terça-feira, 5 de julho de 2011

O Pioneiro Paulo Eleutério Filho

Ele foi fundador do Jornal Amapá e Primeiro Diretor da Rádio Difusora de Macapá.
(Foto gentilmente cedida pelo economista Paulo José Cavalcanti de Albuquerque, filho de Paulo Eleutério)
PAULO ELEUTÉRIO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE, jornalista e intelectual, nasceu em Manaus, Estado do Amazonas, em 9 de fevereiro de 1914. Filho do também intelectual e jornalista Paulo Eleutério Álvares da Silva e Amélia Mendes Álvares da Silva. Fez o curso primário em Manaus e o secundário no Instituto Universitário e no Colégio Estadual Paes de Carvalho, em Belém, para onde se transferiu com seus pais. Retomou a Manaus, ingressando na Faculdade de Ciências Econômicas. Abandonou o curso e, novamente, seguiu para Belém, bacharelando-se em Direito no ano de 1938. Durante o tempo em que viveu em Manaus, trabalhou como redator na imprensa amazonense, tendo assumido o cargo de Secretário do Jornal do Comércio. Exerceu atividades públicas no interior do Amazonas. Formado em Direito e com o curso de Oficial da Reserva do Exército, viajou para o Estado do Acre e ingressou na Polícia Militar com a patente de 1º tenente. Foi nomeado Ajudante de Ordens do Governador Epaminondas Martins; Delegado Auxiliar; Chefe da Seção de Ordem Política e Social e Chefe de Polícia do Território do Amapá. Retomando a Belém, foi convidado pelo Governador do Território Federal do Amapá Capitão Janary Gentil Nunes, tendo chegado a Macapá, no dia 17 de maio de 1944. Exerceu as funções de Chefe de Polícia, Comandante da Guarda Territorial, Chefe do Serviço de Imprensa e Propaganda. Fundou o Jornal Amapá, orgão do governo do ex-Território, onde escrevia a História do Amapá com o título "Efemérides do Amapá"; criou o sistema de auto-falantes distribuídos na cidade; instalou os primeiros telefones no Palácio do Governo. Em julho de 1944 é escolhido para a Presidência da Associação Comercial, Agrícola e Industrial do Amapá; Membro do Conselho Penitenciário. Voltando para Belém, em 1947, exerceu diversos cargos importantes: Consultor Jurídico, Chefe do Gabinete do Governador, Chefe de Polícia e, novamente; Chefe do Gabinete, tendo militado na advocacia por mais de 8 anos. Fundador da Academia Paraense de Letras, membro dos Institutos Históricos e Geográficos do Pará e Amapá. Faleceu assassinado pelo Capitão Humberto de Vasconcelos no dia 20 de maio de 1950, após violenta discussão de caráter político, cuja única vítima foi Paulo Eleutério, um excelente moço, que participou da "mística do Amapá".
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998)
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PAULO ELEUTÉRIO FILHO (1914-1950)

Informações acerca do assassinato de um jornalista

Por (*) Paulo José Cavalcanti de Albuquerque em 07/07/2009 na edição 545
Informações e detalhes acerca do assassinato do jornalista Paulo Eleutério Filho (Paulo Eleutério Cavalcanti de Albuquerque), que teve lugar na sede do jornal O Liberal, em Belém do Pará, no dia 20 de maio de 1950.
Antes de entrar em detalhes acerca de algumas informações e de formular críticas a algumas opiniões, bem como a alguns depoimentos prestados por ocasião do julgamento do capitão do exército Humberto Pinheiro de Vasconcelos, assassino impronunciado – e, não, inocentado – apesar dos inúmeros depoimentos prestados por testemunhas daquele crime que marcou de forma indelével a história do Pará e da própria imprensa brasileira (depoimentos muitos dos quais já desaparecidos, ou propositadamente escondidos, por conveniência de alguns adeptos do governo Assunção), vou colocar algumas informações ainda muito pouco divulgadas a respeito da história de meu pai.
Filho do professor Paulo Eleutério – um dos fundadores da Faculdade de Direito de Manaus e da Faculdade de Engenharia de Belém – e de Amélia Mendes Álvares da Silva, Paulo Eleutério Filho nasceu em Manaus, no dia 9 de fevereiro de 1914 e, aos 18 anos de idade e já morador de Belém, foi um dos líderes do grupo que aderiu, no norte do Brasil, à Revolução Constitucionalista que teve origem em São Paulo no mês de julho de 1932.

Imóveis e seguro de vida
Oficial da reserva da infantaria do Exército brasileiro, foi chefe de Polícia (Secretário de Segurança Pública) nos territórios do Acre e do Amapá – onde foi o primeiro diretor do jornal Amapá e responsável pelas primeiras transmissões da Rádio Difusora de Macapá – e do Estado do Pará, onde atuou na redação do jornal O Liberal, local onde foi ferido. Aliás, foi em Macapá que conheceu o militar que o assassinou na sede daquele jornal paraense, já tendo ocorrido entre eles, naquela época, algumas divergências de natureza política, pois aquele militar atuava em um partido de oposição ao partido que apoiava o coronel Janary Gentil Nunes, o primeiro governador do território do Amapá.
Assim, iniciamos os presentes comentários que têm por base algumas das informações constantes do site da internet intitulado Observatório da Imprensa.
No final da tarde do dia 19 de maio de 1950, meu pai convidou a mim e à minha mãe, Celina, para conversar no terraço da entrada de nossa residência (Rua Mundurucus, 610) a respeito do pesado clima político que rondava o Pará naqueles dias. Naquela oportunidade, meu pai informou-nos a respeito de um artigo que havia sido escrito pelo jornalista João Malato criticando o partido de oposição e o capitão do exército Vasconcelos, seu antigo adversário desde os tempos em que morávamos em Macapá. E, ao mesmo tempo, informou-nos que Malato não estaria na redação de O Liberal no dia seguinte por ter receio de um revide ou por questões de constrangimento pessoal. Em seguida, meu pai informou-nos a respeito dos imóveis de nossa família e de seu seguro de vida, mostrando-nos os respectivos documentos, que se encontravam arquivados em uma pasta que guardava em uma das salas da nossa casa, utilizada como seu escritório particular.
"Querem conversar com você"
Logo após aquela reunião, meu pai chamou-me para subir ao seu quarto, onde também guardava sua coleção de armas, mostrando-me um revólver de sua propriedade, de aço inoxidável, calibre 38, da marca Smith&Wesson e com empunhadura de madrepérola, que seria entregue no dia seguinte a um armeiro por estar com o cano bastante desgastado, já que o utilizávamos bastante em treinamento no sítio, em caçadas e na casa de um amigo seu, em Belém, na qual havia um moderno stand de tiro, movimentado eletricamente. Meu pai era um excelente atirador, tendo sido o segundo melhor de sua turma do CPOR (Curso de Preparação dos Oficiais do Exército). E lembro-me bem que ele me alertou : "Nunca use um revólver nesse estado", ao que respondi : "E por que o senhor irá levá-lo amanhã para o armeiro, em vez de esperar mais alguns dias?" E ele respondeu : "Porque estou cansado de vê-lo com esse cano tão estragado."
Aquela foi a última vez em que conversei com meu pai pois na manhã do dia seguinte eu e meu irmão Luiz Felipe tínhamos que sair cedo para estudar. Anos mais tarde, ao conversar com minha mãe a respeito daquele horrível dia, ela me disse meu pai, ao descer do quarto para tomar café, lhe disse: "Tive um sonho horrível nesta noite." Eu perguntei : "Como foi esse sonho?" e ele respondeu : "À noite, quando voltar, eu te contarei." Parece que ele estava adivinhando o que iria acontecer.
Eu estava assistindo a uma aula de português quando, por volta das nove e meia, entrou na nossa sala o cônego Faustino de Brito, diretor do Colégio Progresso Paraense, onde eu e meu irmão estudávamos. Olhando para mim, disse : "Paulo, arruma as tuas coisas e vai para a Secretaria, pois lá estão alguns delegados de polícia que querem conversar com você. Aproveita e chama também o teu irmão, que está lá embaixo, na sala dele."

Honesto, sério e patriota

Não lembro muito bem de quantos eram os delegados que tinham ido ao colégio para conversar comigo, mas eram uns quatro ou cinco, a maioria dos quais eu conhecia pessoalmente. Ao me ver, um deles me disse : "Houve um tiroteio na sede do O Liberal e seu pai foi ferido." Eu perguntei : "Foi ferido em que parte do corpo?" E ele respondeu : "Em uma das pernas." Não fiquei muito nervoso, pois havia aprendido com meu pai que um ferimento em uma das pernas não era dos mais sérios. Porém, logo ao chegar em casa, com uma multidão à porta e com uma grande quantidade de parentes e amigos da família no interior da mesma, fui informado de que havia acontecido algo de mais grave, em maiores detalhes: o tal capitão, que já conhecia meu pai há vários anos, entrou na redação do jornal aos gritos, perguntando por João Malato e, ao ver meu pai, de quem era antigo adversário político, atirou em sua direção com uma pistola calibre 45, do Exército brasileiro, acertando de raspão a testa do mesmo e naturalmente causando-lhe brusca tontura. Mesmo assim, meu pai tentou encontrar o seu revólver Smith&Wesson, que estava guardado na gaveta de sua mesa, já que ele iria levá-lo ao armeiro na tarde daquele mesmo dia. E, apesar daquele choque inicial, segundo algumas testemunhas ele ainda conseguiu descarregar aquela arma sem qualquer precisão, mas conseguindo acertar em um dos braços do tal capitão. Em seguida, em virtude de não ter cartuchos de reserva, meu pai desceu em direção às oficinas do jornal, que ficavam em frente à Secretaria da Segurança Pública, perguntando aos gritos se alguém teria balas de calibre 38. Nesse instante, indo atrás dele, o tal capitão atingiu-lhe uma das pernas e as costas, cortando-lhe um dos pulmões em trajetória vertical e atingindo o coração do mesmo com a tal pistola 45.
E, ainda consciente, no interior da ambulância em que estava sendo conduzido ao hospital, meu pai disse aos médicos : "Vejam bem o que vocês vão fazer, pois tenho três filhos para criar." Mas veio a falecer por volta das 12 horas e vinte minutos, na Santa Casa da Misericórdia. Aquela frase foi lida por mim alguns anos depois, em uma das páginas do processo judicial. Mas me dói até hoje. Meu pai foi um homem honesto, sério e patriota como poucos.
Uma mancha indelével
Tive oportunidade de ler alguns testemunhos e algumas declarações que, infelizmente, não se constituem em verdade, de vez que, após a mudança do governo daquele estado, por razões de interesse pessoal muitos fizeram declarações mentirosas, entre os quais se inclui o sr. João Malato, que foi o pivô de todo aquele triste acontecimento.

Para concluir, e para registrar essa imagem de meu pai, gostaria de contar mais um outro episódio: alguns meses depois nos mudamos para Pernambuco e, posteriormente, no final de 1955, para o Rio de Janeiro. E, por volta de 1976, em viagem de trabalho ao Pará e na primeira visita que fiz a Belém após nossa mudança e após o ano em que ocorreu aquele trágico episódio, fui ao cemitério de Santa Isabel visitar o túmulo de meu pai e, após alguns minutos, chamei um táxi e pedi para que me levasse à Travessa Castelo Branco, onde havia nascido minha irmã caçula, Ana Amélia. Ao passarmos em frente à casa onde havíamos morado, e sem ter a menor noção de quem eu era, o motorista falou, para meu espanto e também para meu orgulho: "Nesta casa morou um grande homem."
Sobre aquele triste acontecimento nada mais gostaria de divulgar e aproveito esta oportunidade para agradecer aos amigos do Observatório da Imprensa e contar toda a verdade a respeito daquele episódio, que manchou de forma indelével a história da imprensa brasileira. Da mesma forma, acrescento um texto escrito por meu pai no ano anterior à sua morte, texto esse que jamais esquecerei ("Trítico do Amor Familial").
Uma página de Paulo Eleutério Filho
(Revista da Academia Paraense de Letras, nº 2 – janeiro de 1952)
Como uma dádiva preciosa aos nossos leitores, principalmente àqueles que conheceram o nosso saudoso confrade Paulo Eleutério, publicamos a seguir um escrito literário do jovem titular da Academia Paraense de Letras, onde ocupava a cadeira de Ferreira Pena.
É uma página de profunda emoção, em que o sacrificado de 20 de maio de 1950 revela a sua sentimentalidade diante de seus pais ("Ainda sou criança"), de sua esposa ("Canção do Amor que envelhece") e de seus filhos ("Minha vida não se extinguirá").
São verdadeiros poemas em prosa em que o brilhante intelectual reflete o requintado de sua cultura e a imensidade do seu coração em face de três estádios de sua gloriosa vida e de criaturas outrora felizes, que detiveram as expansões do seu amor filial, conjugal e paterno:

***
Trítico do amor familial

I – Ainda sou criança

Oh! Vós que me destes a vida numa noite de amor! Como vos quero e amo e quanto vos agradeço e abençôo com toda a força do meu coração de filho! Não me deixeis sozinho e nem me abandoneis nesses Gólgotas do mundo sem o vosso conselho! Sinto-me fraco, nu e miserável, afastado de vossos olhos atentos e amigos. Tremo de frio nas intermináveis noites de inverno, se não me acolho à morna carícia do vosso agasalho. Quando me obrigam a lutar pelo meu lugar ao sol, faço-me de bárbaro e herói, mas o medo se enfurna em minh´alma de criança. Ainda sou infante, sou débil e minhas asas não podem voar para longe de vós. Dizeis-me que sois velhos, frágeis, mas eu vos devo tanto, que não posso acreditar que a idade vos reduziu a força e o tamanho...

II – Canção do amor que envelhece
Estou me sentindo velho. Há mais cansaço em meus gestos e meu coração anseia pelo repouso infinito. Caminho devagar pela estrada da vida, mudando os passos com cuidado para não perturbar o sossego da poeira. Permaneço compridas horas a mirar um inseto de asas nervosas ou uma graciosa flor que se debruça sobre sua haste. Meus olhos estão vendo mais que antigamente. E sentem a beleza que existe na contemplação. Todavia, alegro-me em saber que não estou sozinho nesse longo passeio que será o último. Alguém se ampara em meu braço, nos dias bons ou maus, ricos ou pobres, na saúde ou na doença, amando-me sempre até a morte nos separar...

III – Minha vida não se extinguirá
Não temo que a morte venha me destruir, em tempo algum. Sou imperecível e tenho certeza de que sobreviverei às maiores catástrofes da terra. Flameja em mim a chama sagrada da imortalidade que o milagre da procriação acendeu nas áreas primitivas. Orgulho-me de sentir latejar no peito, dia e noite, o sangue forte e vermelho de meus avós. Algum dia tudo isso cessará dentro de mim. Mas a luz que recebi acesa não se apagará quando o meu corpo esfriar com a chegada da grande escuridão gelada. Ela continuará brilhando nos olhos cintilantes de meus filhos, que serão como estrelas novas a me iluminar os passos nas trevas em que mergulharei.

Artigo extraído do site Observatório da Imprensa

(*) Paulo José Cavalcanti de Albuquerque
Economista, com curso de extensão em engenharia econômica e administração industrial pela UFRJ e MBA – Executivo em economia e finanças pela Universidade de Pittsburgh, U.S.A. É diretor de Análise e Estudos Econômicos do Grupo Formitex, membro do Conselho Superior de Economia do Instituto Roberto Simonsen – FIESP. Foi diretor de Análise Econômica e Estatística do Centro de Informações Econômico-Fiscais da Secretaria da Receita Federal, diretor de Desenvolvimento da Leroy Merlin, diretor Financeiro da The Sydney Ross Company, superintendente de Finanças da Cyanamid Química do Brasil, e gerente de Estudos e Planejamento da S.A. White Martins.
NOTA DO EDITOR: Apresentamos reconhecidos agradecimentos ao  economista Paulo José Cavalcanti de Albuquerque - filho do biografado, pela maneira fidalga e gentil como atendeu nossa solicitação e colaborou de forma eficaz nos enviando - via e-mail - várias fotos de seu pai, jornalista e intelectual Paulo Eleutério Cavalcanti de Albuquerque, o que nos permitiu de prestarmos uma merecida homenagem a esse grande brasileiro que realizou inúmeros serviços ao recém criado Território Federal do Amapá. (João Lázaro)

sábado, 2 de julho de 2011

Serviço de Estatística do ex-Território do Amapá

(Foto: Reprodução de arquivo)
Neste prédio localizado na esquina da Av. FAB com a rua Leopoldo Machado, em frente ao Escola Estadual Gabriel de Almeida Café, funcionou, na época do ex-Território Federal, o Serviço de Geografia e Estatística do Governo do Amapá.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Jovens pioneiros da natação do Amapá

(Clique na imagem para visualizar melhor)
O amigo Cosme Esperidião do Nascimento Ramos – o funcionário mais antigo, em atividade, na UNIFAP, em Macapá – enviou, via e-mail, uma foto raríssima de seu acervo pessoal, como sua primeira contribuição fotográfica para o blog Porta-Retrato. E promete encaminhar outras mais.
Cosme – que também foi nadador da piscina territorial nos anos 60 - apresenta seus colegas de equipe, treinados e preparados pelo saudoso Capitão Euclides Rodrigues.
Mas, para montar a legenda temos de identificar os nomes dos integrantes dessa maravilhosa turma e para isso contamos com a ajuda de todos vocês, leitores e contribuintes do blog.
Lembramos das feições da maioria, mas não sabemos os nomes de todos. 
Nomes que lembramos: Dea Soares, Maria do Rosário, Sena Bastos, Profª Zulma, Dulce Barata, Rosa Souza, Osmar Melo (salvo engano)Rdº Nonato do Nascimento, Luzia, Afonso e Coen.
Por favor deixem seus comentários.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Baile das Nações do Rotary Clube de Macapá

(Foto: Reprodução / Acervo Fernando Remedios)
(Foto: Contribuição de Fernando Remédios, via e-mail)
Esta foto que nos foi gentilmente enviada pelo amigo Fernando Remedios, é um registro raro de um grupo de senhoras rotárias, prestigiando um dos eventos significativos do Rotary Clube em Macapá, nos anos 60: O Baile das Nações, realizado nos salões da Piscina Territorial naquele ano, uma das atrações sociais daquele clube de amigos solidários,  que sempre prestou  uma larga folha de serviços às famílias mais necessitadas de Macapá.
Contamos, uma vez mais, com os comentários de vocês, para nos ajudar a montar a legenda, identificando os nomes de todas as damas que aparecem na imagem. Não queremos cometer injustiça com ninguém, entretanto alguns nomes foram lembrados, outros, infelizmente, não reconhecidos.
Enumeramos os que conseguimos identificar e aguardamos a confirmação ou retificação nos comentários.
Da esquerda para a direita: 1ª, 2ª e 3ª não identificadas; a 4ª lembramos as feições mas não sabemos o nome dela - tudo que sabemos é que ela era a esposa Sr. Adalto Lavor Benigno que foi gerente das Lojas Pernambucanas no Amapá, nos anos 60; 5ª Srª Ivanilde Oliveira, esposa do Engº Otávio Oliveira, ex-prefeito de Macapá; a 6ª não identificada; a 8ª - de vestido preto - é a Sra. Etelvira Remedios (que era mais conhecida por VIRA) mãe do Fernando Remédios - que nos enviou a foto; da 9ª à 12ª não identificadas; 13ª Sra. Canalejas (de vestido escuro com a bolsa à frente do corpo, era esposa de um pioneiro do Serviço de Águas e Esgotos do Amapá - Sr. Canalejas); na 14ª posição (de vestido branco) a Sra. Maria Francisca Claudina Picanço (que era conhecida como Dona Chiquinha), esposa do Tio Joãozinho Picanço - pai do Sr. Heitor Picanço; 15ª a professora Maria de Sá Cavalcante Picanço, esposa do pioneiro Ubiracy de Azevedo Picanço; a última da direita, que só aparece metade do corpo, nos pareceu a Sra. Helenita Picanço, esposa do ex-prefeito de Macapá, Heitor Picanço  (a confirmar).
Observem a postura e a elegância de todas as damas rotárias: impecáveis.
Aguardamos os comentários.
(Última atualização em 01h24m de 06/07/2011)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Orla de Macapá, de outrora

(Foto: Reprodução de jornal)
Neste recorte de jornal antigo (sem muita qualidade), vemos a imagem da orla do antigo Elesbão - hoje Bairro Santa Inês - tendo ao fundo a Fortaleza de São José de Macapá, na sua lateral esquerda, ao sul, próximo à praça de entorno do forte (Lugar Bonito).
Em primeiro plano vemos uma canoa a vela, com toldo coberto, e atrás uma pequena ponte com poucas tábuas que terminavam no matadouro de porco, da família Pinheiro, que existia no local.
Quer quizer, ao passar com a maré seca pela orla do Santa Inês na curva do primeiro cais no sentido Fortaleza/Araxá, poderá observar, ainda hoje, vários tocos de madeira que foram serrados e que serviam de estacas de sustentação daquele matadouro. Quem morou alí por perto, com certeza se lembra.
(Foto: Reprodução/Olivar Cunha/acervo pessoal)
 (Foto: Contribuição do amigo Olivar Cunha)
Este outro registro fotográfico, que foi enviado pelo amigo Olivar Cunha, nos dá uma ideia de como era o Elesbão ao final da década de 60.
Deixe seu comentário, se você conheceu o local.
(Repaginado em 27/06/2011, às 15h11m)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Antiga entrada no portão do Barão do Rio Branco

(Foto: Reprodução/Arquivo Deuzuite Ardasse)
Entre as inúmeras fotos raras do album da amiga Deuzuite Ardasse, no Facebook, encontrei esta que mostra um dos carramanchões que ficavam situados nos portões de entrada do antigo Grupo Escolar Barão do Rio Branco, a primeira escola de alvenaria de Macapá, no centro da cidade.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Pioneiro: José Maria Chaves

(Foto: Reprodução/Memorial Poço do Mato)
(Foto: Contribuição da amiga Neca Machado - (possui Direitos Autorais)
O pioneiro José Maria Chaves(foto), paraense de Cametá, um dos primeiros moradores do Formigueiro, atualmente o mais antigo, chegou ao Amapá em 1945, com 20 anos de idade, convidado pelo primeiro governador do extinto Território Federal do Amapá, Janary Gentil Nunes. Na época era soldado do Exército Brasileiro e servia em Val de Cães, na base de artilharia anti-aérea. Com orgulho comenta ter dado sua contribuição para a região numa época em que as dificuldades eram grandes. Foi nomeado por decreto assinado pelo governador Janary no dia 19 de abril de 1952 como extranumerário-mensalista, referência 19, para desempenhar a função de guarda, lotado na Divisão de Segurança e Guarda do território do Amapá, com salário de 1.440,00 mil réis. Nessa época só entrava para a Polícia quem era reservista. Com tal salário comprou sua casa, onde até hoje reside, por mil réis. Por 4 vezes serviu como mordomo na residência governamental. Depois, por longos anos, trabalhou como sapateiro.
(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)
Conseguiu com muita luta ver todos os seus filhos (foto) devidamente encaminhados e formados em faculdades de nível superior. (Fonte: Governo do Amapá)
O grande craque...

José Maria Chaves, um dos maiores craques do futebol amapaense, foi trompetista do primeiro conjunto musical de Macapá.
Falante, lúcido, alegre, Zé Maria Chaves conta que foi bombeiro, marítimo, guarda de trânsito, guarda territorial e mordomo. Mas o que mais gostava de fazer era jogar futebol e consertar sapatos.
Como jogador foi quatro vezes campeão pelo Amapá Clube. Com os olhinhos brilhando lembra que tão logo o estádio Glycério Marques foi inaugurado, o Flamengo veio fazer um amistoso aqui. Adivinha quem meteu o primeiro gol no Flamengo? Ele mesmo, o Zé Maria, aos sete minutos do primeiro tempo. Mas o Amapá perdeu por 6 a 2.
(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)
Como sapateiro, conquistou o coração de Berlenites  (foto) – com quem está casado há várias décadas. E olha como ele conta rindo e  todo garboso:
- Ela morava no Pensionato São José, bem ao lado da minha casa e sapataria, todo dia ela se enfeitava, se perfumava e vinha falar aqui com o bonito, pedir pra consertar o salto do sapato dela. O salto não tinha problema nenhum, o que ela queria era jogar seu charme pra cima de mim.
Dona Berlenites rebate:
- Que nada! Ele que ficava dando em cima de mim. Sabia a hora que eu saía do pensionato e ficava lá frente só pra me ver passar, me cumprimentar e me paquerar.
Os dois caem na risada.
Filho de uma índia do Tocantins, Zé Maria Chaves diz que tem toda essa vitalidade porque foi criado comendo muita fruta fresquinha lá em Cametá (PA), sempre praticou esporte e nunca fumou nem bebeu.
Dividia seu tempo entre as atividades no governo do Território, o futebol, a música e a sapataria.
Aprendeu o ofício de sapateiro com um italiano em Belém. Sozinho aprendeu a tocar. Talento que seus irmãos também tinham e assim, junto com os irmãos, formou a Jazz Band Poeira – o primeiro conjunto musical do Amapá.
A história de Zé Maria Chaves se confunde com a história do Amapá. Ele viu Macapá crescer, viu as casas de barro e miriti serem substituídas pelas de madeira e depois de alvenaria, foi amigo de Mãe Luzia, participou da inauguração do Glycério Marques e viu o surgimento dos primeiros prédios públicos do Amapá, a abertura das ruas, a inauguração das primeiras escolas… e gosta de contar, de falar sobre a Macapá Antiga, sobre as pessoas daqui e eu gosto de ouvi-lo, por isso, de vez em quando vou ao Formigueiro, subo a escada de sua casa e ali, com carinho e um café passado na hora, sou recebida por ele e Berlenites. Escuto suas histórias, faço mil perguntas, vejo seus albuns de fotos e saio de lá sabendo muito mais sobre a história da minha cidade e da gente daqui". (Alcinéa Cavalcante - 02/08/2010)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Antigo Cliper de Macapá

(Reprodução)
Década de 50 - Fotos da praça do Mercado Central destacando o Cliper Bar, parada dos onibus da época: o Caixa de Cebola e o Bossa Nova. Observa-se, ao fundo à direita, o Armazem Nely de propriedade do Sr. Antônio Nely de Matos.
(Repaginado em 2011)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Caixa de Cebola": O Primeiro Ônibus de Macapá

Ano 1958 - O "Coração de Jesus" ou "Caixa de Cebola" foi o primeiro ônibus de Macapá, de propriedade dos irmãos Assis e Dedé.
Esta foto é uma contribuição do amigo Antônio Almeida, ( com a mão na cintura ) que deixou um comentário no post informando que foi cobrador do Caixa de Cebola – o primeiro ônibus de Macapá.
(Foto: Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
Clique na foto par ampliá-la
(Foto: contribuição de Amiraldo Bezerra)
Antonio Almeida ( à direita de roupa escura ) nasceu em Macapá e trabalhou no Caixa de Cebola nos anos de 1958 e 1959.
Jacqueline Almeida informa que seu avô Antonio, mais conhecido por "Galo", faleceu dia 05/08/16(foto menor ).Ele morava em Belém-PA há 36 anos. Além de Antônio, muitos dos colegas que trabalharam no ônibus, com ele, já faleceram. O Caixa de Cebola cumpria o seguinte trajeto: subia pela rua Eliezer Levy passava em frente à casa do Seu Assis – que era um dos donos - perto do cemitério, subia a rua General Rondon e dobrava na avenida FAB passando em frente ao Ginásio de Macapá e ao Grupo Escolar Barão do Rio Branco e descia pra Doca da Fortaleza e ia para o clip em frente a mercado central e de lá seguia para o bairro do Trem.
(Última atualização em maio de 2020)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Chaguinha: Um Pioneiro de Macapá

(Reprodução)
Clique na foto para ampliá-la
(Foto de Daniel de Andrade Simões -Gaia - Extraída do blog SAITICA)
Por Paulo Tarso Barros (*)
Francisco das Chagas Bezerra, natural do município cearense de Quixadá, nasceu a 15 de dezembro de 1907. Não chegou a conhecer o seu pai, mas foi criado pela mãe, uma artesã que fabricava objetos cerâmicos e sustentava 9 filhos. Chaguinha desde muito cedo começou a trabalhar para ajudar sua mãe. O menino, então com 7 anos, saía de casa para comercializar potes, bilhas, panelas e outros objetos de uso doméstico. Lembrava-se perfeitamente de um movimento político ocorrido no Ceará e denominado “Jagunçada”. Assistiu e sofreu as consequências da grande seca de 1915 e que rendeu o famoso romance de Rachel de Queiroz “O Quinze”.
A grande mudança na sua mentalidade de menino esperto e acostumado desde a mais tenra idade a lidar com as adversidades do sertão nordestino aconteceu quando ele aprendeu a ler e a escrever com a sua madrinha, que o tratava como um membro da própria família e com quem aprendeu as primeira lições de democracia e justiça. Na sua cidade natal verificou as enormes desigualdades sociais, pois havia um coronel dono de muitas e muitas terras enquanto a maioria do povo, inclusive a sua mãe, não possuía nada. Ele então perguntava aos mais velhos o porquê daquela situação e ouvia a singela resposta de Deus dera as terras ao coronel. Mas o menino logo entendeu que aquilo não era produto de uma partilha divina, mas sim humana. Os latifúndios eram fruto da ambição e da injustiça social que sempre prevaleceu no Brasil e que ele iria combater durante toda a vida.
Chaguinha só fez o curso primário, mas seu aprendizado na vida dura que sempre levou o ensinou bastante a adquirir uma brilhante consciência política e a acreditar firmemente no socialismo. Aos 16 anos mudou-se para Fortaleza e começou a trabalhar como ajudante de conferente numa ferrovia federal, emprego que conservou durante dois anos. Logo depois passou por vários pequenos empregos na capital cearense, onde morava em pensões. Considerava essa fase a mais profícua da sua vida como aprendiz das grandes ideias políticas e sociais, pois conseguiu montar uma banca de jornais (naquela época um quiosque) e conviveu com jornalistas, intelectuais e políticos cearenses. Lia todos os jornais e conseguia, ao mesmo tempo, compreender cada vez mais a realidade que o cercava.
No ano de 1933, quando ainda morava numa humilde pensão da capital cearense, encontrou um paraense de Castanhal que fora em busca de tratamento médico. Os dois tornaram-se amigos e um dia Chaguinha chegou ao quarto do enfermo e o encontrou chorando e profundamente deprimido. O motivo, disse-lhe este, era o temor de morrer longe da família. Chaguinha comoveu-se com o sofrimento daquele senhor e disse-lhe que o levaria de volta para casa. E cumpriu a promessa. Antes do final daquele ano de 1933 desembarcou em Castanhal, onde ficou morando com a família do seu amigo numa colônia agrícola. Este lhe pediu que alfabetizasse os seus filhos e demais familiares e Chaguinha assim o fez. Nessa colônia, onde permaneceu até 1946, além do trabalho de professor, ele também fabricava farinha de mandioca. Em 1947 foi para uma outra colônia agrícola e em 1949, adoecendo, Chaguinha viajou para Belém em busca de tratamento médico. Na capital paraense, logo tomou contato com os militantes do PC do B e candidatou - se a uma vaga de deputado estadual.
Depois dessa experiência, mudou-se para o Amapá, estabelecendo-se na Colônia Agrícola do Matapí. Mas foi no ano de 1951 que Chaguinha finalmente resolveu morar em Macapá, escolhendo a árdua profissão de carregador autônomo, sem vínculo empregatício com o governo do Território, pois na sua concepção ele julgava importante manter-se livre de quaisquer empecilhos que inviabilizassem ou atrapalhassem as sua ideias socialistas.
Sendo o Território Federal do Amapá governado por militares, as ideias socialistas de Chaguinha não eram bem aceitas. Mas ele, juntamente com o padeiro Jorge Fernando Ribeiro (já falecido) e outros companheiros, sempre lutaram por uma sociedade mais justa e fraterna. Por isso mesmo Chaguinha, que era um trabalhador honesto e que, como pioneiro, muito contribuiu nos primeiros anos de existência do Território, foi preso diversas vezes. Em 1964, época de arbítrio, foi preso acusado de ser Comunista. Em 1973, no famoso caso do “Engasga-engasga”, foi novamente preso junto com o poeta e advogado Isnard Lima, Odilardo, o padeiro Jorge Fernando e seus familiares. Chaguinha foi amarrado com arame e transportado para Belém, onde permaneceu por 20 dias.
Sempre vivendo humildemente, lendo e interpretando a história, Chaguinha jamais renunciou às suas ideias de justiça social, pois desde menino conviveu com os problemas mais graves que desafiam a inteligência e a boa vontade dos políticos e da elite que governa o Brasil: a distribuição de terra.
No final de 1996, o Governo do Amapá fez uma importante homenagem a esse brasileiro cearense criando o Centro de Juventude Chaguinha.
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(*) Escritor, presidente da Associação Amapaense de Escritores - APES
Copyright © by 1997 Paulo Tarso Barros

Nota do Editor: Texto atualizado, extraído do original - Paulo Tarso Barros / Chaguinha / Biografia - especialmente adaptado para o blog Porta-Retrato.
(Repaginado em 2011)

sábado, 11 de junho de 2011

O Pioneiro: Remy do Rêgo Barros

Um pouco da vida do Pioneiro Remy Barros, narrada por sua filha Sandra Barros, (via e-mail) especialmente para o Porta-Retrato:
REMY DO RÊGO BARROS, nasceu em Belém do Pará em 06 de novembro de 1933, filho de Raimundo Severo do Rêgo Barros e Nair Araújo Nascimento.
Estudou na Escola Augusto Olímpio (onde concluiu o primário), na mesma cidade onde nasceu. Não frequentou nenhuma outra escola do ensino regular, sua formação escolar foi até a 5ª série.
Por ter ficado órfão muito pequeno (com 2 anos de idade), começou a trabalhar ainda muito jovem (com 10 anos de idade) vendendo jornal pelas ruas de Belém no bairro de São Brás, a fim de contribuir com a renda familiar para o sustento da sua casa. Então, naquela época, por não ser proibido o trabalho infantil, meu pai dividia-se entre a escola e o trabalho.
Trabalhou no Curtume Santo Antonio, quando conheceu a Leatrice Nazaré Vasconcelos Barros, com a qual se casou.
Mas tarde, sentiu uma paixão muito grande por rádio e a curiosidade foi aumentado ao ponto de sozinho aprender a consertar aqueles pequenos aparelhos (os rádios). Sentindo que essa seria sua profissão, começou a estudar por correspondência, através do Instituto Universal, onde fez o curso de radiotécnico, concluiu e obteve o diploma de Radiotécnico, essa foi sua primeira realização pessoal e que lhe abriu as portas no mercado.
Casou-se em 1954 e devido as dificuldades, aceitou um convite para trabalhar no Loyd Aereo Brasileiro no Rio de Janeiro em 1955, mas esse emprego durou apenas 01 ano e 3 meses, ele pediu demissão por não ter conseguido levar a esposa para ficar ao lado dele e o salário ser baixo.
De volta a Belém e desempregado (formal) começou a trabalhar na informalidade consertando aparelhos eletroeletrônicos. Minha avó materna (d. Nila) através de um conhecido, conseguiu arranjar um emprego pra ele na Radional, que na época funcionava no bairro da Estrada Nova /Belém.
Em 1958, ele recebeu o convite para trabalhar na Radional em Macapá, onde seria o gerente da área técnica. Esse é o começo da história no Amapá.
Em Macapá, meu pai trabalhou na Radional, ao lado do Lourenço (gerente comercial), Sebastião Balieiro, Elcir (são os nomes que lembro), até que a radional foi tomada pelo governo depois do golpe militar. Inclusive meu pai foi preso nessa época, pois pensavam que ele era da "esquerda", mas essa história ele nunca nos contou com detalhes, mas segundo o papai, o grande responsável por sua liberdade foi o Jarbas Passarinho e o Coronel Alacid Nunes juntamente com o D. Aristides Piróvano (bispo de Macapá) que conseguiram provar que ele era uma pessoa honesta e trabalhadora.
Depois que a Radional foi tomada pelo governo, papai ficou outra vez desempregado, então ele conseguiu montar uma oficina de consertos de eletroeletrônicos, foi um sucesso, fazia bicos na Rádio Difusora, como rádio técnico, prestava serviços na ICOMI, trabalhou na Rádio Equatorial e mais tarde na Rádio Educadora e essa história tu conheces. Quando começaram os trabalhos para a criação da Rádio Educadora, ele saia de casa pela manhã e não tinha hora pra voltar, até que os trabalhos estivessem concluídos, eu via o papai feliz, porque fazia o que mais amava e trabalhou de sol a sol até que a Rádio entrou no ar.
Nas horas de folga, ele costumava se reunir com alguns amigos, na varanda de casa, onde jogavam dominó até altas horas e nos dias de domingo  ele reunia os filhos numa lambreta e íamos tomar banho no Pacoval. Era muito divertido.
Morávamos no bairro do Laguinho na rua Eliezer Levy, onde passei minha infância.
Meu pai costumava dizer que ele era formado pela "escola da vida" onde aprendeu sozinho as grandes lições e optou por ser honesto e trabalhador e sempre acreditou que a educação seria capaz de mudar o mundo.
Pelo fato de minha mãe não gostar de Macapá, saímos da cidade em janeiro de 1970 retornando a Belém onde ele foi trabalhar a Cotelpa, que virou Telepará e hoje privatizada Telemar, onde teve um grande destaque dentro de suas funções até se aposentar. Em 1973, foi transferido de Belém para Capanema/PA, a fim de coordenar toda a zona bragantina onde a Telepará expandiria o sistema de telecomunicações. Mais tarde estudou e conseguiu através do DESU o diploma de ensino técnico. Morou em Capanema até o fim de sua vida.
Formamos uma grande família (literalmente); da união do Remy com a Leatrice nasceram 13 filhos, dos quais apenas doze estão vivos, alías essa é parte triste de nossa história, perdemos um irmão muito jovem e de repente, e esse fato deixou o papai tão abalado que dois anos depois ele partiu sem despedir-se de nós.
 
Os filhos: Eu, Sandra Barros, casada, pedagoga (Ufpa), servidora pública estadual, mãe de seis filhos dos quais 2 com formação superior e 4 ainda na universidade; Lucival Barros, casado Economista (UFPA), servidor público federal (CGU), pai de três filhos (2 com formação superior e 1 superior incompleto; Maria Santivanêz, casada, técnica em contabilidade (nível médio) tem 1 filho universitário de Biologia; Maria de Fátima, técnica em contabilidade (nível médio), mãe de 2 filhos 1 de formação superior e outro em formação; Maria de Nazaré (gêmea da Fátima) casada, professora (magistério) tem 3 filhos, todos casados; Luciano Barros, casado, Engenheiro Elétrico (UFPA), trabalha na Infraero, tem dois filhos ainda menores; Lucivaldo Barros, casado, Bibliotecário,  Advogado e Doutor em Desenvolvimento Sustentável (UNB), servidor público federal (Ministério Público Federal) pai de dois filhos ambos universitários; Roselene Barros, casada, Engenheira Civil (UFPA) servidora pública federal (TRT) tem três filhos ainda menores; Rita de Cássia Barros, casada, Pedagoga (UFPA) servidora pública estadual e proprietária de uma escola de ensino fundamental, tem um filho, ainda menor; Lucindo Barros, casado, Analista de Sistema (Unama) servidor público federal, trabalha no IBAMA, tem dois filhos; Sandro Barros (in memória) era casado, deixou 3 filhos, também era servidor do MPU; Sávio Barros (era gêmeo do Sandro), casado, Advogado (UNAMA), tem um filhinha e sua esposa espera o segundo bebê; Sandrea Barros, casada, Fisioterapeuta (UEPA), tem uma filhinha e está gravida do segundo.
 
O papai dizia que não havia ficado rico (financeiramente) tinha uma situação estável e que sua maior riqueza era esse time que ele conseguiu formar e isso ninguém tiraria dele a não ser Deus.
Ele era torcedor apaixonado pelo Clube do Remo, coitado! se ainda estivesse vivo com certeza estaria decepcionado com o clube de coração.
Nosso pai nos deu a maior riqueza: A EDUCAÇÃO e nos ensinou que ser HONESTO e TRABALHADOR não prejudica ninguém. Mas ao perder seu filho Sandro na flor da idade, se deixou abater pela tristeza e numa manhã de sexta-feira fomos surpreendidos com a notícia de que ele havia falecido, sem nos ter dado ao menos a chance de nos despedir.
Ele foi e será pra sempre um grande homem, cheio de defeitos e infinitas qualidades, era solidário e justo, amigo e companheiro de todas as horas.
Hoje estamos sem a presença física dele, mas com ele em nosso coração.
Minha mãe ainda é viva graças a Deus e mora em Capanema.
Papai faleceu no dia 17 de junho de 2005, causa da morte: parada cardíaca (foi fulminante); está enterrado no Cemitério de São Francisco de Assis na cidade de Capanema/PA. (Sandra Barros – 09/06/2011)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nos tempos da RADIONAL

(Foto: contribuição da amiga Sandra Barros - filha do técnico em comunicões Remy do Rego Barros)
Este raro registro fotográfico dos anos 60, documenta a imagem de 3 pioneiros da área das telecomunicações do Amapá. Tratam-se dos servidores - Manoel Baleeiro, Lourenço e Remy Barros - funcionários dá área técnico-operacional da antiga RADIONAL, que foi a primeira estação de telecomunicações do Território Federal do Amapá, criada no Governo Janary Nunes.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Belarmino Paraense de Barros um Pioneiro de Escol

(Foto: Reprodução de livro)
 
O Pioneiro Belarmino Paraense de Barros, nasceu em Belém, Pará, no dia 26 de junho de 1921, filho de Amélio Brasil de Barros e D. Benvinda das Neves de Barros. Estudou nos colégios em Belém e diplomou-se guarda-livro, (hoje contador), no dia 1º de março de 1940.
Convocado para o Exército brasileiro, foi servir na Primeira Companhia Independente de Metralhadoras Anti-Aéreas, aquartelada em Vai de Cans, em Be1ém, julgado apto em 21 de julho de 1941; em 22 de janeiro de 1943, foi aprovado nos exames finais para o posto de cabo, assumindo o cargo de Secretário da Companhia; em 7 de janeiro de 1944, foi aprovado em 2.° lugar no curso de Sargentos e promovido a 3º sargento em 14 de julho do mesmo ano; em 24 de outubro, embarcou para o Município de Igarapé-Açu, integrando o pelotão de metralhadoras para participar das manobras da guarnição. Em 25 de julho de 1945, requereu seu desligamento do Exército, que só aconteceu no mês de outubro do mesmo ano.
Na sua passagem pelo Exército, teve seu nome citado em vários Boletins; recebeu inúmeros elogios por sua atuação marcante e briosa em várias missões a que foi designado; por sua dedicação ao trabalho e espírito de disciplina.
Belarmino chegou a Macapá, no dia 29 de outubro de 1945, levando consigo um currículo recheado de elogios e, nesse mesmo dia, foi nomeado para exercer, interinamente, o cargo de Contador, com exercício no Serviço de Administração Geral e efetivado em 2 de janeiro. A partir desse momento Belarmino foi nomeado para os seguinte cargos: Chefe da Seção das Municipalidades em 1/3/1949; Administrador da Olaria de Macapá em 18/4/1951; Chefe da Seção de Contabilidade em 13/7/1961; Diretor do Serviço de Administração Geral em 16/12/1962; respondeu pelo expediente da Secretaria Geral do Território em 30/01/1963, 11/04/63, 24/04/64. Nas muitas missões de responsabilidade que recebeu, se desincumbiu com competência em todas elas.
Belarmino destacou-se em diversos setores da sociedade, participando da fundação do Trem Desportivo Clube Beneficente no dia 1º de janeiro de 1947, eleito presidente e reeleito em 10 eleições sucessivas; participou da criação do grupo de escoteiros do mar "Marcílio Dias", fundado em 23 de abril de 1956; foi membro do Rotary Clube de Macapá por 13 anos; Presidente da Federação de Desportos Aquáticos; iniciou e participou ativamente na construção da sede do Trem e da igreja de Nossa Senhora da Conceição; participou da editoria dos semanários "Observador" e "Mensagem do Amapá". Belarmino casou-se com D. Izolina de Oliveira Barros em 23 de fevereiro de 1946 que lhe deu os filhos Celso Mariano, administrador portuário e cantor; Aurélio, auditor do Banco da Amazônia S/A; Belarmino, engenheiro civil; Ermenegilda, administradora e pedagoga escolar; Paulo de Tarso, engenheiro civil. Aposentado no dia 6 de outubro de 1964, transferiu-se para Belém. Aos 76 anos, não ficou debruçado na janela de sua casa assistindo ao tempo passar e esperando a morte chegar. Criou a firma PLANAMAZON Ltda,  onde executava projetos agropecuários e industriais, assessoria técnica e econômica, engenharia civil e contabilidade, que administrou com perfeição. Nas horas vagas escrevia biografias dos pioneiros no "Jornal do Dia" contando fatos alegres, tristes e curiosos, merecendo os aplausos dos amapaenses. Deve-se registrar também que foi um militante político do antigo PSD, participando das eleições dos Presidentes Eurico Gaspar Dutra e Juscelino Kubitschek e dos Deputados Federais Coaracy Nunes, Amílcar Pereira e Janary Gentil Nunes.
Belarmino editou seu livro "Breves Estudos e Considerações sobre a Amazônia" e escreveu muitas outras obras sobre o Amapá, onde viveu e ajudou a construir o Estado.
Seu Belarmino faleceu em Belém do Pará no ano de 2009, aos 88 anos.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A inesquecível... Tia Nenê

(Foto: Reprodução de jornal, via Facebook)
"Tia Nenem continua viva na lembrança de várias gerações que degustaram seus quitutes. Felizmente, seus descendentes continuam a oferecer aquela comidinha gostosa ali no bairro do Trem, na Av. Cônego Domingos Maltez, entre Odilardo Silva e Eliezer Levy." (Paulo Tarso Barros - 06/06/2011 / Facebook)
Fonte: Jornal do Dia, anos 80.

terça-feira, 7 de junho de 2011

ESPORTES: Seleção do Amapá na Guiana Francesa

(Foto: Reprodução/blog camisa 10)
(Foto extraída do blog Camisa 10, do amigo Humberto Moreira)
Atacantes da seleção amapaense num amistoso internacional realizado em Caiena(Guiana Francesa), na década de 60.
São eles: Mazola (falecido), Orlando Torres, Antoninho Amaral, Marco Antônio e Penafort.

domingo, 5 de junho de 2011

SE VOCÊ TEM FOTOS ANTIGAS DE MACAPÁ,  E QUER CONTRIBUIR COM O PORTA-RETRATO, ENTRE EM CONTATO CONOSCO PELO E-MAIL: jolasil@gmail.com OU PELOS FONES TIM(12) 8152-3757 OU CLARO (12) 9220-5236.

sábado, 4 de junho de 2011

Os craques do Formigueiro

(Foto contribuição do amigo Edi Prado, via e-mail)
Em pé: Da esq. p/dir: 1º (?), 2º Cutia, 3º Candé, 4º °?, 5º Casé, 6º Tuico (atrás), 7º (Pitoca) Sérgio Menezes,8º Ruy Maia,9º Goleiro Bené Melo, os demais não conheci.
Agachados: Da esq. p/dir.: Norberto, Canhoto, Caramurú, Guara Lacerda,  Aluisio Cuiú, e Airton Menezes (Cacú)
Quem souber, por favor, pode nos ajudar a completar a legenda.
(nos informe via e-mail para jolasil@gmail.com)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Formigueiro ou Largo dos Inocentes

(Foto: Reprodução /Arquivo Diocese de Macapá)
Detalhe Histórico - O Formigueiro, como é chamado, ganhou esse nome ou apelido ainda na década de 40, por agrupar várias moradias que abrigavam diversas famílias. Luzia Francisca da Silva, a Mãe Luzia, como era conhecida, foi sua mais ilustre moradora. Nasceu em 1869 e faleceu em 1957. Foi parteira muito requisitada na sua época. Conhecia como ninguém o poder da cura com o uso de plantas e ervas medicinais da região. No local onde foi sua morada, onde hoje funciona o prédio da Vivo telefonia celular, consta uma placa em sua memória, posta pela Prefeitura Municipal de Macapá. A localização fica no final da avenida Mendonça Furtado com a rua Tiradentes, atrás da Igreja São José de Macapá.
O popular Formigueiro, também chamado de Largo dos Inocentes, lembra a pureza das crianças, a esperança de continuação do amanhã e das velhas tradições.
José Maria Chaves, paraense de Cametá, um dos primeiros moradores do Formigueiro, atualmente o mais antigo.
O largo, como também era chamado, acabava no canto onde existia a residência de Mãe Luzia. Na área onde hoje situa-se a Biblioteca Pública Elcy Lacerda funcionou nos anos 40 o Palácio do Governo de Janary Nunes e depois a Delegacia de Polícia.
Ainda na época do governo de Janary Nunes algumas escavações realizadas na área do Formigueiro, para colocação de tubulações de esgoto, acabaram revelando várias ossadas, ou seja, esqueletos indígenas acompanhados de artefatos de caça.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Memória do Esporte: Desportista Sales Lima

(Foto: Reprodução de livro)
Nasceu na vila do baixo Mearim, em Manaus, Estado do Amazonas, no dia 29 de janeiro de 1929. Filho de João Vicente de Paula Lima e D. Maria de Nazaré Barros Lima. Estudou o curso primário na escola rural de sua cidade natal. Transferiu-se para Macapá, no ano de 1947, e foi admitido no governo do Amapá, no dia 15 de outubro de 1949, para desempenhar a função de servente; ocupou a função de auxiliar de escritório em 1955; classificado no cargo de escrevente datilógrafo em 1960; promovido para o cargo de escriturário em 1962; readaptado no cargo de oficial de administração em 1966. Sales Lima era lotado no Serviço de Administração Geral – SAG, onde desempenhou atividades no Setor de Pessoal, Seção de Folhas de Pagamento, Gabinete do diretor da Rádio Difusora de Macapá e Gabinete-do-Governador do Amapá. Participou ativamente da vida jornalística na antiga-Rádio Equatorial, Rádio Educadora e Rádio Difusora de Macapá na função de locutor esportivo. Casado com D. Nélia Gonçalves de Lima teve os filhos: Rui Deodato, José Ribamar, Paulo Sérgio, Carlos Hernani, Carlos Ivan, Maria do Socorro e Iran Guilherme.
Fonte: Texto de Coaracy Barbosa, extraído do Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. III - edição (PDF) não impressa - via APES).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os 99 anos de nascimento de Janary Nunes

Janary Nunes foi o primeiro e o que governou mais tempo o Amapá (quase 12 anos):
De janeiro de 1944 a fevereiro de 1956.
Foi ainda Presidente da Petrobrás, embaixador do Brasil na Turquia e deputado federal pelo Amapá.
(Foto: Reprodução de Arquivo)
Janary Gentil Nunes nasceu na cidade de Alenquer, Município do Pará, em 1° de junho de 1912, filho de Ascendino Monteiro Nunes e Laurieta Gentil Nunes. Fez o curso primário nos grupos escolares de Alenquer e Óbidos, no baixo Amazonas, Estado do Pará e Escola Militar de Realengo-RJ no período de 1930 a 1934. No ano de 1934 assumiu a direção da revista da Escola Militar. Serviu no pelotão em Clevelândia do Norte no Oiapoque nos anos de 1936/37. Participou dos cursos de Transmissões da 5ª Região em Belém-PA-1942 e aperfeiçoamento de oficiais na Vila Militar, Distrito Federal - 1949. Na sua vida militar assumiu o cargo de Diretor Técnico da Federação dos Escoteiros do Paraná e Santa Catarina em 1938/39; participou da organização que dirigiu a expansão do movimento escoteiro no Sul do Brasil; assumiu funções de instrutor no curso de chefes de Escoteiros em Curitiba, Petrópolis e Belém, de 1939/40; foi Secretário e Relator da Comissão lnterministerial do Exército, Marinha, Justiça e Educação; foi incumbido da elaboração do Decreto-Lei 43.545 de 31 de julho de 1940 que regulamentou o som, a leitura e o culto dos símbolos nacionais do Brasil; comandou o Pelotão de Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, no período de 1940/1941; comandou a 1ª Companhia Independente de Metralhadoras Antiaéreas, incumbida da defesa da Base Aérea de VaI de Cans, em Belém-PA e oficial de ligação entre o Gal. Comandante da 8ª Região Militar e o Comando das Tropas norte-americanas de Belém, recebendo a Condecoração da Ordem do Mérito dos Estados Unidos, bem como a publicação de elogio no Boletim de 1/06/1943 do General Paula Cidade, Comandante da 8: Região Militar. Com a criação dos Territórios Federais, o Presidente da República Dr. Getúlio Vargas, através do Decreto-Lei n° .3.839, de 21 de setembro de 1943, nomeou para o cargo de Governador do Território do Amapá o Capitão Janary Gentil Nunes, o qual chega à Macapá num avião da Força Aérea Brasileira, no dia 20 de janeiro de 1944...,
(Foto: Reprodução de Arquivo)
...com sua esposa Iracema Carvão Nunes e seus dois filhos Iracema e Janary, acompanhados do Ministro Negrão de Lima, representando o Presidente da República, uma comitiva de deputados e convidados especiais para assistirem à solenidade de posse. De Belém do Pará chega à Macapá  o iate "Coração de Jesus", trazendo dezenas de personalidades paraenses. O porto de Macapá lotou de embarcações vindas de Alenquer, Breves, Chaves, Afuá, Almerim trazendo visitantes. A solenidade ocorreu no prédio da antiga Intendência de Macapá, presidida pelo Ministro da Justiça e Negócios Interiores, com a leitura do ato do Presidente, e o Termo de Posse assinado pelo Ministro e pelo Governador. Em seguida o Governador do Pará fez a leitura do ato de transferência para o Território do Amapá de todos os bens patrimoniais existentes nas terras antes pertencentes ao Pará. Após, o Governador Janary Gentil Nunes fez seu discurso, citando que, naquele momento, estava falando para as 4.192 pessoas residentes nas áreas urbanas e suburbanas de Macapá e, no final, apresentou seu secretariado, composto dos senhores: Raul Montero Valdez, Secretário Geral; Paulo Moacyr de Carvalho, Diretor do Serviço de Administração Geral - Geral - SAG; Capitão Humberto Vasconcelos, Chefe de Polícia; Pedro Lago da Costa Borges, Diretor da Divisão de Saúde; Otávio Mendonça, Diretor da Divisão de Educação; Hildegardo Nunes, Diretor da Divisão de Obras; Oscar Leite, Diretor da Divisão de Terras; Arthur de Miranda Bastos, Diretor da Divisão de Produção; Paulo Eleutério Cavalcante Nunes, Diretor dos Serviços Industriais; José Miranda, Diretor do Serviço de Geografia e Estatística; Pauxi Gentil Nunes, Chefe do Gabinete; Coaracy Gentil Monteiro Nunes, Representante do governo no Rio de Janeiro; Benedito Amorim, Representante do Amapá em Belém; Odilardo Silva, Prefeito de Macapá; Deloriano Ruy Seco Gemaque, Prefeito de Amapá e Francisco Torquato de Araújo, Prefeito de Mazagão. Governou o Amapá no período de 1943 a 1956, citando-se como principais realizações a construção de 10 casas para Diretores; 20 casas para funcionários; 9 grupos escolares; 99 escolas primárias; o Ginásio de Macapá; a Escola Doméstica; o Instituto de Educação; a Escola Industrial; a Escola de Iniciação Agrícola; a Escola Técnica de Comércio; o Hospital Geral de Macapá; 4 Centros Médicos; 16 Postos Médicos; conseguiu a aprovação do projeto da construção da usina do Paredão e a exploração do minério de manganês; iniciou a construção de BR 156, entre Macapá/Oiapoque; adquiriu embarcações para cargas e passageiros, rebocadores e lanchas; criou a Companhia de Eletricidade do Amapá e a Companhia de Água e Esgotos. A população em todo o Território do Amapá cresceu de 21.000 para 55 mil habitantes, e a cidade de Macapá conseguiu o laurel classificatório de 3ª cidade da Amazônia. No ano de 1956 Janary Gentil Nunes foi nomeado para a Presidência da PETROBRÁS, tendo desenvolvido excelente trabalho. Em 1958 foi nomeado Embaixador do Brasil na Turquia. Escreveu os livros: "Bandeira do Brasil', "Defesa dos Programas da Petrobrás" (1959) e "A Verdade sobre o Manganês do.Amapá" (1959), além de publicações de relatórios, conferências, programas e propostas.
Foi condecorado com 8 medalhas. Extraordinário administrador, que tinha como meta construir uma cidade na antiga área do Contestado e utilizou todos os meios para alcançar seus objetivos. Perdeu sua jovem esposa no ano de 1945, casando-se pela segunda vez com D. Alice Dea Carvão Nunes que lhe deu os filhos Guairacá e Rudá. Para a tristeza de seus amigos, e pioneiros do Amapá, veio a falecer no dia 15 de outubro de 1984, no Rio de Janeiro, aos 72 anos, deixando enlutados a sua segunda esposa e seus filhos Iracema, Janary, Guairacá e Rudá.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. I, de Coaracy Barbosa - edição 1997)

Linda vista da Orla de Macapá

Mostramos aqui um raro registro fotográfico na Macapá de outrora, do início do Território do Amapá: dois velhos coqueiros da orla de Macapá, vendo-se ao fundo o velho Trapiche Eliezer Levy.
Um Detalhe Histórico: Segundo o historiador Nilson Montoril, os dois  coqueiros mostrados na foto acima, foram plantados por membros da comunidade negra de Macapá que ocupavam a área onde foi construído o antigo Forum, (atual OAB)  e a Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá - SATFA. Nilson nos lembra também, das bananeiras que haviam na ribanceira do citado espaço, assim como goiabeiras, laranjeiras, limoeiros e cuieiras. Hoje, os dois coqueiros estão junto à calçada que margeia a Praça Jacy Barata Jucá, ex-Euclides Figueiredo (localizada na parte baixa em frente à residência governamental). O outro coqueiro foi plantado pelo senhor Santos e dona Joana Jansen.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...