sábado, 6 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Sr. Raimundo Nonato e filhos, no Laguinho.

Nossa Foto Memória de hoje foi compartilhada pelo amigo Sebastião Ataíde de Lima, em sua página no Facebook.
É um registro de 1960, quando ele tinha onze anos, e o irmão, cinco.
Nas imagens o pai deles, Sr. Raimundo Nonato empurra um carrinho de mão, tendo à esquerda, o irmão menor Raimundo Filho (Boquinha), na Rua General Rondon, ainda de chão batido, antes de receber asfalto.
O Sabá está à direita de seu Raimundo.
Seu Raimundo Nonato faleceu dia 07 de fevereiro de 1998.
Informações do próprio Sabá Ataíde.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Foto Memória da Navegação Marítima do Amapá: MESTRE DONGA: UM MARUJO PIONEIRO (1914-2015)

(*) Por Fernando Rodrigues
“Orlando dos Santos foi um marujo pioneiro do AMAPÁ. Filho de Emiliano dos Santos e de Rosa Ferreira da Conceição nasceu na fazenda Santa Catarina, região de Chaves, arquipélago de Marajó, onde seus pais trabalhavam, em seis de dezembro de 1914. Marajoara típico, mistura de sangue indígena (aruã ou nheengaibo) com o de branco. Ainda adolescente começou a conhecer as terras da antiga capitania do Cabo do Norte em fins da década de 1920 ao viajar com parentes em embarcações à vela para Macapá, Mazagão e arquipélago de Bailique a fim de negociar e transportar passageiros, vindo a se tornar experimentado navegador do estuário amazônico.
Donga, como era conhecido Orlando dos Santos desde criancinha, também labutou na pecuária e na lavoura, período que estudou e aprendeu o suficiente para não ser enganado e almejar uma vida melhor, conforme ele mesmo. Sempre quis ser marinheiro e aos vinte e um anos de idade decidiu que seria um profissional da navegação marítima e, com as bênçãos dos pais, seguiu para Belém e passou a trabalhar como piloto em embarcações que singravam pelo arquipélago de Marajó transportando gado, mercadorias e passageiros.
DONGA NA 2ª GUERRA MUNDIAL
Com a entrada do Brasil na Segunda Grande Guerra, Orlando dos Santos engajou-se no “esforço de guerra” supervisionado pela Marinha Brasileira que tratou da participação de civis com habilidade na arte de navegar em missões de alto risco. Passou labutar como marinheiro em barcos a propulsão mista (à vela e a motor) que transportavam mercadorias, materiais e apetrechos bélicos da base aérea que os norte-americanos possuíam em Natal, Rio Grande do Norte, e da brasileira de Val-de-Caens, em Belém, para a base aérea instalada no município de Amapá e outras três em territórios das Guianas.
Ao contrário dos “soldados da borracha” que foi uma mobilização pública de nordestinos com destino à Amazônia para a extração do látex, o recrutamento e a missão dos marujos foi envolto de sigilo. Temiam os militares que com informações de espiões que agiam na região a serviço da Alemanha, as embarcações, embora navegassem próximo da costa, fossem interceptadas por submarinos nazistas. Certa vez, próximo de Paramaribo, a embarcação em que Donga viajava foi abordada por um submarino norte-americano, que se aproximou sem que percebessem. Depois de identificados e vistoriados foram liberados a prosseguir com o encargo.
Numa das viagens, o barco em que Orlando dos Santos costumeiramente fazia parte da equipagem, vindo do Nordeste brasileiro, carregada de munição, ao ancorar no arquipélago de Marajó para reabastecer-se e prosseguir a viagem, explodiu matando toda a tripulação. Escapou da tragédia. No dia anterior fora transferido para outra embarcação que rumara para Belém. A fatalidade foi mantida em absoluto segredo. Em meio da marujada chegou a ser especulado ter sido causado por torpedo disparado de submarino alemão que adentrara a baía de Marajó, burlando a vigilância naval brasileira.
DONGA “ANCORA” EM MACAPÁ
Com o fim da guerra, Donga continuou como embarcadiço navegando pelo Baixo e Médio Amazonas. Encontrava-se em descanso na fazenda Santa Catarina, em Marajó, em meados de 1947, quando um inesperado episódio iria alterar em muito sua vida profissional e familiar. Pousava numa campina próxima de onde se encontrava um teco-teco com quatro pessoas. A aeronave partira de Belém e seguia para Macapá. O problema não causaria um acidente, mas o piloto tomou a precaução devido à importância de um dos passageiros que transportava. Tratava-se do capitão Janary Nunes, o governador do recém criado Território Federal do Amapá.
O teco-teco ao pousar chegou até um terreno semi-alagado, onde ficou atolado sem sofrer danos. Donga participou com vaqueiros da fazenda do esforço de remover a aeronave para terra firme. Janary Nunes que participou desse trabalho, pouco antes de prosseguir viagem, sem rodeios perguntou-lhe qual sua profissão e ao ser informado que era marítimo, o convidou a trabalhar no governo territorial nessa profissão. Donga aceitou o convite e o governador escreveu um bilhete para entregar ao representante do Território em Belém que providenciaria sua ida para Macapá.
Ainda em 1947, Orlando dos Santos passava a ser servidor do Território Federal do Amapá lotado no SERTTA Navegação. Em 1950 casou-se com a cearense Helena Rodrigues de Alencar, filha do mineiro Sebastião Pereira de Alencar que havia imigrado para Macapá em 1943, vindo com a família da região do rio Jari, desafiando a arrogância e a prepotência do latifundiário José Júlio de Andrade e Silva que dominava aquela área e subjugava seus habitantes. O “seu” Alencar era um negro alto e forte que sabia ler e escrever e foi integrado no serviço público territorial como chefe do serviço de desembarque de cargas no trapiche Eliezer Levy, onde ancorava a frota governamental.
DONGA E A ALVARENGA UAÇÁ
Até a década de 1950, Donga navegou em todas as embarcações do governo, chegando ao posto informal de mestre de convés. 
Na década de 1960, devido a grande necessidade de bens de consumo e outros no Território e pouco interesse da iniciativa privada em fazer com regularidade transporte de veículos automotores e mercadorias em geral, foi integrada à frota territorial a Alvarenga Uaçá, com grande capacidade de carregamento, para ser rebocada pelo potente iate São Raimundo. Ao mestre Donga foi atribuída a responsabilidade de fiscalizar o embarque da carga despachada em Belém e garantir a segurança da mesma até o desembarque em Macapá.
Desempenhou tão bem a atribuição, que comandou a embarcação até a mesma se tornar inservível. 
No comando da Uaçá, mestre Donga fez para mais de duas centenas de viagens na rota Macapá-Belém-Macapá. Sempre havia mais carga do que a capacidade da embarcação e, também, dependia dele a prioridade do que embarcar e quando, suscitando incompreensões de donos das mercadorias preteridas por mais de uma viagem, com alguns reclamando a seus superiores hierárquicos que não levavam a sério as queixas, porquanto não duvidavam de seu profissionalismo e honestidade. Não guardava mágoa de ninguém; não se estressava. Logo, descontentes por conta do seu desempenho profissional, reconheciam que foram injustos e o procuravam para desculpar-se.
Para Donga todas as viagens foram importantes. Por muitos anos delas dependeu o funcionamento dos serviços públicos e o abastecimento do comércio local. Entretanto, destacava uma delas pelo que significou para a maioria dos habitantes de Macapá. Foi a realizada ao município paraense de São Miguel do Guamá para apanhar uma carga de farinha de mandioca que abarrotou os porões da Uaçá. Na época vivia-se nos primórdios da Ditadura Militar e grave crise de abastecimento de alimentos básicos e o produto foi para ser comerciado a servidores públicos, para desconto em folha de pagamento. A venda, de forma racionada, foi feita pela Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá (SATFA), que funcionava ao lado do antigo Fórum de Macapá, onde está sendo construída uma praça.
O OCASO DO NAVEGADOR
Ao ser extinto o SERTTA Navegação, os marítimos que se encontravam na ativa, entre eles o mestre Donga, continuaram a navegar lotado na Superintendência de Navegação do Amapá (SENAVA), criada pelo governador Anníbal Barcellos para transportar passageiros e cargas entre Macapá-Belém-Macapá. Aposentou-se do serviço público em 12 de fevereiro de 1982, aos sessenta e oito anos de idade. Logo, entretanto, voltou à ativa. O comandante Barcellos decidira valorizar a experiência e mandava contratar os marítimos aposentados que quisessem voltar a navegar. Trabalhou na instituição até a mesma ser desativada. Ao findar esse serviço que o governo prestava ao público, Donga passou a trabalhar na iniciativa privada até aos setenta e cinco anos de idade.
Definitivamente “desembarcado”, como dizem os marujos saudosos dos tempos de outrora, o mestre Donga tornou-se assíduo frequentador da sede dos aposentados para rever antigos amigos, recreação e tratar de seus direitos. Até tentou a averbação como tempo de serviço do “esforço de guerra”, mas a empresa para qual navegou desapareceu com fim da Segunda Guerra Mundial. Viveu intensamente até aos noventa e nove anos de idade quando um acidente doméstico o colocou em cadeira de rodas. Gostava da presença dos filhos, netos e bisnetos. Seu aniversário sempre era comemorado. Os seus cem anos de idade foi uma linda festa. Foi sua despedida da família e deste mundo.
Mestre Donga faleceu em Macapá onde residia há sessenta e oito anos, cinquenta e cinco dias após a morte súbita da dona Helena Rodrigues, sua esposa, com a qual era casado há sessenta e quatro anos. Dessa duradoura e amorosa união nasceram os filhos: Fernando Rodrigues (professor-historiador), José Rodrigues (falecido há 40 anos), Raimundo Rodrigues (economista-advogado), Francisco Rodrigues (professor-sociólogo), Paulo Rodrigues (administrador-auditor), Luís Carlos Alencar (tenente PM), Ana Maria Alencar e Ernandes Alencar (engenheiro civil). A cunhada Francisca Pereira de Alencar, a tia “Tita”, auxiliar de enfermagem aposentada, atualmente com oitenta e seis anos, lúcida e forte, ajudou a criar essa turma. O casal há tempo havia aceitado Jesus Cristo como o único e suficiente salvador e, nessa esperança, partiu para a eternidade.
Seu Orlando dos Santos faleceu, dia 26 de julho de 2015, aos cem anos, sete meses e vinte dias de idade. Era o remanescente dos mais de cinquenta servidores públicos da década de 1940 lotados nos serviços de transportes fluviais e marítimos do governo territorial.” 
Fonte: Facebook
(*)Texto do professor, historiador e escritor Fernando Rodrigues, publicado originalmente em sua página no Facebook, devidamente adaptado e atualizado, especialmente para reprodução no blog Porta-Retrato.
O biografado era pai do autor.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Como o voleibol chegou ao Amapá?

Em resposta a esta pergunta que nos foi enviada  por um leitor (anônimo) do blog Porta-Retrato, recorremos ao historiador Nilson Montoril, que nos enviou o seguinte texto, bem esclarecedor:
“O voleibol, o basquete e o futebol americano tiveram na figura do Sargento Irineu da Gama Paes o primeiro instrutor com amplo conhecimento das suas regras e, que também aplicava                         as mencionadas práticas esportivas. Ele integrava a Força Pública do Distrito Federal e desenvolvia suas atividades no Rio de Janeiro. 
O governador do Amapá, capitão Janary Nunes, conseguiu a sua liberação para ministrar Educação Física aos estudantes macapaenses e coordenar um programa esportivo em um centro de diversões montado na área da praça capitão Augusto Assis de Vasconcelos, espaço hoje ocupado pelo Teatro das Bacabeiras. No centro havia brinquedos para crianças e duas quadras de chão batido, destinadas ao vôlei e basquete. A tarefa do sargento Irineu foi facilitada devido a presença de jovens esportistas vindos de Belém, que jogavam futebol, vôlei e basquete. Alguns praticantes das referidas modalidades esportivas eram oriundos da FEIJ - Federação Educacional  Infanto Juvenil, do Escotismo e de tradicionais escolas paraenses, entre eles: Expedito Cunha Ferro(91), José Epifânio Martins(Pigmeu), Chefe Joãozinho, Humberto Santos, Lucimar Ribeiro (Príncipe Malaio), Glycério Marques, que depois passaram à condição de instrutores. Dentre os jovens de Macapá despontaram Ubiracy Picanco (Tio Bira) e José Figueiredo de Souza (Savino). As mulheres também jogavam voleibol.” Nilson Montoril

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Frota de Automóveis da ICOMI

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada por Paulo Rogério Guedes, na página  do Grupo de simpatizantes da Empresa ICOMI, no Facebook.
"A necessidade de manter um serviço dinâmico exigia da ICOMI transportes seguros, funcionais e que apresentassem o mínimo de desgaste. Por isso, em fevereiro de 1965 a companhia resolveu renovar sua antiga frota de automóveis, substituindo-a por viaturas modernas e de fabricação nacional. 
A foto foi tirada no pátio da ICOMI em Santana."
Fonte: FACEBOOK

terça-feira, 2 de maio de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Famosa "Rádio Cipó" de Vila Amazonas

Só meu amigo Floriano Lima, para ter sensibilidade e fotografar a famosa “Rádio Cipó”, em Santana.
A foto tirada por ele em 2014, foi compartilhada no Grupo de simpatizantes da ICOMI, no Facebook, pelo amigo João Roberto Pinto Gomes.
Eram aí que as noticias circulavam com  muita rapidez. 
O internauta Hilton Oliveira, comenta que existia um senhor com problemas mentais, de nome “Dá Gálho”, que praticamente morava na local. Hilton ressalta, que: “’Dá Galho’ era um personagem muito popular entre os moradores. Apesar do problema de comunicação, ninguém o importunava e sempre recebia alimentação dos funcionários do restaurante, que ficava às proximidades.”
O amigo Haroldo Pinto Pereira lembra que o famoso Ponto de Ônibus, situava-se em frente aos restaurantes Primário e Intermediário, na Vila Amazonas.
Ele conta que o ônibus apanhava os funcionários para irem para o escritório apos café e almoço. E completa dizendo que ele mesmo ficou inúmeras vezes, aguardando na “Radio Cipó”, pela condução.
Sônia Lima comenta que "muitos discípulos desse ligar fofocam até hoje!" 
Num comentário mais recente, Paulo Melo ex. Vereador de Santana, relembra que o local "era uma espécie de estação de encontro da chegada e saída daqueles que levavam orgulhosamente no peito a tão obcecada chapa da ICOMI." 
Um outro internauta Adm Paranhoz, exclama:  "Ah...!!! Rádio Cipó...se eu pudesse retransmitir suas eloquências...frutos proibidos e eletrizantes, de muitas essências, divinas e malvindas, de todas as espécies e peripécias, de vida e contos...DA VAM, DE SANTANA, DA ICOMI...NOTÍCIAS...!!!...DE TODOS OS TEMPOS...da esquina mais famosa, de VILA PISCINA...DO AUGUSTÃO...!!!"
Realmente, a "Rádio Cipó". era uma central de fatos/boatos, (hoje seriam fatos ou fakes), e disse-me-disses. "Era um lugar onde tudo se sabia, dos mexericos aos assuntos mais glamourosos da época." 
"Nossa internet da época", complementa o craque Antônio Trevizani, dos bons tempos do Santana Esporte Clube.
Diríamos, sem errar, que foi o ponto de maior movimento nos anos 60 até meados dos anos 70, na cidade industrial de Santana.  Por trás dela, havia um grande restaurante que se chamava ABC, que servia aos funcionários da classe primária e intermediária da ICOMI. Do outro lado eram os aposentos dos funcionários solteiros, compostos por mais ou menos uns duzentos alojamentos. Com isso já podemos imaginar o burburinho que era a antológica “rádio cipó’. Ela sempre foi pintada com a cor predominante da ICOMI. Os elementos em alvenaria, sempre foram brancos. "Quando tentaram meter um laranjão nela, os moradores não permitiram, porque seria trucidar com a história de um local, que pra quem não conhece, pensa que é um ponto de ônibus qualquer."
(Foto: Reprodução / Grupo  ICOMI - Portal de Altamir Guiomar)
A “Rádio Cipó” faz parte, dos anos dourados de Santana. Hoje revitalizada, nos faz lembrar o bons tempos de ICOMI, no Amapá.
Fonte: FACEBOOK
(Última atualização em 19/05/2019)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Reunião Histórica

A Foto Memória de hoje, vem do Baú de Lembranças do jornalista João Silva.
Com a devida anuência do amigo Balalão, reproduzo esse registro histórico fotográfico de 1972, feito no gabinete de trabalho do desportista Raimundo Osmar Pontes Hollanda, o Pai do Copão da Amazônia, na antiga Confederação Brasileira de Desportos, no Rio de Janeiro, na época presidida por João Havellange:
Além do João Silva, “estão no registro o próprio Hollanda e Avertino Ramos (sentados), e o amigo João Picanço (em pé), ele que é ligado há muitos anos ao Departamento Nacional de Produção Mineral no Amapá, filho de tradicional família macapaense. Avertino Ramos e Osmar são falecidos. Avertino foi craque de futebol jogando pela Seleção Amapaense e pelo Esporte Clube Macapá, várias vezes campeão amapaense na era amadora, mas também jogava voleibol e basquetebol com desenvoltura. Foi homenageado e o ginásio de esporte do GEA localizado na Cândido Mendes, com sua morte passou a se chamar Avertino Ramos com inteira justiça ao grande atleta e esportista."
Fonte: Facebook

domingo, 30 de abril de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Vila de Terezinha - Serra do Navio/AP

Esta foi a primeira vila da ICOMI construída do outro lado do rio Amaparí.
Moradores mais antigos do lugar contam que era também conhecida como Vila Papelão.
A travessia das pessoas era feita por uma ponte pênsil (foto acima) montada com madeiras e cabos de aço, que desabou com jovens escoteiros de Macapá, fato muito triste que abalou os amapaenses e que está narrado no livro “A Margem Esquerda do Rio Amazonas - Macapá”.
O escritor amapaense Amiraldo Bezerra conta em sua obra, que um “acontecimento que enlutou e consternou muitos amapaenses, foi a tragédia com os escoteiros em Serra do Navio, mais precisamente com a queda da ponte que ligava aquela cidade a vila de Teresina. Era uma ponte feita de cabos de aço e tábuas de madeira, com uma altura de seis metros, aproximadamente. Ao romper-se em uma extremidade, jogou dentro do rio de correntezas e muitas pedras, dezenas de jovens escoteiros e lobinhos que excursionavam ali naquelas férias de meio do ano. Um dia antes, havia passado por lá uma comitiva de vários marinheiros e nada demonstrava perigo em utilizar a ponte. Era o dia 11 de julho de 1960. Seis mortes, todos em idade infantil, antes de chegarem à adolescência, tiveram o fim da vida terrena ceifada de forma brusca. Durante toda a semana, parece que de maneira premeditada, achava-se um corpo, aquilo nunca mais saiu de nossa mente.”

sábado, 29 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Hospital Geral de Macapá

A Unidade Sanitária Mista de Macapá, iniciada em 1945 foi um dos primeiros prédios construídos pelo Governador Janary Nunes, como parte da estrutura montada nos primeiros anos do Território Federal do Amapá.
Seu projeto e sua construção foram realizados pelo engenheiro e escultor português Antônio Pereira da Costa. 
Sua inauguração aconteceu em 25 de janeiro de 1949, data da comemoração dos quatro anos da instalação do Governo do Amapá.
( Post reeditado e repaginado em 29/04/2017 )

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Posto de Puericultura "Iracema Carvão Nunes"

(Foto: Reprodução do livro "Perfil Histórico do Amapá" de Arthur Cezar Ferreira Reis - 1949)
Posto de Puericultura "Iracema Carvão Nunes", construído pela Campanha da Redenção da Criança, sob a administração do Governo do Território Federal do Amapá. 
O Centro de Puericultura atendia as necessidades da população de Macapá e regiões próximas, desde 1945.
Localizava-se na Rua Cândido Mendes ao lado do Grupo Escolar Barão do Rio Branco e da residência do governador, prédio atualmente cedido à Prefeitura de Macapá.
(Repaginado em abril de 2017)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Prof. Munhoz e amigos

A Foto Memória de hoje, permite à editoria do Porta-Retrato, fazer múltiplas homenagens juntas, a pioneiros e pioneiras do Amapá.
O registro pertence ao acervo do ilustre professor Antônio Munhoz Lopes, que foi publicado em sua página oficial no Facebook.
Segundo a própria legenda, são imagens do professor Munhoz numa das comemorações de seu aniversário, em Macapá, com os amigos:  Maurice Ghammachi; professora Niná Barreto; professora Aracy Mont'Alverne; professora Zaide Soledade; Toninha Bezerra e Carlos Bezerra.
Ao lado de uma recheada mesa de doces estão a partir da esquerda o empresário Maurice Ghammachi ( de bigode branco ) que foi proprietário da sortida Casa Gisele.
Seu Maurice Ghammachi nasceu no Líbano, em 14 de agosto de 1916. Casou em 16 de dezembro de 1951 com Leila Ragi Ghammachi. Chegou em Macapá em dezembro de 1953, juntamente com o irmão Aziz Ghammachi, e após trabalhar em atividade comercial itinerante, abriu, anos depois, a CASA GISELE (fevereiro de 1953), funcionando inicialmente na Avenida Ataíde Teive. Depois a loja foi transferida para a Rua Cândido Mendes. O nome Gisele foi em homenagem à sua filha, atual médica, Gisele GHAMMACHI.
Seu Maurice faleceu em 24 de janeiro de 2005. 
(Fonte: Informações da médica Gisele Gammachi, filha do biografado, repassadas ao historiador Edgar Rodrigues e gentilmente cedidas ao Porta-Retrato)

Outra pioneira que aparece nas imagens entre seu Maurice Gammachi e a Professora Aracy Mont’Alverne, é a artísta plástica Niná Barreto Nakanishi.
Niná Barreto Nakanishi nasceu na cidade de Barcelona, Estado do Rio Grande do Norte, no dia 9 de julho de 1929, filha do comerciante Luiz Gomes Barreto e Evenca Gomes Barreto.
Desde jovem mostrou tendência para a escultura, manuseando o barro, criando seus bonecos; participou de cursos incentivada por sua família e ficou conhecida em Natal.
Chegou à Macapá, em 1948, instalando seu "atelier" e conseguindo alguns alunos e, logo em seguida, foi contratada pelo governo do Amapá e passou a exercer a função de Professora de Artes. Foi convidada e participou do 2.° Salão de Artes Plásticas na Universidade de Sergipe. Expôs seus trabalhos em Belém, Estado do Pará, em 1971; no Distrito Federal em 1976; na "Amostra de Artes" em Fortaleza - CE; em Brasília nas comemorações do "Ano Internacional da Mulher" em 1976, além de sete exposições em Macapá. Suas obras estão em museus ou em poder de colecionadores na Itália, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Indonésia, Portugal e noutros países.
Niná foi casada com Tatsuo Nakanishi de quem se desquitou.
Niná Nakanishi faleceu em Macapá, em 20 de setembro de 2003.
Niná é uma das pioneiras das artes e da educação no Amapá.
Fonte: (Informações fornecidas ao blog pela família de Niná)

Ao lado de Niná aparece a Profª Aracy Mont’Alverne, uma das pioneiras de educação do Amapá.
Professora Aracy nasceu em Colares, Estado do Pará, no dia 13 de fevereiro de 1913, filha de Werneck Barbosa de Miranda e D. Raimunda Maria de Miranda.
Estudou nos colégios de Belém e formou-se professora normalista em 1933.
Começou a trabalhar como professora do Ensino Primário em Belém, no período de 1933 a 1936.
Chegou ao Amapá, em 8 de dezembro de 1942, convidada pelo então Governador Janary Gentil Nunes, ingressando no Quadro de Funcionários do Governo na função de Professora dos Cursos Pré-Primário e Primário nivel l no dia 2 de fevereiro de 1949.
Em 1962, foi promovida para o cargo de Professora do Ensino Secundário.
Exerceu entre outros cargos a função de Diretora da Divisão de Educação e Cultura em 1962; Diretora da Biblioteca e Arquivo Público em 1965; Orientadora do Ensino de 2.° Grau; Chefe da Assessoria de Relações Públicas do Governo do Amapá em 1965;
Professora Aracy teve brilhante atuação como poetisa, declamadora, musicista, escritora e teatróloga.
Lançou seu primeiro livro "Luzes da Madrugada" em 1988; compôs várias músicas entre as quais o Hino do CCA; escreveu várias peças infantis; em 1997, a Associação Amapaense de Escritores - APES, lançou seu 2° livro em homenagem aos seus 84 anos, "Arquivo do Coração" em agosto de 97.
Casou-se com o Sr. José Jucá de Mont'Alverne, cidadão respeitado e de tradicional família amapaense, de cuja união nasceram os filhos: Ana Luiza, José Sebastião, Joacy Werneck, José Jorge, Ana Lourdes, Ana Lúcia e Ana Lídia.
Aposentou-se em 1969 quando foi passar uma temporada em Belém.
Faleceu em  01/02/2002.
Fonte: (Livro Personagens Ilustres do Amapá, obra de Coaracy Barbosa vol II)

Por trás, entre a Profª Aracy e o Professor Munhoz, aparece o rosto da pioneira Zaide Soledade.
Profª Zaide Soledade trabalhou em uma das primeiras lojas de Macapá; mesmo sem estudo, virou professora e educou centenas de amapaenses; conseguiu se formar, assumiu cargos públicos e entidades de classe; deu nome ao Teatro das Bacabeiras, incentivou a criação da guarda municipal, foi atriz da primeira novela produzida no Amapá, ("Mãe do Rio" - autoria de Ângela Nunes, Joseli Dias e Gilvan Borges); fez figurações em comerciais, nos fez rir e chorar de emoção.
Profª Zaide Soledade, faleceu na noite de 05.08.2016.

O aniversariante Antônio Munhoz Lopes aparece em seguida, de óculos claros:
O Pioneiro Antônio Munhoz Lopes, filho do farmacêutico José Ayres Lopes e D. Izabel Munhoz Lopes, iniciou seus estudos com professor particular e prestou exames no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em Belém, em 1943.
Começou o ginásio no Colégio Nazaré dos Irmãos Maristas em Belém, transferiu-se depois para o Seminário Metropolitano de Nossa Senhora da Conceição.
Em São Luís do Maranhão, iniciou o curso de Filosofia, recebendo a batina no dia 8 de dezembro de 1950.
Fez o curso jurídico em Belérn, na velha Faculdade de Direito do Pará, bacharelando-se em 4 de outubro de 1959.
Ao chegar ao Amapá ingressou no governo do ex-Território em 8 de dezembro de 1958, na função de Delegado de Polícia da DOPS.
Em 1960 foi enquadrado na, função de Professor do Ensino Secundário, lotado na antiga Divisão de Educação, tendo exercido os cargos de Diretor do Colégio Amapaense (1960); Diretor da Divisão de Educação em 1963; Secretário da Justiça Federal de Primeira Instância; Orientador Educacional; Diretor do Conservatório Amapaense de Música em 1980; Diretor Adjunto da Escola de Arte Cândido Portinari em 1990.
Em 1969 é escolhido o "Mestre do Ano", recebendo uma caneta de ouro do Governador Ivanhoé Gonçalves Martins.
A crítica de cinema Luzia M. Álvares, do jornal "O Liberal", considerou Antônio Munhoz "um dos pioneiros da verdadeira crítica cinematográfica no Pará" (29.12.1972), fazendo parte do livro "A crítica do Cinema em Belém".
Na sua ânsia pela cultura e pelo conhecimento dos costumes dos povos, visitou o Japão, China, Indonésia, Cingapura, Tailândia, Índia, Nepal, Egito, Israel, Turquia, Rússia, África do Sul, Quênia, Marrocos, México, Finlândia.
Além da Europa, conhece os Estados Unidos e Canadá.
O jornalista Haroldo Franco chamou-o de "cidadão do mundo", além de "um dos melhores mestres da nova civilização que o Brasil está implantando no Amapá".
O último poema escrito por Alcy Araújo em abril de 1989, foi dedicado a "Antônio Munhoz, cidadão do mundo".
Munhoz é fascinado por museus e visitou os mais importantes do mundo, como o Louvre em Paris, o Errnitage em São Petersburgo, o Prado em Madri, o Metropolitan de Nova Iorque, o do Vaticano e do Bardo na Tunísia.
Adora ler, que é sua atividade preferencial, como gosta de teatro, ópera e ballet.
Por vinte anos seguidos foi professor de Literatura (Brasileira e Portuguesa), no Colégio Amapaense; Lecionou História da Arte, na Escola Cândido Portinari; deu cursos de Literatura Portuguesa no antigo Núcleo de Educação.
Lecionou na Universidade Língua Latina.
Além de ter os cursos de Filosofia e de Direito é formado também em letras e com essa bagagem literária, lecionou mais de 40 anos no Amapá.
Munhoz guardou seu diploma de advogado e carrega consigo o de Letras.
A sua atuação em Macapá se destaca no Cenário da Educação e da Cultura.
Fez parte do Conselho de Cultura do Amapá desde a sua criação em 1985 até sua extinção em 1989.
Membro da Academia Amapaense de Letras, ocupante da cadeira n. 38 que tem corno patrono o Dr. Vicente Portugal Júnior.
Estes são um resumo dos dados biográficos do professor Dr.Antônio Munhoz Lopes, um homem que ama a poesia, a música, as cores e o Amapá.
(Reprodução/blog da Alcinéa)

O último homenageado à direita da foto, é Carlos Emanoel de Azevedo Bezerra, o popular Carlos  Bezerra, um dos mais conhecidos e respeitados profissionais do Amapá. Além de jornalista, era cronista, tendo publicado no jornal Diário do Amapá, algo em torno de 1.200 crônicas, conforme informava no perfil de seu blog.
Era paraense de Portel, onde nasceu no dia 25 de julho de 1948, filho de Raquel Azevedo Bezerra e Braz Bezerra da Silva. Carlos Bezerra aprendeu a ler desde os seus seis anos, incentivado pela mãe. Viveu em Abaetetuba no Pará até aos onze anos.
Em 1960 chegou à Macapá. Começou a trabalhar desde os treze anos, fez de tudo um pouco. Trabalhou em uma fábrica de cadeiras. Com 14 anos foi selecionado pela Prefeitura de Macapá para plantar grama no hospital geral e nos prédios públicos localizados na Avenida FAB. Foi escoteiro, datilógrafo na Olaria do Governo, era o mais rápido chegando a datilografar mais de 250 teclas por minuto. Trabalhou como datilógrafo no escritório do Dr. Cícero Bordallo.
Aos 19 anos passou em primeiro lugar no concurso do Banco do Brasil para caixa bancário. Foi vendedor viajante da empresa White Martins, em Belém do Pará, e primeiro gerente da White Martins, em Macapá. Vendedor viajante da Sharp na rota Macapá/Belém/ Maranhão. Devido a grave instabilidade financeira, juntamente com o filho mais velho vendeu doces e salgados para sustentar a família.
Casou em 7 de dezembro de 1972 com Antônia Maria da Costa Bezerra, (que aparece ao lado dele na foto acima). Era um apaixonado por leitura, lia em média oito livros por mês desde a sua juventude. 
Carlos Bezerra, além do jornal impresso, acrescentou também no rádio o seu conhecimento, irreverência e talento com as palavras através da sua voz marcante e inconfundível. No auge de sua carreira no jornal, Carlos Bezerra escrevia suas crônicas na coluna “Questão de Ordem”, realizava entrevistas, caderno de política, editoriais, além de fazer parte da bancada no programa de rádio.
No dia 26 de dezembro de 2012 Carlos Bezerra foi para o plano espiritual. Era um homem simples, mas de elevada cultura. Exemplar chefe de família, viveu com a Senhora Antônia Bezerra durante 43 anos, 4 de namoro e 39 anos de casados. Teve quatro filhos, Yuri, Patrícia e Érika (filhos sanguíneos) e um adotivo, Patrick.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Família Bemerguy comemora aniversário!

O registro histórico de hoje vem do álbum de lembranças da Família Bemerguy, que em volta da mesa comemora no dia 15 de setembro de 1960, o primeiro ano de nascimento da filha Esther.
A partir da esquerda estão a mãe Helena (de branco), a avó Esther (de óculos escuros com a aniversariante ao colo), o avô Naftali e o pai Mair Naftali Bemerguy (de camisa branca).
Agradecemos à sra. Helena Bemerguy, a deferência de ter permitido a publicação dessa foto rara!
Fonte: Myheritage

terça-feira, 25 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá; Funcionários da Prefeitura Municipal

Fui buscar esses dois registros de nossa memória histórica, na página do Memorial Amapá, no Facebook. 
As duas Fotos Memória são do acervo pessoal de Iris Caxias Lobato. Ambas de 1961.
Na primeira foto clicada em frente ao prédio da municipalidade, na Av. FAB 840, no Centro da cidade vemos a partir da esquerda Rosires Caxias, Edna Picanço (Franco), Azevedo Costa e Maria da Paz.
Na segunda foto batida no ambiente de trabalho, no interior do prédio, são vistos na mesma ordem... Azevedo Costa, Raimundo dos Santos Souza - Sacaca (in memoriam) e Pedro Maurício, sentados.
Em pé, Terezinha Picanço(in memoriam), Maria da Paz e Rosires Caxias (Iris Caxias Lobato).
Embora conhecendo todos trabalhei com  Azevedo Costa(ex-prefeito) e Maria da Paz.
(Fonte: Memorial Amapá)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Macapá Hotel

“O primeiro Macapá Hotel foi construído pelo governador Janary Nunes (1945) no começo da época do Território Federal. O prédio foi demolido na década de 80 pelo ex-governador Anníbal Barcellos. 



A seguir foi erguida outra estrutura hoteleira que passou a ser administrada pela rede Novo Hotel.
Depois que o contrato foi encerrado o governo repassou o hotel novamente à iniciativa privada. Desta vez um consórcio administrado por empresários locais assumiu e recuperou a antiga denominação.




Com o crescimento da rede hoteleira local o Macapá Hotel perdeu um pouco do seu atrativo comercial. Daí o interesse na sua transformação em Espaço Cultural.” (Humberto Moreira)

domingo, 23 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Antiga Sede do SERTTA Navegação

Fotos Memória de hoje compartilhadas pela amiga e Memorialista Maria Façanha:
No destaque, a antiga Sede do SERTTA Navegação, que se situava na antiga Travessa Siqueira Campos (atual Mário Cruz), rua da frente da cidade de Macapá.
A partir da direita do observador, no canto da antiga Travessa Siqueira Campos (Mário Cruz) vemos um terreno cercado onde existiu a primeira sede do Banco do Brasil; seguida do SERTTA; depois casa do casal José Mendes e Iracema; antiga Passagem Sambariri (Abraham Peres); finalmente a casa do Seu Sandó  e o mercadinho redondo.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...