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terça-feira, 28 de junho de 2022

MEMÓRIA DA SEGURANÇA PÚBLICA DO AMAPÁ: ANTIGOS INSPETORES DA GUARDA TERRITORIAL

 Este registro histórico nos foi compartilhado pelo amigo Obdias Araújo.

Trata-se de uma foto com sete dos antigos inspetores da gloriosa Guarda Territorial, do tempo do Território Federal do Amapá.

A partir da esquerda: Inspetor Alencar (à paisana); Inspetor Obdias Araújo; Inspetor M. Correia; Inspetor Monteiro; Inspetor Lino, Inspetor Agenor Neves; e Inspetor Inglês.

Foto: Obdias Araújo (arquivo pessoal)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Foto Memória da Segurança Pública do Amapá: Inspetor MIGUEL BATISTA DE AMORIM

Hoje prestamos nossa homenagem póstuma ao pioneiro  MIGUEL BATISTA DE AMORIM.
Inspetor Miguel Amorim nasceu no município de Óbidos-PA, no dia 19 de junho de 1922. Filho de Cândido Ribeiro de Amorim e de D. Ana Batista Amorim. Estudou o primário no Colégio São Francisco em Óbidos. Trabalhou com seu tio na oficina de alfaiate, onde aprendeu a profissão. Serviu ao Exército Brasileiro e deu baixa em 1943. Transferiu-se para Macapá, em 17 de março de 1944, admitido na Guarda Territorial no dia 20 de setembro de 1944 na função de guarda territorial, onde recebeu diversas promoções, chegando ao cargo de inspetor em 26.9.1966. Miguel Amorim assumiu várias cargos entre os quais o de comissário de Polícia de Lourenço, em 27 de maio de 1952, num momento difícil em que centenas de garimpeiros, de diversas cidades e lugares chegavam para explorar o ouro, obrigando o comissário a fazer valer sua moral e coragem para dominar as brigas, as desavenças e prender criminosos e ladrões sem sofrer represálias. Seu prestígio cresceu na comunidade, merecendo a nomeação para delegado de Polícia de Calçoene em 21.4.1959; delegado de Polícia de Amapá em 26.6.1961; comissário de Polícia de Mazagão em 25.6.1964; delegado de Polícia de Amapá 22.5.1965; comissário de Polícia de Fazendinha em 24.5.1967; comissário de Polícia do Buritizal em 29.1.76; Chefe da Superintendência dos Serviços Policiais em 15.2.76; Encarregado de apurar os fatos em processo administrativo em 7.7.1977; transferido para a Delegacia da vila de Laranjal do Jari em 7.6.1979; designado delegado de Polícia de Mazagão 21.1.80.
Miguel Batista de Amorim casou-se com D. Ozelinda Lina Amorim com quem teve os filhos: Newton, Neide, Arlindo, Heraldo, Orivaldo, Ana Regina e Edinete.
Filiou-se à Associação dos Aposentados e Pensionistas do Amapá destacando-se no cargo de membro efetivo do Conselho Fiscal.
Faleceu de repente, em 1996, deixando tristes e abalados os seus familiares e amigos, merecendo do Vereador Manoel Bezerra a apresentação do Projeto de Lei dando o nome de inspetor Miguel Amorim a uma das ruas da cidade, de Macapá.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá. Vol. III. de Coaracy S. Barbosa. Março 2002 – Edição digital (não impressa)
Foto: Arquivo pessoal

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Foto Memória da Guarda Territorial: Pioneiro – Inspetor Miguel Alves da Silva (em memória)

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Músico de bandas marciais e pioneiro da Guarda Territorial, o maestro Miguel Alves da Silva nasceu em Soure-PA, em 29 de setembro de 1912. 
Em 1949 passa a residir em Macapá, como integrante da Guarda Territorial e da Banda de Música da instituição, mais conhecida como “A Furiosa”. Em 1952, com a implantação do Conservatório Amapaense de Música (hoje Centro de Educação Profissional Walkiria Lima), ele  se submete a exame livre de música, considerado apto para a função de Regente da então Banda de Música da Guarda Territorial. Em 1962 recebe habilitação, pela Ordem dos Músicos do Brasil (Seção do Rio de Janeiro).
Em 1966, por decreto do Governo do Amapá, é nomeado Inspetor da Guarda Territorial, com privilégios na regência da Banda Oficial da instituição. Assim, durante sua atividade musical, participa de várias retretas musicais, e como jurado em vários concursos, entre eles o de Música Carnavalesca em 1969, realizado pelo Grupo Escoteiro Veiga Cabral, no Centro Educacional do Laguinho. Mas a sua laboriosa colaboração cultural lhe valeu uma licença de saúde, passando a realizar serviços burocráticos no SAG (Serviço de Administração Geral) do Governo do Amapá. Mas não foi por muito tempo. Em 1972 volta, com toda carga, às atividades musicais. Assim, passa a organizar e reger a Banda Marcial do IETA, ganhadora de vários campeonatos. 
Mas a GuardaTerritorial o chama para reger também a sua Banda de Música, permanecendo por 19 anos na GT, e 10 anos no Instituto de Educação.
Em 1982 é aposentado na função de Agente de Policia do Governo do Amapá mas, mesmo aposentado, ficou residindo em Macapá até sua morte, em 30 de novembro de 1991, aos 79 anos. Em sua folha de serviços prestados, constam várias portarias de elogios. Em homenagem ao músico, a Prefeitura Municipal de Macapá, em 5 de maio de 1994, denominou uma instituição de ensino localizada no bairro Perpétuo Socorro, de Escola Municipal Maestro Miguel Alves da Silva (Lei municipal nº 626/1994 PMM, de 5 de maio de 1994).
Por Edgar Rodrigues, historiador, parceiro e colaborador do blog Porta-Retrato Macapá.

domingo, 3 de junho de 2018

Fotos Memória da Segurança Pública do Amapá: Curso para Delegados de Polícia

Nossas Fotos Memória de hoje apresentam dois registros de um Curso de Inquérito Policial realizado em junho de 1971, pela Academia Nacional de Polícia Federal de Brasília. Esse Curso, deu suporte para os participantes logo em seguida se tornarem delegados.
A primeira foto foi tirada na frente da Escola Guanabara, após a conclusão do Curso Volante de Inquérito Policial.
Na última fila, de cima para baixo, vemos: Mário da Silva Melo (falecido); José Maria Lima; Raimundo Nepomuceno (Mantiqueira); Marcos Maciel, Claudionor, Barata (de óculos); Hermógenes Costa(o mais alto - falecido), Francisco (Quarentinha - falecido) e José Alves.
Fila do meio: Francisco Cardoso Neto(Bolero); José Maria Franco(falecido); Adelmo Caxias(falecido); Walter (Rato); José Araguarino de Mont’Alverne (falecido); Manoel Raimundo (Delegado); João Vilhena de Andrade (falecido); João Bararuá Guerreiro (falecido) e o último Sr. Paes da Guarda Territorial.
Fila da frente: Walter Jucá, (falecido), Seabra da Conceição Barros e esposa Profª Carmosina Barros(falecidos); profª Ivonete Araújo(falecida); Professor Deocleciano, Déa Rola Soares; Raimundo Pantoja Gomes e Pedro da Costa Uchôa.
A segunda foto, mostra integrantes do Curso de Inquérito Policial, realizado em Macapá/AP, em junho de 1971, sentados no auditório.
Fonte: Informações via blog Repiquete no Meio do Mundo

domingo, 7 de maio de 2017

Foto Memória da Segurança Pública do Amapá: RAIMUNDO MOURA DO NASCIMENTO - "GATÃO"(IN MEMORIAM) – GUARDA TERRITORIAL E POLICIAL CIVIL

A Foto Memória de hoje, relembra a figura de um Pioneiro da Segurança Pública.
(*)Por Reinaldo Coelho 
“Raimundo Moura do Nascimento, o Gatão, filho de Benedito Ferreira do Nascimento (mestre de obra e marceneiro, falecido) e Josefina Moura do Nascimento (dona de casa, falecida), nascido em 26 de dezembro de 1932, no município paraense de Chaves e que se vivo fosse estaria completando 84 anos de idade. 
O casal Benedito e Josefina foi para Macapá em 1939, quando o nosso pioneiro tinha sete anos de idade fugindo da Malária e da Febre Amarela, que matavam a rodo na década de 30 crianças e adultos, nos municípios ribeirinhos amazônicos. O casal que tinha gerado três filhos, duas meninas e um menino, já havia perdido as duas primogênitas em mortes seguidas, e com medo da perda do caçula, procuraram Macapá, onde poderiam encontrar recursos para tratar a criança que já apresentava sinais de ter contraído a doença. 
Lá chegando, a família Nascimento se estabeleceu na antiga Rua da Praia, hoje a Orla de Macapá, local onde o referido marceneiro e carpinteiro começaria a trabalhar com sua profissão junto aos empresários locais, caso dos Zagury e Alcolumbre.
Nesse mesmo tempo, Dona Nenê, como era conhecida a matriarca da família, lavava roupa pra fora, e o garoto Raimundo Moura era o entregador, além da sua venda de hortaliças de quintal que a vizinhança adquiria por consideração à mãe batalhadora. Infância vivida como qualquer garoto, porém tinha as rédeas severamente controladas pela genitora.
Com a transformação do Amapá em Território Federal, e o crescimento do emprego, através da construção de escolas e outras obras estruturais, mestre Benedito passou a trabalhar em várias obras do novo governo que estava estruturando a cidade para receber os servidores do governo. Mestre Benedito foi responsável da construção do telhado da residência governamental, Hospital Geral de Macapá, Maternidade de Macapá, entre outras, e Dona Nenê passou a lavar as roupas dos diretores, do primeiro escalão do governo, e do próprio governador Janary Nunes. Enquanto isso o jovem Raimundo Moura frequentava a escola (Barão do Rio Branco) e o Grupo Escoteiro Veiga Cabral fundado em 1945. 
Foi membro da Associação de Escoteiros do Amapá (primeiro nome do grupo Veiga Cabral) e que tinha como sede a Praça Veiga Cabral. O nome foi dado em homenagem ao herói Francisco Xavier da Veiga Cabral. Apenas um dos fundadores do grupo continua vivo, o senhor Raimundo Barata, que atualmente mora em Belém, aos 88 anos de idade. 
Nesse grupo de escoteiros era onde os jovens colocavam toda sua energia juvenil e onde recebiam orientação de civismo dos chefes escoteiros Clodoaldo Nascimento,Humberto Dias, Glycério de Sousa Marques, entre outros.
Raimundo Moura, ganhou o apelido de “Gato” num acampamento de escoteiros, por ter se saído bem, em uma disputa esportiva, ao realizar com êxito um salto de considerável altura, um mortal difícil, caindo em pé. O apelido, mesmo após seu falecimento, continua sendo sua referência, pois poucos o conhecem por Raimundo Moura, mas sim pelo famoso apelido de Gatão e recorrente. 
Mulherengo e um exímio pé de valsa, além de cantor mediano e bom de copo, Gatão escreveu sua história na boemia amapaense como conquistador e “brigão”, e sua fama percorreu o Amapá. Quando chegava nos bares e boates de “má fama” os frequentadores e proprietários, a macharada, se inquietavam e as mulheres se arrepiavam, pois além do apelido se encaixar na habilidade, se confirmava pela postura garbosa do jovem mancebo. 
Posição que se confirmou com a conquista da jovem Zoraide Coelho do Nascimento, com quem se casou e teve um casal de filhos, além de ter adotado os outros cinco de outro relacionamento. Gatão tinha na época 17 anos e Zoraide 18, o que necessitava ter a autorização dos pais para concretizarem o matrimonio, e com a interferência do então promotor público, Hildemar Maia, que foi padrinho do casamento. Após o casório, Raimundo e Zoraide foram para Belém do Pará, onde Gatão serviu o “Tiro de Guerra”, período em que gerou a primogênita do casal, Maria das Graças Coelho do Nascimento. 
Nessa época o Decreto Lei n° 5.839, de 21 de setembro de 1943, estabeleceu a criação de uma Guarda Territorial, de caráter civil, para os Territórios onde a mão de obra fosse escassa. A Guarda Territorial, ou saudosamente chamada GT, abrigava jovens que mesclavam suas missões de segurança pública e de construção civil. 
Ao retornar a Macapá, com o cumprimento do serviço militar, Moura foi engajado na recém-criada Guarda Territorial do Amapá, pois o Território crescia na razão direta em que surgia a necessidade de aprimoramento da GT. Havia carência de uma força que se voltasse especificamente à Segurança Pública. 
Mais um marco diferencial de Gatão, devido a sua habilidade e o interesse pelo serviço mecânico e de direção de automóvel, quando foi criada a Guarda de Motocicleta e ele então assumiu o comando do Grupamento Motorizado que prestava ‘guarda’ às visitas oficiais e de autoridades do Território, os “batedores”, que eram a atração maior nos desfiles da semana da Pátria e do Território. E mais, “cartaz” com as mulheres, pois acompanhou as comitivas dos Presidentes do Brasil que visitaram o Amapá. 
O serviço de policiamento passou a ser realizado pela Guarda Territorial, apoiando as delegacias, com armamento e pessoal de apoio. Os delegados eram Oficiais, enquanto que os comissários eram inspetores da Guarda. Em 1945 todas as sedes dos municípios foram dotadas de um Delegado, um Escrivão, além de guardas. 
Mas Raimundo Moura do Nascimento também atuou no setor privado, foi “motorista de praça”, motorista de carros basculantes de alto porte, na construção da barragem Hidrelétrica de Paredão, depois denominada Hidroelétrica “Coaracy Nunes”, com treinamentos em Minas Gerais pela Techint Engenharia e Construção, isso em 1961. Essa experiência lhe garantiu, após a aposentadoria, retornar à hidroelétrica como Chefe da Segurança por dois anos na década de 90. 
Regressando na década de 80 às atividades policiais, com a extinção da Guarda Territorial, transformada em Polícia Militar, e sendo servidor público federal, pode optar e escolheu a Polícia Civil, pelo contagiante faro investigativo. Como policial civil ocupou provisoriamente a titularidade de diversas delegacias do interior, como o ‘Beiradão’, formado por palafitas em longo trecho das margens do rio Jari (conhecida como a maior favela fluvial do mundo), com todas as mazelas sociais, agravadas pela violência e pela prostituição, onde hoje é o município de Laranjal do Jari. 
Também trabalhou na Delegacia de Oiapoque, exercendo a titularidade da delegacia local, por falta de delegado. Última delegacia em que trabalhou foi a de Porto Grande, onde se aposentou e morou por mais de 15 anos, constituindo sua terceira família, passando a morar em Ferreira Gomes, local em que faleceu e foi sepultado. 
Os guardas territoriais sempre souberam demonstrar, ao longo dos anos, o valor do pioneirismo, diante das dificuldades apresentadas ao advento da criação do Amapá, através da união, com destemor, ordem e galhardia, marcando sobremaneira as tradições da organização policial que eles serviram e dignificaram. 
Raimundo Moura do Nascimento deixou essa vida amando a todos com sofreguidão. Seu legado a este mundo foram seus 21 filhos, sendo cinco do coração; amou muitas mulheres, tanto que teve três casamentos. Porém, uma nunca saiu de seu coração, Zoraide Coelho do Nascimento, a quem amou até o fim de seus dias. Mesmo divorciados, continuaram amigos para sempre. Esse amor era estendido aos locais onde viveu, tanto que escolheu Porto Grande para guardar seu corpo, destruído pela bebida, pois era dependente do álcool e fumante inveterado, o que lhe rendeu três infartos e um AVC, causa de sua morte, em 2000.
Existem muitas histórias do famoso Gatão, destacadas nos ‘causos’ contados por amigos da boemia.
Raimundo Moura do Nascimento, um homem que amou o mundo e as mulheres. Exerceu seu papel de agente de segurança pública com responsabilidade, capacidade e altruísmo. Deixou essa vida ciente de seus erros e acertos e que fez o melhor para ter seu nome honrado e respeitado.”
(*) Reinaldo Coelho -  Diretor de Jornalismo do Jornal Tribuna Amapaense, e um dos filhos do biografado.
Texto publicado, originalmente, na Edição n° 555, de 06 a 12 de maio de 2017, do jornal  Tribuna Amapaense.
A referida matéria - com a anuência prévia  do autor - foi devidamente atualizada e adaptada, especialmente para o Porta-Retrato.
Fonte: Jornal Tribuna Amapaense
(Última atualização dia 08/05/2017)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Foto Memória da Segurança Publica do Amapá: Inspetor Hely Ribeiro de Oliveira

O amigo José Ramalho de Oliveira, compartilha com o "Porta-Retrato", uma antiga foto de seu pai,...
Detalhe

...o Inspetor Hely Ribeiro de Oliveira, com o uniforme da gloriosa Guarda Territorial, segundo ele, provavelmente tirada entre 1946 e 1947, no pátio interno da Fortaleza de São José de Macapá.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...