntamente com Raimundo Adamor Picanço e Horácio Marinho Ferreira.  Em 1982 é designado para levantar os dados patrimoniais e históricos da vila de Mazagão Velho.
Foi um dos membros fundadores do Conselho de Cultura. Tem vários artigos publicados nos jornais Amapá, Mensagem do Amapá, Marco Zero e Jornal do Dia. Entrou na Política, mas não conseguiu se eleger. Foi casado com Francisca de Oliveira Picanço, que lhe deu os filhos Tereza Cristina, Maria Roberta, Margarida Heuriette, Estácio Janary, Otaviana Rafaela e Fernanda Gabriela. Iniciou o rascunho do livro “Lendas e Mitos do Amapá” que, por falta de recursos e apoio, não foi publicado.
Obra publicada: Informações sobre História do Amapá.
Autor da letra do Hino da Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares, musicalizado por Mestre Oscar Santos.
Seu corpo descansa em paz, em Macapá, onde falece em 17 de fevereiro de 2004, com 67 anos de existência.
Fonte: Edgar Rodrigues

domingo, 17 de junho de 2018

Pioneira da Educação do Amapá: Professora Aciné Garcia Lopes de Souza

Hoje, prestamos justa homenagem à essa pioneira do magistério amapaense, que desde muito jovem foi trabalhar no recém-criado Território Federal.
Falamos em Raymunda Aciné Garcia Lopes de Souza que nasceu em Belém (PA), em 18 de março de 1926, filha de Judith Medeiros Garcia e de João de Brito Monteiro.
Dona Judith foi bordadeira da fábrica confiança em Belém e ao chegar em Macapá passou a costurar para senhoras da cidade; seu João, músico, saxofonista, viveu sua infância e adolescência na Rua Domingos Marreiros – Bairro do Umarizal, onde permaneceu até ir para Macapá.
(Reproduções Google images)
Como toda jovem, Raymunda Aciné frequentou a escola e fez o curso primário, da alfabetização até a 1ª série, na Escola João Carlos Nascimento da professora Mariana Tupiassu de Souza; 2ª serie no grupo Escolar Dr. Freitas e de 1936 a 1938 no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde concluiu o primeiro grau.
(Reprodução)
Estudou de 1939 até 1943 na Escola Normal do Pará, tradicional escola paraense por onde passou a maioria das jovens paraenses e que formou dezenas delas que foram para o Amapá.
Raymunda Aciné se formou em março de 1944, nesse mesmo ano viajou junto com sua mãe na lancha Amapá na companhia do primeiro governador do Território Federal do Amapá capitão Janary Gentil Nunes, e assim iniciou suas atividades de professora normalista.
Aciné conta que ao chegar em Macapá foi instalada na casa do Sr. Acésio Guedes, depois foi alojada na residência de uma família judia, e algum tempo depois passou a morar com a professora Maria Carolina até conseguir a casa cedida pelo governo na rua General Gurjão, no Bairro Alto, isso nos idos de 1952.
Alguns anos depois chegou de Belém o sobrinho do Sr. Cleveland Cavalcante, o jovem Altevir, que se juntou ao grupo de jovens que se reuniam para ir aos bailes e,  de festa em festa, foi assim que se conheceram, namoraram, noivaram e casaram em 31-05-1956 no civil no Fórum de Macapá e no religioso na Catedral  de São José.
Dessa relação nasceram três filhos Rivetla, Roseanne e Marcellino, e dois netos Bruno e Eric.
A história da professora Aciné, como era conhecida no magistério, tem seus compassos e muitos deles foram aventuras pedagógicas nos cerrados amapaenses.
Sua admissão nos quadros do recém-criado Território Federal do Amapá, aconteceu em 29 de maio de 1944, como professora Classe ‘F’. Em 1945 foi dispensada e deu continuidade aos seus estudos no período de 1946 a 1948 no Instituto de Educação do Pará, formando-se no Pedagógico em 1948. Em 5 de abril de 1950 readmitida nos quadros como professora Classe ‘B’ e em 20 de setembro de 1963 foi definitivamente enquadrada como Assistente de Educação 14-A.
Neste interim Aciné deu continuidade aos estudos superiores e cursou de 1972 a 1973 Licenciatura em Letras pela UFPA, no Núcleo Amapá, na Escola Tiradentes e a complementação em Plena em Letras Português/Francês. Além disso durante sua vida funcional cursou dezenas de ações educativas voltadas para ampliação e aperfeiçoamento educacional, além das suas atividades administrativas que passou a exercer como gestora escolar e de administração pública.
Raymunda Aciné exerceu grande liderança, influenciou e apoiou ações de atividades voltadas para uma educação exitosa no Amapá, dentro das áreas desportivas e literárias. 
Participou de encontros, congressos, seminários e atividades fins que envolviam administração e supervisão escolar e foi uma das amapaenses que participou da implantação da nova legislação educacional a LDBE 5692/71. Recebeu centenas de portarias e diplomas de elogios e Honra ao Mérito pela dedicação à educação amapaense.
No exercício de gestão escolar, dirigiu o Grupo Escolar de Mazagão em (1961/1963), e o Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) de (1969/1972)(fotos). Chefiou o Ensino de Primeiro Grau em 1972. Em 1974 respondeu pelo cargo de secretária de Educação e Cultura e passou a ser interina no mesmo ano. Professora Aciné foi designada e compôs diversas comissões de importância dentro do sistema educacional do Amapá, desde a organização da Semana da Pátria e Bancas Examinadoras, assim como representante amapaense em encontros nacionais voltados para alavancar o sistema de ensino. Participou de inaugurações de prédios escolares e da implantação do Ensino de 2º Grau (hoje Ensino Médio) no Amapá. Compôs e coordenou a Comissão de Legislação de Ensino da SEC. Administrou a Escola Barroso Tostes em 1978, participou da Prevenção ao uso de tóxicos por estudantes. Em 1981, compôs o Plenário do Conselho de Educação do Amapá.
Foram 34 anos dedicados exclusivamente à Educação Amapaense.
(Reprodução/Tribuna Amapaense)
Hoje Raymunda Aciné Garcia Lopes de Souza, reside em Belém (PA) com seus filhos e aos 92 anos continua ativa, dedicando-se a trabalhos religiosos, e ativando o seu lado escritora lançou em março dia de seu aniversário, quando completou 92 anos, o livro Espiritualidade Conjugal Tesouro do Matrimônio, voltado para casais cristãos.
Aciné fez uma promessa de ir ao Amapá, fazer o lançamento de sua obra em Macapá e reencontrar os amigos. O livro de Raymunda Aciné será doado.
Texto de Reinaldo Coelho, adaptado ao blog Porta-Retrato.
Matéria completa você lê na edição nº 613 do Jornal Tribuna Amapaense
ATUALIZAÇÃO:
Professora Aciné, faleceu em 18 de outubro de 2025, em Belém do Pará, aos 99 anos de idade, vítima de um infarto agudo do Miocárdio. Após o velório na Capela Palmeiras Amazon, seu corpo foi sepultamento no domingo, dia 19, às 15h, no Cemitério Recanto da Saudade, em Belém.

sábado, 26 de maio de 2018

FALECIMENTO: Morre em Macapá, aos 84 anos, a Pioneira Corina Amoras de Araújo

Recebemos com pesar a notícia da morte na quinta-feira, 24 de maio, em Macapá, da professora e escritora aposentada Corina Amoras de Araújo.
A educadora foi diagnosticada com broncopneumonia e estava internada no Hospital São Camilo e São Luís, onde faleceu em decorrência da falência múltipla dos órgãos.
Professora Corina, era missionária e fundadora da Primeira Igreja Batista do Estado, escritora do livro História dos Batistas no Amapá, lançado em 2013. Também atuou em várias unidades escolares da capital amapaense. 
O corpo foi velado na Primeira Igreja Batista, na Av. FAB e o sepultamento ocorreu no final da tarde da sexta-feira, 25, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
Natural de Amapá, Corina de Araújo nasceu no dia 26 de setembro de 1933, na localidade denominada Redenção no município de Amapá, pertencente ao estado do Pará, na época.  Era filha de Joaquim Marcelino Amoras e Maria Candelária Del Castillo Amoras, irmã da também professora e escritora Maria Helena Amoras dos Santos.
Professora Corina era pedagoga, especializada em Geografia e posteriormente formada em Administração Escolar pela Universidade Federal do Pará. Foi casada por trinta anos com Halliwell Justino de Araújo e deixa 5 filhos biológicos e 2 adotivos (Otoniel, Oneize, Ozimael, Onélio, Osiel, Deuzarina e Herlon), 15 netos e 5 bisnetos.
Foi docente das escolas Barão do Rio Branco, Colégio Amapaense, Escola Paroquial de Santana, Escola E. Augusto Antunes e iniciou seu magistério na comunidade de Campina Grande, área rural de Macapá. Foi diretora da Escola Estadual Azevedo Costa em 1978. Foi também membro da Associação dos Professores do Amapá – APA (hoje Sinsepeap).
Em 1995, mesmo aposentada, foi convidada a integrar o Conselho Estadual de Educação e, por um mandato de 2 anos, assumiu a Vice-presidência e posteriormente foi Secretária Executiva até 2005.
Nossas condolências à família enlutada.
Fonte: Correio Amapaense

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: A Pioneira Marlene Santos Leite

Nossa Foto Memória de hoje - compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras – nos deu inspiração para que fizéssemos uma justa homenagem a uma pioneira do Magistério Amapaense.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Tão logo recebemos a foto, enviada por ele, foi fácil reconhecer, num primeiro momento, que o rosto daquela professora que entregava o Certificado a ele, nos era familiar.
Imediatamente, procuramos uma pista para identificar aquela pessoa, cuja imagem estava bem nítida em nossa lembrança. Com a resposta dele foi desvendado o mistério e assim pudemos chegar à nossa ilustre homenageada. 
Trata-se da Professora Marlene Santos Leite, nada mais nada menos, que uma das filhas do saudoso Mestre Oscar Santos. Isso mesmo!
Daí para a frente, foi fácil. Com ajuda da amiga Lúcia Uchôa, neta de Mestre Oscar, juntamos as peças e montamos o quebra-cabeças.
Acompanhe, agora, a história de nossa Pioneira.
A paraense Marlene Santos Leite, nascida em 18 de maio de 1938, é a caçula dos 5 filhos do casal Oscar e Júlia Guedes dos Santos.
Marlene foi com seus pais para o Amapá e lá estudou no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco”, onde também lecionou, do primeiro ao quinto ano. Antes disso trabalhou nas Escolas Paroquiais São José e São Benedito. 
Formou-se professora pela Escola Normal de Macapá, paraninfada por seu pai Mestre Oscar Santos. 
Fez o Curso de Habilitação pela CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário), para poder lecionar no ginásio. Se especializou em Matemática e foi professora, por vários anos, no Ginásio de Macapá.
Uma prova, é o registro histórico acima, em que a Professora Marlene entrega o Certificado ao aluno Heraldo Amoras, por ele ter concluído o Curso no Ginásio de Macapá (GM), em 1966.
Entre outras atividades que desempenhou, professora Marlene lecionou Educação para o Lar na Escola Estadual José de Anchieta; lecionou no MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), por dois anos, no Grupo Escolar Pará, depois passou a trabalhar como secretária nas Escolas Princesa Izabel, Perpétuo Socorro, José de Alencar e Cândido Portinari, até se aposentar. Foi Diretora substituta durante as férias das titulares nas Escolas Perpétuo Socorro e José de Alencar.
Nossa homenageada aprendeu a tocar acordeom com seu pai, mas não seguiu o caminho da música. Preferiu o magistério.
Professora Marlene, viveu os últimos anos de sua vida morando com o marido no distrito de Curiaú, município de Macapá.
Seu esposo é oriundo da comunidade. Não tiveram filhos naturais, apenas um casal de adotivos.
Ela faleceu em fevereiro de 2019.

sábado, 3 de março de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Memórias Literárias do Mestre Munhoz

Entre o riquíssimo acervo deixado pelo ilustre Prof. Antônio Munhoz, podem ser encontradas verdadeiras relíquias. No post anterior publiquei uma foto que nos foi enviada pelo amigo Raimundo Marques, com o Prof. Munhoz e seus pupilos, em Macapá, em frente ao Restaurante “A Thenda”, em 1968. Para quem não sabe, a “Thenda” era um bar que funcionou nos fundos da Galeria Comercial da Av. Fab, nas proximidades do Colégio Amapaense. Nas sextas-feiras, após a última aula noturna da semana, aconteciam na Thenda famosos saraus, com a melhor música e a melhor poesia, com um grupo de escol, do qual faziam parte, Meton Jucá, Élson Martins, Isidoro - o “Piapau”, Edson Calandrini, Antônio Chucre, Antônio Cabral de Castro, Carlos Nílson, Masataka, Bonfim Salgado, Maria Façanha, Sueli Borges de Oliveira, Déa Soares, Zeneide Alves de Sousa, e tantos outros alunos, que foram discípulos do grande mestre. E numa volta da Europa, o pessoal achou que o professor Munhoz voltara “cheirando a civilização” e obrigou o mestre a falar da Inglaterra, segundo eles, “com seus lampejos anárquicos, revolucionando conceitos seculares, destruindo tabus que pareciam ser eternos”. Noutra vez, com as mesas juntas, alguém lembrou a “Santa Ceia”, faltando o Judas, que era um do grupo e estava se mostrando mau caráter e, por isso faltara de propósito. Nos intervalos dos papos, Antônio Chucre lia poemas do Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles e a música era de Chopin, Bach, Borodin, Mozart e Tchaikovsky.
Na foto acima, numa noite especial, em 1968, vemos o professor Munhoz ao chegar com um grupo do CA, para falar de Pero Vaz de Caminha, André Thevet, Jean de Léry e Hans Staden, o alemão que escapou de ser devorado pelos índios.
Fonte: Blog do Prof. Antônio Munhoz Lopes

sexta-feira, 2 de março de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Antônio Munhoz e seus pupilos

Recebi do amigo Raimundo Marques, esta foto que é uma verdadeira relíquia da memória amapaense.
Trata-se da reprodução de uma imagem publicada no jornal "Novo Amapá", de 12 de outubro de 1968, que ilustrava um artigo, em que o colunista e intelectual Antônio Munhoz Lopes, enaltecia e destacava a figura de Raimundo Marques Pereira, seu aluno no Colégio Amapaense.
Na época, na foto acima vemos o professor Munhoz na entrada do restaurante a "Thenda", perto do Colégio Amapaense, onde após a última aula de literatura nas sextas-feiras à noite, realizava recitais para seus alunos do 3º ano colegial. Raimundo Marques, está à esquerda da foto ao lado de Maria Façanha e Sueli Borges de Oliveira, tendo à direita a Déa Soares e Ubirajara Picanço.
As demais pessoas que aparecem nas imagens, não conseguimos identificar.
Prof. Munhoz e Ubirajara Picanço já estão no plano espiritual.
Fonte: Raimundo Marques

terça-feira, 25 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro José Figueiredo de Souza - Savino

José Figueiredo de Souza - Savino
Foto: Reprodução / Do site selesnafes.com
O Pioneiro JOSÉ FIGUEIREDO DE SOUZA – “SAVINO”, natural de Terra Santa, distante oito horas de barco da sede de Óbidos, no estado do Pará, veio ao mundo num sábado, em 15 de maio de 1937.
Savino teve uma infância cheia de dificuldades. Primeiramente, foi doado pelos pais Lourenço e Elza, para o tio Brito Souza, que residia em Terra Santa.  O tio, por sua vez, passou a guarda da criança para os italianos João Nepomuceno Pereira e Mafalda Trieste Savino, sob condição de que ficassem com a criança, mas não poderiam sair de Óbidos. O compromisso não foi cumprido, e poucos anos depois, sorrateiramente, o casal de italianos saiu de Óbidos para Belém do Pará. Ali ficou por pouco tempo, até se mudar para Macapá, estabelecendo-se com a casa comercial “Ganha pouco”, na esquina da Rua São José com a avenida General Gurjão. O “Savino” veio da mãe adotiva que tinha esse sobrenome.
Depois a mãe Mafalda foi acometida de tuberculose. Por recomendação médica, a família - que já tinha outros filhos - foi aconselhada para que se mudasse para a cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde existia um hospital de referência em tratamento para aquele mal. Savino, o adotado, já adolescente ficou em Macapá, sob a guarda de Mestre Humberto, um homem chegado a amparar infantes em situação de risco social. Sua família, nunca mais regressou ao Amapá.
Em Macapá cursou o ensino primário na Escola Barão do Rio Branco, o ginasial no Colégio Amapaense e o curso técnico em contabilidade no Colégio Comercial do Amapá.
Graduou-se em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e especializou-se em natação e educação física pela Fundação Getúlio Vargas.
Seu primeiro emprego foi como bolsista da Divisão de Produção do então Território do Amapá, no governo de Janary Nunes. Nessa atividade, ajudou no plantio das primeiras mangueiras na Av. Iracema Carvão Nunes e na praça Barão do Rio Branco.
Na década de 60, ainda estudante, foi presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Comercial do Amapá e da UECSA – União dos Estudantes Secundaristas do Amapá.
Em 1965, juntamente com um grupo de amigos, funda A Banda, que se tornaria anos depois o maior bloco de rua da região norte. Engajado e combativo ativista político contra o regime militar, nos anos de chumbo, chegou a ser preso na Fortaleza de São José, junto com Amauri Farias e Elfredo Távora. Foi levado ao DOPS, para prestar esclarecimentos e depois solto por intervenção do bispo de Macapá, Dom Aristides Piróvano. Após esses fatos, viajou para o Rio de janeiro para se especializar em educação física, sua grande paixão e atividade esta que, estaria diretamente vinculada a sua vitoriosa carreira como educador e desportista.
De volta ao Amapá, no início dos anos 70, já graduado em Educação Física, vai trabalhar como assistente do professor Irineu da Gama Paes e monitor nas escolas Azevedo Costa e Castelo Branco nessa disciplina. Devido à sua dedicação e desempenho na atividade, é convidado pelo secretário de educação à época, Geraldo Leite para estruturar a Divisão de Educação Física do então Território do Amapá. Sempre atuante na área, é nomeado coordenador do curso para formação de Monitores de Educação Física por Ivanhoé Gonçalves Martins, governador à época.
José Figueiredo, ainda exerceu o cargo de Secretário executivo de educação na gestão da professora Elza Brandão. Foi membro do Conselho de Cultura e também de Educação.
A convite de Homero Platon, delegado do SESI no Amapá, vai ministrar aulas de educação física. Nessa instituição, ascende ao cargo máximo de superintendente, e pela brilhante atuação nessa função, é nomeado para Coordenador das Superintendências do SESI na região norte.
Em meados da década de 70, criaria o Copão da Amazônia de Natação, competição esta que, reunia a nata dos nadadores da região.
Entre outras atividades esportivas, foi também árbitro de futebol.
SAVINO retirou-se da vida pública na década de 90, com relevantes serviços prestados ao desporto e à educação do Estado.
José Fiqueiredo de Souza, é um homem realizado. Casado há 49 anos com a professora  Zulma, uma católica praticante, tem os filhos Heldio, engenheiro e Helder, advogado, além da querida Sacha. Fora do casamento Savino tem também o filho advogado Marcelo.
JOSÉ FIGUEIREDO DE SOUZA, por esses feitos, foi justamente homenageado como um notável edificador pelo Memorial Amapá.
(Última atualização às 23h45min)
Fontes consultadas: Memorial Amapá e Revista Diário

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Foto Memória da Educação do Amapá: Professoras Ruth de Almeida Bezerra e Osvaldina Ferreira da Silva

O registro fotográfico de hoje, foi compartilhado pela amiga Janete Santos.
É uma foto das professoras Ruth de Almeida Bezerra e Osvaldina Ferreira da Silva, na cerimônia na colação de grau da 1ª turma de Administração no antigo CCA, em 1969.
Em reconhecimento aos relevantes serviços que prestaram à Educação do Amapá, com dedicação e, sobretudo, amor à causa educacional, as duas ilustres mestras foram homenageadas pelo Governo do Estado. Ruth de Almeida Bezerra virou nome de uma escola no bairro São Lázaro, e Osvaldina Ferreira da Silva teve seu nome em uma escola na Ilha de Santana.
Referências BiográficasA professora Ruth de Almeida Bezerra chegou a Macapá em 1950, após receber seu diploma de Regente do Ensino Primário, pelo Instituto de Educação do Pará. Foi admitida no dia 1º de setembro de 1950 no Quadro de Funcionários do Território Federal do Amapá, para exercer a função de professora. No período de 1950 a 1965, foi professora regente nas Escolas Isoladas de São Pedro dos Bois, Campina Grande, Curiau, Serra do Navio e Porto de Santana; nos Grupos Escolares Lobo D’Almada em Calçoene e Alexandre Vaz Tavares, em Macapá. Assumiu os cargos de Diretora da Escola Agrupada no Porto de Macapá e do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares; Professora de Didática Especial no Instituto de Educação do Amapá – IETA;  Participou de Cursos de Regente do Ensino Primário no Instituto de Educação do Pará; Nutricionista da Divisão de Saúde do Amapá; Intensivo de Técnica de Ensino do CETAM, Amazonas; Especialista em Didática da Linguagem e Supervisão do Ensino Primário em Belo Horizonte e Extensão Metodológica; Recebeu títulos de Honra ao Mérito dos Colégios Castelo Branco e Alexandre Vaz Tavares. Ruth de Almeida Bezerra faleceu no dia 8 de dezembro de 1982, com 49 anos. (Do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1 – De Coaracy Sobreira Barbosa)
Referências Históricas - A Escola Ruth de Almeida Bezerra, está localizada no bairro de São Lázaro, à rua Adilson José Pinto Pereira, e foi criada pela Portaria nº 148/83-SEED.
A inauguração da Escola deu-se, no dia 09 de setembro de 1983, na administração do Governador Annibal Barcellos, sendo Secretária de Educação e Cultura a Professora Annie Viana da Costa.
Foto: Reprodução / Álbum da família)
A Professora Osvaldina Ferreira da Silva, nasceu em Calçoene-AP, em 05 de outubro de 1935. Foi professora do antigo Território Federal do Amapá, iniciando a carreira docente ainda aos 15 anos de idade. Foi contratada em 01/04/1951, como alfabetizadora, para ajudar a mãe dela. Isso foi possível porque, àquela época, o norte do Brasil padecia de carência extrema de profissionais nas mais diferentes áreas, e Osvaldina sempre foi uma aluna acima da média, surpreendendo com sua inteligência, desenvoltura comunicativa e capacidade de trabalho não só as professoras como o próprio governador Janary Nunes. Trabalhou por várias localidades do Amapá, incluindo a Ilha de Santana, cuja escola estadual atual, nela localizada, leva seu nome.
Osvaldina Ferreira da Silva faleceu em 1973.
Referências Históricas - Conheça a história da Escola da Ilha de Santana, através da reportagem de Emanoel Jordanio, editor do blog Memorial Santanense:
"Com o assentamento do Governo Territorial do Amapá em 25 de janeiro de 1944, o então Governador nomeado, Capitão de Exército Janary Gentil Nunes, procurou de imediato tomar providências com relação ao setor educacional do recém-criado Território Federal.
Através do Decreto n º 03/44 do dia 02 de fevereiro de 1944, ficam criadas escolas isoladas nas localidades de Igarapé do Lago, Porto do Céu, Ilha de Santana e Itaubal (todas ligadas ao município de Macapá), com o objetivo de implantar o ensino primário em regiões pouco habitadas e também carentes de diversas condições sociais.
Com isso, no mesmo ano – mais precisamente em 03 de abril de 1944 – as aulas passaram a funcionar numa casa construída por ribeirinhos locais, abrigando 58 alunos (sendo 32 meninos e 26 meninas) entre 06 e 10 anos que residiam na região. Para acompanhar os trabalhos educacionais e auxiliar nas aulas, a então Divisão de Educação do Território do Amapá admitiu o Professor Rafael Arcanjo Picanço para ser responsável pelo ensino local.
Em fevereiro de 1945, o Professor Rafael Arcanjo enviou um relatório à Divisão de Educação do Território, mostrando a existência de 53 alunos matriculados na entidade, na qual houve uma redução de alunos devido grande retirada de famílias no período de extração da borracha. Neste mesmo relatório, o professor solicitou que o local utilizado para as aulas (que eram cursados somente até o 4º ano) fosse ampliado. O pedido permaneceu nas mãos do Governador Janary Nunes, entre muitos outros que também solicitavam melhorias no setor educacional.
Em 18 de junho de 1946, o Governo do Amapá assinou um acordo com o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP) para a concessão de um auxílio destinado à ampliação e melhoramento do sistema escolar primário do Território do Amapá. Esse acordo garantiu a ampliação do grupo de ensino que funcionava em Ilha de Santana.
Com isso, em 21 de novembro daquele ano (1946), a nova escola da Ilha de Santana é oficialmente inaugurada com a presença de autoridades territoriais, entre eles, o universitário Manuel Ribeiro de Azevedo Sodré, representante do Ministério da Educação, que ali prestigiou a obra construída sob o financiamento do INEP, sendo que esta escola era a 6ª (sexta) de um total de 1.108 a serem inauguradas em todo o Brasil e a primeira beneficiada no Amapá.
Com sua inauguração, passaria a se chamar Escola Isolada Mista da Ilha de Santana, ocupando uma área de 244,59m², contendo três salas de aula, atendendo em dois turnos. O Professor Rafael Arcanjo permaneceu na coordenação da escola por mais um ano, sendo depois substituído pela paraense Latife Salles, que lecionou naquele educandário até janeiro de 1952.
Em abril de 1949, quando o Padre Simão Corridori visitou a Ilha de Santana com o intuito de implantar o Colégio-Orfanato “São José”, conheceu o trabalho de educação desenvolvido na escola e passou a prestar aulas nas disciplinas de Português e Matemática durante alguns meses, tempo em que foi preciso para que o Orfanato fosse parcialmente construído.
Em 20 de dezembro desse mesmo ano, o padre alemão Orlando Bernard Bahour assume a direção da entidade, onde também lecionava Matemática. Nessa data, a escola já era chamada de Escola Agrupada da Ilha de Santana.
Em maio de 1974, a Indústria Madeireira de Santana (Madesa), situada na Ilha de Santana, impetra uma ação judicial, solicitando a retirada da “Escola Agrupada da Ilha de Santana” de dentro de uma área pertencente às empresas Madesa e a Superfinit (empresa de moveis também instalada na ilha). De imediato, em 03 de maio de 1974, três secretarias da administração amapaense se reuniram para definirem um novo local para ficar a referida escola.
Depois de transferida para um novo local, o então governador do Território do Amapá, Capitão Arthur Henning inaugura o novo prédio da “Escola Agrupada Ilha de Santana” em 10 de dezembro de 1974.
Em março de 1982, por força da Lei Federal n.º 5,692/71, a entidade passa agora a ser denominada “Escola de 1º Grau da Ilha de Santana”, já sob o Governo do Comandante Anníbal Barcellos. Em 1986, é implantado o ensino de pré-escolar, atendendo cerca de 60 crianças na faixa etária de 05-06 anos.
Em setembro de 1990, o então diretor da Escola Professor Marco Antônio Bezerra consegue apoio do Governo do Amapá para a construção de uma horta e a adaptação do atual prédio que vinha funcionando em precárias condições físicas, sendo que algumas turmas lecionavam até em barracões construídos em madeira, com cobertura de palha.
Em 1994, é implantado o Ensino de 5ª a 8ª série. No ano seguinte, a pedido da comunidade ribeirinha da ilha, é implantado o Ensino Supletivo de 5ª a 8ª série, onde na oportunidade puderam ser atendidas várias pessoas, que não tiveram chances de estudar no ensino regular.
Em 18 de julho de 1996, através do Decreto n.º 3.300 do Governo do Amapá, muda o nome da escola para “Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva”, como uma justa homenagem a uma educadora que lecionou na região na década de 1970.
Em 12 de setembro de 2000, o Conselho Estadual de Educação (CEE) reconhece o Ensino de 1º Grau, regular e supletivo dessa instituição, de acordo com a Resolução n.º 071/2000-CEE.
Passado algum tempo, necessitando de uma total reforma, a Secretaria Estadual de Educação (na gestão do Professor Adauto Bittencourt) realizou em 2005, um levantamento técnico como forma de garantir a reconstrução da escola.
Após quase seis meses de trabalhos, o novo prédio da escola foi entregue em 29 de abril de 2006, pelo então Governador do Amapá Waldez Góes, numa solenidade que contou com a presença de diversas autoridades políticas e comunitárias.
Nessa nova instituição de ensino, foram construídas 17 salas de aula, um refeitório, uma quadra polivalente com vestiário, biblioteca, sala de vídeo e banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais, custando em torno de R$ 2,2 milhões aos cofres do Governo Estadual, podendo comportar cerca de 450 alunos.
Em 06 de agosto de 2007, durante visita ilustre ao Amapá, o ministro da Educação Fernando Haddad percorreu, sob motivos de inspeção pedagógica, diversas instituições educacionais de Macapá e Santana, encerrando suas visitas atravessando o Rio Amazonas, chegando à Ilha de Santana, onde a comitiva ministerial foi recebida por um grupo de alunos da Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva, que ali saudaram os visitantes com apresentações culturais.

O ministro Haddad elogiou a estrutura administrada aplicada àquela escola, e prometeu garantir novos recursos federais para ampliação e modernização da entidade, como forma de abrigar novos alunos e seu corpo docente."(Emanoel Jordanio)
(Nosso agradecimento à Professora Janete Santos, filha de Osvaldina Ferreira da Silva, que prestou todas  informações para  a montagem do post). 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Professores e autoridades do ex-Território do Amapá

Foto do acervo de Mauricio Guedes, publicada na página do Instituto Memorial Amapá, no Facebook. 
Maurício é filho do casal de professores: João Bosco Rosa Ferreira e Odete Guedes.
Professores e autoridades do ex-Território do Amapá, à mesa, em uma solenidade:
Nas imagens da esquerda para direita:  Dr. Mário de Medeiros Barbosa: prof. Edgar Tadeu de Matos Tostes;  dona Icilia Barbosa, esposa do Dr. Barbosa; prof. Joao Bosco Rosa Ferreira;  profª. Inerine Pereira;  Coronel Luiz Ribeiro de Almeida e profª Latife Sales.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Foto Memória Estudantil: Bons tempos da Escola Normal de Macapá

Esta foto rara de setembro de 1960, compartilhada pela amiga Leonice Santos, contém imagens de alunos da turma do quarto ano ginasial, nos bons tempos da Escola Normal de Macapá.
A ordem dos degraus é de baixo p/cima e a dos nomes é da esquerda para direita.
Primeiro degrau: Maria José Castilho da Silva; Dailva Maria Coutinho; Maria Leonice Souza e Iracema Duarte Mendes.
Segundo degrau: Clélia Lima;  Maria do Socorro Nogueira;  Sônia Maria da Costa; Ronele Souza e Marly.
Terceiro degrau : Heloisa Gazel Teixeira; Maria Angélica Gillet; Elza Fonseca da Silva; Namiko Mutó; José da Silva Luz; Benedito José Amorim Lopes(Dizé - filho da professora Predicanda); Maria Janete; Ivan da Silva Neves e Ciro Pennafort.
Fonte: Facebook / Instituto Memorial Amapá 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

FALECIMENTO: Morre, em Macapá, aos 91 anos de idade, a professora Maria Helena Franco de Mont’Alverne.

Professora Maria Helena Mont’Alverne, faleceu no dia 02 de dezembro de 2015, às 23 horas, de complicações decorrentes de pneumonia, no hospital da Unimed em Macapá.
A ilustre mestra foi velada na Capela Santa Rita, próximo ao Hospital São Camilo e sepultada, na quinta-feira, (03/12) no jazigo da família, no cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro.
A pioneira Maria Helena Franco de Mont’Alverne, nasceu em Belém do Pará, em 20 de agosto de 1924.
Foi casada durante 50 anos com José Araguarino Mont’Alverne (em memória), com quem teve 04 filhos, que lhe agraciaram com 10 netos e 09 bisnetos.
É filha de Ambrósio Carlos Monteiro Franco e Alcídia Cousins Franco, de origem inglesa.
Sua carreira profissional iniciou em 1949, nomeada para o cargo de professora, no município de Ferreira Gomes, onde permaneceu até 1955, juntamente com seu esposo que na mesma época fora nomeado Comissário de Polícia na mesma cidade.
Nesse mesmo ano, a convite de Janary Gentil Nunes, governador do então Território do Amapá, trabalhou no anexo Getúlio Vargas que pertencia ao Colégio Amapaense, indo logo a seguir, exercer cargo de confiança na secretária da Escola Barão do Rio Branco. Foi durante muitos anos, Chefe de gabinete de vários secretários de Estado da Educação, dentre eles, Paulo Batista Guerra, Alfredo Ramalho e Annie Viana da Costa.
Maria Helena Franco Mont’Alverne, por décadas, como professora, educou várias gerações de amapaenses e ocupou cargos de grande relevância na administração pública do Amapá.
No dia 12 de setembro de 2015 tomou posse na Academia dos Notáveis Edificadores do Amapá assentando-se na cadeira de nº 5, que tem como patrono Francisco Xavier da Veiga Cabral – Cabralzinho.
Recebeu a medalha das mãos do prefeito de Macapá, Clécio Luis. Agradeceu a homenagem com um breve discurso. Estava feliz.
MARIA HELENA FRANCO MONT’ALVERNE, por esses feitos, é justamente homenageada como uma notável edificadora do Amapá. (Walter Jr.)
Fonte: Instituto Memorial do Amapá

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...