segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

MEMÓRIA DO CARNAVAL AMAPAENSE > BRINCANTES DE “A BANDA”

Foto publicada por José Jair no Facebook retrata uma recordação do carnaval de rua em Macapá, ocorrido em 1968, em frente à residência dos pais dele, na Avenida Feliciano Coelho, 82, bairro do TREM. Nas imagens Luzimar Barros, Jair e o irmão Jurandey, participando do bloco “A BANDA”. Jair tinha 23 anos de idade.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

MEMÓRIA DA MACAPÁ ANTIGA > VIAGEM AO INTERIOR

De acordo com informações de postagens anteriores do blog Porta-Retrato-Macapá, Dom Arcângelo Cerqua, um sacerdote italiano do PIME, passou por Macapá e posteriormente se tornou o primeiro bispo da Diocese Parintins. Ele ingressou na Congregação do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras (PIME) e foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1940, na Catedral de Milão, sob o comando do Cardeal Schuster.

Em 16 de março de 1948, recebeu a cruz missionária e partiu da Itália rumo à Amazônia. No dia 16 de abril, embarcou para a Bahia e depois para Macapá no dia 29 de maio. Foi nomeado vigário de Macapá no mesmo dia. Ele assumiu a função de vigário-geral desde a criação da Prelazia de Macapá.

Nesta fotografia sem data, ele (de batina branca) aparece ao lado do Coronel Janary Gentil Nunes (traje branco), que estava no comando do Território Federal do Amapá naquele período.

A raridade histórica foi extraída diretamente do acervo pessoal de Nilza Corrêa

Nilson Montoril, historiador, comentava que Dom Arcângelo Cerqua possuía uma barba semelhante à de Dom Aristides Piróvano, o primeiro bispo prelado de Macapá, e que ambos costumavam viajar juntos para o interior do território.  Certamente, essas imagens fazem referência a uma dessas viagens na década de 1950. Os demais cidadãos representados na imagem não foram identificados.

Dom Arcângelo Cerqua morreu em 16 de fevereiro de 1990, na Itália.

Via Facebook

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

MEMÓRIAS DA MACAPÁ ANTIGA > CLIENTES HABITUAIS DO GATO AZUL

Uma joia do passado resgatada do acervo da família Coutinho nos remete a recordações de alguns dos primeiros habitantes de nossa antiga Macapá

Da esquerda para a direita, identificamos: Darciman (usando óculos escuros) irmão do dono do bar,  Pedrinho (fumando – ele utilizava muletas), Alfredo La Roque e Pedro Silveira, no Bar Gato Azul. Conforme os relatos da publicação, João Silva menciona que se trata de um dos muitos encontros de clientes habituais do Gato Azul, onde se consumia bebida, petiscava-se alguma coisa e a vida da cidade era discutida com clareza.

Euclides Moraes recorda que sua entrada no mundo boêmio ocorreu no Gato Azul, estabelecimento de Amujacy Alencar, que aos sábados atraía a elite intelectual do Amapá. Além das figuras presentes na fotografia, também compareciam nomes como Alcy Araújo, Agostinho Souza, Ernani Marinho, Juarez Maués, Benedito Andrade e Isnard Lima, que se juntavam aos profissionais do rádio, especialmente os da RDM(Rádio Difusora de Macapá). Moraes também destaca que Amujacy criou uma bebida chamada MORTE LENTA, extremamente potente, que consistia em misturar diversas sobras de bebidas fortes que eram vendidas, como uísque, cachaça, vodca e gim, resultando na famosa e temida MORTE LENTA.

Via Facebook 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

PROFESSORA MARIA LUIZA BELLO DA SILVA, UMA PIONEIRA DA EDUCAÇÃO NO AMAPÁ

O blog Porta-Retrato presta homenagem póstuma à professora Maria Luiza, uma mulher à frente de seu tempo e de grande relevância para a Educação do Amapá.

Maria Luiza Bello da Silva, nascida em 29 de outubro de 1938 no Rio Preto (terreno de Fazendinha), no município de Mazagão, filha de Ranulfo da Penha Bello e Custódia de Macedo Medina, neta de Belmiro Macêdo de Medina e Arminda Macêdo, um dos fundadores da Vila do Igarapé do Lago e encarregado de difundir a festa de Nossa Senhora da Piedade na região.

Maria Luiza Bello da Silva, ainda jovem, se muda para Macapá em busca de educação. Como uma adolescente negra e de baixa renda, ingressa no Ginásio Feminino de Macapá.

Ali, descobre seu chamado para a vida religiosa (1962) e após concluir seus estudos em Macapá, entra para a Congregação italiana de Santas Bartolomea Capitânio e Vicenza Gerosa, também conhecidas como Irmãs de Maria Menina. Estas foram convidadas pelo então Governador Janary Gentil Nunes para realizar um trabalho com meninas em situação de vulnerabilidade em Macapá.

Ao fazer seus primeiros votos, Maria Luiza Bello da Silva recebe o nome religioso de "Irmã Carmem". 

Em sua trajetória religiosa, sempre se dedicou à EDUCAÇÃO. Em 1964, trabalhou no Externato Nossa Senhora Menina em São Paulo. É transferida para Macapá no mesmo ano e realiza seu trabalho na Escola Doméstica. Permanece no Ginásio Feminino de Macapá de 1965 a 1978, agora com um novo nome, Escola Irmã Santina Rioli.

Em 18 de fevereiro de 1979, se afasta da vida religiosa, e se dedica à carreira acadêmica como docente e técnica na rede pública de ensino.  Maria Luiza Bello da Silva abandona a vida monástica, porém o amor à missão e ao Evangelho permanece em seu coração. Maria Luiza Bello da Silva, em sua trajetória religiosa, sempre se dedicou a trabalhos de evangelização e atividades sociais junto aos mais necessitados. Maria Luiza Bello da Silva adota três crianças e se une ao senhor Benedito Alves da Silva em matrimônio.

Ao longo de seu percurso acadêmico, ministrou as matérias de Educação Religiosa e Artes Domésticas. No período de 1973 a 1978, exerceu as funções de Vice-Diretora, Diretora Superior e Conselheira Provincial. Em dezembro de 1975, foi transferida para a comunidade do Colégio Santa Bartolomea Capitânio, onde exercia a função de professora.

Trabalhou como professora em diversas instituições de ensino dos municípios de Macapá, Mazagão e Laranjal do Jari. Exerceu a direção das escolas Ginásio Feminino de Macapá, Polivalente Tiradentes, Instituto de Educação do Amapá - IETA, Escola Professora Sônia Henrique Barreto, Escola Professor Irineu da Gama Paes, Pré-Escola Saci-Pererê, Colégio Gonçalves Dias e Professora Raimunda da Silva Virgolino. Atuou como Assessora na Câmara de Vereadores de Macapá e como Diretora Social da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Amapá. Foi associada ao SINSEPEAP - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amapá.

Em 1999, é homenageada com o Título de Cidadã do Município de Macapá, concedido pela Câmara Municipal. No começo da década de 2000, a Professora Maria Luiza Bello da Silva se aposenta. Em 2008, ela contrai uma doença e recebe o diagnóstico de um câncer nos ossos, vindo a falecer em setembro de 2009.  Em homenagem às suas batalhas, aspirações, princípios e dedicação à Educação no Amapá, seu nome é proposto como patrono da Escola de Ensino Fundamental, uma instituição vinculada à Universidade Federal do Amapá em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Macapá.

A perda da Professora Maria Luiza Bello da Silva impactou profundamente a sociedade do Amapá, especialmente a comunidade católica e a categoria dos docentes. Depois de longos meses de angústia, a notável educadora que educou diversas gerações de amapaenses deixa a vida e entra para a história da Educação no Amapá. Todos os seus pedidos foram realizados. O seu corpo foi velado no salão paroquial da Igreja Jesus de Nazaré, após uma estadia de duas horas na Assembleia Legislativa do Amapá. Depois, foi conduzido em um carro dos Bombeiros até a Igreja Nossa Senhora da Conceição, passando pelo Colégio Gonçalves Dias, Escola Irineu da Gama Paes e, finalmente, até o Cemitério São José, onde foi sepultado.

Hoje Maria Luiza é nome de escola... ESCOLA PROFESSORA MARIA LUIZA BELLO DA SILVA, localizada no bairro UNIVERSIDADE em Macapá - AP.

Texto do Pe. Paulo Roberto Mathias de Souza, adaptado ao blog Porta-Retrato-Macapá.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ: ACHADOS ARQUEOLÓGICOS

Achados arqueológicos raros são encontrados na construção do novo "Parque Residência", em Macapá.

Ao realizar escavações para converter a antiga Casa Oficial do Governador em um "Parque Residência", peritos contratados pelo Governo do Amapá encontraram artefatos que fazem referência ao começo da ocupação do local.

Conforme a obra avança, arqueólogos conduzem estudos no local de acordo com as diretrizes de conservação do Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural (Iphan). Os achados são raros, incluindo moedas, cachimbos e materiais que remontam a um período que não coincide com o que os livros de história indicam como o início das primeiras ocupações no Amapá, mas que antecede 1750.

"São descobertas de grande relevância que, inicialmente, remetem à época de fundação da Vila de São de Macapá, em 1750. No entanto, há evidências de ocupação indígena na área de estudo, como o antigo cemitério ameríndio escavado em 1947, durante a construção da casa do governador." O arqueólogo, professor doutor e historiador do colegiado de História da Unifap, Edinaldo Nunes Filho, explica que foram encontradas provas de práticas e costumes, como fragmentos de cachimbos usados pelos Ameríndios para consumir tabaco e outras substâncias que faziam parte do seu dia a dia.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura executa os serviços da construção, cuidando da manutenção das estruturas externas e internas, além do paisagismo em torno da casa. A "Casa do Governador", vista como um símbolo da história do Amapá, será um local de visitação aberto ao público, oferecendo restaurante, exposição de edificações históricas e um espaço destinado à recepção de autoridades durante visitas oficiais ao estado.

Kleber Souza, arqueólogo e coordenador dos estudos em andamento no local, enfatiza que, devido à construção original da casa em um local arqueológico, foram necessárias pesquisas para a execução da obra, mantendo a preservação do patrimônio histórico, conforme solicitado pelo Governo do Amapá.

 Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA
Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA
 Foto: Aog Rocha/GEA

"Neste estágio inicial, coletamos um conjunto, principalmente de provas da ocupação humana do século XVIII. Uma das provas são as moedas de 1775, de valor de bolso, e cachimbos holandeses feitos de caulim, frequentemente encontrados e que confirmam a interação comercial naquela época. Neste cenário, ainda descobrimos artefatos de ferro e cerâmicas indígenas que confirmam a ocorrência deste contato. Encontramos também utensílios europeus, tudo isso dentro de um indício de uma ocupação ligada aos séculos XVII e XVIII", explicou o pesquisador.

O material recolhido será guardado na reserva técnica do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá (Cepap) da Unifap, onde será submetido a uma série de estudos e análises, incluindo higienização, catalogação e, por fim, a divulgação dos resultados dessas investigações.

Em agosto de 2024, começaram as obras do Parque Residência, que pretendem converter a antiga Casa Oficial do Governador do Amapá em um dos mais relevantes pontos turísticos de Macapá. A anunciada requalificação visa a conservação e atualização do patrimônio público, de acordo com o Plano de Governo da atual administração.

O Parque Residência modernizará o local que integra a história do Amapá, oferecendo oportunidades de empreendedorismo, criação de empregos e renda. A construção faz parte do plano de desenvolvimento turístico da orla do rio Amazonas, em Macapá, juntamente com o empreendedorismo, que começou na gestão em 2023, com inaugurações como o novo Trapiche do Santa Inês e o Deck do Curiaú.

Via GEA/AP

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

MACAPÁ BONITA

Foto, capturada pelo amigo Floriano Lima, do meio da Praça Veiga Cabral, no ano 1976, mostra Macapá bonita, por um ângulo não muito conhecido.

Nas imagens, podemos ver em destaque uma parte da antiga Praça Veiga Cabral, que já tinha sua urbanização finalizada. À esquerda, aparece um trecho da antiga Rua Cândido Mendes, ainda não pavimentada. Seguindo da interseção da Rua Mário Cruz com a Cândido Mendes até o antigo beco do Sambariri, que hoje se chama Abraão Peres, estão localizados, da esquerda para a direita, o prédio que abrigava o Bazar Fantasia, o edifício da família Torrinha, conhecido como "caixa de fósforo", atual Center Kennedy, e a sorveteria do senhor João Arthur, agora situada no prédio do ex-BANAP. Mais adiante, havia uma passagem que levava à casa do senhor Zito Moraes, pai do comunicador Euclides Moraes, seguida pela Casa Erotildes e pela Farmácia Serrano. Na verdade, o trecho mostrado na imagem fica em frente ao Teatro das Bacabeiras.

Texto do amigo João Silva, adaptado para o blog Porta-Retrato-Macapá.

domingo, 5 de janeiro de 2025

MEMÓRIA DA ELETRICIDADE NO AMAPÁ > AS ORIGENS DA ENERGIA ELÉTRICA NO AMAPÁ

Os primeiros sinais do início da energia elétrica no Amapá surgiram no final do século XIX, quando Macapá era administrada por um Conselho, sob a liderança de um Intendente indicado pelo Governo do Pará. No dia 21 de novembro de 1896, o Conselho Municipal de Macapá publicou um Edital anunciando a arrematação pública de 50 lampiões e 50 “mangas” de vidro novos para iluminar a cidade à noite. Esses itens foram adquiridos no início do ano seguinte e colocados em pontos estratégicos pela Intendência de Macapá, que abarcava quase dez ruas e travessas da cidade.

Um “faroleiro” era o responsável por acender, entre 19h e 20h, as lamparinas movidas a querosene, que estavam fixadas em postes de madeira, seguindo uma rotina diária estabelecida pelo Intendente, e também apagá-las antes das 6h da manhã. Este serviço perdurou de 1896 a 1913, quando o Intendente Jovino Dinoá pediu a ampliação da iluminação para prédios públicos, como a Fortaleza de São José e a fachada da Igreja Matriz. Importante mencionar que esses custos estavam incluídos nos orçamentos anuais do governo paraense.

Uma precária geração elétrica

Uma geração de energia elétrica ainda bastante rudimentar ocorreu em outubro de 1929, quando Macapá recebeu, pela primeira vez, um fornecimento provisório de eletricidade. Uma comissão que realizava estudos topográficos para a construção da estrada Macapá-Clevelândia trouxe um pequeno motor gerador que forneceu energia a algumas residências e ruas da cidade. O pequeno gerador foi instalado em um lado da casa do ex-prefeito de Macapá, Otávio Ramos, que permitiu que esse benefício se estendesse a mais quatro residências nas proximidades, acreditando que era um "serviço valioso e necessário". Essas propriedades que receberam fornecimento temporário de energia funcionavam como uma escola primária, uma delegacia e um modesto depósito municipal. O fornecimento elétrico, que durou apenas três horas por dia, teve uma duração inferior a dez dias, pois a comissão se retirou de Macapá após completar os estudos topográficos, levando o gerador com eles. O fornecimento de energia só retornaria durante a administração do Major Moisés Eliezer Levy, em fevereiro de 1933, quando um motor naval movido a gasolina foi instalado em uma das galerias do prédio da Prefeitura, produzindo eletricidade apenas para o edifício público e três residências próximas. Quando o Major deixou o cargo, levou o motor consigo, alegando que pertencia a ele. Em novembro de 1937, o prefeito Coronel Francisco Ramos Soares obteve a autorização do governador do Pará, José Carneiro da Gama Malcher, para construir uma pequena Usina de Força e Luz, equipada com caldeiras a vapor, para melhorar as condições na cidade. Essa usina foi erguida na área que hoje corresponde ao cruzamento da Rua Independência com a Alameda Francisco Serrano. Dada a escassez de recursos sociais na cidade, a Usina produzia apenas energia hidráulica, suficiente para atender os engenhos das embarcações ancoradas nas proximidades da Doca da Fortaleza. Essa instalação funcionou de maneira precária até setembro de 1938, quando a falta de manutenção levou ao seu fechamento.

Fonte: Texto reproduzido do blog LUZ AMAPAENSE.

Leia matéria anterior publicada no blog Porta-Retrato

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

MEMÓRIA DO FUTEBOL AMAPAENSE > VETERANOS DO ATLÉTICO LATITUDE ZERO EM 1968

Hoje trazemos para os leitores do blog Porta-Retrato-Macapá, uma lembrança do acervo particular do amigo Franselmo George, o magrão do esporte.

A foto memória de hoje é de 1968: um registro histórico dos Veteranos do Atlético Latitude Zero no estádio Glycério de Souza Marques.

O destaque é o último em pé, o treinador José Maria Gomes Teixeira, o Manga. Destacamos também o terceiro em pé, o saudoso Turíbio Orivaldo Guimarães, pioneiro da "Pelada Solteiros e  Casados" do bairro do Trem.

Nas imagens a partir da esquerda: Em pé: ?,  ?,  Turíbio Guimarães, Santarém, Domício, ?, Vital e Manga - Agachados: Major, Maximino, Sobral, Jurandir, Motor, Francisco Bandeira e Joel.

História

Em 1945, o clube foi fundado pelos desportistas Alzir da Silva Maia, Turíbio Guimarães e Raul Calins. A agremiação, inicialmente, era denominada Latitude Esporte Clube. 

(Imagem:Reprodução)

O desportista Pauxy Gentil Nunes sugeriu o título de Atlético Latitude Zero.

O fundador e professor Alzir da Silva Maia contribuiu para a aquisição da sede do clube e, em diversas ocasiões em que a estrutura estava em risco, retornava para reconstruí-la.

A equipe participou de algumas edições dos Campeonatos Amapaenses das Primeira e Segunda Divisões nos anos 50. Além do futebol, o Atlético Latitude Zero também teve um time de basquete, que chegou a conquistar alguns títulos, como o Torneio Relâmpago, com a participação do Amapá Clube, Esporte Clube Macapá e América Futebol Clube.

O Latitude conquistou o título e foi agraciado com o troféu chamado "Dr. Hildemar Pimentel Maia". Dois jogadores desta equipe foram posteriormente chamados para representar a Seleção Amapaense de Basquete: Paulo Farias e Uriel.

As cores predominantes da camisa do clube eram azul, amarela e vermelha.

(Imagem: Reprodução)

No final dos anos 60, o clube foi extinto, mas voltou em 2022 para disputar a Série B de 2024, com um novo escudo, nome e uniforme, sob a direção de Jason Rodrigues.

Fontes: Blog Porta-Retrato e Wikipédia

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

MEMÓRIAS DO FUTEBOL AMAPAENSE > SETE DE SETEMBRO E TREM DESPORTIVO CLUBE

Mais lembranças do acervo do amigo Sabá Ataíde.

Sabá Ataíde enviou, para o blog Porta-Retrato-Macapá, registros de dois times amadores de futebol em que atuou, em Macapá:

Sete de Setembro

Da esquerda para direita: Zilmar, Cai N'água, ?, ?, ?, Saci, Antônio Serrão, kurru, Sabataide, ?, e Mundo. Agachados: ?, Titico, Cleyton, Cecílio, Baiaco e Castelo.

 Trem Desportivo Clube

Infelizmente, não é possível encontrar material na internet sobre a história do Sete de Setembro, o que poderia enriquecer as informações históricas dos clubes.

Fotos: Sabá Ataíde

domingo, 8 de dezembro de 2024

MEMÓRIA DA MÚSICA AMAPAENSE: GRUPO DE SAMBA DE R. PEIXE

A recordação de hoje é do acervo do Sebastião Ataíde, mais conhecido como Sabá Ataíde! Uma pessoa amiga, com diversas habilidades. Além de gráfico, Sabá é um grande admirador do futebol e da música.

Ele nos envia este registro de 1974, ano em que integrou um grupo de samba liderado pelo artista plástico R. Peixe. Ele é o primeiro agachado a partir da esquerda de quem olha. Os rapazes se apresentavam em diversos lugares, como: Boscão, Churrascaria Gaúcha, Biombo, Amapá Clube, sede do Esporte Clube Macapá e algumas das boates que existiam naquele período no bairro da Favela

Sabá conta que eles foram participar da abertura da casa noturna da Serenita, localizada no município de Pedra Branca, há 180 quilômetros da capital, Macapá. Na ocasião, o "crooner" era o Vital, popularmente conhecido como Vitaleiro.

Foto: Sabá Ataíde

sábado, 7 de dezembro de 2024

MEMÓRIA ESTUDANTIL DO AMAPÁ > GRUPO "AMIGOS DO AZEVEDO COSTA”

Ex-alunos do colégio em encontro comemorativo.

O grupo "Amigos do Azevedo Costa", formado por cerca de 40 alunos de uma turma, foi criado para estabelecer uma conexão com os estudantes que cursaram a então 5ª série na Escola Estadual General Azevedo Costa em 1974.

Há três anos, em maio de 2021, o ex-aluno Ronaldo Lima de Miranda criou o grupo e sugeriu aos colegas que realizassem encontros periódicos para manterem-se próximos e, dessa forma, permitir uma total integração com as famílias de cada um, sem esquecer os melhores momentos vividos ao longo dos seis anos de curso.

Desde então, em diversas oportunidades, o grupo tem se reunido em ambientes públicos na orla do Rio Amazonas e em outros locais, com a presença de familiares. Em 2023, organizaram uma festa junina e, na ocasião, prestaram uma homenagem a duas professoras da classe com lembranças.

Ana Rosa Del’Castillo, em conversa com os seus colegas Ronaldo Miranda e Roberto Alves Picanço, apresentou a ideia de realizar um encontro de alunos e professores para celebrar os 50 anos de formatura deles, que se completam em 2024. Após a aprovação de todos, o evento foi planejado e coordenado por uma comissão especial organizadora, encarregada de cuidar de todos os detalhes. 

Durante o evento serão homenageados com brindes e de forma solene, os seguintes professores: Edna Maria Limeira Távora, Edmar Lima Oliveira, Nóia Ferreira Rodrigues, Maria Celina Bacelar de Oliveira, Marizete Gonçalves da Silva, Maria de Lurdes Peixoto de Souza e Maria Elba dos Santos Cardoso.

O esperado encontro festivo, acontece à noite deste sábado, 7 de dezembro, no Saint Tropez Tropical Lounge, na sede campestre da AABB, na Rodovia Duca Serra/Alvorada, em Macapá.

Para a ocasião, foram confeccionadas camisas com foto e inscrições alusivas ao evento, que devem ser usadas pelos participantes e convidados especiais. Confira abaixo:

Frente
Verso

Fotos de encontros anteriores da turma, em locais e eventos distintos.

Fotos: Ronaldo Miranda (Acervo pessoal)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

MEMÓRIA DE MINERAÇÃO AMAPAENSE > O PIONEIRO ALBERTO PINTO GOMES

RESGATE HISTÓRICO

Este documento raro é uma Ficha Funcional usada pela Indústria e Comércio de Minérios S/A, uma mineradora que trabalhou por muitos anos na exploração de manganês no Amapá.

É o cartão de identificação do pioneiro Alberto Pinto Gomes, nascido em 06 de junho de 1914 e admitido na ICOMI em 29 de maio de 1957, como funcionário de chapa nº 5031, que desempenhava a função de Auxiliar Agente de Estação III. Aposentou-se em 29 de julho de 1980, tendo completado 23 anos e 3 meses de serviço.

Seu Alberto faleceu, aos 80 anos, em 10 de maio de 1994.

Fonte: Rede Social (Facebook)

Foto:Reprodução

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

MEMÓRIA DA ECONOMIA DO AMAPÁ > GARIMPO DO RIO FLEXAL

RESGATE HISTÓRICO

Revista o Malho descreve um garimpo no Território Federal do Amapá em 1943

Imagem: Reprodução

Passadas mais de seis décadas, desde a descoberta do ouro no rio Flexal (1882), no sul do município de Amapá, a exploração do minério permaneceu ao longo do séc. XX, atraindo aventureiros de todas as partes do Brasil.

Essas descobertas foram atribuídas a garimpeiros (crioulos) oriundos da Guiana Francesa, que levaram seus conhecimentos em mineração de ouro para a região.

A criação do Território Federal do Amapá, em 1943, despertou o interesse do país em relação à vida nessa região mais setentrional da Amazônia, atraindo também jornalistas, contratados ou não, que se dedicam a conhecer e dar notícias da região.

É importante salientar que nem sempre os relatos que chegavam aos leitores estavam de acordo com a realidade. No entanto, apesar de serem sensacionalistas, esses relatos contêm dados interessantes, que ajudam a compreender a mentalidade e a sociedade da época.

Sem julgar se é ou não um retrato fiel da realidade, sem também entrar no mérito das consequências desastrosas advindas dos garimpos ilegais, resgatamos o interesse histórico e apresentamos uma reportagem sobre a extração de ouro no recém-criado Território Federal do Amapá.

Seu relato nos dá a oportunidade de imaginar e entrar na atmosfera. À margem do controle público, garimpeiros ávidos pelo minério se aventuravam nas matas, a explorar rios e igarapés, para recolher e disputar cada grama de ouro que pudesse ser extraída. Nesse contexto de privações e faltas, a vida nos garimpos era relativizada em detrimento da preciosidade e do valor econômico do ouro.

Imagem:Reprodução

A matéria, escrita por Mariz Filho, foi publicada na Revista O Malho (Rio de Janeiro) em setembro de 1943, e vale a pena ser compartilhada. A transcrição segue abaixo:

OURO, OURO DIFÍCIL:

“Nos garimpos do extremo Norte do Estado do Pará vamos encontrar aglomerados de homens, nacionais e estrangeiros crioulos, em vida comum na busca do ouro aluviônico da região, formando as ‘vilages’.

‘Világe’, povoado de ganância, que ganhou denominação francesa mesmo em território nacional.

Ali habitam cem ou duzentos homens. A maioria daquela gente egressa de presídios e quem não o é está para ser. O mais patife tem uma fisionomia serena de São João Batista; o melhor atirador tem somente um olho e ao mais valente falta-lhe um braço. Nuns não se vê a ponta do nariz, noutro uma orelha, noutro ainda, uns artelhos, mas essas pequenas omissões físicas não diminuem aquela união, mista de fraternidade e ódio, na busca, na gula do ouro.

Casas! – C a s a s ? – ‘Carbés’! – Uns arremedos: levanta um pau aqui, outro acolá, mais um esteirado de farripas de matamatá, à guisa de paredes, e cobertura de palmas, lonas ou latas de querosene abertas e fica pronta aquela arrumação de casa de chão batido e que se mantém em pé por milagre, aparentemente contra todos os princípios do equilíbrio. De roupa basta uma tanga ou calção, uma imitação qualquer, que facilita os movimentos no serviço de debreio e da bateia. Comida? – Bolo de tapioca, café e, para os mais afortunados, carne de caça, assada para durar três dias, e farinha, coisa parca, suposta alimentação. E bebida? – ‘Tafiá’, bebida de mentira, tomada com água.

Tudo ali é suposto. Tudo de mentira. Casas de mentira, roupas de mentira, alimento de mentira, gente mentirosa. E miséria... e desgraça, desgraça de verdade. Só isso de verdade...

Um descobre bom igarapé que dá muito: cinco gramas por dia. Divide em lotes, distribui por mais três, fica com o melhor. De repente o descobridor adoece e dá para inchar, inchar e ninguém sabe o que é.

Morre. É sepultado ali na margem mesmo, com uma forquilha no pescoço, outra no pé pra não boiar.

Morreu? – Não tem nada, amanhã já é outro que vai comer capim pela raiz...

Morte nas minas tem todo dia. Anda de braço com a morte a prostituição.

- Mulher nova na ‘világe’, gentes!...

- De onde vem? É de Macapá?

- É.

- Não faz mal! Deixa vir. É fome: garimpeiro tem ouro vamos até lá.

E as mulheres fazem câmbio com o ouro, mas este não aparece...

Morte ou mulher, sobrando ou faltando, não alteram o ritmo da ‘világe’. Seu povo não se detém naquilo que parece coisa comezinha (corriqueira). Um mata o outro. Não foi ninguém que matou... Chegou a vez do morto, foi Deus quem quis...

E a busca do ouro continua e todos são felizes com o papel que lhes cabe naquela tragédia das selvas. E o ouro vai saindo do ventre da terra, mas dinheiro não há... Ouro distante... Miríficos (admiráveis) sonhos de abastança...

Tudo ali é falso, muito falso... Tudo mentira... Nada, de concreto, ali é verdadeiro...

Verdade só a desgraça, a miséria, a desonra... só isso de verdade...

‘Világe!’ – Inferno, desolação, verde ‘paraíso perdido’ da orda (comunidade) anônima que sofre e é feliz...”

(O Malho – (RJ) Ano XLI - N. 44 - Set. 1943)

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SOBRE A REVISTA:

O Malho foi uma revista ilustrada que se destacava pela sátira política e pelo humor. Em 1902, surgiu no Rio de Janeiro e circulou por mais de cinquenta anos, com uma breve pausa em 1930, devido à Revolução de 1930. A revista O Malho, publicada semanalmente, começou a se tornar conhecida devido às charges e caricaturas famosas que tinham como objetivo ironizar a política do país. A revista foi criada sob a direção artística do artista pernambucano Crispim Do Amaral, sob a coordenação geral do jornalista e político Luís Bartolomeu de Souza e Silva, que também era proprietário do periódico A Tribuna (RJ)

A revista tinha esse nome, pois "malhava" instituições, políticos, pessoas e eventos que ocorriam no país. Os ataques geralmente se manifestavam na capa da publicação, em forma de charge. (Wikipédia)

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Fonte: Pauta sugerida por Michel Duarte Ferraz – curador do Museu de Justiça do Amapá (TJAP) e colaborador do blog Porta-Retrato-Macapá.

domingo, 24 de novembro de 2024

GENERAL JOÃO ÁLVARES DE AZEVEDO COSTA > EX-COMANDANTE DA FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

A ele, a homenagem póstuma do blog Porta-Retrato – Macapá, em reconhecimento ao grande nome da região e ao seu grande trabalho pelo Brasil.

João Álvares de Azevedo Costa nasceu em São José de Macapá, no dia 14 de novembro de 1871, quando a cidade ainda pertencia ao estado do Pará. Filho de pais humildes demonstra desde cedo o desejo de viajar pelo Brasil, conhecer outros lugares e pessoas novas em busca de realizar o seu sonho mais caro: servir à Pátria no então glorioso Exército de Caxias. Com este objetivo, viaja para São Sebastião do Rio de Janeiro, onde se inscreve em 1 de março de 1889, como aluno da Escola Militar. Foi testemunha ocular da Proclamação da República, que ocorreu em 15 de novembro daquele ano, um dia após ter completado 18 anos. Como Cadete-sargento do Legendário 1º Regimento de Cavalaria, Azevedo Costa participou diretamente do glorioso movimento de 15 de novembro. Ele integrou a guarda pessoal do marechal Deodoro da Fonseca, uma das figuras mais relevantes da história brasileira devido à sua participação na Proclamação da República e ao seu primeiro mandato como presidente. Sob a influência do marechal que proclamou a República do Brasil, formou-se em Ciências Físicas e Matemáticas e Engenharia na Escola Militar. Em 20 de fevereiro de 1894, é promovido a Alferes  (Oficial). Em 1903, foi designado para manter contatos com os chefes militares bolivianos a respeito dos limites com o Acre, cumprindo a missão com brilhantismo, resultando dessas negociações na assinatura do Tratado de Petrópolis. Realizou uma visita à capital boliviana La Paz como representante das Forças Armadas brasileiras que estão instaladas no Acre. Sua atuação como mediador foi tão relevante que o diplomata brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, o elogiou. Nomeado membro da Comissão de Limites, levantou a topografia da área fortificada do norte do Brasil, sendo designado para o comando da Fortaleza de São José de Macapá. Ao constatar o estado de abandono em que sua terra natal se encontrava, sentiu a mesma reação que o médico e jornalista macapaense Alexandre Vaz Tavares. Os jornalistas José Antônio de Cerqueira (Siqueira), Joaquim Francisco de Mendonça Júnior, major José Serafim Gomes Coelho, coronel José Coriolano Jucá e outros importantes do Amapá se juntaram para ajudar nas obras de recuperação da cidade, começando pelo apoio para a fundação do jornal Pinsônia. Após retornar ao Rio de Janeiro, acompanhou as lutas políticas dos presidentes Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás e Delfim Moreira dentro do quartel. No governo de Epitácio Pessoa, houve um movimento chamado Tenentismo, dos oficiais das Forças Armadas, em 5 de julho de 1922, com o levante do Forte de Copacabana. Houve, posteriormente, a rebelião de 1924, sob o governo do presidente Arthur Bernardes, seguida pela Coluna Prestes. A CGT começou a discutir a influência do Partido Comunista Brasileiro, levantando os trabalhadores e criando os sindicatos, gerando a Revolução de 1930, a era Vargas, o golpe do Estado Novo e a Constituição de 1937. Ele viveu toda essa fase de mudanças para o país. Em 1943, como macapaense, elogiou a criação do Território Federal do Amapá e a nomeação do seu amigo e colega de farda Janary Gentil Nunes, e disse à imprensa: "O Amapá está bem servido pelo meu jovem Tenente". A promoção de General-de-Exército, concedida pelo presidente Getúlio Vargas, foi o ponto culminante da sua vida. Após o ato solene, declarou: “Agora poderei partir para a posteridade; recebi a recompensa que me era devida pela certeza do dever cumprido”. General Azevedo Costa, de 82 anos, faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de janeiro de 1953. 

O governador Janary Nunes o homenageou, dando o seu nome ao Grupo Escolar General Azevedo Costa, no bairro do Laguinho, fundado em 24 de janeiro de 1955, com o objetivo de atender à clientela de 1ª a 5ª séries.

Fonte: blog do jornalista Edgar Rodrigues.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

MEMÓRIA DA IGREJA CATÓLICA – MESTRE E SACERDOTE DOM LUIZ SOARES VIEIRA

Dom Luiz Soares Vieira é um religioso católico brasileiro. É o segundo bispo diocesano de Macapá e o quinto arcebispo metropolitano de Manaus. É membro-fundador da Academia Amapaense de Letras, da qual foi Vice-Presidente. O arcebispo emérito de Manaus reside atualmente em Santa Fé, no interior do estado do Paraná, na Diocese de Apucarana. Ele é o homenageado pelo blog Porta-Retrato de Macapá nesta data.

Dom Luiz Soares Vieira
Luiz Soares Vieira nasceu em Conchas, interior de São Paulo, em 02 de maio de 1937, filho de Luiz Carlos Vieira e Judith Soares Vieira. Iniciou os estudos no Grupo Escolar Itatinga em 1944, terminando em 1947. Ao perceber o chamado para a vida religiosa, ele frequentou o ginásio e o clássico do Seminário Diocesano de Botucatu, em São Paulo, entre 1948 e 1953.

A partir dessa data, sua vocação religiosa se tornou mais evidente e clara, tendo iniciado o estudo superior de Filosofia no Seminário Central do Ipiranga, no Estado de São Paulo, entre 1954 e 1956. Seu compromisso vocacional era grande e mais intenso, tendo sido formado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, de 1956 a 1960.

O sacerdote D. Luiz Soares Vieira foi Vice-reitor do Seminário Diocesano de Botucatu, entre 1960 a 1962; Vigário Ecônomo de Chavantes, em São Paulo, entre 1962 a 1969; Pároco de Pirapó, no Paraná, entre 1969 a 1978; Pároco de São Benedito, em Apucarana, também no Paraná, entre 1978 a 1980; Pároco de Sabáudia, no Paraná, entre 1980 a 1982; Pároco da Santíssima Trindade, em Apucarana, de 1982 a 1984; Vigário Ecônomo de Nossa Senhora de Guadalupe, em 1982; Vigário Episcopal da Zona Pastoral de Pirapora, de 1975 a 1978; Vigário Episcopal da Zona Pastoral de Astorga, no Paraná, de 1980 a 1982; Vigário Episcopal da Região Centro-Norte, de 1982 a 1984; Juiz Oficial do Tribunal Eclesiástico da Diocese de Apucarana, entre 1970 a 1984; Vigário Capitular da Diocese de Apucarana, entre 1982 a 1983; Vigário Geral da Diocese de Apucarana, entre 1983 a 1984; Reitor do Seminário de Filosofia de Apucarana, entre 1982 a 1984; Membro Delegado do Episcopado Brasileiro, na IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano.

Sua ordenação episcopal foi no dia 1 de julho de 1984 em Apucarana, mas foi em Macapá que serviu como bispo de 1984 a 1991.

Em depoimento ao programa “Documentos da Amazônia”, Dom Luiz conta que chegou em Macapá no dia da posse, em um avião de pequeno porte do Governo do Amapá, em companhia de Dom Vicente Zico, Arcebispo de Belém, que era também administrador de Macapá

Dom Luiz Soares Vieira, em missão pelo interior do Amapá - Foto: Reprodução

Lembra que fez um trabalho grande, principalmente no interior, andou muito de barco e que foi uma experiencia muito boa!

O mestre D. Luiz foi professor de Português, Literatura Brasileira e Portuguesa, Língua Italiana, Filosofia, Educação Moral e Cívica, Cultura Brasileira, Estudo de Problemas Brasileiros, Ciências e Letras, Direito Canônico, Filosofia da Religião. Registra-se, ainda, que foi Diretor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, em Apucarana, no Paraná e Diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Apucarana.

A Academia Amazonense de Letras o elegeu, no dia 28 de agosto de 1997, para uma de suas cadeiras. Dessa forma, mantém a tradição de um religioso em seus quadros, exaltando o nome e a tradição de quantos passaram por lá e deixaram suas valiosas contribuições literárias.

Como escritor publicou vários artigos em revistas e jornais, em todo o Brasil, como por exemplo, Filosofia e Ciências Experimentais, Oposição ou Contemplação, Síntese do Direito Processual da Igreja, Aspectos Jurídicos do Matrimônio e Problema da Liberdade.

Informações extraídas do texto de Abrahim Baze, publicado no Jornal A Notícia, seção visão, em Manaus, no sábado, 06 de setembro de 1997.

Fotos coloridas: Print de tela do Vídeo "Documentos da Amazônia".

Fotos P/B: Acervo: Pe Paulo Roberto Matias Souza

Fontes:  Portal Amazônia e Wikipédia

                                           Última atualização em 28/11/2024

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

MEMÓRIA DA CULTURA AMAPAENSE > AS DUAS 'VENINA'S" DO MARABAIXO DO AMAPÁ

Elas são as personalidades femininas que, entre outras, se firmaram na manifestação cultural e religiosa das comunidades negras do Amapá. O reconhecimento do blog Porta-Retrato neste Dia da Consciência Negra.

Tia Venina marcou a história das mulheres da família e do Quilombo do Curiaú, situado na Zona Rural de Macapá. A sua trajetória é uma inspiração para a luta pelo empoderamento feminino das mulheres negras no Amapá. 

Tia Venina, figura histórica do Quilombo do Curiaú, em um dos poucos registros fotográficos dela — Foto: Reprodução
Antônia Venina da Silva nasceu em 17 de dezembro de 1909, no Quilombo do Curiaú, e dedicou-se ao cuidado não somente dos nove filhos, mas também da comunidade à qual pertencia. Os relatos são unânimes ao afirmar que, naquele coração de mãe, havia espaço para todos. Ela viveu por 86 anos, trabalhou como agricultora, rezadeira, dançarina de batuque e marabaixo e curandeira de garganta.

Após a morte do esposo, Tia Venina, como era conhecida pela vizinhança, assumiu a responsabilidade de cuidar sozinha de toda a família.

A neta Isis Tatiane da Silva, de 43 anos, disse que sua avó "era uma mulher muito avançada para o seu tempo e realmente viveu aquela vida. Ela dançava, cantava batuque e marabaixo, e tinha a habilidade de curar a garganta. Somente ela tinha esse dom no Curiaú", recorda Isis.

A mulher sempre teve uma voz ativa e lutou com muita determinação para manter viva a memória do povo quilombola. A família relata que, durante a tarde, os jovens a procuravam para ouvir histórias dos tempos idos e conhecer a ancestralidade.

Os estudantes interessados em realizar pesquisas e trabalhos acadêmicos também se dirigiam a ela, pois sabiam que ela guardava uma memória viva e vibrante da história do Quilombo.

Para Tia Venina, a educação sempre foi o melhor caminho, por isso ela incentivava a buscar o conhecimento.

Integrantes da Associação Mulheres Mãe Venina do Curiaú — Foto: Reprodução / G1

As bandeiras de resistência levantadas pela mulher "a frente do seu tempo" produziram frutos. Em 20 de julho de 1997, dois anos após a sua morte, foi fundada a Associação Mulheres Mãe Venina do Curiaú.

O objetivo inicial era realizar manifestações e eventos culturais para a comunidade. No entanto, com o decorrer do tempo, o grupo começou a desenvolver trabalhos voltados para a educação ambiental e, sobretudo, para o empoderamento feminino.

Para Iracema da Silva, neta de 51 anos, a escolha do nome da associação foi coerente com a trajetória de vida da avó dentro da comunidade. As netas mencionam que é possível notar que as matriarcas do Curiaú orientam as próprias famílias com base no exemplo de vida de Tia Venina.

Foto: Reprodução /Facebook

Walter Jr., publicitário e presidente do Instituto Memorial Amapá, classifica a segunda Venina,  como uma das "Guardiãs do Marabaixo". O nome dela é Venina Francisca da Trindade"Venina não participou apenas do Marabaixo, mas também foi uma guardiã da nossa cultura, uma mulher que lutou para preservar as raízes culturais do nosso povo. Graça a ela e a tantos outros, o Marabaixo é hoje reconhecido como uma das manifestações mais significativas da nossa identidade cultural."

Além disso, ela era uma tacacazeira dedicada, dotada de uma alegria inconfundível e um amor pela cultura que ultrapassava o tempo e o espaço. Walter diz, em sua narrativa, a pura verdade: "Conversar com a Venina era como abrir uma janela para um mundo repleto de energia, tradição e resistência. Ela demonstrava uma disposição extraordinária para amanhecer cantando e dançando com os ladrões de Marabaixo, algo que me fascinou profundamente."

Homenagem honorífica.

Em dezembro de 2020, foram instaladas estátuas de cinco figuras relevantes da cultura e educação amapaenses em quatro pontos distintos de Macapá. A Tia Venina, do Curiaú, também foi uma das homenageadas.

Estátua da Tia Venina fica no bairro Laguinho — Foto: Rafaela Bittencourt/Rede Amazônica 

O monumento fica na esquina da Rua Eliezer Levy com a Avenida Mãe Luzia, no bairro Laguinho. Os artistas a reproduziram, com um colar, um sorriso no rosto e ainda segurando a saia rodada representativa de quem dança Marabaixo. 

Créditos: G1/PMM e Memorial Amapá

Fonte: Pe. Paulo Roberto Matias Souza (via Facebook)

Post atualizado e reeditado em 22/11/2024, por conter incorreções.

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