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terça-feira, 14 de outubro de 2025

MACAPÁ DE MINHAS MEMÓRIAS > DUAS LEMBRANÇAS DE MEU ACERVO

Há momentos que o tempo não apaga — ficam guardados na alma, nítidos como se tivessem acontecido ontem. O Carnaval de 1985 foi um desses capítulos especiais da minha trajetória. 

Naquele ano, o disco de Sambas de Enredo de Macapá foi gravado nos Estúdios Havaí, no Rio de Janeiro, reunindo cantores amapaenses e músicos cariocas sob a direção artística do talentoso Dominguinhos do Estácio.

Tive a honra de integrar a comissão responsável pela produção, atuando como auxiliar de Dominguinhos, que havia sido contratado pela Prefeitura de Macapá para coordenar todo o projeto. Foram dias intensos de aprendizado, convivência e encantamento com o universo da gravação profissional — um verdadeiro mergulho na arte do som.

Na primeira imagem, apareço sentado à mesa de gravação. Nesse momento, ouvíamos as matrizes já gravadas e editadas do disco de Sambas de Enredo de Macapá — a etapa final antes da prensagem. Um instante de escuta atenta, emoção e dever cumprido.

Na segunda imagem, registro outro momento marcante dessa experiência. O técnico de som, com toda a paciência e generosidade, me explicava o funcionamento dos equipamentos de gravação, mixagem e edição das músicas. Foi um aprendizado valioso, que levo comigo até hoje, não apenas pelo conhecimento técnico, mas pela beleza do encontro humano e pela partilha de saberes.

Essas duas imagens, guardadas com carinho no meu acervo de memórias, me transportam de volta àquele estúdio, ao som das fitas girando e às vozes que ecoavam com tanta emoção. Foram dias que moldaram não apenas um disco, mas também parte da minha história e do amor que carrego pela música e pela cultura do Amapá.

Imagens: Arquivo Pessoal de João Lázaro

sábado, 4 de outubro de 2025

MEMÓRIAS DE MACAPÁ > LEMBRANÇAS DO 7 DE SETEMBRO

Outra grata recordação das comemorações de 7 de setembro vem do amigo José Jair de Souza. 

Foto: Reprodução Facebook

A imagem o mostra em 1963, durante o desfile do Tiro de Guerra 130, na Avenida FAB, em Macapá, exercendo com orgulho a função de Guarda de Honra à Bandeira Nacional.

Um registro que eterniza não apenas o momento cívico, mas também o espírito patriótico e o valor da juventude de uma época.

Fonte: Facebook 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

MEMÓRIAS DE MACAPÁ > LEMBRANÇAS DE QUATRO JOVENS AMIGAS

Na foto de hoje, gentilmente compartilhada nas redes sociais pela amiga Tânia Regina Monteiro Batista, retornamos a um tempo de boas lembranças em Macapá. São imagens de quatro amigas reunidas sobre as pedras banhadas pelo imponente Rio Amazonas, na antiga prainha que ficava atrás da Fortaleza de São José de Macapá — um espaço que marcou gerações e que hoje já não existe.

Foto:Reprodução Facebook

Da esquerda para a direita, vemos Solange Sussuarana, Heiliana Picanço e Cristina, em segundo plano, enquanto em primeiro plano está a própria Tânia.

Um registro que desperta memórias e celebra amizades que resistem ao tempo.

Créditos foto: Tânia Regina Monteiro Batista

Fonte: Facebook

segunda-feira, 7 de julho de 2025

MACAPÁ MEMORÁVEL – CIDADE DE ELEGÂNCIA E HISTÓRIA

Memórias de um Tempo Elegante: Uma Noite na Residência Governamental

Por Floriano Lima (*)

Mais uma das antigas... direto do meu arquivo de memórias.

Era mais uma noite memorável na residência governamental — daquelas que permanecem vivas na lembrança pela elegância simples e pelos rostos familiares de uma época que já não volta. O jantar celebrava o aniversário de Dona Irene, esposa do então governador do Amapá, General Ivanhoé Gonçalves Martins, que esteve à frente do território entre 1967 e 1972.

Lembro do General, no seu fusquinha branco, sempre discreto, dirigindo pelas ruas de Macapá. Parava com frequência na banca de jornais da praça Veiga Cabral para comprar o jornal do dia, e não raro era visto chamando a atenção da moçada para que parasse de namorar cedo — como quem zelava, com autoridade serena, pelo bom comportamento da juventude. Era uma presença marcante, mesmo nos gestos mais simples.

A casa estava cheia. Nomes conhecidos, figuras respeitadas da sociedade local — o senhor Eloy Nunes, a carinhosa Tia Anita, o sempre simpático casal Papaléo — todos presentes com a naturalidade de quem fazia parte de um mesmo tempo, de um mesmo ciclo.

Eu conhecia a todos. Não pela política ou pelo prestígio social, mas pela simplicidade do dia a dia. Frequentavam a loja do meu pai, “A Casa Lima – Joalheria e Relojoaria”, a primeira do ramo em Macapá. Um verdadeiro símbolo de tradição e confiança. Foi ali, entre relógios, alianças e conversas, que laços se formaram — e permanecem guardados comigo até hoje.

Memórias assim são como joias raras: não perdem o brilho com o tempo — apenas ganham valor.

Na foto, à esquerda, reconheço Dona Ivaneide e seu esposo Agostinho Costa, um grande cantor nos tempos de ouro da Rádio Difusora de Macapá. À frente, estão Dona Anita e o senhor Eloy Nunes. Mais atrás, junto à parede, de bigode e terno, está o senhor Manoel Luiz, esposo da professora Terezinha Sampaio, que lecionava piano no Conservatório Amapaense de Música.

Depois, aparece o General Ivanhoé, com Dona Irene sendo cumprimentada por um dos convidados. Atrás do governador, vejo o Mauro, funcionário de uma repartição pública localizada atrás da Catedral de São José.

Estavam lá também o senhor José Maria Papaléo Paes, então presidente da CAESA, acompanhado de sua esposa. Atrás dele, identifico meus pais — Dona Iris Lima e o senhor Luiz Lima — discretamente posicionados atrás de uma senhora de vestido estampado.

São fragmentos de uma história que carrego com carinho. Partes de um tempo em que a vida social de Macapá girava em torno de encontros como esse, marcados por afeto, respeito e uma sensação de pertencimento difícil de descrever — mas fácil de sentir, mesmo tantos anos depois.

(*) Fotógrafo

domingo, 6 de abril de 2025

MEMÓRIA DE MACAPÁ > ENCONTRO DE PIONEIROS DO AMAPÁ

O dia 2 de abril, que passou, foi significativo para familiares e amigos do professor Alberto de Andrade Uchôa, destacado sociólogo de Macapá, pois ele celebrou seu 92º aniversário.

Durante sua atuação como servidor público, Alberto Uchôa passou por diversas administrações, onde desempenhou um papel importante como assessor em funções significativas. Um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi atender ao pedido do Governador Luiz Mendes da Silva, elaborando um projeto que transformou a Escola Normal de Macapá em um Instituto de Educação, dando origem ao IETA, onde se tornou o primeiro diretor e, mais tarde, professor. 

Para celebrar essa ocasião, seu filho, o fotógrafo Paulo Uchôa, compartilhou várias imagens de seu pai nas redes sociais. Dentre essas fotos, destacamos um encontro do professor Uchôa com alguns dos primeiros integrantes da história de Macapá em um evento social.

Nas imagens, da esquerda para a direita, em pé ao redor da mesa com as bebidas, estão: o Professor Alberto Uchôa, os advogados Pedro Peticov e Edir Macedo, além do amigo Clóvis Maia, irmão do Dr. Clemenceau Pedrosa Maia, ex-Juiz de Direito na Comarca de Macapá.

As senhoras Milnéia e Graça, esposas dos doutores Edir e Peticov, estavam sentadas.

Via Facebook

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

MEMÓRIAS DE MACAPÁ: O LEÃO AZUL DO BAENÃO É MACAPAENSE

O LEÃO AZUL QUE ESTÁ NO BAENÃO É MACAPAENSE (E “irmão” dos dois que estão nas sede da OAB/AP, em Macapá)

(Foto: Via WhatsApp)

A icônica estátua do Leão Azul no estádio Baenão, em Belém/PA, foi esculpida em Macapá, pelo português Antônio Costa, cuja oficina de trabalho foi erguida no terreno da Loja Maçônica Duque de Caxias, por trás do templo, localizado à Av. Coriolano Jucá, 451 no Centro da capital amapaense. 

Antônio Costa era maçom e fabricava ladrilhos para piso de residências e órgãos públicos de Macapá, nas cores branco e preto. Os pisos originais do Hospital Geral de Macapá, Maternidade de Macapá, Grupos Escolares, Fórum e de outros prédios eram verdadeiros tabuleiro de damas (mosáicos). 

Os dois leões existentes na frente do antigo Fórum, atual sede da OAB/AP foram esculpidos por ele, a  partir de uma forma confeccionada pelo Sr. Jorge Marceneiro (já falecido) que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias.

O historiador Nilson Montoril cita detalhes sobre a confecção e doação do Leão Azul: “ Meu tio paterno Hermano de Araújo Jucá(mazaganense), apaixonado torcedor do Clube do Remo, encomendou ao seu Antônio Costa, um leão para ser doado ao "Clube de Periçá". Uma vez esculpida, a peça foi pintada de azul. Hermano Jucá era sobrinho de Cândido Jucá, um dos organizadores do "Grupo do Remo", que alterou sua denominação. Na época em que a doação do leão macapaense foi concretizada, integrava a diretoria azulina de Antônio Baena o médico Roberto Macedo, meu primo e sobrinho de Hermano Araújo. Para transportar o leão para Belém, tio Hermano recorreu aos préstimos do cunhado Francisco Jucá do Nascimento, que era o comandante do navio Oiapoque, pertencente ao SENAPP (Serviço de Navegação e Administração dos Portos do Pará). O navio fazia a linha Belém/Oiapoque/Belém, com escalas em Curumum, Curralinho, Breves e Macapá. Numa das viagens, ao aportar em Macapá, o Comandante Nascimento aproveitou a estada para visitar seus parentes, entre eles Hermano Jucá. Ao pedir ao tio Chiquinho Jucá, que levasse o leão para Belém, tio Hermano engoliu em seco a resposta: " levo sim, mas o bicho deve ir enjaulado e acorrentado, acomodado no porão. Não posso deixar os tripulantes e os passageiros correrem risco algum". O Comandante Jucá era torcedor do Paysandu e não iria perder a oportunidade de fazer gozação com o primo. Na volta do navio Oiapoque, o caixote com o leão já estava na cabeça do trapiche Eliezer Levy, pronto para embarcar. Uma outra gozação foi feita ao tio Hermano: " Diz ao pessoal do Remo, que vá receber o caixote na Bacia, senão mando jogá-lo no Guajará". O leão azul nascido em Macapá, continua soberano e ornando o Estádio Evandro Almeida. Ele é cópia fiel dos leões da sede da OAB/AP, em Macapá.”

O monumento permanece no lugar de sempre, no escanteio do gol que fica para a travessa 25 de setembro.

Via Facebook 

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...