sexta-feira, 9 de março de 2012

Do Fundo do Baú: Um flagrante da cena política do Amapá

Esta foto rara retirada do Baú do meu amigo João Silva, registra um momento da campanha eleitoral de 1978: a realização de um comício na residência da senhora Maria Alfaia, a “Maroquita”, que ficava na Jovino Dinoá, esquina com a Praça Nossa Senhora da Conceição.
João Silva conta queo comício era do candidato a deputado federal pela ARENA, Paulo Fernando Batista Guerra. O Amapá tinha direito a duas cadeiras na Câmara dos Deputados.”
(Foto Reproduzida do blog do João Silva)
“Aparecem no pátio da casa, no Bairro do Trem, da esquerda para a direita, excluindo crianças e anônimos: Dica Congó, Domicío Campos de Magalhães (braços cruzados), Elimar Borges (braços cruzados, calça branca), radialista Luis Eduardo Anaice (locutor do comício), radialista Osmar Gomes de Melo (de calça escura), professor Heitor de Azevedo Picanço (discursando), observado pelo candidato Paulo Guerra. Na plateia, embaixo, à esquerda, o engenheiro José Rosário Pastana encostado ao carro de som, um fusquinha que era dele e que colocara na campanha do amigo. Ainda podem ser percebidos outros detalhes preciosos: a dona da casa tinha tanta admiração por Janary Nunes, que não arriou da parede da casa, em cima, à esquerda a placa do Comité Pró Janary-Iacy derrotados nas eleições de 1970. No pleito de 1978 a disputa pelo primeiro lugar foi bastante acirrarda entre os dois candidatos eleitos, Antônio Cordeiro Pontes (MDB), com 7 mil, 446 votos, e Paulo Fernando Batista Guerra, da ARENA, com 8 mil, 176 votos. Estava em vigência a ditadura militar e o governador do Amapá era Artur de Azevedo Henning.”

quarta-feira, 7 de março de 2012

Atletas de natação do Amapá

(Foto compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras, via e-mail)
Valorosos atletas da natação do Amapá, nos bons tempos do Capitão Euclides Rodrigues.
Da esquerda para direita: Atletas Miguel Ramos (camisa listrada); Valdeci Barbosa (calça preta); Humbelino Palheta (só o rosto); Furtadão (camisa branca segurando um troféu); Furtadinho, (irmão do Furtadão - camisa listrada); Haroldo Amoras (atrás do troféu - irmão do Heraldo e nadador do estilo borboleta); atleta Maria da Paz; Sr. Felipe Gillet (atrás); Capitão Euclídes (de óculos); o penúltimo é o filho do Capitão Euclídes, os demais não foram identificados.
Se alguém puder lembrar os nomes dos demais, favor nos informar pelo e-mail  jolasil@gmail.com para completarmos a legenda, ou deixar registrado na caixinha de comentários.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sete dias sem Amilcar Pereira

Amilcar da Silva Pereira faleceu no dia 27 de fevereiro de 2012, às 11h50min, na cidade do Rio de Janeiro. Ele foi o quarto governador do Território Federal do Amapá.
(Foto: Reprodução de arquivo)
O historiador e professor Nilson Montoril de Araújo sintetiza a história do ilustre homem público:
O médico Amilcar da Silva Pereira "era natural de Bragança, a Pérola do Caeté, no Estado do Pará, onde nasceu no dia 16 de fevereiro de 1919. Seus pais, Antônio Manuel Pereira e Argentina Pinheiro da Silva, deram-lhe todo o apoio necessário para que conseguisse concretizar o sonho de ser médico. Cursou o primário e o ginasial em sua cidade natal, ingressando na Escola de Medicina e Cirurgia do Pará em 1939. Concluiu o curso de medicina em 1945. Para reforçar os recursos financeiros recebidos dos pais, lecionou Ciências Físicas e Naturais no Colégio Progresso Paraense, em Belém até o término do ano letivo de 1945. Ainda no inicio do ano de 1946, embarcou para Macapá em 15 de fevereiro, ingressando no quadro de funcionários do recém criado Território do Amapá. Ainda era solteiro e aceitou passivamente sua nomeação para o cargo de Diretor do Posto Médico de Oiapoque. Na cidade fronteiriça iniciou suas atividades profissionais e soube enfrentar com muita resignação os problemas naturais de um lugar tão isolado. Em Oiapoque, conheceu a Professora Normalista Oneide Cruz e Silva, com a qual contraiu matrimônio no final do ano de 1947, tendo os filhos Paulo Cézar e Telma, ambos nascidos no Amapá. Enquanto residiu na cidade do Oiapoque, o Dr. Amílcar Pereira desenvolveu outras atividades para suprir lacunas na administração do município, até mesmo na condição de prefeito em substituição ao Dr. Sérgio Olindense Ferreira."
Detalhe para o bolo confeitado e para a garrafa do Flip Guaraná, esta à frente do Dr. Amilcar.

"Ao ser transferido para Macapá, passou a exercer a medicina na então Divisão de Saúde, começando como Chefe do Serviço de Pediatria do Hospital Geral de Macapá que havia sido inaugurada há pouco tempo. Era médico pediatra e teve decisiva participação nas atividades da Legião Brasileira de Assistência, destacando-se como Diretor do Posto de Puericultura Iracema Carvão Nunes, então localizado ao lado da residência governamental, na Avenida Cândido Mendes de Almeida. Foi um dos fundadores do Centro de Estudos Dr. Lélio Gonçalves da Silva, que funcionou no próprio Hospital Geral de Macapá e compreendia uma Sociedade Médica do Território do Amapá. Ele, na condição de presidente, o Dr. Mário de Medeiros Barbosa e o Dr.Carlos Asclepíades de Lima constituíram a Comissão Cientifica da entidade Voltou a atuar no magistério lecionando Ciências Físicas e Naturais no Ginásio Amapaense. Também ocupou o cargo de diretor do citado educandário, hoje registrado como Colégio Amapaense. A 16 de maio de 1954, em caráter interino, o Governador Janary Gentil Nunes o guindou à condição de Secretário Geral, substituindo o Dr. Hildemar Pimentel Maia, à época suplente do deputado Coaracy Nunes, mas servidor efetivo do Ministério da Justiça e Negócios Interiores na condição de Promotor Público."
Em solenidade realizada em 1956, o Promotor Público e Suplente de Deputado Federal, Hildemar PImentel Maia faz uso da palavra. Sentado à esquerda do orador, vemos o Governador Amilcar da Silva Pereira. Atrás dele, encostado na janela, vislumbramos a figura do técnico de som da Rádio Difusora de Macapá, Carlos Lins Cortes, popularmente conhecido por Baião Caçula. ( Foto escaneada do livro "História do Amapá, da Autonomia Territorial ao Fim do Janarismo-1943-1970"-página 97).
(Foto: Reprodução de arquivo)
O Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira recebe do Presidente da Indústria e Comércio de Minérios S.A-ICOMI, Dr. Augusto Trajano Antunes, uma medalha comemorativa da inauguração do Porto de Santana a 5/1/1957. O Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Território Federal do Amapá, ao fundo, testemunha a homenagem prestada ao Chefe da Nação Brasileira.

"A Secretaria Geral do Território equivalia a um órgão com ações próprias de vice-governadoria. Sua efetividade ocorreu no dia 1º de julho do mesmo ano. A 2 de fevereiro de 1956, em decorrência da nomeação do Coronel Janary Nunes para o cargo de Presidente da Petrobrás, o Dr. Amílcar da Silva Pereira passou à condição de governador, nomeado pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira. No decorrer de seu governo tivemos a implantação da Companhia de Eletricidade do Amapá (3/9/1956) e a instalação do Município de Calçoene (25/1/1957), ambos os projetos de autoria deputado Coaracy Nunes. No dia 5 de janeiro de 1957, ocorreu a inauguração do Porto de Santana, estando presente em Macapá o Presidente do Brasil, Dr. Juscelino Kubitschek.Dia 11 de janeiro, Amílcar Pereira testemunhou o primeiro embarque de manganês para o exterior. Como um acidente aéreo ocorrido a 21/1/1958, no campo de aviação do povoado Nossa Senhora do Carmo, no Rio Macacoary, ceifou a vida do deputado federal Coaracy Nunes e de seu suplente Hildemar Maia, o Amapá ficou sem representatividade na Câmara Federal. Houve a necessidade de ser feita uma eleição extemporânea a 18 de maio de 1958, para eleger novos parlamentares. O Dr. Amílcar Pereira foi escolhido pela legenda do PSD, tendo o Promotor Público Aurélio Távora Duarte como suplente. Para poder concretizar sua candidatura deixou o cargo de governador."
(Foto: Reprodução de arquivo)

Ano 1962 - Solenidade Pública - Na foto à esquerda Dom Aristides Piróvano - 1º Bispo Prelado de Macapá; ao centro: Governador Raul Montero Valdez (camisa branca); ao lado de camisa escura, Dr. Amilcar da Silva Pereira que exercia o cargo de Deputado Federal; atrás dele (de bigodinho) Sr. Leopoldo Queiroz Teixeira (o Teixeirinha), o garoto à direita é o filho dele, macapaense Carlos Silva Teixeira.

O advogado Raul Montero Valdez governou o Território Federal do Amapá de outubro de 1961 a dezembro de 1962.
O médico cirurgião Amilcar da Silva Pereira governou o Território do Amapá de fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958: recebeu o governo de Janary Nunes em fevereiro, em razão de Janary ter sido nomeado presidente da Petrobrás. (Amapa Net)

"Foi substituído por Pauxy Gentil Nunes, que tomou posse dia 14/2/1958. Os demais partidos não concorreram. À época, o Território Federal do Amapá tinha apenas 3.664 eleitores. Sob forte comoção 3.191 eleitores elegeram a única chapa registrada. Sua posse na Câmara Federal se deu no dia 7/7/1958. O Amapá ficou sem representatividade no Congresso Nacional por quase cinco meses. O Dr. Amílcar Pereira ainda cumpria o restante do mandato de Coaracy Nunes quando participou de nova eleição, levada a efeito no dia 3/10/1958. Desta feita, a chapa do Partido Social Democrático, composta por Amílcar Pereira e Aurélio Buarque teve a concorrência dos candidatos Dalton Cordeiro de Lima e Amaury Guimarães Farias, ambos filiados ao Partido Trabalhista Brasileiro. No decorrer da apuração, os opositores mantiveram a dianteira, mas foram suplantados após a contagem dos votos sufragados nos Municípios de Amapá, Calçoene e Oiapoque. Enquanto Amílcar Pereira desempenhava suas atividades em Brasília, o governador O flagrante é de 1962, feito na cidade de Mazagão. Pauxy Nunes e seus correligionários desencadearam incisiva perseguição aos funcionários partidários do PTB, descontentando o deputado que mantinha relações cordiais com os filiados da aludida agremiação política. Foi por indicação de Amílcar Pereira que a 8 de setembro de 1961, Mário de Medeiros Barbosa e Francisco Torquato de Araújo foram nomeados interinamente para os cargos de Governador e Secretário Geral respectivamente, em substituição a Joaquim Francisco de Moura Cavalcante, que estava do cargo desde o dia 17 de março de 1961. Os dois categorizados servidores permaneceram nos cargos até 21 de outubro, ocasião em que, por intercessão do Dr. Amílcar, saiu a nomeação do Dr. Raul Montero Valdez. Em outubro de 1962, o coronel Janary Nunes, que já havia deixada a Presidência da Petrobrás e a Embaixada do Brasil na Turquia, decidiu candidatar-se ao cargo de deputado federal pelo Amapá. O carisma do 1º governador do Território fez a diferença e ele superou o Dr. Amílcar Pereira nas urnas, obtendo 6.559 votos contra 4.018 votos do oponente. Ao encerrar seu mandato, Amílcar Pereira sentiu que era chegado o momento de deixar o Amapá para não sofrer retaliações, haja vista que havia rompido com os Nunes."
(Foto: Reprodução Revista Icomi Notícias)
O Presidente Juscelino Kubitscheck, usando terno escuro, caminha pela pista que liga o escritório da ICOMI ao porto de embarque de manganês que iria ser inaugurado na manhâ do dia 5/1/1957, em Santana. À sua direita, seguia o Dr. Augusto Antunes e à esquerda o Coronel Janary Gentil Nunes, Presidente da Petrobrás. Um pouca mais á frente vemos o Deputado Federal Coaracy Nunes e o Governador Amilcar da Silva Pereira.(Foto Revista ICOMI Noticias)
"Requereu transferência para o quadro de servidores do Ministério da Saúde e fixou residência no Rio de Janeiro. Durante o governo do Dr. Nova da Costa houve uma tentativa de prover uma visita do Dr. Amílcar Pereira ao Amapá, mas ele não aquiesceu o pedido. Seu filho Paulo Cézar, servidor da Caixa Econômica Federal, esteve em Macapá algumas vezes e narrou a seu pai as modificações que a cidade sofreu. O Dr. Amílcar da Silva Pereira também foi membro do Aéro-Clube de Macapá e do Rotary Clube. Apreciava e estimulava os esportes, principalmente o pedestrianismo e o futebol, modalidades que ele praticou. Era um cidadão livre de vaidades, não promoveu perseguições a funcionários oposicionistas e nem as referendava. Foi amigo fiel dos que lhe dedicavam amizade sincera. Morreu 12 dias após completar 93 anos de idade. O Amapá lhe deve um tributo."
Fonte: Blog Nilson Montoril - Arambaé

Posts relacionados:
Transmissão de cargo de Janary Nunes a Amilcar Pereira
O Pioneiro Amilcar da Silva Pereira
Governador Raul Montero Valdez
 
 
 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Especial: Esporte Clube Macapá conquista o 1º Copão da Amazônia

O


 jornalista João Silva nos conta que a  ideia da competição, realizada em 1975, em Porto-Velho-RO - a que ele chama de “Odisseia de Rondônia” - surgiu no Amapá, foi levada para o Rio de Janeiro pelo esportista Raimundo Osmar Pontes Hollanda que foi representante da FAD junto a CBD, cujo presidente Heleno Nunes, depois de prometer mundos e fundos, acabou negando apoio à realização do torneio, que não contou também com ajuda do CND, e só foi realizado graças ao empenho dos dirigentes do Amapá, Roraima, Rondônia e Acre. Mesmo assim Hollanda foi aclamado pela crônica como “Pai do Copão”. “Odisseia de Rondônia” porque não foi fácil: dois jogos foram anulados, o clima foi tenso dentro e fora de campo, inclusive envolvendo membros da imprensa, e tudo foi feito pelos cartolas rondonienses para que o título não saísse de casa. O certame foi disputado em turno único pelos campeões do Acre (Juventus, um timaço!), do Amapá (E. C. Macapá, também um timaço!), de Roraima (Baré, o mais fraquinho!) e de Rondônia (Ferroviário, um bom time, digamos). Na decisão, dia 29/o7, em partida disputada no Estádio Aluísio Ferreira, o Macapá venceu o time da casa por três a zero, gols de Barradas aos 17 minutos do primeiro tempo, Marco Antônio aos 16 e Bira aos 25 minutos do 2º tempo, o que deu direito ao azulino da FAB de meter a mão na taça."
(Foto reproduzida do blog do João Silva)
(Clique na foto para ampliá-la)
A foto registra a comemoração no gramado do Aluísio Ferreira, aparecendo em pé, da esquerda para direita: Pedro Assis, vice-presidente da FAD, Aldo (braço na tipoia), Haroldo Santos, Olivar, Amaral (técnico), Nariz, Sacaca (massagista, taça de campeão na cabeça), Assis, Jonas, Bira, radialista Humberto Moreira, Antoninho (Caganeira) e Edésio Lobato (dirigente).
Agachados, da esquerda para direita: Albano, Antônio Pula-Pula, Castelo, Carlos Roberto (rosto encoberto por pequeno troféu), Aldemir França, Marco Antônio, Aluísio (sentado), e Barradas.
Os demais são torcedores vibrando com a conquista do azulino.

Fonte: Blog do jornalista João Silva

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESPECIAL: Primeira Seleção Amapaense de Basquetebol

O Amapá participou do VII Campeonato Brasileiro de Basquete Juvenil, realizado na quadra da Fênix Caixeiral Cearense, em Fortaleza, em julho de 1954. Também participaram da competição as equipes representativas de São Paulo, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.
O professor e historiador Nilson Montoril, conta detalhes do evento:
Em pé, da esquerda para a direita: Ary Coutinho, Paulo Farias, Uriel Araújo, José Aymoré, Marivaldo Monteiro, Edilson Borges de Oliveira, o comandante e o co-piloto da aeronave, José Maria Souza, José Tavares de Almeida, Antônio Tavernard e o sargento Irineu da Gama Paes.
Agachados: Eládio Braga, Leandro Costa, Clóvis Mascarenhas, Antenor Epifânio Martins, Dr. Corinto Silva e Victor Santos (que jogava basquete mais tinha idade acima do permitido).
“A delegação do Território Federal do Amapá seguiu para Fortaleza na manhã do dia 11 de julho de 1954, a bordo de um avião DC 3, do Correio Aéreo Nacional, gentilmente cedido pelo Comando da Aeronáutica sediado em Belém, com escalas para reabastecimento em São Luiz e Terezina. Comandava a delegação o macapaense Edílson Borges de Oliveira, Oficial de Gabinete do Governo Territorial, que também jogava futebol pelo Esporte Clube Macapá. Os demais componentes eram: Sargento Irineu da Gama Paes (técnico), Antenor Epifânio Martins (assistente técnico), Corinto Silva (médico), Prof. Gabriel de Almeida Café (representante da imprensa) e os seguintes atletas - Eládio Braga (Amapá), Uriel Araújo (Macapá), José Aymoré (Amapá), Leandro Matos Costa (Amapá), Ary Coutinho (Amapá), José Tavares de Almeida (América), Marivaldo Monteiro (Macapá), Clóvis Mascarenhas (Macapá), Antônio Tavernard (Macapá), Paulo Vinicius Farias (Amapá), José Maria Souza (Macapá). O atleta Lindoval Peres foi convocado e chegou a concentrar na Escola Industrial de Macapá, mas sua genitora não permitiu que ele viajasse devido ao fato do mesmo ser menor de idade. Para poder participar do certame nacional, a recém criada Federação Amapaense de Basquete, cujo presidente era o tenente Glicério de Souza Marques, organizou um torneio relâmpago com a participação do Amapá Clube, Esporte Clube Macapá, América Futebol Clube e Atlético Latitude Zero. O Atlético Latitude Zero sagrou-se campeão e recebeu o troféu denominado “Dr. Hildemar Pimentel Maia”. Dentre os atletas convocados, que então integravam outras equipes, encontravam-se Paulo Farias e Uriel Araújo que defenderam as briosas cores do Atlético Latitude Zero no torneio. Na capital alencarina a delegação do Amapá ficou hospedada na Escola Industrial do Ceará, realizando seus treinamentos nas quadras do Náutico Cearense e do Maguary Clube."
Em pé: Eládio Braga, Uriel Sales de Araújo, José Aymoré, Leandro Matos Costa, Ary Coutinho, José Tavares de Almeida e o técnico Irineu da Gama Paes. Agachados: Marivaldo Monteiro, Clóvis Mascarenhas, Antônio Tavernard, Paulo Vinicius Farias e José Maria Souza, o Zezinho.
"Paulo Farias, hoje residindo em Belém, não lembra com precisão quando o campeonato teve início, acreditando que tenha sido no dia 18 de julho, um domingo e concluído dia 23. Os jogos entre as seleções aconteceram no período noturno e o certame de lance livre pela manhã, ambos na quadra do Fênix Caixeiral. No dia 22 de julho de 1954, uma quinta feira, foi realizado o Campeonato Brasileiro Juvenil de Lance Livre e cada delegação inscreveu cinco atletas. A seleção Amapaense foi representada por Paulo Vinicius Farias, Clóvis Mascarenhas, José Maria Souza, Uriel Sales de Araújo e José Tavares de Almeida. Cada atleta teve direito de fazer 20 arremessos. No geral, cada seleção poderia computar 100 pontos”.
(Foto: Reprodução/portal História do Ceará)
Primeiro prédio da Fênix Caixeiral Cearense onde foi desdobrada a programação do VII Campeonato Brasileiro de Basquete Juvenil. Na década de 1950, o imóvel foi demolido, surgindo uma edificação mais ampla e elevada que atualmente abriga o Instituto Nacional de Previdência Social/SUS. (http://www.ceara.pro.br/fortaleza/index.htm)
Concluindo seu texto, Nilson informa que “o primeiro edifício da Fênix Caixeiral Cearense demorava (localizava-se) no Centro Histórico de Fortaleza, à Rua 24 de Maio, na esquina dessa via pública com a Praça José de Alencar. O imóvel foi vendido em 1979, e a instituição mudou-se para a Avenida Imperador, 336, entre as ruas Liberato Barroso e Pedro Pereira, agora identificada como Colégio Fênix Caixeiral. Já não é mais a famosa sociedade beneficente e cultural de outras épocas quando congregava contadores, despachantes da alfândega, corretores, leiloeiros, empregados de bancos e outras classes trabalhadoras. Em 1952, o governador do Estado do Ceará era Raul Barbosa. Ele apoiou incondicionalmente a realização do certame que foi organizado pela Confederação Brasileira de Desportos. A Confederação Brasileira de Volei foi fundada a 16 de agosto de 1954. O ex-jogador Denis Rupet Hathaway ocupou a presidência entre 15/3/1955 a 15/2/1957.”
Fonte: blog Nilson Montoril - Arambaé

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Tenente Irineu: Um Pioneiro Ilustre!

(Foto: Reprodução de arquivo)
Irineu da Gama Paes, nasceu  em 21 de junho de 1910, no Município de Pedras de Fogo, na Paraíba. Chegou ao Amapá em 1944, e ingressou no Quadro de Funcionários do antigo Território do Amapá no dia 15 de julho de 1944, na função de Professor de Práticas Educativas, no Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Merece que se resgate a sua memória porque foi um dos pioneiros do Amapá que se dedicaram à educação física e moral dos jovens amapaenses e, na sua larga folha de serviços, destacam-se: participação no planejamento e ativação do setor de educação física, esporte e recreação da Divisão de Educação; organizou a Associação dos Professores de Educação Física do Amapá; atuou na função de professor dessa matéria nos estabelecimentos escolares Barão do Rio Branco, Alexandre Vaz Tavares, Colégio Amapaense, Ginásio de Macapá; fez parte da Comissão de Organização dos festejos de 7 de Setembro, Dia da Pátria e 13 de setembro, Dia do Território do Amapá (de 1946 a 1980); preparou fisicamente os atletas que participaram das seleções de futebol e natação do Amapá durante os anos de 1948 a 1958. Sua formação militar, Primeiro-Tenente-PM, exigia disciplina, respeito e amor à pátria. Percorria todos os estabelecimentos públicos para ver se a bandeira brasileira estava hasteada corretamente e participava das aulas de Educação Moral e Cívica nas principais escolas, ensinando os alunos a cantar o Hino Nacional Brasileiro e o Hino à Bandeira. Participou de dezenas de Cursos de Aperfeiçoamento, administrados por técnicos de renome, contratados pelo governo para melhorar o desempenho dos servidores. Foi agraciado com o título de Cidadão de Macapá por decisão da Câmara de Vereadores de Macapá, além de Medalhas de Honra ao Mérito da Escola Alexandre Vaz Tavares, da Associação dos Professores do Amapá e do Ginásio Amapaense. Aposentou-se em 20 de julho de 1980, viajando para o Rio de janeiro, onde fixou residência, mas não esqueceu o Amapá e todos os anos era saudado no palanque oficial durante os desfiles de 7 e 13 de setembro, em posição de sentido, ou lagrimando quando era cumprimentado por seus ex-alunos. Tenente lrineu, acometido de pneumonia lombar, veio a falecer no dia 30 de setembro de 1987, aos 77 anos, deixando enlutado o Território do Amapá e seu único filho, que o acompanhou nos seus últimos momentos. Ten. Irineu é, reconhecidamente, um Pioneiro Ilustre do Amapá.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá vol. 1 – de Coaracy Sobreira Barbosa – edição 1997.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Do Fundo do Baú: Glorioso São José

Esta foto rara, de uma das formações da Sociedade Esportiva e Recreativa São José -  nos tempos áureos do futebol amapaense - resgatei do acervo do amigo jornalista Evandro Luiz Souza, publicada na página dele no Facebook.
(Foto reproduzida do Facebook do amigo Evandro Luiz Souza)
Da esquerda para a direita em pé os craques: Bico, Odilon, Zé Roberto, Alceu, Evandro e Sabará.
Na mesma disposição, Agachados:  Adelson, Cabecinha, Timbó, Orlando Torres e  Moacir Banhos. O garoto é Helder Marinho, filho do Formiga.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Especial: Há 67 anos...

...em 25 de fevereiro de 1945, numa tarde de domingo, era lançada a  pedra fundamental do Rádio amapaense.
Nessa data foi implantado o Serviço de Alto-Falantes de Macapá, considerado o embrião da Rádio Difusora de Macapá.
Local: Praça Cap. Augusto Assis de Vasconcelos, (atual Veiga Cabral), no centro da cidade.
A programação é iniciada às 17h com a "Marcha Continental", música que serviu de prefixo musical (trilha sonora) para o Serviço de Alto-Falantes.
Não há provas documentais para que possamos garantir qual seria a orquestração que serviu de prefixo para o Serviço de Alto-Falantes de Macapá.
A notícia, por ser do Jornal Amapá, nos informa ter sido a Marcha Continental.
A título de ilustração apresentamos aqui uma música, daquela época, intitulada Continental que acreditamos, possa ter sido, pelo menos a melodia, usada como prefixo musical daquele período histórico do Rádio amapaense.
Ouça:   
Paulo Eleutério Cavalcanti de Albuquerque, (foto acima) jornalista amazonense e Diretor do S.I.P., fez a apresentação dos equipamentos.
S.I.P. era o Serviço de Imprensa e Propaganda montado por Janary Nunes (primeiro governador do Amapá), para divulgar o programa de ação e desenvolvimento do governo terrritorial.
Falando na ocasião, Eleutério explicava em breves palavras, que a iniciativa é o marco inicial para a implantação “de uma estação rádio-emissora que abranja todo o Território e possa levar ao Brasil, a palavra fraterna e confiante do Amapá”.
A programação prosseguiu com apresentação de música popular brasileira, precedida de um comentário sobre suas origens, pelo intelectual Paulo Armando, noticiário local e nacional e música americana, encerrando-se as 18h com a “Ave Maria” de Schubert.
A aparelhagem sonora foi instalada por Heráclides Macedo, técnico de rádio da Panair do Brasil (empresa de viação aérea da época).
(Reprodução)
Vista do prédio da antiga Intendência que serviu de estúdio para o Serviço de Auto-Falantes de Macapá, em 1945.
Clique na imagem para ampliar
O estúdio funcionou inicialmente, no prédio da antiga Intendência (foto), na Av. Mário Cruz (hoje utilizado pelo Museu Histórico do Amapá - Joaquim Caetano da Silva), irradiando o som amplificado por dois possantes alto-falantes (de cauda), tipo corneta, localizados na Praça da Matriz e na Praça Barão do Rio Branco (Largo de São João).
Vale o registro...
Referência: Jornal AMAPÁ (1945)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Esportes: Do Fundo do Baú

"Esta é do baú do professor Maneca - Manoel Azevedo de Souza e está nos arquivos do Jornal do Dia e do Trem Desportivo Clube."
(Imagem reproduzida do Facebook de Paulo Tarso Barros)
"Muitos alunos e ex-alunos do professor Maneca nem imaginam que ele já foi um craque de futebol." (Paulo Tarso Barros)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Especial: Hoje é Terça-Feira de Carnaval: Dia da "Banda" passar

(Foto:Reprodução de arquivo/montagem mosáico)
Conheça a

Especial: General Gurjão

(Imagem: Reprodução/blog do Edgar Rodrigues)
Hilário Maximiniano Gurjão, o General Gurjão
Hilário Maximiniano Antunes Gurjão nasceu em Belém do Pará, no dia 21 de fevereiro de 1820, e muito cedo ingressou no Exército brasileiro. Aos 14 anos de idade, já acompanhava seu pai ao lado dos legalistas, participando das lutas civis que ensanguentaram o Pará no ano de 1834. Aos 16 anos estava a bordo da escuna "Bela Maria", no bloqueio feito em 13 de maio de 1836, contra os cabanos comandados por Eduardo Angelim, que fugiu para o Município de Acará. Promovido a cadete em 1837 e, em 1838, alcançou a patente de l.P-Tenente. Em 28 de fevereiro de 1839, foi designado para o comando das tropas sediadas na fortaleza de São José de Macapá. Em Macapá, recebeu em 2 de dezembro desse mesmo ano a promoção de 2º Tenente. Retornou a Belém, onde cursou a Escola de Artilharia e, em 1841, foi promovido a Capitão, com apenas 21 anos de idade. Viajando para o Rio de Janeiro, matriculou-se na Escola Militar, bacharelando-se em Matemática, obtendo a classificação nas armas de artilharia.
Exerceu vários cargos militares no Pará e Amazonas com a missão de fortificar a região amazônica. Em 1857, atingiu o posto de Tenente-Coronel, quando inspecionou as fortalezas de Macapá, Gurupá e Óbidos. Retornando ao Rio de Janeiro, assumiu o comando do 3° Batalhão de Artilharia, onde recebeu a condecoração de Cavaleiro da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo e o hábito de São Bento de Aviz. Comandou a fortaleza de Santa Cruz e o 1º batalhão de infantaria sediado na corte. Em 1865, distinguiu-se na guerra do Paraguai com a  patente de Coronel; foi para o campo de batalha e dirigiu o bombardeio de Itapiru em 1866 e as ações de artilharia no Passo da Pátria em Tuiuti; comandou a guarnição de Corrientes e as forças do Chaco em ação combinada com a esquadra em 3 de setembro de 1867; desalojou os paraguaios de Sauce em 21 de março de 1868, obrigando-os a abandonar toda linha de fortificações próximas, inclusive a fortaleza de Curu e a se concentrarem em Humaitá. Seguindo para o Chaco, conseguiu estabelecer a comunicação entre a esquadra ancorada abaixo de Angustura e a que se achava em frente a Vileta. Em novembro foi designado pelo Duque de Caxias para comandar a artilharia do 2° Corpo do Exército sob a liderança do Marechal Argolo Ferrão e, graças à ação de Hilário Gurjão, efetuou-se em 5 de dezembro o desembarque do 2° Corpo em Santo Antônio. O combate foi terrível. O Marechal Argolo foi ferido e morreu, o Coronel Fernando Machado caiu na batalha. Essas duas baixas criam indecisão entre os oficiais e soldados. Vendo a gravidade da situação, o General Gurjão, Subcomandante da tropa, galopou sobre a ponte gritando ordens para atacar, sendo recebido por uma saraivada de balas. Tombou gravemente ferido na outra extremidade da ponte. Duque de Caxias chegou logo depois, e os paraguaios foram derrotados. Transportado para a cidade de Humaitá, veio a falecer no dia 17 de janeiro de 1869. Posteriormente, seus restos mortais foram transferidos para Belém e sepultados no cemitério da "Soledade". A Prefeitura de Macapá, para homenagear esse ilustre militar, comandante das tropas em Macapá, deu seu nome a uma das avenidas da cidade.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá Vol. II" - de Coaracy Barbosa

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Do Fundo do Baú!

(Clique na foto para ampliá-la)
Esta foto rara, que ele mesmo considera uma relíquia, nos foi compartilhada, via e-mail, pelo amigo leitor Waldeir Garcia Ribeiro.
O registro fotográfico, de data desconhecida, mostra como era a sede da Federação Amapaense de Desporto, atual FAF - Federação Amapaense de Futebol.
Entre os identificados, Waldeir reconheceu apenas o sogro dele, Moacir Braga Coutinho (camisa branca c/ gola preta) e o repórter Joaquim Neto.
Com a ajuda do ZOOM, tentamos identificar alguns conhecidos, tais como:  o primeiro à esquerda, nos parece o repórter José Maria Trindade (por favor podem confirmar); atrás, na direção do Moacyr Coutinho, (ao fundo perto da porta) está nos parecendo o Sr. Juarez Boas Novas de Azevedo Maués; o terceiro na frente (com papel na mão) nos parece o Waldeir (a confirmar) e ao fundo, (de camisa branca de bolinha) o Cremildo;  atrás do Joaquim Neto, o professor Edésio Lobato, Guilherme (Palito - todo de branco) e na ponta direita o Benedito Marinho, (o popular Formiga).
Por favor nos ajudem a confirmar e completar a legenda.
Quem conseguir identificar os demais pode nos informar, através do e-mail jolasil@gmail.com, ou deixar suas   observações na caixinha de comentários.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Você conhece este motociclista?

(Foto: Reprodução / Arquivo Olivar Cunha)
( Foto compartilhada pelo amigo Olivar Cunha )
Entre inúmeras fotos enviadas, por e-mail, pelo artista plástico Olivar Cunha - amigo compartilhador do blog Porta-Retrato - encontramos esta em que aparece um pioneiro, que era muito conhecido na cidade por usar como meio de transporte, uma antiga moto GUZZI, de fabricação italiana que foi levada para Macapá, por um dos padres do PIME (Pontifício Instituto das Missões Exteriores).
Naquela época não existiam motos de outras marcas na cidade.
Segundo o amigo Obdias Araújo, trata-se do Bianor, sogro dele.
Entre os depoimentos na página de comentários, reproduzimos um último, postado pela leitora Nilza Corrêa, que se identifica como uma das filhas de Bianor.
Pela riqueza das informações que ela nos passa, resolvemos transcrever seu depoimento, na íntegra, para melhor conhecimento dos leitores e possíveis amigos de Bianor:
(Foto: Facebook / reprodução)
O motociclista acima é meu pai Raimundo Nonato Banha Corrêa, mais conhecido pelos amigos como “Bianor”. Meu pai nasceu em 06/09/1933, em Macapá, filho caçula de Francisco Alves Corrêa e Maria Banha Corrêa, tendo como irmãos Raimundo (conhecido por “Calango”-policial civil), Joaquina, Josefa e Jair. Ainda adolescente aos 14 anos, foi um dos amapaenses escolhidos para estudar na cidade de Barbacena(MG), onde passou 3 anos estudando. Casou-se em 1954 com Nilza de Magalhães Corrêa com quem teve 09 filhos: Raimunda Ruth, Bianor, Maria Eliete, Maria Elizabeth, Biraelson, Francisco, Nilza Maria, Ana Cristina e Lúcia Regina. Residiu com sua família por mais de 20 anos no Bairro Jesus de Nazaré, na Av. Pe. Manoel da Nóbrega(entre Leopoldo Machado e Jovino Dinoá). Trabalhou na Divisão de Terras do Amapá, INPS, INAMPS e Ministério da Saúde, onde se aposentou em 1983 por tempo de serviço. Meu pai tinha suas raízes no Quilombo do Curiaú e no Bairro do Laguinho, era exímio tocador de caixa de Batuque e Marabaixo, tinha muito orgulho de sua raça e cor. Sócio Fundador da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho e do Esporte Club Macapá. Era muito conhecido por ser amante do motociclismo, dentre tantas motos que possuiu, se destaca esta acima (Moto Guzzi 500CC), que foi vendida no ano de 1984 para um colecionador italiano. Faleceu aos 52 anos , em 14/08/1986, às 21:00 Hospital São Camilo e São Luis, de infarto agudo do miocárdio, foi sepultado no cemitério N. S. da Conceição (Centro). Homem honesto e humilde de hábitos simples, Pai amoroso e exemplar, Marido dedicado e um amigo fiel, teve toda a sua existência pautada na honestidade e deixou para todos nós, seus filhos, seu maior tesouro: “O EXEMPLO”.
Obrigada pela fotografia, nós familiares não tínhamos nenhuma foto dele nesta motocicleta, e ficamos muito emocionados.
Um grande abraço. Nilza Corrêa.”
Agradecemos à Nilza, por esta importante contribuição para o blog Porta-Retrato.
E, na oportunidade, solicitamos que a mesma entre em contato conosco, via e-mail (jolasil@gmail.com),  para mais alguns esclarecimentos sobre a matéria.
Aguardamos o contato.
(Matéria publicada. originalmente. no Porta-Retrato, em  09/07/2011)
(Post repaginado em 14 de fevereiro de 2012)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Especial: Antonio Munhoz – 80 anos de vida

Há 80 anos, nascia em Belém do Pará, Antônio Munhoz Lopes.   
(Foto Mosáico: Reprodução Google imagens e arquivo)
E o próprio aniversariante do dia comenta, com exclusividade para o Porta-Retrato, sobre a emoção de chegar aos 80 anos:

Parece mentira...ainda não acredito. Será mesmo? Mas como o tempo é implacável, deve ser mesmo. (...) Mas a verdade, que não posso negar, é que nasci no dia 10 de fevereiro de 1932, em Belém do Pará, chegando a Macapá no início de outubro de 1959, e onde já estou mais de meio século. (...) E onde sei que sou querido. (...) ...não quero pensar na morte. Quero é aproveitar ao máximo o que me resta de vida, eu que sou um privilegiado. Vou a Belém para um jantar com meus nove irmãos e logo depois volto para cá, onde vivo há 52 anos. Foi a partir da minha chegada a Macapá que a minha vida passou a ter um sentido maior. No mais profundo de mim mesmo, tenho medo da morte porque ainda amo a vida, com o que ela tem de bom e bela. O que sou hoje, e tudo que vi e vivi, devo aos amapaenses, embora nada tenha recebido de graça. Tudo que fiz na vida, até agora, foi fruto do meu trabalho, do meu esforço do meu suor. Lembro, agora, de algumas homenagens que recebi: 1) Na noite de 15 de junho de 1999, recebi o título honorífico de 'Cidadão de Macapá' "como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao Município de Macapá e ao seu Povo”.2) Em 04 de fevereiro de 1989, o Jornal do Dia conferiu-me o diploma Destaque 1988, pelos relevantes serviços prestados ao Amapá, no setor educacional. 3) Em 12 de setembro de 1988, recebi da Academia Amapaense de Letras, o diploma de sócio titular, efetivo e perpétuo, como ocupante da cadeira nª 38, tendo como patrono Vicente Portugal. 4) Em 06 de agosto de 1997, durante o I Encontro Internacional de Magistrados da Amazônia, recebi o Colar do Mérito Judiciário, tendo a comenda sito entregue pela Procuradora Geral da Justiça, Dra. Raimunda Clara Banha Picanço, minha ex-aluna. 5) No dia 28 de abril de 2003, da Assembleia Legislativa do Amapá  recebi o título de 'Cidadão Amapaense', sendo o diploma entregue pela profª Zaide Soledade, com um jantar depois no Ceta Ecotel. 6) Na manhã do dia 31 de outubro de 2008, no auditório multiuso da Universidade Federal do Amapá, das mãos do reitor José Carlos Tavares Coutinho, recebi a Medalha do Mérito Universitário “pelos relevantes serviços prestados à nossa Instituição Federal de Ensino Superior”. Não esqueço de que fui o único aplaudido de pé. 7) No dia 24 de outubro de 2011, recebi o troféu 'Equinócio da palavra' das mãos do governador Camilo Capiberibe, e, no dia 28, participei de um diálogo literário, no 1º Corredor Literário na 48ª Expofeira. Pelo título de 'Cidadão Amapaense', no dia 28 de abril de 2003, recebi de Silvana Salerno e Fernando Nuno Rodrigues, editores de São Paulo, uma felicitação nos seguintes termos: ”Honra você mais a esse nosso belo Estado setentrional, que o Estado a você, ao aceitar a láurea. Ou de outra forma: sai mais engrandecido o Amapá por lhe oferecer essa honra do que você por recebê-la pois o Munhoz é maior sem que o Amapá seja pequeno”. Também recebi da Biblioteca Pública Estadual Elcy |Lacerda o diploma 'Amigos da Biblioteca', “pelo excepcional e permanente carinho dedicado a esta Instituição, divulgando-a e participando das ações nela desenvolvidas.” O Rotary Club de Macapá me entregou no dia 21 de junho de 1996, o Diploma de Honra ao Mérito, “como reconhecimento pelo laborioso trabalho na educação da juventude amapaense, ao longo destas 5 décadas”. No dia 21 de dezembro último, encontrando o senador Sarney, pedi um autógrafo, no seu livro “Os Marimbondos de Fogo” edição portuguesa da Bartrand Editora, 1986, que eu comprei em Lisboa. Ele escreveu: “Ao professor Antônio Munhoz Lopes, um afetuoso abraço e minha admiração pelo seu amor às letras”. Num velho caderno que o cupim quase destrói, encontro: ”Aqui em Macapá ninguém ousa fazer qualquer movimento de cultura sem a sua participação. Seria uma falta de bom senso” – Elson Martins < A Voz Católica, de 13 de agosto de 1969. É o cúmulo do exagero: “Antônio Munhoz é uma das pessoas mais inteligentes que conhecemos, Um QI altíssimo” – Vera Cardoso Santos < O Liberal, 22 de dezembro de 1974. E por último o que disse Alcy Araújo, “O Estado do Amapá, 06-01-81: “Antônio Munhoz, esse monumento de cultura que é hoje um dos patrimônios dessa terra”. É exagero, é, mas é exagero de amigo. Melhor exagerar para o bem do que para o mal. Um sentimento mau é horrendo." 
Trechos extraídos de duas cartas, escritas de próprio punho pelo professor Antônio Munhoz Lopes, e enviadas ao editor do blog datadas, respectivamente, de 08 e 29 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um Pioneiro Ilustre: Coaracy Sobreira Barbosa

(Foto gentilmente enviada, via e-mail, por Edgar Veloso - genro de Coaracy)
"Coaracy Sobreira Barbosa, nasceu em 16 de junho de 1923 em Vitória do Espírito Santo e, aos treze anos, já fazia estágio no Diário da Manhã da sua terra natal. Depois de passar pelo Rio de Janeiro e Belém trabalhando em empresas comerciais, chegou a Macapá em 1945 quando Janary Nunes iniciava o seu governo e recrutava mão de obra em todo o Brasil. De 1945 até 1957 ele foi professor primário, ano em que foi nomeado prefeito do município de Calçoene, onde permaneceu até 1961, quando passou a assessorar o deputado Janary Nunes. Foi um dos fundadores da Companhia Amapaense de Telefones - CAT em 17 de junho de 1965 e permaneceu na Teleamapá, de 1973 até 1988 onde exerceu cargos importantes. Era membro da Academia Amapaense de Letras e da Associação Amapaense de Escritores - APES, além de fazer parte também de outras entidades representativas. Coaracy Barbosa foi um pesquisador incansável e dispunha de  material para escrever a história dos municípios de Calçoene, Amapá, Macapá, Mazagão e Oiapoque, bem como, era possuidor de  vasto acervo sobre os eventos mais importantes ocorridos no Amapá. Se não fossem as enormes dificuldades que são impostas aos escritores para publicar seus livros, quem sabe a nossa história já não seria muito mais conhecida, através deste batalhador incansável que amava de verdade a terra que o acolheu."
O escritor Paulo Tarso Barros assim o definiu: "Coaracy Barbosa era um cidadão digno, apaixonado  pelo  que  fazia,  amigo  da  pesquisa  histórica,  um  autêntico  minerador dos fatos, capaz de gastar o último centavo para reproduzir  uma  foto,  xerocopiar  um  documento  ou adquirir  uma  obra.  Era aquele  estudioso  que  se  sentia  feliz, exultava  ao  fazer  uma  descoberta,  ao  encontrar um  amigo dos  tempos  do  Território,  os  heroicos  pioneiros  que  protagonizaram a epopeia do Amapá e relembrar com eles episódios daquela época."
Seguem alguns  comentários  sobre  a  vida  e  a  obra  de Coaracy Barbosa:
"Padre Jorge Basile escreveu que Coaracy Barbosa  é  uma  estrela  de  primeira  grandeza;  o  jornalista  Aluizio  Brasil  numa  de  suas  crônicas  intitula  Coaracy  Barbosa  como  a  reserva  moral  do  Amapá;  o  Desembargador  e  escritor  Gilberto  Pinheiro  ressaltou,  através  de  artigo  na  imprensa,  o  grande  trabalho  do  pesquisador  sobre  a  saga  dos pioneiros; também o articulista Belarmino paraense de  Barros  destacou  a  obra  de  Coaracy  Barbosa,  um  homem  que dedicou sua vida ao Amapá, desde que aqui chegou e  começou a atuar como professor e jornalista. Sua  trajetória  é  notável,  pois  tem  participado    de  entidades  sociais  e  culturais,  como  a  Associação Amapaense  de  Imprensa,  Associação  dos  Cronistas  e Locutores  Esportivos,  foi  um  dos  incentivadores  da   Criação  da  Associação  das  Secretárias  do  Amapá.  Era membro  da  Academia  de  Letras,  da  Associação  Amapaense de Escritores – APES, já foi agraciado com os  títulos  durante  o  governo  Pauxy  Nunes  foi  chefe  de  Gabinete.  Por  muitos  anos  exerceu  vários  cargos  relevantes na antiga Companhia Amapaense de Telefones;  foi Secretário de Finanças da Prefeitura de Macapá.  Coaracy  Barbosa  publicou  três  volumes  de  Personagens  Ilustres  do  Amapá  e  História  da  Justiça do Amapá."
Coaracy Barbosa, faleceu  no  dia  26 de janeiro de 2003  por  complicações  respiratórias.
Texto de Paulo Tarso Barros-Presidente   da  Associação   Amapaense   de    Escritores-APES e membro da União Brasileira de Escritores – UBE, –especialmente adaptado para o blog Porta-Retrato.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...