quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FOTO MEMÓRIA - CHEGADA DE DOM JOSÉ MARITANO A MACAPÁ

Encontrei esta foto histórica, dos anos 60, entre outras, que ilustravam o "Histórico do PIME", publicado no site da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, da Arquidiocese de Manaus/AM.
Segundo o historiador Nilson Montoril, a fotografia acima, "evidencia a chegada de Dom José Maritano, dia 19 de março de 1966, na condição de Bispo Prelado de Macapá em substituição a Dom Aristides."
Nas imagens  o Pe. José Maritano(à esquerda, de batina escura) e Dom Aristides Piróvano(de batina branca e de chapéu). 
Ambos, com 31 anos de idade, tiveram as primeiras experiências missionárias de suas vidas na Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, na capital amazonense. 
Os dois foram Párocos da Igreja de Nazaré em Manaus/AM e tornaram-se bispos da Prelazia e Diocese de Macapá.  Dom Aristides, tornou-se também Superior Geral do PIME. 
Também estão na foto Dom Alberto Gaudêncio Ramos (atrás do garoto de branco), que foi o primeiro arcebispo de Manaus e sétimo de Belém do Pará. (Wikipédia). 
Outro que aparece na foto é o missionário do PIME, Arcângelo Cerqua, (à direita da tela,  ao lado de Dom Aristides)que depois de trabalhar em Macapá, foi para Parintins, onde tornou-se Bispo.
Nilson observou também que "o religioso identificado como sendo Dom João Risatti é o Núncio Apostólico Dom Sebastião Bággio. Coube a Dom Sebastião presidir a solenidade de sagração de Dom José Maritano, realizada no Altar Monumental armado junto a Catedral de São José."
O que aparece de terno, em primeiro plano, ao lado do D. Aristides, é o Sr. Altevir Cavalcante Lopes de Souza, que era despachante em Macapá e marido da professora Acinê Garcia Lopes de Souza.
A fotografia mostra a caminhada de todos eles no sentido da Igreja de São José.

(post reeditado com correções e atualizações)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

SAGRAÇÃO DE D. JOSÉ MARITANO

Dom José Maritano, foi nomeado Bispo de Macapá, em 30 de dezembro de 1965.
Ele substituiu Dom Aristides Piróvano que governou a Prelazia de Macapá pelo período de 10 anos - 1955 a 1965 - e  recebeu a ordenação episcopal em 13 de novembro de 1955. (Wikipédia).
Após sua nomeação, foi constituída uma Comissão Organizadora da Sagração de Dom José Maritano, cujos integrantes foram clicados no registro histórico abaixo, que está sendo enviado ao blog Porta-Retrato pelo amigo Carlos Nilson da Costa, para ser compartilhado com todos os nossos leitores.
A foto é de 1966. A partir da esquerda: 
Os três, no alto da foto são: Raimundo Osmar Pontes Holanda, Dom José Maritano e o padre Angelo Bubani.
Embaixo: Avertino Ramos, Roberto Bandeira, Carlos Nilson, prof. Bernardo Rodrigues de Souza, Sr. Antônio Rodrigues da Costa Júnior, Miracy Maurício Neves, José Maria de Barros, (o rapaz de branco não conseguimos reconhecer) e o sr. à direita é o Álvaro Henriques.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Jovens do Sacy Clube, em visita à ICOMI, em Serra do Navio

Meu amigo Clóvis Teixeira, manda de Brasília, via e-mail, esta foto histórica pra ser compartilhada com nossos leitores do blog Porta-Retrato.
Trata-se de um registro do baú de lembranças dele, sobre o Amapá.
Clóvis embora seja paraense de nascimento, faz questão de ressaltar que é amapaense de coração, por ter vivido uma parte de sua juventude e adolescência, em Macapá.
Só pra lembrar, o pai dele, Dr. Clóvis Penna Teixeira, foi Secretário Geral do ex-Território Federal do Amapá, no governo Raul Montero Valdez, no período de outubro de 1961 a dezembro de 1962.
A foto foi tirada em 1964, quando integrantes e convidados, simpatizantes do Sacy Clube - que foi um clube de jovens da cidade - foram convidados para uma excursão às dependências da ICOMI, em Serra do Navio, local onde a empresa fazia extração de manganês, uma das maiores riquezas minerais o novo Território.
Estão nas imagens a partir da esquerda pra direita, em pé: Celso Façanha; Ernesto Dias Neto; Clóvis Teixeira; Iracema Cardoso; Nazaré Guedes, Francisca Lourenço e Regina Chagas.
Agachados: Mauricio Bandeira; José Wilson Dias; Carlos Nilson; Irene Guedes; Maricá Machado; Júlio Barriga e Rosa Costa.
Na frente, deitado na grama: Waldir Carrera.

Com informações para a legenda de Carlos Nilson da Costa

domingo, 5 de outubro de 2014

Foto Memória - Lembrança de um 13 de setembro, em Macapá.

Esta relíquia histórica, foi postada pelo amigo Osmar Marinho Filho, no Facebook  dele.
É  o  registro de um desfile de 13 de Setembro de 1970 na Avenida Fab, em frente ao antigo Palácio do Setentrião, hoje prédio do Ministério Público, em Macapá/AP.
A partir da esquerda:  Cap. Luiz Ribeiro de Almeida,  Prof. Alberto de Andrade Uchôa, Sr. Elionai Cesar da Silva e Prof. Geraldo Leite de Moraes. Tando o Cap. Ribeiro como Dr. Geraldo, foram  Diretores da Divisão de Educação do Território do Amapá.
O  garoto na frente deles é o Osmar, bem novinho, com 10 anos de idade.
A foto foi tirada pelo pai dele, Sr. Osmar Nery Marinho, um dos fundadores do Trem Desportivo Clube.
O amigo e  jornalista João Silva complementa e lembra que "o Sr.  Elionai,  que já é falecido,(...), é pai dos goleiraços do São José, Álvaro e Zé Roberto; ele trabalhou por muitos anos na Usina de Força e Luz, ao lado da casa dos meus pais, minha também".
Também o amigo e historiador Nilson Montoril, finaliza corrigindo que "o Coronel Luiz Ribeiro de Almeida não foi Diretor da Divisão de Educação, mas da Secretaria de Educação e Cultura."
Explica também que "em outubro de 1974, substituindo o Dr. Leonardo Leite de Carvalho Neto, ex-diretor do Ensino Supletivo do Ministério da Educação, que o Governador Arthur Henning trouxe integrando parte de sua equipe de governo, o Coronel Ribeiro assumiu a pasta da Secretaria de Educação. No governo Nova da Costa ele voltou a ser secretário, permanecendo como tal na transitoriedade do Coronel Doly Mendes Bolsinha e José Gilton Pinto Garcia.
Nilson diz ainda que "o Bacharel em Direito Geraldo Leite de Moraes(Tatuzinho), outro grande amigo exerceu o cargo de Diretor da DE no governo do General Ivanhoé Gonçalves Martins. "
Mais adiante ele confirma que "Elionai era radiotécnico e chegou a possuir uma oficina localizada na Av. Mendonça Júnior, lado direito do Canal, sentido rio Amazonas/centro. Foi um dos que fizeram a manutenção dos motores geradores de energia elétrica da Usina de Força e Luz do governo territorial. Chefe de Gabinete do Henning era o Alberto Uchoa. O Osmar Nery Marinho era músico e também atuava como fotógrafo. Chegou a morar algum tempo em uma casa localizada no Largo dos Inocentes, lado que posteriormente foi desapropriado e incorporado ao patrimônio do Pontifico Instituto das Missões Estrangeiras-PIME. Excelente fotografia."
Foto: De Osmar Nery Marinho, via Facebook

sábado, 4 de outubro de 2014

Clubes de jovens Saci e Sayonara, juntos em evento social

Esta outra foto do acervo do Carlos Nilson, apresenta um grupo do Saci Clube, com algumas pessoas do Sayonara, em um evento no Amapá Clube. O registro é dos anos 60.
A partir da esquerda, em pé: Roberto Bandeira, Dr Otelo Leôncio(falecido), Morubixaba Aimoré, Emília, atrás dela o Sebastião Cunha, Francisca Lourenço, Dona Lourdes Leôncio(falecida), Dona Estela Aimoré(falecida), Maria Façanha, as irmãs Nazaré e Irene Guedes, atrás delas Cláudio Vasques(ponta fina), Roneli Souza(falecida), Altair e Ernesto Dias Neto. 
Agachados: Antônio Chagas(falecido), Edilson Brito, Clóvis Teixeira, Maurício Bandeira, Raimundo Queiroz(falecido), Teodorico Chagas e Eleanora Aimoré.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

UM DIA DE LAZER: Jovens do Saci Clube fazem passeio ao Paredão

A foto de hoje, que é a terceira compartilhada pelo amigo Carlos Nilson, trás imagem de um grupo de jovens do antigo Saci Clube, de Macapá, saindo das águas do Rio Araguari, quando de um passeio ao Paredão, distante aproximadamente 150km da capital Macapá, bem próximo à antiga cachoeira com o mesmo nome, que desapareceu para dar lugar à Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, no estado do Amapá. 
O motivo da escolha do nome Paredão, foi a queda natural de aproximadamente nove metros.
O registro é dos anos 60.   
A partir da esquerda vemos, saindo das águas: Ernani Marinho, Carlos Nilson, Anitinha, Maridalva, Chiquinha(ou Chicona), Haroldo Franco, Odete, Sérgio Arruda e um garoto da região.

Fonte: Foto e informações de Carlos Nilson da Costa

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CULTURA: ACADEMIA DE LETRAS E ARTES, do AMAPÁ

Hoje vamos compartilhar com vocês, outra foto do baú de memórias do amigo Carlos Nilson.
Trata-se do registro de um evento cultural realizado pela prematura Academia de Letras e Artes, do Amapá.
Resumo Histórico - Numa iniciativa dos amigos Élson Martins (jornalista), Deróssy Araújo(crítico de cinema), e Carlos Nilson (artista plástico), foi criada em Macapá, nos anos 60, a Academia de Letras e Artes. Segundo Carlos Nilson, chegaram a ser montadas pelo menos umas duas exposições.
A foto acima registra a exposição realizada na antiga Escola Normal de Macapá, que depois foi transformada no IETA. A mostra contou também com publicações de poesias em murais e até cartões de Natal e de aniversários, cultivados pelo Élson e pelo Carlos Nilson. Posteriormente, na década de 1970, o Élson lutou quase só com um cine clube onde era exibido cinema de arte. O cine Clube chamava-se Humberto Mauro. A iniciativa recebeu o apoio incentivador do professor e intelectual Antônio Munhoz Lopes, "mostrando que há muito as práticas audiovisuais estão presentes na história do estado que, à época, ainda era Território Federal" (Univercinema - UNIFAP).

Foto gentilmente cedida pelo amigo Carlos Nilson

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Do Fundo do Baú: Líderes estudantis do Amapá

Nosso amigo Carlos Nilson, abre seu baú de memórias e nos manda verdadeiras relíquias, que compartilho agora com os nossos leitores do Porta-Retrato:
Nesta primeira vemos imagens de membros da UECSA - União dos Estudantes Secundaristas do Amapá, sentados em frente ao antigo prédio onde funcionou, entre outras coisas, o Palácio do Governo, na faze territorial do Amapá, e hoje está erguida a Biblioteca Elcy Lacerda, na praça Veiga Cabral.
A partir da esquerda: Carlos Nilson, Judith Amanajás, Elizabeth (Beti) Viana, Haroldo Franco, Lucília (Tostes) Leôncio, Odete e Guilherme Jarbas.
Fonte: Carlos Nilson Costa

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Lembranças da Professora Aracy Mont'Alverne

Foto reproduzida do Facebook do amigo Fernando Canto.
Lembranças...
Um registro histórico da saudosa professora Aracy Mont'Alverne, tendo aos braços seu filho Sebastião Mont'Alverne, ainda pequeno.
Fonte: Facebook do Fernando Canto.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Balsa sobre o Rio Araguari

O registro é de 1950. O Coronel Janary Gentil Nunes, então governador do Território Federal do Amapá, numa balsa que fazia a travessia do Rio Araguari.
Ele, todo de branco com chapéu,  tendo ao lado (*)Dom Arcangelo Cerqua, (cuja barba assemelhava-se a de Dom Aristides Piróvano, primeiro bispo prelado de Macapá).

Nota do Editor: Segundo o historiador Nilson Montoril,, "o Padre Aristides Piróvano era, em 1950, data da fotografia, o Superior dos Padres do PIME e Arcângelo Cerqua dirigia a Paróquia de São José. Aristides e Cerqua costumavam viajar para o interior dirigindo motos guzzi.  
"Desde o dia 1º de fevereiro de 1949, data da criação da Prelazia de Macapá, o PIME contava com 14 sacerdotes no Território do Amapá: Aristides Piróvano, Superior do Pime; Arcângelo Cerqua, vigário da Paróquia de São José; seus coadjutores eram os demais padres: Lino Simonelli, Luiz Voganó, Mário Limonta, Antônio Cocco, Simão Corridori, Ângelo Negri e Pedro Locati. Dando apoio a todos eles atuava o Irmão Leigo Francisco Mazzoleni, o popular Caterpillar. Em Oiapoque estavam Carlos Bassanini(vigário) e Vitório Galliani(coadjutor). Em Amapá trabalhavam: Jorge Basile(vigário) e Ângelo Bubani(coadjutor).
Os demais componentes da Comitiva, não foram identificados.
(*) Dom Arcângelo Cerqua nasceu em Giugliano, Província de Nápoles, Diocese de Avers, no dia 02 de janeiro de 1917. No dia 29 de maio de 1948, chegou a Macapá em companhia de Dom Anselmo Pietrulla, Bispo de Santarém e foi empossado vigário de Macapá.
Ao sair de Macapá tornou-se o primeiro bispo diocesano, de Parintins/AM.
Faleceu na Itália no dia 21 de fevereiro de 1990. (Fonte: Revista do Jubileu da Diocese de Parintins/AM)

(Post reeditado e republicado em 26/09/2014 por conter incorreções)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pioneiro de Macapá: Seu Abilio, e a Casa Chiadinho

O português Abílio Pereira da Costa nasceu no dia 10 de setembro de 1901, na freguesia de Celorico de Basto, município de Braga, Portugal, onde residiam seus pais Joaquim Pereira da Costa e Emília Costa. Tinha sete irmãos: Albertina, Laurinda, Adelina, Emília, Antônio, Alfredo e Albano. O Abílio era o caçula dos homens. Seus três irmãos mais velhos, Antônio, Alfredo e Albano chegaram em Belém, em 1914, onde foram recebidos pelo tio português Joaquim Carvalho, proprietário do Armazém de Estivas ―Confiança‖, localizado na Rua XV de Novembro. Consta que seu avô paterno Joaquim mandou os três filhos para o Brasil com medo que eles pudessem ser mortos na Primeira Guerra Mundial. Pelo mesmo motivo, o caçula Abílio Pereira da Costa chegou a Belém, em 1918, com 17 anos de idade, sendo recebido pelo tio. Passou a trabalhar no ramo de comércio, juntamente com seus três irmãos. Depois de alguns anos trabalhando em Belém, os irmãos Alfredo, Albano e Abílio resolveram explorar, por conta própria, um bar na zona do Ver-o-Peso. Nessa época, seu irmão Antônio seguiu para a região noroeste do Estado do Pará, por recomendação de seu tio Joaquim Carvalho, chegando a morar, por pouco tempo, nos municípios de Macapá e Mazagão. Em 1928, os três irmãos desfizeram a sociedade, ocasião em que o Sr. Abílio optou pela atividade de caixeiro-viajante, muito em voga naquela época. Percorreu todo o baixo Amazonas e, com maior frequência, os interiores do Estado do Pará, sobretudo região noroeste, que viria mais tarde dar origem ao Território Federal do Amapá. Foi assim que, em 1931, chegou ao interior denominado Ajará, no município de Mazagão, depois de haver passado por Macapá. Nesse mesmo ano, conheceu outro português, Manoel Antônio da Costa, casado com Maria França da Costa, o qual era um próspero comerciante de Ajará. O Sr. Abílio pediu em casamento a filha caçula desse casal, a jovem Cacilda, cujo enlace ocorreu em Macapá, no dia 8 de fevereiro de 1932. Em 1933, mudou-se de Ajará para a localidade chamada Ipixuna, também no município de Mazagão, onde assentou um pequeno comércio, após abandonar a atividade de caixeiro-viajante. Em 1937, voltou a fixar residência em Ajará, continuando no ramo de comércio.
Pressionado pela esposa Cacilda veio para Macapá, capital do recém-criado Território Federal do Amapá construindo uma casa de comércio. Foi assim que surgiu a ― Casa Chiadinho, situada na então Rua Cel. José Serafim (hoje Rua Tiradentes), nº 752, esquina com a Rua General Gurjão, no bairro Alto, e inaugurada no início de 1945. A Casa Chiadinho era uma mercearia muito sortida, que vendia de tudo. O nome ― Chiadinho‖ teve sua origem em Portugal, significando um estabelecimento comercial que vende de tudo. Durante muitos anos, a Casa Chiadinho constituiu-se no terceiro mais forte comércio da praça de Macapá. Ao lado direito do comércio existia um grande depósito de madeira, onde era estocada a sacaria em geral (açúcar, feijão, arroz, farinha, milho, sal, etc.). Tornou-se tradição, durante muitos anos, a apresentação do ― Boi do Maçarico‖ em frente à ― Casa Chiadinho, que descia do bairro do Trem para exibir-se em frente ao ― Macapá Hotel, centro de todos os grandes acontecimentos sociais em Macapá. O Sr. Abílio possuía também um bar na esquina da Rua Tiradentes com a Rua General Gurjão, em frente à Casa Chiadinho. Esse bar, que nunca chegou a prosperar, foi inaugurado em 1950 e fechado em 1956, quando foi vendido. O dinheiro apurado nessa venda destinou-se ao pagamento de uma indenização vultosa, sentenciada pela Justiça (fato inédito em Macapá, àquela época), a título de seguro de vida para a viúva de um mestre de obras que falecera durante a construção de uma casa residencial de madeira, localizada na mesma Rua Tiradentes logo no início da ponte que interligava o bairro Alto com o bairro do Trem, alugada durante alguns anos. O Sr. Abílio possuía ainda uma embarcação de grande porte, para o transporte de mercadorias compradas em Belém, sinistrada em um naufrágio, com perda total. De sua união matrimonial com D. Cacilda Pereira da Costa nasceram doze filhos: Angelita (13/12/32), Alírio (18/12/34), Arlindo (30/10/36), Alfredo (28/10/38), Aurelina (24/07/40), Adede (17/07/42), Abelardo (14/12/44), Arlete (07/09/47), Adelvina (25/09/50), Anaide (19/04/55) e Adamor (15/01/58). O Sr. Abílio incentivou seu concunhado Antero Paulo da Costa, também português e domiciliado em Belém, a explorar a primeira linha de ônibus público que circulou em Macapá, com a denominação ―Viação Primazia ‖, constituída de três ônibus, inaugurada em 1949, cuja existência foi efêmera, motivada pela renda que era insuficiente para a manutenção da linha. Além do mais, em uma oportunidade um dos motoristas, de sobrenome Lobo, acidentou o ônibus que dirigia (capotou), causando enorme prejuízo para o proprietário. Depois de três anos de insucesso empresarial em Macapá, seu tio Antero resolveu retornar com seus ônibus para Belém. Depois de alguns grandes prejuízos, o seu comércio começou a entrar em processo de falência. Em maio de 1960, já com a Casa Chiadinho de prateleiras vazias, seu pai encerrou o comércio em Macapá, transferindo o domicílio para Belém. Faleceu na Capital paraense, em 18 de março de 1976, aos 74 anos de idade, vítima de (AVC) acidente vascular cerebral.
Fonte: Reprodução do livro Personagens Ilustres do Amapá. Vol. III. Coaracy S. Barbosa. Edição de Março 2002 (Não impressa).

Cópia digital, cedida ao editor do blog Porta-Retrato. por Paulo Tarso Barros Presidente da Associação Amapaense de Escritores-APES, com autorização para publicação, sem fins lucrativos, somente de caráter informativo/histórico-cultural.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Bandeirantes: "Semper Parata"

(Reprodução)
Ano 1959 - Um grupo de Meninas Bandeirantes de Macapá fazendo a saudação do movimento em um evento, na Fazendinha.

Bandeirantismo em Macapá - Em 23 de setembro de 1945, o movimento das Bandeirantes passa a existir oficialmente em Macapá, com a instalação das companhias Ana Nery e Anita Garibaldi. chefiadas pelas professoras Edith Pennafort e Wanda Jucá. O movimento das bandeirantes surgiu na Inglaterra, em 1909, por iniciativa de Robert Baden Powel, o pai do escotismo.Ele contou com a ajuda da irmã Agnes Baden Powel e de sua esposa Olave. Em maio de 1919, o movimento chegou ao Brasil. Escoteiros e Bandeirantes não prestam continência. Fazem saudação, com os dedos indicador,maior de todos e anelar unidos e esticados para cima. Ficam dobrados no sentido do centro da palma da mão direita os dedos mindinho e o polegar, este sobre aquele. Significa que o mais forte protege o mais fraco. No escotismo, a saudação é Sempre Alerta.No Bandeirantismo, se diz Semper Parata(do latim). Esta saudação das bandeirantes evidencia que elas "estão sempre prontas a ajudar". A saudação é prova de amizade e respeito. Tanto a saudação dos escoteiros como a das bandeirantes, os dedos estendidos lembram os três artigos da promessa escoteira e do código bandeirante. (Nilson Montoril)

Fonte: Texto reproduzido do Facebook do historiador
Post reeditado e repaginado em 23/09/2014

domingo, 21 de setembro de 2014

O Pioneiro Francisco Miccione

Hoje, o "Porta-Retrato" presta uma justa homenagem póstuma ao Sr. Francisco Miccione, um dos pioneiros que muito contribuiu com o progresso do Amapá.
Francisco Miccione, Italiano que adotou o Brasil como pátria e o Amapá como lugar para morar por toda a vida. Nascido em 13 de março de 1929, em Bitonto, chegou ao Brasil em 1951, trabalhou na ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios).
Em junho de 1957, inicia suas atividades como autônomo, com incentivo e apoio do amigo e também italiano, o Bispo D. Aristides Piróvano, nasce a Mecânica Miccione, a primeira do Amapá, com serviços de solda, torno e mecânica em geral, com a qual passa a manter a família, sempre com a presença constante da companheira de todas as horas, a esposa Odette Góes Miccione. Eles contraíram núpcias, e o oficiante do casamento foi o padre Antonio Cocco.
Tiveram cinco filhos, Emília (Licenciatura em Letra), Domênico, (Licenciatura em Matemática), Francisco (Cirurgião Dentista), Sidou (Advogado) e Aristides (Administrador).
Miccione teve várias alegrias na vida, uma delas, foi quando recebeu, em 12 de setembro de 1978, o certificado de naturalização de brasileiro. O evento aconteceu em clima de solenidade, no Fórum de Macapá.
A maior de todas as alegrias foi conseguir e participar das formaturas de todos os filhos.
Ampliou a oficina, passando a fabricar, hélices e eixos para embarcações, engrenagens e muitas outras peças, contribuindo para o desenvolvimento do Estado, pois era praticamente impossível na época adquirir estes produtos fora do Estado.
Miccione exerceu sua profissão com dedicação, um perfeccionista, ensinou tudo que sabia aos seus funcionários, fez escola...
Por três vezes foi presidente do Rotary Clube de Macapá, às quartas feiras sempre presente nas reuniões às 20h, na sede do Esporte Clube Macapá.
Foi Maçon, da loja Duque de Caxias, onde seu corpo foi velado no dia do seu aniversário, 13 de março de 1990.

Fonte: Texto de Francisco Miccione Filho.
Foto colorida: Arquivo da família
Fotos em preto e branco: Arquivos do blog

sábado, 20 de setembro de 2014

A Pioneira Francisca Chagas de Araújo Monteiro - Chicona

O Porta-Retrato, presta uma homenagem póstuma à Pioneira Francisca Chagas de Araújo Monteiro; falando assim ninguém a conhece, mas se disser que ela é a Chicona, todo mundo se lembra da boneca da banda, que foi criada para homenageá-la.


Francisca Chagas de Araújo Monteiro - A Chicona -  filha de Teodorico da Silva Monteiro e Jesuína de Araújo Monteiro, nasceu no dia 15/12/1938, na localidade de Itatupan, (Moura Sacramento) Muncipio de Gurupá-PA.
Trabalhou desde 17 anos (1955) no Hospital Geral de Macapá.
Faleceu dia 14/09/1999, aos 61 anos de idade, e foi sepultada no Cemitério N. S. da Conceição, no Centro de Macapá.
Fonte: Informações repassadas por seu filho Adriano Araújo Jorge, via Facebook.
Fotos do acervo da família.







sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Time de FUTSAL dos funcionários da BRUMASA

Esta foto, foi compartilhada conosco pelo amigo Teodorico Chagas.
São imagens dos anos 1969/70, do time de futebol de salão dos funcionários da BRUMASA, na quadra do estádio Augusto Antunes, em STN.
Em pé a partir da esquerda: José Maria Farias (Técnico), Domício, Waldir Queiroz (goleiro), Teodorico Chagas e Pedro Ivan.
Agachados: Wesley Vilhena, Damião Baia e Valdo Vilhena.
Fonte: (Foto compartilhada por Teodorico Chagas e recuperada pelo blog)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

OS TRES DELEGADOS, JUNTOS

Esta foto, sem data, foi compartilhada com o blog Porta-Retrato, pela amiga Rosa Souza, filha do Delegado Teobaldo.
Um registro histórico em que aparecem, nas imagens, os tres delegados juntos. Delegados Espindola Tavares, Oscar e  Teobaldo Souza.
À esquerda, Delegado Espíndola (de branco) e Delegado Oscar (ao lado dele - só aparece o rosto) com a esposa Nairza. Junto à parede (atrás da mesa) dona Zezinha e Delegado Teobaldo; à frente (de roupa escura) Raimundo Nonato Silva Souza, um dos filhos do casal. Na outra mesa as irmãs Ivone e Rosa Souza, a prima delas, Janete Pinto, e à direita, a "irmã do coração" Catarina Mira
O rapaz que está por trás, não foi identificado.
 Fonte: Foto compartilhada pela amiga Rosa Souza, via Facebook.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Passagem do neto de Joaquim Caetano da Silva, por Macapá

Esta foto, compartilhada pelo amigo José Façanha, registra a passagem do neto de Joaquim Caetano da Silva por Macapá, em 1953, acompanhando os restos mortais de seu avô, trazidos de Jaguarão/RS,...
...que hoje estão no museu que tem o nome desse ilustre brasileiro. 
Pela ordem, da esquerda para a direita: Roque Penafort, Lourenço Façanha, o neto de Joaquim Caetano, Silvio Santos e outro que não soubemos
Os três primeiros foram prefeitos de Oiapoque, Amapá e Mazagão, respectivamente.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A jovem e a VESPA

Pegando carona na onda da lambreta, trazemos hoje uma foto histórica compartilhada, via e-mail, pela amiga Josie Remedios, que mora em Campinas-SP.
Seu  Henrique, pai de Josie, foi auditor interno na Icomi, em Santana/AP, onde trabalhou por alguns anos.
Ele e dona Etelvina, que eram de origem chinesa, tiveram quatro filhos: Manoel, Fernando, Irene e Josie, que são da mesma nacionalidade.
Manoel e Fernando adquiriram uma VESPA - a principal concorrente da lambretta, naquela época - mostrada por Irene, na foto abaixo:
O clique aconteceu em 1963, em frente à casa da família, em Vila Amazonas/AP. 
Irene, serviu de modelo e posou ao lado da Vespa, e agora nos brinda neste registro histórico, aqui no Porta-Retrato.
Irene Remédios, reside com sua família em Natal/RN.

Contexto histórico - A Vespa foi criada em 1946 pela Piaggio, fabricante italiana que também produz carros de passeio e aviões, foi apresentada no Clube de Golfe de Roma. Após a Segunda Guerra Mundial, Enrico Piaggio (fundador da marca) pressentiu que um veículo pequeno e ágil seria ideal para transitar pelas grandes cidades. O projeto de Piaggio era ambicioso. O primeiro esboço tinha o nome de Paperino (pato, em italiano, mas só 100 unidades foram produzidas). Aproveitando-se dos seus conhecimentos em aeronaves, decidiu que a roda traseira funcionaria como um trem de pouso, acoplando-se ao motor. Quando viu o protótipo, Piaggio teria dito que a frente do veículo lembrava um inseto, mais especificamente uma vespa, devido ao desenho dos retrovisores lembrarem antenas. O ronco do motor também lembrava o das asas da vespa batendo.
O motor das primeiras Vespas era de dois cilindros, com potência de 3,5 cavalos e velocidade máxima de 60 km/h. Três anos depois de seu lançamento, estima-se que aproximadamente 35 mil unidades foram vendidas em toda a Europa.
Em 1954 tem-se o primeiro registro de uma Vespa em território brasileiro. Quatro anos depois a mística scooter começou a ser fabricada no Brasil, no Rio de Janeiro, através de uma subsidiária da Piaggio. Em 1960 é lançado a Vespacar, um modelo com baú e outro com furgão, este último foi muito utilizado pelos Correios.
Em 1971 a Panauto, primeira fabricante da scooter no Brasil, fechou as portas. A produção da Vespa em solo brasileiro voltou em 1974 e durou até 1981, pela Barra Forte, de Manaus.
Uma joint-venture (empreendimento conjunto) entre a Piaggio, Barra Forte e Caloi permitiu que a Vespa continuasse a existir no Brasil. Esta união durou de 1985 a 1990. No auge do Plano Cruzado, a Vespa se tornou a moto mais vendida do país, superando a Honda CG 125.
A Vespa voltou ao Brasil através de importação independente, de 1994 a 2000. A Piaggio continua fabricando a Vespa, com praticamente o mesmo design de seu lançamento, há quase 70 anos. (Fonte: Tudo de Carro)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Jovens na lambreta

Encontrei esta relíquia histórica no baú de lembranças do meu amigo João Silva.
Ele divulgou em seu Facebook esta foto de Antônio Trevizani (de óculos) e José Pastana (usando topete) sobre uma lambreta, que foi a coqueluche na época do ex-Território do Amapá.
João lembra muito bem que "circular numa lambreta dava muito tesão e fazia um sucesso danado por estas bandas nas décadas de sessenta e setenta. Eu tinha um amigo, aliás acho que ainda tenho, chamado José Fontoura, que ganhava preferência das moçoilas daquela época quando chegava montado em uma lambreta novinha em folha na frente da sede do Trem. Em Santana, em Vila Amazonas, lambreta também fazia sucesso e mexia com a imaginação das garotinhas. Um dia o Trevizani montou uma lambreta e convidou o Pastana pra dar uma volta pela frente da casa das gatinhas de Vila Amazonas antes do treino do Santaninha, onde os dois começaram a jogar futebol e o Antônio era o craque do time no finalzinho da década de sessenta, antes de ser promovido à equipe titular do Canário Milionário."(João Silva)
Fonte: Facebook
Contexto histórico - A Lambretta foi um modelo de motoneta produzido pela Innocenti entre 1947 e 1971.
Ferdinando Innocenti tinha uma fábrica de tubos de aço em Milão, e após o bombardeio na Segunda Guerra, aceitou o desafio e reconstruiu sua empresa, desta vez investindo em um novo produto. Ao lado do engenheiro Pierluigi Torre, criaram um veículo pequeno e ágil. A produção iniciou em 1947. A carroceria tubular permitia ao condutor manter as pernas “dentro” da scooter. O motor de dois tempos e um cilindro chegava a 53 km/h. O nome Lambretta vem do rio Lambro, que passava próximo à fábrica de Innocenti. Foi produzida até 1972.
No Brasil, a Lambretta começou a ser produzida em 1958, em São Paulo. Primeiramente, a versão ofertada era de 125 cc, e logo depois, 175 cc. A Brumana & Pugliesi (representante da Innocenti no Brasil) lançou em 1971 um híbrido de moto e scooter, chamada Xispa, que foi fabricada até 1979. A produção da Lambretta durou até 1982, quando não suportou à concorrência da Honda e da Yamaha, que já produziam motos de 125 cc. (Fonte: Tudo de Carro)

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