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domingo, 5 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Momento Família com Dona Sarah Zagury

Resgatamos nossa Foto Memória de hoje, do fundo do Baú de Lembranças da família Zagury.
Trata-se de uma relíquia histórica de 1951, em que aparecem nas imagens raras a empresaria Sarah Roffé Zagury, sua filha Meryan (de óculos escuros), Dona Clemência Zagury (esposa do Sr. Isaac) com os filhos Sarah e  Abraham ( em frente à avó Sarah) e o primo Simão Pecher (filho de Nathan Pecher e Dona Syme).
RESUMO HISTÓRICO
A empresária Sarah Roffé natural de Tânger, Marrocos, nasce em 1882 e naturaliza-se brasileira em 5 de outubro de 1945. Casa-se em 1897, com o marroquino e desbravador Judah (Leão) Zagury, e dessa união nascem Esther, José, Eliezer, Issac, Syme, Meryan, Abraham, Moisés e Ana.
Com o falecimento de Leão Zagury, em 1930, sozinha, cria os filhos que com o sacrifício dela se formam. Na mesma época em que Leão morre, Sarah adoece e enquanto Moisés estava em Belém, Isaac fica no Amapá sustentando a casa e ainda manda dinheiro para o irmão que estava em Belém estudando.
Restabelecida, Sarah recomeça a vida comercial, na qual tinha muita experiência pois sempre trabalhara ao lado do marido. Foi ela inclusive, quem fabricou sabão pela primeira vez no Amapá. Fabricava ainda o creme dental usado na casa dos Zagury. Obteve esses conhecimentos com o filho – José – farmacêutico. Aprendeu também a tratar de doentes de malária. Começou a trabalhar no balcão da fábrica de sabão e atender em casa aos doentes de malária e de outras doenças. O comércio Zagury era um lugar onde eram vendidos tecidos, sapatos, remédios e tudo mais. Os produtos eram vendidos em Macapá e para as ilhas, através do célebre aviamento, que era um tipo de permuta. A borracha era levada e trocada lá por mercadoria, ou então, se o comprador tivesse crédito levava a mercadoria e o débito ficava para futuros acertos. Era o famoso “aviamento quinzenal”.
Dona Sarah, faleceu aos 80 anos, dia 20 de novembro de 1963, no Rio de Janeiro, onde está sepultada.
Dona Meryan faleceu em 2016 aos 97 anos no Rio de Janeiro.
Dona Clemência Zagury, que na verdade se chamava Piedade Assayag, nasceu em Parintins/AM, filha de imigrantes judeus marroquinos.
Foi para Macapá quando casou com o pioneiro Isaac Zagury.
Viveu, boa parte de sua vida, cuidando dos empreendimentos da família e sempre era vista à frente dos atendimentos aos clientes - naquela época chamados de fregueses - da Casa Leão do Norte.
Após o falecimento de Isaac, em 1971, Clemência saiu da sociedade da família Zagury e fixou residência no Rio de Janeiro, onde faleceu em julho 1982, aos 64 anos.
Os filhos Sarah e Abraham, residem no Rio de Janeiro. O primo Simão Pecher  é médico e reside em Manaus, capital do Amazônas.
Fonte: Memorial Amapá (Facebook)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Saudosos momentos com Casemiro Lino Dias

Durante essa DECADA de existência doPorta-Retrato, o blog resgatou muitos registros fotográficos de ilustres pioneiros do Amapá, que contribuíram com seu trabalho, para o soerguimento e progresso do ex-Território e de sua capital, Macapá.
Hoje trazemos ao Porta-Retrato, doces lembranças de Casemiro Lino Dias, pioneiro muito querido pela família Zagury e por todos nós.
“Seu” Casemiro foi morador do bairro da Favela junto com "seu" Bernardo, irmão dele, que trabalhava na SATFA (Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá) e na Padaria do Sandó (na antiga rua José Serafim, atual Tiradentes).
Ambos, quando jovens, eram bons de bola e defendiam o Cumaú Esporte Clube, um dos Clubes surgidos nos primeiros anos do ex-Território do Amapá.
Na primeira foto de 1958, seu Casemiro aparece ao lado de Dona Cristina, primeira esposa dele, em frente à casa do sítio Santana da Lagoa, uma propriedade de Dona Sarah Roffé Zagury, que se situava na zona rural do município de Macapá. A amiga Sarah Zagury, conta que Seu Casemiro mesmo, organizava passeios de caminhão com o pessoal da fábrica do Flip Guaraná, que se constituíam em agradáveis momentos de lazer e congraçamento.
"Seu" Casemiro foi durante longos anos funcionário de confiança da família Zagury, desde o tempo de Dona Sara Roffé Zagury.
Desempenhava suas atividades na Casa Leão do Norte e na fábrica do Flip Guaraná.
Nessa outra foto, o saudoso Casemiro Lino Dias, aparece em uma solenidade na Fazendinha, e recebe, em nome do Sr. Moisés Zagury, o troféu como prêmio pela produção de leite, conquistado pela vaca Torina. A informação é do amigo Abraham Zagury.
Temos agora imagem de pecuaristas premiados pela excelência de seus plantéis, que recebem troféus, em frente ao palanque oficial da Exposição de Animais, na Fazendinha.
Depois do fechamento da fábrica do Flip Guaraná, seu Casemiro, que já estava viúvo, casou com Dona Leila Coelho Furtado, sua colega de emprego.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Foto Memória de Macapá: Inauguração da Praça Isaac Zagury, em 1981

Foto Memória de hoje, extraída de um recorte do Jornal do Povo de 1981, relembra a inauguração da praça Isaac Zagury, em 31 de março, com o descerramento da fita pelo prefeito de Macapá, à época, Murilo Agostinho Pinheiro e pelo Governador Annibal Barcellos, com a participação de familiares do homenageado, autoridades e convidados.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Fotos Memória do Comércio Amapaense: Família Roffé, do norte da África para a Amazônia até o Amapá

O início da emigração de famílias judias radicadas há vários séculos no norte da África, para a Amazônia brasileira, aconteceu na segunda metade do século XIX, quando o reino do Marrocos atravessou guerras e instabilidade política, provocadas pelas intervenções militares das potências europeias, a partir de 1844.
A Família Roffé, veio nessa leva.
As populações, no norte do Marrocos, usavam a língua espanhola, e ao sul, o árabe e dialetos bérberes.
De 1471 a 1578 Arzila foi ocupada pelos portugueses, que ergueram as muralhas ainda existentes e a transformaram em importante centro comercial; a seguir foi perdida para os espanhóis, que a chamavam de Arcila. Posteriormente foi cedida a governantes muçulmanos e recebeu o nome árabe atual: Asilah.
A família Roffé é originária de Arzila (Asilah), uma pequena cidade do noroeste de Marrocos, localizada na atual província de tanger, que abrigava uma numerosa colônia judaica.
A palavra Roffé é de origem hebraica e significa médico; a família se comunicava em língua espanhola.
O patriarca Levi Roffé ou Roiff nasceu e morreu em Arzila, onde viveu 106 anos, de 1817 a 1923.
Era negociante nas feiras e figura de alguma projeção na comunidade israelita; consta que havia uma rua com o seu nome na cidade.
Casou-se duas vezes: primeiro com Honória e posteriormente com Cota. Foram seus filhos: Abraham, Alfredo, Jaime, Aziza, Bonina e Camila (Jaime e Camila eram filhos de Cota). Os três filhos homens e vários netos, filhos de suas filhas, emigraram para o Brasil.
Abraham Roffé nasceu em Arzila em 1857 e viajou para o Brasil em 1872. Retornou ao Marrocos, casou-se com Anna Barcessat aproximadamente em 1875 e voltou para a Amazônia sem a família. Estabeleceu-se no município de Afuá (Roflandia) e quando sua situação melhorou mandou buscar mulher e filhos. Posteriormente vários parentes seus e da mulher também vieram e foram as raízes de outras famílias de sefarditas do Pará.
Mais tarde, Abraham transferiu-se para Belém, onde participou de importante firma comercial de seu filho Isaac. Para os padrões da época e da região, era considerado um homem rico. Era de baixa estatura, robusto, moreno, austero, pouco simpático, mascava fumo. 
Relacionava-se muito bem com o filho Isaac, com quem tinha interesses comerciais estreitos, e com eles também trabalhavam seus filhos Simão e Mário, bem como o neto Marcos Athias. Conhecido como “o velho Roffé”, faleceu em 1º de fevereiro de 1932, aos 75 anos, e está sepultado no antigo Cemitério Israelita de Belém da Rua José Bonifácio.
Anna Barcessat Roffé nasceu em Arzila em 1862, filha de Moisés Barcessat e Júlia Bencheton. Casou-se em 1875, com 13 ou 14 anos, e aos 15 anos deu à luz sua primeira filha: Meriam. Seus filhos mais velhos nasceram em Arzila e posteriormente veio ao encontro do marido no Brasil, onde nasceram os cinco filhos mais novos.
Nos anos em que permaneceu com os filhos no Marrocos, sofreu grandes privações. Os recursos deixados por Abraham acabaram, mas ela nunca escreveu a respeito ao marido
Gorda e precocemente envelhecida, sofria de hérnia abdominal, tendo sido operada várias vezes, e passava a maior parte do tempo deitada em uma rede, ou ficava sentada junto à janela conversando com os conhecidos. Gostava muito do jogo do bicho e sempre pedia a alguém que passava sob sua janela para ir fazer o seu joguinho. Era simpática, afável, solidária, caridosa. Faleceu em Belém, em agosto de 1922, aos 60 anos.
Família Zagury
A trajetória da família Zagury, no Amapá, começa bem antes do Território, quando o marroquino e desbravador Judah (Leão) Zagury, opta pelo Amapá com um faro de comerciante, onde chega no ano de 1879, com 15 anos de idade, levando mercadorias dos armazéns dos seus conterrâneos para negociar em Macapá, Bailique e Mazagão.
Dez anos depois de uma vida agitada, monta seu estabelecimento comercial, onde vende tudo o que lhe oferece um lucro.
Em 1897, se casa com a jovem Sarah Roffé, natural de Tânger, Marrocos, filha do abastado comerciante Abraham Roffé e Anna Barcessat e dessa união nascem Esther, José, Eliezer, Issac, Syme, Meryan, Abraham, Moisés e Ana.
Naturaliza-se brasileiro em 1904 e no ano seguinte, recebe a patente de Capitão da Guarda Nacional.
Dona Sarah, sua esposa, nasce em 1882 e naturaliza-se brasileira em 5 de outubro de 1945.
Com o falecimento de Leão Zagury, em 1930, sozinha, cria os filhos que com o sacrifício dela se formam. Na mesma época em que Leão morre, Sarah adoece e enquanto Moisés estava em Belém, Isaac fica no Amapá sustentando a casa e ainda manda dinheiro para o irmão que estava em Belém estudando. 
Restabelecida, Sarah recomeça a vida comercial, na qual tinha muita experiência pois sempre trabalhara ao lado do marido. Foi ela inclusive, quem fabricou sabão pela primeira vez no Amapá. Fabricava ainda o creme dental usado na casa dos Zagury. Obteve esses conhecimentos com o filho – José – farmacêutico. Aprendeu também a tratar de doentes de malária. Começou a trabalhar no balcão da fábrica de sabão e atender em casa aos doentes de malária e de outras doenças. O comércio Zagury era um lugar onde eram vendidos tecidos, sapatos, remédios e tudo mais. Os produtos eram vendidos em Macapá e para as ilhas, através do célebre aviamento, que era um tipo de permuta. A borracha era levada e trocada lá por mercadoria, ou então, se o comprador tivesse crédito levava a mercadoria e o débito ficava para futuros acertos. Era o famoso “aviamento quinzenal”.
Dona Sarah, faleceu aos 80 anos, dia 20 de novembro de 1963, no Rio de Janeiro, onde está sepultada.
Fontes consultadas: 
Blog Família Roffé, disponível em: 
http://familiaroffe.blogspot.com.br/
Blog Prof. Áureo Roffé, disponível em:
http://aureoroffe.blogspot.com.br/2012/08/familia-roff.html
Nota do Editor: Para realização dessa pesquisa, essa editoria contou com a imprescindível colaboração dos amigos e irmãos Leão, Abraham e Sarah Zagury, diretamente do Rio de Janeiro, bem como do primo Simão Pecher, diretamente de Manaus(AM). Eles, em nome das Famílias dos pioneiros do comércio amapaense, aprovaram a iniciativa e facultaram ao blog Porta-Retrato, a devida autorização para a publicação dessa matéria histórica. Grato a todos. (João Lázaro)

sábado, 9 de setembro de 2017

Foto Memória de Macapá: Premiação a Pecuaristas no Parque de Exposição, em Fazendinha-AP

Mexendo em meus arquivos de memória, em busca de matéria para o blog Porta-Retrato, encontrei umas fotos que me foram enviadas pela amiga Sarah Zagury. 
Duas delas, que registram as atividades da Exposição de Animais e Produtos Econômicos que eram realizadas na Fazendinha, no início do Território do Amapá.
Todas duas da década de 50. 
Na primeira, o saudoso Casemiro Lino Dias, em uma solenidade na Fazendinha, recebe, em nome do Sr. Moisés Zagury, o troféu como prêmio pela produção de Leite, conquistado pela vaca Torina. A informação é do amigo Abraham Zagury.
Na segunda foto, pecuaristas premiados pela excelência de seus plantéis, recebem troféus, em frente ao palanque oficial da Exposição de Animais, na Fazendinha.
( Clique na imagem para ampliá-la e ver melhor )
Entre os perfilados somente conseguimos identificar a partir da esquerda o Sr. Joary Barriga; o 4º Dr. Armando Limeira Andrade (dentista); seguido do Coronel Arlindo Correia (de camisa escura); e na sétima (penúltima) posição o Sr. Casemiro Lino Dias.  Os demais senhores não foram reconhecidos.
No palanque oficial de óculos, a Sra. Meryan, tia dos irmãos Abraham e Sarah Zagury, que estão com ela, ambos, ainda crianças.  Um pouco mais à direita, uma senhora não identificada, tendo ao lado as professoras Maria Façanha e Maria das Dores Correia. Os demais, ocupantes do palanque, incluindo um sacerdote barbudo, não foram identificados.        

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: O 102º Aniversário de ISAAC ZAGURY

Completam-se neste 11 de agosto de 2016, CENTO E DOIS ANOS de nascimento de ISAAC ZAGURY, o macapaense que veio a este mundo, antes do Amapá ser desmembrado do vizinho Estado do Pará, o que só aconteceu através do Decreto-lei n° 5.812, de 13 de setembro de 1943, constituindo o Território Federal do Amapá.
O pioneiro Isaac Jaime Zagury era um dos nove filhos do casal, Capitão Leão Zagury e Sarah Roffe Zagury.
Com a mãe, dona Sarah, e seus irmãos, Esther, José, Eliezer, Syme, Meryan, Abraão, Moisés e Ana, fundaram a primeira empresa legalizada da cidade, a Casa Leão do Norte, que vendia de um tudo, presentes, sabonetes, tecidos e mercearia.
Isaac tinha espírito empreendedor e junto com o irmão Moysés, deram continuidade ao trabalho dos pais, como comerciantes na cidade, levando para a mesma, empresas tais quais a Cruzeiro do Sul, depois VARIG; os automóveis WILLYS Overland, a Sapataria Predileta, a Texaco, a Drogaria, a sorveteria Central e o Flip Guaraná que Isaac fazia com o coração.
Entre suas inúmeras atividades na cidade, Isaac exerceu o cargo de Juiz de Paz e foi grande incentivador dos esportes e das atividades populares.
Casou-se com a jovem Clemência, (que na verdade se chamava Piedade Assayage) e tiveram quatro filhos: Leão (médico), Abraham (engenheiro), Sarah (pedagoga) e Alice (historiadora).
Isaac Jayme Zagury faleceu em 01 de maio de 1971, aos 57 anos de idade, no Rio de Janeiro, onde também foi sepultado.
Foi um dos honrados homens que amaram e muito contribuíram para o desenvolvimento do Amapá.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: Stand dos Produtos FLIP, em Fazendinha/AP

Janary Gentil Nunes - primeiro Governador do Amapá - em visita ao stand dos Produtos FLIP, Guaraná e Laranjada, na Feira de Produtos Econômicos, em Fazendinha/AP, em 1954.
(Foto: Reprodução de arquivo)

sábado, 2 de julho de 2016

Foto-Memória de Macapá: Praça Isaac Zagury

A Praça Zagury foi referência nos anos 80, em Macapá.
Inaugurada, em 1981, pelo então governador do Território Federal do Amapá, Anníbal Barcellos, a Praça Zagury mudou de nome para Praça do Côco, em 2010.
Uma proposta do Instituto Memorial Amapá à Prefeitura de Macapá, resgatou a justa homenagem ao pioneiro da indústria e do comércio de Macapá, Isaac Zagury, com a retomada do nome de Praça Zagury e inauguração das placas de identificação e biográficas, no dia 12 de setembro de 2015. 
Quando esta foto foi tirada, a frente da cidade não havia sido pavimentada e o trapiche Eliezer Levy, ainda era de madeira. Hoje ele é todo em concreto armado.

sábado, 18 de julho de 2015

Do Fundo do Baú: Dois Momentos maternos de Dona Clemência Zagury

Aqui estão dois momentos maternos de Dona Clemência Zagury, que, na verdade chamava-se Piedade Assayag. 
Dona Clemência nasceu em Parintins/AM, filha de imigrantes judeus marroquinos. 
Foi para Macapá quando casou com o pioneiro Isaac Zagury.
Viveu, boa parte de sua vida, cuidando dos empreendimentos da família e sempre era vista à frente dos atendimentos aos clientes - naquela época chamados de fregueses - da Casa Leão do Norte.
Nas duas fotos datadas de 1949, vemos Dona Clemência cuidando de seus filhos:
Na primeira, reunida com seus filhos, vemos à esquerda do observador, Abraham; ela, ao meio da imagem. dá mama para a filha caçula Sarah Zagury, e ao lado oposto, o filho Leão.
Nesta segunda imagem vemos Dona Clemência com a filha Sarah, ao colo.
Após o falecimento de Isaac, em 1971, Clemência saiu da sociedade da família Zagury e fixou residência no Rio de Janeiro, onde faleceu em julho 1982, aos 64 anos. 
Todos os três filhos também residem na Cidade Maravilhosa.
(Fonte: Facebook / (Instituto Memorial Amapá)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dona Esther Zagury

Ontem nós homenageamos seu Naftali Bemerguy, hoje a homenageada é a esposa dele, Dona Esther Zagury Bemerguy.
Esther Zagury Bemerguy, nasceu em Belém-PA, dia 08 de setembro de 1898, filha de Leão Zagury e Dona Sara Roffé Zagury
Casou-se em Macapá, com Naftali Mair Bemerguy, em 22 de agosto de 1925 e tiveram dois filhos. 
Dona Esther faleceu em Macapá, dia 18 de setembro de 1984, com 86 anos de idade.
Fonte: MyHeritage
(Post repaginado dia 22 de abril de 2014) 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Do Fundo do Baú: Papo entre amigos pioneiros

(Foto do acervo da família Façanha da Silva, gentilmente  cedida ao Porta-Retrato. Brevemente será lançado um livro de memórias e um DVD, com documentos e fotos inéditas, contando a história de vida do professor  Mário Quirino da Silva.)
Este registro fotográfico é do início do Território Federal do Amapá. Embora sem uma data definida, acreditamos ser dos anos 50. Trata-se de uma reunião descontraída entre intelectuas pioneiros de Macapá. Nas imagens, dos que estão em volta da mesa, reconhecemos, a partir da esquerda o professor Mário Quirino da Silva, poeta Álvaro da Cunha; ? e o de óculos, que está de lado é o Sr. José Pereira da Costa(Branco); o primeiro à direita, lembramos das feições mas não conseguimos lembrar o nome.
Agradecemos a quem puder nos ajudar na identificação dos demais que estão na foto. Podem nos informar, via e-mail, jolasil@gmail.com, ou deixar na caixinha de comentários.
(Reprodução de arquivo)
Adequação histórica: Segundo a legenda, o local é o pátio da antigo Bar e Sorveteria Central. (foto acima).

Este prédio, erguido na esquina da Rua Cândido Mendes com Av. Mário Cruz, na Praça Veiga Cabral, pertencia à família Zagury e foi onde funcionou a Sorveteria Central, dirigida pelo Sr. Natan Pecher e pela matriarca da família Dona Sarah Roffé Zagury.
Seu Natan, depois do fechamento da Sorveteria abriu o Café Continental na rua São José, entre as Avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá.
Os sorvetes eram preparados pelo funcionário de nome Biló.
Depois da sorveteria funcionou no local a Farmácia Zagury, gerenciada pelo farmaceutico Hernani Vitor Guedes, que após algum tempo resolveu montar sua própria.
Posteriormente, funcionou no local,  a agência da Cruzeiro do Sul(depois Varig) dirigida pelo Sr. Moisés Zagury e gerenciada pelo empresário Laurindo Banha.
O sobrado sempre foi a residência de Dona Sarah Roffé Zagury, que também era dona da Casa Leão do Norte e do Flip Guaraná.

(Última atualização em 1º de novembro de 2012)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Beldades de Macapá

Clique na foto para ampliá-la
Foto datada de  fevereiro de 1962 que foi compartilhada pela amiga Sarah Zagury, com outras jovens amigas da Sociedade Amapaense. Embora não pareça, e nem ela se lembre, pela ornamentação da pra ver que trata-se de um evento carnavalesco em uma das sedes sociais de Macapá.
Nas imagens vemos a partir da esquerda em pé: as jovens Marly Porpino, Lucília Leôncio, Irene Remédios, Sarah Zagury, a última à direita é Lúcia (Lucinha) Sodré. Das 3 detrás apenas identificamos a da direita: Marília Porpino. Das sentadas apenas identificamos a Eleanora Aimoré, no meio das 3.
Quem souber - por favor - pode nos informar via e-mail: jolasil@gmail.com, ou nos comentários.
(Última atualização em 26 de janeiro de 2012)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dona Clemência Zagury: Direitos iguais para todos

Dona Clemência Zagury, que na verdade se chamava Piedade Assayag, era filha de imigrantes marroquinos de origem judáica, cuja família era radicada em Parintins / Amazonas, onde ela nasceu em 18 de agosto de 1918.
Clemência sempre contava para a filha Sarah, que uma cigana havia dito para ela, que em uma viagem a Belém, dentro de um bonde, conheceria um homem que trabalhava com ouro e que este seria seu amor para toda a vida. Assim Isaac e Clemência se casaram, contra a vontade da família dela, e fixaram residência no então Território Federal do Amapá, estabelecendo intensa relação com a cidade.
Clemência prezava a relação com as pessoas simples da cidade de Macapá; dizia sempre aos filhos da importância de se relacionarem com pobres e ricos, brancos, caboclos e negros. Durante sua vida agregou inúmeras pessoas em sua casa entre elas Orlandina Banha, Helena Bermerguy, Regina Alice e Ruth Léa (filhas de Domingas). Ela costumava comentar que os pobres eram os melhores compradores de sua loja e que ricos e pobres, brancos e negros tinham que ter o mesmo tratamento. E como tinha grande freguesia acabou transformando a Casa Leão do Norte em uma pequena loja de departamentos. Seus negócios eram estabelecidos através de conversa e anotados em um caderno, sem burocracia, valendo apenas a palavra com a qual era dado o crédito. Clemência era amiga de suas funcionárias entre elas Cesarina(irmã da Maria dos Anjos), Dorica, Sarah Alcântara (mãe do Edson Alcântara).
Isaac e Clemência tinham muita preocupação que os filhos estudassem pois não desejavam que os mesmos trabalhassem em comércio, o que eles consideravam uma vida muito dura.  Quando os filhos cresceram Clemência optou para que estudassem fora de Macapá no entanto  Isaac  desejava que os mesmos permanecessem na cidade. Assim com muito trabalho Isaac e Clemência formaram os filhos, Leão em medicina, Abraham em engenharia, Sarah em pedagogia e Alice em história.
Após o falecimento de Isaac, Clemência saiu da sociedade da família Zagury e fixou residência no Rio de Janeiro, onde faleceu em julho 1982, aos 64 anos.  Ela também está sepultada na Cidade Maravilhosa.
Fonte: Informações e fotos de seus filhos Ibraham e Sarah Zagury (via e-mail) direto do Rio de Janeiro, especialmente para o Porta-Retrato.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Pioneiro Isaac Jayme Zagury

O pioneiro  Isaac Jaime Zagury, era um dos 9 filhos do casal  Capitão Leão Zagury e Dona Sarah Roffe Zagury. Sete deles nasceram em Macapá.
Dessa união nasceram ainda, Esther, José, Eliezer, Syme, Meryan, Abraão, Moisés e Ana.
Isaac  nasceu em Macapá, em 11 de agosto de 1914, quando o Amapá ainda pertencia ao Estado do Pará. A região foi desmembrada do Estado do Pará pelo Decreto-lei n° 5.812, de 13 de setembro de 1943, constituindo o Território Federal do Amapá.
Isaac era o filho que amava Macapá;  o frescor do rio Amazonas;  sentar à porta da casa para conversar com quem passava. E foi assim que Isaac viu a cidade de Macapá nascer e se desenvolver, sempre se referindo à mesma como "terra promissora e o melhor lugar para se viver".
Dona Sarah e seus filhos fundaram a primeira empresa legalizada da cidade, a Casa Leão do Norte, que vendia  de um tudo, presentes, sabonetes, tecidos e mercearia. Isaac tinha espírito empreendedor e junto com o irmão Moysés, deram continuidade  ao trabalho dos pais, como comerciantes na cidade, levando para a mesma, empresas tais quais a Cruzeiro do Sul, depois VARIG; os automóveis WILLYS Overland, a Sapataria Predileta, a Texaco, a Drogaria, a sorveteria Central e o Flip Guaraná que Isaac fazia com o coração.
Entre suas inúmeras atividades na cidade, Isaac exerceu o cargo de Juíz de Paz e foi grande incentivador dos esportes e das atividades populares.
(Foto: Reprodução / acervo Família Zagury)
Casou-se com Clemência cujo verdadeiro nome era Piedade Assayag. Isaac e Clemência tiveram quatro filhos: Leão (médico), Abraham(engenheiro), Sarah(Pedagoga) e Alice(História).
Isaac dedicou-se intensamente à fabricação do Flip Guaraná, em um barracão de madeira aos fundos da casa em que vivia.
 



Seu fiel amigo Casemiro, filho de escravos, era quem com ele dividia todos os momentos de gloria e de dificuldades  do Flip Guaraná.  Casemiro foi o seu melhor amigo toda a vida.
 
De todos os que trabalhavam na fábrica a funcionária e amiga Leila era a pessoa que sabia fazer a fórmula do guaraná e responsável junto com Isaac pela fabricação do xarope.
Dona Leila (foto) - com quase 90 anos -  mas lúcida, vive com as filhas, em Macapá.
Deve-se ressaltar que grande parte dos funcionários do Flip era de origem humilde negra, moradores do bairro do Laguinho. Naquela época não havia grandes oportunidades de trabalho  para os negros. Isaac tinha todos os seus funcionários legalizados considerando que as leis trabalhistas eram um ganho para o povo e que ele entendia que no futuro todos precisariam de uma aposentadoria.
Isaac Jayme  Zagury faleceu em 01 de maio de 1971, aos 57 anos de idade, no Rio de Janeiro, onde também foi sepultado. 
Foi um dos honrados homens que amaram o Amapá.
Fonte: Informações e fotos de seus filhos Ibraham e Sarah Zagury (via e-mail) direto do Rio de Janeiro, especialmente  para o Porta-Retrato.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...