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terça-feira, 17 de setembro de 2024

MEMÓRIAS DE “ZÉ PENHA – UM CARA SENSACIONAL!”

Hoje, o homenageado do blog Porta-Retrato de Macapá é o saudoso amigo JOSÉ PENHA TAVARES.

A fim de resgatar as memórias desse mazaganense inesquecível, apresentamos, com a permissão expressa do autor, uma compilação atualizada e adaptada de textos elaborados pelo jornalista Elton Tavares, editor do blog De Rocha!

JOSÉ PENHA TAVARES  (Foto: Arquivo pessoal)
Por Elton Tavares 
I

No dia de hoje (17), se meu saudoso pai estivesse entre nós, faria 74 anos. Antes eu dizia “se estivesse vivo”, mas ele está, dentro de nós, por isso, ainda é seu aniversário. É difícil definir um modelo de vida, acredito que cada um vive da forma que lhe é aprazível. José Penha Tavares viveu tudo de forma intensa e foi um homem muito feliz (Era feliz, como poucos). Eu sigo seu exemplo e sou felizão também.

O mais legal é que ele nunca fez mal a ninguém, sempre tratou as pessoas com respeito e foi muito amoroso com os seus. Meu irmão costuma dizer que ele nos ensinou o segredo da vida: “ser gente boa” (apesar de alguns gatos pingados não comungarem desta opinião sobre mim).

Quando o bicho pega, falo com ele. Uma espécie de monólogo, mas juro que sinto conforto em lhe contar meus raros problemas. Acredito que papai escuta e, de alguma forma, me ajuda. Devaneio? Não senhores e senhoras, é que aquele cara foi um grande pai, ah se foi. Portanto, deve mexer os pauzinhos lá por cima.

Ele partiu em 1998, faz e fará sempre falta. Sinto saudade todos os dias e penso nele sempre. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Gostaria de lhe dar um abraço hoje, desejar feliz aniversário e tomar muitas cervas com o Penhão, como costumávamos fazer todo dia 17 de setembro.

II

Há (...) 26 anos, em uma manhã de segunda-feira cinzenta, no Hospital São Camilo, morreu José Penha Tavares, o meu pai. O meu herói. Já que “Recordar, do latim Re-cordis, significa ‘passar pelo coração”, como li em um livro de Eduardo Galeano e dito também em outro texto pelo amigo Fernando Canto, passo pelo meu essas memórias.

Filho de João Espíndola Tavares e Perolina Penha Tavares, nasceu dia 17 de setembro,  no município de Mazagão, em 1950, de onde veio o casal. Era o primogênito de cinco filhos.

Ele começou a trabalhar aos 14 anos, aos 20 foi morar em Belém (PA), sempre conseguiu administrar diversão e responsa, com alguns vacilos é claro, mas quem não os comete?

Em 1975, casou-se com minha mãe, Maria Lúcia, com quem teve dois filhos, eu e Emerson. O velho não foi um marido perfeito, era boêmio, motivo que o levou se divorciar de minha mãe, em 1992.

        Fotos Arquivo pessoal - Penha em diferentes momentos.

Na verdade, papai nunca se prendeu ao dinheiro, nunca foi ambicioso. Mas isso não diminui o grande homem que ele foi.

Após o seu falecimento, li no jornal da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), onde ele trabalhava: “Feliz, brincalhão, sempre educado e querido por todos. Tinha a pavulagem de só querer menina bonita a seu lado, seja em casa ou entre amigos, mas quem se atreve a culpá-lo por este extremo defeito?”.

Zé Penha pode não ter sido um marido exemplar, mas com certeza foi um grande pai. Cansou de fazer “das tripas coração” para os filhos terem uma boa educação, as melhores roupas e bons brinquedos. Quando nos tornamos adolescentes, nos mostrou que deveríamos viver o lado bom da vida, sacar o melhor das pessoas, dizia que todos temos defeitos e virtudes, mas que devíamos aprender a dividir tais peculiaridades.

Penha não gostava de se envolver em política. Ele gostava mesmo era de viver, viver tudo ao mesmo tempo. Família, amigos, noitadas, era um “bom vivant” nato. Tinha amigos em todas as classes sociais, a pessoa poderia ser rica ou pobre, inteligente ou idiota, branca ou preta, mulher ou homem, hétero ou homo, não importava, ele tratava os outros com respeito. Aquele cara era extraordinário!

Foto de Arquivo

Esportista, foi goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, dos times do Banco da Amazônia (BASA) e Companhia de eletricidade do Amapá (CEA) e tantos outros, das incontáveis peladas.

Atravessamos tempestades juntos, o divórcio, as mortes do Itacimar Simões, seu melhor amigo e do seu pai, João Espíndola, com muito apoio mútuo. Sempre com uma relação de amizade extrema. Ele nos ensinou a valorizar a vida, vivê-la intensamente sem nos preocuparmos com coisas menores a não ser com as pessoas que amamos. Sempre amigo, presente, amoroso, atencioso e brincalhão.

Com ele aprendi muito sobre cultura, comportamento, filosofia de vida, e aprendi que para ser bom, não era necessário ser religioso. “Se você não pode ajudar, não atrapalhe, não faço mal a ninguém” – Dizia ele.

Acredito que quem vive rápido e intensamente, acaba indo embora cedo. Ele não costumava cuidar muito da própria saúde, o câncer de pulmão (papai era fumante desde os 13 anos) o matou, em poucos meses, da descoberta ao “embarque para Cayenne”, como ele mesmo brincava.

Serei eternamente grato a todos que ajudaram de alguma forma naqueles dias difíceis, com destaque para Clara Santos, sua namorada, que segurou a onda até o fim. E, é claro, minha família. Sempre que a saudade bate mais forte, eu converso com ele, pois acredito que as pessoas morrem, mas nunca em nossos corações.

Fotos: Arquivo pessoal

José Penha Tavares foi muito mais de que pai, foi um grande amigo. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Ele costumava dizer: “Elton, se eu lhe aviso sobre os perigos da vida, é porque já aconteceu comigo ou vi acontecer com alguém”.

Meu mais que maravilhoso irmão, Emerson Tavares, disse: “papai nos ensinou o segredo da vida: ser gente boa e companheiro com os que nos são caros (família e amigos)”. Sempre nos espelhamos nele. Para mim é um elogio quando falam que tenho o jeito dele, pois o Zé Penha foi um homem admirável, um verdadeiro ser humano!

“Quem já passou por essa vida e não viveu, Pode ser mais, mas sabe menos do que eu”. A frase é do poeta Vinícius de Moraes. Ela define bem o meu pai, que passou rápido e intensamente por essa vida.

Queria que o Zé Penha tivesse vivido pra ver a Maitê, pra sacar que consegui me encontrar e ser um bom profissional, pra ver o grande cara que o Emerson se tornou. Enfim, pra tanta coisa legal. Também faço minhas as palavras do escritor Paulo Leminski: “haja hoje para tanto ontem”.

Obs: não tem um dia na vida que eu não fale ou lembre do meu pai.

III

Lembro da minha infância com alegria. Eu e meu irmão fomos agraciados com excelentes pais, que nos proporcionaram tudo de melhor possível (e muitas vezes impossível, mas eles fizeram mesmo assim). Graças a Deus, minha mãe continua aqui e é meu anjo da guarda.

Lembro que nós nunca fizemos a primeira comunhão, nem eu e nem Emerson, pois fugíamos das aulas de catecismo para ir com o papai pra AABB. Ele ia jogar bola e nós curtíamos a piscina. Apesar de não ter sido um frequentador de igrejas, Zé Penha tinha muito mais Deus no coração do que a maioria dos carolas que conheço.

Lembro-me de quando ele me levava para ver seus jogos de futebol. Era goleiro dos bons. Lembro quando tinha mais ou menos uns quatro anos ele me chamava de “Zôk”, apelido dado por causa da risada que eu dava quando ouvia o nome da moto Suzuki.

Lembro que sempre foi nosso herói, meu e do meu irmão Emerson. Depois, também virou ídolo de muitos amigos, por conta do nível caralístico de paideguice que ele tinha. Lembro que poucas vezes vi meu pai triste ou irritado.

Lembro-me das poucas broncas, de algumas porradas, de poucas discussões. Disso mais lembro de esquecer. Lembro muito mais das viagens, da parceria, da amizade, da proteção, da admiração que tinha e tenho por ele.

Lembro-me de papai nos levar para jogar bola, ao cinema, circo, arraial ou qualquer lugar em que ficássemos felizes. Éramos moleques exigentes, mas lembro que ele e mamãe sempre davam um jeito, mesmo com pouca grana. Lembro dos ensinamentos e sei que uma porção grande de bondade que trago em mim herdei de meu pai.

Lembro que conviver com meu pai era viver no paraíso. Lembro-me de como todos o amavam e até hoje, todos sentimos saudades. Lembro que já são 26 anos sem você. Lembro, Zé Penha, de o quanto fomos parceiros, confidentes e grandes amigos. Aliás, pai, fostes o melhor de todos. Lembro de como eras sensacional, cara. Incrível, mesmo!

Lembro de tudo amorosamente, pouquíssimas vezes com lágrimas nos olhos, mas a maioria com sorrisos. Pois o que mais lembro é que tu, pai, era a personificação da alegria e bom humor. Enfim, de vida. Lembro de ti, Zé Penha, todos os dias. E amo lembrar o que fostes e o que representas.

Zé Penha, (...) fez a subida dimensional em 1998, mas vive na minha memória afetiva e coração. Afinal, discorrer sobre vivências é minha válvula de escape e meu caderno de recordações imaginário está cheio de episódios felizes dos 22 anos que tive a honra e sorte de conviver com papai.

Textos de Elton Tavares – jornalista

José Penha Tavares faleceu dia 30 de março de 1998, vítima de um câncer de pulmão, e descansa em paz no Cemitério de São José no bairro Santa Rita, em Macapá.

Nota do Editor: Nossos agradecimentos ao confrade Elton Tavares, filho de nosso homenageado, pela colaboração!

quinta-feira, 25 de julho de 2024

JOSÉ JOCELITO MARQUES > UM PIONEIRO DO MERCADO CENTRAL

Um jovem nordestino inquieto e apaixonado pelo desconhecido, que, como muitos outros, abandonou tudo em sua terra natal e partiu para a Amazônia, é nosso homenageado póstumo de hoje.

Eram os tempos dos “Soldados da Borracha”(1). Fez morada em Macapá, no Igarapé das Mulheres. Trabalhou no Governo, teve filhos macapaenses e, por lá, permaneceu. Foi um dos primeiros açougueiros do Mercado Central de Macapá.

A HISTÓRIA DE JOCELITO

Hoje, vamos conhecer a história de vida de José Jocelito Marques, um cidadão que nasceu em  Cascavel–CE, no dia 05 de junho de 1921, filho de Manoel Ferreira Marques e Ana Ferreira Marques, agricultores que produziam no Sítio Coaçu, alimentos para subsistência, assim como cultivavam cana-de-açúcar para produção de rapadura e produtos derivados, comercializados na feira da cidade.  Casou-se com Maria Merita Marques, em 1944. Em seguida saiu de sua terra natal, sozinho, deixou a esposa grávida, partiu para a Amazônia, onde, com a criação do Território Federal do Amapá, houve a necessidade de trabalhadores para a construção dos prédios públicos. Deixou Cascavel em um caminhão, embarcou num Ita da Navegação, a vapor, rumo a Belém. Após três dias, chegou a Macapá em uma embarcação a motor/vela. Cerca de quinze dias de viagens. Iniciou suas atividades na construção civil, como operário, depois, por sua comunicação com os nordestinos foi designado Administrador do Barracão dos Emigrantes, recém-construído. Ficou pouco tempo. Gostava de ser livre, sem patrão, iniciando sua vida de empreendedor cortando carne bovina em uma pequena casa construída em madeira, na Rua Cândido Mendes, em frente a Fortaleza de São José de Macapá, como açougueiro. Com a edificação do Mercado Central recebeu do prefeito da época dois açougues para comercializar carne bovina. E durante toda sua vida trabalhou com carnes. Sua união matrimonial com dona Merita foi abençoada com nove filhos: Jeová, Pedro, Ana Maria, Maria Roseli, Jocelito, Luizinho (falecido), Luiz, Adonis e Roberto. Em segundas núpcias, com dona Maria Carmelita, mais um Marques, Ana Cleonice. Nos últimos oito anos de sua vida foi residir no município de Oiapoque, trabalhando no Mercado Municipal, comercializando carnes de gado e frango. Em Macapá, construiu sua morada no Igarapé das Mulheres, na Rua Rio Tefé, número 1. Neste local edificou uma pequena casa para abrigar nordestinos que vinham em busca de empregos, muitos se fixaram nas localidades ao longo da estrada de ferro da ICOMI. Ao fixar morada em Oiapoque, passou a servir diariamente sopa às pessoas que chegavam à sede do município, vindos de diversas partes do país ou de cidades das Guianas Francesa/Inglesa/Holandesa. Duas de suas qualidades: fazer amizade e ajudar aos mais necessitados. Uma coisa que poucos ou quase ninguém sabia sobre a vida de Jocelito é que ele também bateu uma "bolinha" em Macapá. Embora sem muito destaque, ele chegou a vestir a camisa do Trem Desportivo Clube, nos primeiros anos de existência da tradicional agremiação esportiva.

As imagens desta foto, tirada na antiga Praça da Matriz, presumivelmente nos anos 40/50, comprovam que ele foi conterrâneo de destacados desportistas, que brilharam nos esportes nos primeiros anos do Amapá.  Pelo menos, neste time do Trem Desportivo Clube, conseguimos identificar, ao lado de Jocelito, os desportistas, José Maria Chaves e Avertino Ramos, Seu José Jocelito Marques, faleceu no Hospital Geral de Macapá (atual Hospital das Especialidades) no dia 20 de abril de 1992, tendo como causa uma hemorragia pulmonar; está sepultado no jazigo da família Marques, no Cemitério São José, no Bairro Santa Rita.

Uma frase dele que marcou: ao chegar em Macapá, vendo o Rio Amazonas, exclamou: -- “tanta água no lugar errado. No meu Nordeste é preciso rezar para ela chegar”.

Em justo reconhecimento à sua memória, o nome de José Jocelito Marques está perpetuado em uma via de acesso ao Loteamento Flórida, bairro Equador, no município de Santana–AP.

Escrito por Jeová Marques (18/07/2024) – filho mais velho de nosso biografado.

A mesma história na versão de Luiz Corrêa, outro filho de Jocelito.

José Jocelito Marques

A Saga de um nordestino - Cascavel–CE.

Seu Jocelito foi à feira de Cascavel, que ocorria aos sábados. Quando estava na feira, apareceu um caminhão Ford, convocando pessoas para serem soldados da borracha, na Amazônia, no Projeto de Henry Ford, para fabricação dos pneus para carros. Não existia no mundo borracha para suprir sua fábrica, resolveu ele mesmo produzir lá pelos anos 1940. Seu Jocelito, em 1944, viu nessa convocação uma oportunidade de mudar de vida. Pegou o dinheiro que tinha, enviou para sua esposa D. Merita, pelos vizinhos do sítio de seu pai, dizendo a ela: - “Merita vou para a Amazônia trabalhar, para conseguir dinheiro para comprarmos uma casa.

Subiu no caminhão e foi para Fortaleza. Já havia um navio aguardando no porto. Seguiu viagem até Santarém. Trabalhou de seringueiro, mas não era a sua praia. Um dia ouviu falar que havia sido criado o Território Federal do Amapá. Deixou o seringal, pegou um barco e viajou para o Amapá, Macapá. Conseguiu emprego no governo local, trabalhando em serviços gerais de construções. Administrou o Barracão dos Migrantes. Trabalhou por uns tempos, se sentiu amarrado no trabalho, resolveu empreender. Foi ser açougueiro. Foi bem-sucedido nessa empreitada. Tendo talhos (açougues), fora, no antigo Mercadinho e dentro do Mercado Municipal. Se tornou marchante (negociador de carnes), comprava gado da Fazenda Camurupim, da Ilha de Marajó, abatia as rezes e entregava nos açougues para os açougueiros.

Ante toda essa saga, enviou uma carta para dona Merita, que podia vir, pois havia conseguido uma casa, que era o seu objetivo.

O seu primogênito Jeová, nascido em 1945, já estava com um ano e meio e o tio José Esteves, seu irmão, trouxe dona Merita para Macapá.

Seu Jocelito havia trabalhado muito para criar os filhos. Os mesmos se reuniram para que parasse de trabalhar. Então teria uma aposentadoria. Sabendo disso, empreendeu viagem para o Oiapoque para não aceitar a proposta. No Oiapoque, aprendeu a falar francês e crioulo. Era amigo do prefeito de São Jorge de Oiapoque/França e de todo mundo da cidade de Oiapoque.

Seu Jocelito fazia uma sopa diária para os que deixavam a cidade e para os que chegavam das guianas.

Quando criança, em Macapá, lembro que havia uma latada (barracão), onde recebia os nordestinos que iam para as colônias de Porto Grande, Pedra Branca e demais paragens do trem da ICOMI. Os colonos pegavam o trem na estação férrea do km 09.

Quando seu Jocelito deixou o Ceará, ele era considerado uma pessoa sem juízo para a época.

Eu, Luiz Corrêa, um dos filhos do seu Jocelito, visitando as nossas origens em Fortaleza, Aquiraz e Cascavel–CE, no ano de 2023, ouvi seus parentes dizerem que ele era além do tempo dele. Ou seja, papai tinha uma visão de águia.

Macapá, 19/07/2024

Escrito por: Luiz Corrêa, o filho com as mesmas qualidades do pai Jocelito. (Desbravador).

(1) Os soldados da borracha foram os brasileiros que entre 1943 e 1945 foram alistados e transportados para a Amazônia pelo Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA), com o objetivo de extrair borracha para os Estados Unidos da América (Acordos de Washington) na II Guerra MundialEstes foram os peões do segundo ciclo da borracha e da expansão demográfica da Amazônia. O contingente de soldados da borracha é calculado em mais de 55 mil, sendo na grande maioria nordestinos.(Wikipédia)

(Última atualização às 16h, em 26/07/2024)

quarta-feira, 3 de abril de 2024

UM PIONEIRO DO AMAPÁ > JOSÉ OTÁVIO MAIA (in memoriam)

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Nossa homenagem póstuma a um dos Pioneiros do Amapá.

JOSÉ OTÁVIO MAIA um dos Pioneiros do Amapá, nasceu em Fortaleza, Ceará em 19 de junho de 1925, filho de José Augusto Brandão Maia e Maria Brandão Maia. Apesar de não ter formação superior, seu conhecimento empírico o permitiu executar diversas tarefas de forma segura e com excelente desempenho.  Chegou ao então Território Federal do Amapá em meados de 1945, recrutado para trabalhar como soldado da borracha, na extração do látex, suco leitoso esbranquiçado tirado da seringueira. Deixou a mata e foi para a cidade. A empresa ICOMI, sediada em Santana, ofereceu-lhe um emprego na estação ferroviária de Porto Platon.  Após alguns anos, no final dos anos 50, saiu da empresa para ingressar no quadro de funcionários do Governo do Território do Amapá. Viveu com a família por mais de 25 anos na Av. Raimundo Álvares da Costa, situada entre as Ruas Tiradentes e São José, em frente à antiga Garagem Territorial. Com desempenho e competência, ocupou cargos de relevância nos governos da época:  foi Diretor da Rádio Difusora de Macapá, trabalhou na Garagem Territorial e na Secretaria de Educação. Atuou como professor na Escola Industrial de Macapá, tendo, posteriormente, conseguido  sua aposentadoria. Era casado com a Sra. Norma Magalhães Maia, com quem teve 12 filhos, sendo que 4 já faleceram. Teve ainda 32 netos, 24 bisnetos e 02 tataranetos. Em 19 de fevereiro de 1992, aos 66 anos de idade, faleceu em Belém do Pará, vítima de um câncer na garganta e faringe. O corpo foi trasladado para Macapá e está sepultado no Cemitério de São José, situado no Bairro de Santa Rita.

Nota do Editor: Agradecemos ao Carlos Magno, filho do biografado, que nos auxiliou na elaboração desta biografia! (João Lázaro)

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Foto Memória de Macapá: Grupo de Pioneiros de Macapá

Registro dos anos 40 compartilhado pelo amigo Alex Houat, ( filho do empresário Abdalla Houat ), traz imagens de pioneiros de Macapá, que se reuniam frequentemente na cidade, no início do Território Federal do Amapá.
Grande parte deles, funcionários públicos e comerciantes.
Conseguimos identificar os mais conhecidos:
1-Mair Bemerguy; 2-Isídio Banha 3-Edílson Borges de Oliveira;4 -  Francisco Calandrini de Azevedo; 5 ?; 6 ?; 7 - Ivan; 8  ?; 9-Isaac Zagury; 10 e 11 ?; 12 – Dr. Antônio Vilella; 13 – Altamir Cavalcante de Lemos; 14 - Abdalla Houat; 15 – Moysés Zagury; 16 ?;
Quem reconhecer os demais, pode completar a lista, por gentileza.
Fonte: Alex Houat

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Pioneiros de Macapá: Os Primórdios da eletricidade no Amapá

Os primeiros indícios relacionados à implantação de energia elétrica no Amapá remontam ao final do século XIX, quando a cidade de Macapá ainda era mantida por um Conselho Administrativo, coordenado por um Intendente indicado pelo Governo do Pará.
Em 21 de novembro de 1896, o Conselho Municipal de Macapá publicou um Edital, concedendo a arrematação pública de 50 lampiões e 50 “mangas” de vidros novos, a serem utilizadas no serviço de iluminação noturna da cidade de Macapá.
Tais materiais foram adquiridos no início do ano seguinte e colocados em locais considerados estratégicos pela Intendência de Macapá, na qual se distribuíam pelas quase dez ruas e travessas existentes na cidade, onde um “faroleiro” (cidadão-responsável pelos serviços de manutenção desses lampiões) percorria no horário entre 19h e 20h para acender individualmente as lamparinas – movida à querosene – instaladas em postes de madeira (tipo virola), cumprindo um ritual diário que fora ordenado pelo chefe majoritário da cidade (o Intendente), sendo posteriormente necessário apagar cada lamparina antes das 06h da manhã.
Macapá, em 1908, vendo-se no canto da esquerda um poste com lampião
O serviço ficou se estendendo entre os anos de 1896 a 1913, quando o Intendente Jovino Dinoá solicitou a expansão dos lampiões para uso interno de prédios públicos como a Fortaleza de São José e a frente da Igreja Matriz (São José). Vale ressaltar que esses serviços eram cobertos por custo incluídos nos orçamentos anuais do Executivo paraense.
O jornalista João Silva conta - em matéria publicada na revista Perfil do Amapá, edição de 1998/2000 - que “o acendedor de luz da velha Macapá - na época do Território Federal - era o Sr. José Monteiro, um morador do Bairro do Laguinho, que a comunidade chamava de Zé da Luz ou Zé da Lina. Lina era a mãe dele, matriarca da tradicional família Monteiro, que deu para o esporte Pedro Monteiro, que fundou o América Futebol Clube, e um dia sonhou em construir o ‘Estádio Pauxy Nunes’.”
“Todo o santo dia – chovesse ou fizesse sol – Zé saia do prédio da Usina de Força e Luz, na antiga General Gurjão, para iluminar a cidade com uma imensa vara. E iluminar aos poucos, pois o percurso era feito de bicicleta e com cuidado, face a buraqueira das ruas de chão batido. Além disso, o nosso acendedor de luz tinha de levar uma vara, que servia para acionar as chaves no alto dos postes de madeira. Macapá era quase nada e se limitava à Rua da Praia, o largo da igreja Matriz, a Praça Barão do Rio Branco (Vila de Santa Engrácia), Formigueiro, Bairro Alto, Favela e Morro do Sapo, além de algumas casas que se espraiavam na direção dos bairros do Trem, Laguinho e Igarapé das Mulheres (atual Perpétuo Socorro."
José Monteiro, nasceu em 1914. 
Viveu 86 anos em Macapá, onde faleceu, em 17 de Outubro, do ano 2000.
Texto reproduzido do blog LUZ AMAPAENSE.
Informações complementares do jornalista ´Édi Prado, amigo da família.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Pioneiros de Macapá: JUVENAL SALGADO CANTO

O pioneiro JUVENAL SALGADO CANTO nasceu há 90 anos, na localidade de Juruti, no estado do Pará, em 22 de abril de 1930.
Começou suas atividades profissionais na CAESA, instalando tubulações para a rede de água da cidade, no Bairro Alto. A convite de Clóvis Teixeira, funcionário de carreira do IBGE, assume o posto de motorista daquela instituição e depois por conta própria, torna-se um dos primeiros motoristas de táxi da cidade.
Em 1948, é encarregado de levar os primeiros topógrafos para fazerem o mapeamento da área onde seria erguida a usina hidrelétrica Coaracy Nunes, na cachoeira do Paredão, e que hoje é o município de Ferreira Gomes. Nessa viagem, encontra com Leonel Nascimento que anos depois viria a ser prefeito de Amapá, à época, encarregado da construção da rampa no rio Araguari. Ainda nesse ano, é transferido para o SERTA – Serviço de Transportes do Território do Amapá, na função de motorista. Em 1950, com excelentes referências na função, é convidado por Janary Nunes para ser seu motorista oficial.
Juvenal Canto se casa em 31 de janeiro de 1952 (foto), com  Sol  Elarrat Canto e desse enlace nascem cinco filhos, todos formados: Augusto Celso, em educação física; Fernando, analista de sistema; Sérgio Aruana, engenheiro mecânico e arquiteto; Jorge, engenheiro elétrico;  e Surama, a caçula, é médica.
Foi proprietário da primeira Olaria em Macapá, motorista de praça, na década de 70, fundou a primeira escola formadora de condutores - Autoescola Aruana, da qual sua esposa foi a instrutora. Fundou também, nessa mesma época o Centro Espírita Frei Evangelista.
Fundou e foi o primeiro presidente da União dos Motoristas do Amapá, tendo lançado a pedra fundamental e construído a sede própria da categoria.
Juvenal entrou na carreira política e foi vereador atuante na Câmara de Vereadores de Macapá por dez anos (uma legislatura de quatro anos e outra de seis, no período de mudança das datas de eleição, 1978-1988).
Pertence à Loja Maçônica Duque de Caxias Nº 01 – Macapá-AP, filiada à Grande Loja do Amapá, onde iniciou-se em 30 de julho de 1955, fez sua elevação em 11 de março de 1956 e foi exaltado como M.: M.: em 30 de junho de 1956.
Em 2014, foi eleito para a cadeira nº 33 da Academia Amapaense Maçônica de Letras, cujo patrono no Silogeu é Hermes da Fonseca.
Juvenal Canto publicou diversos artigos e crônicas em jornais de Macapá. 
É autor do livro “Do filete d’água ao mar – Viagens Memoriais e Imaginárias de um Ribeirinho Amazônico”, lançado em 2019 pela Academia Amapaense Maçônica de Letras (AAML).

Hoje, continua na ativa como empresário e está sempre rodeado de amigos e parentes exercitando o seu talento como cantor e tocador de violão, em rodadas onde não faltam a alegria, uma boa cachaça e a famosa farofa de piracuí preparada por ele.
Com informações de Fernando Canto e Wanke do Carmo
Fonte: Memorial Amapá

domingo, 19 de abril de 2020

Pioneiros de Macapá: Francisco de Assis Guedes Figueira (Pataca)

O internauta Franck Figueira, que também acompanha nossas postagens aqui no Porta-Retrato, nos envia inúmeras lembranças da família Figueira.
Uma delas é do amigo Francisco de Assis Guedes Figueira, (pai dele) mais conhecido como “Pataca”, nosso contemporâneo de Macapá e colega de serviço no tempo em que trabalhamos no Gabinete do Prefeito Municipal de Macapá.
(Imagem da WEB, meramente ilustrativa)
Ele ganhou esse apelido por que, quando criança, ao brincar, ao invés de chamar peteca (ele trocava a letra) chamava pataca para bolinhas de gude.
Francisco Figueira nasceu no Afuá, num sábado, em 28 de agosto de 1948, filho do pioneiro Manoel da Silva Figueira, (que trabalhou até se aposentar como garçom do antigo Macapá Hotel), e Dona Etelvina Guedes Figueira. Em 1956, seu Manoel, que se mantinha de uma pequena venda comercial, foi procurar melhores oportunidades para a família, no Território Federal do Amapá e levou todos os filhos para capital Macapá, entre eles o “Pataca”, que na época estava com oito anos de idade.
A residência dos Figueiras era localizada na Avenida Duque de Caxias, entre Leopoldo Machado e Jovino Dinoá, próximo à Automoto, uma revenda de carros e motos.
Nessa foto rara da família Figueira, tirada em frente à residência, em 1959, vemos sentados o Sr. Manoel Figueira (in memoriam) tendo ao colo o filho Reinaldo Guedes Figueira, (in memoriam - era chamado por Pajuca e tinha síndrome de down); Dona Itelvina Guedes Figueira  (in memoriam); Jesus Figueira, Francisco de Assis Guedes Figueira (Pataca); (em pé) José Alberto Guedes Figueira (o Magro). A Nazaré ainda não havia nascido.
“Pataca” é o segundo filho de quatro homens e uma mulher. Raimundo de Jesus Guedes Figueira (DiJesus), José Alberto Guedes Figueira (Magro), Reinaldo Guedes Figueira (in memoriam) e Maria de Nazaré Guedes Figueira.
“Pataca” começou a trabalhar na Prefeitura Municipal de Macapá em 1966, aos 18 anos, na garagem municipal. Passou por vários setores administrativos, vindo a se aposentar em 1994 por invalidez devido a uma grave doença renal. Nesse mesmo ano, foi morar em Fortaleza, em busca de melhores condições para tratar de sua saúde, já que o Amapá, à época, não oferecia tratamento adequado para problemas renais crônicos. No Ceará, passou 12 anos na hemodiálise, vindo a ganhar novos rins em 2010. 
Francisco Figueira - "Pataca" -  Foto: Arquivo pessoal
Hoje "Pataca", com 71 anos, está bem de saúde, seguindo uma vida saudável ao lado da esposa Iracilma Costa Figueira. Os três filhos também moram em Fortaleza: Franck Marlon Costa Figueira, trabalhou como jornalista por um tempo em Macapá e hoje é chef de cozinha; Fábio Márcio Costa Figueira, mecânico de aviação e Fabíola Socorro Costa Figueira, gestora hospitalar. Tem oito netos.
“Pataca”, vez por outra, visita a família e amigos em Macapá e recorda com muito bom humor da juventude e época da "Pelada do Figueira". “Pataca” jogava de cabeça de área e fez parte do primeiro campeão do mundo da Praça Chico Noé.  
(Biografia de Franck Figueira, filho do biografado, via WhatsAp, direto de Fortaleza/CE)
Fonte: Contribuição de Franck Figueira

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Padre Vitório Galliani

( Foto: Reprodução de livro )
Padre Vitório Galliani, nasceu no dia 13 de março de 1928, na cidade de Biassonno, Milano. Ingressou no PIME - Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, recebendo as ordens sacerdotais no ano de 1946. Começou as atividades religiosas na Itália e, em 25 de junho de 1948, chegou a Macapá, juntando-se aos outros sacerdotes do PIME, desenvolvendo atividades na educação espiritual da população amapaense. Em 30 de março de 1950, foi designado Vigário Paroquial no Município de Oiapoque, destacando-se pelo relacionamento mantido com as tribos indígenas da região; regressou de Oiapoque para assumir as funções de Coadjutor na paróquia de São José; a 19 de fevereiro de 1957 foi nomeado Vigário da Paróquia de São José; em 18 de janeiro de 1961 assumiu o cargo de Vigário da paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santana, também se destacando na missão sacerdotal exatamente na época da chegada de trabalhadores de todas as classes sociais para trabalhar na ICOMI, empresa exploradora de minério de manganês em Serra do Navio. O padre Vitório adoeceu, viajando para a Itália, em tratamento de saúde, em 2 setembro de 1972.
Retornou a Macapá, em maio de 1973, sendo designado para a função de Coadjutor na vila de Serra do Navio; exerceu o cargo de Vigário-Geral da Prelazia de Macapá do ano de 1978 ao ano de 1982; Vigário da Paróquia Jesus de Nazaré no período de abril de 1974 a janeiro de 1980; em 25 de janeiro de 1980 foi nomeado Vigário da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima onde ficou até 21 de janeiro de 1983, exercendo a função de Capelão do Hospital Geral de Macapá até a sua morte repentina no dia 24 de abril de 1983. Foi mais um dos evangelizadores ilustres, que participou da construção do Estado do Amapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá" de Coaracy Barbosa, Vol. II - edição de 1998.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sr. Jacy Barata Jucá: Personagem Ilustre do Amapá

(Foto: Reprodução/Arquivo)
Personagem dos mais ilustres de Macapá, Jacy Barata Jucá nasceu no dia 11 de novembro de 1904, terceiro filho do casal Coronel Coriolano Filnéas Jucá e D. Euthália Barata Jucá e o décimo terceiro dos 20 filhos que o Coronel teve com 4 esposas.
Jacy foi criado no regime de uma disciplina severa, estudando nas escolas de Macapá e posteriormente foi cursar odontologia em Belém. Foi convocado para o Exército no dia 30 de setembro de 1929.
Participou da Revolução de 1930 e foi ferido em combate por um estilhaço de granada que o fez perder o polegar da mão direita. O acidente provocou sua transferência para a reserva no posto de primeiro tenente. Casou-se com D. Alice Araújo Jucá em 16 de julho de 1935 e, após a lua-de-mel retornou à Macapá. Jacy resolveu entrar na área de comércio e foi se estabelecer no "Riozinho", Município de Afuá, abrindo as portas da "Casa Niterói". Convidado pelo Major Moisés Eliezer Levy, vendeu o comércio e assumiu o cargo de secretário da Prefeitura de Macapá em maio de 1942, acumulando o cargo de Prefeito pelas constantes viagens do titular para Belém, licenciado para tratamento de saúde. Com a transformação do Amapá em Território Federal, Eliezer Levy chegou à Macapá com o Governador do Pará e comitiva para receber o capitão Janary Gentil Nunes e assistir à solenidade de posse no dia 25 de janeiro de 1944. O capitão Janary devotou uma grande afeição a Jacy Jucá, nomeando-o chefe do gabinete; prefeito de Macapá em 26.09.19-1-5; indicou seu nome para o cargo vitalício de tabelião de notas da Comarca de Macapá, nomeado pelo Ministro da Justiça, mas essa nomeação foi contestada pelo fato de Jacy ser militar reformado. O Governador acatou o recurso, cientificando a justiça, sugerindo o nome da esposa de Jacy, D. Alice de Araújo Jucá, aceita e nomeada pelo Ministro da Justiça. Jacy teve uma atuação marcante nos principais eventos de Macapá, destacando-se: primeiro Vice-Presidente do Esporte Clube Macapá em 1944, presidente do conselho Deliberativo 1946 e presidente do clube em 1948; membro fundador do Rotary Clube de Macapá no ano de 1944 e presidente em 1952; membro fundador do Aero Clube de Macapá, membro da sociedade religiosa dos vicentinos; Prefeito de Macapá nos períodos de 21.09.45 a 14.06.1948 e de 12.12.1962 a 07.02.1963.
Presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá, Presidente do Conselho Deliberativo. Membro de destaque na política, fundou o PSD, sendo eleito presidente do Diretório por diversas vezes. Apoiou firmemente o Deputado Coaracy Nunes e Hildemar Maia nas eleições para Deputado Federal e Suplente. Foi amigo e conselheiro dos governadore Janary Nunes, Teodoro Arthou, Raul Montero Valdez, Amílcar da Silva Pereira, Mário Luiz Barbosa, Pauxy Gentil Nunes e Terêncio Furtado de Mendonça Porto, merecendo o respeito e a admiração dessas autoridades. Jacy Barata Jucá transferiu-se para a cidade de Belém, no final da
década de 80, e assistiu pesaroso ao falecimento de sua esposa no dia 29 de abril de 1990, depois de mais de 65 anos de casados.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. I, de Coaracy Sobreira Barbosa - 1997)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...