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domingo, 31 de maio de 2020

Foto Memória do Comércio Amapaense: Mercearia São José

A Foto Memória de hoje, é da Mercearia São José, que ficava localizada na Av. Mendonça Furtado, na descida para o Bairro da Favela.
Lá era o endereço do Sr. José Picanço de Menezes, o popular Cacú, com sua família.
José Menezes recebeu esse apelido, por gostar de balar, com baladeira, aqueles pássaros pretos de nome anum, que algumas pessoas, lá do interior da Ilha do Vieira (Afuá), chamavam de Cacú.
E Cacú pegou nele e nos 12 filhos que teve com Dona  Guajarina de Matos Menezes; todos ainda vivos, Graças a Deus! Seis homens (Adilson, Ailton, Adelson, Aremilton, Admilson e Ailson) e seis mulheres (Admilsan, Ciléia,  Cilete, Arlete,  Arleide e Fátima).
José Menezes, apesar de pouco estudo, chegou a ser tesoureiro da Prefeitura Municipal de Macapá e Administrador do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, lá defronte da casa onde morava.
Pelos relevantes serviços prestados à PMM, Seu Menezes recebeu homenagem póstuma, tendo seu nome perpetuado em uma rua no bairro do Pacoval.
Informações de Adelson Menezes, filho do biografado.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Foto Memória de Macapá: Grupo de Pioneiros de Macapá

Registro dos anos 40 compartilhado pelo amigo Alex Houat, ( filho do empresário Abdalla Houat ), traz imagens de pioneiros de Macapá, que se reuniam frequentemente na cidade, no início do Território Federal do Amapá.
Grande parte deles, funcionários públicos e comerciantes.
Conseguimos identificar os mais conhecidos:
1-Mair Bemerguy; 2-Isídio Banha 3-Edílson Borges de Oliveira;4 -  Francisco Calandrini de Azevedo; 5 ?; 6 ?; 7 - Ivan; 8  ?; 9-Isaac Zagury; 10 e 11 ?; 12 – Dr. Antônio Vilella; 13 – Altamir Cavalcante de Lemos; 14 - Abdalla Houat; 15 – Moysés Zagury; 16 ?;
Quem reconhecer os demais, pode completar a lista, por gentileza.
Fonte: Alex Houat

sábado, 11 de maio de 2019

Foto Memória da Igreja Católica, em Macapá: História da Paróquia de São José

A história da Paróquia de São José, remonta-se ao ano de 1751, época da colonização da cidade de Macapá. O trabalho de catequese dos habitantes da região, tem início nas aldeotas, tarefa do padre Miguel Ângelo de Morais – franciscano da ordem de Santo Antônio. Para facilitar o trabalho do catequizador, é construída em 1752, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado - então governador da Província do Grão-Pará - uma grandiosa choupana (cabana), para que o padre Miguel pudesse começar o trabalho de evangelização.
Em 01 de fevereiro de 1754, Mendonça Furtado encaminha carta ao rei de Portugal Dom João I, e solicita a construção de uma igreja. Justifica o pedido, informando que o povoado de São José de Macapá necessitava de uma Paróquia aconchegante para celebrar e administrar os sacramentos.
A pedra fundamental da Igreja de São José foi lançada dois anos antes, em 04 de fevereiro de 1752, pelo terceiro bispo do Pará, Dom Frei Miguel de Bulhões e Souza, na presença de Mendonça Furtado, padre Ângelo Morais e demais autoridades. Na mesma data, o povoado de Macapá era elevado à categoria de Vila, passando a ser denominado de Vila de São José de Macapá, em homenagem a São José, pai adotivo de Jesus, e ao rei de Portugal.
Em 06 de março de 1761 acontece a bênção e inauguração da Igreja Matriz de São José. À cerimônia compareceram o então governador da Província do Grão-Pará, Manoel Bernardo de Melo e Castro e sua comitiva.
A referida Igreja foi construída por negros e índios e teve suas plantas traçadas pelo sargento-mor Manoel Pereira de Abreu e aprovadas pelo engenheiro Antônio  José Landi.
Com a chegada dos padres do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras - PIME, em 1948, conduzidos por Dom Aristides Piróvano, primeiro bispo prelado de Macapá, foram feitas algumas modificações na estrutura arquitetônica do prédio da Igreja, quando a fachada principal passou a ter mais duas portas, além de uma já existente e as fachadas direita e esquerda, passaram a ter três portas.
De 1752 a 1903, a Paróquia de São José de Macapá pertenceu ao bispado do Pará. De 1904 a 01 de fevereiro de 1949, esteve anexada à Prelazia de Santarém-PA, quando o então santíssimo Papa Pio XII, através da bula Unius Apostolicae Sedis, criou a Prelazia de Macapá que foi separada da Prelazia de Santarém em 01 de fevereiro de 1949, mas instalada na prática em 1950, declarando sufragânea de Belém, e elevou a Matriz São José de Macapá então à Catedral São José, padroeiro da nova circunscrição instalada pelo Arcebispo de Belém, Dom Mário de Miranda Vilas-Boas.
Em 30 de outubro de 1980, a Prelazia de Macapá, foi elevada à Diocese pelo Papa João Paulo II, com a bula Conferentia e Episcopalis Brasiliensis e foi instalada solenemente em 10 de julho de 1981, por Dom Vicente Joaquim Zico, Arcebispo coadjutor de Belém.
A Paróquia de São José de Macapá, de 1752 a 1990, esteve aos cuidados de aproximadamente de 80 a 90 sacerdotes, entre os quais Pe. Júlio Maria Lombard, Pe, Vitório Galliani, Pe. Jorge Basile, Pe. Caetano Maiello, Pe. Salvatori Zona, Pe. José Busato, Pe. Paulo Lepre e outros. Em 1970, circularam rumores na cidade de que o então governador Ivanhoé Gonçalves Martins, removeria a Catedral do local onde está edificada mas tudo não passou de especulações.
Situada na área mais urbanizada de Macapá, na rua São José, com suas grossas paredes de taipa, suas amplas dimensões e gravações nos pisos e paredes, recordando mausoléus de antepassados, a Igreja de São José de Macapá, monumento mais antigo da cidade, nos transporta à história e fé no século XVIII.
Além da Igreja São José, a Catedral São José e a Igreja Santo Antônio, pertencem à Paróquia de São José.
Fonte: Revista Festa de São José 2019

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Foto Memória de Macapá: Vista aérea da esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Jovino Dinoá - Bairrodo Trem

Nossa foto Memória de hoje, apresenta uma imagem rara, de 1957, a partir da torre da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, bairro do Trem, evidenciando a esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Jovino Dinoá, antes dessa ser traçada e antes de ser erguido o muro do terreno do antigo Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares.
Ao fundo da imagem os bairros do Buritizal e Santa Rita.
Observem, também, que ainda não havia sido construído o antigo Cine Teatro Paroquial.
Para identificar os demais imóveis contamos com a ajuda do amigo e contemporâneo radialista José Barros Machado, brilhante jornalista de Macapá, que com sua memória privilegiada pode elucidar nossas dúvidas quanto aos primórdios do Barro do Trem.
Ele lembra que “na primeira casa, no sentido da Feliciano para Jovino Dinoá, (rumo à Escola Doméstica) morava o Sr. Jefferson Caffery Peckot Martins(popularmente conhecido como pecó - falecido em 1964), esposo da professora Oscarina que foi professora da primeira equipe do Alexandre Vaz Tavares, e na casa ao lado (a segunda no mesmo sentido),  morava outra professora do Alexandre Vaz Tavares, de nome Raimunda Silva.”
“Só pra lembrar,  o Sr. Peckot, era funcionário público da antiga Mesa de Rendas Alfandegada de Macapá (hoje Receita Federal) e foi proprietário do Salão Marajó, que funcionava na Av. Presidente Vargas com a Rua Jovino Dinoá, na subida para o antigo Bairro da Favela, terreno hoje ocupado por uma linda mansão”.
“Já na esquina oposta, do mesmo lado do Grupo Escolar, funcionava o Bar e Sorveteria do Seu Jonas”.
(Quer observar detalhes? Clique na imagem para ampliá-la)

sábado, 30 de junho de 2018

Foto Memória de Macapá: Antiga edificação da Macapá de outrora

Nossa Foto Memória de hoje, é de uma edificação da Macapá de outrora, situada no centro histórico da cidade, mais precisamente à Rua Siqueira Campos, que começava na Travessa Visconde de Souza Franco e se estendia até a Rua São José, bem em frente ao prédio da antiga, Intendência Municipal, hoje ocupado pelo Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva.
Era a famosa “casa amarela”, cujo primeiro proprietário foi o Tenente-Coronel Coriolano Finéas Jucá. Nela nasceram quase todos os vinte filhos do famoso intendente, frutos de sua união com três esposas. Após sua morte, o prédio ficou sob gestão do filho Jacy Barata Jucá que o vendeu ao senhor José Pereira Montoril, mais conhecido como Cazuzinha. A casa amarela, que originalmente foi pintada de branco, fazia fundos com a residência do marroquino Leão Zagury. Nenhuma das residências possuía quintal. Na casa amarela havia um pórtico de entrada com um sótão, um amplo pátio central, inúmeros quartos, cozinha, dispensa e poço amazônico. Os cômodos que faziam frente para a antiga Rua Independência, também chamada Rua de Cima, abrigaram a sede do Amapá Clube e o Elite Bar do senhor João Vieira de Assis. Logo na entrada do prédio funcionou o “Café Aymoré”, pertencente aos comerciantes Francisco Torquato de Araújo (genitor do Nilson Montoril) e Francisco Aymoré Batista (pai do pianista Aimoré Nunes Batista). O gerente do Café Aymoré era o Carlos Cordeiro Gomes, o popular “Segura o Balde” que depois enveredou pelo jornalismo e integrou a equipe esportiva da Rádio Difusora de Macapá.
No tempo em que o prédio pertenceu ao Sr. Cazuzinha Montoril, parte das instalações foi alugada à madame Charlote para a instalação de uma pensão. Vários jovens vindos de Belém para trabalhar no Território do Amapá residiram nos quartos da casa amarela e compravam alimentação da madame Charlote. Quando o casal Isnard Brandão e Walkiria Lima se mudou para Macapá, a casa amarela foi o primeiro imóvel que o abrigou. Numa deferência especial do seu Cazuzinha, graças à intermediação do Sr. Francisco Torquato de Araújo, um assoalho foi colocado no sótão. Nesse local o casal Lima e o filho Isnard Brandão Lima Filho moraram por um relativo período de tempo. Com o passar do tempo a Rua Siqueira Campos recebeu duas denominações: Mendonça Furtado e Mário Cruz. Essa última ainda prevalece. A casa amarela foi vendida ao comerciante Moisés Zagury que mandou demoli-la para erguer a oficina mecânica dos carros Ford que ele vendia. Atualmente, naquela área funciona parte da loja 246.
(Texto de Nilson Montoril, adaptado ao blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: "Casas Pernambucanas”, em Macapá

Nosso registro histórico fotográfico de hoje, nos foi compartilhado pela amiga Maria Dorotéa de Lima.
Para contar a história das "Casas Pernambucanas”, em Macapá, vamos reeditar  um artigo do historiador Nilson Montoril, publicado no Jornal Diário do Amapá:
Casas Pernambucanas em Macapá:
No dia 28/10/1950, a cidade de Macapá ganhava uma loja famosa que tinha filiais em quase todas as capitais brasileiras.
(Imagem reproduzida do Jornal Amapá - Acervo: Paulo de Tarso)
Naquela tarde de sábado, populares e autoridades concentraram-se na Avenida Presidente Vargas, trecho compreendido entre as Ruas São José e Cândido Mendes de Almeida para ver a inauguração do empreendimento denominado “Casas Pernambucanas”. 
Em outros tempos, mormente antes da criação do Território Federal do Amapá, a área correspondia a um largo corredor que ligava a Praça Capitão Augusto Assis de Vasconcelos e o velho Largo de São João, logradouros que depois tiveram seus primitivos nomes mudados para Veiga Cabral e Barão do Rio Branco respectivamente. Ali ficava o campo de futebol do Cumau Esporte Clube, a agremiação alviverde da cidade. O terreno já abrigava as obras da Agência dos Correios e Telégrafos.
Às 15 horas, o governador interino do Amapá, Dr. Raul Montero Valdez chegou ao local para participar do expressivo acontecimento. Fazia-se acompanhar do Sr. Henrique Pehtelsohn, diretor da LUNDGREN TECIDOS S. A, importante firma têxtil e comercial brasileira, cuja matriz estava sediada em Paulista, pequena cidade pernambucana que integrava o distrito de Olinda. Henrique Pehtelsohn fez um breve relato sobre a construção da loja que tinha fábricas próprias. Destacou a colaboração do governo do Amapá e agradeceu o carinho dos macapaenses, alguns acostumados a comprar produtos da firma, principalmente fazendas, quando iam a Belém ou a outras cidades do Brasil. 
Apresentou ao público e às autoridades os senhores Adaucto Benigno Cavalcante, gerente da filial e Armando Drummond, fiscal da aludida firma. O Dr. Valdez também fez uso da palavra e declarou As Casas Pernambucanas como inaugurada. Após a inauguração foram servidos “frios, gelados e doces”. O senhor Adaucto Benigno Cavalcante dirigiu o empreendimento por um longo período e participou de inúmeras atividades de cunho beneficente na cidade de Macapá. Era natural do Estado do Ceará e trouxe sua família. Seus filhos e filhas foram meus contemporâneos dos tempos de estudante e esportista. Com ele atuaram dedicados funcionários, merecendo destaque os senhores Nelson Medeiros e Aquino. No inicio a loja só vendia tecidos e roupas. 
O logotipo da firma era bem interessante e compreendia dois losangos que tinham em seu interior um olho grande. Por isso, as fazendas que a Lundgren Tecidos fabricava eram rotuladas como tecidos da “Marca Olho”.
As donas de casa de Macapá e de outras localidades adjacentes a capital amapaense compravam tecidos, toalhas de banho e de mesa, lençóis, fronhas, colchas, travesseiros e outros produtos na filial de Macapá. Os homens preferiam as camisas da marca Lunfor. Depois, a linha de produtos diversificou-se com a venda de tapetes, cortinas, pano para copa, eletrodomésticos, informática e similares. Em 1970, com o lançamento do “Crediário Tentação” o volume de vendas aumentou assustadoramente. O cliente podia dispor do carnê e do cartão de crédito, A firma “Casas Pernambucanas” surgiu em Pernambuco, no dia 25/09/1906, fundada pelo sueco Herman Theodor Lundgren, que havia chegado a Recife em 1885. Inicialmente atuou como corretor e agente de navios estrangeiros. Como falava fluentemente inglês e alemão, servia de interprete a passageiros e tripulantes de embarcações que faziam linha entre a Europa e Pernambuco. Antes da fundação da loja de tecidos, Herman Lundgren montou uma revenda de pólvora e fertilizantes. Também exportava cera de carnaúba, sal e pele de animais. No inicio de 1904, Herman comprou a Companhia de Tecidos Paulista e ingressou no ramo da indústria têxtil. Em 1908, instalou na Praça da Sé, em São Paulo a primeira loja fora de Pernambuco. Entre os anos de 1970 e 1990, começaram as disputas dos herdeiros de Herman Lundgren e o empreendimento sofreu drástica regressão. Apenas o grupo capitaneado por Arthur Lundgren Tecidos, que operava em São Paulo, prosperou e ainda ocupa lugar de destaque no comércio brasileiro. A loja de Macapá foi à falência.(Nilson Montoril)
Fonte: Facebook
SAIBA MAIS
Saiba, no vídeo abaixo, como tudo começou:

sábado, 22 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O beco do abieiro

Por Nilson Montoril
Na cidade de Macapá, no meio do espaço delimitado pelas travessas Floriano Peixoto (Presidente Vargas) e Braz de Aguiar (Coriolano Jucá) e pelas ruas São José e Barão do Rio Branco (Cândido Mendes), havia uma larga passagem que ligava o largo de São Sebastião (Praça Veiga Cabral) ao largo de São João (praça Barão do Rio Branco). Devido à existência de um frondoso abieiro a passagem era conhecida como o “Beco do Abieiro”. Outro estreita viela, entre a vila Santa Engrácia e o quintal da casa do coronel Theodoro Manuel Mendes ligava essa passagem a atual Rua Cândido Mendes. Residiam em torno do Beco do abieiro diversas famílias tradicionais de Macapá, entre elas a do senhor Miguel Gantus, presidente do Cumaú Esporte Clube. Sua residência ficava no canto do Beco do Abieiro com a atual Avenida Getúlio Vargas e também funcionava como sede da agremiação alviverde da cidade. Consequentemente, embora houvesse um campo de futebol na ala “A” da Praça Veiga Cabral, o time do Cumaú preferia treinar no campinho armado na área do Beco do Abieiro. Após a criação do Território Federal do Amapá e a instalação do governo territorial em Macapá, algumas donas de casa aproveitaram o ensejo da chegada de trabalhadores para alugar alguns cômodos de suas residências e até mesmo a casa toda. Entre as locadoras de quartos destacava-se Dona Oswaldina, senhora carismática que a todos tratava com muita educação. Ela era viúva e contava com a companhia das filhos Marialvo e Luiz, e das filhas Alcinda e Nazaré. Em um dos cômodos de sua casa instalou-se a jovem Aracy Nascimento da Silva, professora normalista egressa de Belém que veio compor o magistério da novel unidade federada.
A casa de dona Oswaldina era geminada com o imóvel ocupado pelo comerciante Zoilo Pereira Córdova, dono do Bar ABC, situado na área onde está erguido o Teatro das Bacabeiras. Seu Zoilo Córdova tinha vários filhos, entre eles a Mariana a Lélé, o Paloca e o Pedro Maurício, meus contemporâneos da Casa dos Padres e do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
No canto direito da passagem, esquina da Presidente Vargas, sentido da Praça Barão, ficava a residência do senhor Filomeno (foto), um dos primeiros açougueiros a ocuparem “talhos de carne” no Mercado Central. Nas outras extremidades do beco residiam Raimundo Ladislau, o grande tirador de ladrões do Marabaixo e Benedito Lino do Carmo, o velho Congó.
O Beco do Abieiro era muito frequentado e por isso cheio de novidades. Ao entardecer os moradores colocavam cadeiras nas calçadas e o papo rolava solto até a hora do jantar. A primeira descaracterização do Beco do Abieiro veio com a construção do prédio da Agência dos Correios e Telégrafos. Depois surgiu a “Lojas Pernambucanas”, acabando de vez com o campo de futebol do Cumaú Esporte Clube. O jornalista e radialista Carlos Cordeiro Gomes, o popular “Segura o Balde” também residiu na casa de Dona Oswaldina, local onde, a 11 de agosto de 1953, faleceu inesperadamente a Professora Aracy Nascimento da Silva.
Fonte: Crônica de Nilson Montoril, publicada, originalmente,  
no Jornal Diário do Amapá.

sábado, 27 de agosto de 2016

Foto Memória do Rádio Amapaense: O advento da antiga Rádio Equatorial de Macapá

Em 1962, surgiu em Macapá a ZYD 11 - Rádio Equatorial de Macapá - "o melhor som da cidade".
Em 23 de dezembro de 1962, num domingo, entrava no ar a segunda estação de Rádio AM (Amplitude Modulada) lançada em Macapá, a ZYD-11 – RÁDIO EQUATORIAL DE MACAPÁ – que, por ser clandestina, teve vida efêmera.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
Ano 1962 - Técnico Mário Chagas ao lado do transmissor Philips de 250w, da extinta ZYD-11-Rádio Equatorial de Macapá, que após o seu fechamento, e confisco dos bens pelo Governo do Amapá, foi utilizado, por algum tempo, pela Rádio Difusora de Macapá.
( Contribuição do amigo Cícero Melo )
Pertencia a um grupo de pioneiros, que através da SATRA - Sociedade Anônima Técnica de Rádio do Amapá - conseguiu colocar no ar uma emissora de ondas médias que, na época, irradiava em HI-FI (termo técnico que em inglês significa Alta Fidelidade), na frequência de 1.490 kilociclos, utilizando um transmissor “Philips” de 250 W (um quarto de kilowatt), cobrindo um raio de pouco mais de 30 quilômetros.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
Ano 1962 - Mesa de som da extinta Rádio Equatorial que, após o seu fechamento, e confisco dos bens pelo Governo do Amapá, foi também utilizada por algum tempo pela Rádio Difusora de Macapá, bem como todo o seu acervo.
( Contribuição do amigo Cícero Melo )
Tinha um som espetacular, considerado na época, “o melhor som da cidade”.
Era uma sociedade formada por técnicos do serviço de telecomunicações do Governo, jornalistas e outros servidores do ex-Território do Amapá, que, nas horas de folga iam para lá.
Faziam parte da SATRA, os jornalistas Alcy Araújo Cavalcante e José Maria de Barros (diretor artístico da nova emissora); os radiotecnicos Remy do Rego Barros, Arinaldo Gomes Barreto, (pai do Dep. Lucas Barreto) e Sr. Raimundo Rodrigues ( “seu” Pépe); os radiotelegrafistas Agenor Rodrigues de Melo (trabalhava na Radional), Manoel Joaquim Esteves Rodrigues (irmão do delegado Teobaldo Souza); o empresário José de Matos Costa - “Zelito”(proprietário da Rádio Equatorial, atual), além dos técnicos em eletrônica Mário Chagas da Costa e Ivaldo Alves Veras.
A emissora tornou-se clandestina porque, um dos sócios da SATRA - também radiotelegrafista - valendo-se da fiscalização precária na região, redigiu um telegrama, simulando assim, ser um documento oficial autorizativo de seu funcionamento, e que tivesse sido emitido pelo Órgão competente do Governo Federal.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
( Clique na foto para ampliá-la )
Ano 1962 - Estúdios da extinta Rádio Equatorial de Macapá, instalados inicialmente, na Av. Pe. Júlio Maria Lombaerd, esquina com a Rua Marcelo Cândia, no Bairro Santa Rita.
( Foto: Reprodução /Acervo Mário Chagas )
( Clique na foto para ampliá-la )
 ( Contribuição do amigo Cícero Melo )
No Detalhe: Ano 1962 - Funcionários da extinta Rádio Equatorial de Macapá, em frente ao prédio da emissora, no bairro Santa Rita em Macapá.
Da esquerda para direita: Antônio (Motorista); (?)(Servente);Mário Chagas (Técnico e acionista); Jurandy, Janduí, Jorge Gonçalves (Locutor); Carlos Lins Corte (Baião Caçula - agachado - operador de áudio); Fernando Dias(Locutor); Edvar Mota(Locutor); Remy do Rego Barros(Técnico); Emanuel Cruz (Acionista);José Rodrigues (Seu Pépe - acionista/Técnico); Agenor Rodrigues de Melo (Presidente/acionista);
A nova emissora entrou em operação em 23 de dezembro de 1962, e cumpriu um período experimental, até final de janeiro de 1963, no horário de 12h às 14h e de 20h às 23h.
Devido à boa qualidade do som HI FI, e pela diversificação de sua programação, conseguiu conquistar boa parte da audiência, até então monopolizada pela Rádio Difusora de Macapá, que, por ser a única, reinava absoluta nesse campo desde sua fundação em 1946.
(Reprodução de arquivo)
Para ampliar clique na foto
(Foto extraída do blog da jornalista Alcinéa Cavalcante)
Suas instalações foram montadas, inicialmente, em um terreno na Av. Pe. Júlio Maria Lombaerd esquina com a rua Marcello Cândia, onde hoje está erguida a Escola Estadual Profº Lucimar Amoras Del’Castilo.
A localização dos estúdios debaixo da antena radiante, provocava indução devido ao retorno da radiofrequência sobre os equipamentos, e causava uma interferência muito forte nas transmissões prejudicando, sobremaneira, a qualidade do som.
Como solução para o problema, o estúdio da emissora, onde ficavam situados os equipamentos de áudio, teria de ser todo revestido com telas de arame.
Por essa razão, seus estúdios foram transferidos para longe da torre irradiante, isto é, para o centro da cidade, mais precisamente, para a rua Coronel José Serafim Gomes Coelho, hoje Tiradentes, entre as avenidas Coronel Coriolano Jucá e Presidente Vargas, em frente à Panificadora S. José (hoje desativada), dos irmãos Aurino (Tenente) e Sandoval (Sandó) Borges de Oliveira, no Centro da cidade.
Para evitar despesas com pagamento de aluguel, a SATRA conseguiu, com a Administração Territorial da época, a cessão de uma residência pertencente ao acervo patrimonial do Governo do Amapá, localizada na mesma rua Coronel José Serafim, só que esquina da Av. Iracema Carvão Nunes onde instalou seus equipamentos de estúdio.
A responsável pela discoteca da emissora era a locutora Osvaldina Fiqueira que depois foi também discotecária e locutora da Rádio Difusora de Macapá.
A música que servia de prefixo e sufixo musical da Rádio Equatorial era o clássico “Exodus” com a orquestra de Ferrante & Teicher.
Ouça, e relembre aqui a música que era usada como PREFIXO e SUFIXO musical  da programação da Rádio Equatorial de Macapá:
A Rádio Equatorial funcionou durante todo o ano de 1963 em ondas médias, com o beneplácito do Governo do Território, até a chegada do 1º Governador do período revolucionário - General Luiz Mendes da Silva - em meados de maio de 1964, quando foi, literalmente, confiscada pelo Comando Revolucionário que se instalou no Brasil em 31 de março.
Com o fechamento da emissora, todo o seu acervo – técnico, artístico e patrimonial – foi encampado pelo Governo do Território do Amapá e incorporado ao patrimônio da Rádio Difusora de Macapá, por ser esta, a emissora oficial.
A Difusora, então passando por um momento de dificuldade, vinha operando, já há algum tempo, somente com a onda tropical de 4.915 kilociclos em 61 metros, pois o seu transmissor de ondas médias, havia seguido para revisão na fábrica, em S. Paulo e de lá nunca mais voltou.
Com a medida a RDM voltou a operar em ondas médias, na mesma frequência que vinha sendo utilizada pela Rádio Equatorial, ou seja, de 1490 kilocíclos.
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Pesquisa iniciada (e atualizada) pelo radialista João Lázaro, em outubro do ano 2000.
Colaborou: o historiador Nilson Montoril de Araújo.
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(Última atualização/agosto de 2016)
NOTA DO EDITOR
Um detalhe histórico: Embora eu tenha tido meu primeiro contato com um microfone, amadoristicamente, aos 12 ou 13 anos, através da PRH-3 - um Serviço interno de Auto Falantes, do Centro Educacional do Laguinho em 1960/61 - foi na Rádio Equatorial que tive a oportunidade de falar para a comunidade através de uma emissora de radiodifusão.
Em 1963, eu fazia o Curso Ginasial, na Escola Normal de Macapá, e naquele tempo existiam nas escolas os Grêmios estudantis, que eram entidades autônomas representativas dos interesses dos estudantes secundaristas, com finalidades educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais.
O Grêmio Literário e Cívico “Barão do Rio Branco” era o da Escola Normal, comandado pelo Getúlio Albuquerque, um dos líderes do movimento estudantil da época.
E atendendo ao convite do Getúlio, aceitei apresentar em dupla, o programa radiofônico do Grêmio - "A Voz Estudantil da Escola Normal" - que ia ao ar nas manhãs dos sábados, pela ZYD-11, sempre no horário de 10:30 às 11:00h.
A apresentação era toda escrita como se fosse um Jornal Falado. Nós apenas líamos as notícias.
Não me lembro mais quem fazia dupla comigo, nem até quando o programa ficou no ar. Salvo engano era a Maria Emília Jucá.
Se alguém se lembrar pode ajudar nos comentários.(João Lázaro)
 (Repaginado em agosto de 2016)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Memória da Cidade: Bar e Sorveteria "Gato Azul"

No início do Território do Amapá, nos anos  40, existiam alguns poucos bares na pequena cidade de Macapá. 
Um deles, que se tornou famoso - o Elite Bar - situava-se no centro histórico da capital amapaense: a esquina da Av. Presidente Vargas com a rua São José, canto com a Praça (Matriz) Veiga Cabral.
Com o passar dos anos, o Elite Bar - ou Sorveteria do João Assis - fechou as portas, e surgiu em seu lugar o famoso “Gato Azul”, um bar que era administrado pelo esportista Amujacy Borges de Alencar(foto), que ainda tinha como  sócios os esportistas e empresários Jarbas Gato e Mair Bemerguy. O Amujacy, zagueirão do E.C.Macapá e da seleção amapaense na década de 50, faleceu em 2010, em Fortaleza-CE, onde passou os últimos 20 anos de sua vida.
João Silva diz que "o GA era um dos pontos mais frequentados pela boemia de Macapá, onde se juntavam, para tomar uma cerveja bem gelada e passar a limpo a vida dos outros, funcionários públicos, estudantes, intelectuais, jornalistas e gente do povo também. Há quem assegure que lá, no Gato Azul, surgiu o bloco "A Banda" bem no comecinho dos anos 60; de certo é que "A Banda" saia da Presidente Vargas, no trecho que ia do Gato Azul à sede do Amapá Clube."
No registro acima, podem ser vistos alguns dos frequentadores do famoso "Gato Azul".
A partir da esquerda: Alfredo Lá Rocque; João Vilhena de Andrade (policial civil); Gatão (Guarda Territorial); o quarto encostado ao poste é o José Maria Frota; seguido do médico Linomar Seabra; Amujacy Borges de Alencar e Garrote.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dona Esther Zagury

Ontem nós homenageamos seu Naftali Bemerguy, hoje a homenageada é a esposa dele, Dona Esther Zagury Bemerguy.
Esther Zagury Bemerguy, nasceu em Belém-PA, dia 08 de setembro de 1898, filha de Leão Zagury e Dona Sara Roffé Zagury
Casou-se em Macapá, com Naftali Mair Bemerguy, em 22 de agosto de 1925 e tiveram dois filhos. 
Dona Esther faleceu em Macapá, dia 18 de setembro de 1984, com 86 anos de idade.
Fonte: MyHeritage
(Post repaginado dia 22 de abril de 2014) 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Prédio Comercial Pioneiro: "A PERNAMBUCANA"

(Foto: Reprodução/recorte de jornal)
Esta foto dos anos 50, foi extraída das páginas do Jornal "Amapá", e compartilhada com o blog pelo amigo Paulo Tarso Barros.
O registro histórico na imagem - com a qualidade muito comprometida - nos apresenta a fachada de uma loja pioneira do comércio de Macapá - A Pernambucana - que por mais de 40 anos esteve atendendo ao público macapaense e que deixou boas lembranças por lá.
Localizava-se na Av. Presidente Vargas - Praça Veiga Cabral, no centro de Macapá.
Era comandada pelo Gerente Adaucto Benigno Cavalcante e contava entre os seus colaboradores, mais antigos,  com a figura simpática do "Seu" Medeiros, entre outros que integravam o quadro de vendedores da sortida Loja.
Entre os tecidos que eram oferecidos ao público destacavam-se os produtos da marca OLHO, que eram exclusividade da casa.

Leia a seguir, o artigo do historiador Nilson Montoril, publicado no Jornal Diário do Amapá...

Casas Pernambucanas em Macapá:

"No dia 28/10/1950, a cidade de Macapá ganhava uma loja famosa que tinha filiais em quase todas as capitais brasileiras. Naquela tarde de sábado, populares e autoridades concentraram-se na Avenida Presidente Vargas, trecho compreendido entre as Ruas São José e Cândido Mendes de Almeida para ver a inauguração do empreendimento denominado “Casas Pernambucanas”. Em outros tempos, mormente antes da criação do Território Federal do Amapá, a área correspondia a um largo corredor que ligava a Praça Capitão Augusto Assis de Vasconcelos e o velho Largo de São João, logradouros que depois tiveram seus primitivos nomes mudados para Veiga Cabral e Barão do Rio Branco respectivamente. Ali ficava o campo de futebol do Cumau Esporte Clube, a agremiação alviverde da cidade. O terreno já abrigava as obras da Agência dos Correios e Telégrafos. 

Às 15 horas, o governador interino do Amapá, Dr. Raul Montero Valdez chegou ao local para participar do expressivo acontecimento. Fazia-se acompanhar do Sr. Henrique Pehtelsohn, diretor da LUNDGREN TECIDOS S. A, importante firma têxtil e comercial brasileira, cuja matriz estava sediada em Paulista, pequena cidade pernambucana que integrava o distrito de Olinda. Henrique Pehtelsohn fez um breve relato sobre a construção da loja que tinha fábricas próprias. Destacou a colaboração do governo do Amapá e agradeceu o carinho dos macapaenses, alguns acostumados a comprar produtos da firma, principalmente fazendas, quando iam a Belém ou a outras cidades do Brasil. Apresentou ao público e às autoridades os senhores Adaucto Benigno Cavalcante, gerente da filial e Armando Drummond, fiscal da aludida firma. O Dr. Valdez também fez uso da palavra e declarou As Casas Pernambucanas como inaugurada. Após a inauguração foram servidos “frios, gelados e doces”. O senhor Adaucto Benigno Cavalcante dirigiu o empreendimento por um longo período e participou de inúmeras atividades de cunho beneficente na cidade de Macapá. Era natural do Estado do Ceará e trouxe sua família. Seus filhos e filhas foram meus contemporâneos dos tempos de estudante e esportista. Com ele atuaram dedicados funcionários, merecendo destaque os senhores Nelson Medeiros e Aquino. No inicio a loja só vendia tecidos e roupas. O logotipo da firma era bem interessante e compreendia dois losangos que tinham em seu interior um olho grande. Por isso, as fazendas que a Lundgren Tecidos fabricava eram rotuladas como tecidos da “Marca Olho”.

As donas de casa de Macapá e de outras localidades adjacentes a capital amapaense compravam tecidos, toalhas de banho e de mesa, lençóis, fronhas, colchas, travesseiros e outros produtos na filial de Macapá. Os homens preferiam as camisas da marca Lunfor. Depois, a linha de produtos diversificou-se com a venda de tapetes, cortinas, pano para copa, eletrodomésticos, informática e similares. Em 1970, com o lançamento do “Crediário Tentação” o volume de vendas aumentou assustadoramente. O cliente podia dispor do carnê e do cartão de crédito, A firma “Casas Pernambucanas” surgiu em Pernambuco, no dia 25/9/1906, fundada pelo sueco Herman Theodor Lundgren, que havia chegado a Recife em 1885. Inicialmente atuou como corretor e agente de navios estrangeiros. Como falava fluentemente inglês e alemão, servia de interprete a passageiros e tripulantes de embarcações que faziam linha entre a Europa e Pernambuco. Antes da fundação da loja de tecidos, Herman Lundgren montou uma revenda de pólvora e fertilizantes. Também exportava cera de carnaúba, sal e pele de animais. No inicio de 1904, Herman comprou a Companhia de Tecidos Paulista e ingressou no ramo da indústria têxtil. Em 1908, instalou na Praça da Sé, em São Paulo a primeira loja fora de Pernambuco. Entre os anos de 1970 e 1990, começaram as disputas dos herdeiros de Herman Lundgren e o empreendimento sofreu drástica regressão. Apenas o grupo capitaneado por Arthur Lundgren Tecidos, que operava em São Paulo, prosperou e ainda ocupa lugar de destaque no comércio brasileiro. A loja de Macapá foi à falência."
(Nilson Montoril)

Artigo publicado no Jornal Diário do Amapá


Referência Histórica - Quando Herman Theodor Lundgren, o sueco radicado no Recife, adquiriu uma fábrica de tecidos localizada em um pequeno povoado no litoral do Estado de Pernambuco, no início do século 20, talvez não imaginasse que, anos depois, esse empreendimento prioritariamente atacadista se transformaria na principal referência do comércio de varejo de todo o país.
Um século após a inauguração da primeira Casa Pernambucanas, em 1908, a Empresa gradativamente tornou-se para o público brasileiro um sinônimo de qualidade, versatilidade e tradição - esta última forjada principalmente pela inovação e pelo pioneirismo que sempre marcaram a sua história.
 Exemplos disso não faltam. A Pernambucanas sempre buscou estar um passo à frente da concorrência por meio de uma política empresarial empreendedora, que proporcionou grandes inovações em várias fases da sua trajetória. 
Ideias que hoje parecem corriqueiras foram consideradas ousadas em suas respectivas épocas, devido ao seu pioneirismo. Pode-se citar as versatilidades dos vários segmentos de produtos (Lar Têxtil, Vestuário e Eletro), a criação do carnê de pagamento (crediário) e do cartão de financiamento próprio, a implementação da automação comercial (código de barras), a aceitação dos mais diversos cartões de crédito do mercado, além da inclusão da área de serviços financeiros dentro de seu escopo de atuação (seguros e garantias estendidas).
Outras ações da Pernambucanas também fizeram história. A força de trabalho feminino sempre esteve presente em nossa empresa. Mesmo antes da formalização do trabalho feminino, a Pernambucanas já apoiava essa mudança, que foi assegurada pela Constituição de 32, garantindo direitos exclusivos às mulheres e igualando salários e jornadas de trabalho.Inicialmente as mulheres realizavam trabalhos relacionados administração, contabilidade e caixa. Foi no começo da década de 70, que essa história começou a mudar.
 Após lançar a venda de confecções, as mulheres passaram a atuar como vendedoras, exercendo um papel determinante nessa nova fase. Essa relação de trabalho também proporcionou, já nos anos 80, a inauguração de um berçário para as colaboradoras-mães que atuavam na sede em São Paulo.
Diante dessas oportunidades de crescimento e trabalho, os anos 2000 foram marcados por mulheres qualificadas, que chegaram a cargos de destaque e gerência em várias lojas.Esse compromisso entre a Empresa e funcionário se fortaleceu ainda mais quando, em 2005, foi inaugurada a Universidade Corporativa Comendadeira Helena Lundgren, um centro de qualificação profissional que oferece treinamentos e capacitação para os mais de 15 mil colaboradores da rede.
Além do Memorial Pernambucanas, com 60 mil fotos, 10 folders, boletins e cartazes, livros de registros e jingles comerciais.Muitas décadas antes do conceito de marketing agressivo e do advento da tecnologia e suas novas mídias, a Pernambucanas decidiu acompanhar de perto a expansão industrial do país e a formação de novas cidades, na primeira metade do século passado. Interior do Brasil adentro, a empresa utilizou porteiras de fazendas, cercas, troncos de árvores, grandes pedras, morros e lonas de circo, entre outros pontos, para divulgar a sua chegada.O impacto desta forma inusitada de publicidade foi tão grande que consolidou o nome da empresa e, logo, a Pernambucanas se tornou um símbolo de prestígio e modernidade, inclusive sendo convidada por prefeitos a abrir filiais em novos municípios. "Para ser um município tinha que ter uma igreja, um banco e uma Pernambucanas".
Os anos foram passando, o Brasil passou por várias transformações e Pernambucanas continuou a imprimir sua marca por onde passou, com ações administrativas e comerciais inovadoras, marketing atuante com o surgimento de novas mídias, ousadia na inclusão de novos negócios e inauguração de dezenas de lojas. Hoje, pode-se dizer com toda certeza que, desde a sua fundação, a Pernambucanas anda de mãos dadas com o desenvolvimento econômico nacional e faz parte da história recente do país.  Fonte: www.pernambucanas.com.br 
(Post repaginado e atualizado dia 07/11/2013)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Velhos ( e bons ) tempos da Praça Barão do Rio Branco

Que fim levou o sapo da Praça Barão? Lembram dele? 
   Quem viveu em Macapá, nos primeiros anos da criação do Território Federal do Amapá, certamente, se recorda do mastro da bandeira brasileira que existia na praça Barão do Rio Branco, bem em frente ao prédio dos Correios.
      Ficava sobre um monumento de alvenaria com uma placa em homenagem ao Barão do Rio Branco que obteve uma vitória sobre a França na questão da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, causa ganha pelo Brasil em 1900 em uma arbitragem do governo suíço. A fronteira foi definida no rio Oiapoque. 
 Tal monumento era peça integrante do complexo esportivo, que foi montado pelo Governo do Amapá, para permitir que a pequena população daquela época, especialmente jovens estudantes, pudesse praticar seus esportes - basquete, voleibol  futebol de areia e de salão - e ainda desenvolver, com orientação de professores, suas habilidades em atividades físicas e recreativas. Além disso, seria também, local de concentração cívica por ocasião das grandes datas, nacionais e territoriais. 
 Originalmente, na base do monumento, havia um sapo de cimento de onde saia a água de um chafariz. Depois de desativado, o local foi preenchido com areia. 
Mas o progresso fez tudo isso desaparecer. 
(Reprodução/Acervo Fernando Remedios)
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(Foto: Grata contribuição do amigo Fernando Remedios)
Estas fotos raras - dos anos 50 - nos dão uma visão parcial do lado sul da Praça Barão do Rio Branco (em frente à Agência dos Correios), no tempo em que os aparelhos de ginástica estavam em pleno funcionamento à disposição da população para prática de exercícios físicos, naquele logradouro público.
(Reprodução/Acervo Deuzeuite Ardasse)

Para visualizar melhor clique na foto
(Foto: Contribuição da amiga Deuzuite Ardasse)
Os aparelhos de educação física foram desmontados e nunca mais se teve notícia deles. 
(Foto: Reprodução / Google Images by Heraldo Amoras)
(Foto: Reprodução / Google Images by HeraldoAmoras)
As quadras de voleibol, basquete, futebol de salão e futebol de areia, sobrevivem  às intempéries do tempo e continuam aguardando melhores tratos e modernizações de seus espaços.
E o sapo do monumento, foi retirado para restauração e para lá nunca mais voltou. 
Ninguém sabe...ninguém viu...

(Fotos coloridas: Google Images by Heraldo Amoras)

(Post Repaginado em 2013)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...