Foto
publicada por José Jair no Facebook retrata uma recordação do carnaval
de rua em Macapá, ocorrido em 1968, em frente à residência dos pais
dele, na Avenida Feliciano Coelho, 82, bairro do TREM. Nas imagens Luzimar
Barros, Jair e o irmão Jurandey, participando do bloco “A BANDA”. Jair tinha 23
anos de idade.
Aqui são postadas fotos antigas e raras, vídeos, documentos, recortes de jornais/revistas, livros digitais e tudo que retrate a história e a memória do Amapá e de seu povo. É terminantemente proibida a reprodução, total ou parcial (com alterações), de qualquer imagem ou texto deste blog, conforme a Lei nº 9.610, de 19/02/1998 (Lei de Direitos Autorais). Editor: João Lázaro DRT-AP 006/95 – Contato: jolasil@gmail.com – FONE / WhatsApp TIM 55 (12) 98152-3757.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
MEMÓRIA DO CARNAVAL AMAPAENSE > BRINCANTES DE “A BANDA”
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
MEMÓRIA DA MACAPÁ ANTIGA > VIAGEM AO INTERIOR
De acordo com informações de postagens anteriores do blog Porta-Retrato-Macapá, Dom Arcângelo Cerqua, um sacerdote italiano do PIME, passou por Macapá e posteriormente se tornou o primeiro bispo da Diocese Parintins. Ele ingressou na Congregação do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras (PIME) e foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1940, na Catedral de Milão, sob o comando do Cardeal Schuster.
Em 16 de
março de 1948, recebeu a cruz missionária e partiu da Itália rumo à
Amazônia. No dia 16 de abril, embarcou para a Bahia e depois para Macapá no dia
29 de maio. Foi nomeado vigário de Macapá no mesmo dia. Ele assumiu a função de
vigário-geral desde a criação da Prelazia de Macapá.
Nesta fotografia sem data, ele (de batina branca) aparece ao lado do Coronel Janary Gentil Nunes (traje branco), que estava no comando do Território Federal do Amapá naquele período.
A raridade histórica foi extraída diretamente do acervo pessoal de Nilza Corrêa.
Nilson
Montoril, historiador, comentava que Dom Arcângelo Cerqua possuía uma barba
semelhante à de Dom Aristides Piróvano, o primeiro bispo prelado de Macapá, e que
ambos costumavam viajar juntos para o interior do território. Certamente, essas imagens fazem referência a
uma dessas viagens na década de 1950. Os demais cidadãos representados na
imagem não foram identificados.
Dom
Arcângelo Cerqua morreu em 16 de fevereiro de 1990, na Itália.
Via Facebook
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
MEMÓRIAS DA MACAPÁ ANTIGA > CLIENTES HABITUAIS DO GATO AZUL
Uma joia do passado resgatada do acervo da família Coutinho nos remete a recordações de alguns dos primeiros habitantes de nossa antiga Macapá.
Da esquerda para a direita, identificamos: Darciman (usando óculos escuros) irmão do dono do bar, Pedrinho (fumando – ele utilizava muletas), Alfredo La Roque e Pedro Silveira, no Bar Gato Azul. Conforme os relatos da publicação, João Silva menciona que se trata de um dos muitos encontros de clientes habituais do Gato Azul, onde se consumia bebida, petiscava-se alguma coisa e a vida da cidade era discutida com clareza.
Euclides
Moraes recorda que
sua entrada no mundo boêmio ocorreu no Gato Azul, estabelecimento de
Amujacy Alencar, que aos sábados atraía a elite intelectual do Amapá. Além das
figuras presentes na fotografia, também compareciam nomes como Alcy Araújo,
Agostinho Souza, Ernani Marinho, Juarez Maués, Benedito Andrade e Isnard Lima,
que se juntavam aos profissionais do rádio, especialmente os da RDM(Rádio Difusora de Macapá). Moraes
também destaca que Amujacy criou uma bebida chamada MORTE LENTA, extremamente
potente, que consistia em misturar diversas sobras de bebidas fortes que eram
vendidas, como uísque, cachaça, vodca e gim, resultando na famosa e temida
MORTE LENTA.
Via Facebook
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
PROFESSORA MARIA LUIZA BELLO DA SILVA, UMA PIONEIRA DA EDUCAÇÃO NO AMAPÁ
O blog Porta-Retrato presta homenagem póstuma à professora Maria Luiza, uma mulher à frente de seu tempo e de grande relevância para a Educação do Amapá.
Maria Luiza Bello da Silva, nascida em 29 de outubro de 1938
no Rio Preto (terreno de Fazendinha), no município de Mazagão, filha de
Ranulfo da Penha Bello e Custódia de Macedo Medina, neta de Belmiro Macêdo de
Medina e Arminda Macêdo, um dos fundadores da Vila do Igarapé do Lago e encarregado
de difundir a festa de Nossa Senhora da Piedade na região.
Maria Luiza Bello da Silva, ainda jovem, se muda para Macapá
em busca de educação. Como uma adolescente negra e de baixa renda, ingressa no
Ginásio Feminino de Macapá.
Ali, descobre seu chamado para a vida religiosa (1962) e após
concluir seus estudos em Macapá, entra para a Congregação italiana de Santas
Bartolomea Capitânio e Vicenza Gerosa, também conhecidas como Irmãs de Maria
Menina. Estas foram convidadas pelo então Governador Janary Gentil Nunes para
realizar um trabalho com meninas em situação de vulnerabilidade em Macapá.
Ao fazer seus primeiros votos, Maria Luiza Bello da Silva recebe o nome religioso de "Irmã Carmem".
Em sua trajetória religiosa, sempre se dedicou à EDUCAÇÃO. Em 1964, trabalhou no Externato Nossa Senhora Menina em São Paulo. É transferida para Macapá no mesmo ano e realiza seu trabalho na Escola Doméstica. Permanece no Ginásio Feminino de Macapá de 1965 a 1978, agora com um novo nome, Escola Irmã Santina Rioli.
Em 18 de fevereiro de 1979, se afasta da vida religiosa, e se
dedica à carreira acadêmica como docente e técnica na rede pública de ensino. Maria Luiza Bello da Silva abandona a vida
monástica, porém o amor à missão e ao Evangelho permanece em seu coração. Maria
Luiza Bello da Silva, em sua trajetória religiosa, sempre se dedicou a
trabalhos de evangelização e atividades sociais junto aos mais necessitados.
Maria Luiza Bello da Silva adota três crianças e se une ao senhor Benedito
Alves da Silva em matrimônio.
Ao longo de seu percurso acadêmico, ministrou as matérias de
Educação Religiosa e Artes Domésticas. No período de 1973 a 1978, exerceu as
funções de Vice-Diretora, Diretora Superior e Conselheira Provincial. Em
dezembro de 1975, foi transferida para a comunidade do Colégio Santa Bartolomea
Capitânio, onde exercia a função de professora.
Trabalhou como professora em diversas instituições de ensino
dos municípios de Macapá, Mazagão e Laranjal do Jari. Exerceu a direção das
escolas Ginásio Feminino de Macapá, Polivalente Tiradentes, Instituto de
Educação do Amapá - IETA, Escola Professora Sônia Henrique Barreto, Escola
Professor Irineu da Gama Paes, Pré-Escola Saci-Pererê, Colégio Gonçalves Dias e
Professora Raimunda da Silva Virgolino. Atuou como Assessora na Câmara de
Vereadores de Macapá e como Diretora Social da Associação dos Aposentados e
Pensionistas do Amapá. Foi associada ao SINSEPEAP - Sindicato dos Trabalhadores
em Educação do Amapá.
Em 1999, é homenageada com o Título de Cidadã do Município de
Macapá, concedido pela Câmara Municipal. No começo da década de 2000, a
Professora Maria Luiza Bello da Silva se aposenta. Em 2008, ela contrai uma
doença e recebe o diagnóstico de um câncer nos ossos, vindo a falecer em
setembro de 2009. Em homenagem às suas
batalhas, aspirações, princípios e dedicação à Educação no Amapá, seu nome é
proposto como patrono da Escola de Ensino Fundamental, uma instituição
vinculada à Universidade Federal do Amapá em parceria com a Secretaria
Municipal de Educação de Macapá.
A perda da Professora Maria Luiza Bello da Silva impactou
profundamente a sociedade do Amapá, especialmente a comunidade católica e a
categoria dos docentes. Depois de longos meses de angústia, a notável educadora
que educou diversas gerações de amapaenses deixa a vida e entra para a história
da Educação no Amapá. Todos os seus pedidos foram realizados. O seu corpo foi
velado no salão paroquial da Igreja Jesus de Nazaré, após uma estadia de duas
horas na Assembleia Legislativa do Amapá. Depois, foi conduzido em um carro dos
Bombeiros até a Igreja Nossa Senhora da Conceição, passando pelo Colégio
Gonçalves Dias, Escola Irineu da Gama Paes e, finalmente, até o Cemitério São
José, onde foi sepultado.
Hoje Maria Luiza é nome de escola... ESCOLA PROFESSORA MARIA
LUIZA BELLO DA SILVA, localizada no bairro UNIVERSIDADE em Macapá - AP.
Texto do Pe. Paulo Roberto Mathias de Souza, adaptado ao blog Porta-Retrato-Macapá.
domingo, 2 de fevereiro de 2025
MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ: ACHADOS ARQUEOLÓGICOS
Achados arqueológicos raros são encontrados na construção do novo "Parque Residência", em Macapá.
Ao realizar escavações para converter a antiga Casa Oficial
do Governador em um "Parque Residência", peritos contratados pelo
Governo do Amapá encontraram artefatos que fazem referência ao começo da
ocupação do local.
Conforme a obra avança, arqueólogos conduzem estudos no local
de acordo com as diretrizes de conservação do Instituto do Patrimônio Histórico
e Cultural (Iphan). Os achados são raros, incluindo moedas, cachimbos e
materiais que remontam a um período que não coincide com o que os livros de
história indicam como o início das primeiras ocupações no Amapá, mas que
antecede 1750.
"São descobertas de grande relevância que, inicialmente,
remetem à época de fundação da Vila de São de Macapá, em 1750. No entanto, há
evidências de ocupação indígena na área de estudo, como o antigo cemitério
ameríndio escavado em 1947, durante a construção da casa do governador." O
arqueólogo, professor doutor e historiador do colegiado de História da Unifap,
Edinaldo Nunes Filho, explica que foram encontradas provas de práticas e
costumes, como fragmentos de cachimbos usados pelos Ameríndios para consumir
tabaco e outras substâncias que faziam parte do seu dia a dia.
A Secretaria de Estado da Infraestrutura executa os serviços da
construção, cuidando da manutenção das estruturas externas e internas, além do
paisagismo em torno da casa. A "Casa do Governador", vista como um símbolo
da história do Amapá, será um local de visitação aberto ao público, oferecendo
restaurante, exposição de edificações históricas e um espaço destinado à
recepção de autoridades durante visitas oficiais ao estado.
Kleber Souza, arqueólogo e coordenador dos estudos em
andamento no local, enfatiza que, devido à construção original da casa em um
local arqueológico, foram necessárias pesquisas para a execução da obra,
mantendo a preservação do patrimônio histórico, conforme solicitado pelo
Governo do Amapá.
"Neste estágio inicial, coletamos um conjunto,
principalmente de provas da ocupação humana do século XVIII. Uma das provas são
as moedas de 1775, de valor de bolso, e cachimbos holandeses feitos de caulim,
frequentemente encontrados e que confirmam a interação comercial naquela
época. Neste cenário, ainda descobrimos artefatos de ferro e cerâmicas
indígenas que confirmam a ocorrência deste contato. Encontramos também
utensílios europeus, tudo isso dentro de um indício de uma ocupação ligada aos
séculos XVII e XVIII", explicou o pesquisador.
O material recolhido será guardado na reserva técnica do
Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá (Cepap) da Unifap, onde
será submetido a uma série de estudos e análises, incluindo higienização,
catalogação e, por fim, a divulgação dos resultados dessas investigações.
Em agosto de 2024, começaram as obras do Parque Residência,
que pretendem converter a antiga Casa Oficial do Governador do Amapá em um dos
mais relevantes pontos turísticos de Macapá. A anunciada requalificação visa a
conservação e atualização do patrimônio público, de acordo com o Plano de
Governo da atual administração.
O Parque Residência modernizará o local que integra a
história do Amapá, oferecendo oportunidades de empreendedorismo, criação de
empregos e renda. A construção faz parte do plano de desenvolvimento turístico
da orla do rio Amazonas, em Macapá, juntamente com o empreendedorismo, que
começou na gestão em 2023, com inaugurações como o novo Trapiche do Santa Inês
e o Deck do Curiaú.
Via GEA/AP
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
MACAPÁ BONITA
Foto, capturada pelo amigo Floriano Lima, do meio da Praça Veiga Cabral, no ano 1976, mostra Macapá bonita, por um ângulo não muito conhecido.
Nas imagens, podemos ver em destaque uma parte da antiga Praça
Veiga Cabral, que já tinha sua urbanização finalizada. À esquerda, aparece
um trecho da antiga Rua Cândido Mendes, ainda não pavimentada. Seguindo
da interseção da Rua Mário Cruz com a Cândido Mendes até o antigo
beco do Sambariri, que hoje se chama Abraão Peres, estão localizados, da
esquerda para a direita, o prédio que abrigava o Bazar Fantasia, o
edifício da família Torrinha, conhecido como "caixa de
fósforo", atual Center Kennedy, e a sorveteria do senhor João
Arthur, agora situada no prédio do ex-BANAP. Mais adiante, havia uma
passagem que levava à casa do senhor Zito Moraes, pai do comunicador Euclides
Moraes, seguida pela Casa Erotildes e pela Farmácia Serrano.
Na verdade, o trecho mostrado na imagem fica em frente ao Teatro das
Bacabeiras.
Texto do amigo João Silva, adaptado para o blog
Porta-Retrato-Macapá.
domingo, 5 de janeiro de 2025
MEMÓRIA DA ELETRICIDADE NO AMAPÁ > AS ORIGENS DA ENERGIA ELÉTRICA NO AMAPÁ
Os primeiros sinais do início da energia elétrica no Amapá
surgiram no final do século XIX, quando Macapá era administrada por um Conselho,
sob a liderança de um Intendente indicado pelo Governo do Pará. No dia
21 de novembro de 1896, o Conselho Municipal de Macapá publicou um Edital
anunciando a arrematação pública de 50 lampiões e 50 “mangas” de vidro novos
para iluminar a cidade à noite. Esses itens foram adquiridos no início do
ano seguinte e colocados em pontos estratégicos pela Intendência de Macapá,
que abarcava quase dez ruas e travessas da cidade.
Um “faroleiro” era o responsável por acender, entre
19h e 20h, as lamparinas movidas a querosene, que estavam fixadas em postes de
madeira, seguindo uma rotina diária estabelecida pelo Intendente, e também
apagá-las antes das 6h da manhã. Este serviço perdurou de 1896 a 1913, quando o
Intendente Jovino Dinoá pediu a ampliação da iluminação para prédios
públicos, como a Fortaleza de São José e a fachada da Igreja Matriz.
Importante mencionar que esses custos estavam incluídos nos orçamentos anuais
do governo paraense.
Uma precária geração elétrica
Uma geração de energia elétrica ainda bastante rudimentar
ocorreu em outubro de 1929, quando Macapá recebeu, pela primeira vez, um
fornecimento provisório de eletricidade. Uma comissão que realizava estudos
topográficos para a construção da estrada Macapá-Clevelândia trouxe um
pequeno motor gerador que forneceu energia a algumas residências e ruas da
cidade. O pequeno gerador foi instalado em um lado da casa do ex-prefeito de
Macapá, Otávio Ramos, que permitiu que esse benefício se estendesse a
mais quatro residências nas proximidades, acreditando que era um "serviço
valioso e necessário". Essas propriedades que receberam fornecimento
temporário de energia funcionavam como uma escola primária, uma delegacia e um
modesto depósito municipal. O fornecimento elétrico, que durou apenas três
horas por dia, teve uma duração inferior a dez dias, pois a comissão se retirou
de Macapá após completar os estudos topográficos, levando o gerador com
eles. O fornecimento de energia só retornaria durante a administração do Major
Moisés Eliezer Levy, em fevereiro de 1933, quando um motor naval movido a
gasolina foi instalado em uma das galerias do prédio da Prefeitura,
produzindo eletricidade apenas para o edifício público e três residências
próximas. Quando o Major deixou o cargo, levou o motor consigo, alegando
que pertencia a ele. Em novembro de 1937, o prefeito Coronel Francisco Ramos
Soares obteve a autorização do governador do Pará, José Carneiro
da Gama Malcher, para construir uma pequena Usina de Força e Luz,
equipada com caldeiras a vapor, para melhorar as condições na cidade. Essa
usina foi erguida na área que hoje corresponde ao cruzamento da Rua
Independência com a Alameda Francisco Serrano. Dada a escassez de
recursos sociais na cidade, a Usina produzia apenas energia hidráulica,
suficiente para atender os engenhos das embarcações ancoradas nas proximidades
da Doca da Fortaleza. Essa instalação funcionou de maneira precária até
setembro de 1938, quando a falta de manutenção levou ao seu fechamento.
Fonte: Texto reproduzido do blog
LUZ AMAPAENSE.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
MEMÓRIA DO FUTEBOL AMAPAENSE > VETERANOS DO ATLÉTICO LATITUDE ZERO EM 1968
Hoje trazemos para os leitores do blog Porta-Retrato-Macapá, uma lembrança do acervo particular do amigo Franselmo George, o magrão do esporte.
A foto memória de hoje é de 1968: um registro histórico dos
Veteranos do Atlético Latitude Zero no estádio Glycério de Souza Marques.
O destaque é o último em pé, o treinador José Maria Gomes Teixeira, o Manga. Destacamos também o terceiro em pé, o saudoso Turíbio Orivaldo Guimarães, pioneiro da "Pelada Solteiros e Casados" do bairro do Trem.
História
Em 1945, o clube foi fundado pelos desportistas Alzir da Silva Maia, Turíbio Guimarães e Raul Calins. A agremiação, inicialmente, era denominada Latitude Esporte Clube.
O desportista Pauxy Gentil Nunes sugeriu o título de Atlético Latitude Zero.
O fundador e professor Alzir da Silva Maia contribuiu para a
aquisição da sede do clube e, em diversas ocasiões em que a estrutura estava em
risco, retornava para reconstruí-la.
A equipe participou de algumas edições dos Campeonatos
Amapaenses das Primeira e Segunda Divisões nos anos 50. Além do futebol, o
Atlético Latitude Zero também teve um time de basquete, que chegou a conquistar
alguns títulos, como o Torneio Relâmpago, com a participação do Amapá Clube,
Esporte Clube Macapá e América Futebol Clube.
O Latitude conquistou o título e foi agraciado com o troféu
chamado "Dr. Hildemar Pimentel Maia". Dois jogadores desta equipe
foram posteriormente chamados para representar a Seleção Amapaense de Basquete:
Paulo Farias e Uriel.
As cores predominantes da camisa do clube eram azul, amarela
e vermelha.
No final dos anos 60, o clube foi extinto, mas voltou em 2022 para disputar a Série B de 2024, com um novo escudo, nome e uniforme, sob a direção de Jason Rodrigues.
Fontes: Blog Porta-Retrato e Wikipédia
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
MEMÓRIAS DO FUTEBOL AMAPAENSE > SETE DE SETEMBRO E TREM DESPORTIVO CLUBE
Mais lembranças do acervo do amigo Sabá Ataíde.
Sabá Ataíde enviou, para o blog Porta-Retrato-Macapá, registros de dois times amadores de futebol em que atuou, em Macapá:
Sete de Setembro
Infelizmente, não é possível encontrar material na internet
sobre a história do Sete de Setembro, o que poderia enriquecer
as informações históricas dos clubes.Fotos: Sabá Ataíde
domingo, 8 de dezembro de 2024
MEMÓRIA DA MÚSICA AMAPAENSE: GRUPO DE SAMBA DE R. PEIXE
A recordação de hoje é do acervo do Sebastião Ataíde, mais conhecido como Sabá Ataíde! Uma pessoa amiga, com diversas habilidades. Além de gráfico, Sabá é um grande admirador do futebol e da música.
Ele nos envia este registro de 1974, ano em que integrou um grupo de samba liderado pelo artista plástico R. Peixe. Ele é o primeiro agachado a partir da esquerda de quem olha. Os rapazes se apresentavam em diversos lugares, como: Boscão, Churrascaria Gaúcha, Biombo, Amapá Clube, sede do Esporte Clube Macapá e algumas das boates que existiam naquele período no bairro da Favela.
Sabá conta que eles foram participar da abertura da casa
noturna da Serenita, localizada no município de Pedra Branca, há 180
quilômetros da capital, Macapá. Na ocasião, o "crooner" era o Vital, popularmente
conhecido como Vitaleiro.
Foto: Sabá Ataíde
sábado, 7 de dezembro de 2024
MEMÓRIA ESTUDANTIL DO AMAPÁ > GRUPO "AMIGOS DO AZEVEDO COSTA”
Ex-alunos do colégio em encontro comemorativo.
O grupo "Amigos do Azevedo Costa", formado por cerca de 40 alunos de uma turma, foi criado para estabelecer uma conexão com os estudantes que cursaram a então 5ª série na Escola Estadual General Azevedo Costa em 1974.
Há três anos, em maio de 2021, o ex-aluno Ronaldo Lima de Miranda criou o grupo e sugeriu aos colegas que realizassem encontros periódicos para manterem-se próximos e, dessa forma, permitir uma total integração com as famílias de cada um, sem esquecer os melhores momentos vividos ao longo dos seis anos de curso.
Desde então, em diversas oportunidades, o grupo tem se reunido em ambientes públicos na orla do Rio Amazonas e em outros locais, com a presença de familiares. Em 2023, organizaram uma festa junina e, na ocasião, prestaram uma homenagem a duas professoras da classe com lembranças.
Ana Rosa Del’Castillo, em conversa com os seus colegas Ronaldo Miranda e Roberto Alves Picanço, apresentou a ideia de realizar um encontro de alunos e professores para celebrar os 50 anos de formatura deles, que se completam em 2024. Após a aprovação de todos, o evento foi planejado e coordenado por uma comissão especial organizadora, encarregada de cuidar de todos os detalhes.
Durante o evento serão homenageados com brindes e de forma solene, os seguintes professores: Edna Maria Limeira Távora, Edmar Lima Oliveira, Nóia Ferreira Rodrigues, Maria Celina Bacelar de Oliveira, Marizete Gonçalves da Silva, Maria de Lurdes Peixoto de Souza e Maria Elba dos Santos Cardoso.
O esperado encontro festivo, acontece à noite deste sábado, 7 de dezembro, no Saint Tropez Tropical Lounge, na sede campestre da AABB, na Rodovia Duca Serra/Alvorada, em Macapá.
Para a ocasião, foram confeccionadas
camisas com foto e inscrições alusivas ao evento, que devem ser usadas pelos
participantes e convidados especiais. Confira abaixo:
Fotos de encontros anteriores da turma, em locais e eventos distintos.
Fotos: Ronaldo Miranda (Acervo pessoal)
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
MEMÓRIA DE MINERAÇÃO AMAPAENSE > O PIONEIRO ALBERTO PINTO GOMES
RESGATE HISTÓRICO
Este documento raro é uma Ficha Funcional usada pela Indústria e Comércio de Minérios S/A, uma mineradora que trabalhou por muitos anos na exploração de manganês no Amapá.
É o cartão
de identificação do pioneiro Alberto Pinto Gomes, nascido em 06 de junho
de 1914 e admitido na ICOMI em 29 de maio de 1957, como funcionário de
chapa nº 5031, que desempenhava a função de Auxiliar Agente de Estação III.
Aposentou-se em 29 de julho de 1980, tendo completado 23 anos e 3 meses de
serviço.
Seu Alberto
faleceu, aos 80 anos, em 10 de maio de 1994.
Fonte: Rede Social
(Facebook)
Foto:Reprodução
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
MEMÓRIA DA ECONOMIA DO AMAPÁ > GARIMPO DO RIO FLEXAL
RESGATE HISTÓRICO
Revista o
Malho descreve um garimpo no Território Federal do Amapá em 1943
Passadas
mais de seis décadas, desde a descoberta do ouro no rio Flexal (1882),
no sul do município de Amapá, a exploração do minério permaneceu ao
longo do séc. XX, atraindo aventureiros de todas as partes do Brasil.
Essas
descobertas foram atribuídas a garimpeiros (crioulos) oriundos da Guiana
Francesa, que levaram seus conhecimentos em mineração de ouro para a
região.
A criação do
Território Federal do Amapá, em 1943, despertou o interesse do país em
relação à vida nessa região mais setentrional da Amazônia, atraindo
também jornalistas, contratados ou não, que se dedicam a conhecer e dar
notícias da região.
É importante
salientar que nem sempre os relatos que chegavam aos leitores estavam de acordo
com a realidade. No entanto, apesar de serem sensacionalistas, esses relatos
contêm dados interessantes, que ajudam a compreender a mentalidade e a
sociedade da época.
Sem julgar
se é ou não um retrato fiel da realidade, sem também entrar no mérito das
consequências desastrosas advindas dos garimpos ilegais, resgatamos o interesse
histórico e apresentamos uma reportagem sobre a extração de ouro no
recém-criado Território Federal do Amapá.
Seu relato
nos dá a oportunidade de imaginar e entrar na atmosfera. À margem do controle
público, garimpeiros ávidos pelo minério se aventuravam nas matas, a explorar rios e igarapés, para recolher e disputar cada grama de ouro que pudesse ser
extraída. Nesse contexto de privações e faltas, a vida nos garimpos era relativizada
em detrimento da preciosidade e do valor econômico do ouro.
A matéria, escrita por Mariz Filho, foi publicada na Revista O
Malho (Rio de Janeiro) em setembro de 1943, e vale a pena ser compartilhada. A
transcrição segue abaixo:
OURO,
OURO DIFÍCIL:
“Nos
garimpos do extremo Norte do Estado do Pará vamos encontrar aglomerados de
homens, nacionais e estrangeiros crioulos, em vida comum na busca do ouro aluviônico
da região, formando as ‘vilages’.
‘Világe’,
povoado de ganância, que ganhou denominação francesa mesmo em território
nacional.
Ali
habitam cem ou duzentos homens. A maioria daquela gente egressa de presídios e
quem não o é está para ser. O mais patife tem uma fisionomia serena de São João
Batista; o melhor atirador tem somente um olho e ao mais valente falta-lhe um
braço. Nuns não se vê a ponta do nariz, noutro uma orelha, noutro ainda, uns artelhos,
mas essas pequenas omissões físicas não diminuem aquela união, mista de
fraternidade e ódio, na busca, na gula do ouro.
Casas!
– C a s a s ? – ‘Carbés’! – Uns arremedos: levanta um pau aqui, outro acolá,
mais um esteirado de farripas de matamatá, à guisa de paredes, e cobertura de palmas,
lonas ou latas de querosene abertas e fica pronta aquela arrumação de casa de
chão batido e que se mantém em pé por milagre, aparentemente contra todos os
princípios do equilíbrio. De roupa basta uma tanga ou calção, uma imitação qualquer,
que facilita os movimentos no serviço de debreio e da bateia. Comida? – Bolo de
tapioca, café e, para os mais afortunados, carne de caça, assada para durar
três dias, e farinha, coisa parca, suposta alimentação. E bebida? – ‘Tafiá’,
bebida de mentira, tomada com água.
Tudo
ali é suposto. Tudo de mentira. Casas de mentira, roupas de mentira, alimento
de mentira, gente mentirosa. E miséria... e desgraça, desgraça de verdade. Só
isso de verdade...
Um
descobre bom igarapé que dá muito: cinco gramas por dia. Divide em lotes,
distribui por mais três, fica com o melhor. De repente o descobridor adoece e
dá para inchar, inchar e ninguém sabe o que é.
Morre.
É sepultado ali na margem mesmo, com uma forquilha no pescoço, outra no pé pra
não boiar.
Morreu?
– Não tem nada, amanhã já é outro que vai comer capim pela raiz...
Morte
nas minas tem todo dia. Anda de braço com a morte a prostituição.
-
Mulher nova na ‘világe’, gentes!...
- De
onde vem? É de Macapá?
- É.
- Não
faz mal! Deixa vir. É fome: garimpeiro tem ouro vamos até lá.
E as
mulheres fazem câmbio com o ouro, mas este não aparece...
Morte
ou mulher, sobrando ou faltando, não alteram o ritmo da ‘világe’. Seu povo não
se detém naquilo que parece coisa comezinha (corriqueira). Um mata o outro. Não
foi ninguém que matou... Chegou a vez do morto, foi Deus quem quis...
E a
busca do ouro continua e todos são felizes com o papel que lhes cabe naquela
tragédia das selvas. E o ouro vai saindo do ventre da terra, mas dinheiro não
há... Ouro distante... Miríficos (admiráveis) sonhos de abastança...
Tudo
ali é falso, muito falso... Tudo mentira... Nada, de concreto, ali é
verdadeiro...
Verdade
só a desgraça, a miséria, a desonra... só isso de verdade...
‘Világe!’
– Inferno, desolação, verde ‘paraíso perdido’ da orda (comunidade) anônima que
sofre e é feliz...”
(O
Malho – (RJ) Ano XLI - N. 44 - Set. 1943)
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SOBRE A
REVISTA:
O Malho
foi uma revista ilustrada que se destacava pela sátira política e pelo humor.
Em 1902, surgiu no Rio de Janeiro e circulou por mais de cinquenta anos, com
uma breve pausa em 1930, devido à Revolução de 1930. A revista O Malho,
publicada semanalmente, começou a se tornar conhecida devido às charges e
caricaturas famosas que tinham como objetivo ironizar a política do país. A
revista foi criada sob a direção artística do artista pernambucano Crispim Do
Amaral, sob a coordenação geral do jornalista e político Luís Bartolomeu de
Souza e Silva, que também era proprietário do periódico A Tribuna (RJ)
A revista
tinha esse nome, pois "malhava" instituições, políticos, pessoas e
eventos que ocorriam no país. Os ataques geralmente se manifestavam na capa da
publicação, em forma de charge. (Wikipédia)
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Fonte: Pauta sugerida por Michel Duarte
Ferraz – curador do Museu de Justiça do Amapá (TJAP) e colaborador do blog Porta-Retrato-Macapá.
domingo, 24 de novembro de 2024
GENERAL JOÃO ÁLVARES DE AZEVEDO COSTA > EX-COMANDANTE DA FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ
A ele, a homenagem póstuma do blog Porta-Retrato – Macapá, em reconhecimento ao grande nome da região e ao seu grande trabalho pelo Brasil.
João Álvares de Azevedo Costa nasceu em São José de Macapá, no dia 14 de novembro de 1871, quando a cidade ainda pertencia ao estado do Pará. Filho de pais humildes demonstra desde cedo o desejo de viajar pelo Brasil, conhecer outros lugares e pessoas novas em busca de realizar o seu sonho mais caro: servir à Pátria no então glorioso Exército de Caxias. Com este objetivo, viaja para São Sebastião do Rio de Janeiro, onde se inscreve em 1 de março de 1889, como aluno da Escola Militar. Foi testemunha ocular da Proclamação da República, que ocorreu em 15 de novembro daquele ano, um dia após ter completado 18 anos. Como Cadete-sargento do Legendário 1º Regimento de Cavalaria, Azevedo Costa participou diretamente do glorioso movimento de 15 de novembro. Ele integrou a guarda pessoal do marechal Deodoro da Fonseca, uma das figuras mais relevantes da história brasileira devido à sua participação na Proclamação da República e ao seu primeiro mandato como presidente. Sob a influência do marechal que proclamou a República do Brasil, formou-se em Ciências Físicas e Matemáticas e Engenharia na Escola Militar. Em 20 de fevereiro de 1894, é promovido a Alferes (Oficial). Em 1903, foi designado para manter contatos com os chefes militares bolivianos a respeito dos limites com o Acre, cumprindo a missão com brilhantismo, resultando dessas negociações na assinatura do Tratado de Petrópolis. Realizou uma visita à capital boliviana La Paz como representante das Forças Armadas brasileiras que estão instaladas no Acre. Sua atuação como mediador foi tão relevante que o diplomata brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, o elogiou. Nomeado membro da Comissão de Limites, levantou a topografia da área fortificada do norte do Brasil, sendo designado para o comando da Fortaleza de São José de Macapá. Ao constatar o estado de abandono em que sua terra natal se encontrava, sentiu a mesma reação que o médico e jornalista macapaense Alexandre Vaz Tavares. Os jornalistas José Antônio de Cerqueira (Siqueira), Joaquim Francisco de Mendonça Júnior, major José Serafim Gomes Coelho, coronel José Coriolano Jucá e outros importantes do Amapá se juntaram para ajudar nas obras de recuperação da cidade, começando pelo apoio para a fundação do jornal Pinsônia. Após retornar ao Rio de Janeiro, acompanhou as lutas políticas dos presidentes Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás e Delfim Moreira dentro do quartel. No governo de Epitácio Pessoa, houve um movimento chamado Tenentismo, dos oficiais das Forças Armadas, em 5 de julho de 1922, com o levante do Forte de Copacabana. Houve, posteriormente, a rebelião de 1924, sob o governo do presidente Arthur Bernardes, seguida pela Coluna Prestes. A CGT começou a discutir a influência do Partido Comunista Brasileiro, levantando os trabalhadores e criando os sindicatos, gerando a Revolução de 1930, a era Vargas, o golpe do Estado Novo e a Constituição de 1937. Ele viveu toda essa fase de mudanças para o país. Em 1943, como macapaense, elogiou a criação do Território Federal do Amapá e a nomeação do seu amigo e colega de farda Janary Gentil Nunes, e disse à imprensa: "O Amapá está bem servido pelo meu jovem Tenente". A promoção de General-de-Exército, concedida pelo presidente Getúlio Vargas, foi o ponto culminante da sua vida. Após o ato solene, declarou: “Agora poderei partir para a posteridade; recebi a recompensa que me era devida pela certeza do dever cumprido”. General Azevedo Costa, de 82 anos, faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de janeiro de 1953.
O governador Janary Nunes o homenageou, dando o seu nome ao Grupo Escolar General Azevedo Costa, no bairro do Laguinho, fundado em 24 de janeiro de 1955, com o objetivo de atender à clientela de 1ª a 5ª séries.
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
MEMÓRIA DA IGREJA CATÓLICA – MESTRE E SACERDOTE DOM LUIZ SOARES VIEIRA
Dom Luiz Soares Vieira é um religioso católico brasileiro. É o segundo bispo diocesano de Macapá e o quinto arcebispo metropolitano de Manaus. É membro-fundador da Academia Amapaense de Letras, da qual foi Vice-Presidente. O arcebispo emérito de Manaus reside atualmente em Santa Fé, no interior do estado do Paraná, na Diocese de Apucarana. Ele é o homenageado pelo blog Porta-Retrato de Macapá nesta data.
A partir dessa data, sua vocação religiosa se tornou mais
evidente e clara, tendo iniciado o estudo superior de Filosofia no Seminário
Central do Ipiranga, no Estado de São Paulo, entre 1954 e 1956. Seu compromisso
vocacional era grande e mais intenso, tendo sido formado em Teologia pela
Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, de 1956 a 1960.
O sacerdote D. Luiz Soares Vieira foi Vice-reitor do Seminário Diocesano de Botucatu, entre 1960 a 1962; Vigário Ecônomo de Chavantes, em São Paulo, entre 1962 a 1969; Pároco de Pirapó, no Paraná, entre 1969 a 1978; Pároco de São Benedito, em Apucarana, também no Paraná, entre 1978 a 1980; Pároco de Sabáudia, no Paraná, entre 1980 a 1982; Pároco da Santíssima Trindade, em Apucarana, de 1982 a 1984; Vigário Ecônomo de Nossa Senhora de Guadalupe, em 1982; Vigário Episcopal da Zona Pastoral de Pirapora, de 1975 a 1978; Vigário Episcopal da Zona Pastoral de Astorga, no Paraná, de 1980 a 1982; Vigário Episcopal da Região Centro-Norte, de 1982 a 1984; Juiz Oficial do Tribunal Eclesiástico da Diocese de Apucarana, entre 1970 a 1984; Vigário Capitular da Diocese de Apucarana, entre 1982 a 1983; Vigário Geral da Diocese de Apucarana, entre 1983 a 1984; Reitor do Seminário de Filosofia de Apucarana, entre 1982 a 1984; Membro Delegado do Episcopado Brasileiro, na IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano.
Sua ordenação episcopal foi no dia 1 de julho de 1984 em
Apucarana, mas foi em Macapá que serviu como bispo de 1984 a 1991.
Lembra que fez um trabalho grande,
principalmente no interior, andou muito de barco e que foi uma experiencia
muito boa!
O mestre D. Luiz foi professor de Português, Literatura
Brasileira e Portuguesa, Língua Italiana, Filosofia, Educação Moral e Cívica,
Cultura Brasileira, Estudo de Problemas Brasileiros, Ciências e Letras, Direito
Canônico, Filosofia da Religião. Registra-se, ainda, que foi Diretor da
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, em Apucarana, no Paraná e Diretor da
Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Apucarana.
A Academia Amazonense de Letras o elegeu, no dia 28 de agosto
de 1997, para uma de suas cadeiras. Dessa forma, mantém a tradição de um
religioso em seus quadros, exaltando o nome e a tradição de quantos passaram
por lá e deixaram suas valiosas contribuições literárias.
Como escritor publicou vários artigos em revistas e jornais,
em todo o Brasil, como por exemplo, Filosofia e Ciências Experimentais,
Oposição ou Contemplação, Síntese do Direito Processual da Igreja, Aspectos
Jurídicos do Matrimônio e Problema da Liberdade.
Informações extraídas do
texto de Abrahim Baze, publicado no Jornal A Notícia, seção visão, em Manaus,
no sábado, 06 de setembro de 1997.
Fotos coloridas: Print de tela do Vídeo "Documentos da Amazônia".
Fotos P/B: Acervo: Pe Paulo Roberto Matias Souza
Fontes: Portal Amazônia e Wikipédia
Última atualização em 28/11/2024
quarta-feira, 20 de novembro de 2024
MEMÓRIA DA CULTURA AMAPAENSE > AS DUAS 'VENINA'S" DO MARABAIXO DO AMAPÁ
Elas são as personalidades femininas que, entre outras, se firmaram na
manifestação cultural e religiosa das comunidades negras do Amapá. O
reconhecimento do blog Porta-Retrato neste Dia da Consciência Negra.
Tia Venina marcou a história das mulheres da família e do Quilombo do Curiaú, situado na Zona Rural de Macapá. A sua trajetória é uma inspiração para a luta pelo empoderamento feminino das mulheres negras no Amapá.
Após a morte do esposo, Tia Venina, como era conhecida pela
vizinhança, assumiu a responsabilidade de cuidar sozinha de toda a família.
A neta Isis Tatiane da Silva, de 43 anos, disse que sua avó "era
uma mulher muito avançada para o seu tempo e realmente viveu aquela vida. Ela
dançava, cantava batuque e marabaixo, e tinha a habilidade de curar a garganta.
Somente ela tinha esse dom no Curiaú", recorda Isis.
A mulher sempre teve uma voz ativa e lutou com muita
determinação para manter viva a memória do povo quilombola. A família relata
que, durante a tarde, os jovens a procuravam para ouvir histórias dos tempos
idos e conhecer a ancestralidade.
Os estudantes interessados em realizar pesquisas e trabalhos
acadêmicos também se dirigiam a ela, pois sabiam que ela guardava uma memória
viva e vibrante da história do Quilombo.
Para Tia Venina, a educação sempre foi o melhor caminho, por
isso ela incentivava a buscar o conhecimento.
Integrantes da Associação Mulheres Mãe Venina do Curiaú —
Foto: Reprodução / G1
As bandeiras de resistência levantadas pela mulher "a frente do seu tempo" produziram frutos. Em 20 de julho de 1997, dois anos após a sua morte, foi fundada a Associação Mulheres Mãe Venina do Curiaú.
O objetivo inicial era realizar manifestações e eventos
culturais para a comunidade. No entanto, com o decorrer do tempo, o grupo
começou a desenvolver trabalhos voltados para a educação ambiental e,
sobretudo, para o empoderamento feminino.
Para Iracema da Silva, neta de 51 anos, a escolha do nome da
associação foi coerente com a trajetória de vida da avó dentro da comunidade.
As netas mencionam que é possível notar que as matriarcas do Curiaú orientam as
próprias famílias com base no exemplo de vida de Tia Venina.
Walter Jr., publicitário e presidente do Instituto Memorial
Amapá, classifica a segunda Venina, como uma das "Guardiãs do Marabaixo". O nome dela é Venina Francisca da Trindade. "Venina não participou apenas do Marabaixo, mas também foi uma guardiã da
nossa cultura, uma mulher que lutou para preservar as raízes culturais do nosso
povo. Graça a ela e a tantos outros, o Marabaixo é hoje reconhecido como uma das
manifestações mais significativas da nossa identidade cultural."
Além disso, ela era uma tacacazeira dedicada, dotada de uma
alegria inconfundível e um amor pela cultura que ultrapassava o tempo e o
espaço. Walter diz, em sua narrativa, a pura verdade: "Conversar com a
Venina era como abrir uma janela para um mundo repleto de energia, tradição e
resistência. Ela demonstrava uma disposição extraordinária para amanhecer
cantando e dançando com os ladrões de Marabaixo, algo que me fascinou
profundamente."
Homenagem honorífica.
Em dezembro de 2020, foram instaladas estátuas de cinco figuras
relevantes da cultura e educação amapaenses em quatro pontos distintos de
Macapá. A Tia Venina, do Curiaú, também foi uma das homenageadas.
Estátua da Tia Venina fica no bairro Laguinho — Foto: Rafaela
Bittencourt/Rede Amazônica
O monumento fica na esquina da Rua Eliezer Levy com a Avenida Mãe Luzia, no bairro Laguinho. Os artistas a reproduziram, com um colar, um sorriso no rosto e ainda segurando a saia rodada representativa de quem dança Marabaixo.
Créditos: G1/PMM e Memorial Amapá
Fonte: Pe. Paulo Roberto Matias Souza (via Facebook)
Post atualizado e reeditado em 22/11/2024, por conter incorreções.
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