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domingo, 5 de outubro de 2025

MEMÓRIAS DE SANTANA > LEMBRANÇA DA ÁREA PORTUÁRIA

A lembrança de hoje é um registro especial do acervo do amigo Floriano Lima: uma imagem rara da Área Portuária de Santana, capturada entre o final dos anos 1960 e o início da década de 1970. Esta fotografia retrata um momento marcante na história da ICOMI no Amapá, fortalecendo a memória do desenvolvimento industrial e portuário da região.

Fonte:Facebook

terça-feira, 25 de março de 2025

MEMÓRIAS DA ERA ICOMI > RELÓGIO ÔMEGA: DÉCADA PREMIADA

Recebemos uma lembrança enviada pelo usuário Gustavo Matos. Ele compartilha com o blog Porta-Retrato um item relacionado à ICOMI.

Um relógio Ômega Automatic Seamaster foi oferecido como presente aos colaboradores que completaram dez anos de serviço na empresa. O dono dessa peça foi João Zara de Matos, seu bisavô, que atuou na ICOMI.

A Indústria e Comércio de Minérios S.A. (ICOMI), fundada em 1942, foi uma empresa responsável pela exploração de manganês na Serra do Navio, no Amapá, de 1957 até 1998. Essa extração de manganês na área representou o início da mineração industrial na Amazônia.

A empresa homenageava seus colaboradores que atingiam mais de dez anos de trabalho, como forma de reconhecer e valorizar a dedicação de seus talentosos funcionários, oferecendo a eles um relógio como presente. Seu João Zara foi um dos agraciados.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

MEMÓRIA DE MINERAÇÃO AMAPAENSE > O PIONEIRO ALBERTO PINTO GOMES

RESGATE HISTÓRICO

Este documento raro é uma Ficha Funcional usada pela Indústria e Comércio de Minérios S/A, uma mineradora que trabalhou por muitos anos na exploração de manganês no Amapá.

É o cartão de identificação do pioneiro Alberto Pinto Gomes, nascido em 06 de junho de 1914 e admitido na ICOMI em 29 de maio de 1957, como funcionário de chapa nº 5031, que desempenhava a função de Auxiliar Agente de Estação III. Aposentou-se em 29 de julho de 1980, tendo completado 23 anos e 3 meses de serviço.

Seu Alberto faleceu, aos 80 anos, em 10 de maio de 1994.

Fonte: Rede Social (Facebook)

Foto:Reprodução

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

MEMÓRIA DA MINERAÇÃO DO AMAPÁ

Na edição de número 681, datada de 8 de maio de 1965, a Revista Manchete, publicou uma reportagem de Gervásio Batista, Aleixo Anselmo e Erich Mess, sob o título “O TESOURO DO AMAPÁ”, sobre a exploração de manganês, pela Industria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI.

MANCHETE, foi uma revista semanal de grande circulação, lançada no Rio de Janeiro (RJ) em 26 de abril de 1952, tendo circulado regularmente até 29 de julho de 2000. Criada pelo imigrante ucraniano Adolpho Bloch, fugido da Revolução Russa, a publicação se estabeleceu como principal concorrente da então extremamente bem-sucedida revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, a qual viria a superar. (Fonte)

domingo, 16 de agosto de 2020

Foto Memória da Mineração Amapaense: Presidente JK, em visita ao Amapá

Registro do encontro histórico entre o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e autoridades do ex-Território Federal do Amapá, em 1957.

Nas imagens a partir da esquerda: Coronel Janary Gentil Nunes, então presidente da Petrobrás; Presidente JK; Engº Augusto Antunes, presidente da ICOMI e o Deputado Coaracy Gentil Nunes.

Atrás do presidente, o Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Amapá.

Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira participou da solenidade inaugural das instalações do Porto da ICOMI, na manhã de 05 de janeiro de 1957.

Na ocasião ele acionou a esteira com o primeiro carregamento de manganês para a rota internacional.

O Coronel Janary Nunes, primeiro governador do Amapá, permaneceu no cargo de 25 de janeiro de 1944 a 28 de fevereiro de 1955.

No período de 3 de fevereiro de 1956 a 9 de dezembro de 1958, foi nomeado 3º Presidente da Petrobrás.

Deputado Coaracy Nunes, foi Deputado Federal pelo Amapá de 1947 a 1958.

Dr. Amilcar Pereira foi governador do Amapá de 1º de março de 1956 a 10 de fevereiro de 1958.

Foto gentilmente cedida pela Família Pessoa.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Foto Memória da Mineração Amapaense: Pioneiros Nordestinos no Amapá

Integrantes de uma família de nordestinos que chegaram à região no início do Território Federal do Amapá. 
Todos tios e primos do amigo Luiz Lopes Neto que conseguiram emprego na mineradora ICOMI e nela trabalharam por um longo período.
Nossa Foto Memória de hoje, vem do fundo do baú de lembranças do Luiz Neto, e mostra nas imagens, a partir da esquerda: Livaldo, José Nunes (Mucurinha), Paulo Carvalho (Califon), Miguel Carvalho (Galo Cego), e Antônio Carvalho (Nena- Neno).
Os 4 últimos, já partiram para a eternidade.
Fonte: Facebook

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Laboratorista Hipólito Tomaz Vieira e família

Hoje publicamos em nosso blog uma foto compartilhada na Rede social pelo internauta Hilton Vieira, com data estimada de 1957/58.
Nela aparecem o Sr. Hipólito Tomaz Vieira (ex-funcionário da ICOMI), o Hilton ao seu lado, com as irmãs Maria Das Graças Vieira Martins, Bal Vieira, Inácia Maria Vieira, todas muito novas tendo à direita a mãe deles dona Hilda Carvalho Vieira.
O cearense Hipólito Tomaz Vieira, nasceu no dia 3 de novembro de 1916 em Sobral-CE. Ainda muito cedo deixou sua terra natal, o vilarejo denominado Sítio Norte, na Serra de Muruóca.
Andou por diversos Estados e desenvolveu uma série de ocupações que o levaram de simples mascate a comerciante estabelecido.
Em 1950, casou-se com Dona Hilda Carvalho Vieira, no Estado do Piauí. Desse enlace nasceram os seguintes filhos: Inácia Maria Vieira, Hilton José Carvalho Vieira, Maria das Graças Carvalho Vieira, Herivalda Carvalho  Vieira, Hipólito Haroldo Carvalho Vieira, Dario César Carvalho Vieira, Helda Cristina Carvalho Vieira  e Wellington Vieira.
Após o nascimento de sua filha Inácia Maria, Hipólito sentiu aumentar suas responsabilidades e a necessidade de garantir o futuro da família que começava a crescer.
Sabedor de que no Amapá uma grande empresa de mineração precisava de empregados, Hipólito não pensou duas vezes, vendeu tudo, arrumou as malas e partiu com os seus para Macapá, no ano de 1952. Data daí seu ingresso na ICOMI, como Auxiliar do então Departamento Médico. Ele recebeu a chapa nº 0685.
Inicialmente atuou como enfermeiro em apoio ao pessoal que trabalhava na construção da Estrada de Ferro do Amapá, num ambiente precário no que diz respeito à saúde dos trabalhadores, mormente pelo acometimento da famigerada malária.
Posteriormente se estabeleceu na Vila Terezinha atuando no Posto de Saúde da localidade, até a conclusão da Vila de Serra do Navio, em 1959.
Não demorou muito passou a Praticante de Enfermeiro, função pela qual demonstrou grande interesse e zelo.
Com a ampliação dos serviços assistenciais médico-hospitalares, o antigo Departamento foi transformado em Divisão de Saúde, e Hipólito por sua dedicação ao trabalho e pela confiança de que sempre se fizera merecedor, foi promovido a Atendente de Enfermagem, posto em que permaneceu até o fim de 1961.
Em 1962 – por méritos e por possuir o curso ginasial completo, (muito valorizado na época) - foi-lhe proporcionado fazer o curso de laboratório em análises clínicas em Belém do Pará, por um período de 6 meses, findo o qual Hipólito obteve menção honrosa e o direito de ingressar no quadro de funcionários especializados, como Laboratorista, fato que se concretizou em 12 de dezembro do mesmo ano.
Seu Hipólito trabalhou em Serra do Navio até 1965, sendo transferido para Santana, porque Inácia, sua filha mais velha, precisava fazer o curso ginasial e na  Serra não havia essa condição.
Trabalhou em Santana até dezembro de 1973, e por iniciativa própria pediu desligamento da Empresa, retornando com a família para Terezinha. Infelizmente lá chegando, encontrou uma realidade completamente diferente daquela que tinha se habituado a viver e resolveu voltar para Santana.
Procurou antigos colegas de trabalho na intenção de reaver o seu antigo emprego, mas, por uma política interna da Mineradora, não foi possível sua readmissão, pois a Empresa já havia promovido um outro auxiliar para o seu lugar.
Entretanto, os amigos se movimentaram e conseguiram uma colocação para ele numa empresa açucareira ligada ao Grupo CAEMI que estava sendo implantada no Amapá. Um projeto arrojado,  com grandes investimentos localizado no município de Porto Grande .
Contratado foi enviado para Alagoas, para fazer um curso de laboratório pelo período de uns 4/5 meses.
Infelizmente esse projeto surpreendente foi abortado e mais uma vez, fez prevalecer o seu bom conceito e consideração que todos nutriam por ele. Foi contratado pela empresa que assumiu o novo projeto,  a AMCEL, e nela trabalhou até se aposentar e ir residir em Fortaleza-CE, onde faleceu e foi sepultado em 03 de março de 1993.
Dois raros momentos reunidos com a família foram registrados em duas fotos que ilustram esta postagem.
Fontes: Revista ICOMI notícias, com atualizações e informações complementares de Hilton Vieira, filho do biografado.
Agradecemos o imprescindível apoio do amigo editor da página ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Foto Memória de Santana: Desportistas Paulo Reis e Antônio Vilella

A Foto Memória de hoje, postada por Altamir Guiomar na Rede Social, traz imagens de dois grandes nomes do esporte do Porto, ao lado de um ônibus escolar da Mineradora ICOMI, na Vila Amazonas.
Sr. Paulo Reis, foi treinador e diretor do Santana Esporte Clube e Sr. Antônio Vilella, foi Presidente do Independente Esporte Clube – o Carcará da Vila Maia. Ele administrava a Lavanderia de Santana.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Fotos Memória da Mineração Amapaense: As Romisetas da ICOMI

As Fotos Memórias de hoje, relembram as ROMISETAS:
veículos triciclos para dois passageiros com uma única porta frontal,...
 ...que eram usados pelos hospitais de Santana e Serra do Navio,...
 ...no transporte de enfermeiras e médicos em atendimentos no campo de operações nas minas, ou em domicílios nas vilas da ICOMI.
Com o tempo, a política de transporte interno da empresa  foi mudando.  Os empregados passaram a ter carros próprios, e a mineradora reembolsava o consumo de combustível dos usuários, através da quilometragem usada, estimado, previamente, através do preestabelecimento de uma média mensal.
Hoje as Romisetas não existem mais, no Amapá. Com os desgastes do uso, não foram substituídas, e terminaram sendo compradas como sucatas,  pelo comerciante Antônio Pinheiro Lavoura.
Fontes: Mário Miranda e Altamir Guiomar
INFORMAÇÕES HISTÓRICAS
O Romi-Isetta foi um automóvel produzido no Brasil, entre 1956 e 1961, pelas Indústrias Romi S.A., com sede em Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo.
Em 1955, a Iso concedeu os direitos de produção do Isetta para a empresa brasileira Indústrias Romi S.A., fabricante de máquinas industriais e agrícolas fundada em 1930 pelo comendador Américo Emílio Romi e seu enteado Carlos Chiti, com sede em Santa Bárbara d'Oeste (São Paulo).
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução WEB
Lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta, equipado com um motor de dois tempos e uma única porta frontal, se consistiu no primeiro automóvel de passeio de fato fabricado em território brasileiro.
Ao todo, no período de 1956 até 1961, foram fabricadas cerca de três mil unidades no Brasil, muitas das quais ainda hoje permanecem nas mãos de colecionadores. (Wikipédia)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Memória da Mineração Amapaense: Jofre Antunes – Um cidadão de muitos predicados

Por Emanoel Jordânio
Jofre Antunes Ribeiro era um dos muitos operadores de equipamento da Mina de Serra do Navio. 
Embora tivesse Antunes como sobrenome, não tinha nenhum parentesco com o empresário da mineração Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes.
Seu Jofre, nasceu dia 10 de dezembro de 1932, na pacata localidade de Matapí, às proximidades de Santana. Seus pais eram lavradores, profissão honrosa que exerceu até os seus vinte anos, idade em que deixou a casa paterna para trabalhar nas obras do Governo em Macapá.
Cerca de um ano depois do seu primeiro emprego, Seu Jofre candidatou-se a um lugar de braçal na ICOMI. Ao lhe ser dada essa oportunidade, em 1º de fevereiro de 1954, vibrou de satisfação e prometeu a si próprio que tudo faria para melhorar a sua posição e firmar-se na Companhia.
De fato, se assim pensou e cumpriu. De braçal a motorista e desta categoria à de operador de máquinas pesadas, Seu Jofre logo se tornou um dos melhores profissionais no manejo de equipamento industrial da Mina.
Um cidadão alegre, solícito e cavalheiro com todos a quem atendia, in dependente de raça, cor ou credo. Tinha um tratamento único e gentil, fosse com chefes ou o mais modesto dos seus companheiros de faina.
Por isso era benquisto e respeitado.
Nunca o vimos esboçar uma palavra de descontentamento, nem mesmo ao relembrar os dias mais difíceis de sua vida, quando ainda se encontrava fora dos quadros da Indústria e Comércio de Minérios Ltda (ICOMI), enfrentando a rudeza de trabalhos cujos proventos mal chegavam para o seu sustento.
O curioso é que ele nunca arredou pé do Amapá durante o período de ‘ouro’ da ICOMI, nem mesmo às cidades mais próximas às margens do Rio Amazonas, mas sempre prometia que um dia conheceria lugares como Belém e Manaus.
Uma de suas maiores alegrias, como empregado da ICOMI, ocorreu em 08 de maio de 1964, quando recebeu o prêmio pelos dez anos de serviços à empresa: um relógio ‘Ômega’.
Em 1960, casou-se com Dona Francisca Bessa Antunes, de cujo enlace nasceram as meninas Francisca e Maria Odinéica, que sempre considerou seus maiores tesouros.
Seu Jofre faleceu no meado de novembro de 2019, aos 82 anos de idade, após algumas complicações de saúde, deixando um legado de trabalho e profissionalismo pioneiro que sempre será lembrado por aqueles que o conheceram. Em dezembro  ele iria completar 83 anos de vida.
Siga em Paz, Jofre Ribeiro!
Texto de Emanoel Jordânio, adaptado ao blog Porta-Retrato (com a devida anuência do autor), publicado em 17 de novembro de 2019, no blog SANTANA DO AMAPÁ, com o título: “Vá em paz, Jofre Ribeiro!”
Fonte: Facebook

sábado, 2 de novembro de 2019

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Ponte da Pedra Branca

Nossas Fotos Memória de hoje, vão mexer com as lembranças dos usuários da Estrada de Ferro do Amapá, que sempre viajavam, ou moravam em Serra do Navio.
Até atingir Serra do Navio, a Estrada de Ferro do Amapá teve de vencer cinco rios. O principal deles é o Rio Amapari. Por isso, é lá que encontramos a ponte de maior envergadura. É a chamada Ponte da Pedra Branca, na altura do quilômetro 178. Bela obra de engrenharia, com quase 219 metros de extensão.
O registro, do acervo histórico da ICOMI, mostra homens trabalhando na sua construção.
Na segunda foto o aspecto dela depois de concluída.
A Estrada de Ferro do Amapá, construída para transporte de minério de manganês na década de 1950, possui a extensão de 194 quilômetros e foi inaugurada em 1957, cujo principal objetivo era o transporte do minério de manganês extraído e beneficiado na Serra do Navio-AP, para ser embarcado para exportação pelo Porto da mineradora, em Santana (AP).
A ferrovia começou a ser implantada em março de 1954 e foi concluída em janeiro de 1957.
Atualmente, está desativada. (Wikipédia)
Fotos reproduzidas da Revista Icomi Notícias nº 02 de Fevereiro de 1964.

sábado, 17 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Janary Nunes mostra manganês do Amapá ao Pres. Getúlio Vargas

Nesse memorável registro fotográfico, datado de 1951,  que hoje pertence ao Acervo Histórico do Amapá...
...vemos Janary Gentil Nunes, primeiro governador do estado, em audiência  com Getúlio Vargas no Palácio Rio Negro, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, mostrando ao presidente do Brasil, pedra de minério de manganês, recolhida no início dos anos 40. Esse gesto simbólico, seria o pontapé inicial à exploração mineral no antigo Território Federal, com o advento da ICOMI.
Resumo histórico - A primeira constatação da presença de manganês no Amapá foi levantada pelo engenheiro Josalfredo Borges, a serviço do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em local indefinido às margens do rio Amapari. Com a criação do território federal, em 1943, a pesquisa despertou o interesse do interventor, o capitão Janary Gentil Nunes. Para o militar, a mineração seria a base da economia e do desenvolvimento do território, ao invés da pesca e dos produtos tradicionais de extração, como a borracha ou a castanha. Em 1945, ele ofereceu um prêmio em dinheiro para quem fornecesse informações que levassem à identificação de depósitos de minério de ferro. Um comerciante ribeirinho chamado Mário Cruz levou pessoalmente a Janary Nunes algumas pedras escuras e pesadas, que usara como lastro para seu barco, em busca da recompensa prometida. O material foi analisado na sede do DNPM no Rio de Janeiro, pelo engenheiro Glycon de Paiva, que constatou tratar-se de manganês de teor elevado.
O próprio Glycon foi à Serra do Navio analisar os depósitos e concluiu haver grande viabilidade comercial, mas recomendou que a exploração fosse feita por uma concessão única, que assim teria mais competitividade no mercado internacional. O interventor aceitou a recomendação de Paiva e convenceu o então presidente Eurico Gaspar Dutra (que governou o  Brasil, de 1946 a 1951), a criar, por meio do decreto-lei 9.858/46, uma área de reserva nacional englobando todo o depósito de manganês e conferindo ao território a competência para prospectar e explorar, por meio de concessão. Empresas nacionais e estrangeiras foram convidadas a visitar a região e a apresentarem suas candidaturas à exploração da área. Três empresas responderam ao convite: a Companhia Meridional de Mineração (subsidiária brasileira da United States Steel), a Hanna Coal & Ore Corporation, e a Sociedade Brasileira de Indústria e Comércio de Minérios de Ferro e Manganês (ICOMI). A brasileira ICOMI, com sede em Belo Horizonte e atuação em Minas Gerais, foi escolhida pelos nacionalistas brasileiros e venceu a concorrência contra as gigantes estadunidenses. Mas depois de ganhar a concorrência, a necessidade de capital para realizar a prospecção fez a ICOMI associar-se a outra grande companhia estadunidense, a Bethlehem Steel, maior consumidora mundial de manganês. O contrato previa que a ICOMI teria de investir no Amapá pelo menos 20% de seu lucro líquido. Ainda assim, sofreu severas críticas de nacionalistas brasileiros, que faziam objeção à participação de uma firma estrangeira no negócio, do financiamento estrangeiro e do caráter exportador da atividade. O contrato assinado em 1947 previa ainda um perímetro máximo de 2.500 hectares, o equivalente a 0,17% do território do Amapá, e o pagamento de 4 a 5% das receitas totais na forma de royalties ao governo do território.
Além da área de exploração, foi concedida à empresa uma área adicional de 2.300 hectares para a construção de instalações industriais e estações ferroviárias, além de uma vila operária, que daria origem à cidade de Serra do Navio e à vila dos trabalhadores do porto e da ferrovia, que começaram a ser construídas em janeiro de 1957 e ficaram prontas em 1959. Cada vila tinha 330 casas, alojamentos coletivos para solteiros, temporários e visitantes, e prédios coletivos (escolas, hospitais, refeitórios), abrigando até 1.500 pessoas, entre trabalhadores e familiares. A Vila de Serra do Navio foi dotada de ruas largas, postes de concreto para a fiação elétrica e telefônica, calçadas, parques, clubes com piscina, quadras esportivas, restaurante e lanchonete, drenagem de águas das chuvas e tratamento de água e esgoto. Todas as casas tinham mais de 90m² e contavam com saneamento e energia elétrica, proveniente de geradores da ICOMI. No entanto, a reserva esgotou antes do tempo previsto e a empresa deixou o local. Com a saída definitiva da ICOMI e após a instalação do município, a sede passou a ser administrada pela prefeitura, e a administração da cidade tornou-se mais eficiente. (Wikipédia)

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Construção da estrada Terezinha-Serra do Navio, em 1952.

A Foto Memória de hoje, apresenta um registro histórico da Construção da estrada Terezinha-Serra do Navio, em 1952.
Vemos à esquerda, o Dr. Oswaldo Luiz Senra Pessoa, supervisionando os trabalhos topográficos executados pelo técnico Renato Bicelli, que era auxiliar de topografia, na época.
Imagem do acervo da ICOMI, publicada por Lana Darck Barbosa, na página ‎ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.
Fonte: ICOMI - Portal do Altamir Guiomar

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Memória da Mineração Amapaense: O símbolo visual da ICOMI

O símbolo visual usado pela ICOMI, teve como autor, Aloísio Barbosa Magalhães, pintor, designer, gravador, cenógrafo, figurinista, considerado um dos pioneiros do design gráfico brasileiro.
O símbolo da mineradora baseou-se numa figura octogonal, contendo em seu interior, a letra I.
Imagem: Reprodução / Icomi-Notícias
A letra identificou-se com uma expressão de siderúrgica: o perfil de trilho.
Esse símbolo identificava a ICOMI em todas as visualizações exteriores da empresa. Podia ser visto em todos os veículos, placas indicativas de toda espécie e papéis em geral.
O autor concorreu, para concepção de sua obra, com outros quatro artistas, escolhidos entre os profissionais dedicados à técnica de comunicação visual. Eram eles: Goebel Wayne e Aloísio Magalhães, do Rio de Janeiro; Alexandre Woliner, Ludovico Martino e Rubem Martins, de São Paulo.
Todos os concorrentes receberam uma remuneração pelos trabalhos apresentados e o escolhido ganhou um prêmio. Fonte: Revista “Icomi-Notícias”
AUTOR - O pernambucano Aloísio Sérgio Barbosa de Magalhães é considerado pioneiro na introdução do design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a primeira escola superior de design no país, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI).
Foto: Reprodução Web
Além de designer, foi advogado, artista plástico e secretário de cultura do Ministério da Educação e da Cultura (MEC). Foi diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e esteve sempre ligado a questões próprias da cultura brasileira. Ao lado dos colaboradores Roberto Lanari, Joaquim Redig e Rafael Rodrigues, projetou a identidade visual da Petrobras. Criou, também, a marca do IV Centenário do Rio de Janeiro. Em 1965, foi responsável pela criação da primeira marca da TV Globo, uma estrela de quatro pontas. Foi responsável pelo projeto gráfico das notas do cruzeiro novo (moeda adotada no país a partir de 1966). Foi também membro fundador d'O Gráfico Amador, uma private press que, através de suas experiências tipográficas, teve influência significativa sobre o moderno design gráfico brasileiro.
No total, Aloísio desenvolveu aproximadamente 179 marcas.
Imagem web
Aloísio faleceu em Pádua, Itália em 1982, aos 54 anos, quando tomava posse como presidente da Reunião de Ministros da Cultura dos Países Latinos. (Wikipédia)

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto de Santana – Anos 60

Encontrei esta linda Foto Memória do Porto de Santana, nos anos 60, postada no ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.
É uma peça rara, da memória da mineração amapaense.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto de Santana

Registro histórico aéreo da frente do Porto de Santana, em 1950, quando as obras da mineradora ICOMI ainda estavam sendo implantadas na área portuária. Somente estava montado o porto flutuante de embarque de minério. Do outro lado do rio uma parte da Ilha de Santana.
Foto: reproduzida do blog Memorial Santanense

terça-feira, 9 de abril de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto da ICOMI, em Santana-AP

Hoje trazemos para rememorar, uma Foto Memória tirada em 1956, época da construção do Porto de Santana, montado pela Industria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI.
Já se encontrava instalada toda a estrutura do cais flutuante, implantado pela mineradora e que, hoje, está totalmente destruído.
Vemos ainda, no raro registro histórico, o primeiro armazém construído pela empresa à beira do Rio Amazonas, além do porto em alvenaria para carga e descarga de produtos, maquinários e veículos.
Fonte: Revista Icomi Notícias

sábado, 2 de março de 2019

Foto Memória de Santana: O Pioneiro Eládio dos Santos (em memória)

Hoje, nosso blog “Porta-Retrato – Macapá”, presta uma justa homenagem ( em memória ) a um pioneiro do Estado, que, como muitos outros, prestou relevantes serviços ao Amapá. 
(Reprodução)
Falo do cidadão simples, humilde, trabalhador e de um coração maior que ele: Sr. Eládio do Santos, pai do amigo Altamir Guiomar, uma figura que conheci através da rede social, e que tem propósitos semelhantes aos do blog, de preservar e compartilhar os registros históricos e fotográficos da memória do Amapá e de seu povo. Ele é editor da página Portal ICOMI, no Facebook. Altamir, como eu, João Lázaro, também passou pela ICOMI. Ele, na verdade, passou pelo Grupo CAEMI: iniciou pela BRUMASA depois transferiu-se para a ICOMI, em Santana, passando ainda pela CODEPA, AMCEL e finalmente pela Prefeitura de Santana.
Seu Eládio dos Santos, também foi funcionário da ICOMI, e trabalhou no Escritório Central da Empresa, em Santana. Foi lá que o conheci quando passei pela mineradora, de 1970 a 1977. Seu Eládio era paraense de Breves, onde nasceu em 1909. Chegou a Macapá em 1944 com 35 anos, indo morar no Igarapé das Mulheres e lá sobreviveu da agricultura de subsistência por 8 anos. Em 1952 foi admitido pela ICOMI onde trabalhou por 22 anos vindo a se aposentar por idade em 1974. Seu Eládio dos Santos faleceu em 2002, com 93 anos, deixando 14 filhos.
O corpo de Seu Eládio, descansa em Paz no Cemitério de Santana, ao lado da esposa e mais três membros da família, já falecidos.
Informações prestadas por Altamir Guiomar.
Fonte: Facebook

domingo, 12 de agosto de 2018

No Dia dos Pais, nossa homenagem ( em memória ) a MESTRE "BENÉ" – carpinteiro e marceneiro do Amapá!


Há exatos 106 anos, numa segunda-feira, nascia no município paraense de Curralinho em 12 de agosto de 1912, Benedito Ferreira do Nascimento, Mestre 'Bené', um dos grandes mestres de obras do Amapá.
De família atuante no roçado e na pecuária como todas as comunidades dentro do arco Marajoara, mestre Benedito Ferreira do Nascimento teve seus estudos primários paralisados na segunda série; era autodidata, possuía uma caligrafia corrida e era atento ao noticiário político do Brasil e do mundo, através das leituras diárias dos jornais impressos e de seu rádio à pilha, através das ondas d’A Voz da América’. A carpintaria era sua profissão e a marcenaria sua arte. Era o mais velho de uma família de três irmãos, (Benedito, Nestor, Alcídia).
Casado com Josefina Moura do Nascimento, com quem gerou três filhos, sendo que as duas gêmeas, pereceram de malária, que minava as matas amazônicas, e o caçula Raimundo Moura do Nascimento, adoeceu da mesma doença e para evitar a perda do único filho o casal deslocou-se imediatamente para Macapá, em 1939, passando a residir à Rua Beira da Praia, hoje orla de Macapá.
Nesse período, Benedito Nascimento começou a trabalhar como carpinteiro e nas horas vagas construía mesas, camas e utensílios diversos como marceneiro. Como o serviço rendia pouco sua esposa Josefina, mais conhecida como Dona Nenê, passou a 'lavar para fora' nas águas do caudaloso Rio Amazonas, e tinha no filho Raimundo Moura do Nascimento, conhecido por Gatão, o entregador das roupas lavadas e engomadas.
O Amapá é transformado em Território Federal e com o advento das obras públicas os trabalhadores pedreiros, carpinteiros e pintores se tornam mão-de-obra de primeira linha. O governo Janary Nunes, contempla os grandes mestres e pequenos construtores e os torna Mestres de Obras com assinatura de contratos, e assim passam a construir a infraestrutura da capital amapaense, para as repartições públicas que dariam o ponta pé inicial para o crescimento do novo Território.
Mestre Júlio e Mestre Benedito capitanearam diversos operários e montaram suas equipes. Ele, mestre na carpintaria, recebeu a incumbência de construir os telhados do Hospital Geral de Macapá e da Maternidade Geral. Mestre Benedito participou das obras de escolas e postos de saúde nos municípios, entre eles o Barão do Rio Branco, a Escola Normal de Macapá e o Hospital Geral de Macapá (primeira unidade de saúde pública do Amapá).
Com o crescimento populacional de Macapá e a pretensão do governo em realizar mudanças na frente da cidade, com a construção da residência oficial, Macapá Hotel e as residências dos primeiros gestores do segundo escalão, Janary começou a demarcação de terrenos a partir da General Rondon e os doou aos que prestavam serviços ao governo.
Caso do Mestre Benedito que foi agraciado com um terreno  medindo 35 x 40 na Avenida Presidente Vargas, entre as Ruas Eliezer Levy e Odilardo Silva, que recebeu o número 56, onde começou a construir sua residência; e sua esposa, com a eficiência de seu trabalho de lavadeira, recebeu dos primeiros diretores a missão de lavar os uniforme de Janary Nunes e do Dr. Hildemar Maia, que mais tarde seria padrinho de casamento de Raimundo Moura do Nascimento e de Zoraide Coelho do Nascimento.
Ao ser instalada a mineradora ICOMI no Amapá, o governador Janary Nunes,  a pedido da empresa, indicou nomes de servidores operários de elevado padrão técnico, que haviam atuado nos serviços estruturais de instalação do governo do Amapá, que pudessem trabalhar com os engenheiros americanos.
Mestre Bené foi um dos indicados e colocado à disposição da empresa.
Na ICOMI, contratado em 19 de janeiro de 1954, Mestre Bené foi o Chapa nº 416 e recebeu a incumbência de Encarregado de Conservação de Obras, no Serviço de Conservação. Foram muitas as missões dentro da ICOMI:  manutenção do cais flutuante; da Estrada de Ferro do Amapá, na área interna da empresa; de obras de manutenção na Vila Amazonas, onde recebeu uma residência para morar na Vila Intermediária e quando concluiu sua casa em Macapá, se mudou.
Recebeu diversas honrarias da empresa, uma delas foi quando completou dez anos de serviços prestados e ganhou um relógio e uma ida ao Rio de Janeiro, sua primeira viagem de avião e a primeira vez que se afastava da família, que além do filho, criava dois netos.
Benedito Ferreira do Nascimento era uma pessoa séria e, para muitos, sisuda, porém católico praticante, tanto que foi membro do grupo de homens da Associação São João Bosco, que tratava de trabalhos sociais voltados para os mais carentes; honesto e metódico, não gritava nem ameaçava, mas seu olhar dizia o que ele pensava. Não aceitava injustiça.
Seu meio de transporte desde os primeiros anos foi sempre uma bicicleta Monark com a qual percorria a cidade e carregava seus instrumentos de trabalho.
Após a aposentadoria se dedicou ao empreendedorismo e adquiriu seu primeiro automóvel na Loja dos Irmãos Zagury, que representavam a marca Chevrolet no Amapá e em seguida adquiriu mais três carros e criou uma frota de táxi, onde seus motoristas eram amigos e recebiam suas comissões em dia. Tudo era anotado em seus cadernos, da conta de luz às compras nos supermercados.
Pagava seus credores em dia, desesperava-se com as cobranças, porém a aposentadoria não lhe fez bem, pois por ter tempo livre demais passou a cuidar de plantas e durante a podagem de um abacateiro, com a quebra de um galho, machucou a virilha e trouxe o mau do século para sua vida. Um câncer de próstata que lhe ceifaria a vida.
Foi um tratamento longo e dolorido, pois no Amapá não havia nenhuma estrutura para atender esse tipo de doenças, somente no Pará, e a hemodiálise se tornou o único meio de mantê-lo vivo; foram infindáveis viagens a Belém, com fretes de avião.
A luta foi inglória, mesmo com o esforço sobre-humano de profissionais da época.
Benedito Ferreira do Nascimento faleceu em sua residência no dia 30 de abril de 1985. Não viu o Amapá se transformar em Estado.
Mestre Bené, deixou no Amapá a marca de seu trabalho.
Mesmo autodidata e semianalfabeto curtia de Roberto Carlos a Mozart e adorava beber seu Whisky ouvindo uma sanfona ou um violino na velha vitrola da sala de visita, onde recebia a todos com elegância e educação.
Seu domingo era sagrado para a família, com quem o almoço reunido com todos, era importante.
Texto do jornalista Reinaldo Coelho – neto do biografado – publicado na edição 621, do Jornal Tribuna Amapaense, devidamente adaptado para o blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.
NOTA DO EDITOR
Quando trabalhei na ICOMI, no período de 1970/77, tive a honra de conhecer o Sr. Benedito Nascimento e posso confirmar muitas das coisas narradas no texto. Ele foi, sem dúvida, um grande homem! João Lázaro.

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