domingo, 13 de outubro de 2013

"Fortaleza" - um motorista pioneiro de Macapá

A foto abaixo, extraída do blog do amigo historiador amapaense Nilson Montoril, foi registrada na Av. Coriolano Jucá, entre as Ruas Cândido Mendes e São José, no trecho entre a agência dos Correios e a praça Barão do Rio Branco, no centro de Macapá.
Osiel Borges, esse era o nome do motorista pioneiro do Amapá, o popular "Fortaleza", que vemos aqui entrando em seu automóvel Chevrolet Bel Air, modelo dos anos 50. 
Além de motorista do Governo do ex-Território do Amapá, nas horas de folga, "Fortaleza" prestava serviços como "motorista de praça". Foi um dos mais conhecidos condutores de carro de aluguel de Macapá. Ao fundo as imagens dos prédios do Banco do Brasil e do antigo Fórum dos Leões, hoje sede da OAB-AP.
(Foto e legenda reproduzidas do blog Nilson Montoril - Arambaé)

sábado, 12 de outubro de 2013

Reunião no Legislativo Mirim

Encontrei este outro registro na Galeria de Imagens do amigo João Silva, e trouxe para compartilhar com os visitantes do Porta-Retrato.
Ano 1978 - João Silva, em reunião de trabalho com o Vereador Geovani Borges.
Em março de 1978, João Silva(à direita), então Secretário Administrativo da Câmara de Vereadores de Macapá, em reunião de trabalho com o Presidente Geovanni Borges(de bigodinho), assessorado por Mariângela Marinho.
Na foto também aparece o engenheiro Deodato(à esquerda), em visita de cortesia ao Legislativo.


(Foto e legenda reproduzidos do blog do João Silva)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Autoridades do Esporte Amapaense

Encontrei este registro fotográfico no baú de memórias do amigo João Silva. Ele diz ser do finalzinho da década de setenta, em que pode-se ver nas imagens as figuras de três conhecidos árbitros do futebol amapaense.
À esquerda Aluísio Augusto, professor de educação física, que também foi técnico de futebol e dirigente da FAD; no meio Expedito Pinheiro dos Santos (falecido) e à direita Elson Monteiro que aposentou o apito e reside com a família no Jardim Felicidade. 
Os três trajam o uniforme da Federação Amapaense de Desportos. 
A foto mostra o Estádio Glycério Marques sob a penúmbra do seu sistema de iluminação bastante precário, momentos antes da bola rolar num jogo válido pelo Campeonato Amapaense de 1979.

(Foto e informações reproduzidos do blog do João Silva)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O antigo Fórum de Macapá

"Quando foi criado o Território Federal do Amapá, o velho Fórum de Macapá estava bastante danificado."
Veja na foto abaixo:
(Foto: Reprodução/ Museu Histórico do Amapá)
Ano 1916 - Imagem rara do antigo prédio que ficava situado na confluência da Av. Presidente Vargas com Rua Cândido Mendes, onde funcionaram as antigas intalações do Fórum de Macapá, quando o Amapá ainda pertencia ao Estado do Pará.
O Desembargador Jorge Hurley conseguiu junto ao Prefeito de Macapá, Coronel Jovino Dinoá, o aluguel deste prédio da Praça da Matriz onde instalou dia 10/07/1916 a Casa da Justiça (Fórum de Macapá).
Dr. Jorge Hurley, além de juiz de direito, era um intelectual respeitado no Pará.
"O prédio sequer era usado pela justiça.
O Juiz e o Promotor Público cumpriam expediente nos cômodos que podiam ser julgados como mais ou menos no imóvel. Com a instalação do governo do Território, uma reforma colocou o Fórum em melhores condições".
"As sessões do Tribunal do Júri eram realizadas no salão nobre da Intendência Municipal." (foto acima)
"A pretensão de construir um Fórum em alvenaria era grande. A falta de prédios para a saúde, educação e segurança fizeram à vontade esperar um pouco mais".
(Foto: Reprodução/Arquivo Histórico do Amapá)
O prédio do Fórum dos Leões demorou dois anos para ser concluído. Erguido pelo primeiro governador do Amapá – Janary Nunes – como parte da estrutura física que compôs os primeiros organismos da administração, do recém criado (1943) Território Federal do Amapá. Está localizado bem à frente da cidade, voltado para o rio Amazonas.
(Foto: Reprodução de Arquivo)
Foto de 1954
"No dia 25 de janeiro de 1953, contando com a presença do Ministro da Justiça, Francisco Negrão de Lima, o Fórum dos Leões foi inaugurado. O Ministro havia chegado dia 24, ficando hospedado no Macapá Hotel. Na manhã do dia 25, tinha iniciado a programação alusiva aos 9 anos da instalação do Território do Amapá e de seu governo. Ás 09h50 ocorreu à inauguração da Maternidade Mãe Luzia. Às 21 horas, deu-se a inauguração da casa que abrigaria condignamente, a Justiça do Amapá. Ao ser inaugurado, o Fórum ainda não tinha os Leões posicionados na sua parte frontal."
(Foto: Reprodução de Arquivo)

"O terreno reservado para a edificação do Fórum pertenceu à família do Sr. Julião Tomaz Ramos - Mestre Julião, grande líder político da comunidade negra de Macapá. Ele e o Sr. Eufrásio Gaia foram os interlocutores dos moradores do Largo de São João (Praça Barão do Rio Branco) com o Governador Janary Nunes, por ocasião das negociações que visavam desapropriar as casas e as plantações existentes na área nobre da cidade de Macapá. Ao contrário do que muita gente comenta, nenhum morador foi sumariamente expulso daquele local e sim indenizado. Remanejados, a maioria do pessoal foi instalar-se no Laguinho."

"Os leões do Fórum foram esculpidos pelo lusitano Antônio Pereira da Costa, a partir de uma forma confeccionada pelo Jorge Marceneiro que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias. Um terceiro leão ainda foi esculpido, mediante encomenda do Comerciante Hermano Jucá de Araújo, proprietário da “Estância Leão Azul”. Quando este estabelecimento comercial foi fechado, o leão foi doado ao Clube do Remo, de Belém, e se encontra no Estádio Evandro Almeida, devidamente pintado de azul. Hermano Jucá era torcedor ranzinza do Clube de Periçá."

"Em 1990, o prédio foi cedido a OAB-Amapá, embora estivesse destinado à Biblioteca e Arquivo Público de Macapá. Em 1995, a Assembleia Legislativa aprovou a doação do imóvel. No Fórum, funcionaram: O Tribunal do Júri, a Promotoria Pública, o Cartório de Registro Civil, o Cartório de Imóveis, o Juizado de Direito, o Cartório do 2° oficio da Comarca de Macapá, o Tribunal Regional Eleitoral. Foi no Fórum dos Leões que o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá iniciou suas atividades, em 1991."
                                                                                           Foto: Reprodução / acervo particular de Olivar Cunha) 

(Foto: Contribuição do amigo, Olivar Cunha - artísta plástico amapaense)
Prédio do antigo Forum dos Leões, cuja construção obedece ao estilo neoclássico histórico, apresentando aspecto sóbrio e majestoso com linhas greco-romanas. Sua fachada principal apresenta sob o frontão colunas "Corintias" em pedra de lio. À sua frente dois leões, característica do período neoclássico.
Além das reuniões do Juri também foram realizados importantes "Enlaces Matrimoniais", de muitos pioneiros da cidade.
Após as cerimônias cíveis ali realizadas, os nubentes recebiam as bênçãos nupciais na Catedral de São José.
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Atualmente funciona como prédio da OAB/AP (Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Amapá).
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Com o advento do estado, o Fórum do Juizado Central de Macapá (foto acima), foi construído na Rua Manoel Eudóxio Pereira, s/n - Centro, anexo ao Fórum Desembargador Benedito Antônio Leal de Mira, na Av. FAB.
(Texto - aspeado - creditado ao historiador Edgar Rodrigues,  reproduzido de seu blog Coisas do Amapá)
(Repaginado em setembro de 2013)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

FOTO MEMÓRIA DO ESCOTISMO DO AMAPÁ - PRIMEIROS CHEFES ESCOTEIROS DE MACAPÁ

Essa foto rara é um registro fotográfico do primeiro agrupamento do Amapá, que participou do 10º Curso Preliminar para Chefe de Escoteiros – Curso da Insígnia da Madeira – promovido pela União do Escoteiros do Brasil, de 11 a 15 de janeiro de 1956, realizado em Belém do Pará, num terreno de propriedade do 1º COMAR – (Primeiro Comando Aéreo Regional), situado na estrada da Maracangalha, atual Av. Júlio Cesar, que leva ao aeroporto da cidade. Curso esse que deu o direito aos participantes, de usarem o anel de lenço de “Gilwell”, um simbolismo do movimento escoteiro.

Os quatro chefes que estão em pé, a partir da esquerda são: Raimundo Rodrigues da Silva (Chefe Façanha/Troca de Escoteiros do mar Marcílio Dias), Chefe Raimundo Barata (Tropa Veiga Cabral), Chefe Expedito Cunha Ferro (91-Tropa São Jorge) e Chefe Clodoaldo Carvalho do Nascimento (Tropa Veiga Cabral).

Agachados: Cinco dos integrantes do Clã de Pioneiros do escotismo amapaense são eles José Vidal Picanço, Benedito Alves de Sá, Manoel (Mimim), João Gualberto da Silva Tavares e Luciano Pantoja.

Informações dos Chefes Raimundo Barata e Nilson Montoril.

(Última atualização em 12.11.2020)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ação de combate a incêndio, em Macapá

O GRUPAMENTO CONTRA INCÊNDIO – GRUCI, foi criado em 1967 pelo Governo do Território do Amapá, em convênio com a Prefeitura de Macapá, sob a coordenação técnica do Major Lourival Bemvenuto da Silva.
Neste registro dos anos 60, vemos o Inspetor Antônio Oliveira - da extinta Guarda Territorial - no comando de uma ação para debelar um incêndio em uma das residências da cidade, que pela precariedade da época, recebe também a ajuda de populares.
Fonte: Foto do acervo do amigo Orion Yataco.

domingo, 6 de outubro de 2013

Esportes: Time Juvenil do CCA


Ano 1969 - Time juvenil do CCA - (Colégio Comercial do Amapá), quando funcionava no prédio do pensionato, os atletas são, em pé: Prof. Edésio Lobato(técnico), João (gato), Sergio Brito(falecido),Amauri Farias Filho(falecido), Elivaldo, José Gato(irmão do João). Agachados: Nelson Salomão (ex-deputado, falecido), Ribamar,  Amaparino,  Miguel e Antonio Chucre.

Foto feita no local onde está hoje o prédio do Ministério Público, antigo Palácio do Governo, em frente à praça da Bandeira.

Fonte: Foto pertencente ao acervo pessoal do amigo José Ribamar Pessoa, reproduzida do Facebook, com informações fornecidas por ele.

sábado, 5 de outubro de 2013

Do Fundo do Baú: Estreia da guitarra havaiana de "Os Mocambos"

Raridade histórica retirada do Fundo do Baú do amigo Cícero Melo (Tito) apresenta esse registro realizado em 1972, no programa do Ubiratan Silva, no palco auditório da Rádio Difusora de Macapá, ocasião em que o Conjunto "Os Mocambos" estreava a Guitarra Havaiana(a primeira em Macapá).
A partir da esquerda: Hernani Vitor Guedes(Proprietário), Ubiratan Silva(Apresentador), Fernando Canto(Guitarra Base), Tito Melo(Crooner), Nonato Leal(Convidado Especial e Solista), e ao fundo Eulálio Lucien(Contrabaixista).


Fonte: Reprodução via Facebook do amigo Tito Melo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Time de Pelada: Birita Esporte Clube

Pelada é aquele joguinho sábado de tarde, entre amigos, com muito balão e furadas de bola: a pelada é a verdadeira paixão nacional. De tão importante para a vida brasileira, a palavra pelada como sinônimo de partida ruim ou amadora de futebol não tem apenas uma origem, explica o professor de Português Ari Riboldi. No mínimo, três versões disputam a primazia:
1) Viria da palavra pé, já que, no futebol de rua, todos metem o pé descalço na bola, correm atrás dela sem respeitar as regras, sem juiz, sem uniformes.
2) O termo poderia ser originado do verbo pelar, pois houve um tempo em que se jogava esse futebol informal e de rua com bolas de borracha que, atiradas com força, literalmente pelavam os pés ou, ao menos, deixavam marcas vermelhas na pele.
3) Outra origem poderia ter vindo dos campos carecas em que se joga na maioria das vezes. Enquanto os campos dos profissionais são belos tapetes de pura grama bem cortada e bem cuidada, nas peladas de rua e de várzea as canchas têm, no todo ou em parte, pura terra - são peladas.
O aspecto etimológico da palavra tampouco dá grandes certezas. Pelada pode ter vindo da palavra latina "pila", que significava bola. Daí teria surgido pelota, termo espanhol, encampado pelo português como sinônimo de bola de futebol. (Portal Terra)
Em Macapá, entre outras existentes na cidade, a pelada tradicional é praticada no bairro do Trem, mais precisamente na Praça Nossa Senhora da Conceição. Trata-se da pelada entre Casados e Solteiros, realizada todas as segundas feiras ao final da tarde.
Mas, lá mesmo na Praça da Conceição, nos anos 80, foi criado o "Birita Esporte Clube", um  time de pelada, que participou de um torneio de veteranos.

Na foto acima temos um registro fotográfico raro, do time de biriteiros cujos atletas são, em pé: Pedro Sabe Tudo (técnico), Paulo Rodolfo, Santos, Edésio Lobato, Palito, Mario Oliveira (Rei da Roupa), Zé Maria (da Cruzeiro do Sul).
Agachados: Adail Lobato, Ribamar Pessoa, Lelé, Setenta, Guilherme e Avertino Ramos.
Ao fundo a Escola Estadual Irmã Santina Rioli.
Informações do atleta Ribamar Pessoa que conclui dizendo que "essa equipe foi patrocinada pelo Amujacy Alencar (Bar Gato Azul); fomos vice-campeões."

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Duarte Moraes - um pioneiro de Macapá

As fotos seguintes - verdadeiras raridades históricas - foram gentilmente compartilhadas com o blog Porta-Retrato, pelo Sr. Raimundo Wilson, filho de Emanuel Tarcilo Duarte Moraes, que se vivo fosse, teria completado 100 anos no dia 09 de agosto de 2013, mas, infelizmente, ele faleceu no ano passado.
Emanuel Tarcilo Duarte Moraes foi o primeiro encarregado do Aeroporto de Macapá, durante os três primeiros anos de existência do Território Federal do Amapá, como unidade federativa. Ele viveu em Macapá de 1941 até 1945, em plena 2ª Guerra Mundial. Antes de ir para Macapá, Duarte serviu em Belém, Porto-Velho, Manaus, Santarém, Camocim e Fortaleza. Moreno, baixo, franzino, extremamente discreto. Foi  um incansável batalhador que enfrentava todas as intempéries da região. 
Duarte era o homem dos sete instrumentos, um amigo prestativo e dedicado. "Ele soube interpretar no mais alto grau o espírito de cooperação e prestimosidade que a Panair adotou como lema"."Era um funcionário cem por cento", e "podia ser apontado como um exemplo digno de imitação". "Ao deixar Macapá - para continuar prestando serviço em outra base da empresa -  levou em documento assinado pelo Governador Capitão Janary Nunes, os elogios mais honrosos que alguém poderia ambicionar".

Um artigo da "Panair em Revista" de fevereiro de 1945 sobre o Aeroporto de Macapá em reportagem assinada por Arthur de Miranda Bastos, diretor do Departamento de Produção e Pesquisas do governo do Amapá, ressalta com destaque as qualidades de Emanuel Duarte Moraes. 
O artigo intitulava-se "Assim se ganham elogios", escrito como homenagem a Duarte, por ocasião da despedida dele, por ter sido transferido de Macapá para outras funções na Panair do Brasil, S. A.

Emanuel Tarcilo Duarte Moraes foi o idealizador do "Panair Sport Clube" fundado em Macapá, em 7 de setembro de 1940. 
Time da Panair do Brasil na Praça Veiga Cabral, em Macapá.
Segundo o artigo da "Panair em Revista" "O Panair Clube de Macapá, que reunia os funcionários da Panair do Brasil naquela cidade, levantou brilhantemente o título de campeão de futebol do ano de 1944.
Veja no detalhe, acima, o local onde ficava situada a sede do Panair Esporte Clube, em Macapá, na rua São José, entre a casa da Dona Sofia Mendes Coutinho e o antigo prédio do Senado da Câmara, atual Biblioteca, de frente para a Praça Assis de Vasconcelos.(Veiga Cabral)
Em fevereiro de 1945, quando foram realizadas diversas competições esportivas, naquela capital, em comemoração ao primeiro aniversário da Guarda Territorial, o Panair Clube de Macapá, defendendo seu título de Campeão, derrotou por 4 x 0 o time do Oiapoque, formado pelos praças do 3º Batalhão de Fronteira.
AEROPORTO DE MACAPÁ - Primitivamente, Macapá possuía apenas uma pista de 800 metros de comprimento, construída pela Prefeitura local, para os aviões do Correio Aéreo Nacional. Ao planejar porém as viagens noturnas, entre os portos brasileiros como entre estes e os Estados Unidos, a Panair, em combinação com Pan American  Airways, resolveu estabelecer em Macapá um verdadeiro aeroporto de emergência e, em junho de 1940, deu início a sua construção sob a responsabilidade do engenheiro Alexandre Derfelden, que foi do Rio de Janeiro, especialmente para esse fim. No mês de setembro daquele ano o aeroporto já estava em condições de funcionar. Em 30 de abril de 1941, ultimados todos os detalhes,  o engenheiro Alexander Derfelden pode retornar ao Rio de Janeiro, deixando em Macapá, como encarregado dos serviços de administração, manutenção e operações o Sr.  Loadyr Rodrigues, admitido em Belém, especialmente para esse trabalho.
Como encarregado dos serviços de rádio, eletricidade e outros, ficou o Sr. Duarte Moraes, que desde 1937, entrara para o quadro de funcionários da Panair do Brasil.
Vista pela frente
Vista dos Fundos
Compreendia então o aeroporto, além de suas grandes pistas, um imóvel principal, em madeira, com 25 metros de comprimento, todo telado, coberto com telhas tipo Marselha, destinado a servir como estação de passageiros, estação de rádio, residência de passageiros, em casos de emergência; uma casa para escritório da gerência e depósito da manutenção; 
Casa de Meteorologia
uma casa de meteorologia e depósito de equipamentos; um depósito de combustíveis e lubrificantes; uma estação transmissora de rádio, 
Casa de força e Luz
uma usina elétrica com equipamento de força e luz efetivo e um outro, sobressalente; um poço sob coberta fechado por todos os lados, com a respectiva bomba elevatória e tanque de distribuição com capacidade para 4.000 litros. 
Em 1958 ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do Campo de Pouso da Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá.
Fonte: Pesquisa com dados extraídos da "Panair em Revista" - páginas 17, 18 e 19 publicada em março de 1945; fotos reproduzidas a partir de cópias enviadas gentilmente pelo Sr. Raimundo Wilson, filho de Emanuel Tarcilo Duarte Moraes. Legendas montadas com base em observações registradas pelo administrador Emanuel, no verso das fotografias.
(Post republicado com atualizações em 3 de maio de 2015)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Um antigo comércio à beira do Canal

Nas imagens deste registro dos anos 50, vemos parte da frente de uma das mercearias que existiram à beira do Igarapé Igapó (ou Igarapé Fortaleza), na Doca da Fortaleza, em Macapá.
Embora o letreiro apareça pela metade, acredita-se tratar-se da Mercearia Ponto Certo, que localizava-se naquele perímetro da Macapá antiga.

Se alguém lembrar pode deixar seu depoimento nos comentários.
Fonte: Foto gentilmente compartilhada pelo amigo Orion Yataco)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Colação de Grau das Contabilistas do CCA

Foto dos anos 60, registra a Colação de Grau de três concluintes do Curso de Contabilidade pelo Colégio Comercial do Amapá. 
Das três, somente duas foram reconhecidas.
À esquerda a formanda Marly Porpino (Nunes) e à direita Iracema Uchoa. 
A última à direita não conseguimos lembrar o nome.
Entre as autoridades, à esquerda o Tenente Uadih Charone (de terno branco) que na época era o Diretor do CCA; ao centro (de óculos e terno escuros) o Dr. Orlando de Saboya Barros; e dos quatro atrás junto à parede, foram reconhecidos os professores Domingos Vasques e Camarão. 
Os dois à direita não conseguimos identificar.

Se alguém souber e quiser nos ajudar a completar a legenda, por favor, nos informe via e-mail - jolasil@gmail.com - ou registre um comentário.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Grupo Modelo Guanabara

Arquitetura inicial do Grupo Modelo Guanabara na rua Eliezer Levy esquina com Av.  Mendonça Furtado, em Macapá, nos primeiros anos de sua construção.  
O Grupo Modelo Guanabara surgiu, primordialmente, com a finalidade de atender aos alunos do curso fundamental, que residiam nos bairros mais próximos do centro da cidade. Posteriormente,  foi transformado em Escola de Aplicação Guanabara, e daí então, passou a funcionar como um Laboratório Pedagógico dos Formandos do IETA - Instituto de Educação do Território do Amapá: estudantes que recebiam a formação para o exercício do magistério.
(Foto: reproduzida do blog da Alcinéa)

domingo, 29 de setembro de 2013

Francisco Gonçalves de Araújo - Pintor / 88 anos de vida / 69 de Amapá

Francisco Gonçalves de Araújo, natural de Capanema, Pará, nascido em  30 de março de 1925, chegou em Macapá em 1944.

Casado com Maria Iolanda da Silveira Araújo, 4 filhos ( Caio Cesar, Andrea Carla, Augusto Cesar e Danielle Karen ), jogou pelo Amapá Clube,...
... foi vereador por Macapá e Administrador do Porto de Santana.

Francisco Gonçalves de Araújo, faleceu em Macapá, dia 2 de junho de 2020, aos 95 anos de idade.
Fonte: Fotos e informações gentilmente compartilhadas por Augusto Cesar Araújo, filho do homenageado.

sábado, 28 de setembro de 2013

Prof. Antenor Epifânio Martins - um mestre de muitas gerações

Antenor Epifânio Martins - Mais conhecido como Mestre Epifânio, foi educador da era territorial do Amapá. Nasceu em Capanema (Pará) em 7 de abril de 1925. Foi para  Macapá a partir de 1950, a convite do diretor do Esporte Clube Macapá, Climério Vilhena Andrade. Logo que chegou, iniciou sua vida esportiva no Macapá, e como mestre artífice passou a lecionar na antiga Escola Industrial, depois Ginásio de Macapá, Escola Integrada e atual  Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes.
Mestre Epifânio pode ser considerado um dos baluartes do esporte macapaense, juntamente com Pauxy Nunes, Glycério Marques, Emanuel, Isaac Menahem Alcolumbre e outros que militaram no setor. Mestre Epifânio defendeu as cores do Esporte Clube Macapá e do América Futebol Clube como atleta, tanto do futebol como também do basquete, nos idos de 1950 a 1961. Também foi juiz de futebol da Federação Amapaense de Desportos de 1959 a 1967. 
Mestre Epifânio (último à direita) como técnico de basquete da Seleção Amapaense de Basquete, na época do ex-Território. A partir da esquerda em pé: 1 e 2 não reconhecidos, 3-Mário Cutia, 4-Antônio Chagas e 5-Jorge Récio. Agachados: 1-?, 2-Antônio de Pádua (Patinhas), 3-Jorge Basessat, 4-Bola e 5 Zezão Ardasse.
Ele também chegou a ser técnico de times tradicionais como o Esporte Clube Macapá e alguns de Serra do Navio. Marcou presença nos jogos ginásio-colegiais de 1974 a 1976, como membro da Comissão de Disciplina.
De todos os estabelecimentos de ensino que passou, Epifânio fixou-se mais no antigo Ginásio de Macapá. Ele cita o governador Janary Nunes como criador o GM, e que de lá saíram os marceneiros, carpinteiros, artesãos, mestres de obra, todos profissionalizados da terra. "Pode-se até dizer, sem sombra de dúvida, que a maioria das micro e médias empresas do então Território do Amapá comportaram em seu quadro de funcionários, ex-alunos do GM; quando não, os próprios proprietários", concluiu. Como professor mestre Epifânio militou 25 anos no magistério do GM, que nos anos de 1966 a 1969 funcionou como Escola Orientada para o Trabalho. "Com a reforma da lei 4024 para 5692, a clientela do GM foi se diversificando, abrindo campo para o setor feminino, pois antes era uma escola de regime de semi-internato masculino."
Para Epifânio, a comunidade macapaense já não andava tão animada como nos anos 70. "Vale a pena lembrar que os primeiros desfiles escolares foram realizados na Fortaleza de São José de Macapá até 1951. A partir daí, eram feitos em frente à residência do governador. De 1962 para cá, passaram a ser realizados na Avenida FAB."
"O período da competição era tão bom, que a própria comunidade se envolvia, com várias torcidas como as do "colosso cinzento" ou "garapa azeda", atribuídos ao Colégio Amapaense; "Piramutabas" (lETA), "Bonequinhos de Anil" (Ginásio de Macapá). Os carros alegóricos nos desfiles eram poucos, mas as bicicletas, todas enfeitadas, ornamentavam as ruas de verde-amarelo, dando um multicolorido todo especial". Epifânio era possuidor de um arquivo de fotos raras e importantes.
Mestre Epifânio faleceu em Macapá em 23 de junho de 1999, vítima de problemas cardíacos.

Fonte: Biografia - Pesquisa  e texto do historiador amapaense Edgar Rodrigues, com adaptações, adequações  e atualizações, especiais para o Porta-Retrato.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...